iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
01/11/2009 - 13:50

A falta de dona Ruth

Por Paulo Guedes

Temos q considerar o FHC cR/com a Ruth e o pR/pós Ruth.

Ruth Cardoso era o ponto de equilíbrio de um homem cujo ego só tem crescido ao longo dos anos.

Era de Ruth a preocupação social: os programas sociais implantados a duras penas por FHC nasceram em Ruth, q não poucas vezes teve ásperas discussões com o “Farol”.

Bajulado por aqueles q acham q títulos dão ao homem “notório saber”.

Sabedoria não é proporcional a grau de instrução. Sabedoria é proporcional à capacidade do homem de entender e apreender seu entorno. Racionalizando e equacionando suas observações de modo a poder aplicá-las em benefício próprio e de seu “habitat” social.

FHC nunca vai ser grande: falta-lhe discernimento.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

48 comentários para “A falta de dona Ruth”

  1. agameilson cruz disse:

    NASSIF , BOA NOITE, POR QUE FUI CENSURADO?

  2. oswaldo j. baldo disse:

    E como falta discernimento.!!

  3. Odijas disse:

    Não se esqueçam que FHC ganhou duas eleições contra Lula no primeiro turno.
    E foi FHC quem traçou o atual modelo econômico no Brasil, que é um sucesso consagrado.
    Lula só fez continuar o que ele começou.
    Até o presidente do Banco Central de lula é um nome do oriundo do PSDB.

    • Marco Antônio P. N. Sênior disse:

      Caro
      ODIJAS,

      Continuas viajando pelas GALÁXIAS.

      1- FHC não ganhou eleição de LULA,
      mas ITAMAR é que a entregou
      de bandeja a ele, com o Plano Real.

      2 – Se FHC traçou o modelo econômico
      que dizes “consagrado”, por que
      com esse modelo FHC deixou o
      PAÍS falir 3 vezes, entregando-o
      falido a LULA? (Palavras de
      Delfim Netto).

      3 – Abra a cabeça, cara: MEIRELES
      nunca teve nada de tucano, pois
      sua passagem pelo tucanato
      foi tão ligeira, quanto seu mandato
      de Deputado, uns poucos meses,
      pois logo que assumiu o BC,
      pediu o afastamento do PSDB.

      É por asneiras assim,
      que volto a repetir:

      O ANTILA ou é uma
      pessoa honesta,
      porém desinformada,
      ou é uma pessoa informada,
      porém desonesta.

      Marco Sênior

      2 -

  4. Caetano disse:

    Lamento pelos descontentes, mas FHC é reconhecido internacionalmente como um intelectual de peso. Gostar dele ou não como político é questão de torcida.

    • Paulo Guedes disse:

      Onde cara-pálida?

    • Marcus Vinicius disse:

      ah sim é verdade … (pausa)

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk !!!

    • Marco Antônio P. N. Sênior disse:

      CAETANO,

      Como é que é?
      FHC reconhecido internacionalmente
      como intelectual?
      Nem aqui pessoas inteligentes
      o têm assim? Como dizia TANCREDO
      àqueles que o rodeavam, ao ver FHC
      se aproximar:
      “CUIDADO, gente, vamos mudar
      de assunto, vem aí o Rei do Gogó.”

      Dizer que FHC é intelectual
      é assinar atestado de asnice.
      Quem é intelectual se preocupa
      primeiramente em aprender
      falar, discursar, persuadir.

      Marco Sênior

  5. Flavio A Nascimento disse:

    Bom dia !! Fhc tem o seu papel na história, sim. Dizer que papel é esse é tema de discussões sempre apaixonadas, de minha parte considero que ele perdeu o bonde da história, se distanciou das propostas defendidas inclusive por sua mulher Dona Ruth. Enfim é medíocre sim, inclusive internacionalmente, alguns mais apaixonados, parecem em vida as viúvas que Dona Ruth não foi, por ter desaparecido antes.

  6. Liduina disse:

    Não se questiona a intelectualidade ,mas o que se faz com o conhecimento adquirido.
    Foi aí que FHC perdeu feio.

  7. Regina Cubas disse:

    Acho que mesmo com a Dra. Ruth ele já dava sinais de, digamos, alucinações. Em 1979, em aula para retomar a cadeira na USP, ele declarou que o latifúndio estava diminuindo no Brasil!!!!

  8. Marco Antônio P. N. Sênior disse:

    NASSIF,

    Eis um bom artigo
    do Jornalista
    GILSON CARONI FILHO

    UM RÉQUIEM PARA FHC

    O texto do ex-presidente tucano, publicado em vários jornais no domingo, revela um erro de cálculo político sem precedentes. Contrariando seus aliados, que desejavam vê-lo distante da campanha do PSDB para presidente em 2010, FHC trouxe para o próximo pleito a comparação entre as políticas de seu governo e as do governo Lula: a única polarização que a direita não queria. Imaginando-se um estrategista, virou um fardo pesado para as possíveis candidaturas de José Serra e de Aécio Neves.

    O artigo é de Gilson Caroni Filho.

    As palavras são as armas. E foi acreditando em sua capacidade de manejá-las com destreza que Fernando Henrique Cardoso tentou atacar o presidente Lula em seu artigo publicado no jornal O Globo, do último domingo. Em sua vaidade desmedida, imaginava-se escrevendo um texto inaugural, um manifesto histórico capaz de desvendar a cena política, retirando a oposição do estado letárgico em que se encontra. O efeito foi exatamente o contrário.

    O texto mal escrito, sem sentido em muitos parágrafos, revela um erro de cálculo político sem precedentes. Contrariando seus aliados, que desejavam vê-lo distante da campanha do PSDB para presidente em 2010, FHC trouxe para o próximo pleito a comparação entre a política econômica do governo e a da gestão petista: a única polarização que a direita não queria. Imaginando-se um estrategista, virou um fardo pesado para as possíveis candidaturas de José Serra e de Aécio Neves. Triste para o prestigiado sociólogo, deplorável para o experiente político.

    Comparações são ociosas, mesmo porque cada polemista tem o seu tempo na história. Mas não é de hoje que o sonho do“”príncipe dos sociólogos” é ser um Carlos Lacerda redivivo. Vê a si próprio como um panfletário versátil e demolidor, capaz de usar as palavras como metralhadoras giratórias nas mãos de um guerrilheiro. O problema é que seu estilo é tosco e seus escritos ininteligíveis. Não é capaz de açular os medos da classe média, mesmo usando os velhos ingredientes que vão da ameaça de uma república sindicalista a um quadro incontrolável de corrupção. Não aprendeu que, sem o apoio das bases sociais que o acompanham, seu suposto prestígio pessoal conta pouco.

    Para criar condições de instabilidade superestrutural não bastam editoriais, artigos e noticiários de jornalistas de direita. É preciso que as classes dominantes se encontrem excepcionalmente reunidas em torno de um só objetivo. Para isso, do outro lado, tem que haver um governo fragilizado, com escassa base de apoio, incapaz de promover crescimento econômico com redistribuição de renda. Reeditar uma“”Marcha da Família com Deus, pela liberdade” não é o troféu fácil que o voluntarismo pedante imagina.

    Quando escreve que “é possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois, se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista”, deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública”, seu objetivo é tão claro como raso.

    É uma volta ao passado como farsa. Aos tempos em que os nacionalistas lutavam por uma solução independente para extração e refino do petróleo, de importância estratégica para o desenvolvimento do país, enquanto os entreguistas definiam-se abertamente pela exploração do produto pelo capital estrangeiro. Claro que estamos tratando de realidades distintas no tempo e no espaço, mas a motivação da direita é idêntica. E é a ela que a inspiração de FHC se dirige, inebriado como se cavalgasse uma fulgurante carreira política. O desespero e o patético andam sempre de mãos juntas. Ainda mais se lembramos “quem cevou os facilitadores de negócios na máquina pública” no período que vai de 1994 a 2002.

    Criticando o que chama de “autoritarismo popular”, o candidato a polemista prossegue: “Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.”

    A recorrência aos riscos de uma república sindicalista mostra a linhagem golpista do artigo de FHC, mas a falta de prudência, indispensável para quem pensa estar escrevendo um novo Manifesto dos Coronéis, leva a indagações. O autoritarismo de mercado, marca do seu mandato, é exemplo de democracia? A era da ligeireza econômica, da irresponsabilidade estatal ante a economia fortalecia as instituições do Estado Democrático de Direito? Ou não seria exatamente o oposto? Um bloco de poder composto pelo agronegócio, grandes corporações midiáticas e uma burguesia desde sempre associada, que privilegiava a ampliação crescente das margens de lucro, ignorando os custos sociais que isso implicava. Qual a autoridade política do ex-presidente para interpelar o atual?

    O que foi seu governo senão uma tentativa desastrosa de adaptar o aparelho de Estado às exigências criadas pelo neoliberalismo, contendo, a todo custo, as reivindicações dos trabalhadores do campo e da cidade? No final, com uma impopularidade recorde, a superestrutura política entrou em crise e os aliados contemplaram a rota de afastamento. É a isso que FHC nos convida a voltar?

    Outra observação interessante pode ser extraída desse trecho: “Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas?”. Aqui, o lacerdista frustrado ultrapassou qualquer limite da sensatez. Abriu o flanco, ao permitir a inversão da pergunta que faz.

    Como destacaram, em 1997, Cid Benjamim e Ricardo Bueno, no “Dossiê da Vale do Rio Doce”, “o Brasil levou 54 anos para construir e amadurecer esse gigantesco complexo produtivo. O governo FHC pretende vendê-lo, recebendo no leilão uma quantia que corresponderá, mais ou menos a um mês de juros da dívida interna”. Em maio daquele ano, a Vale foi vendida pelo governo federal por R$ 3,3 bilhões. Em 2007, seu valor de mercado estava em torno de R$103 bilhões. Em nenhum outro período a máquina estatal foi usada para transferir recursos públicos para o capital privado como nos dois governos do tucanato. Foi a esse continuísmo que a população deu um basta em outubro de 2002.

    O que se pode depreender das linhas escritas pelo tucano que queria ser corvo? FHC se especializou na arte do embarque em canoas onde o lugar do náufrago está antecipadamente destinado ao canoeiro de ocasião. Julgava estar redigindo um artigo que funcionaria como divisor de águas. Mas afundou junto com ele. Escreveu o seu próprio réquiem, levando junto velhos próceres do PSDB. Um trabalho e tanto. Extremamente apropriado para leitura no dia 2 de novembro.

  9. Maurício Gil - Floripa (SC) disse:

    Ótimo comentário.
    Definitivo.

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo