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11/10/2009 - 10:44

A discussão sobre a reforma psiquiátrica

Do Portal Luís Nassif

A Reforma Psiquiátrica

* Publicado por Cabocla

INTERNAÇÕES PSIQUIÁTRICAS

Pinel ou Simão Bacamarte?

Psicorama: Gostaríamos que você falasse da lei 10.216 sobre internações psiquiátricas.

Emmanuel: Talvez tenha sido a conseqüência mais tardia do processo de redemocratização na área da saúde. A criação do SUS, em 1988, não estabeleceu normas específicas para a área da saúde mental. A questão da cidadania dos doentes mentais, por ser tema polêmico e controverso, teve de aguardar ainda mais 15 anos até ser sancionada em 2001. Havia, sem dúvida, a necessidade de uma nova legislação; a que se encontrava em vigor fora sancionada em 1934 e trazia o vezo autoritário que marcou os anos 30 no mundo inteiro. Entre outras arbitrariedades havia a permissão do seqüestro manicomial de indivíduos com diagnóstico de doença mental. Lembram-se do caso da Tutu Quadros?

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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8 comentários para “A discussão sobre a reforma psiquiátrica”

  1. Maria Dirce disse:

    Tem horas que penso muito no livro do machado de Assis ,O alienista!!!!!

  2. Luciano Prado disse:

    Há casos, entretanto, que a internação se torna inevitável.

    Basta ler o artigo do Jorge Furtado.

    O problema é que haveria necessidade de um hospício só para o pessoal da Folha. O contingente é elevadíssimo.

  3. Ubaldo, o paranóico disse:

    [um poco] A propósito,

    http://www.opovo.com.br/opovo/opiniao/917818.html

  4. Pro McCain ( no laptop ) disse:

    Eu trabalhei em hospital psiquiátrico e digo ,lá também chegou a tal “luta de classes” , todos mandam democraticamente exceto os médicos que são tido como os imperialistas ditadores,cansei de ver psicólogo, terapeuta ocupacional dando pitaco do tipo ” Não acho que paciente fulano deveria tomar tal e tal medicamento”,e geralmenete o psiquiatra com “medo” de ir contra a equipe reduzia a medicação. Pois bem quando o paciente fulano entrava em surto esses profissionais da área da saúde se manifestavam de novo, bradando que era necessário fazer alguma coisa que o paciente estava mal medicado…
    Certa feita uma terapeuta ocupacional teve o displante de me dizer que achava que a paciente fulana “não precisava de fazer uma tomografia, no entendimento dela”.
    Enfim…essa é a realidade dos hospitais psiquiátricos…todos mandam, menos os médicos, quem não acreditar é só ir em um pra ver.

    • E quem conhecia melhor os pacientes, os médicos ou os membros da equipe? Nao falo no caso da tomografia, isso sem dúvida é caso de alçada médica. Mas muitos médicos adoram encher os pacientes de medicação para nao darem trabalho…

  5. mariazinha disse:

    Estou pasma! Quer dizer que esta dorença afeta mais aos pobres? Não concordo.
    Acho que carece de pesquisa mais séria tal afirmação. Trabalho com um grupo de umas vinte pessoas com esta doença e são, na verdade, muito inteligentes; mais do que se imagina. São argutos e sensíveis: mestres, físico, psicólogos, historiador, funcionários do BB e uma moça que adoeceu ao fazer um estágio de Medicina. Fazem terapia, todos com problemas mentais, sérios, mas estáveis, nenhum é pobre. Frequentam clínicas particulares, qdo. precisam.
    A Clínica SER, em Brasília, cuida muito bem dos pacientes que a procuram. Esta sempre lotada e não tem preços módicos.
    Nunca poderia ser classificada como um Manicômio tradicional, há casos de pacientes que tiveram alta com boa recuperação.
    Que informação estranha…

  6. Erasto disse:

    A “reforma” é reforma, ainda não tem forma. Todos estão dando pitacos, cheios de razão. Num intermezzo, um solo aqui outro ali. O maestro não levantou a batuta, para uma verdadeira “Terapia institucional” conforme muito bem Dr. J. Oury tem feito em La Borde.

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