O fim do acervo de Oiticica
Por Alessandro
Enviado em 17/10/2009 às 9:08
Luis,
A cultura brasileira perdeu o acervo de Helio Oiticica. Que tal abrirmos um tópico sobre iisso, ou seja, a má conservação dos acervos dos artistas nacionais, gerenciamento de museus, etc?
Pode-se perceber que esse acervo não era digno de estar em uma “casa no Jardim Botânico”, sem condições museológicas nenhuma…..
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/10/incendio_destroi_acervo_de_helio_oiticica_no_jardim_botanico_41177.html


a matéria diz que o incêndio destruiu parte do acervo e não todo o acervo
Sim, só que a “parte” do acervo que destruiu foi 90%. Pelo menos é o que diz na mesma matéria.
Um patrimônio que deveria ser do povo brasileiro estava guardado em uma residência particular.
Para a familia não era arte que estava alí. Eram 200 milhões de dólares.
Essa é a elite.
nassif:
uma perda seríssima. o obra do oiticica tem uma significação especial na arte brasileira.
romério
É a maior tragédia que atinge a arte brasileira desde o incêndio do MAM em 1978. É realmente impressionate que um acervo desta importância não estivesse em um museu.
Caramba!!!! Que horror.
Olha só o que certamente perdemos no incêndio do acervo do Hélio Oiticica: http://images.google.com.br/images?q=h%C3%A9lio+oiticica&oe=utf-8&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a&um=1&ie=UTF-8&ei=mNrZStStB9Cf8Aa2lri3BQ&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnum=5&ved=0CB0QsAQwBA
tragédia.
__
O Rio hoje amanheceu triste.
Além da perda do acervo OITICICA, dois policiais morreram na queda de um helicóptero da Polícia Militar que foi metralhado por bandidos em guerra pelo domínio de 2 morros da cidade. O saldo até agora é de 4 PMs mortos, dois deles em confronto direto com os marginais. (a guerra começou esta madrugada e, pelo visto, não tem hora pra terminar…).
Cariocas de verdade como eu ficam muito tristes..o Rio não merece!
Mais do que lamentável, é inacreditável que tenham deixado isso acontecer.
Por que isso não estava em uma instituição ou museu?
Na casa do cidadão?
A matéria diz que havia sensores e que tais para proteger de possíveis acidentes.
Por que nada disso funcionou?
Essa história está esquisita.
Só espero que não aconteça coisa semelhante com as obras da amiga do Hélio, a Lygia Clark, que são das coisas mais fantásticas que já se produziu no Brasil.
Cruz credo, que péssima notícia…
Tinha seguro?
Quem vai receber o seguro?
Não tinha seguro…
Do not try to follow the money in this case…
Isso aí. Cui bono.
mário siqueira:
nós, do instituto carlos scliar, temos tentado transformar um patrimônio privado ( a coleção do scliar tem obras dele e de vários outros artistas relevantes) em patrimônio público. é difícil. e põe difícil nisso. temos uma casa em cabo frio, ex-ateliê dele, funcionando como museu. neste ano agora com recursos pessoais nossos. e já se encontra aberto há 5 anos.
não conheço a família do oiticica e não sei como eles
enxergavam a coleção. quero só confirmar, por experiência,
que operar isso é brabo.
no guia 4 rodas há referências da casa-ateliê.
um abraço.
romério
Gostaria de informar que em solidariedade à Democracia,
estou cancelando minhas assinaturas que tenho das revistas dessa organização Facista que entrevista golpista como herói e persegue jornalista.
Amigos, vamos ler a notícia antes de dizer barbaridades?
Rio- A cultura brasileira sofreu um revés na madrugada deste sábado. Um incêndio destruiu parte do acervo do pintor e artista plástico Hélio Oiticica, na Rua Engenheiro Alfredo Duarte, 391, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
As obras de um dos mais consagrados artistas brasileiros, morto em 1980, estavam acondicionadas em um ateliê de reserva técnica, no andar térreo da casa do irmão, César, de 70 anos, responsável pelo Projeto Hélio Oiticica, que agrega pesquisadores e colecionadores, em todo o mundo.
A notícia da perda do acervo de Oiticica abalou a comunidade artística e deixou amigos e familiares perplexos. O fogo, que destruiu toda a área do acervo, tivera início por volta das 22 h. Cerca de 20 homens dos quartéis de Bombeiros do Humaitá e Catete foram acionados para debelar as chamas. Ninguém ficou ferido. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.
Entre as cerca de duas mil obras, destruídas pelo fogo, estavam fitas de vídeos, documentários, livros, além de quadros e obras consagradas como os Bólides e os Parangolés, sendo esta última, a primeira manifestação ambiental coletiva, envolvendo capas, barracas, estandartes e passistas da Mangueira, na mostra Opinião 65.
O acervo do projeto estava avaliado em cerca de 200 milhões de dólares.
César Oiticica: a única vítima desse incêndio foi a Cultura Brasileira
Comovido e chorando copiosamente, César lamentou a perda de 90% do acervo de Hélio Oiticica, criador de Monocromias (formas quadradas recortadas e coladas sobre suporte retangular branco), Bilaterais, Bólides e dos Parangolés.
“Queria morrer junto com as obras. Após a morte do Hélio, em 1980, fiquei responsável pelo acervo. É muito triste! Não tenho dúvidas, a única vítima desse terrível incêndio foi a Cultura Brasileira”, lamentou César Oiticica.
Hipótese de incêndio criminoso foi descartada
A hipótese de um incêndio criminoso foi descartada por César Oiticica. De acordo com o irmão do artista, além do forte aparato externo de segurança no bairro, o ateliê contava com sensíveis alarmes de presença e anti- incêndios, além equipamentos de climatização para manutenção das obras.
“Essa possiblidade está completamente descartada. O acervo tinha um forte aparato de segurança”, ressaltou.
O tenente do Corpo de Bombeiros Yuri Manso, responsável pela operação, informou que as chamas consumiram as obras com rapidez e que só após o resultado do laudo técnico será possível chegar às possíveis causas do incêndio.
Oiticica consolidou estética do movimento tropicalista
Hélio Oiticica nasceu no Rio de Janeiro, em 26 de julho de 1937. Oiticica foi, entre outros, pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas. É considerado por muitos, um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente.
Em 1959, Hélio Oiticica fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark e Franz Weissmann. Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de “antiarte por excelência”.
Foi também Hélio Oiticica que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970. O artista morreu no Rio de Janeiro, em 26 de março de 1980.
Caro Marcos Ovos:
Li a sua versão sobre a notícia, e a barbaridade permanece-uma família cuja postura perante o parente ilustre e sua obra é vergonhosa; se o ateliê estivesse tão bem protegido, conforme diz o irmão do artista, que possivelmente produz tanta arte quanto eu, não teria ocorrido o desastre.
Agora, resta achincalhar a empresa responsável pela manutenção dos aparelhos de segurança, caso tenham tomado (não acredito na hipótese) esta providência elementar, pois se trata, ou melhor, se tratava de um patrimônio de duzentos milhões de dólares, segundo informação da própria família inconsequente.
Um abraço
Marcos
Quais foram as barbaridades ditas ? Que um acervo de tal grandeza estava trancado numa propriedade particular ?
Que a lamentar foram os 200 milhões perdidos ?
Segundo informação do irmão do artista plástico para a Rádio CBN o acervo estava guardada em condições favoráveis para a manutenção de obras de arte.
Só esqueceram da parte do manual que diz pra manter o ambiente abaixo de 800ºC.
Jesus Cristo!!!
não tenho palavras para expressar minha profunda tristeza com essa surreal “subtração” das “obras” do Helio Oiticica. isso é uma tragédia cultural na escala de um genocídio. o pior tipo de notícia q eu poderia receber hoje…
meus pêsames à humanidade.
g.s.
Será que foi consumido pelo fogo o acervo ou parte dele?
Está mais para golpe publicitário. O MAM, abrigaria sem problemas o acervo e seu imenso espaço promoveria exposições como já o fez no passado. Alguém a exagerou no consumo de guaraná.
infelizemente, dadas as condiçoes da maioria de nossos museus, isso não seria uma grande garantia …
Lembremo-nos do fato de que exatamente no MAM, nos anos 70, perdeu-se, no famoso incendio, uma parte substancial da obra de Torres-Garcia. Mais recentemente o roubo das preciosidades do Museu da Chacara do Céu.
Não se trata de complexo de vira-lata, mas, de fato, anos atrás, fiquei sem ter muito o que dizer a um amigo francês que, ante a pobre conservação do tesouro dos Boudin do Museu Nacional de Belas Artes, sapecou que seria melhor que essas obras estivessem na França. Faz mais de 10 nos que não visito esse museu, e de coração, torço que as coisas tenham melhorado.
O que não pode se deixar as escuras é que no Centro do Rio de Janeiro existe o instituto Hélio Oiticica, e que esse acervo que pegou fogo foi retirado de lá(um espaço criado pra ele) por motivos de desacordo financeiro da família de Hélio e o governo Municipal.
A obra de Hélio não merecia ficar escondida dentro uma sala .. pode parecer incoerente mas se éra pra ficar desse jeito, melhor que não tenha ficado com ninguém … OBRIGADO HÉLIO!
É isso aí, BG. A briga entre o César Oiticica e a Prefeitura começou no fim do ano passado; parece que em abril ou junho desse anos, a família retirou toda a obra que estava no Centro Cultural porque não estava recebendo o que achava que merecia da Prefeitura. E foram guardar tudo numa sala de uma “casa antiga do Jardim Botânico”. Pra dispensar intermediários, me parece. Se o acervo tivesse ficado no Centro Cultural (eu vi muita coisa lá – é um espaço ótimo, bem cuidado) ou ido para o MAM estaria, possivelmente, bem resguardado. Inadmissível a obra de um artista do porte do Oiticica ficar de um lado para o outro porque ninguém se entende em negociações financeiras em torno do esforço pessoal do criador, que não pode palpitar porque já morreu há décadas. Ouvi que se perderam quase 90% do acervo, mas tem trabalhos em outros lugares. Inclusive no Brasil. Que fiquem onde estão.
é,verdade,Vera
há(pelo.visto,havia).uma.briga.feia.entra.a.família.
e.a.direção.do.Centro.H.O.
sou.da.área,e.tenho.amigos.que.estão.do.lado.de.um.de.outro
os.a.favor.da.família.dizem,que.o.Centro.não.divulga.a.obra.do.Oiticica
como.deveria.
e.os.contra.dizem.que.a.briga.é.por.questões.financeiras
A.família.além.de.já.receber.20.mil.mensais.para.desenvolver.o.projeto.H.O.
ainda.cobraria.pelas.exposições
eu.não.sei,mas.que.tem.família.de.artista.querendo.faturar.
em.cima.de.parente.famoso,isso.tem
recentemente.a.exposição.retrospectiva.do.Volpi
teve.seu.catálogo.lançado.sem.a.reprodução.de.nenhuma.de.suas.telas!
só.texto
isso.porque.a.família.cobra.uma.nota.por.cada.reprodução
o.que.inviabilizaria.a.produção.do.catálogo
Caro BG:
Eu não sabia da existência do instituto; agora, então, é o fim do mundo.
A família não está à altura do artista, para dizer o mínimo.
Um abraço
O fato em si é lastimável. Hélio Oiticica foi um visionário de enorme talento e uma figura absolutamente ímpar. Eu já tinha grande admiração pela sua obra, mas depois que convivi com uma pessoa que foi amigo dele em NYC eu entendi porque Ferreira Gullar se emociona quando fala de Oiticica. Sorte de quem conheceu Hélio, como meu amigo Mavi [ http://idiarte.wordpress.com/files/2009/10/mavioiticica.gif ]. Azar de todos nós que a partir de agora só teremos acesso a estas obras através de catálogos. E olhe lá.
Nassif:
Nada mais macunaíma que guardar um acervo de valor considerável, neste caso, enorme, em uma residência, provavelmente sem apólice de seguro próxima do valor estimado.
É triste a freqüência de fatos que danificam os acervos particulares e museus de Rio e São Paulo, cidades que concentram a maior parte das coleções, caso do Museu Chácara do Céu, do museu do Itamaraty, no RJ, da Estação Pinacoteca, do Museu do MASP, da residência da família Maksoud, em SP, e muitos outros.
É espantosa esta indiferença, pois ocorre no segmento teoricamente mais informado da sociedade brasileira, formado por pessoas com ótimo padrão cultural, que conhecem boa parte do mundo, mas que ao retornar de suas viagens internacionais deixam, já no aeroporto, o comportamento a que foram obrigados a manter durante a viagem, e logo que pisam em solo brasileiro reincorporam o jeitinho, a displicência e tudo o mais, porque boa parte deste grupo seleto não tem qualquer noção de civismo; os brasileiros que possuem coleções no exterior (eles existem), por lá tomam as providências básicas, por aqui é na base da figa, reza ou coisa que o valha – isto serve tanto para os colecionadores particulares quanto para os (ir)responsáveis pelos pouquíssimos museus que abrigam obras de arte com reconhecido valor, sendo um bom exemplo do tão falado complexo de vira-lata.
As polícias, por sua vez, demonstram não ter pessoal adequadamente preparado para enfrentar uma quadrilha especializada em roubos de obra de arte; quanto a casos como este, incêndio, resta reconhecê-los como a obra prima do comodismo e da irresponsabilidade.
Porque o Ministério da Cultura não cria condições para a guarda de coleções particulares, caso os proprietários assim o desejem? Esta simples iniciativa deixaria diversas obras importantes ao alcance de todos.
Se o País é irresponsável nesta área. imagine o Rio de Janeiro…
Lá, sempre tem um incêndio acabando com obras de arte.
Oxxx cariocaxxx são meiixxxmo irrexxxxxxponsáveixxxxxx…
Caro Paulo Fischer:
Não sei onde você mora, eu moro no Rio de Janeiro.
Não sou de ficar defendendo a minha cidade, aliás, vez por outra critico, aqui no blog, determinadas condições da dita cuja; pelo seu comentário, imagino que more em cidade onde a sociedade esteja à prova de qualquer crítica, bem melhor, em todos aspectos, que a daqui, parabéns.
E nem me diga onde fica este seu paraíso,pois assim não fico delirando com uma possível mudança de arexxxx…
Um abraço
Todos OS aspectos, claro.
Isso é absurdo demais pra ser verdade.
Falar de Hélio Oiticica é tentar abraçar o universo, pois ele é uma das maiores expressões da arte brasileira, de fundamental importância na história da arte, com obras espalhadas nos grandes museus de arte moderna.
Foi criador da vanguarda brasileira, na década de 60, e símbolo de uma época. O pai era cientista, o avô filólogo e conhecido anarquista, e Hélio, que morava em Botafogo, ia à Mangueira diariamente.
Sua relação com a Mangueira era íntima e profunda, influenciando a sua obra. Tornou-se um excelente passista da escola, numa época de confronto aberto entre o governador Lacerda e os favelados, quando não era fácil subir o morro.
Foi muito popular no Rio de Janeiro por usar os jardins do MAM como espaço para uma exposição em protesto contra o elitismo do museu que impediu a entrada dos tamborins dos amigos mangueirenses. Quando morreu o Cara de Cavalo, bandido da Mangueira, criou um trabalho com a frase “Seja herói, seja marginal”, numa bandeira com a figura do amigo estendido no chão , e é claro que a ditadura, que como qualquer outra tem horror à arte, com exceção das obras consagradas ou dos bem comportados, não lhe deu sossego.
Ele e Lygia Clark eram presença das artes plásticas no movimento tropicalista de Caetano, Gil, Duprat, Tom Zé e outros.
O querido anarquista fez muito mais, ninguém soube como ele traduzir para as outras classes sociais a complexidade da favela.
Criou sobretudo os parangolés ( qualquer carioca reconhece no nome a gíria daquela época). Arte livre das molduras, participativa, cor e movimento.
Hélio Oiticica no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=dJTr8I2M6Ps
http://www.youtube.com/watch?v=vxEFy7GvFrs
http://www.youtube.com/watch?v=Pg2zPNKFKfI
Na internet há um ensaio excelente do antropólogo também excelente Hermano Viana (irmão do Herbert) , que usei como fonte.
Vale a pena ler:
http://www.overmundo.com.br/banco/helio-oiticica-como-mediador-entre-asfalto-e-morro
Se o morto tivesse causado o incêndio, eu acreditava.
Esse irmão do Helio devia ser crucificado. As obras poderiam estar expostas em algum lugar permanente! Vendesse apenas um quadro, teria segurança minima…
Enterrasse numa pirâmide!
Nassif, ouvi uma entrevista na Band News FM com o Ivan Cardoso, que foi amigo pessoal do Oiticica, e ele disse que há muitas obras, ainda, do Oiticica espalhada por museus do mundo todo, nas mãos de particulares, entre outros, e que cerca de 25% das suas obras é que se encontravam na casa da família no Rio de Janeiro e que se perderam no incêndio.
Então, parece que a maior parte do acervo deste grande artista ainda está à salvo.
Marcos, tô rezando pra essa cifra de 25% ser verdade!
E olha que eu sou ateu…
Lamentável, mesmo!
Nada contra o Rio, mas se tal acervo estivesse aqui em São Paulo, acho que dificilmente aconteceria essa tragédia.
Imagine se vc tivesse alguma coisa contra os cariocas, kkkkk!!!
Ah, sim, os irmão de artistas em SP são mais preparados contra incêndios que os do Rio. Aí, só o que pega fogo é favela. Que piada. Essas obras deveriam estar preservadas em alguma instituição cultural, não importa em que estado fosse.
Carlos, você só pode desconhecer a realidade de muitos acervos em SP pra fazer tal afirmação.
Concordo. Teria sido apenas roubado.
Ta maluco? E o roubo do MASP????
À má conservação dos acervos dos artistas eu somaria a má conservação daqueles pequenos arquivos, bibliotecas que guardam manuscritos no Brasil. Acossados pela umidade, pelas traças, pelo manuseio inadequado e, algumas vezes, por espertalhões.
Pensar nesse patrimônio que desaparece sem que o país tenha chance de conhecê-lo, de usufruí-lo…é de chorar.
A começar pelo pouco raro acervo do MASP, que era possível roubar com um macaco hidráulico até 18 meses atrás. E sem vigilância de câmeras.
Neste exato momento esta havendo um boom da arte brasileira no exterior, Hélio Oiticica é o “top do top” dessa onda. O fogo queimou todas as obras? Algumas? Quantas? Quantas reaparecerão daqui a cinco ou dez anos no mercado internacional de artes? A história da arte esta repleta de “incendios”, “naufrágios”, “extravios” e outras “tragédias”. Como o patrimônio era da familia isso é lá com eles (se forem como a minha familia, vai ser uma brigalhada “daquelas”; saber de quem é a culpa, etc.). Para nós, que somos tão somente brasileiros – mera matriz fundamental da arte de Oiticica, só resta uma pergunta: que diabos o “Obapuru” de Tarcila está fazendo na coleção particular de um colecionador argentino? Sei que o ministério da cultura tem assoberbantes atribuições, mas inegávelmente “comeu mosca”. Tarcila e Oiticica expressaram, no campo das artes plásticas, a alma brasileira, tudo o que somos (nossas contradições e delicias), na mesma proporção que Cartola e Pixinghinha fizeram na música. Isto que aconteceu equivale para nós brasileiros, à Mona Lisa ter sido vitima de cupins. Perdemos nós brasileiros e a culpa é toda nossa.
bom, no rj ate helicoptero e abatido por traficantes….fazer o q?
Ressaltar o que há de ruim e morder-se de inveja das coisas boas, você tá indo no bom caminho.
Tem uma revista semanal que anda usando a obra de Oitica indevidamente; é só ver a obra em que aparecem as expressões “Seja marginal” e “Seja herói” e comparar a propaganda que utiliza também a combinação de “seja” com outras palavras. A família deveria ser indenizada pelo uso indevido da obra do grande artista brasileiro.
antes de mais nada nao estava em museu., estava na casa do irmao ou da familia. valia 200 milhoes de dolares segundo a globo-jornal da tarde. só malucos tem um tesouro desses em casa sem nenhuma proteção. teria sido melhor ter vendido uma parte para colecionadores e com a grana cuidar da outra parte – pelo menos um cofre a prova de fogo e roubos. a ganancia juntada a ignorancia dá nisso.
Isso aí. Obra de arte não é foto de família.
http://daniname.wordpress.com/2009/10/17/obra-de-arte-nao-e-foto-de-familia/
Até os traficantes do Rio se mostraram indignados com a perda do acervo do seu herói histórico, promovendo manifestações de acordo com a melhores tradições anarco-terrorista.”Seja herói,seja marginal !” É o grito de guerra…
Estará Sumpaulo,exportando o método exitoso do PCC ?
é muito fácil colocar a culpa na família. O que eu quis dizer é que temos que ter um pouco de calma antes de fazer o que faz a imprensa, detonar os “culpados” antes de se saber as culpas. O irmão do Helio é um cara sério, o conheci numa exposição do irmão em Barcelona em 92. Desgraças acontecem e nem sempre há apenas um “culpado”. O acervo não dava lucro e eles poderiam ter vendido e ganhado uma grana preta. Preferiram mante-lo…
Gente,que coisa boba ficar se alfinetando porque nasceu em ponto geográfico diferente;estando os dois com razão,que vantagem há em se propagar os erros,apontar o dedo?o fato de existirem erros aqui ou ali e se ficarem se cutucando é feio,coisa de criança mal educada.
Este Carlos… por isso não venho mais aqui, me aborreço, perco o bom humor.
No MASP quadros foram roubados! Esqueceu?
que estupidez este preconceito c cariocas, nordestinos, gente é igual em todos os lugares- fora estes babacas ai.
Pronto falei.
E desisto de vir aqui- tem paulista demais rancoroso.
Nassif, gosto de vc, mas fui.
Bj Laura
ôôôhhh HO!!!
que tristeza esse dia.
será que alguém sabe dizer se havia alguma cópia dos escritos, nos moldes do projeto h.o. do itaú cultural?
Nada a ver esse FlaXTimão numa hora dessas, gente!
Fato é que uma obra dessas precisava de um cuidado muito maior que o que a família poderia dispor. Um bom projeto baseado na Lei Rouanet poderia ter salvado este acervo.
Nassif e Alessandro,
Essa notícia dá um desânimo danado de ruim.
Henrique Marques Porto
Alessandro, em atenção a sua proposta coloquei um post sobre a situação do Museu de Arte de Brasília-MAB. Veja em http://blogln.ning.com/profiles/blogs/a-situacao-do-museu-de-arte-de