Lula e Serra no enfrentamento da crise
Do Portal Luís Nassif
Do Blog de Eduardo Marques
DIFERENÇAS NO ENFRENTAMENTO DA CRISE.
Muito tem sido dito, ultimamente, sobre as possíveis semelhanças de projetos entre as candidaturas tucana e petista em 2010. O período de crise pelo qual o Brasil passou, porém, revelou-se importante para fazermos um balanço sobre as reais diferenças de projetos que estarão em jogo no ano que vem.
O Governo Lula, para enfrentar a crise, reduziu alíquotas de impostos, aumentou o gasto público, baixou os juros e ampliou o crédito público, implantando uma política tributária, fiscal, monetária e creditícia anti-recessiva, promovendo diretamente e financiando a produção e o consumo. Também manteve e aprofundou as políticas sociais de transferência de renda. Esta agenda tirou o país da crise rapidamente.
No Governo Serra, a venda do patrimônio público, o “arrocho salarial”, o congelamento dos recursos para financiamento da produção e o aumento da carga tributária permaneceram como elementos centrais da administração tucana. Uma política tributária, fiscal e creditícia irresponsável, aprofundando a crise econômica. A insistência nesta agenda ultrapassada foi definida pelo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda do Governo Lula, em reportagem recente (O Estado de São Paulo, 2/10/2009), como “terrorismo fiscal”.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: crise, Lula, medidas, Serra

Como.gosta.de.falar.o.Lula:
ou.seja,…..
A enorme diferença entre a administração federal,e a paulista,é que remando contra uma maré nem sempre favorável,a União consegue atender dentro das suas reais possibilidades,a todos,e não somente dentro de uma unidade da federação,que convenhamos,é muito mais fácil,e nem isso a administração Serra tem conseguido,visto que estão aí,para todos verem os descalabros da adm.tucana no meu Estado.
Enquanto o Serra,seus aliados políticos e os partidos de oposoção “ladram”o Presidente Lula,consegue fazer o país sair da crise sem maiores arranhões,e preparar um legado consistente para o seu sucessor,que se Deus quiser,será da base aliada do atual governo.
Parabéns, Eduardo, pelo excelente texto e pela lúcida análise!
Eduardo Marques,
Isto sem contar as CONSEQUÊNCIAS nefastas das privatizações a todo custo perpetradas pelo tucanato. Refiro-me à COMGÁS, tradicional companhia paulistana, depois estadualizada que foi vendida pelos tucanos àos ingleses (British Gás), por 1bilhão e quatrocentos milhões e note, só nos últimos 5 (cinco) anos os ingleses lucraram 1 Bilhão e Duzentos milhões de reais. Repito só nos últimos 5 (CINCO) ANOS, cobrando uma tarifa 48% ACIMA da inflação do período.
Os industriais paulista NÃO estão podendo pagar a tarifa elevadíssima e foram se queixar à FIESP!. Pode?
Esse é o modo tucano de governar.
Abs.
EU estou aqui numa dúvida atrós ,o estado de S.P é disvincúlado do Brasil ,a politíca economica do Brasil não abrange os estados ,afinal que país é esse? Lula é presidente do Brasil ,S.P ,não é federado ,é S.P lá e nóis cá ,é isso ,pô deixa disso ,vá fazer campanha no ano que vem rapaz ,deixa de patrulhar ,sô.
Pablo, todos nós sabemos muito bem como o Serra agiu de má vontade política a fim de evitar que as medidas econômicas adotadas pelo governo federal não surtissem efeito em São Paulo. Ele literalmente torceu pelo fracasso do Brasil diante da crise. Assim como lemos no texto acima todas as ações que ele adotou visavam desgastar as empresas do estado mais ativo economicamente e por consequência prejudicar a reação nacional perante a crise.
Existem medidas que só podem ser aplicadas dentro de um estado pelo governador e foi isso exatamente o que o Serra NÃO FEZ.
Quando você pergunta se SP é separado do Brasil eu respondo que sim, mas não por opção da federação mas do prórpio estado que deseja contrariar e trabalhar contra as políticas e ações do governo federal .
Entendeu? E agora me responda: Quem está fazendo campanha política agora? As pessoas que trabalharam pelo bem do Brasil como um todo ou aqueles que torceram e agiram contra para poder usar como “ferramentas” eleitorais em 2010? Eu tenho a minha resposta. Qual é a sua?
Olha pablo, o Ceará também é Brasil, só que aqui no Ceará o nosso governado CID GOMES do psb( partido socialista do brasil), zerou o ICMS para materiais de construção, coisa que esse jerico daí de São Paulo, Não fez, esta é a diferença entre os tucanos e o Governo Lula, entendeu, meu fio?????????????
Vamos estatizar tudo ,para aparelhar o que falta ,o çnegócio é mercado livre ,na Rússia era tudo estatal assim como Cuba ,eu trabalhei numa estatal ,sei muito bem como a coisa funciona ,é panela que não acaba mais .
O desvinculado ( esta palavra não tem acento) é você Feitosa. Não caiu a ficha ainda! A exceção de Minas e o Rio Grande do Sul, os tucanos estão fora dos governos estaduais, para a felicidade dos demais estados.
Acorda rapaz, ou você NÃO vai mais ter Estado de São Paulo.Só terra de ninguém. Devastada.
Está na hora de soar a indignação dos paulistas contra a lambança tucana, que já dura 16 (DEZESSEIS) ANOS no Estado de São Paulo.
Pablo vamos investir no serviço público de primerio mundo, remunerar bem seus servidores. Gestores da coisa pública, e não amadores.
Concordo, é preciso que o Estado intervenha sempre que tiver de intervir. Tem dado certo, afinal. Quanto aos que não honram o patrimônio público, que passem a ser ex-empregados de estatais e ex-servidores públicos. Já há vários por aí mesmo…
Para de Falar Besteiras, Pablo!!!!!!
Depois do PSDB como ficará São Paulo.Os paulistas com sua arrogante falta de visão acham que realmente são o que vale a pena no Brasil, acham que apenas eles e os estados do eixo sudeste produzem e como tem petróleo sçao superiores, esquecem que estados como o Pará aaida sustemtam e vão sustentar mais a energia do Brasil, recursos do Grupo Rede foram desviados para seus Estados como se isso fose necessário, são as conseguencias da privatização do governo do PSDB que privatizou a Vale a Celpa e várias outras pelo Brasil só não levou a petrobras porque não deixaram e não deu tempo,agora querem tempo pra debater o Pré -sal será que eles ainda não conseguiram entender que quanto maior a desigualdade pior para o Brasil.Afinal estamos em solo brasileiro e o país é de todos já diz o LULA por isso é que o Serra vai dançar e a Dilma vai Ganhar.
Gostaria de ver essa análise para os outros estados desgovernados pelos tucanos, a exemplo de Minas, que tanto fala em “choque de gestão”, o que na prática não se diferencia da fórmula demo-tucana de apertar o cidadão, principalmente o funcionalismo público.
Mas mas mas mas mas mas… em 2026 a linha Savassi-Lagoinha vai… ah, ja disse isso antes…
Alexandre,
O José Serra aplica em São Paulo o que Aécio Neves aplicou em Minas. Até os homens são os mesmos, pois muitos dos servidores de José Serra são pessoas que embora com origem em São Paulo estavam servindo ao governo de Aécio Neves quando José Serra os convidou para trabalhar primeiro na prefeitura e depois no governo do Estado.
Na verdade não se deve pensar que se está inventando a roda a todo momento. A maioria dos governos copia e faz marketing. Defendo o Lula porque me parece com mais sensibilidade social do que outros. Normalmente a sensibilidade dos nossos intelectuais é construída racionalmente e eles – os intelectuais – não parecem possuir cacoete para o serviço público.
O José Serra me parece que tem cacoete para o serviço público. Tenho resistência a ele porque me parece muito mais voltado para a defesa do interesse paulista do que em adotar medidas benéficas para a federação. Além disso, ele me parece possuidor da empáfia, bazófia e presunção da sapiência autoritária tucana que não me parecem ser, em um mundo de tantas incertezas, boas características para a arte de governar. De todo modo, o forte dele é a imprensa paulista que sempre está disposta a incensá-lo, assim como também sempre incensou o FHC.
A disponibilidade da mídia para incensar o José Serra pode ser verificada com a repercussão do discurso de Ciro Gomes sobre o câmbio e a repercussão do discurso de José Serra sobre o planejamento. Ciro Gomes, ao criticar José Serra pelo silêncio de José Serra sobre o câmbio no período de FHC, foi criticado sob a justificativa de que ele esteve no governo de Itamar durante 4 meses e nada fez sobre o câmbio no período de Itamar. Já ninguém lembrou que José Serra foi ministro do Planejamento de FHC por mais de 14 meses e nada deixou dessa época, quando José Serra criticou o governo de Lula pelos erros no planejamento do governo federal.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/10/2009
Meus Caros,
Ao se associar com a grande mídia, aquilo que representa e assumir o seu discurso como aquele que o diferenciaria do atual governo, o governador Serra não fez mais que ser coerente com a história de seu partido, esta embasada nas ações, no campo econômico, do governo FHC.
O candidato Serra ganhou um presente que os oposionistas reclamavam, e com razão: uma grave crise durante o gov Lula. Muito bem: veio a crise e Lula agiu com pertinência: usou um discurso otimista para o público, e internamente tomou atitudes corajosas, como alterar a conservadora conduta do BACEN. Não deveria o governo agir de modo diferente.
Voltandfo ao Serra e à sua coerência, este não poderia agir igual ao governo Lula, impunha-se que o governo tucano tomasse posição contrária a de Lula. Resultado: seguiu à risca o receituário neoliberal e fez do mesmo um figurino que lhe cai bem no corpo. Entre os tucanos o neoliberalismo parece um daqueles modelos clássicos de Dior ou Channel: não saem da moda, jamais, afinal são clássicos.
Percebo claramente que muitos simpatizantes de Lula e seu governo, ficam como se incomodados com as atitudes dos tucanos. Ora, eles são os tucanos, são a oposição, e eles são oposição pelo simples fato de não concordarem com o gov Lula. Pergunto existe nada mais coerente?
Se estou com Serra é por que não estarei com Lula. E, se estou com Serra e desejo que este esteja no lugar de Lula, tenho que desconstruir aquele. Neste sentido o contrário não é verdadeiro, Lula tem que se autoafirmar e ser afirmado. Tomemos como exemplo a postura do dep Ciro Gomes ao transferir seu domicilio eleitoral para SP. Tem, sem perda de oportunidade, tentado desconstruir esse governo tucano e aqules que o antecederam. Perceberam a lógica é Ciro que busca o altoo do podium, agora ocupado pelos tucanos. A quem quer ascender é que cumpre o papel da desconstrução do oponente, mas, com pertinência, e não desconstrução pela desconstrução.
Assim, insisto: Serra age com coerência, de outro modo, como poderia seduzir eleitores que lhes confiassem o voto, de modo a ascender ao palácio do planalto?
As pesquisas de opinião, todas, inclusive as fajutas, não iludem seus contratantes, isto é óbvio. Mas, essas lhes servem para o balizamento. Toda e qualquer avaliação que se faça à luz dessas não lhes garantem a consecução do objetivo final. Se assim não fosse as oposições, que seja Ciro em relção ao gov de SP, quer seja Serra com vistas ao Planalto, não se movimentariam, pois o futuro já estaria cristalizado naos resultados das pesquisas.
Não me parece restar, aos que seguem Lula, outra alternativa se não, comemorar o caminho escolhido pela oposição e tentar convecer o maior número possível de eleitores que possam confiar seu à candidatura situacionista.É disto que a situação precisa, é isto que a situação quer, e não desconstrução daquilo, cujo resultado, saiu da moda.
Os clássicos, nos tempos que se seguem, elegantemente, cederiam espaço à prét-à-porter, compelidos pelo clima que se apresenta.
Abraço.
Caro Edmundo! Há oposição sensata e oposição estúpida! Ser contra o partido no poder não significa ser contra seu país! O governo Serra foi um oposicionista estúpido, elevando os imposto em São Paulo, reduzindo o crédito e fazendo cortes sociais quando o Lula estava justamente fazendo o contrário. Resumo: A ações do governo federal impediram que a crise mundial atingisse o Brasil. Se fossemos pela bula do Serra em qual situação estaria o Brasil?
Simples para voce, Antonio. Aqui em São Paulo, tem muita gente que acredita e repete esse discurso distorcido e simplista de veículos da grande imprensa, de que o governo Lula apenas deu continuidade às medidas do governo FHC. É incrível, mas é assim que acontece, infelizmente.
Há um provérbio antigo que diz: “É difícil tirar um copo de agua limpa dentro de um barril de água suja”. Quando o governo de FHC afundava o Brasil, para qualquer governante de outra esfera, era uma luta homérica. Já no governo Lula, os desgoverno de Serra não fica tão explicito pois há maior volume de verbas federais em saúde, educação, obras e etc. Então erros causam estragos menores. mas é de encher os olhos o que deverá acontecer ao Rio de Janeiro, se São paulo bobear vai ficar em segundo no ranking economico nacional bem antes do que imaginam muito paulistas.
Luis Nassif,
Em teoria José Serra é contra o aumento de impostos. Primeiro porque é paulista e segundo porque a corrente dos desenvolvimentistas a que ele pertence ou, segundo você, pertenceu é contrária ao aumento dos tributos. O único imposto que eles (Os desenvolvimentistas de São Paulo) defendem é o Imposto sobre Grandes Fortunas porque sabem que é imposto que nunca será instituído, se instituído nunca será cobrado, se cobrado nunca será pago, se pago, não o será em valor representativo e se pago em valor expressivo sabe-se que os possuidores de grandes fortunas saberão como repassar os valores a serem pagos e se não conseguirem repassar tentarão mandar para o exterior todos os recursos que possuem.
É claro que para preservar o nome de fiscalista, ele acaba indo contra a teoria e aumentando os impostos. Para pessoas como eu, defensores do aumento da carga tributária, o resultado da política de José Serra é o melhor possível. Aliás, o FHC também não falava em aumentar os tributos. Na campanha de 94, com as eleições já garantidas ele ainda foi na televisão prometer reduzir os tributos. E teve que aumentar, pois não se acaba com a hiperinflação sem aumentar os impostos. Não é educativo para o povo, mas para mim é preferível um que prometendo reduzir aumenta do que aquele que prometer aumentar, mas por falta de apoio político acaba reduzindo a carga tributária.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/10/2009
Gostaria de entender o que consideram boa governança. Cortar investimentos, aumentar dívidas, desfazer de patrimônio público e “flexibilizar” os direitos trabalhista não pode ser boa gestão.
O que sobraria pro país? Pagar impostos elevados sem nenhuma contrapartida do Estado. Isso é a receita perfeita pra começar uma revolução em território brasileiro.
Há cerca de dez anos li um livro excepcional, “Ciladas da Diferença”, de Flavio Pierucci, que explicava com clareza os motivos da classe média baixa de São Paulo ser politicamente conservadora e votar em discursos do tipo “rouba mas faz”.
Precisaria ler de novo, mas um desses motivos apontados é a vontade de pessoas que tiveram mobilidade social garantir seu novo status.
Mas os exemplos e entrevistas são da época pré-Covas.
Não existiria nenhum ensaio ou tese mais atualizado a respeito desses fenômenos políticos, quais sejam, um conservadorismo maior que o em geral na nação e o surgimento de tão forte rejeição ao PT?
Como o PT fez a prefeitura da capital em 1988 e 2000, a maior parte das vagas para o senado desde os anos 80 (tanto que 2 dos senadores atuais são do PT) e encolheu tanto (em um processo atrasado mas similar ao do PMDB) em um momento como o atual?
Sem alguma pesquisa e abordagem sociológica não vamos compreender o processo. Isso da imprensa ser partidária explica apenas parcialmente a manutenção do mito da gestão PSDB, mas não explica bem como o PSDB se impôs tão rápida e completamente, e nem como o processo não foi reproduzido na mesma magnitude em outros estados.
Prezado Gunter.
Tb. li o texto mencionado do Pierucci anos atrás, mas lembro que ele mesmo escreveu esse livro num momento de “simpatia geral pela promessa do que seria ou poderia ser o PT.”
Ou seja, mesmo o sociólogo tinha suas simpatias. Lembro de colegas arguirem se ele acreditava em “neutralidade axiológica, algo como uma isenção de ponto de vista , em matéria claramente ideológica.
A história recente das desilusões golpeou forte , expressões difusas, de uma assim chamada classe média. Muitos mudaram e não estão contentes onde estão. O estado de São Paulo paga o preço de ainda ter uma certa hegemonia econômica na federação.
Por fim, o termo conservador em política, não pode ser apenas “xingamento”. É inegável, o aparelhamento que o PT.promoveu nas prefeituras que governou e a desmobilização social que esse culto personalista a Lula implica. Nada mais anti paulista para a “classe média paulistana” do que precisar de um salvador com sua compleição. Preconceito !? Talvez ,mas é impossível pensar e viver sem eles.
É preciso lembrar que Lula expressa esses mesmos preconceitos, nesse estado residem as maiores contradições sociais do país. O preconceito desse estado acolheu Lula, e o “formou ” para o pais, assim como quase 1/3 da população do estado, nordestinos como ele. A capacidade de Lula, se mover em contradições foi apreendida aqui. Esse camaleão em que ele se tornou, com forte senso prático, esse falar , ainda que besteiras, com aparência de convicção, ele apreendeu aqui. Esse desrespeito cerimonioso pelas elites ele aprendeu aqui.
Nesse estado ele aprendeu a compor e a trair , e portanto nesse estado sua recepção é dividida. E que assim seja.
Eduardo vc. está correto nas linhas gerais , mas…ai ai ai essas adversativas.
Convenhamos que a margem de manobra tributária , do governo federal, e muito maior do que a dos estados. Contrariamente do que alguem mencionou e vc omitiu.
Abrir mão do ICMs , é abrir mão de uma porçao superior a metade da receita de um estado. Quando a união diminui o IPI , ela reduz os repasses aos estados tb. O chapéu está na mão dela, União.
Que tal lembrarmos que a manutenção do emprego implica em manutenção dos recolhimentos do INSS, do FGTS, do sistema S, (Sesi, Sebrae, Salario Educação, ate do Incra), manutenção do PIs, da Cofins, do IRPJ e CSLL.
Pois bem , quais os impostos estaduais relevantes ainda sobrariam , tirando o ICMS. E quantos governadores do PT fizeram redução de aliquota de ICMS?
É isso ai… vc cedeu a facilidade. Generosidade tributária não existe, é coisa pensada e intencionada. Dinheiro de um indo pro bolso de outro, e alguém no meio, autoridade pretensa portadora de racionalidade, pegando o seu e distribuindo o resto. Autoridades e Racionalidade ,que como sabemos , andam em baixa.
Não sou “pró” Serra, “sou” pró estados, pró municípios, pró bairros…
Rinaldi,
com certeza a margem de manobra do governo federal é muito maior do que dos Estados. A questão não é essa. A questão é que o Governo Serra foi na contramão, eximindo-se do enfrentamento da crise. Sua política de ajuste fiscal permanente, se levada adiante pelo Governo Federal e pelos governos dos demais países, teria conduzido o mundo a uma crise muito pior do que 29.
nassif:
a tucanada está doida para convencer os brasileiros de que vai dar sequência às políticas do lula. muito engraçado. o DNA
tucano é privatista. não há como fugir.
romério
Eduardo.
Por que na contramão? Como vc disse o argumento central foi uma certa distensão tributária por parte do governo federal , que implica tb. em redução de repasses aos governos estaduais. Ou seja, a medida tomada no âmbito federal impactando tb. os governos estaduais, visando aumento de nível de atividade, e não gerando grandes distorções interestados. Bem mais fácil fazer no ambito federal.
A postura do governo federal , no caso, o BC , no mês de novembro e dezembro do ano passado , são a forma que vc preconiza de enfrentamento da crise? O ritmo de redução da taxa de juros?
E por ironia foi esse mesmo BC. que brindou de forma expressiva nossa economia com reservas cambiais, que permitiram a redução do juro na hora da correria para fora…
O baixo nível de investimento do governo federal e aumento de custeio são medidas de enfrentamento?
Não.
Slogans!!! Os resultados dessa “estória ” ainda estão se fazendo…
Saudações.
Rinaldi,
o enfrentamento da crise se deu em diversas áreas. Inclusive na questão tributária, mas tbm na questão do crédito, das políticas sociais e de renda e nos investimentos. Sem dúvida nenhuma, o BC estava agindo demoradamente no final de 2008, mas tomou o rumo certo depois. De qq maneira, não se pode minimizar os instrumentos que o Estado de SP possui nas mãos. Só não possui mais instrumentos porque vendeu vários deles. opções políticas, que devem ser ditas.
Eduardo!
O crédito estava ligado a dois movimentos da política monetária operada pelo BC. 1 .redução dos compulsórios e 2 .redução da taxa de juros , além da facilitação do redesconto para bancos pequenos e médios que foram apertados. Correto, mas isso não é a cara do PT .
A questão tributária , em linhas gerais , está na mão da União, parece que concordamos. Não há grandes mudanças no que foi herdado pelo governo FHC.
Elogiável a decisão sobre o IPI, tocando num segmento sensível politicamente, berço de Lula.
Caberia dizer, em favor , do governo Serra, que o nível de investimento , em São Paulo, é muito superior percentualmente, do que o governo federal.
O bolsa familia, como caminhão chefe , do goveno federal é a poltíca social de maior visibilidade, mas com pouco ou nenhum poder transformador.
No mais, lamento um certo apagamento da administração Serra, um certo engessamento, certas rigidez tributária(trapalhadas com o ICMs), problemas de comunicação e talvez , uma certa falta de alegria.
Mas ele parece ser ainda uma boa aposta, e é isso que está por trás de vários argumentos técnicos esgrimidos.
Boa Noite
Vou tentar mostrar por Serra o video a seguir:
http://www.youtube.com/watch?v=MeakIN5G-qY
Rinaldi,
a queda de juros tem tudo a ver com o PT, que se expressa mais através das posições do Mantega do que do Lula ou do Palocci, em termos de política econômica. Aliás, o aumento do crédito do BNDES teve muito a ver também com a redução da TJLP praticada durante a gestão Mantega (contra a opnião do BC, diga-se de passagem).
Quanto à redução do compulsório e facilitação do redesconto, realmente, qualquer BC minimamente resonsável faria, para salvar o sistema financeiro. A estrutura tributária realmente não foi modificada, e este é um dos grandes problemas do país. Já a política tributária em tempos de crise foi bem manejada pelo Governo Lula e mal manejada pelo governo Serra, e é disso que eu trato. Quanto ao poder transformador do Bolsa Família, imagino que criar marcados onde eles não existem e permitir que as gerações presentes comam e as futuras estudem é poder transformador suficiente para comunidades que viviam na miséria e longe dos principais centros urbanos e econômicos. Estas são razões suficientes para não acreditar que Serra seja uma boa aposta.
Eduardo.
Já quase apagaram o luz ! Não precisa argumentar como quem joga pra torcida.
Desde a época da “sopa do Montoro” nós nos esforçamos para separar a criança da água do banho. Concordamos que o bolsa família irriga parte esquecida do tecido social, e ao fazer isso mostra um organismo capaz e mais forte.
Dizer que “gerações inteiras comam ” … é megalomania assistencialista misturada com pieguice.
A questão que se coloca é: como transformar essa atitude que “pode ser assistencialista” inicialmente , mas que trata esses grupos como não dotados de autonomia ,em indivíduos plenos, capazes e transformadores ?
Esse o sentido da transformação social mencionada.
Quando vc, da uma esmola no farol, está fazendo o que?
Colocando um tijolo , construindo uma catedral, ou vendo alguém manipular sua ” culpa cristâ” ?
É preciso ir além desses “cliches da solidariedade cristã” , de “salvar gerações (sic) da fome”…
O pensamento não deve extinguir a ação… Dona Ruth Cardoso foi uma defensora ferrenha desses programas de transferência de renda. Não queira me fazer parecer o diabo para vc. ficar bem na foto.
Alías vc, assistiu o filme ” Quem quer ser um milionário”?
Faça-o .
Rinaldi,
não estou jogando para a torcida. Estou apenas elencando argumentos, da mesma forma que vc. Quanto aos efeitos do bolsa família, o problema no Brasil são aqueles que defendem a política de transferência de renda, mas… Ah, as adversativas. No Brasil, temos muitos “mas” quando se trata deste tipo de política. O Bolsa Família é bom, mas não é transformador, mas não ensina a pescar, mas é assistencialista, mas, mas. Depois não querem que os beneficiários desconfiem das reais intenções da oposição. No meu modo de entender, não tem nenhum “mas”, como não tem tbm para alguns dos idealizadores deste tipo de programa nos EUA – economistas renomadamente conservadores, como Milton Friedman. Todos defendem este mecanismo de transferência de renda de forma generalizada, como forma de garantir condições mínimas iguais a todos para a “entrada nos mercados de trabalho e consumo”. Simples assim. É um mecanismo para ajudar o sistema capitalista, em primeiro lugar. Se agrega mecanismos de educação e vacinação para as crianças, conforme o programa brasileiro, inclui algumas questões sociais e de cidadania, o que melhora o programa. Não precisa ter “mas”. Além do mais, Assistência Social é política pública para quem dela necessitar (diz a constituição). Programas de assistência social bem desenhados e implementados são fundamentais para um país desigual como o Brasil. É óbvio que a emancipação definitiva dar-se-á através da educação de qualidade para crianças, jovens e adultos, este um dos grandes desafios do país. Infelizmente, este tema não deverá estar na pauta de 2010, bem como as candidaturas parecem não ter o que mostrar de fato nesta área.
Pois é… agora que vc. descobriu a artimanha política das subordinadas adversativas… chegamos ao ponto de nossas discordâncias : Onde vc diz é obvio ” que a emancipação definitiva…” Eu não acho óbvio…
Entendo que é mais fácil dar do que educar . Fica mais fácil bater a foto.
NÃO SE CAMINHOU UM PALMO NESSA DIREÇAO.