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03/11/2009 - 14:42

A morte de Lévi-Strauss

Do Blog A Bolsa, de Portugal

Morreu Claude Lévi-Strauss

Por Redacção

O influente antropólogo, etnólogo e filósofo Claude Lévi-Strauss faleceu na noite de sábado para domingo. Tinha 100 anos de idade.

A notícia foi avançada esta terça-feira pela Academia Francesa.

Nascido em Bruxelas a 28 de Novembro de 1908, o francês Lévi-Strauss foi um dos nomes maiores da antropologia, tendo exercido uma influência decisiva na evolução desta área científica ao longo do século XX.

No entanto, a sua obra acabou por influenciar todas as ciências sociais, nomeadamente através do seu contributo para o advento do estruturalismo – corrente de pensamento que procura identificar nos factos de natureza simbólica as formas invariáveis que existem em diferentes conteúdos.

A Lévi-Strauss é ainda atribuído um papel percursor no nascimento do movimento ecologista.

Por Pablo Castro

Sem dúvida, um dos maiores gênios do pensamento social. Sua interpretação do tabu do incesto foi sua primeira bomba intelectual : depois de refutar as tentativas de explicação acerca da universalidade do incesto em todas as sociedades humanas, ele encara o fenômeno como a primeira estrutura, raiz mais profunda de toda a cultura, que na verdade seria a primeira projeção simbólica que separaria natureza e cultura, além de estar vinculado à necessidade de trocas simbólicas e materiais dentro das sociedades humanas. Esse pensamento dentro da antropologia representou um deslocamento das interpretações funcionalistas até então vigentes.

Seu único trabalho de campo foi no Brasil, na década de 30, onde ele primeiro veio lecionar etnologia na recém-fundada Universidade de São Paulo, e depois seguiu para o Centro-Oeste brasileiro, travar contato com os Nambiquara e os Bororó. O clássico Tristes Trópicos, que narra toda a experiência no Brasil, merece ser considerado não só um clássico da Antropologia, mas da Literatura . A prosa de Levi-Strauss é extremamente prodigiosa e contribui decisivamente para o pensamento antropológico.

O estruturalismo inaugurado por ele foi dominante durante toda a segunda metade do século XX, e não se estará exagerando ao afirrmar que a história da antropologia pode ser dividida em antes e depois de Levi Strauss.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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30 comentários para “A morte de Lévi-Strauss”

  1. Louzada disse:

    Este Post é para aqueles que pensavam que esse cara era o criador da calça Levi”s rrrsssssssss

  2. Marcelo Alves Lima disse:

    Nossa essa vai ser uma perda e tanto … ainda há muita coisa para descobrir na obra e vida desse mestre … triste notícia

  3. Thiago Candido disse:

    Hoje é um dia triste. Além do Lévi-Strauss, morreu mestre Verequete, o verdadeiro rei do carimbó.

    http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=53296

  4. Pablo Castro disse:

    Sem dúvida, um dos maiores gênios do pensamento social. Sua interpretação do tabu do incesto foi sua primeira bomba intelectual : depois de refutar as tentativas de explicação acerca da universalidade do incesto em todas as sociedades humanas, ele encara o fenômeno como a primeira estrutura, raiz mais prufunda de toda a cultura, que na verdade seria a primeira projeção simbólica que separaria natureza e cultura, além de estar vinculado à necessidade de trocas simbólicas e materiais dentro das sociedades humanas. Esse pensamento dentro da antropologia representou um deslocamento das interpretações funcionalistas até então vigentes.
    Seu único trabalho de campo foi no Brasil, na década de 30, onde ele primeiro veio lecionar etnologia na recém-fundada Universidade de São Paulo, e depois seguiu para o Centro-Oeste brasileiro, travar contato com os Nambiquara e os Bororó. O clássico Tristes Trópicos, que narra toda a esperiência no Brasil, merece ser considerado não só um clássico da Antropologia, mas da Literatura . A prosa de Levi-Strauss é extremamente prodigiosa e contribuí decisivamente para o pensamento antropológico. O estruturalismo inaugurado por ele foi dominante durante toda a segunda metade do século XX, e não se estará exagerando ao afirrmar que a história da antropologia pode ser dividida em antes e depois de Levi Strauss.

    • Antes e depois de Franz Boas.

      • Marcelo Alves Lima disse:

        Bom, eu já diria antes e depois de Marcel Mauss, mas considerando as relações de Levi-strauss tanto com um quanto com outro, é melhor ficar mesmo com o mestre belga, pois sua obra não só dá um novo significado a dos dois antes citados (ainda que isso envolva algumas polêmicas) mas funda uma base de pensamento – o estruturalismo – que serviu de referência as gerações seguintes, de seguidores ou de críticos … ainda que em geral as criticas sejam ao estruturalismo e não a Levi-Straus … esse reconhecido por todos como um verdadeiro monumento ….

  5. henry Henkels disse:

    Eu carrego muita influencia de Levi-Strauss no meu pensamento.

    Uma perda… mas o velhinho deu o que tinha que dar.

  6. Pablo Castro disse:

    Obrigado por publicar meu humilde comentário no corpo do post ! Fico honrado ! Só faça-me o favor de consertar em experiência errei e digitei s em vez de x . E “contruibui” sem o acento que esbarrei. Valeu !

  7. Jotaem disse:

    Um intelectual extraordinário. A USP foi de fato privilegiada: Lévi-Strauss, Roger Bastide, G.-G. Granger e tantos outros. Pena que essa tradição está se esvaindo sob o peso das novas formas de gestão acadêmica. Ler o programa dos atuais candidatos a reitor mais votados é desalentador…

  8. paulo disse:

    estou muito triste. por anos, ele ocupou minha cabeceira.

  9. Tartufo disse:

    Frase lapidar desse extraordinário intelectual que, entre tantas outras maravilhas, ofereceu ao mundo a calça jeans* :

    “Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele – isso é algo que sempre deveríamos ter presente”.

    *os americanos, como sempre metidos e presunçosos, insistem na versão equivocada que o criador da calça jeans foi o General Lee)

  10. O homem que ousou comparar a Baía de Guanabara a uma boca banguela, disse em Tristes Trópicos: “O Pão de Açúcar, o Corcovado, todos esses pontos tão louvados parecem ao viajante que penetra na baía como tocos de dentes perdidos nos quatro cantos de uma boca banguela”. O trecho foi depois colocado como referência na música estrangeiro de Caetano veloso.
    Eu não concordo com a observação de Lévi-Strauss, excetuando-se pelo bafo da baia que realmente é intragável devido à poluição, mas ela é linda e ainda persiste com encantos. Os franceses são mal-humorados, é um traço cultural e o antropólogo não fugia à regra. No entanto, eu entro em sintonia com ele em vários outros aspectos, dentre eles a observação de desprezamos a tradição em uma busca desenfreada pelo “moderno”, sempre a deixar de lado a nossa história. A cidade de Salvador passa por isso agora com uma especulação imobiliária sem limites e destruição do patrimônio cultural da cidade (Mesmo erro que São Paulo cometeu e que não assimilamos e compreendemos o erro para não mais cometê-lo). Tem um outro trecho de Tristes Trópicos em que ele fala: “Um espírito malicioso já definiu a América como sendo uma terra que passou da barbárie à decadência sem conhecer a civilização. Poderíamos com mais razão aplicar a fórmula às cidades do Novo Mundo: vão da frescura à decrepitude sem se deterem na antiguidade”.
    Estamos condenados à feiúra de nossas cidades e mais do que nunca Claude Lévi-Strauss faz sentido. Deixará saudade.

  11. Leo V disse:

    Uma lenda até então viva.

  12. ubaldo, o paranóico disse:

    Prezados,

    A bruxa está solta e tenho receio que ela encontre o caminho do Rio de Janeiro…

    Morre o escritor espanhol Francisco Ayala aos 103 anos
    MADRI, Espanha, 3 Nov 2009 – O escritor e acadêmico espanhol Francisco Ayala morreu nesta terça-feira em sua casa em Madri aos 103 anos, informou uma porta-voz da Fundação Francisco Ayala.

    Ayala, considerado um dos maiores intelectuais da Espanha do século 20, sofreu nos últimos dias uma piora de seu estado de saúde, até então considerado bom, e será cremado em uma cerimônia privada.

    Nascido em Granada, em 1906, foi professor da Universidade de La Laguna, na ilha de Tenerife, de 1934 até o final da Guerra Civil espanhola (1936-1939).

    Os horrores do conflito o fez se exilar na Argentina, onde permaneceu até 1950, passando a morar depois nos Estados Unidos, antes de voltar à Espanha em 1960, instalando-se definitivamente em Madri, em 1978.

    Obras de destaque
    Autor de obras como “El boxeador y un ángel”, “Historia de la libertad”, “Muertes de perro”, “Historia de macacos” e “Cervantes y Quevedo”, Ayala recebeu vários prêmios, entre eles o Cervantes, o mais importante das letras hispânicas, e o Príncipe de Astúrias das Letras.

    Foi homenageado em 16 de março passado por ocasião de seus 103 anos pelas autoridades espanholas com a reedição de sua obra “Glorioso triunfo del príncipe Arjuna”.

    Era casado com a pesquisadora americana Carolyn Richmond e pai de uma menina, Nina, fruto de seu primeiro casamento com a chilena Etelvina Silva.

    “Tinha uma visão muito ampla da história da Espanha e de nosso século”, declarou a ministra da Cultura, Angeles González-Sinde.

    “Com Ayala, se acaba todo um mundo: o da geração literária de 27 e a da cultura da República e do exílio como seu máximo exponente”, declarou o ensaísta Luis García Montero.

    O chato é que a notícia está em “entretenimento”.

    http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/afp/2009/11/03/ult32u21500.jhtm

    • Sanzio disse:

      Ubaldo, você faz mesmo jus ao apelido. Um com 103 anos, o outro com 100, o do RJ com 101 e você ainda acha que as bruxas estão soltas? Querias o quê, que os caras vivessem até os 150?

      Agora sério, o duro é pensar o quão difícil será encontrar substitutos para essa gente, a impressão que fica é que, como naquele trecho da música do Belchior (?), “depois deles não apareceu mais ninguém”.

      • ubaldo, o paranóico disse:

        Conta o folclore político que o Alquimim, o político mineiro (não o picolé-de-chuchú) depois de muito tempo que não visitava determinada cidade, andando pela rua deparou-se com um rapaz e logo apressou-se em cumprimentá-lo: “Tudo bem, rapaz? Como vai seu pai, mande um abraço para ele”. O rapaz, meio sem graça disse: “Mas… doutor Alquimim, meu pai morreu faz dez anos!”. O velho político não perdeu a pose e respondeu: “Morreu prá ti, filho ingrato! Ele continua vivo no meu coração!!!”.

        Eu digo o mesmo para o Sanzio: [as bruxas] não estão soltas prá ti, comentarista ingrato! (que deve estar bem longe dos cem….), mas eu já ouço (ainda um pouco longe, é verdade) o esvoaçar das vassouras… Nosso amigo do Rio, então…

  13. Edivaldo Dias de Oliveira disse:

    Alguem saberia dizer como era a relação dele com Derrida, já que a obra prima deste, Gramatologia, foi construida (ou seria desconstruída) sobre Tristes Trópicos, do primeiro.

    Tristes Trópicos constituiu no primeiro trabalho de desconstrução, de Derrida.

  14. Joanice Conceição disse:

    A notícia da morte de Lévi-Strauss chega em meio a minha impaciência para escrever uma artigo sobre o medo da morte para os adeptos do candomblé. Tal como os grandes homens e mulheres de candomblé desejo que ele se torne um egum que, ao ser invocado possa torna retornar ao aiyê para elucidar as grandes discussões que irão surgir sobre as estruturas elementares do parentes e tantas outros temas que o tornaram o gênio da antropologia. O comjunto de sua obra transformará o pensamentos de grande parte dahumanidade. Sua morte deixará uma lacuna impreenchível.
    Que a sua viagem para o orum seja muito tranquila.
    S

    • Daniel Simões disse:

      Egun… invocado para retornar ao aiyê…? Eu discordo, minha cara. Ele já viveu 100 anos, tá na hora de deixar ele em paz, não? Abraço.

  15. Joanice Conceição disse:

    A notícia da morte de Lévi-Strauss chega em meio a minha impaciência para escrever uma artigo sobre o medo da morte para os adeptos do candomblé. Tal como os grandes homens e mulheres de candomblé desejo que ele se torne um egum que, ao ser invocado possa torna retornar ao aiyê para elucidar as grandes discussões que irão surgir sobre as estruturas elementares do parentesco e tantos outros temas que o tornaram genial. O comjunto de sua obra transformou e transformará o pensamentos de grande parte da humanidade. Sua morte deixará uma lacuna impreenchível.
    Que a sua viagem para o orum seja muito tranquila.
    S

  16. Marcão disse:

    Só falta nessa leva ir o mestre Hobbsbawn…

    Att

    Marcão

    • ubaldo, o paranóico disse:

      O tempo é relativo mas é tempo. É uma questão de.

  17. antonio francisco disse:

    Tenho um exemplar de Tristes Trópicos onde Claude Lévi-Strauss exercita seu tino para a poesia e para a narrativa fluente e generosa.

    Sujeito incrível este, a quem o Brasil deve muito. O Brasil e o resto do mundo.

    Copio parte da página 281 deste belo livro da Companhia das Letras:

    “Essa estada abortada, a mistificação de que, a contragosto, eu acabava de ser instrumento, haviam criado um clima agastante; além do mais, meu burro estava com afta e a boca lhe doía. Ele ia andando com impaciência ou parava abruptamente; brigamos. Sem perceber, vi-me de repente sozinho no mato, tendo perdido meu caminho.
    Que fazer? Como se conta nos livros, alertar o grosso da tropa com um tiro de fuzil. Desço de minha montaria, atiro. Nada. No segundo disparo, parece-me que me replicam. Dou um terceiro, que tem o dom de assustar o burro; ele vai embora trotando e pára a certa distância.
    Metodicamente, desvencilho-me de minhas armas e de meu material fotográfico, e coloco tudo isso ao pé de uma árvore cuja localização memorizo.
    Então, corro à conquista do burro que entrevejo, em plácidas atitudes.
    Deixa que eu me aproxime e foge no momento em que penso em agarrar as rédeas, recomeça essa manobra várias vezes e me arrasta. Desesperado, dou um pulo e penduro-me com as duas mãos no seu rabo. Surpreso com esse procedimento pouco habitual, desiste de escapar de mim. Monto de novo na sela e vou pegar meu material. Tínhamos rodado tanto que não pude encontrá-lo.
    Abatido por essa perda, resolvo então juntar-me ao meu grupo. Nem o burro nem eu sabíamos onde ele fora parar. Ora eu me decidia por uma direção que o burro pegava, relutante; ora eu lhe deixava a rédea solta e ele se punha a dar voltas. O sol ia baixando no horizonte, eu não tinha mais arma e esperava a qualquer momento receber uma nuvem de flechas.
    Talvez não fosse o primeiro a penetrar naquela zona hostil, mas meus predecessores não regressaram de lá, e, mesmo que me deixasse abandonado, meu burro representava uma presa muito apetitosa para gente que não tem muito o que comer. Enquanto ruminava esses sombrios pensamentos, eu espreitava o momento em que o sol se poria, planejando incendiar o mato, pois fósforos ao menos eu tinha. Pouco antes de me decidir, ouvi vozes: dois Nambiquara haviam pegado o caminho de volta assim que deram por minha falta, e seguiam meu rastro desde o início da tarde; encontrar meu material foi, para eles, brincadeira de criança. À noite, conduziram-me ao acampamento onde o grupo aguardava.
    Ainda atormentado por esse incidente ridículo, dormi mal e driblei a insônia rememorando-me a cena das trocas. A escrita fizera, pois, sua aparição entre os Nambiquara; mas não, como se poderia imaginar, ao termo de um trabalhoso aprendizado. Seu símbolo fora imitado, ao passo que sua realidade continuava a ser desconhecida. E isso, com vistas a uma finalidade mais sociológica do que intelectual. Não se tratava de conhecer, reter ou compreender, mas de aumentar o prestígio e a autoridade de um indivíduo – ou de uma função – às custas de outrem.”

    • Pablo Castro disse:

      Maravilhoso o trecho. Observemos que toda o caso serve a ele como estímulo à refleão teórica, sem nunca reduzir as várias dimensões que uma historieta pode ensejar.

  18. Pedrôncio disse:

    Lévi-Strauss deu a melhor definição que eu já li da minha tão amada cidade de São Paulo: uma cidade que passou da barbárie à decadência sem ter conhecido a civilização. Será que um dia a conheceremos?

  19. carlos disse:

    Na minha imaginação, Lévi-Strauss era um autor que nos colocava em contato com os primórdios da antropologia. Ele nasceu quando Durkheim ainda era vivo, conheceu Mauss, Boas, Malinowski, Evans-Prittchard. Ao mesmo tempo, era inteiramente novo, diferente desses, colocando novos desafios ao pensamento. É difícil dar uma imagem abrangente do falecido, mas o que me impressionava em Lévi-Strauss, nas minhas últimas leituras, era seu radicalismo sensível. Ele era um relativista, mas tinha profunda crença na realidade física, e era isso que o movia a considerar as culturas humanas como possuindo valores equivalentes, desde a minúscula isolada à civilização global. Ele era um radical da sensibilidade, o que não significa empirista. Cria na capacidade de pensar com os sentidos, de atribuir valor aos sentidos. Diante da variabilidade de pensamentos abstratos, o antropólogo pensava na universalidade estética do ser humano.

  20. Daniel Simões disse:

    Um interessante detalhe sobre a grandeza do mestre. Lévi-Strauss escreve a obra que o consagrou definitivamente, Tristes Trópicos, como uma espécie de passatempo, um “entre trabalhos”, como o próprio afirmou. Um pouco frustrado pela, ainda, não aceitação no Collège de France, e também pela inviabilidade de escrever “As Estruturas Complexas do Parentesco” – essa obra demandava um conhecimento matemático e computacional indisponíveis ao mestre na época – resolve então se voltar às memórias de 15 anos antes, no Brasil.

  21. JPOX disse:

    A Natureza (terrestre ou universal) é una. A Vida, simples especificação (*) dela, também.

    A tola idéia de superioridade (ou in) cresce sobre a ilusão tosca da existência de separação.

    Antes de todos nós, todos os genes.

    Antes de todos os genes, toda a poeira de estrelas.

    (*) no sentido de ser característica específica.

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