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29/10/2009 - 13:51

A proliferação dos “São Vitos”

Por Carlos

Sobra a Nova Luz, eu não sei, mas como li uma menção ao São Vito num dos comentários, vou pegar o gancho.

Quem anda pela cidade deve estar percebendo que estão construindo dezenas de novos “São Vitos” pelos bairros. São blocos com prédios de cerca de 25 andares, 4 apartamentos por andar. O que estão fazendo ali na Barra Funda é um absurdo. São condomínios com 3 ou 4 blocos mais ou menos nestas “medidas”; no meu bairro já estão em pé, aguardando acabamento, 2 blocos destes. São 200 apartamentos, 200 famílias amontoadas num espaço onde antes havia uma indústria.

Os novos “São Vitos” trarão enormes problemas para o trânsito, transporte e infra-estrutura, porque as pontes e vias que levam para o outro lado do Tietê são as mesmas e porque o tal de “Expansão” é só propaganda e não vai dar conta.

É uma completa irresponsabilidade, é um crime contra o futuro da cidade e seus moradores. Falar em “São Vito”, em “Nova Luz” é fácil, mas eles fazem de conta que não sabem que a especulação imobiliária (que contribuiu com muita grana para as campanhas de alguns vereadores da base demo-tucana) está plantando dezenas de “São Vitos” pela cidade toda.

Por Jura

Carlos,

Não deveríamos comparar o São Vito apenas às habitações populares. O próprio São Vito não foi projetado para ser o que é. Ele virou o que é.

Você acha que os milhares de prédios elegantes, dos bairros chiques, vão ser assim pra sempre? Será que esta cidade não está a caminho de ser um imenso São Vito daqui a cinquenta anos?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Arquitetura, Cidades, Gestão Tags: , , ,

49 comentários para “A proliferação dos “São Vitos””

  1. E ai carlos ? as pessoas morando em bairros como barra funda, luz e outros lugares mais centrais pelo menos estão teoricamente mais perto de seus trabalhos, não precisam atravessar a cidade para trabalhar ou estudar.
    outra coisa, morar perto de trem e metro, como em barra funda, deve ser privilégio para mais gente, não como era o bairro, todo decadente.

    O que vc propoe para que não haja mais “sao vitos” ? empurrar a classe média pra periferia ? pra atravessar a cidade pelas marginais de carro ?

    • Carlos disse:

      Eu disse que não tenho a solução, mas amontoar gente deste jeito em espaços reduzidos não parece uma boa idéia. Isto que estão fazendo não são moradias, são depósitos de gente sem levar em conta a impacto e infra estrutura. O Minhocão deve ter parecido uma boa idéia, na época; o São Vito também. Olha no que deu.

    • Lewis disse:

      Allan
      Poderia pensar principalmente e prioritariamente neste povão que anda de trem e precisa de serviços públicos.
      Eu diria a você que é um crime empurrar as pessoas para apartamentos minúsculos num pedaço do bairro muito próximo a universidade, metrô, trem, Forum Criminal, Forum Trabalhista, Memorial, casas de shows, prédios comerciais etc. Para quem adquire também, mas principalmente para o todo, o interesse coletivo.
      Este pedaço do bairro onde estão a fazer estas edificações está apinhada de gente durante o dia e a noite um ermo brabo, salvo o momento que a moçada da Uninove – aquela mesma lembrada aqui ontem no blog do Nassif – sai para pegar os carros estacionados ou o metrô. O espaço vinha desenvolvendo uma vocação comercial e pública, uma extensão do Centro.
      Nos espaços onde se constroem estes apartamentos para a comodidade de poucos – comodidade de deslocamento, não de espaço interno nos aps – deveria se persistir em edificações de uso público. A universidade, o hospital, o hotel, o prédio comercial, um prédio para a Justiça Federal por exemplo que está dividida em São Paulo, um novo “Maria Zélia” com o seu excelente serviço de distribuição de medicamentos para toda Grande São Paulo, mas acredite situado na Ponte da Vila Maria e tantos outros exemplos que poderiam ser citados.

  2. anderson freire disse:

    Seria interessante comentar aqui o estupro imobiliário a queestão submentendo o Distrito Federal. Um bom exemplo é o “empreendimento” (da construtora do ilustre vice-governador) batizado de Península:
    São 1.896 apartamentos
    17 torres com 27 a 28 andares, sendo: 03 blocos de 03 quartos e 14 de 04 quartos.
    Fazendo uma continha rápida é fácil prever que serão mais de 6000 pessoas, 3800 veículos… não há teoria urbanística que justifique essa atrocidade.
    Desenhos da coisa no link:
    http://brasilia.olx.com.br/mega-lancamento-em-aguas-claras-peninsula-lazer-e-urbanismo-vendas-tatiana-nunes-84437358-iid-51692950

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