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01/11/2009 - 14:51

A UFMG e a fábrica de nanotecnologia

O Instituto de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) praticamente foi o pioneiro do estudo da nanotecnologia no Brasil.

Sob o comando de Marcos Pimenta, há uma equipe de cem pesquisadores com renome internacional. Não bastasse o fato de ser belo violonista de choro e sobrinho do grande Aluizio Pimenta, Marcos tornou-se referência mundial no assunto.

Recetemente, o Blog divulgou dados de pesquisa sobre cimento, da equipe do Marcos.

Bom, com o pré-sal a nanotecnologia ganha relevância ainda maior. Será montada uma fábrica para equipamentos especiais, visando a exploração em águas profundas, toda baseada em nanotecnologia.

Ocorre que há movimentos fortes junto à Petrobras e ao Inmetro para que a fábrica fique no Rio de Janeiro.

O Rio já receberá a maior parte do investimento do pré-sal. Portanto, a fábrica de nanotecnologia não fará gde diferença para o estado.

A Petrobras já possui convênios com universidades relevantes. Com o Coppe, conseguiu desenvolver grupos de excelência mundial em águas profundas.

Minas e a UFMG merecem que essa fábrica fique no estado e que a parceria da Petrobras com a Universidade ajude a impulsionar uma área de ponta, onde o país terá todas as condições de desenvolver sua própria tecnologia.

Mas se a mineirada não começar a se movimentar, perderão o jogo.

Aliás, uma bela oportunidade para a Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff reafimar sua mineiridade.

Autor: luisnassif - Categoria(s): C&T, Universidade Tags: , ,

64 comentários para “A UFMG e a fábrica de nanotecnologia”

  1. Vander Fagundes disse:

    Parabéns à UFMG pelos estudos e investimentos sobre nanotecnologia. Além do investimento acadêmico-teórico, é desejável e às vezes imprescindível que haja convênios com empresas nas mais variadas pesquisas acadêmicas. Recomendo a leitura de um interessante artigo sobre nanotecnologia, publicado na Le Monde Diplomatique de outubro, intitulado “Bits, genes e átomos: o futuro chegou”. Segue o pdf da matéria:
    .
    http://www.polis.org.br/utilitarios/editor2.0/UserFiles/File/11%20-%20Bits,%20genes%20e%20atomos.pdf

  2. Vander Fagundes disse:

    Marcelo Cândido, todo meu apoio à idéia de que Betim precisa de metrô. Tenho vários parentes lá e vejo que existem grandes problemas em infraestrutura na cidade. Exemplo: Betim tem quase 500 mil habitantes e não tem nem rodoviária! Os ônibus param no centro da cidade, no meio da mais movimentada avenida, perto de uma loja de vendas da Gontijo. Algumas informações que li nos últimos meses: Betim, que possui a refinaria da Petrobrás Gabriel Passos e a fábrica da FIAT, é uma das cidades que mais crescem em população no Brasil e é uma das cidades mais violentas do país para os jovens, sendo a violência concentrada, principalmente, nos bairros Teresópolis, Jardim Alterosas e PTB. Os dois últimos governos priorizaram os pesados investimentos em infraestrutura mas a segurança piorou muito. Dados estatísticos mostram que a violência cresceu assustadoramente nos últimos anos.

    • Ricardo Vianna de Paula disse:

      Vander,a região industrial de BH-Grande BH,Barreiro,Betim,etc. era das maiores preocupações de Pimentel e lutas frequentes suas para que esta região tão rica e importante para BH, fosse contemplada com vias de acesso rápido a região centro-sul da capital.É indigno que estando geograficamente muito próxima de tudo esteja com “vias de fato” completamente defasadas e tão perto/tão longe.Existe a quase realidade de um projeto de via de ligação rápidada zona sul a Betlm passando pelo sopé da serra do Rola Moça -Moeda,a implantação definitiva do belo parque estadual do Rola-Moça,que seria melhor protegido e utilizado,a construção de um centro internacional de convenções junto ao atrativo mundial que se tornou o espetacular Inhotim.E porque a região de industrial possue outros atrativos também.

  3. Caetano disse:

    Gosto dos mineiros. Gente simples, boa, hospitaleira. E competente. A impressão que os mineiros passam, porém, é de uma fragilidade ou dependência inexistentes. É comum ouvir de políticos mineiros “Minas merece…” ou “Chegou a hora de Minas…”, algo completamente desnecessário, basta trabalhar e mostrar seu valor, o sucesso é decorrência.

    • Chato Feliz disse:

      Quem cria pão de queijo e Natália Guimarães não precisa de mais ninguém. Ninguém !!

  4. Chato Feliz disse:

    Eu conheci o Marcos Pimenta e convivi com vários alunos seus. Dois colegas meus que foram alunos dele de doutorado hoje são jovens professores na UFMG, Fantini e Luis Gustavo. Marcos Pimenta é sem dúvida o professor mais proeminente do departamento, e talvez da universidade. Mas atenção para um dos seus ex-alunos que é hoje também professor no DF-UFMG: Ado Jório. Tem cerca de 35 anos e tem um fator H também por volta de 35, o que é muuuuuuuuita fruta. E, mais importante, ao contrário dos demais jovens pesquisadores brasileiros com esse fH, ele decidiu morar no Brasil e, mais precisamente, em BH. Não conheci no Brasil nenhum outro físico nessa idade com tanto potencial e tão bem colocado para ter, no futuro próximo, grande projeção internacional.

  5. Gustavo Cherubine disse:

    Chato Feliz, grande figura.

  6. É a chance de o Brasil mostrar que deseja reduzir a dependência tecnológica. Um caso ilustra nosso comportamento, no momento histórico da ditadura, de discurso nacionalista e prática etreguista: professores da Unicamp mobilizaram-se para criar uma fábrica de microcomponentes. Hoje o Brasil exporta o silício em minério, de ótima qualidade, e importa chips prontos, a ideia era dominar a fabricação de semicondutores e eventualmente o processo inteiro até um chip. Pois bem: o governo não só não incentivou como assistiu passivamente – se é que não incentivou ativamente – a enormes sabotagens contra a iniciativa, que teve assim vida curta.

  7. Luiz c l botelho disse:

    Prezado Nassif e comentarista Marcelo Cândido
    Somente agora tive conhecimento do seu muito interesante comentário.A propósito, eu sou totalmente crítico a esta aparente “engordação”e “merchandise” de competências científicas e tecnológicas nas IFES Brasileiras .O que eu quis dizer educadamente é que gastando-se somente tres milhões de dólares em projetos que só fariam sentido com centenas de milhões de dólares investidos , só pode-se concluir que o projeto da UFMG parece mais apropriado a ser um projeto de educação científica (publicação de alguns trabalhos no tema/por pesquisadores e formação de Mestres e Doutores para o cenário nacional de docencia das nossas IFES!).Você esta totalmente certo no seu ceticismo!.É claro que o domínio da tecnologia dos semicondutores e circuitos eletrônicos para controle mecatronico do parque industrial brasileiro , parece ter uma prioridade maior de investimentos por parte do dinheiro público do que competir no domínio da nano tecnologia super avançada com os países avançados (USA,Russia, Alemanha, França, etc..)

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