O artesanato de Maria da Palha
Em Patos de Minas, comunidades de artesãs criaram três linhas lindíssimas de artesanato: a Maria da Palha (com milho), a Maria do Capim e a Maria do Algodão.
Terminei a palestra e ganhei esse presentão, da linha Maria da Palha.

Por jose carlos lima
Seria bom se as pessoas publicassem aqui fotos de artesanato de suas cidades, dias atrás vi muita coisa bonita no mercado popular de Terezina – PI
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: artesanato, Maria da Palha, Patos de Minas
Algodão?
Isso.
Bingo!
“Minas são muitas”
Lindas as bonequinhas.
Nassif,
sabia q estas bonecas já frequentam as lojas de artesanato da nossa Poços, com grande sucesso? Há 4 ou 5 anos, eram meu mimo preferido pras colegas de Brasília. E faziam e fazem sucesso.
Falando em BSB, na posse do ministro Tofolli, a foto dele ao lado do presidente Lula, sendo beijado pelo irmão do ministro, portador da Síndrome de Down, ganhou destaque. Os sites só “esqueceram” de mencionar o fato, deixando a foto apenas com a aparência de um “beijoqueiro” oportunista. Na foto, histórica, um jovem de 41 anos ascendendo à mais alta Corte do País; um Presidente a mostrar o dedo amputado e tendo a face beijada por um portador da síndrome de Down.
Foto tão linda como a da família Obama – esta, posada -, no interior da Casa Branca. Mas os sites insistiram em dizer q a foto era assinada por renomada fotógrafa, à beira da falência.
Se fosse pra brincar de jornalismo, publicaria as duas fotos, lado a lado, com a legenda:
Down no Supremo; black in the white.
Belíssimo artesanato! Quando se recebe de presente, então, torna-se uma foto que registra o momento e carrega a lembrança!
Nassif,
Poxa, essa é a maior expressão do desespero da direita conservadora brasileira. Levantaram a bola para Fernando Henrique Cardoso e ele, um ateu convicto, deu a seguinte declaração!
“Jesus se aliar a Judas para fazer política soa como uma blasfêmia”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, após evento sobre pré-sal no instituto que leva seu nome. “Não foi isso que a gente aprendeu na escola, nas aulas de religião.”
Que maravilha
A arte popular deveria ser mais valorizada e divulgada
Parabéns pela Maria da Palha, muito linda mesmo
Há uma grande incompreensão para com a arte popular quando na verdade ela é tão nobre quanto qualquer outro tipo de arte
Quando estive numa Bienal de SP fiquei encantado com este tipo de arte, chamou-me atenção as peças que eram confeccionadas pelo cangaceiros, o grupo de Lampião
Lampião bordava lindas peças
josé carlos, valem aqui as palavras de Ariano Suassuna que diz gostar da cultura popular, não porque é popular, mas porque é cultura.
Trata-se, então, de elevar a cultura popular, naquilo que é vigorosamente cultura, à condição de verdadeira expressão nacional. E acabar com a ditadura dos grandes mercadores de “arte”…
Lampião 1936 – exímio bordador, eles fazia lindos adornos, bornais,chapéus, ótimo costureiro.
Indiscutível a sensibilidade do cangaceiro, ele acompanhava os jornais escritos como pode ser ver no vídeo
Tem como subir este post?
Ótimo documentário, um assunto que deveria ser debatido num post específico sobre mídia, pois que há uma citação sobre o desejo que Lampião nutria de saber o que os jornalistas falavam dele.
Atualíssimo. Até parece que fala dos dias de hoje, apesar de ser da década de 30.
Dá para perceber que Lampião era muito interessado em saber o que os jornais diziam dele.
O narrador desta o potencial de Lampião, afirmando que ele(Lampião) seria outra pessoa se nascido noutro país.
Nada mais atual esta questão das oportunidades que tem que ser dadas aos nossos jovens.
Eu quis dizer o narrador destaca o potencial de Lampião.
Parece-me que errei na ortografia.
Bordador ou bordadeiro?
Deve ser bordadeiro, feminino de bordadeira.
Se bem que Lampião bordava, escrevia poesias, desenhava, pintava e bordava.
Tive o prazer de ver as obras de Lampião numa Bienal de Arte em SP, quando comecei a questionar o quanto a nossa arte popular é deixada de lado.
Curiosidades sobre Lampião e seu bando:
Por trás de sua face bárbara, o cangaceiro Lampião escondia um sensível dândi, devotado às questões estéticas e culturais de seu tempo (início do século) e espaço (agreste nordestino).
Sobre a estética do cangaço:
“Em 1938, reportagem da revista norte-americana “Time Life” apontava Maria Bonita como uma mulher da moda”.
Lampião também se interessava por cinema. Em Capela (PE), assistiu a cerca de dez filmes. Gostava da série norte-americana de aventura “Os perigos de Minhoca”. Também apreciava as histórias de amor. Mas, se o casal se separava, saía antes do fim.
” Lampião tinha um lado feminino muito acentuado. Mas não se deve cair na armadilha de dizer que ele era gay”, afirma Lins, autor de uma tese de doutorado sobre Lampião, defendida na Universidade de Sorbonne (França) e está sendo traduzida para o português.
“Quando ele estava calmo, era um doce de mel, mas depois virava uma cobra.” Para Lins, o cangaceiro era mais liberal que o sertanejo, porque permitia o chamego entre pessoas do mesmo sexo e a mancebia” (concubinato).
Segundo ele, há registros de que Lampião recebia cafuné do cangaceiro Cascavel, mas nada além disso. Essas ocorrências teriam desaparecido com a chegada de mulheres ao bando, em 1929. Lins diz que era branda a discriminação contra supostos homossexuais. “Os efeminados apenas se tornavam cozinheiros e eram obrigados a casar com as mulheres feias.”
Frederico Pernambucano de Melo, autor de “Quem Foi Lampião” e um dos maiores colecionadores e historiadores do cangaço, vê o movimento como um precursor do feminismo no Brasil.
“Pela primeira vez na história, as mulheres dividiam as tarefas com os homens igualitariamente. E o comprimento da saia subiu para cima do joelho”, diz. Segundo ele, os acampamentos de cangaceiros se aproximavam das antigas cortes asiáticas, por sua opulência e moral sexual mais permissiva.
Cangaço exportação:
Daniel Lins aponta uma espécie de “boom” do cangaço no exterior. De acordo com suas contas, foram produzidas recentemente dez teses na Europa (três só na Sorbonne) e seis nos EUA relacionadas ao tema, em sua maioria realizadas por estrangeiros.
Há menos de um mês, terminou em Aix-la-Chapelle (França) uma exposição sobre o cangaço promovida por uma instituição governamental da Suíça.
Segundo Lins, vários fatores explicam esse interesse. Em primeiro lugar, o cinema, com “0 Cangaceiro” (l953), de Lima Barreto, e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (l964), de Glauber Rocha. Depois, a literatura, com as obras de Graciliano Ramos.
Contribui também o caráter exótico e político do cangaceiro (que, pela ótica esquerdista, seria um revolucionário). “Lampião continua como uma máquina de sonho. E, além disso, a idéia do herói efêmero (morreu aos 41 anos, de forma violenta) o traz para a pós-modernidade, concluiu Lins.
Tendências lançadas ou adotadas por Lampião e seu bando
1 Chapéu – inspirado no modelo francês adotado pelo imperador Napoleão Bonaparte, de quem
Lampião leu a biografia.
2 Lenços – de tafetá francês ou seda pura inglesa; geralmente estampados e coloridos, quebravam a monotonia do tom ocre da roupa.
3 Brincos – ao contrário de outros sertanejos, os cangaceiros usavam brincos e outras jóias.
4 Casaco – desenhado e costurado em algodão ou couro por Lampião, que carregava uma máquina de costura Singer para todos os seus acampamentos; tem também inspirações medievais.
5 Perfume – os cangaceiros costumavam ser reconhecidos pelo cheiro excessivo de perfume, inclusive pelas volantes; Lampião preferia o “Fleur d’Amour”, considerado um dos melhores perfumes franceses entre os anos 20 e 40.
6 Calça – o modelo mais usado era com culote e cintura bem alta; usavam até três no inverno devido ao frio à noite.
7 Cabelo – longo. Lampião deixou de cortar os cabelos como promessa, após a morte do irmão, sendo seguido pelos outros cangaceiros; s vezes, eles penduravam anéis no cabelo, depois de lotados todos os dedos das mãos.
8 Arma – como outros adereços, era cravejada de moedas de ouro, influência da marchetaria árabe no sertão nordestino; segundo o historiador Gilberto Freyre, os árabes são uma “eminência parda” na cultura nordestina.
9 Alpargatas – enfeitadas com desenhos costurados; tinham uma lingueta para proteger os dedos
10 Saia – sempre acima do joelho, desrespeitando a convenção da saia rendada até o tornozelo.
11 Anéis – mulheres e homens usavam até três anéis por dedo.
12 Alpargatas – desenhadas e confeccionadas em couro por Dadá, mulher de Corisco, estilista do grupo.
13 Colares – também usados em abundância.
(…)
Em 1921, ele formou seu próprio grupo. No começo, matava os poderosos e distribuía o dinheiro dos saques aos pobres. Aos poucos, porém, abandonou essa prática e fez conluios com coronéis.
Em 1927, o padre Cícero convocou o bando de Lampião para lutar contra o movimento comandado por Luís Carlos Prestes – a favor da democracia e contra o governo Vargas – em troca da anistia a seus crimes.
Com a recusa do governo em conceder a anistia, o grupo fugiu com as armas cedidas por padre Cícero, tomando-se o mais temido bando entre os 46 que atuavam à época.
Aglutinou diversos grupos menores sob seu comando, que se estendeu por até 300 cangaceiros.
Depois de conhecer Maria Bonita, Lampião decidiu criar uma comunidade perto de Santa Brígida (BA) para aproximar casais e convencer o bando a aceitar mulheres.
Com o aumento de seu poder, Lampião comprou fazendas, subdividiu seu grupo e criou um quartel em Angico (SE), onde se estabeleceu como traficante de armas. Lá, foi morto à traição por outro traficante em 1938.
As cabeças de Lampião e seus cangaceiros foram cortadas e exibidas pelo Nordeste. Maria Bonita, além de ter a cabeça decepada, foi empalada. (Ricardo Calil)
………………..
Outras curiosidades:
O governo tenta recrutar Lampião para combater a Coluna Prestes e lhe envia uma carta.
Lampião recebe a carta e segue para Juazeiro. Acampa com 49 homens perto da cidade e mais de 4 000 curiosos vão vê-lo. No dia 5, se encontra com o Padre Cícero e recebe uma patente de capitão dos Batalhões Patrióticos, assinada, acredite, por um funcionário do Ministério da Agricultura. Mais tarde esse homem diria que, naquelas circunstâncias, assinaria até exoneração do presidente. Todos os cangaceiros recebem uniformes e fuzis automáticos. No dia 8, Floro morre.
Lampião parte decidido a cumprir o combinado, mas é perseguido em Pernambuco, o que o desaponta. Volta para falar com o Padre Cícero. Como este não o recebe, interrompe sua carreira de defensor público e retoma a rotina de crimes.
(….)
Nos intervalos entre um crime e outro, os cangaceiros rezavam e se divertiam. Organizavam bailes, para os quais se perfumavam exageradamente. Antes da entrada das mulheres no bando, homens dançavam com homens mesmo.
(…)
Em meio ao sangue, Lampião achava lugar para a religião. Nos acampamentos, rezava o ofício, espécie de missa. Carregava livros de orações e pregava fotos do Padre Cícero na roupa. Em várias das cidades que invadiu chegou a ir à igreja, onde deixava donativos fartos, exceto para São Benedito. “Onde já se viu negro ser santo?”, dizia, demonstrando seu racismo.
(…)
Em tempos de calmaria, os cangaceiros dividiam o tempo entre a fé e o prazer. Jogavam cartas, bebiam, promoviam lutas de homens e de cachorros, faziam versos, cantavam, tocavam e organizavam bailes. Para essas ocasiões se perfumavam muito. Mello informa que Lampião tinha preferência pelo perfume francês Fleur d’Amour. Balão, que viveu os últimos anos do cangaço, contou antes de morrer que eles usavam mesmo era Madeira do Oriente, bem mais popular. Há relatos de que os bandoleiros perfumavam até os cavalos quando andavam montados .
Rastros
Uma forma de escondê-los era andar em fila indiana, todos pisando na mesma pegada. O último ia de costas, apagando-a com plantas, Mandavam também fazer alpercatas com o salto na frente e não atrás, como é normal. A pegada parecia apontar para o outro lado.
…
Apelidos
Quando um integrante do grupo morria, seu apelido era adotado por um novato. Essa é uma das razões que faziam os cangaceiros parecer invencíveis, pois os nomes eram imortais.
Ah meu deus, Lampião era gay?
“Há registros de que Lampião recebia cafuné do cangaceiro Cascavel, mas nada além disso.(…)”
A minha dúvida sobre a sexualidade de Lampião ocorreu por causa desta parte, bobagem da minha parte,
“Seria bom se as pessoas publicassem aqui fotos de artesanato de suas cidades”: ha anos nao vejo fotos de artesanato mineiro. (nao tenho acesso a jornais mineiros e nem sei se eles cobrem o assunto).
ô Nassif,
pq em cada viagem desta que vc vai, não colocas aqui uma foto bem linda da cidade?
É uma homenagem a city e agente fica conhecendo pela foto..pode ser uma única. Aquela da matriz, da praça..toda cidade tem aquele lugarzinho lindo que todo gostam…
E vc a hora que marca sua palestra, já pede “fulano, manda uma ou dua fotos bem lindas desta cidade” ..
e já diz fulano manda alguns dados da city
Abaixo da foto, vc pode colocar uma legendinha: Esta é a cidade de Patos, onde estou hoje. Fica em tal lugar, tem 100 mil hab e vive disso. La tem a Nestle, a CocaCola, Embraer (exemplo).
Boa ideia.