Contra a CPI do MST
O novo desenho do país está dado.
Tem que ser suficientemente amplo e plural para caber a grande empresa e o pequeno empreendedor, o sistema financeiro e os movimentos sociais, o agronegócio e a agricultura familiar, as políticas industriais e a Bolsa Família.
Esse é o desenho de país moderno que se pretende. E peça chave nessa montagem é o repúdio a toda forma de radicalização, parta de quem partir.
O MST é um movimento jovem. Como todo movimento político infante, tem a fase de radicalização. E tem a fase do amadurecimento.
Conheci a Universidade MST uns dois anos atrás e fiquei impressionado com o trabalho que fazem. Nas poucas conversas que tive com o Stédile me pareceu um intelectual sólido e um belo organizador de um mundo à parte – com a cultura MST, as pequenas propriedades do MST.
Sem conhecer intimamente o movimento, me pareceu um avanço em relação a práticas de outros tempos, quando convocavam desempregados urbanos para ocupações, em troca da promessa de terra.
Por outro lado, pelo que me informam não há uniformidade política no MST. Há todo um processo de amadurecimento que, mais à frente, irá levar à institucionalização do movimento, como um partido à esquerda representando o último segmento dos excluídos do país.
Há duas formas de se tratar o MST. Uma, jogá-lo na ilegalidade. Outro, ter paciência – sem abrir mão da disciplina da lei – aguardando seu amadurecimento, a construção da rede econômica de pequenas propriedades, a organização comunitária e, futuramente, o partido político que irá enriquecer o espectro político brasileiro – ao lado de novos partidos que surgirão mais à direita ou mais à esquerda.
Popr Fernando M.A.
Só uma dúvida, a CPI é de qual MST?
MST é uma sigla que a imprensa usa para tudo, mas que não corresponde a toda a verdade, pois existe o “Movimento dos Sem Terra” (que anda quieto), o Movimento Libertário dos Sem Terra”, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra” (este é o grupo que motivou a CPI) e assim por diante, o qual são grupos diferentes, o que distingue a quem é ligado, ao PT, ao PSOL, a Igreja Católica (normalmente são os libertários), ao PSDB (sim, os tucanos tem ou tinha seu grupo de sem terra), chegando a existir mais de um deles por estado (já ouvi catorze deles num estado só, o que não imagino como é possível).
Novamente pergunto, qual deles será investigado? Se focar em todos nenhum deles terá profundidade alguma e será completamente inútil.
Do Portal Luís Nassif
Intelectuais fazem manifesto contra CPI do MST
• Postado por Cabocla
Assinam o documento personalidades como Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo e Emir Sader
Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO – Intelectuais do Brasil e do exterior divulgaram nesta sexta-feira, 23, um manifesto em defesa dos Movimento dos Sem-Terra (MST) e contra a CPI criada nesta semana para investigar supostas irregularidades na repasse de verbas públicas para a organização. De acordo com o documento, está em curso no Brasil “um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST”. No fundo, diz o texto, “prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira”.
Entre os signatários do manifesto aparecem os escritores Eduardo Galeano, do Uruguai, e Luiz Fernando Veríssimo. Também estão na lista o crítico literário e professor aposentado Antonio Candido, o cientista político Chico de Oliveira e o filósofo Paulo Arantes. Até o final da tarde de desta sexta-feira, cerca de cem pessoas já haviam assinado o manifesto, que está circulando por diversos países. Em Portugal ele ganhou a adesão do sociólogo Boaventura de Souza Santos, um dos ideólogos do Fórum Social Mundial.
Por Neves
Postei ontem e repito:
Manifesto em defesa do MST
Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais
http://resistir.info/brasil/manifesto_mst_out09.html
Quem quiser assinar o manifesto
http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html
Autor: luisnassif - Categoria(s): Movimentos Sociais Tags: CPI, MST

Acabei de assinar o manifesto. Tem mais? A elite brasileira nunca soube o que é a revolta dos de baixo. Ela foi sempre localizada aqui e acolá. Massacrada. O MST é a única expressão política dos de baixo. Não imploram favores. Exigem direitos. É assim que tem de ser.
Sempre digo que, se há dois brasileiros que nunca me decepcionaram, são Luis Fernando Veríssimo e Chico Buarque.
Que tal uma CPI sobre a ocupação ilegal das terras devolutas, como as do Pontal do Paranapanema, terras no Pará ( como a do grupo Santa Bárbara, do não tão santo Daniel Dantas), Amazonas, Tocantins e por todo o Brasil? Afinal, terras públicas não são usucapíveis e fazem parte do patrimônio do país. Deve-se, portanto, investigar o que os governantes de cada Estado estão fazendo para recuperar tais terras. A cada administrador público cabe o poder-dever de agir. Ou seja, zelar pelo tesouro de todos não é um direito seu, mas um dever, do qual não pode se omitir.
O que a imprensa acha de fazer essa investigação?
O NEGÓCIO DOS ESPERTALHÕES, garantido pelo governo,
Curioso! O Brasil pagaou a dívida externa com o dinheiro das exportações, em especial com os US$ do Agro-negócio, e agora o governo quer bater neles?
MST, Milícias Campesinas ou que nome lá tenha, é antes de mais nada um grande negócio, comandado por profissionais que ganham muita grana, repassando as terras e continuando a “marchar” (as Prefeituras do PT e aliados pagam a comida e dão apoio logístico).
Aliás já é um Exército paralelo, bem treinado, que já é maior que o Exército Brasileiro (e até mais organizado e melhor treinado, em especial para para atos de sabotagem e ocupações – vide a invasão do Congresso Nacional). Aliás, alguém está preso?
Aquela senhora desempregada que pegou um saquinho de “bolachas” para os filhos famintos no grande supermercado estava presa. E os filhos ficaram na Rua passando fome. E o cumpadre do presidente (tadinho dele, tão pobre) que “arquitetou” e “estruturou” com perfeição a invasão e o quebra-quebra, está preso? Parece, até, que todos acreditam em Papai Noel ou querem garantir o poder a qualquer preço. OU NÃO?.
“O MST é um movimento jovem. Como todo movimento político infante, tem a fase de radicalização. E tem a fase do amadurecimento.”
Achei essa passagem um tanto quanto pesada. O radicalismo é, por vezes, necessário. Ele não tem nada a ver com o amadurecimento. Tem problemas que só dá para tocar na ferida radicalizando.
Eu vou além. O MST é frouxo até demais. Poderia ser muito mais radical.
Claro, poderia ser uma FARC, com sequestros, lança misseis, territorios dominados, aliás não falta tanto assim.
É mais do que aceita no mundo intelectual a idéia de que alguma forma de radicalismo adiante o processo político evolutivo, quando o espaço para concretização de idéias não seja garantido uniformemente. Se não fosse determinados momentos radicais na existência dos MST, e as idéias de Reforma Agrária, proteção ambiental e combate mais efetivo a propriedades improdutivas sequer existiriam.
Mas geralmente, as pessoas que se escandalizam com a invasão de fazendas, são as mesmas que buscam legitimar a invasão de países, chamando golpes militares de ” revoluções populares”.
Estes, que tem pesadelos com FARC, MST e, provavelmente, até mesmo com comícios de PSOL ou PC do B, de bom grado consideram Kátia Abreu como uma defensora da sociedade menos favorecida. E ainda hoje devem se indagar o porquê de Medici ou Costa e Silva nunca terem recebido o Nobel da Paz, pela luta contra o comunismo antropófago e aniquilador dos valores das tradições, da família e da propriedade.
nenhuma.novidade
as.CPIs.na.verdade.são.criadas.pela.mídia
que.criminaliza.os.movimentos.sociais
Pergunta:quando.o.pig.vai.defender.uma.CPI.da.UDR?
resposta:quando.chover.para.cima
O bom e velho ataque de erudição…
Bem vindo de volta AA.
Att
Marcão