Nassif, olha só: o negócio do aquecimento global começa a dar lucros extraordinários para um de seus maiores advogados. Ele mesmo, Mr. Al Gore, pode, literalmente, virar um bilionário do carbono.
Gore investiu US$ 75 milhões através de sua empresa, a Silver Springs, e poderá recuperar muitas vezes o valor investido. Um faro aguçado de um homem de visão, ganhador do Oscar, do Grammy, e é claro, do Nobel da Paz (?)…
Um exemplo onde uma causa, que é contestada legitimamente por metade dos cientistas do planeta, incluindo aí processos na justiça – aos milhares – se torna um negócio próspero.
Para o bem da humanidade, tomara que ele esteja errado, tanto na propaganda do suposto aquecimento global causado pelo homem, como pela oportunidade em se aproveitar do medo coletivo. Não faria bem ao planeta.
Matéria assinada por Lucas Mendes para a BBC Brasil, fala da baiana Fernanda Santos.
Segundo Lucas Mendes ela é inteligente, bonita e merece o título que vai entrar para a história do nosso jornalismo: primeira repórter brasileira – ou brasileiro – a conquistar um emprego no mais influente jornal do mundo. Oxi!, como ela e o marido americano costumam abreviar, com frequência, o oxente…
A Mídia em Questão, com Luis Nassif e Sebastião Nery.
Mediação: Alvaro Costa e Silva.
Horário: 18:30
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Comentário
Os amigos chorões do Rio poderiam passar a dica sobre onde será a roda de choro amanhã? Se alguém conseguir falar com meu xará Luis Filipe ou com o Jorge Simas, avise que estou louco para encontrá-los em uma roda.
A propósito, hoje tem sarau no Alemão, no Viaduto Antártica.
Sempre que me deparo com um virtuoso, na música, fico embasbacado como adolescente, a cada coisa nova que percebe. Tal é assim, uma estrela na tenra idade, com um instrumento pouco comum para as meninas, o contrabaixo.
Australiana, Tal Wilkenfeld iniciou aos 14 anos tocando guitarra e aos 17 trocou pelo baixo já estudando em New York. Aos 21 fez uma excursão com o gigante do jazz Chick Corea. Um mês depois acompanhou Jeff Beck em seu giro pela Europa, culminando com sua aparição no festival Crossroads.
Confiram a excelência da menina no festival Crossroads junto com Jeff Beck:
Conexão Acordeom França-Brazil apresenta de 6 a 11 de novembro os melhores> Oswaldinho, Toninho Ferragutti, Renato Borgettti com os franceses Syrano, Dulieux e muitos outros. Detalhes a seguir:
Envio os enunciados elaborados pelo CDES em 2006. Estive revendo este material, e fiquei surpreso pelo fato da maioria do que os conselheiros apontaram à época está agora se realizando. Gostaria que verificasses, com teu olhar acurado de jornalista, se estou correto.
O influente antropólogo, etnólogo e filósofo Claude Lévi-Strauss faleceu na noite de sábado para domingo. Tinha 100 anos de idade.
A notícia foi avançada esta terça-feira pela Academia Francesa.
Nascido em Bruxelas a 28 de Novembro de 1908, o francês Lévi-Strauss foi um dos nomes maiores da antropologia, tendo exercido uma influência decisiva na evolução desta área científica ao longo do século XX.
No entanto, a sua obra acabou por influenciar todas as ciências sociais, nomeadamente através do seu contributo para o advento do estruturalismo – corrente de pensamento que procura identificar nos factos de natureza simbólica as formas invariáveis que existem em diferentes conteúdos.
A Lévi-Strauss é ainda atribuído um papel percursor no nascimento do movimento ecologista.
Por Pablo Castro
Sem dúvida, um dos maiores gênios do pensamento social. Sua interpretação do tabu do incesto foi sua primeira bomba intelectual : depois de refutar as tentativas de explicação acerca da universalidade do incesto em todas as sociedades humanas, ele encara o fenômeno como a primeira estrutura, raiz mais profunda de toda a cultura, que na verdade seria a primeira projeção simbólica que separaria natureza e cultura, além de estar vinculado à necessidade de trocas simbólicas e materiais dentro das sociedades humanas. Esse pensamento dentro da antropologia representou um deslocamento das interpretações funcionalistas até então vigentes.
Mal tomou posse no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro José Antonio Dias Toffoli já causa desgaste à imagem da instituição, por conta do patrocínio de R$ 40 mil da Caixa Econômica Federal à sua festa de posse. “É claro que é um desgaste para ele e para a instituição também, mas só posso presumir que ele não estava a par disso”, observa o ministro Marco Aurélio Mello.
“Isso desvaloriza o Supremo, que deveria ser preservado como uma instituição acima de qualquer suspeita”, completa o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um dos maiores críticos da indicação de Toffoli.
Em sua defesa, o ministro afirma que não tinha conhecimento do patrocínio da Caixa à recepção organizada por associações ligadas à magistratura, caso que foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo. “A festa não foi iniciativa minha nem do Supremo. Eu fui apenas um convidado”, argumenta o ministro.
“Não pedi festa nenhuma e não sei onde obtiveram o dinheiro. Supus que os recursos vieram dos associados, mas de onde veio o dinheiro não é problema meu”, reagiu o ministro. “É problema de quem ofertou, e não meu.”
O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), lembra que a Caixa está disputando mercado com todos os bancos e patrocina eventos em vários ramos. Ele até reconhece que a oposição está no seu papel legítimo de criticar. “O errado é dizer que aí tem problema legal e ético, porque não tem”, contesta, enfatizando que não há nada na lei que impeça a Caixa de “financiar” a posse de um ministro. Mas as críticas persistem.
“É um absurdo desnecessário a Caixa, um banco público, financiar festa de ministro. Para que festa de posse?”, argumenta o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
Comentário
Da série “Estadão sem medo do ridículo”. Nem o Pedro Simon.
O IDP de Gilmar consegue contratos exclusivos com o setor público, consegue com o Senado, tem clientes privados grandes grupos com demandas no Supremo; Gilmar abre os salões do Supremo para lançamentos comerciais de site jurídico que funciona como sua assessoria de imprensa e vende seus livros.
E a festa de posse do Toffoli desmoraliza o Supremo.
Sempre fui fã do Isaias Raw e do Instituto Butantã. Com o escândalo ocorrido, muita informação nova está no ar, não apenas sobre a administração do Instituto, mas sobre os resultados de suas pesquisas e da produção de vacinas.
Quem tiver informações, favor enviar.
Abaixo, a matéria da Carta Capital desta semana sobre o tema.
O cientista Isaias Raw construiu uma sólida imagem no Brasil e no Exterior. Desenvolveu projetos em universidades norte-americanas e em Israel. Passou por instituições como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Escola de Saúde Pública de Harvard.
A informação de Dora Kramer, ontem, em sua coluna, sobre a pesquisa encomendada pelo DEM no Distrito Federal e na Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais é fundamental para que possamos estabelecer um debate em torno da agenda política imediata.
Segundo a pesquisa, levada ao conhecimento do PSDB para que Serra assumisse sua candidatura ou abrisse espaço para Aécio, teve os seguintes resultados ( números não divulgados), em texto transcrito literalmente da colunista
” Há quatro amostras: Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Sul e Bahia. Na capital, Ciro Gomes aparece em primeiro lugar, Dilma Rousseff em segundo e José Serra em terceiro. Em Salvador, Dilma empata com Serra e abre vantagem na região metropolitana. No Rio Grande do Sul, a candidata do presidente Lula também aparece na frente e, em Minas, diz o DEM, o quadro é de ‘aperto’.
Um assunto muito interessante passa a ser discutido no mundo. Com a migração para os carros elétricos, quem tomará o lugar dos reis do petróleo? Talvez se crie a OPEP do lítio.
Como disse Jeff Immelt, CEO da GE, em recente evento da Fundação Clinton, a questão não é mais perguntar se o carro elétrico substituirá o carro à combustão, mas sim quando isso acontecerá. E aí o lítio, material das baterias, passará a ser o petróleo do Século 21. Com 95% das jazidas do minério localizadas na Bolívia, Chile e China, virá aí a OPEO do lítio?
A decisão do STJ – de liberar de avisos os clientes negativados em empresas de crédito – visa exclusivamente facilitar a expansão do grande mercado de derivativos de crédito.
Empresas adquirem carteiras de recebíveis não pagos de outras. Procedem às cobranças. Pagam um deságio levando em conta a perspectiva de recebimento. Depois, caem matando sobre os inadimplentes.
Sobre a dica do Gustavo, lembro que, quando a Globo fez o tal merchandising, esse esquema do Boi Gordo era sancionado inclusive pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Na época escrevi sobre os demonstrativos contábeis e financeiros divulgados, que acabavam escondendo a vulnerabilidade dessas aplicações.
Escrevi várias colunas cobrando um posicionamento mais efetivo da CVM. Em vão.
Por Gustavo Amigo
Caros,
Sobre a Globo e o Boi Gordo. O Cosme Rímole escreveu uma matéria no blog dele hoje falando sobre os jogadores que perderam dinheiro com o esquema Madoff brasileiro, o famigerado Boi Gordo. O que me espantou da matéria é a associação que ele fez entre a novela Rei do Gado com o Antonio Fagundes e o fundo de investimento Boi Gordo.
Alguém sabe se existem fundamentos para tal afirmação? A Globo, com sua novela Rei do Gado, teve relação nas picaretagens deste fundo criminoso ou é mais uma coincidência ?
Boi Gordo. O pior investimento da história do futebol brasileiro…
Desde domingo o conteúdo do Portal está sendo anexado ao Google Notícias e ao Google busca.
Em vista disso, tenho recebido alguns emails de pessoas que foram criticadas por Blogs de participantes.
Uma conhecida escritora invadiu minha caixa postal com uma linguagem de lavadeira. Apanhei feito cachorro magro sem ter a menor idéia do motivo. Depois, descobri que foi um comentário colocado por um membro do Portal em abril passado, criticando-a. E ela julgando que fosse eu o autor.
Sõ alguns esclarecimentos sobre as regras do Portal:
1. Os Blogs não são moderados e os posts refletem a opinião pessoal de cada um.
2. Não há qualquer veto às opiniões políticas dos participantes.
3. Não são aceitas ofensas. Peço a todos os membros do Portal que me alertem, caso algum post saia dos limites da civilidade. Já houve casos (poucos) de pessoas banidas da Comunidade por não seguirem as regras.
4. Se alguém se sentir atingido por críticas injustas, tem todo o direito à resposta. Se por ofensas, elas serão imediatamente retiradas.
Quando Lula chamou a atenção dos jornalistas para os catadores de lixo, a impressão inicial era que chamava a atenção para grupos sociais desvalidos. Não apenas isso. O Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) é uma experiência fantástica, que tem avançado no uso de novas ferramentas tecnológicas.
Do Bloco Temático de Saneamento do Portal Luís Nassif
Parceria desenvolve sistema online inédito para auxiliar catadores de materiais recicláveis em todo o Brasil. O programa de software livre promove a chamada “inteligência geográfica” ao determinar as melhores rotas para os trabalhadores, além de evitar sobreposição de territórios e definir pontos ideais para a implantação de novos galpões.
O sistema consiste num banco de dados criado por técnicos do Parque Tecnológico da Usina de Itaipu (PTI) e representantes do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
Os trabalhos estão em fase final de implementação. Segundo o coordenador do MNCR de Minas Gerais, Luis Henrique da Silva, foram selecionados dois membros de cada comitê regional para alimentar o sistema com informações – o grupo recebeu treinamento durante a Expo Catadores 2009. O software pode ser acessado livremente pela internet a partir de senha fornecida pelo MNCR.
O superintendente de Gestão Ambiental da Itaipu, Jair Kotz, explica que o acesso não terá custo algum às cooperativas ou associações que participarem do banco de dados. “O software é uma expertise, uma estrutura que já tínhamos instalada e com a parceria deixamos a disposição do MNCR”. O movimento de catadores é quem coordenará e disponibilizará os dados, enquanto o PTI dará suporte e atuará como servidor do sistema.
O Royal Bank of Scotland (RBS) e o Lloyds Banking Group estão vendendo sucursais, em outra grande sacudida no setor bancário do Reino Unido. As vendas foram exigidas pela Comissão Europeia para salvaguardar os interesses sobre a competição após os dois terem sido socorridos pelo governo do Reino Unido. O RBS vai vender 318 filiais, enquanto o Lloyds colocará à disposição mais de 600 unidades nos próximos quatro anos. O banco também confirmou que ficará de fora do regime de seguro estatal. O Lloyds, que tem uma participação de 43,5% detida pelo governo, em vez disso vai aumentar seu capital em 21 bilhões de libras, incluindo 13,5bilhões de libras emcapitalização e 7,5 bilhões de libras em troca de dívida. Mas terá que pagar ao governo britânico 2,5 bilhões de libras para evitar a adesão ao Programa de Proteção de Ativos do Governo (GAPS, na sigla em inglês), que dispõe de seguro estatalpara empréstimos tóxicos passados. O RBS, entretanto, confirmou que irá aderir ao sistema revisado – e mais caro -, disse o Tesouro. “Acredito que o que temos aqui é um negócio melhor para o contribuinte”, disse o chanceler (ministro) de finanças Alistair Darling à BBC.
“há uma belíssima agenda a ser construída. Um desafio fascinante para toda uma geração de profissionais que trabalham com energia. Temos a mesma oportunidade que a geração dos anos cinqüenta teve de mudar o país; com a diferença que podemos ir muito mais longe e de forma muito melhor e mais justa.”
Já faz alguns anos que nós do Grupo de Economia da Energia do IE/UFRJ estamos chamando a atenção para as mudanças profundas que estão acontecendo no contexto energético do mundo e do país e que, em função disso, a agenda energética da década passada, independentemente da sua adequação, ou não, àquela época, hoje se encontra totalmente ultrapassada.
Essa constatação não implica na retomada da agenda clássica do setor de energia, como se os anos decorridos sob a agenda liberal fossem apenas um interregno que, dado por encerrado, demandaria uma retomada do ponto onde se havia parado. É muito mais do que isso. É o reconhecimento de que houve mudanças estruturais profundas que fazem com que o passado, tanto o recente quanto o distante, tenha ficado irreversivelmente para trás. Para o bem ou para o mal, para alegria de uns e tristeza de outros, o mundo, como concebiam os “estatistas” dos anos cinqüenta ou os “liberais” dos anos noventa, se foi, e não há como recompô-lo a partir dessa dualidade simplista.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.