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01/11/2009 - 13:50

A falta de dona Ruth

Por Paulo Guedes

Temos q considerar o FHC cR/com a Ruth e o pR/pós Ruth.

Ruth Cardoso era o ponto de equilíbrio de um homem cujo ego só tem crescido ao longo dos anos.

Era de Ruth a preocupação social: os programas sociais implantados a duras penas por FHC nasceram em Ruth, q não poucas vezes teve ásperas discussões com o “Farol”.

Bajulado por aqueles q acham q títulos dão ao homem “notório saber”.

Sabedoria não é proporcional a grau de instrução. Sabedoria é proporcional à capacidade do homem de entender e apreender seu entorno. Racionalizando e equacionando suas observações de modo a poder aplicá-las em benefício próprio e de seu “habitat” social.

FHC nunca vai ser grande: falta-lhe discernimento.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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48 comentários para “A falta de dona Ruth”

  1. Luis Soares disse:

    Estão comparando FHC com Lula. Mas em matéria de lugar na história, FHC não perde apenas para seu sucessor. Perde, inclusive, para seu tão ridicularizado antecessor Itamar Franco, um presidente de transição que assumiu o cargo no difícil momento pós-impeachment e, num gesto de generosidade política, entregou-lhe o comando da economia. Graças ao Plano Real, patrocinado por Itamar, FHC extraiu os dividendos necessários para chegar à presidência. Uma vez instalado, o ingrato destruiu a carreira política de seu mentor.

  2. Luciano disse:

    Nassif me responda já q vc é do meio jornalístico e bem informado, o FHC tem mesmo um filho fora do casamento ????

    • ricardo cesar disse:

      Tem um número da Caros Amigos que conta toda a história. Segundo a revista, sim ele tem.

    • celio mendes disse:

      Ele nunca desmentiu a história, ninguem da grante mídia toca no assunto nem para dizer que sim nem para dizer que não. Por muito menos Renam Calheiros foi capa em varias semanais. Segundo consta a suposta mãe se chama Miriam Dutra e esta empregada na Globo como jornalista na Espanha, nunca ví nenhuma reportagem desta senhora, acho que tem o melhor emprego do mundo, ganha até dos fantasmas do serviço público que volta e meia conforme as conveniencias politicas são incomodados pela mídia.

  3. emanuel cunha lima disse:

    Quanta intimidade…
    O Paulo deve conviver bem proximamente com FHC pra perceber a aventada mudança.
    ( ou será que é só uma hipotese?)
    …………………..
    O que é “ser grande” para o Paulo?
    Obviamente que esta referencia não diz respeito à altura…
    Qual o criterio para medir essa grandeza, ou pequenez?
    Como Professor o FHC foi grande?
    Como Intelectual, cientista em sua area?
    Como Politico?
    Como Presidente?
    Como ex-presidente?

    Considero que como presidente FHC foi reprovado ( teria sido “pequeno” pra usar a expressão do Paulo).
    No mais não o vejo pequeno, pelo contrario…
    …………….
    Mas sei também que a régua que medimos as pessoas se conta muito mais pelas nossas simpatias ou antipaias que por criterios realmente objetivos, neutros.
    Neste caso, se gosto de FHC ele é grande ( ou até pode ser…)!
    Se não gosto, jamais será!

    Procurem as respostas no Coração.
    Nossas cabeças pensam que sabem. Mas só pensam e só sabem….

    • Paulo Guedes disse:

      Emanuel,
      Já que perguntastes, te respondo.
      FHC como intelectual é mediocre.
      Como professor, foram tão poucos os anos na catedra – abreviados por uma nunca explicada temporada em Paris como “exilado” – q não chegou a deixar marca.
      Como politico: um oportunista. Não fora Mario Covas ter batido na mesa, FHC teria se associado a Collor nos seus últimos extertores.
      Assume como seu um plano montado por outros e bancado por Itamar Franco, q fê-lo ministro contrariando um sem número de assessores e políticos q o conheciam bem.
      O Plano Real terminaria em 1998/99 com o fim da tresloucada paridade e as ingerências do FMI.
      Como presidente, deixou-se levar pela ambição e embarcou, “Serjão” foi o timoneiro, na nau da reeleição, onde os escrupulos foram deixados de lado pelo “bem” da nação.
      Pensou ser estadista e nada mais foi q um ocasional espectador.
      Na fase pR, seus recalques e frustrações tem-no levado cada vez mais à supercialidade dos fatos e das ideias.
      FHC nunca será grande: falta-lhe tempo e autocritica.

      • emanuel cunha lima disse:

        Ok, Paulo…
        Como imaginei voce deve ter uma convivencia muito proxima ao FHC pra tirar todas essas conclusões, especialmente quanto ao relacionamento/dependencia dele com Dona Ruth.
        Concordo com voce na critica à tentativa de associação com o Collor.
        Merece veemente reprovação de todas pessoas realmente bem intencionadas qualquer aproximação com o Collor, parta de quem partir ( ou Duela a quien duela…).
        ( ou será que uns podem se aproximar e outros não?)

        Sobre ambição e personalismo também procedem suas criticas.
        Temos tido homens publicos que se acham iluminados, predestinados, quase insubstituiveis.
        FHC foi um presunçoso, mas não só ele…
        Temos agora um que cujo esporte predileto é se comparar com TODOS os outros que vieram antes dele, sacando sempre a frase/mantra: “Nunca antes na história deste pais…”
        Não satisfeito, ao melhor estilo do caudilhismo latino americano, impôs ao partido a candidata a sua sucessão.

        Quanto a deixar os escrupulos de lado, “pelo bem da Nação” imagino seja outra forma de dizer ” precisamos manter a governabilidade”, ou talvez uma maneira diversa de contar episódios biblicos, especialmente os que envolvem Judas….

        Não se aborreca amigo Paulo, Lembre-se do maior ( pelo menos para mim…) ensinamento de Lula, que nos foi presenteado desde os jardins de Paris naquela celebre entrevista:
        “todos fazem!”

        É isso, amigo: “Sou, mas quem não é…?”
        ( lembra do Tavares ?)

  4. sergio g disse:

    Lembro-me do FHC, senão me engano, dando uma entrevista ao Robero Davila.
    Em certo momento comentou que estava lá ele eo Clinton mais o Toni Blair.
    Disse que colocaram um mapa na mesa e começaram a falar da política mundial.
    Pelo que percebi, o principe foi um mero espectador mas sentiu-se privilegiado.
    Da forma como disse, estava estasiado.
    Estar perto dos então poderosos lhe dava alento e lustrava-lhe a vaidade.
    Senti pena do dito cujo.
    Acho que na verdade, ele sempre buscou um reconhecimeto que sempre foi incapaz de conseguir.
    Daí a inveja que o corrói.
    Que pena?
    Acho que não.
    Está no seu devido lugar.
    Teve a nossas custas seu momento.
    E sua empáfia o derrotou.
    Fez caca.
    Próprio de sua natureza.
    Definitivamente!
    O FHC foi uma bobagem.

  5. walden disse:

    “O sábio não é necessariamente instruído.
    O instruído não é necessariamente sábio”

    ( Tao Te King)

  6. Lima disse:

    Possível que o coração da dona Ruth não tivesse acompanhado o raciocinar de FHC. Que memórias e escritos cheios de ressentimento. O bom é que uma hora nos esquecemos do que disse/escreveu/fez.. O duro, para ele e que cada vez que expõe suas idéias, mais ajuda a evidenciar Lula e suas obras.

  7. Guilherme S disse:

    Paulo,

    Voce acertou em cheio!!O que sempre me incomodou na academia (principalmente durante o Doutorado) era essa empáfia beletrista que em muitas situações, quando fui para uma temporada com bolsa-sanduiche não identifiquei nos canones da minha área no exterior. É uma coisa bem Brasileira, na verdade talvez, resquicios portugueses do sinhozinho que mandava o filhote varão para estudar na França, mas nada que envolvesse “sujar as mãos”. afinal trabalho mesmo era para os “boçais”.

  8. Lima disse:

    A falta da dona Ruth, indica também que FHC não manda nem em casa.

    O diário Lance, publicou que em 15/10, a copeira de FHC se recusou a servir Ronaldo “fenômeno” em sua casa:

    Copeira palmeirense recusa-se a servir Ronaldo

    Mulher se recusou a servir Ronaldo na casa do ex-presidente FHC

    O atacante Ronaldo quis fazer graça num juntar realizado na quinta-feira da semana passada, na casa do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, e acabou passando constrangimento com a copeira que, palmeirense, rebelou-se e recusou-se a servir o jogador corintiano.

    A copeira de coração alviverde, chamada Rose, sentiu-se ofendida depois que Ronaldo fez piadas sobre o Palmeiras…

    http://www.lancenet.com.br/noticias/09-10-22/639762.stm

    • Silvio disse:

      Legal foi o lance do Beluzzo presentear a copeira com duas camisas autografadas.

    • Marco Antônio P. N. Sênior disse:

      Caro
      LIMA,

      É isso aí …
      Com o Doutor Honoris CAOSa
      FHC sempre dá tudo errado.

      Marco Sênior

  9. Felipe Vargas Zillig disse:

    O ex presidente Fernando Henrique vem passando um momento no qual idéias e perspectivas acerca da sociedade brasileira andam esparsas.
    A necessidade de formar textos e discursos partidários tem imprimido um aspecto ainda mais árido a produção de um intelectual que somou a discussão sobre o Brasil pós Jango.
    O viés e a perspectiva que adotou para formular suas análises é limitado, mesmo mesquinho, pequeno, o que deixa esta característica em seus textos e suas declarações.
    Mais de uma vez coloquei como penso ser importante para o Brasil e para a Ámerica do Sul a formação de um time de lideranças como LULA, Chavez, Evo, Rafael Correa, Tabaré e a continuidade deste processo que levou ao surgimento e ao êxito destes lideres e seus governos, diferentemente da época anterior quando a esquerda assumiu o poder e fracassou ou foi sabotada, e não soube sair da sinuca.
    Teremos a sucessão de LULA, de Tabaré , de Cristina Kitchner e de outros, com isto o time vai aumentando, este verdadeiro colegiado vai se formando, a Ámerica do Sul amadurecendo e vemos a concretização de um processo por que tanto batalhamos.
    Este é o aspecto e a principal característica da atualidade brasileira e sul americana, as formulações do ex presidente tem características diferentes, inveja e mágoa.

  10. agameilson cruz disse:

    Meu caro Paulo, na minha opinião o PRESIDENTE DA REPULBLICA é um facilitador das tarefas , das politicas de ESTADO, e o nosso FHC é o oposto disso tudo, LULA ao contrario dele é a sintese de tudo que escreví, abraços pelo seu excelente texto.

  11. Lúcifer disse:

    O texto de hoje , da verve de FHC, sobressai um viés desequilibrado,ausência de contrapeso,ponto fora da curva, ressentimento e rancor, escorrendo pelos cantos. Pergunta-se:contra Lula ou contra os que o mantém com 80% de aprovação? FHC,não deixou o governo à moda Fernando Collor,porque a felicidade e o entusiasmo do povo era tal, que passou despercebido,ignorado precocemente,esquecido. Isso o príncipe dos sociólogos do alto de seu trono não perdoa.

  12. Marcos Carvalho Campos disse:

    “FHC nunca vai ser grande: falta-lhe discernimento.”

    Falta-lhe humildade

  13. Marcos P.B. disse:

    Vale lembrar que os programas de transferência de renda do (des)governo fhc que foram unificados no bolsa-família têm orígem no “Renda Mínima de Cidadania” do Suplicy que aliás não é exatamente o pai da idéia que foi formulada à partir de estudos e da experiência pioneira de “Renda Básica” no Alasca, EUA, na década de 1960.

    • Maristela disse:

      E que, do alto de sua enorme sabedoria, a imprensa em peso “caiu de pau”. Suplicy foi ridicularizado, considerado um verdadeiro doidivanas. Que me recorde, ninguém da “informada” mídia brasileira escreveu ou falou uma única linha sobre a experiência do Alasca. Ou seja, a zelite nem sempre acha que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”… Bom mesmo é qualquer novo gadget frente ao qual uma certa classe média “moderna e informada” só falta clamar caramuru!…

      • Maristela disse:

        Em tempo: esqueci de dizer que Ruth Cardoso foi uma intelectual de primeira, com sólida formação acadêmica e uma visão de mundo ampla e transformadora, além de professora dedicada de quem tive a honra de ser aluna. Não teve, infelizmente, um marido a sua altura.

  14. Marcos P.B. disse:

    Esqueci. Vale à pena ler :

    Suplicy, Eduardo Matarazzo (2004). Renda de Cidadania: a saída é pela porta. São Paulo : Cortez : Editora da Fundação Perseu Abramo.

  15. carlos quintela disse:

    Com isso descobrimos que nem na casa do FHC ele era o melhor estadista…

  16. richard pereira disse:

    Vamos por partes, os disparates e as asneiras que o FHc tem disparado contra o LULA tem origem na inveja e no ciúme:

    1) Que o retirante sem instrução superior é muito mais inteligente que ele.

    2) Que o mundo inteiro reverencia o torneiro mecânico e o sábio é sumariamente ignorado .

    3) Cuidado, a POLICIA FEDERAL já sabe os nomes dos brasileiros que desviaram dinheiro e aplicaram no OPPORTUNITY FUND do considerado gênio pelo FHC e que na real não passa de um bandido, o DANIELSINHO DANTAS.
    O BRASIL inteiro sabe que a PODRE ELITE BRANCA PAULISTA da qual faz parte esta sumidade tem grana roubada no exterior, todos queremos saber a relação dos quadrilheiros.

    4) Um tratamento psiquiátrico urgente seria um paliativo para sua megalomania, que já virou neurose, psicose, ou frustrose.

    5) Sugestão; vá para e ESPANHA e tente passar o resto dos seus dias ao lado de seu ex amor e de seu filho , difícil é ela aceitar cuidar desta triste figura que envergonhou o BRASIL durante 8 anos lambendo os pés dos americanos.

    RICHARD PEREIRA

    .

  17. [...] No Nassif, um comentário que resume o que eu acho. Que falta que a Ruth faz ao FHHC. E só tende a piorar.FHC [...]

  18. Marco Antônio P. N. Sênior disse:

    NASSIF,

    Uai, por que foi censurado
    o comentário que fiz ao
    suspeito desvio de R$ 20 milhões
    de verbas federais à ONG
    de Dona RUTH?
    Foi tão divulgado
    em alguns jornais.

    Marco Sênior

    • luisnassif disse:

      Uma suspeita que jamais foi confirmada.

      • Marco Antônio P. N. Sênior disse:

        Caro
        NASSIF,

        Mesmo assim não justifica
        a CENSURA.
        Quanta notícia na mídia é
        divulgada sem confirmação.
        Quando falei de SUSPEITA
        foi para que órgãos competentes
        esclarecessem: Polícia Federal,
        Receita Federal, TCU …

        Abraço,

        Marco Sênior

        • luisnassif disse:

          Você está sendo desrespeitoso em uma nota que fala de uma pessoa morta. Está aproveitando uma nota respeitosa para desrespeitar sua memória em cima de uma suspeita que jamais se confirmou. Cansei aqui de ir contra marés criadas pela mídia com suspeitas vazias contra desafetos. O que condeno não são os alvos da mídia: é o procedimento. Por aqui não se vai utilizar as mesmas armas que condeno.

        • Marco Antônio P. N. Sênior disse:

          Caro
          NASSIF,

          Jamais eu incorreria em
          desrespeito à Dona RUTH.
          Especialmente porque sempre
          a achei com cara de
          MADRE SUPERIORA.

          Marco Sênior

  19. Theo disse:

    Acho mesquinharia falar de defunto.

    Nassif, deixa esse tipo de coisa p/ turma do lado de la.

    • luisnassif disse:

      Ué, falar bem não pode? Sou admirador da dona Ruth e de seu legado. De onde você tirou que a nota foi para falar mal?

    • Marco Antônio P. N. Sênior disse:

      CONTINUAÇÃO

      Caro
      THEO,

      Seguindo seu conselho,
      doravante fica proibido
      aqui no BLOG falar mal
      de: ACM, PC FARIAS,
      ROBERTO MARINHO,
      DELEGADO FLEURY,
      ADEMAR DE BARROS,
      JÂNIO QUADROS, CARLOS
      LACERDA, MEDICCI, GEISEL,
      HITLER, MUSSOLINI, e outros
      tão distintos e veneráveis cidadãos.
      Deles não devemos falar
      mal, porque todos
      viraram santos.

      Abraço,

      Marco Sênior

  20. Índio Tupi disse:

    Aqui do Alto Xingu, os índios acham tremenda esquisitice gastar-se espaço do blog com quem já foi para o lixo da História [salve-se Da. Ruth]

  21. agameilson cruz disse:

    NASSIF , BOA NOITE, POR QUE FUI CENSURADO?

  22. oswaldo j. baldo disse:

    E como falta discernimento.!!

  23. Odijas disse:

    Não se esqueçam que FHC ganhou duas eleições contra Lula no primeiro turno.
    E foi FHC quem traçou o atual modelo econômico no Brasil, que é um sucesso consagrado.
    Lula só fez continuar o que ele começou.
    Até o presidente do Banco Central de lula é um nome do oriundo do PSDB.

    • Marco Antônio P. N. Sênior disse:

      Caro
      ODIJAS,

      Continuas viajando pelas GALÁXIAS.

      1- FHC não ganhou eleição de LULA,
      mas ITAMAR é que a entregou
      de bandeja a ele, com o Plano Real.

      2 – Se FHC traçou o modelo econômico
      que dizes “consagrado”, por que
      com esse modelo FHC deixou o
      PAÍS falir 3 vezes, entregando-o
      falido a LULA? (Palavras de
      Delfim Netto).

      3 – Abra a cabeça, cara: MEIRELES
      nunca teve nada de tucano, pois
      sua passagem pelo tucanato
      foi tão ligeira, quanto seu mandato
      de Deputado, uns poucos meses,
      pois logo que assumiu o BC,
      pediu o afastamento do PSDB.

      É por asneiras assim,
      que volto a repetir:

      O ANTILA ou é uma
      pessoa honesta,
      porém desinformada,
      ou é uma pessoa informada,
      porém desonesta.

      Marco Sênior

      2 -

  24. Caetano disse:

    Lamento pelos descontentes, mas FHC é reconhecido internacionalmente como um intelectual de peso. Gostar dele ou não como político é questão de torcida.

    • Paulo Guedes disse:

      Onde cara-pálida?

    • Marcus Vinicius disse:

      ah sim é verdade … (pausa)

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk !!!

    • Marco Antônio P. N. Sênior disse:

      CAETANO,

      Como é que é?
      FHC reconhecido internacionalmente
      como intelectual?
      Nem aqui pessoas inteligentes
      o têm assim? Como dizia TANCREDO
      àqueles que o rodeavam, ao ver FHC
      se aproximar:
      “CUIDADO, gente, vamos mudar
      de assunto, vem aí o Rei do Gogó.”

      Dizer que FHC é intelectual
      é assinar atestado de asnice.
      Quem é intelectual se preocupa
      primeiramente em aprender
      falar, discursar, persuadir.

      Marco Sênior

  25. Flavio A Nascimento disse:

    Bom dia !! Fhc tem o seu papel na história, sim. Dizer que papel é esse é tema de discussões sempre apaixonadas, de minha parte considero que ele perdeu o bonde da história, se distanciou das propostas defendidas inclusive por sua mulher Dona Ruth. Enfim é medíocre sim, inclusive internacionalmente, alguns mais apaixonados, parecem em vida as viúvas que Dona Ruth não foi, por ter desaparecido antes.

  26. Liduina disse:

    Não se questiona a intelectualidade ,mas o que se faz com o conhecimento adquirido.
    Foi aí que FHC perdeu feio.

  27. Regina Cubas disse:

    Acho que mesmo com a Dra. Ruth ele já dava sinais de, digamos, alucinações. Em 1979, em aula para retomar a cadeira na USP, ele declarou que o latifúndio estava diminuindo no Brasil!!!!

  28. Marco Antônio P. N. Sênior disse:

    NASSIF,

    Eis um bom artigo
    do Jornalista
    GILSON CARONI FILHO

    UM RÉQUIEM PARA FHC

    O texto do ex-presidente tucano, publicado em vários jornais no domingo, revela um erro de cálculo político sem precedentes. Contrariando seus aliados, que desejavam vê-lo distante da campanha do PSDB para presidente em 2010, FHC trouxe para o próximo pleito a comparação entre as políticas de seu governo e as do governo Lula: a única polarização que a direita não queria. Imaginando-se um estrategista, virou um fardo pesado para as possíveis candidaturas de José Serra e de Aécio Neves.

    O artigo é de Gilson Caroni Filho.

    As palavras são as armas. E foi acreditando em sua capacidade de manejá-las com destreza que Fernando Henrique Cardoso tentou atacar o presidente Lula em seu artigo publicado no jornal O Globo, do último domingo. Em sua vaidade desmedida, imaginava-se escrevendo um texto inaugural, um manifesto histórico capaz de desvendar a cena política, retirando a oposição do estado letárgico em que se encontra. O efeito foi exatamente o contrário.

    O texto mal escrito, sem sentido em muitos parágrafos, revela um erro de cálculo político sem precedentes. Contrariando seus aliados, que desejavam vê-lo distante da campanha do PSDB para presidente em 2010, FHC trouxe para o próximo pleito a comparação entre a política econômica do governo e a da gestão petista: a única polarização que a direita não queria. Imaginando-se um estrategista, virou um fardo pesado para as possíveis candidaturas de José Serra e de Aécio Neves. Triste para o prestigiado sociólogo, deplorável para o experiente político.

    Comparações são ociosas, mesmo porque cada polemista tem o seu tempo na história. Mas não é de hoje que o sonho do“”príncipe dos sociólogos” é ser um Carlos Lacerda redivivo. Vê a si próprio como um panfletário versátil e demolidor, capaz de usar as palavras como metralhadoras giratórias nas mãos de um guerrilheiro. O problema é que seu estilo é tosco e seus escritos ininteligíveis. Não é capaz de açular os medos da classe média, mesmo usando os velhos ingredientes que vão da ameaça de uma república sindicalista a um quadro incontrolável de corrupção. Não aprendeu que, sem o apoio das bases sociais que o acompanham, seu suposto prestígio pessoal conta pouco.

    Para criar condições de instabilidade superestrutural não bastam editoriais, artigos e noticiários de jornalistas de direita. É preciso que as classes dominantes se encontrem excepcionalmente reunidas em torno de um só objetivo. Para isso, do outro lado, tem que haver um governo fragilizado, com escassa base de apoio, incapaz de promover crescimento econômico com redistribuição de renda. Reeditar uma“”Marcha da Família com Deus, pela liberdade” não é o troféu fácil que o voluntarismo pedante imagina.

    Quando escreve que “é possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois, se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista”, deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública”, seu objetivo é tão claro como raso.

    É uma volta ao passado como farsa. Aos tempos em que os nacionalistas lutavam por uma solução independente para extração e refino do petróleo, de importância estratégica para o desenvolvimento do país, enquanto os entreguistas definiam-se abertamente pela exploração do produto pelo capital estrangeiro. Claro que estamos tratando de realidades distintas no tempo e no espaço, mas a motivação da direita é idêntica. E é a ela que a inspiração de FHC se dirige, inebriado como se cavalgasse uma fulgurante carreira política. O desespero e o patético andam sempre de mãos juntas. Ainda mais se lembramos “quem cevou os facilitadores de negócios na máquina pública” no período que vai de 1994 a 2002.

    Criticando o que chama de “autoritarismo popular”, o candidato a polemista prossegue: “Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.”

    A recorrência aos riscos de uma república sindicalista mostra a linhagem golpista do artigo de FHC, mas a falta de prudência, indispensável para quem pensa estar escrevendo um novo Manifesto dos Coronéis, leva a indagações. O autoritarismo de mercado, marca do seu mandato, é exemplo de democracia? A era da ligeireza econômica, da irresponsabilidade estatal ante a economia fortalecia as instituições do Estado Democrático de Direito? Ou não seria exatamente o oposto? Um bloco de poder composto pelo agronegócio, grandes corporações midiáticas e uma burguesia desde sempre associada, que privilegiava a ampliação crescente das margens de lucro, ignorando os custos sociais que isso implicava. Qual a autoridade política do ex-presidente para interpelar o atual?

    O que foi seu governo senão uma tentativa desastrosa de adaptar o aparelho de Estado às exigências criadas pelo neoliberalismo, contendo, a todo custo, as reivindicações dos trabalhadores do campo e da cidade? No final, com uma impopularidade recorde, a superestrutura política entrou em crise e os aliados contemplaram a rota de afastamento. É a isso que FHC nos convida a voltar?

    Outra observação interessante pode ser extraída desse trecho: “Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas?”. Aqui, o lacerdista frustrado ultrapassou qualquer limite da sensatez. Abriu o flanco, ao permitir a inversão da pergunta que faz.

    Como destacaram, em 1997, Cid Benjamim e Ricardo Bueno, no “Dossiê da Vale do Rio Doce”, “o Brasil levou 54 anos para construir e amadurecer esse gigantesco complexo produtivo. O governo FHC pretende vendê-lo, recebendo no leilão uma quantia que corresponderá, mais ou menos a um mês de juros da dívida interna”. Em maio daquele ano, a Vale foi vendida pelo governo federal por R$ 3,3 bilhões. Em 2007, seu valor de mercado estava em torno de R$103 bilhões. Em nenhum outro período a máquina estatal foi usada para transferir recursos públicos para o capital privado como nos dois governos do tucanato. Foi a esse continuísmo que a população deu um basta em outubro de 2002.

    O que se pode depreender das linhas escritas pelo tucano que queria ser corvo? FHC se especializou na arte do embarque em canoas onde o lugar do náufrago está antecipadamente destinado ao canoeiro de ocasião. Julgava estar redigindo um artigo que funcionaria como divisor de águas. Mas afundou junto com ele. Escreveu o seu próprio réquiem, levando junto velhos próceres do PSDB. Um trabalho e tanto. Extremamente apropriado para leitura no dia 2 de novembro.

  29. Maurício Gil - Floripa (SC) disse:

    Ótimo comentário.
    Definitivo.

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