Ciro Gomes e o fator câmbio do Real
Da Folha
ELIO GASPARI
Ciro Gomes precisa reler Ciro Gomes
TUDO INDICA que, se o deputado Ciro Gomes for candidato à Presidência da República, formará com Dilma Rousseff a velha dupla dos filmes policiais. O mau meganha azucrinará o tucano José Serra, enquanto a boa candidata, Dilminha, percorrerá o país com Nosso Guia, falando do Brasil de um novo tempo. É um ardil velho, mas legítimo, desde que Ciro Gomes respeite a inteligência alheia.
Assim como Lula, o tucano precisa de um adversário. Sete anos de pastor serviu Serra a Nosso Guia fazendo tudo, menos oposição, pois não serve a ele, mas à própria candidatura. Se em 2010 alguém exigir contas ao tucanato, todo mundo ganha. Ciro Gomes pretende esse papel, mas deve respeitar os fatos.
(…) Mas há outra pergunta: o que fez Ciro Gomes quando o câmbio estava apreciado?
Passados 15 anos, a informação parece nova: nada. É pior. Entre setembro de 1994 e janeiro de 1995 ele foi ministro da Fazenda.
Assumiu com o cambio apreciado e o dólar a R$ 0,80. Deixou o ministério com a moeda americana a R$ 0,84. Fazendo-se justiça ao deputado, no Ministério da Fazenda ele foi mais um animador do que um titular. Quem mandava no país era o grupo de sábios da ekipekonômica.
Eles deixaram o governo e foram felizes para sempre aninhando-se na banca.
Ciro Gomes poderia ter ficado quieto, mas cavalgou a ficção do dólar barato: diante de uma ameaça de aumento dos preços dos veículos por conta de um acordo entre trabalhadores e montadoras, baixou a alíquota dos carros importados de 35% para 25%. Um Renault Twingo ficou mais barato que um Corsa GL, e o Omega CD, mais caro que um BMW 318i. Mais: diante de um surto de alta nos preços, amparado no câmbio maluco, reduziu as restrições às importações pelo Correio. As mercadorias com valor inferior a US$ 100 ficaram livres de imposto de importação.
Acima de US$ 500 a alíquota baixou para 10%. Ficava mais barato comprar boas roupas no Brooks Brothers do que nas lojas Marisa.
Em novembro de 1994, quando um grupo de empresários foi ao Ministério da Fazenda para se queixar da apreciação do real, Ciro Gomes disse o seguinte: “Esqueçam o câmbio. Não falem mais disso”.
Comentário
No meu livro “Os Cabeças de Planilha” não dou muito destaque ao papel de Ciro Gomes em defesa do câmbio apreciado (no período em que foi Ministro da Fazenda) por considerar que ele foi literalmente levado no bico pelos economistas do Real. Caiu na conversa de que ser contra o câmbio era ser contra o país, não tinha conhecimento suficiente de economia e acabou se tornando o maior defensor do câmbio apreciado no período.
Aliás, no segundo semestre de 1994 entrou em uma espiral maluca de defesa do câmbio. O próprio fato de José Serra ser um crítico (interno) das maluquices do câmbio foi utilizado por Ciro e por Gustavo Franco para pressionar FHC a não nomeá-lo Ministro da Fazenda.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira, Eleições, História Tags: câmbio, Ciro Gomes, José Serra, Real

Meus Caros,
Com todo o respeito aos senhores e às idéias, mas o artigo do Gaspari tanto quanto os comentários aqui postados só dizem respeito a uma parcela reduzidíssima do eleitorado. Tudo bem: parcela informada e que pode até formar opinião, mas, forma opinião em ambientes restritos. Ou alguém aqui acha que quem vota mesmo lê o Elio Gaspari? Ou será que os milhões de brasileiros que estão conectados à Internet estão acessando blogs do tipo deste aqui? Claro que não as Lanhouses pelo país a fora estão cheias de pessoas enviando currículo, outras acessando sites de relacionamentos e outras tantas jogando em rede.
Agora me permitam dizer a razão pela qual a grande maioria das pessoas estão usando a internet como descrevi:
1 – A eleição e os candidatos são ainda um tema distante;
2 – Usar a internt com a finalidade que descrevi, iguala este usuário àqueles que gostariam de ser: os que tem boa roupa, mora bem, frequeta shoppings, etc.
Tenho tomado consciência aqui e em outros blogs do declínio nas tiragens da mídia impressa, deste modo, me parece contraditório que os colunistas em midia impressa possa influenciar tanto. A inflência, se ocorrer, se dará dentro do mesmo universo, ou seja: mudança de posições dentro do mesmo ambiente.
Sou completamente a favor das discussões, porém não posso, se me permitem, de ecoar a voz rouca das ruas.
Grato.
Edmundo, pode não ser um “tsunami” – rs – mas certamente os debates pela internet atingem sim, milhões de brasileiros, isso já é um fato! Cada vez que os blogueiros mais influentes destróem as armações da grande mídia e suas farsas, mais essa mídia se desmoraliza, e vai aumentando constantemente, o número de pessoas que para se informar, prefere os blogs à grande mídia. Abraço.
O PIG (ORGANIZAÇÕES GLOBO) CONTRA ATACA
Para Organizações Globo vídeo de apresentação é que foi determinante na escolha do Rio de Janeiro como cidade sede da Olimpíada de 2016 e Ciro será apenas um “lingua de aluguel” de Lula em São Paulo.
Depois de engolir a seco a escolha do Rio de Janeiro para cidade sede da Olimpíada de 2016, com a importante participação do Presidente Lula, o PIG* (Partido da Imprensa Golpista) via Organizações Globo, seu principal membro, iniciou um verdadeiro contra ataque, os fatos que demonstram ação estão listados a seguir:
Primeiro fato, ontem, dia 6 à noite, a maioria da imprensa brasileira divulgou que o Presidente Lula participou da cúpula Cúpula União Europeia-Brasil na Suécia, a Band e o SBT divulgaram, inclusive com espaço considerável o evento. No Jornal da Globo simplesmente o fato não foi noticiado.
O Jornal da Globo preferiu noticiar com destaque somente fatos críticos ao Governo Lula; o caso do roubo das provas do ENEM, com destaque para depoimento de estudantes que se consideraram prejudicados e também com o fato de Unicamp anunciar que não irá levar em consideração em seu vestibular as provas do ENEM.
Porém, o fato mais importante foi a reportagem sobre o vídeo de apresentação da candidatura do Rio de Janeiro, que segundo o Jornal da Globo foi “consenso entre todo mundo que participou da cerimônia de escolha da sede olímpica na Dinamarca que os vídeos que mostravam as belezas do Rio foram uma arma fundamental na vitória da cidade”, ou seja, o Rio foi escolhido pelo vídeo, não pela articulação do governo brasileiro com discurso do Presidente Lula na apresentação do Rio, que pelo Jornal da Globo não valeu nada.
Para encerrar, o Jornal da Globo deu destaque para David Letterman, um dos principais apresentadores da TV nos EUA que assumiu publicamente o fato de que traiu sua esposa para não ser chantageado. A reportagem teve inclusive direito a comentário do impagável Arnaldo Jabor que elegeu Letterman “Ricardão” americano, mas o pior ficou para depois da fala de Jabor quando os apresentadores do Jornal da Globo, Cristiano Pelajo e Willian Waack foram flagrados em uma atitude anti profissional sorrindo e caçoando depois do comentário de Jabor, como se tivessem ouvido a melhor piada do mundo.
Segundo fato, enquanto Ciro Gomes não tinha transferido seu domicílio eleitoral para São Paulo e era um presidenciável forte que poderia dividir o bloco governista, Ciro teve seu momento de herói do PIG (com direito a cabos eleitorais da estatura de Boris Casoy, Fernando Mitre e Ricardo Noblat). Depois que transferiu o domicílio eleitoral voltou a sua condição de eterno infame do PIG. Para confirmar basta dar uma olhada no blog noblat.com.br onde Ciro já é tratado como língua de aluguel de Lula contra Serra em São Paulo. Aliás, a Globo sempre pode contar também com o fogo amigo de petistas eternamente candidatos a lista de traíras, que já tem o Cristóvão e a Marina, como por exemplo, a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, dona de palanque cativo nas Organizações Globo.
Por enquanto vamos ficar somente nesses dois fatos, mas podem ter certeza que o arsenal do PIG é infinito, articulistas e traíras para municiar ele o tempo todo não faltarão. No momento estamos um pouco mais fortes com a ajuda da internet em relação a um passado não muito distante, quando nem existíamos. Porém, precisamos ser mais ousados, continuo firme na minha proposta de que é fundamental uma articulação nossa para bater de frente contra a influêcia do poder econômico comprometido, com quem governou o Brasil até 2002, na mídia brasileira.
* O PIG no futuro deverá entrar para os dicionários de português como importante denominação do nosso vocabulário.
Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com
Digo mais:
Colunistas, articulistas, colaboradores eventuais não influenciam o eleitor. A grande influência está na manchete de capa ou de primeira página.
O povo, aqule que vota, – e não aquele que vai para a praia, para casa de campo no dia da eleição, que justifica o ausência ou paga uma multa irrisória -, lê a manchete de primeira página dos jornalões e depois compra aquele jornal que trata das questões locais, aquela que afetam a sua existência: transportes, chuva, violência, polícia, promoção de eletrodomésticos e por aí vai.
Se o povo se influencisse pelos jornalões e pelos telejornais, o presidente Lula não ganharia uma eleição no Brasil e menos ainda teria a aprovação que tem.
Assim, meus caros eu concluo que apesar do grande papel redentor que os blogs cumprem, redentor da cidadania, devo admitir que essas discussões em ambientes como esse ainda têm um caráter elitista, para poucos.
Fraternal abraço a todos.
A diferença, Elio Gaspari, é que Ciro Gomes não é um canalha. Ele é um sujeito de caráter que assume suas posições com clareza (às vezes até com transparência demais para um político).
Quanto ao outro, Elio Gaspari, a quem você defende de forma subliminar, relembro que Mario Covas o queria bem longe. De preferência nos quintos do inferno… Ou não é verdade ?
Marcos, o Gaspari não chamou Ciro de canalha.
Mas o artigo é um tanto maroto pois Ciro ficou muito pouco tempo na cadeira. Ele foi no sacrifício, nunca deixou de ser interino. Só o que podia fazer era marcar o passo, como todo interino, já que a política de câmbio valorizado era do próprio FHC não do ministro. Ele errou foi em aceitar ser tapa buraco para tirar FHC do sufoco e ai dançou.
Uma coisa é segurar o câmbio por 6 meses para permitir que o plano vingue, ou então facilitar as importações, como fez Ciro Gomes na época, para quebrar o movimento especulativo contra o Real.
Outra coisa muito diferente é aproveitar a onda para fazer populismo cambial durante 4 anos (primeiro governo FHC), enquanto a dívida só crescia. Trocaram inflação por dívida e no final foi o que se viu. O artigo é totalmente maroto.
Discordo da tese da “lingua de aluguel” para Ciro. Acredito mais na mosca azul que o picará com o resultado das pesquisas mostrando sua aproximação a Serra e distanciamento de Dilma. Quero ver o circo político pegar fogo com esta possibilidade.
Luis Nassif,
Primeiro ao artigo do Elio Gaspari. Como um grande escritor (Eu não Elio Gaspari considero jornalista depois que, em História do Planalto, Mário Sérgio Conti disse que a frase de Joãozinho Trinta: quem gosta de pobreza é intelectual, pobre gosta é de luxo, na verdade é frase de Elio Gaspari), Elio Gaspari faz um bom texto. E o encerra com chave de ouro, o que bem merece a reprodução a seguir dos dois últimos parágrafos:
“Em novembro de 1994, quando um grupo de empresários foi ao Ministério da Fazenda para se queixar da apreciação do real, Ciro Gomes disse o seguinte: “Esqueçam o câmbio. Não falem mais disso”.
Bom conselho para Ciro-2010.”
E como sempre, Elio Gaspari comete os erros factuais, as vezes para ganhar a causa, as vezes para não espezinhar com o inimigo. Ciro Gomes foi Ministro da Fazenda somente durante 4 meses, de setembro a dezembro de 1994. E assumiu o Ministério com o câmbio em R$0,884 e o entregou a R$0,845, produzindo uma apreciação do Real e não uma depreciação de R$0,80 para R$0,84 (que corresponderia a uma desvalorização do real de 5% e livraria um pouco a pena de Ciro Gomes).
E José Serra foi ministro do Planejamento de 1995 a 1996 quando se descompatibilizou para enfrentar Celso Pitta (Na época o Maluf tinha a promessa da Rede Globo de fazer qualquer coisa por ele, uma vez que ele não se descompatibilizou em 1994, deixando o caminho livre para FHC).
Retirando esses pequenos arranhões não há porque não concordar com Elio Gaspari. Foi um tanto com base nas omissões e inverdades que o Ciro Gomes propalava que o José Serra fez a desconstrução de Ciro Gomes em 2002. Desconstruindo Ciro Gomes, José Serra perdia votos para Lula, mas pelo menos assim conseguiu chegar no 2º turno. Creio que Ciro Gomes estará em campanha em 2010, com espírito vingativo para fazer a desconstrução de José Serra. Neste sentido, penso como o Sergio Lamarca Leite no comentário que ele enviou em 7/10/2009 às 9:13. Só não concordo com Sergio Lamarca Leite em dizer que José Serra é mentor intelectual de Elio Gaspari ou que as eleições são favas contadas.
E não concordo com o Rodrigo Medeiros dizer em comentário enviado em 7/10/2009 às 8:42 e para contar ponto para Ciro Gomes que Ciro Gomes rompera com FHC enquanto José Serra não tivera essa coragem (E o comentarista Eduardo Ramos em comentário de : 7/10/2009 às 9:47 dentro do comentário de Rodrigo Medeiros endossa a tese de Rodrigo Medeiros.). Na verdade, o Ciro Gomes queria uma recompensa de FHC e FHC não deu a ele essa recompensa. Pelo comentário que você enviou para o Eduardo Ramos em: 7/10/2009 às 10:49 esse é o entendimento mais geral do que ocorreu.
E acrescento a esse comentário o comentário que acabei de enviar (7/10/2009 às 13:00) para junto ao de João Carlos que ele enviara em 07/10/2009 às 8:53. Reproduzo-o porque era como eu pretendia completar o meu comentário:
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João Carlos (07/10/2009 às 8:53),
Retirando a referência ao mês de janeiro de 1995 e lembrando que foram só 4 meses incompletos, pois, em janeiro de 1995, o Ciro Gomes não era mais ministro da Fazenda, eu concordo inteiramente com você.
Concordo inclusive em chamar de estranha o problema da parabólica, uma das poucas teorias conspiratórias que eu tenho (Para mim, foi um aviso da Globo para dizer a FHC que ele estava sendo eleito com a ajuda da Globo, pois a Globo tinha capacidade para o desconstruir. O efeito da parabólica foi, entretanto, mais fraco que se supôs e FHC se tornou o presidente eleito menos dependente das nossas grandes organizações).
O problema de Ciro Gomes, além das mentiras que ele teve que construir para justificar a crítica a FHC, é ele não se criticar pelo grande malefício que foi feito pelo Itamar (Sem a autorização de Itamar o malefício não teria sido cometido) e FHC. O malefício foi ter feito um Plano para acabar com a inflação de uma vez. Isso se faz em países pequenos com setores de serviços mais participativos no PIB. No Brasil isso foi de uma maldade sem fim. Além disso o malefício foi multiplicado pelo fato de ter sido feito em véspera de eleição, para eleger um presidente e um presidente que não tinha sido sequer presidente de um grêmio recreativo na infância dele.
É só por isso que não se sustenta a crítica que se faz a Ciro Gomes pelo cambio valorizado em 1994. Quem defendia o Plano Real e era contra a valorização, ou era ingênuo ou fazia de má-fé. O Plano Real só deu certo (Se se subtrai à eleição de FHC, a venda de nossos ativos e o aumento de dívida pública e o resultado for considerado positivo) porque houve a valorização da moeda.
Na época o único que assumia uma posição um tanto crítica era Delfim Netto que dizia o Plano Real é uma obra de engenharia, tendo como único defeito o “timing” (Ele nunca esclareceu qual o “timing” que ele criticava, se o econômico, se o político, se o moral). Depois que o Plano deu certo (Para os que consideram que o resultado da subtração mencionada anteriormente foi positivo), ele não mais falou do “timing”. Toda a crítica era à barbeiragem do câmbio.
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O Ciro Gomes foi brigar com FHC quando ele descobriu que FHC estava tramando a reeleição dele (FHC), pois Ciro Gomes tinha a expectativa de que com o sucesso que ele fizera durante o período que ficara a frente do Plano Real ele pudesse ser o escolhido para suceder FHC. Daí em diante ele construiu o discurso de que FHC tinha traído quem fizera tudo para ele se tornar presidente do Brasil.
E outra coisa. O câmbio no Brasil só melhorou no início de 1998, pois depois que o Armínio Fraga elevou o juro às alturas, o câmbio voltou a valorizar e só com a ameaça de Lula em 2002 e com a intenção de deixar uma inflação galopante para o próximo governo o Banco Central deixou o real flutuar para baixo. (Para conferir isso é só olhar o nosso saldo na Balança Comercial no período).
Clever Mendes de Oliveira
BH, 07/10/2009
Boa tarde a todos,
Ciro Gomes é uma lufada de ar fresco numa campanha que seria marcada pela bi-polarização simplória, quer concorrendo à Presidência quer ao governo de SP. Tem boas idéias, bons ideiais e boa visão. Deve-se nesta campanha evidênciar o modelo de Estado e de sociedade que o Brasil deseja, e para isto Ciro adciona. Posto na mesa existem: um modelo de fortalecimento do estado e um modelo claro de diminuição deste poder e estrutura, e ambas as visões possuem pontos positivos e negativos.
Mas vamos aos problemas: para consolidar qualquer um dos modelos o futuro governo deverá implementar reformas e consolidar conceitos e para isto precisará (e muito) de uma bancada forte no congresso nacional. Neste quesito Ciro tem seu calcanhar de Aquiles uma vez que, de forma não totalmente equivocada, incensa opositores a uma raiva figadal. Comporá ele com o PMDB para fazer uma verdadeira reforma tributária? E mais, o atual PT-PMDB, alçados a “aliança espúria” ajudarão neste processo? O PSB terá votos suficientes na camara para aprovar reformas? Política não se faz com o fígado, e Lula é prova disto. Não posso acreditar que o apoio a Collor/Sarney/Renan/etcaverna não seja encarado como um belo sapo a engulir. Só não é barbudo.
Olá Eduardo Ramos,
Não discordo do fato que milhões de brasileiros se interessam por discussões na internet, menos ainda que esse número cresce.
O que disse é que as pessoas que aderem a esse universo transitam dentro do mesmo: mudam de posição, mas continuam dentro do ambiente de sempre. Claro que ocorrem adesões, mas, esta não se dá nas mesmas velocidade e quantidade em que ingressam na grande rede. e, isto não é culpa dos blogs ou de seus titulares. isto, sim, tem relação com a baixa politização e baixa qualidade da escolaridade das massas.
Quero deixar bem claro que não tenho a intenção de desmerecer ou desqualificar esses meios, apenas, reitero, que formamos um elite que se interessa por discussões que tratam das questões nacionais.
Gostaria muito de fazer parte de um povo que entende o interesse pelo seu país como fundamental para sua vida, espero ver esse dia chegar.
Gostaria por fim, meu caro Eduardo, de ser contraditado naquilo que afirmei quanto os maiores interesses da grande massa que acessam a internet.
Abraço.
Mas quanto a isso, eu concordo com você Edmundo! Abraço.
Quando se fala q o Brasil poderia ser muito maior se PSDB e PT parassem com as briguinhas de comadres e unissem as melhores cabeças, deveríamos pensar numa terceira via q os deixasse à mão. Ciro já foi do PSDB e ainda tem diálogo muito bom com o partido, exceto o grupo paulista, obviamente. O PSB tem histórica afinidade com o PT e Ciro se tornou o mais convicto lulista fora do PT. Sempre achei q essa aliança se daria com a eleição de algum personagem da velha direita, mas José Serra e FHC decidiram pintar o PSDB com cores direitistas, esquecendo a própria história. Nessa polarização PT-PSDB, sou mais o Ciro com certeza porque, na hora de montar a equipe, vai pinçar os bons e capazes e deixar na oposição aqueles q realmente são contra ao modelo de desenvolvimento q está sendo seguido. A eleição de Ciro Gomes pode definir quem é quem realmente no espectro político brasileiro.
Povão não compra jornal algum. Quando muito, vê jornal da TV.
Mas o que interessa, nesta discussão, é a classe média que acompanha os blogs. E não desprezemos a expansão das classes médias.
Tenho amigos, principalmente os mais jovens, que foram praticamente resgatados de tendências neoliberais através do blog do Nassif.
Também acho muito difícil o Lula perder uma eleição ou alguém apoiado por ele. Se ele tava com mais de 80% de aprovação antes da escolha do Rio pros Jogos Olímpicos, com quantos por cento estará agora?
Acho que o Serra está encrencado. Não tem chance contra a Dilma por causa do Lula, agora tá com o Ciro nos calcanhares dentro de São Paulo (por causa do Lula).
Sinuca de bico. Pra quem não é um primor de equilíbrio emocional ver luz no fim do túnel fica cada vez mais difícil. Acho que consegue enxergar o Fernando Henrique, a quem fará companhia. Ostracismo.
O Aécio não é bobo e é jovem. Não vai se aventurar a enfrentar o Lula (nem Dilma) neste momento. Tem o tempo a seu favor.
O Serra já disse que o Alckmin será o candidato a governador em S. Paulo. Alguém já viu Alckmin abrir mão de alguma coisa? Encrenca à vista.
Parece que Serra será obrigado a ser candidato a presidente, sabendo não ter chances. Ou então, pode entrar em depressão e pendurar as chuteiras.