O Museu de Horrores da arquitetura paulista
Por Andre Araujo
Que tal a abertura de um “MUSEU DOS HORRORES DA ARQUITETURA PAULISTA” ? Com fotos, maquetes e audio-visuais mostrando coisas pavorosas não só em construções populares mas em mansões nos Jardins que parecem bingos ou churrascarias. O mau gosto em São Paulo deveria ser matéria de tese de todas as Escolas de Arquitetura do mundo. Não há ideia da preservação da memória social da grande metropole, o mau gosto virou hobby.
Magnificos palacetes, expressões de épocas importantes da cidade, são arrasados em 48 horas para se criar mo lugar verdadeiro lixo arquitetonio, grande parte assinados pelos memos arquitetos do estilo “bingo-churrascaria” e que circulam pelas colunas sociais. Todo mundo sabe quem são e me dá uma vontade enorme de fazer a lista.
Enquanto Buenos Aires (em primeirissimo lugar) e Rio de Janeiro tem vocação para restaurar e recuperar areas e edificios, porisso que são cidades bonitas, criando soluções magnificas como Puerto Madero (em BA), o bairro da Urca, uma joia arquitetonica, o lindo prédio da Sul América (anos 20) recem recuperado no centro do Rio, São Paulo simplesmente abandona seu patrimonio e suas areas e vai migrando, primeiro foi o Centro Velho abandonado, aonde prédios históricos como o do Banco Comercial do Estado de S.Paulo e do Banco Francês e Italiano foram transformados em algo parecido com fliperamas bancários, uma adaptação de interiores de extraordinário mau gosto, sem um centimetro recuperado da majestosa decoração anterior, dai migrou-se para o Centro Novo (Barão de Itapetininga), logo depois abandonado, depois Av. Paulista, que já entrou em fase de deterioração, depois Vila Olimpia, com pardieiros comerciais de aluminio e vidro em ruelas estreitas aonde haviam antes botecos e borracharias (alguns continuam lá), tudo sem nenhum sentido de planejamento, de urbanismo, de elementar gosto arquitetonico, tudo muito feio, depressivo, horroroso, sem plantas, sem cores, sem jardins, uma aula de mau urbanismo para o mundo inteiro ver, agora o novo centro da moda é Marginal do Rio Pinheiros, entre a Juscelino e a Nações Unidas, aonde uma arquitetura que nada tem a ver com Brasil, inspirada nos ventos gelados de Chicago, ergue predios de 40 andares que precisam de luz articial mesmo que fora haja sol a pino lá fora, que não tem qualquer sentido ecologico, miram pelas paredes de vidro o imundo Rio Pinheiros, existe cena mais dantesca? Emabixo não tem nada que relacione o prédio à cidade, a unica arvore que pode aparecer no saguão é a de Natal, ainda ssim artificial.
Colocar tudo isso a débito de uma elite paulistana que não tem qualquer interesse na cidade, que a deixa degradar, que prefere morar em condominios fechados a 30 kms a recuperar sua cidade.
São Paulo foi o berço da FAU, foi a terra de Ramos de Azevedo e de Prestes Maia, mas perdeu a noção de vida urbana. A Av.Tiradentes entra a Marginal e o Vale do Anhangabau parece bombardeada, Berlim em 1945, tudo deteriorado, lixo, buracos nas calçadas, prédios abandonados há décadas (o da Cia.Nacional de Tecidos, enorme, um escombro enegrecido e apodrecido), edificios de 30 andares, como o Brasilar, um São Vito comercial, não há interesse nem do poder publico (aonde está a EMURB?) e nem dos particulares que fazem a sujeira, do Anhangabu até o tunel Nove de Julho, tudo pichado e quebrado, abandono de pós guerra, começa a melhorar após o tunel.
A magnifica casa do ex-Governador Abreu Sodré na Rua Luxemburgo, no coração do Jardim Europa, em estilo frances primoroso, foi comprada recentemente por algum sucateiro e demolida sem piedade, aonde está o Condephat?), o mau gosto é democratico, da classe A à classe C, não se ve uma floreira, um gesto de simpatia com o entorno, com a vizinhança, com o bairro.
É nesse contexto de campo de concentração urbano que se constroem agora esses paliteiros de 200 apartamentos, no mesmo figurino de péssimo gosto no projeto arquitetonico, na falta de vegetação para amenizar a dureza do concreto, na falta de minimos equipamentos que custariam frações do valor da obra e dariam algum ar de humanidade no entorno dessas futuros cortiços verticais.
Prefeitura, Camara, construtoras, habitantes, todos tem parte da culpa, moram em uma cidade aonde ninguem cuida, só pode virar um imenso cortiço, agora potencializafo pelo crédito imobiliário.
Depois esses mesmos caboclões ricos ou remediados vão a Paris e acham uma linda cidade,pelos seus predios de 400 anos muito bem conservados, pelo verde cuidadosamente mantido, pelas calçadas caprichadas e
pelo urbanismo organizado.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
muito bom, andré araújo.
esta demolição sem limites trucida o patrimônio histórico brasileiro. há casos, em minas, do mesmo padrão destes de são paulo. o nassif terá exemplos de poços de caldas.
romério
Quase choro quando lembro da deterioração de Ouro Preto, Mariana, Sabará, Caxambu e São Luis por xemplo
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mas a campeã MESMO, pra mim, é LAMBARI e seu cassino que NUNCA, nunca nunca, funcionou (veja foto abaixo) ..e seu MARAVILHOSO lago abandonado, que nem o Ness quer
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LAMBARI é o PIOR caso brasileiro de desmando com dinheiro publico ..e isso em inicios de 1900
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aliás, O LUIS poderia abrir sobre o causo uma pauta aqui no BLOG,
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http://www.hotelsolaris.com.br/album/regiao/circuito/re_circuito04g.jpg
Otima a ideia. Sempre defendi que os arquitetos devem ter total liberdade de criar o que for: monstros cor de rosa envidraçados, aberrações neoclassicas, arranha-ceu no Largo da Batata, predio modernista no meio de casas coloniais, o que for. Nada deve ser proibido.
Porem defendo que a prefeitura institua uma taxa de “mau gosto urbanistico” aumento em 50% o iptu dessas construções. Assim, quem quiser ofender visualmente o cidadão tem total liberdade. Mas tem que pagar mais.
15-housing-projects-from-hell
Ainda bem que não passaram por Sampa, senão a lista ficaria enorme…
http://www.oobject.com/category/15-housing-projects-from-hell/
Esconde isso logo, foo, antes que eles copiem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
estilo neo classico
existe algo pior que isso????
O problema não é o neoclássico legítimo, lá do século XIX, nem o eclético do início do século XX (como o Theatro Municipal e o Martinelli), mas essa coisa forçada da última virada de século.
Ainda hoje pensei nisso, ao passar em frente ao antigo Hotel Danubio, na Av. Brigadeiro Luis Antonio, que consta ter sido um dos mais chiques da cidade. Fechou por anos, depois parece que se tranformou em danceteria ou clube noturno, fechou de novo e agora está com suas janelas e portas cimentadas, todo pichado. Sua calçada é o lar de alguns moradores de rua.
Fiquei imaginando como estaria por dentro. Será que algo da época áurea foi preservado?
Dra. Janice, boa noite. Sou um colega advogado e comecei minha carreira como estagiário em um escritório de advocacia que cuidava dos interesses do Hotel Danubio. Na época, foi alugada a sauna do hotel (gigantesca!) para que uma casa noturna funcionasse na parte da noite. Isso faz treze anos e, naquela não tão longínqua época, o hotel estava tinindo. Encantava-me ir até o hotel, diante da beleza arquitetônica daquilo. Imagino que muita coisa esteja preservada, desde que ele não tenha sido invadido. Vale dizer que esse debate da arquitetura paulistana vem sendo discutido, em pinceladas, há algum tempo pelo Daniel Piza. Para finalizar,digo: não há bairro que me encante mais que a Moóca. E tem muita coisa preservada por lá (mas estão afogando o bairro….). Abraços.
Dr. West, muitíssimo obrigada pelas informações! Tomara que o Danubio seja reaberto, de alguma forma.
E, realmente, concordo com vc: a Mooca ainda é um charme
Abs!
Tem um treco ali em Pinheiros com cores berrantes que acho uma coisa estranhissima, ali no final da Faria Lima, quando bate sol o ‘predio’ lança raios para todos os lados ofuscando que está perto, um horror!!!
É o prédio do Ruy Ohtake, rosa, onde está o Instituto Tomie Ohtake. Olha, Adir, preferia mil prédios com aquela inventividade e ousadia em São Paulo (ainda que definamos alguns como feios) do que o monocórdico e terrível neoclássico que domina São Paulo (e cujos modelos mais terríveis – e caros, caros… – estão exatamente por ali, na Faria Lima).
Isso é uma das coisas que mais me impressiona em São Paulo. Por que a cidade com maior capacidade econômica do país é tão feia?
Não gosto dessa forma de tratar cidades como se fossem entidades com consciencia, desejos, personalidade.
Há, obvio, caracteriscas que marcam cidades ( “ares”, como se diz…) mas isso não deve chegar ao ponto de generalizar “carimbando” uma cidade como sendo a “meca” do mau gosto, em comparação com outras, que seriam detentoras ( olha a “personificação” aí…) de bom gosto….
E comparar Rio e São paulo em materia de urbanismo é meio arriscado, creio.
São muito diferentes!!!!
No mais, e como não poderia deixar de ser, esse alegado mau gosto é também culpa das elites. ( Novidade…. A elite é culpada de tudo que consideremos errado, né?).
Depois que percebi que “conservacionismo” tem a mesma raiz de “conservadorismo” fiquei com um pé atras quando ouço ( ou leio) essas defesas da manutenção “das coisas como estão”, ou mais ” das coisas como eram….”!!!!
Não é nem questão de “conservacionismo”, é mau gosto mesmo. E a elite bem que poderia “comprar” um pouco de bom gosto, investindo na própria educação estética, néam?
Novo rico é aquele que “chegou lá” (onde?) sem precisar de educação que, por sinal, é um produto caro e pouco disponível no Brasil. Já que não precisaram dela, além de cara consideram-na inútil.
Melhor gastar na Daslu, ainda que a ignorância os leve a pagar caro por etiquetas de grife produzidas na China.
Perfeito e inexcedível, Jura.
Pra mim, o pior de todos e aquele hotel em forma de navio (Unique, acho que e isto). Que que aquele navio tem a ver com os arredores? E as janelas minusculas?
Outra construcao de matar e a ponte estaiada; totalmente fora de proporcao e sem harmonia com os arredores. Pior e o que passa debaixo dela.
Isto sem falar nos estadios de futebol, todos em bairros residenciais e sem area de escape.
E pra finalizar, o calcadao da paulista; um brinde ao mau gosto. E os inumeros predios abandonados na capital sem que ninguem faca nada pra recupera-los ou transforma-los em algo de interesse publico. So no centro eu contei 200 predios abandonados.
Ah! minha amiga! Mas ele foi projetado pelo Rui Ohtake, considerado um dos mais competentes e inventivos (foi capa, e conteúdo, algumas vejinhas!
A estaiada apenas levou para cima o trânsito que estava na junção da “jornalista” Roberto Marinho com a Berrini. Passo lá todo dia e sempre “empaca”, ainda mais quando junta com a marginal do Rio Pinheiros.
O calçadão da Paulista está se espalhando por outras áreas da cidade, como a Domingos de Morais, entre a Sena Madureira. Quando bate o sol chega a irritar os olhos. Além de apresentarem rachaduras menos de um mês após serem “construídas”. E lembrar que a justificativa para a troca era “permeabilizar o solo”!
Este comentário sobre rachaduras no calçadão da Paulista me lembrou a reforma das calçadas da Av. Sylvio de Campos, o principal corredor comercial de Perus: já vi trechos serem refeitos três ou quatro vezes! Incompetência ou caixa-dois?
Feio mesmo é a quantidade de chicletes que jogam na calçada.
Hamilton, concordo que chiclete na calçada é horrivel, mas refações seguidas de calçadas num espaço de dois, três meses não tem nenhuma relação com chiclete. Aliás, as refações foram tão frequentes que nem dá tempo de acumular chiclete nessas calçadas.
E a calçada “nova” da Teodoro Sampaio, que depois de dois anos já está destruída?
Aliás não resistiu à primeira chuva. O material – bloquinhos de cimento – não é adequado à topografia, nem à extensão e nem ao tráfego intenso. Os blocos são assentados sobre areia e quando chove arrasta tudo morro abaixo.
Sem falar que a cor do blocos – cinza e branco sujo – é de doer. Não sei como os comerciantes locais aprovaram e pagaram por um projeto desses.
Licitação pelo menor preço é isso aí. É como as canetas BIC do Estado: já chegam estragadas.
sugestões: av nove de júlio, obra do emérito professor da poli, saudoso prefeito, prestes maia; marginais do tietê, obra do emérito engo da poli paulo salim maluf, popularíssimo prefeito de spaulo; passagem de nível no anhangabaú, obra do universitário ademar mendes de barros, festejado político paulista de tradicional família idem; “regularização” das invasões das margens da guarapiranga e do terreno do inps na estrada das lágrimas, realização do pranteado mário covas, engo da poli, governador reeleito de spaulo.
conclusão, após ter visto o que fez na presidência um torneiro mecânico, a solução para spaulo é um prefeito pedreiro.
Poderiamos incluir aí os novíssimos “neo-clássicos” que infestam a paisagem paulistana.
E por falar em planejamento, a prefeitura quer construir um viaduto pra aumentar a pista de pouso de Congonhas. Ao inves de pedirem a remocao do aeroporto da area, querem a ampliacao.
A msm prefeitura quer ainda instalar o ferrorama, digo o monotrilho. Se fosse com um metro expresso, ligando os terminais da periferia aos do centro (Bandeira-Grajau, por ex), tudo bem. Mas nao, querem o monotrilho como alternativa ao metro.
Eu queria que alguem me explicasse porque o metro e tao fundo em Sao Paulo. Na paulista deve estar ha uns 30 metros de profundidade. Em NY, vc desce uma escada de 10 degraus e ja esta na plataforma. Pq aqui nao fazem igual?
A maior parte de Sao Paulo e periferia, onde nao ha grandes construcoes. Dava pra fazer tanto o subterraneo pelo metodo “cut and cover” como aquele modelo aereo muito comum nos EUA. E feio? E. Mas a cidade ta longe de ser uma maravilha, nao ta?
O projeto da Paulista era bem mais ambicioso: metrô embaixo, acima, as pistas para os carros e, acima destes, um bulevar. Dá época do bom engenheiro e prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz.
Uma revisão de texto vai bem… Em cada frase há pelo menos um erro de ortografia, acentuação e pontuação.
Se não conhece o tema, para contribuir com informações, sem problema. O povo aqui não é exigente.
Caro Marcelo Peixoto:
Depois de um tempo percebi que Andre Araujo(autor de vários livros, conforme aprendi por aqui) raramente se preocupa com a forma, apenas com o conteúdo- parece que escreve de uma vez só, sem revisão, daí os equívocos.
Muitos podem não concordar com os pensamentos do comentarista em tela( é capaz de nadar contra a maré com extrema facilidade), algo rotineiro aqui no blog, mas o fato é que todos os pontos de vista dele sempre têm início, meio e fim.
Um abraço
o peixoto deixa disso
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outro dia meu filho me perguntou o que era adjunto averbial
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..puts, Eu preocupado com o FIm do mundo e o garoto me cobrando do adjunto ?
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PRA mim nossa língua tinha que ser reformada e simplicada …letras , ou combinações, tipo H, rr, ss, ç, ch, sc, precisariam acabar
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mas sei lá, ao invés de simplificar os peixotos parecem sempre querer complicar …então tá
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PELO FIM DO H …jáh !
Andre, vc tem razao, em Sao Paulo a especulacao imobiliaria fez horrores com a Memoria Cultural da Cidade. Mas essa qualidade no Rio e em Buenos Aires, nao as tornaram mais pacificas.
A Cidade, lugar de encontro, deve ter esses espacos para agregar as pessoas, e assim poder fomentar a elaboracao da Razao Comunicativa entre os brasileiros.
péra lá ..e a chácara Klabin, a nova Behini, àguas Espraiadas ..o Jardim Avelino (joguei bola lá quando menino) …não dá pra generalizar, nem tanto ao mar nem tanto a terra
Me diga entao, cade a rede de relacoes de vizinhaca de sua infancia? vc mora perto, fala sempre com eles?
O Bairro que cresci foi o Ipiranga ..o Jd Avelino era pras férias na casa de minha avó paterna (aonde eu jogava bola virou o crematório de SP)
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Até hoje, no IPIRANGA, que nasci e cresci, as coisas estão QUASE que do mesmo jeito …urbanisticamente falando (as mesmas praças, casarões, ruas etc).
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e mais ..só agora é que começam por lá os movimentos por mais prédios ..refiro-me ao trecho próximo a Aclimação e ao museu/monumento
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…tudo isso pra te responder:
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NÃO tenho contato com mais NINGUÉM
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Lá, a VIOLÊNCIA urbana, as DROGAS, a chegada da cocaína e a EXPLOSÃO demográfica desde os 70 tratou de levantar os MUROS faz tempo
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o medo convenceu os pais a não permitir mais festinhas e bailinhos …e depois ainda inventaram os buffets
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..problemas diversos, INCLUSIVE a crise dos 70/80 e 90 trataram de esvaziar as praças antes forradas de crianças
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ou seja ..outras mudanças culturais é que pesaram no processo ..não só o levantar de prédios …e isso, claro, foi o que aconteceu no Ipiranga (um caso entre tantos)
O que é bom gosto? Quem define isto? O autor e sua grande sabedoria e sua já conhecida verve democrática?
O estilo dos novos prédios não é senão o reflexo da falta de cultura ou da “nova” cultura desta elite carcomida do circuito dos novos ricos de Miami.
A demolição dos casarões dos barões do café,na avenida Paulista,foi um crime histórico e,hoje,por ironia,é ocupada pelo baronato industrial e financeiro do país,sempre tão defendidos pelo autor.
Pergunto novamente: Quem irá definir o que é bom ou mau gosto?
O bom gosto não é facilmente definivel mas é perceptivel pela harmonia das formas que agrada à média das pessoas. Para um entendimento mais técnico do bom gosto é preciso conhecer arte. Sugiro dois clássicos, Arnold Hauser, com uma visão à esquerda HISTORIA SOCIAL DA LITERATURA E DA ARTE e com uma visão mais conservadora Ernst Gombrich A HISTORIA DA ARTE, ambos publicados no inicio da década de 50, são obras referenciais que se encontram à venda por décadas nas melhores livrarias do mundo, devidamente traduzidas em cada Pais.
Um quadro de Rembrand costuma agradar mesmo a quem não tenha tido qualquer educação artistica.
Não defendo incondicionalmente nenhuma pessoa, classe, instituição ou Pais, comento assuntos de acordo com minha opinião sobre o tema.
Boas indicações. Uma curiosidade sobre “A História da Arte”, do Gombrich: na Inglaterra, ele é usado nos cursos equivalentes ao nosso Ensino Médio/Colegial. Aqui, só quem faz faculdade de Arte, Arquitetura e correlatos costuma conhecê-lo. Hauser, então, nem se fala.
Arquitetura Paulistana, por favor
É paulista mesmo. Dá uma passada no Alphaville e no Tamboré, ambos em Barueri, pra ver.
Ô Silvana, Alphaville e Tamboré são habitados pela elite paulistana!
André. Excelente texto. A cidade de São Paulo é um lixo arquitetonico. Quando visito outras cidades, sempre temos lugares interessantes, prédio históricos. Mas São Paulo…..
Apenas tento entender pq a cidade mais importante da América Latina não tem bom gosto em suas construções. Vide a ponte estaiada no Rio Pinheiros. Aquilo não acrescenta nada a cidade
a NOVA PINHEIROS, aonde fica a GLOBO, esta ficando bacana
Horrorer ou Horrores? Arrume rapidinho e apague isto aqui… abração!
uhh ..parece um censor falando
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..cadê o Pasquale? …professor PASQUALE, cadê o Pasquale?
Que tal incluir nesse acervo o edifício da Daslu, expressão máxima do neoclassicismo paulistano?
Já estou cansado. Pessoal, se vocês não gostam de nada em São Paulo (acho que só há motivos políticos por trás disto), porque não voltam aos seus estados de origem? Se um francês, inglês, português… viesse ao meu país e dissesse que tudo está errado, eu mandava ele de volta. E se fosse brasileiro, eu mandava embora…
O André é paulistano de quatro costados, Fabio.
E ainda bem que é critica interna. Se fosse um carioca a falar já estaria apanhando.
Por quê? Nem toda crítica de carioca a paulista (ou no sentido inverso) é infundada.
Não estou contestando o post, mas os blogueiros que dão seus pitacos posteriormente.
Criticamos por que gostamos de São Paulo e queremos coisa melhor pra cidade. São Paulo não é perfeita, isso é fato, mas o que não é bom é passível de melhoras.
Se é para votar, começo pelo meu bairro (só para começar):
-Prédio do Supermercado Extra do Itaim (av. JK com r. João Cachoeira, incluindo a passarela sobre a avenida;
- os primeiros 500 metros da avenida Santo Amaro (pior que a av. Prestes Maia).
Poderíamos começar pelo prédio do IAB – Instituto dos Arquitetos do Brasil, na rua General Jardim, em São Paulo.
Não que ele seja feio, pelo contrário. Mas é representativo da situação da arquitetura brasileira.
Sobre o oportuno tema, vale registrar o trabalho realizado no site http://www.saopauloabandonada.com.br/ .
É de chorar.
Não tenho pretensões a Cartier-Bresson, Sebastião Salgado ou Robert Capa, já aviso… Recentemente tirei várias fotos casuais do Centro Velho (algumas de dentro do ônibus em movimento) e as coloquei na internet. E há também um registro precário de uma pixação dos anos 80 que acho que se encaixam no tema.
http://www.sanesociety.org/pt/cacobocchi/data/galery38604.jpg
http://www.flickr.com/photos/cacobocchi/sets/72157621869297009/show/
Achei muito significativas as suas fotos. Valeu!
Quem conhece a Praça Raul Soares em Belo Horizonte, fica horrorizado com o projeto arquitetônico denominado Conjunto JK.
Autor? Oscar Niemayer.
Nada contra a pessoa dele e suas criações magníficas posteriores.
Ninguém acerta o tempo todo – nem mesmo o Niemeyer. O Memorial da América Latina, na Barra Funda, é bem assim-assim, com aquela passarela e a pobreza paisagística (as pobres palmeirinhas espetados aqui e ali…). A exceção no conjunto é o auditório. Mas pelo menos Niemeyer não virou um especialista em pastiche neoclássico tosco, como alguns arquitetos bambambãs da cidade.
Também acho o Memorial deprimente. Sem falar que foi mal executado, porque houve um tempo que a pintura sempre descascava por conta de infiltrações.
Outros monstros de concreto deprimentes são aquele deserto de cimento chamado “Praça” (?) Roosevelt e o Elevado Costa e Silva..
Eu estava me esquecendo da “Rainha da Sucata”, em plena Praça da Liberdade, também em Belo Horizonte.
Autor: Eólio.
Trocaram Marta Suplici, pelo Nunkassab,agora, é tarde…
O mau gosto arquitetônico é anterior à Marta, mas tende a piorar se a prefeitura continuar tão permissiva em relação ao zoneamento, o que leva a um adensamento dos “paliteiros” (como os pilotos de avião constumam dizer). Com tanto prédio na mesma área, a tendência é os incorporadores imobiliários continuarem tentando atrair a classe média/alta com uma disputa do tipo “o meu prédio é mais chique que o seu”.
O edificio da Cia Nacional de Tecidos está na av. Prestes Maia, que só mais adiante vira av. Tiradentes. Pertence a uma familia chamada Hamuche e a dívida com a Prefeitura, por IPTU não pago, é de vários milhões.
Nassif e André,
Então terão que ser dois ou mais museus, porque o Rio não fica atrás em matéria de arquitetura horrenda, que degrada a paisagem e até o meio ambiente. O prefeito mais festejado por aqui ainda é aquele do “bota abaixo”, o paulista Prado Junior.
abraço
Henrique Marques Porto
O prefeito do Bota Abaixo foi o engenheiro Pereira Passos, natural de Piraí, no Vale do Paraíba, antigo Estado do Rio de Janeiro.
André, como comentar uma cidade que comemora uma derrota com um feriado? Digo cidade, pois o restante do estado fica a reboque do que a elite paulistana que se acham europeus.
André Araújo,
Muito bom artigo. Assinaria embaixo se tivesse o mesmo poder de síntese e clareza que você apresenta no seu texto.
Alguém já disse que uma aglomeração de prédios não faz uma cidade. E é sabido que uma grande cidade é o ápice da civilização humana: lugar de abrigo, conforto, encontro, de negócios, lazer, melhoria de saúde, de educação, etc, etc.
No entanto São Paulo é o isto que você escreve: Sede do Museu dos Horrores da Arquitetura Paulista e lugar de onde todos os que podem fogem em finais de semana e feriados. É a razão da existência de cidades – algo intrinsecamente humano – sendo questionada.
Essa desumanização paulistana causada por estes monstros que não mostram nenhum respeito pelo seu entorno imediato, pela paisagem ao redor, pelo patrimônio histórico e pelo espaço público (calçadas e recuos) tem consequências desastrosas para seus habitantes. Não conheço outro lugar onde pode ser considerado “normal” o pedestre (ser humano) ser tratado com 2a ou 3a prioridade e o automóvel ter prioridade em absolutamente tudo.
Vide as ruas largas e calçadas estreitas que não permitem o plantio de árvores, as rampinhas em frente à garagens formando degraus intransponíveis nas calçadas, o tempo de abertura de semáforo de pedestres, a travessia de ruas secundárias (verdeira roleta-russa) o investimento na “recuperação” das marginais e o investimento em transporte público descente…
E ainda se perguntam qual é a solução para os congestionamentos paulistanos. Acredito que a pergunta correta seria: “Por que o paulistano deixaria seu carro em casa para “usar a cidade” se ele percebe, todos os dias, que o motorista é um cidadão de 1a classe e o pedestre é um cidadão de 2a ou 3a classe?”
A desumanização paulistana se espalha pela questão da segurança pública que está formatada para proteger o patrimônio e não o ser humano. A proteção do ser humano é uma “questão individual” resolvida com vidros escuros, desconfiança do próximo, desrespeito às regras de boa vizinhança e convivência e etc.
Cidades estrangeiras admiradas pelos mesmos atores que fazem o dia-a-dia de São Paulo possuem praças agradáveis, segurança, bom transporte e boa arquitetura. O que diferencia os seres humanos destas cidades do paulistano?
Este comentário bem que poderia estar no corpo do post, Nassif, pois o complementa muito bem.
Na môsca.
Aproveito para lembrar o crime de lesa cidadão praticado contra o Tietê, com a cumplicidade da mídia amiga, onde ao invés de libertarem o rio das marginais que o interditam, e começar a devolvê-lo aos cidadãos, resolveram encapá-lo de vez, preparando-o à futura lápide que o tampará para sempre, para que veículos congestionem também sobre ele.
No Rio, houve o caso da Av. Rio Branco, em que prédios neo-classicos deram lugar a montrengos ‘mudernosos’.
Apesar do texto horrivelmente escrito (a começar pelo título) e cheio de erros, concordo com tudo que está escrito aí. Já fui apaixonado por São Paulo, mas a cada dia o que mais quero é distância desse lugar. O estilo arquitetônico é só uma das consequências da cabeça depredadora de quem mora e vive aí – se é que se pode chamar isso de morar e viver. Não vamos nem falar da violência, que esse é um assunto que eu acredito ser definitivamente insolúvel. A única saída que eu vejo é a saída…
Assino em baixo. O Rio não está muito atrás, você vai para a Barra parece uma caricatura de Miami…
Com direito a estátua da liberdade e o escambau. Pensando bem, Miami não tem estátua da liberdade. Brincadeira não, toda vez que passo por ali tenho ganas de aprender a explodir coisas.
Concordo e acrescento, com uma ajudinha do festejado Lúcio Costa! Infelizmente.
Quando os arquitetos resolvem inventar para além de suas habilidades realmente criam uns abomináveis Frankensteins. Mas os estragos que produzem ainda são menores do que aqueles advindos da ditadura dos engenheiros. São aqueles prédios criados por firmas de engenharia que empregam arquitetos somente porque a lei exige sua assinatura no projeto. Por isso aquele monte prédios que parecem xerocados. Todos iguais e todos feios. As firmas fazem apenas adaptações e mandam bala na construção. A moda cá pelo Rio são os prédios com o hall de entrada da portaria com pé direito de uns dois andares de altura com colunas largas e um luxo ostentativo e de mal gosto.
Os nomes dos prédios então dariam uma tese de doutorado de sociologia sobre nossa mentalidade colonizada e o provincianismo urbano caipira-chic. É um tal de Maison disso, Palace daquilo. Um festival de anglicismos e galicismos de cair o queixo.
Pior do que as invencionices de arquitetos de cabeça oca é o pragmatismo financeiro dos engenheiros e suas firmas, onde quem decide as soluções arquitetônicas é o diretor do departamento financeiro.
Empatados em primeiríssimo lugar Minhocão e Praça Roosevelt, dois monstrengos/totens do mau gosto e, principalmente, do autoritarismo e da arrogância política (vocês sabem de quem).
Seguem firmes na disputa do horror arquitetado: o Shopping Bourbon, na Pompéia, que já nasceu clássico do equívoco; a “Vila Country”, danceteria “imitando” uma cidade do velho oeste, na Francisco Matarazzo; o Memorial da América Latina, uma ode ao concreto desoladora; Estátua do Borba Gato, ícone imorredouro da Paulicéia; Árvore de Natal do Ibirapuera, tranqueira sazonal que muda e consegue se superar em breguice a cada ano…
A lista é extensa.
Não concordo com a lista toda, mas tem alguns exemplos incontestáveis, como o Minhocão (apesar de ser bom ir do Glicério à Água Branca em menos de meia hora com trânsito bom, imagino o quanto a vizinhança sofre) e o Borba Gato (já consagrado como o principal “monstrumento” da cidade
).
não sou de Sampa, mas de Salvador.
hoje, na minha rua, dois predios resolveram retirar suas calçadas de pedras portuguesas – que estavam intactas – e substituir por CONCRETO!
e tome-lhe aquecimento de microclima! e tome-lhe diminuir a absorção de água pelo solo! e viva a monotonia arquitetônica! adeus herança portuguesa!
Lucas Jerzy Portela,
A herança está indo embora, o que é uma lástima para a cidade possuidora do mais harmonioso conjunto arquitetônico do país, depreciado pela má conservação.
Contudo, novos portugueses estão aí: são os maiores investidores da especulação imobiliária que impunemente arrasou com a capital baiana. O aumento do gabarito na orla e a destruição do corredor da Vitória foram crimes.
Em São Paulo não é tão surpreendente – a cidade parece ter um pacto metafísico com o novo arquitetônico – , mas em Salvador, com aquela topografia!
A destruição da paisagem de casario antigo e coqueiros, da brisa perene e a visão generosa do egeu tropical foi uma TRAGÉDIA.
não sou de Sampa, mas de Salvador, como todos sabem.
hoje, na minha rua, dois predios resolveram retirar suas calçadas de pedras portuguesas – que estavam intactas – e substituir por CONCRETO!
e tome-lhe aquecimento de microclima! e tome-lhe diminuir a absorção de água pelo solo! e viva a monotonia arquitetônica! adeus herança portuguesa!
Nassif, seu publicador de comentarios ta com problemas. Fica repetindo o envio.
Muito bom o texto.
Reflete exatamente o que eu sinto quando ando por S.Paulo.
Essa é a herança maldita do Malufismo (arquitetura e urbanismo é coisa de veado!!!) e agora assumida de corpo e alma pela dupla Serra/Kassab.
Triste fim de uma cidade decadente…
Cidade decadente?
Só se for a sua…
Arquitetonicamente ela pode não agradar, mas não é decadente.
Eu moro em Itapecerica da Serra e trabalho em São Paulo. Concordo que São Paulo está decaindo. É só uma questão de tempo. A “pujança financeira” é a causa e a máscara.