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21/10/2009 - 14:05

CPI do MST

Por Vanda

A PORTA da ESPERANÇA da oposição…..pode ser a SALVAÇÃO da lavoura.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4054144-EI7896,00-CPI+do+MST+e+criada+em+sessao+do+Congresso.html

CPI do MST é criada em sessão do Congresso

Foi lido na manhã desta quarta-feira o requerimento para criação da CPI mista do MST, que vai que supostas irregularidades em repasses feitos pela União ao Movimento Rural dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O requerimento que pede a criação da CPI foi protocolado na terça-feira pelo DEM, mas a CPI só é criada depois de sua leitura em sessão conjunta do Congresso

…..segue.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,

81 comentários para “CPI do MST”

  1. BASCO GONZALES disse:

    Serah que esta camarilha pusilanime e infame banditoide

    terah coragem de chegar as “”"sesmarias “”" e capitanias hereditarias “”"

    ROUBO DE TERRAS E MATANÇAS DE INDIOS E ESCRAVOS !!!!!

    CPI DOS CRIMES DELES MESMOS !!!”!

    PENSAM QUE ENGANAM !!!!!

    EH CLARISSIMO !!!!

    SEROL PELO TRIBUNAL INTERNACIONAL
    PRA ESSES FACINOROSO MELIANTES !!!!

  2. edy aquino disse:

    acabo de assistir no jornal da band o boris casoy anunciar que a cpi do mst será instalada , ele teve um orgasmo profundo de alegria ao dar essa noticia , acho que ninguem mais que ele torcia pra dar essa noticia hj . quem mais assistiu ?

  3. Chicão disse:

    Tá aí, mais um palanque pra oposição bater no Lula.
    É óbvio que vão inventar algum repasse e dizer que foi o filho do Lula, um assessor direto, ou o próprio Lula que “mandou” dar a grana pros sem terra.

  4. Marco Antonio P. N. Sênior disse:

    Cara
    VANDA

    Este artigo de
    MAURO SANTAYANA,
    no Jornal do Brasil,
    diz quase tudo.

    Abraço,

    Marco Sênior

    A CPI do MST E AS TERRAS ROUBADAS
    - Por Mauro Santayana -

    A terra é o mais grave problema de nossa história social, desde que os reis de Portugal retalharam a Geografia do país, com a concessão de sesmarias aos fidalgos. Os pobres não tiveram acesso pleno e legal à terra, a não ser nos 28 anos entre a independência – quando foi abolido o regime das sesmarias – e 1850, quando os grandes proprietários impuseram a Lei de Terras, pela qual as glebas devolutas só podiam ser adquiridas do Estado a dinheiro.
    A legislação atual vem sendo sabotada desde que foi aprovado o Estatuto da Terra. É fácil condenar a violência cometida, em episódios isolados, e alguns muito suspeitos, pelos militantes do MST. Difícil tem sido a punição dos que matam seus pequenos líderes e os que os defendem. Nos últimos anos, segundo o MST, mais de 1.600 trabalhadores rurais foram assassinados e apenas 80 mandantes e executores chegaram aos tribunais. Em lugar de uma CPI para investigar as atividades daquele movimento, seria melhor para a sociedade nacional que se discutisse, a fundo, a questão agrária no Brasil.
    O Censo de 2006, citado pelo MST, revela que 15 mil proprietários detêm 98 milhões de hectares, e 1% deles controla 46% das terras cultiváveis. Muitas dessas glebas foram griladas. Temos um caso atualíssimo, o do Pontal do Paranapanema, onde terras da União estão ocupadas ilegalmente por uma das maiores empresas cultivadoras de cítricos do Brasil. O Incra está em luta, na Justiça, a fim de recuperar a sua posse. O que ocorre ali, ocorre em todo o país, com a cumplicidade, remunerada pelo suborno, de tabeliães e de políticos.
    Cinco séculos antes de Cristo, os legisladores já se preocupavam com a questão social e sua relação com a posse da terra. É conhecida a reforma empreendida por Sólon, o grande legislador, na Grécia, que, com firmeza, mandou quebrar os horoi, ou marcas delimitadoras das glebas dos oligarcas. Mais ou menos na mesma época, em 486, a.C., Spurio Cássio, um nobre romano, fez aprovar sua lei agrária, que mandava medir as glebas de domínio público e separar parte para o Tesouro do Estado e parte para ser distribuída aos pobres. Imediatamente os nobres se sublevaram como um só homem, e até mesmo os plebeus enriquecidos (ou seja a alienada classe média daquele tempo) a eles se somaram. Spurio Cássio, como conta Theodor Mommsen em sua História de Roma, foi levado à morte. “A sua lei foi sepultada com ele, mas o seu espectro, a partir de então, arrostava incessantemente a memória dos ricos, e, sem descanso, surgia contra eles, até que, pela continuada luta, a República se desfez” – conclui Mommsen. E com razão: a última e mais completa lei agrária romana foi a dos irmãos Graco, Tibério e Caio, ambos mortos pelos aristocratas descontentes com sua ação em favor dos pobres. Assim, a República se foi dissolvendo nas guerras sociais, até que Augusto a liquidou, ao se fazer imperador, e seus sucessores conduziram a decadência da grande experiência histórica.
    Não há democracia sem que haja reforma agrária. A posse familiar da terra – e da casa, na situação urbana – é o primeiro ato de cidadania, ou seja, de soberania. Essa posse vincula o homem e sua família à terra, à natureza e à vida. Sem lar, sem uma parcela de terra na qual seja relativamente senhor, o homem é desgarrado, nômade sem lugar nas sociedades sedentárias.
    É impossível ao MST estabelecer critérios rígidos de ação, tendo em vista a diversidade regional e a situação de luta, caso a caso. Outro ponto fraco é a natural permeabilidade aos agentes provocadores e infiltrados da repressão particular, ou da polícia submetida ao poder econômico local. No caso do Pontal do Paranapanema são muitas as suspeitas de que tenham agido provocadores. É improvável que os invasores tenham chamado a imprensa a fim de documentar a derrubada das laranjeiras – sabendo-se que isso colocaria a opinião pública contra o movimento. Repete-se, de certa forma, o que houve, há meses, no Pará, em uma propriedade do banqueiro Daniel Dantas.
    É necessária a criação de força-tarefa, composta de membros do Ministério Público e agentes da Polícia Federal que promova, em todo o país, devassa nos cartórios e anule escrituras fraudulentas. No Maranhão, quiseram vender à Vale do Rio Doce (então estatal), extensas glebas. A escritura estava registrada em 1890, em livro redigido e assinado com caneta esferográfica – inventada depois de 1940.

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