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14/10/2009 - 14:00

Um libelo contra a invasão de privacidade

Bela entrevista do ator Pedro Cardoso à Leda Nagle sobre a invasão de privacidade. Argumentos irrespondíveis: os donos dos veículos de mídia que exploram a vida privada de pessoas públicas jamais têm sua própria vida devassada. Uma definição muito objetiva sobre o que são fatos públicos e o que não são, sobre os limites da privacidade para as pessoas públicas.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,

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37 comentários para “Um libelo contra a invasão de privacidade”

  1. Pedro Aguiar disse:

    Boa tarde Sr. Nassif e leitores do blog,

    Aproveito o “gancho” para recomendar a programação da TV Brasil, é excelente, o Sem Censura – comandado diariamente por Leda Nagle – das 16:00 às 17:30h, é imperdível.

  2. sergio g disse:

    O Cardoso é um ator, que para mim, é construtor duma jóia da tv.
    O seu personagem da “Grande Família”.
    Assisti o primeiro ator a fazer o personagem Agostinho.
    Tinha uma proposta mais em contraponto ao Lineu, na questão do trabalho, mas não tinha a “malandragem” do Agostinho atual.
    Tinha uma diferença, é claro, mas o Agostinho do Pedro Cardoso é um achado.
    Faz tempo que não vejo mas tenho guardado na memória.
    O jeito carioca, a vestimenta que nem parece coisa de personagem, parece dele mesmo, as situações que ele leva muito bem.
    Muito bom o Pedro Cardoso.

  3. Mario disse:

    LN,
    O Pedro, apesar de ser um comediante nato e trabalhar para a mídia comprometida, tem uma cabeça previlegiada no que diz respeito as questões de interesse geral do país e da sociedade como um todo. Não é um alienado, como muitos, na classe dos artistas.
    Um brás

  4. Marko disse:

    Sobre o(s) Estado(s) e certas amarras burocráticas sob a forma d tutela aos cidadãos – à partir dos 8:48 – Gostei mto hein
    Uma coisa q tenho conversado c/mtas pessoas à ser repensada por todos nós…

  5. Rands disse:

    Muito bom!

  6. Calbercan disse:

    Excelente. Argumentação lúcida e cristalina. É raro encontrar um artista assim.

  7. luka disse:

    Coberto de razão. Tenho ainda mais admiração por ele.

    Ele poderia falar mais sobre o tema final aqui no blog pois vai de encontro com as cronicas sobre desenvolvimento, poder do estado e liberdades individuais recentemente abordadas aqui.

  8. Quanto aos papparazzi e a indústria da fofoca, nada a acrescentar, assinaria embaixo.

    Já a citação a Roberto Carlos remete a um caso diferente: uma biografia não autorizada, mas exaustivamente pesquisada, respeitosa e que transcende, em muito, o mero universo da fofoca.

    Ocorre, aí, uma evidente contradição no discurso de Cardoso: ele quer que o Estado não intervenha na construção de casas (quem vai se responsabilizar pelos eventuais desabamentos?), mas se solidariza com a posição de um artista que recorreu ao Estado (poisaJustiça é parte integrante deste) para censurar o trabalho sério de outrem.

    Para mim, no que concerne mercado bibliográfico, é simples: publique-se o que quiser, nada pode ser previamente proibido. Difamou? Mentiu? Invadiu a privacidade de modo danoso? Que se busque ressarcimento na Justiça.

    Censura prévia, não!

  9. Adriana Lemos disse:

    Respeito mas discordo da opinião do Pedro Cardoso. Os fotográfos/paparazzi, jornalistas só exercem suas profissões porque em parceria com os donos dos grandes veículos de comunicação, o povo quer saber, o povo quer comprar, o povo exige este mercado. E só não chafurdarmos a vida deles, porque não estão em exposição, ou seja, não nos interessa.
    Desde os primordios catalogados da humanidade sempre houve e sempre haverá interesse pela vida alheia, taí hoje o Big Brother, Casa dos Artistas, A Fazenda, Twitter, Orkut, Facebook,etc., jornais, revistas… Na bíblia, por exemplo, pra quem lê, há relatos do cotidiano íntimo à época, o que vestem, comem, o que dizem, pensam, quem traiu quem, quem matou quem. Para com essa bobogem toda, é lógico que o público quer saber e o profissional só faz o trabalho dele, se não fizer, outro fará. Essa é a lei.
    Quando “vemos” com nossos próprios olhos, acreditamos que os ídolos são mortais comuns, vão ao mercado, shopping, levam o filho pra passear na praia, tomam sorvete, enchem a cara, brigam, choram, riem, processam, são processados e, são tão humanos quantos nós. Por essa razão, o anseio de bisbilhotarmos a vida alheia.

    • Neves disse:

      “fotográfos/paparazzi, jornalistas só exercem suas profissões porque em parceria com os donos dos grandes veículos”.

      Parceria uma ova, são empregados, subalternos, contratados para essa vulgarização diária da vida, a transformação da intimidade alheia em mercadoria. Para com essa bobagem de tratar patrões e empregados, peões e chefes como “colaboradores”.

      “o povo quer saber, o povo quer comprar, o povo exige este mercado”.

      O povo quem cara-pálida? Eu faço parte do povo e não quero saber de nada disso, conheço muitas pessoas que também não querem saber.
      Sei que há interesse para tudo. Talvez você tenha um vizinho tarado com muitas fantasias sobre sua intimidade, mas isso não justifica que ele passe o dia de binóculo sobre sua janela ou que pague alguém para ter foto sua em momento contrangedor.
      Se a existência de público e por extensão mercado legitima certos práticas, então com esse argumento você acabará defendendo a pedofilia e taras afins, porque o “mercado” justifica.
      Se você é uma fofoqueira e gosta de mexericos, não tire os outros por si.

      “o profissional só faz o trabalho dele, se não fizer, outro fará”.

      Essa indulgência lembra aquela: “apenas cumpria o meu dever”.

      “Na bíblia, por exemplo”

      A bíblia é uma coletânea de narrativas, contos e lendas de um povo pastoril. Se você tomá-la ao pé da letra, vai achar natural o fato de Ló comer e engravidar as duas filhas, de Abraão cafetinar Sara para que o Faraó não fizesse dela uma viúva. Não confunda narrativas de contos, lendas ou romances com a vida real.

      • Edmundo Adôrno disse:

        Neves,
        A Adriana Lemos ecreve na primeira pessoa do plural ^… Nós…^, ela está defendendo a classe dela que é aquela que acha que a imprensa pode tudo.
        Parte do princípio que o povo quer consumir esse produto. Esquece-se d. Adriana que o interesse de parte da população por essas asneiras decorre de uma deformação alimentada por um marketing danoso. Esse que não esclarece, que não conduz ao pensamento, ao raciocínio.
        D. Adriana defende seus interesses particulares, não está preocupada com as consequências, importante é atender a demanda do povo.
        Abraço.

  10. ancdouglas@msn.com disse:

    Partindo de artista de televisão, famoso, bom ator humorista, da tv globo, isso parece ser um pouquinho de frescura, misturado com vaidade excessiva, falta de coisas sérias para se preocupar e um pouco de arrogância e presunção. Sugiro que ele faça um BLOG comece a fotografar a família Marinho, afinal a globo é a maior manipuladora de tudo e de todos.

  11. Marco Aurélio disse:

    A coisa cai na mesma situação da qualidade dos programas. A qualidade é ruim, é escatológica, é isso e aquilo, masé assim porque existe público para isso. Qualidade por qualidade, os programas da TV Cultura sobre música dariam muito mais que traço de audiência e isso não ocorre pela falta de qualidade, mas triste é dize-lo, por tê-la.

    A vida pessoal dos atores acaba repetindo esse mantra. jornais, tabloides e televisão perseguem essas notícias poirque essas notícias vendem; e vendem porque existe público para isso infelizmente.

    Por outro lado, é bom que se diga, existem artistas que procuram a mídia e fazem da vida pessoal objeto de audiência e popularidade. Porque há aqueles e aquelas que filmaram ou deixaram filmar o parto da filha, o casamento, o batizado, fazem questão de chamar a imprensa e esse tipo de comportamento prejudica aqueles que como o ator Pedro Cardoso querem separar a vida pública da particular.

    Será uma luta árdua, já que ele se afasta daquilo que outros buscam de forma incessante e acaba sendo dificil para o público achar a diferença de um e de outro da mesma forma que desdenham de programas de qualidade e apoiam o retorno de publicidade, via audiência, dos escatológicos.

  12. Cidadão disse:

    Já admirava profundamente o Ator. Agora admiro-o muito mais: o grande Ser Humano autêntico e o Cidadão Brasileiro consciente. Parabéns, Pedro Cardoso!

  13. luzete disse:

    Pedro Cardoso.
    grande ator.
    grande cidadão.
    um homem que pensa e, por isto, um ator diferenciado, aliás, virtude que se estende àqueles outros membros da grande família. todos ali, figurinhas especiais.

  14. Michel disse:

    Excelente esse Pedro Cardoso. Sinceramente, não sabia que era tão lúcido.

  15. Pitaqueiro disse:

    Pedro Cardoso tem estado numa cruzada conservadora nas entrelinhas e não é de hoje. Com argumentos aparentemente sofisticados, ele reacendeu recentemente no Brasil uma polêmica feminista havida nos EUA há mais de 20 anos atrás, semeada pela escritora Catherine MacKinnon, autora do polêmico “Only Words”.

    Na mesma linha de MacKinnon e guardada as devidas proporções, pois ela é uma militante feminista ferrenha contra a pornografia, Cardoso recentemente (acho que no ano passado) proferiu declarações nas quais deixava registrado que ele via na nudez das mulheres no cinema, ou em qualquer outra representação cênica dramática, uma exigência muitas vezes imoral realizada por diretores e/ou produtores, geralmente iniciantes.

    Parece possuir o mesmo afã ideológico-moralista essa mais nova investida de Cardoso, supostamente em prol da privacidade de pessoas públicas, mas em claro confronto contra o direito de informação.

    Entendo o centro da crítica, mas não sei até que ponto o que ele fala se sustenta. Não sei se a maior blindagem da vida privada dos detentores dos meios de comunicação implica ilegitimidade da abordagem que sofrem aqueles detentores de cargos públicos ou de uma imagem pública massificada.

    Parece-me claramente que uma coisa não implica a outra, ao ponto de servir de comparação que desautorize o trabalho da mídia neste sentido. Essa parte do argumento é ruim.

    Outro problema é que o ator tem direito à privacidade, mas não me parece que o que ele fala sobre ser dono da sua imagem, ao ponto de poder vetar a publicação de uma foto sem a sua autorização, se sustenta.

    Ele é um ator de um programa de enorme popularidade, de grande exposição na mídia e é natural que a imprensa tenha o interesse de fotografá-lo quando ele se encontre em locais públicos.

    Não creio que isso seja exatamente uma invasão de privacidade. E, nestes casos, o ato de fotografar, em si, não é suficiente para se falar em dever de indenizar, mesmo que exista uma publicação não-autorizada posteriormente. É necessário que se prove o dano efetivo à imagem do ator. Não me parece que o simples fato de se fotografar uma pessoa pública, como é o Pedro Cardoso, gere o dever de indenizar, ainda mais se ele se encontre em local público. Se o uso da foto for dentro do esperado e sem qualquer distorção, não vejo qualquer ilícito.

  16. walsil disse:

    Assisti ao programa e achei muito boa a entrevista.

  17. Pitaqueiro disse:

    Enfim, creio que o Pedro Cardoso está equivocado. Pessoas públicas podem ser livremente fotografadas quando estiverem em locais públicos, não importa em que circunstâncias, e esse direito da imprensa advém da própria condição pública do fotografado.

    Se o uso for jornalístico e ligado às atividades do ator, sem qualquer distorção e sem qualquer intenção de prejudicá-lo, não há invasão de privacidade nenhuma e não há que se falar em direito de pleitear indenização de qualquer espécie.

    Ser uma pessoa pública o obriga a ter que lidar com isso, infelizmente para ele, pelo visto.

    • Victor disse:

      Isso que eu acho esquisito, o conceito de “pessoa pública”. O sujeito tem um trabalho de projeção pública, mas isso não dá o direito de ele ser “copyleft”. Se existem os direitos individuais da pessoa “privada”, que se tenha igual para a pública também, ué.

      • Neves disse:

        Eis mais um fofoqueiro.

        Acho que era Sérgio Porto que brincava com o conceito de “homem público”, dizia que era o equivalente masculino de “mulher pública”. Esta é a idéia que esse pessoal faz de “pessoa pública”, com o agravante de usá-los sem consultar e nem pagar.

        Todos nós temos direito a uma personalidade pública e uma vida privada. Nunca conheci ninguém que gostasse ter fatos de sua vida particular comentado em ambientes do trabalho ou na vizinhança, por exemplo, para citar situação comum a nós, que não somos “pessoas públicas”. Sempre reagimos aos tipos que se prestam ao papel vil de difundir fofocas com adjetivos nada elogiosos, quando não podemos alcançá-los com o que merecem.

        Os que conferem poderes ilimitados de “liberdade de informação” dão poderes a entidades privadas de meios de comunicação, cujos donos ninguém elege pelo voto, é uma imposição do poder econômico. Ideologicamente essas mesmas pessoas se dizem “libertários” e desconfiam dos poderes públicos, aqueles que são eleitos de forma popular. De libertários não têm nada, compram as teses anti-republicanas do pensamento único difundido pelos media atrelados ao poder econômico e ficam repetindo feito papagaios, querem transformar o quarto poder no primeiro e único.

        • Pitaqueiro disse:

          Nossa, quantas idéias pré-concebidas. Estou tão-somente opinando com base no que sei sobre o direito de imagem, que jamais será um direito absoluto, como todo e qualquer direito jamais será, antes o contrário, é absolutamente relativo e as exceções estão aqui e ali, na doutrina e jurisprudência, para quem quiser entender realmente um pouco sobre o assunto.

          Pedro Cardoso está equivocado quanto ao alcance do seu direito de imagem e isso eu mantenho.

          O uso que a imprensa faz da sua imagem nada mais é do que consequência da sua carreira de ator, detentora de grande exposição na mídia. Em outras palavras, o que ele pretende em seu discurso, no mínimo, exagerado, é contrariar a própria natureza da carreira que ele abraçou para si. A exposição de sua imagem na mídia segue a lógica da exposição decorrente da sua própria atividade profissional. A publicidade que ele recebe está vinculada a este fato. Simples assim.

          No mais, pensei ter sido muito claro sobre o tipo de uso da imagem de uma pessoa pública que a imprensa está autorizada a fazer. Se o uso da imagem não violar qualquer direito de personalidade do ator, não provocar-lhe constrangimento, não distorcer maliciosamente o contexto no qual foi captada, enfim, se nada disso acontecer, não existe dano efetivo e não se poderá falar em indenização de qualquer espécie.

        • Pitaqueiro disse:

          A imprensa que aborda o mundo televisivo tem todo o direito de fotografá-lo quando ele se encontre em locais públicos, sem que se possa falar em invasão de privacidade.

          Se ele acha ruim, bem, é o momento dele começar a repensar se está na carreira certa. Porque em qualquer lugar do mundo é assim. E ninguém aqui está falando em fofoca. É apenas uma foto de um ator conhecido, cujo interesse surge justamente pelo que ele representa para o público que acompanha os seus programas.

  18. Carlos Rico disse:

    http://www.terra.com.br/istoegente/290/entrevista/index.htm

    Excelente entrevista de Pedro Cardoso à “Isto é gente”.

  19. Mauro disse:

    Adorei a entrevista dele também. Alguém de dentro precisava criticar a classe artística. Fico feliz. Sobre a segunda parte, que não está completa, não acompanhei o desenvolvimento do raciocínio, mas a priori vejo problemas na posição do Pedro Cardoso.
    Realmente, o Estado trata o cidadão com extrema desconfiança e muitas vezes cria corporativismos absurdos para determinadas profissões (sou advogado, mas, por exemplo, entendo que alguns atos poderiam ser realizados sem a presenção de um advogado, desde que o cidadão soubesse das consequências eventualmente negativas), mas o caso por ele citado, em princípio, não vale. Penso que o Estado só deve permitir construções que tenham aval técnico. Imagina o contrário? Um curioso que constrói uma casa e esta desaba na calçada e mata uma pessoa? Ou um prédio, que desaba e mata pessoas dentro? Enfim, o penso que o Estado deve sim exercer certos controles, ainda que nada justifique certas burocracias absurdas, taxas altíssimas. Enfim, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
    Mas é um assunto interessante.

  20. Percio Lobão Gomes disse:

    Prezado, pergunte aos seus leitores quem é o dono do Estadão, por exemplo. Pergunte também quem é o dono d’O Globo. Nesse último, talvez uns 90% respondam que é o Roberto Marinho. Pois é, dono de jornal não é celebridade, por isso não são “devassados” pela mídia. Quando um artista, ou jogador de futebol, ou mesmo um político escolhe essa profissão, busca sucesso, certo?? Enquanto não o alcança, fica atrás das notícias. Quando chega lá, reclama do assédio, como esse reclamão, Pedro Cardoso. Pergunte aí no meio artístico o que acham dele, de sua postura e educação. Aliás, muito apropriada essa peça estrelada (!!!) por ele no Teatro do Fashion Mall,”Os Ignorantes”. Ele é o próprio.

  21. Juca disse:

    Queixo caído. Nunca considerei Pedro Cardoso um grande ator, nunca me impressionou e se tornou cansativo ao longo do tempo. Mas agora sou fã das idéias e vou passar a prestar mais atenção ao q ele fala. A maneira como ele argumenta e defende sua posições é muito mais firme do q poderia imaginar.

  22. antonio barbosa filho disse:

    Excelente a entrevista. Além de bom ator, Pedro Cardoso tem sempre demosntrado uma grande consciência profissional e cidadã. Como ele mesmo diz, aprende muito com o brilhante Amir Haddad, um dos maiores teatrólogos brasileiros.

  23. Roberto disse:

    Cada pérola! Até a entrevistadora ficou constrangida com as palavras dele, seria melhor não dar palanque pra essas figuras que quando dão opinião demonstram que são desprovidos do básico.
    Em tempo: é que eu continuei assistindo as outras partes da entrevista!

  24. WALDIR disse:

    Sempre que posso assisto ao “A GRANDE FAMILIA”, algumas vezes dou algumas gargalhadas, outras nem tanto.
    Assisti a entrevista e fiquei de forma agradavel, surpreso com o pensamento e eloquência do PEDRO CARDOSO.
    Com conheçimento de causa, faz um apanhado dessa sórdida tradição de “se é famoso é do povo”, não é bem assim.
    A lucidez com que relata suas opiniões, é aula para muito jornalista que se acha o maximo.
    A parte do “estado opressor” pode ser tema de tese na escola de ciências politicas, quem sabe daqui uns 50 anos, teremos alguns direitos de fato e não apenas no papel.
    Parabens ao PEDRO.

  25. dflopes disse:

    vale a pena assistir à entrevista completa no youtube.

  26. Eduardo Ramos disse:

    Lúcido e firme, num país onde a maioria das “celebridades” são despersonalizadas, para falar o mínimo!

  27. Binah Ire disse:

    Pedro, parabéns! Maravilhosa postura! Bom seria se mais pessoas famosas agissem dessa forma.

  28. Marco Antonio disse:

    Gosto muito de Pedro Cardoso como ator.

  29. Edmundo Adôrno disse:

    A todos,
    Sugiro a quem tenha gostado das declarações do Pedro Cardoso, notadamente aos que se surpreenderam com a postura abalizada e equilibrada do Ator, tentem encontrar e assistir um entrevista dele cedida ao Roberto Dávila, no programa Conexão, eu assisti a dita entrevista na TV Brasil. Não ponho link por não saber fazê-lo. de qualquer forma fica a sugestão. Eu garanto: voces vão se surpreender ainda mais com o Pedro.
    Abraço.

  30. França disse:

    a vontade sincera com a qual ele se dispõe a discutir a coisa pública é de tirar o chapéu, independentemente de se discordar com ele aqui ou ali… na 3ª parte da entrevista ele faz uma avaliação do governo que pra mim é perfeita, o governo do PT é melhor que os outros, no entanto, não fez o que deveria e era primordial, mudar a estrutura do Estado de maneira real, munir as pessoas de poder.

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