A ineficiência energética dos carros
Por Luiz Carlos Pôrto
Oi Nassif
Agora, na véspera da COP-15, me chama muito a atenção como não se fala na incrível ineficiência dos carros. Parece que ficamos alienados com a beleza dos carros de hoje e esquecemos de fazer as perguntas óbvias.
Se procurarmos no Google as palavras INEFICIÊNCIA, CARROS, MOTOR A COMBUSTÃO INTERNA, pouca coisa relevante aparecerá. Por que escondem a incrível ineficiência dos automóveis?
O grande físico Amory Lovins, fundador da ONG Rocky Mountain Institute e chamado de Guru da Eficiência Energética, há tempo vem chamando à atenção para a ineficiência dos automóveis de hoje.
Apesar de toda evolução no que se refere ao conforto e à eletrônica embarcada, a eficiência energética permaneceu praticamente a mesma desde que o automóvel foi inventado na década de 1880. Na verdade o automóvel é um dos equipamentos mais ineficientes que existem e pouca gente fala disso, ou por desconhecimento ou por não ter interesse em falar do assunto. Amory Lovins é exceção.
Ele diz que, considerando-se um carro médio nos EUA (o que logo logo não estará tão longe do Brasil, visto o crescimento das vendas de SUV’s e similares por aqui), cerca de 87% da energia do combustível nem chega às rodas do veículo, sendo perdida em:
- perdas do motor à combustão interna
- transmissão mecânica
- paradas do veículo
- acessórios (ar condicionado, etc.)
Dos 13% que chegam às rodas, metade é perdida na resistência do ar e no atrito dos pneus.
Portanto, apenas 6,5 % de toda a energia do combustível move o carro. Porém, como os carros são pesados demais, a energia acaba sendo usada para movimentar o automóvel e não o passageiro. Assim, chega-se à conclusão final:
Considerando-se apenas um passageiro no carro, somente 0,3% da energia do combustível é usada para mover essa pessoa. É como se, de cada R$ 100,00 que colocamos de combustível apenas R$ 0,30 fosse usado para aquilo que desejamos, ou seja, nos locomovermos. Inacreditável. O produto de uma das maiores indústrias do mundo tem uma eficiência de 0,3%.
E o que é preciso fazer? Obviamente, atacar as principais ineficiências do carro, ou seja, motor, peso e aerodinâmica. Alguns exemplos mostram o caminho.
A Volkswagem acaba de lançar no Salão do Automóvel de Frankfurt, o modelo VW L1, que faz 72 km/L de combustível. O carro-conceito ataca as três principais ineficiências dos automóveis. Possui um motor híbrido, (elétrico e movido a diesel), muito mais eficiente que um motor exclusivamente à combustão. Possui uma aerodinâmica que implica em baixa resistência do ar e é extremamente leve, pois sua carroceria é feita de fibra de carbono e plástico (pesa apenas 380 quilos).
O veículo atinge uma velocidade máxima de 160 km/h e emite apenas 36 gramas de CO2 por quilômetro (como comparação um VW Gol 1.0 brasileiro à gasolina emite 180 g CO2/km). Fotos em http://www.silvaporto.com.br/blog/?p=520.
Outro exemplo das alternativas existentes para a elevação da eficiência energética dos carros é o VW Polo BlueMotion. Vendido no Brasil , o veículo possui melhor aerodinâmica e modificações no câmbio, na direção e nos pneus, que faz com que, mesmo tendo um motor 1.6, faça 13,8 km/L na cidade e 21,2 km/L na estrada, rodando com gasolina, segundo o Inmetro.
Quem quiser assistir um vídeo de Amory Lovins sobre eficiência energética dos carros e novos materiais para as carrocerias: clique aqui.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Energia Tags: carros, Energia, poluição

quer PIOR ?
.
Estudo recente demonstrou que os carros 1000, dito populares, no BRASIL, são ainda mais ineficientes e POLUIDORES que os motores de maior potência
.
esta na hora de acabar com os incentivos pra eles
.
esta na HORA de abaixar o imposto dos demais modelos
Seguindo seu raciocínio, deveriam proibir tambem transporte coletivo (ônibus), para não atrapalhar o deslocamento dos carrões.
O Brasil eh um pais aonde aonde se precisava de uma ponte ha 40 anos ainda se precisa de ponte porque ninguem construiu. Transporte de trem, eletrico ou a diesel, eh relativamente barato e facil de manusear, mas OS ELEVADOS TEEM QUE SER CONSTRUIDOS.
Quanto ao assunto em si, todo mundo sabe disso. Se estou me lembrando corretamente, parece que o numero bruto de gasolina gasta pra mover o peso do carro eh… 97 por cento!
Pai dos burros, mas ainda nao tive tempo de ler:
http://en.wikipedia.org/wiki/Fuel_efficiency
Romanelli,
ou
Eu concordo contigo. Deveria se ter incentivo a carros que consomem menos e que poluem menos…
Não só na hora da compra, mas também na renovação, IPVA.
Quem quisesse desconto que mostrasse que o seu carro polui menos, não obrigatório como em São Paulo. Até a quilometragem anual fosse levada em conta. Em São Paulo seria complicado, passasse horas pra andar pouco.
Siqueira
.
Não fui eu quem atestou a ineficiência dos carros MIL
.
Reitero, carro popular é caro com MENOS LUXO, e menos imposto
.
o governo poderia ACABAR com o incentivo a motor menos potente e estender aos mais potentes ..aonde o povão e a sociedade ia perder com isso?
.
e mais ..acho que foi até o M.Jorge (hoje ministro) que em tempos de indústria automobilística chegou a dizer que NÃO EXISTE diferença de CUSTO entre o motor menos e o MAIS potente
.
..portanto, como se vê, aqui, a culpa por se manter a DEFORMAÇÃO é do GOVERNO ..unica e exclusivamente
Pedro ..é um belo raciocínio que precisaria ser mais explorado aqui, este que vc nos trouxe
.
e aqui em SP, se vc não sabe, tem mais um dado
.
Os carros a gás, sabidamente menos poluentes, em SP fazem 2 vistorias por ano ..uma PAGA, R$ 120 e sem reebolso, verificando-se 540 ítens de desempenho e segurança
.
..e outra pela Prefeitura (reembolsável se aprovado em tempo)
.
fala verdade, fora do arbítrio e abuso, da discriminação, no mínimo é um contra senso, não?
Queria ver uma carro de 380kg ‘andando’ a 160km/h numa estrada de verdade… (?????!!!!!)
As motos pesam bem menos que isto e andam a velocidades muito maiores. É tudo uma questão de aeodinâmica.
Apenas o peso não nos diz nada a respeito da densidade, centro de gravidade, aerodinâmica, etc. Veja carros de F1, sem uso inteligente da aerodinâmica, eles não fariam as curvas fechadas que fazem. Ou pense na Kombi, para um péssimo uso do centro de gravidade, independe do peso vazio, ela tomba bem mais fácilmente do que outros veículos similares.
Ahh! pensei que a matéria se referisse a automóveis com 4 rodas, para uso em ruas e estradas, e não veículos em geral, menos ainda de corrida. Aliás, destes, nunca vi um sendo usado fora das pistas.
Então, troco um Jaguar XJS por um WV L1.
Excelente.
Nassif. Desta forma percebemos o lobby das empresas de automoveis e as grandes empresas de petroleo. Esta ineficiência energética é próxima da ignorância (burrice).
SOMOS MÁQUINAS INEFICIENTES.
Vejam o ser humano , já na largada precisa de 200 milhões para que somente um chegue.
Quanta comida comemos diariamente e quanto realmente é necessário.
Estamos ficando obesos em função da absorção de gorduras em excesso.
A ineficiencia não está só presente nos veículos, está a nossa volta. Se formos levar em conta a ineficiencia deveríamos começar a discordância desde a criação.
A questão é existem modelos sustentáveis e mais eficientes, mas ao mesmo tempo, são viáveis economicamente nas atuais circunstâncias globais?
Mais interessante é começar em nossas casas a “gestão eficiente” por exemplo quanto ao gasto de água.
Vamos lembrar de eficiência na hora de lavar nossos carros em casa ou no lava rápido.
Discordo, a maquina humana é perfeita, ela busca INCANSAVELMENTE economizar energia em cada momento.
Quanto ao seu argumento, ele é desfocalizado, o problema da alimentação não é da estrutura “maquina humana” e sim da cultura humana.
Abraços
Isso, vai tentar resolver os problemas do mundo fechando a torneira durante a escovação dos dentes. Enquanto isso a Petrobrás planeja lançar de 100 a 300 bilhões de barris de carbono fóssil na atmosfera.
É por causa do tipo de pensamento da época das cavernas estilo “faça sua parte, separe o lixo” enquanto a indústria recebe incentivos fiscais e investimento público para aumentar a produção de lixo que eu não dou mais atenção ao que o movimento ambientalista fala.
Pior vai ser aturar os (
otários desinformados) inocentes úteis fazendo campanha para a Marina Silva em 2010 sem ler os artigos 39 e 53 do estatuto do PV. (Leiam. Está no site oficial do PV.)O lance é transporte público. Por mais ineficiente e poluidor que um ônibus seja, não se compara ao dano que seria causado se metade dos passageiros sentados em um ônibus estivessem de carro. Sem contar o espaço economizado nas ruas.
Tem uma ponte perto da minha casa que se chama Turnpike Extension, com 3 saidas a, b, e c. Ela eh gigantesca, sai de Newark e vai ate a entrada do tunel Holland, em Nova York.
Ela vive ENTUPIDA de carros. Se houvesse organizacao suficiente pra isso, era so colocar um trilho em cima de metade dela e levar os trabalhadores pra NY de trem leve. Obvio que ela nao foi construida pra trems, o “trem” teria que ser redesenhado pra ser mais leve.
Um projeto desses, bem calculado e executado, resolveria todo o problema serio de transporte do oeste de NY. De fato, haveria gente saindo de NY pra trabalhar fora de tao bom que o transporte em massa se tornaria pelos proximos 30 anos. Nao existe, presentemente, plano algum de colocar qualquer transporte emcima dessa ponte, exceto os onibus e caminhoes e carros que a entopem dia e noite.
Eh uma tristeza mesmo!
Mas no Brasil… nem construiram as pontes.
Esta idéia dos SUV mostra-se em falência nos EUA (e na Groênlandia), então vamos exportar para o BraZil
Nassif:
Na recente feira de Frankfurt, diversas montadoras, como sempre, apresentaram carros-conceito, só que desta vez muitos daqueles modelos já se encontra em condições de serem comercializados.
É uma variedade de veículos que ressalta a opção por motores elétricos – com ênfase para o uso de baterias de lítio, logo, bem mais eficientes que os hoje utilizados, além de apresentarem níveis irrisórios de poluição atmosférica, design arrojado, onde se otimiza o uso dos materiais, além de projeções para preço de comercialização acessível ao bolso da grande maioria de consumidores.
A indústria automobilística demonstra estar sintonizada com os novos tempos, e a situação atual do setor- a recente quebradeira de algumas montadoras, a necessidade de fusões, etc…, obriga as empresas de ponta a reavaliarem, sob um novo prisma, as exigências e necessidades do mercado consumidor.
Acho que a discussão esta colocada de modo incorreto.
1) motores à explosão (ciclo otto) são menos eficientes do que outros motores. Mas têm a vantagem de manutenção mais simples, além de possiblitar o uso de etanol.
2) motores 1.0 são menos eficientes mas consomem menos também, o que dá uma vantagem energética final. Você pode ser eficiente em 40% de 7 km por litro ou 35% em 14 km por litro. O consumo do menos eficiente é ainda menor.
3) transporte público é fundamental… para ir de casa ao trabalho (metro, ônibus) ou entre cidades em situações específicas (trem de alta velocidade, ônibus, aviões), mas para o passeio eventual, lazer, etc, o automóvel é a melhor opção.
4) o automóvel pode ser eficiente se o motor otto for acoplado a um sistema híbrido elétrico interno, como a Toyota já faz (80 km por litro)
5) O carro elétrico puro é uma opção apenas para transporte em cidades (120 km de autonomia) mas mesmo neste uso, ainda é necessário gerar eletricidade em alguma usina fora da cidade, seja hidroelétrica, nuclear ou mesmo térmica. Gerar energia longe e transporta-la para a cidade e abastecer baterias é um processo caro e energeticamente ineficiente.
Além do mais, devemos ver o caso das motos.
As motos tinham o mesmo motor de uns 30 anos. O mesmo, ex. Honda CG 125.
Recentemente incluiu-se umas melhorias. Mas deveriam estar já a uns 200 km/l, por causa do peso e do menor atrito (duas rodas), escapamento sem muitos filtros.
Por outro lado, os carros evoluíram muito… o problema é que estamos usando muitos acessórios elétricos, ar-condicionado, direção hidraulica… tudo isso consome energia, que, no carro, vem da gasolina.
Emerson:
Complementando a questão de se produzir energia e transportá-la para as cidades não é alternativa mais eficiente, mas comparando alguns valores com o modelo dos automóveis: produzir energia numa termoelétrica até 40% de eficiência, transmitir até as cidades mais de 90% armazenar em baterias 90%, conversor/motor elétrico 80%, ou seja um rendimento global de 26%, o dobro do colocado aqui. Se considerarmos energias mais limpas ou baratas ou geração mais distribuídas teremos um redimento muito maior.
Outra situação agravante: a grande quantidade de veículos que trafegam com uma só pessoa. Muitos deles os mais ‘potentes’, em evidente desperdício.
Como ando mais à pé ou de ônibus, passei a observar essa subutilização, enquanto aguardo meu ‘Mercedes’ à margem dos longos engarrafamentos já frequentes em nossa Belo Horizonte.
“Como ando mais à pé ou de ônibus, passei a observar essa subutilização, enquanto aguardo meu ‘Mercedes’ à margem dos longos engarrafamentos já frequentes em nossa Belo Horizonte”: o problema eh mundial. Voce acha que Newark nao os tem tambem? A 21 eh uma porcaria na maior parte do dia, mas pelo menos anda. Mas o problema eh que vai tender a ficar pior. A 21 nao era assim ha 10 anos atraz, eh agora. Todas as grandes cidades do mundo fizeram areas residenciais gigantescas sem que houvesse suficiente infraestrutura de transporte de massas. Mas no Brasil foi mais cara de pau favorecer o mercado imobiliario dessa maneira, t oa descaradamente, porque infraestrutura de transporte em massa eh virtualmente inexistente.
Está certo, gente.
Há uma parte da Física chamada Termodinâmica, detestada, mas impávida, que decreta altas limitações nos rendimentosa dos ciclos térmicos. Não tem jeito, a maior parte da energia de entrada no ciclo é descartada.
Por outro lado, as organizações, todas defendendo o livre mercado, La Mano, aproveita nossas fraquezas e nos empurra goela abaixo –e nós aceitamos alegremente– veículos cada vez mais cheios de “nove horas”, maiores, mais pesados, mais esbanjadores, e nós reclamando do preço da gasolina. As famílias agora são menores? Então tá, empurramos, para compensar, SUVões capazes de levar sete ou mais pessoas e consumir um litro a cada 3km. E os proprietários todos pimpões, fazendo panca, peitos inchados, “milhando” os sem SUV. E todos querendo um Hammer blindado!
Só agora parece que estamos acordando. Dará tempo?
Sei não…
Vou aproveitar o fim de semana para concluir meus experimentos de moto-contínuo.
Segunda-feira eu informo sobre o sucesso ou não da empreeitada.
Adoro estes posts tipo “o-mundo-está-errado-apenas-a-ONG-está-certa!”.
Em resumo: morte ao motor de combustão interna! Sem levar em conta que muito do desenvolvimento que temos hoje foi graças a ele, por uma serie de vantagens: portatil, facil manutenção, abundancia de combustivel…
O VW L1 é legal, mas é para o passageiro unico, não permite levar carga (apenas o passageiro, uma mala e olhe lá) e outra utiliza materiais muito caros para sua fabricação. É conceito, não produto.
Além do mais a eficiencia termica de um motor a combustão está entre 37 a 42% e crescente com novas tecnologias.
Portanto, antes de matar um elefante saiba como tira-lo do caminho.
Eu sempre disse pra todos …
é um absurdo que nosso sistema de transporte ainda seja com motor a explosão…
Não precisa muito é só reparar no quanto “Aquece” o motor no processo, isso ja é mais do que evidencia para comprovar a ineficiencia energetica.
Abraços
Caro Luiz Carlos Pôrto,
esse carro parece bacana mas não sai do mesmo ciclo que argumenta sobre a ineficiência dos carros atuais e procura mostrar uma “novíssima” tecnologia que resolverá, ou pelo menos, minimizará os problemas de ineficiência.
Não estou criticando sua postagem e nem o modelo VW L1. Mas o que esperar de uma fábrica de carros? Esperar que ela identifique o que incomoda o consumidor, fazer uma baita campanha e … lançar um novo produto para vender mais carros.
Obviamente a indústria automobilística mundial pretende resolver os problemas de circulação, poluição e combustíveis dentro da lógica da própria indústria que é produzir mais carros e apresenta-los como mais eficientes.
Porém produzir carros “eficientes” significa mudar o foco do problema sem resolve-lo.
O problema das grandes cidades é o carro.
O problema da poluição é o carro.
O problema energético é o carro.
As soluções com mais eficiência são aquelas que procuram substituir o carro como meio de transporte principal por outros meio de transporte que acabam sendo mais eficientes.
Atenção: eu não disse que devemos para completamente a produção de carros e que ninguém deva usa-los.
Estou argumentando que precisamos com urgência de uma ampla e profunda discussão sobre o que queremos para nossas cidades – sejam brasileiras ou no mundo todo – no futuro.
O transporte coletivo também é cheio de problemas mas para as locomoções cotidianas é a melhor solução e deveria estar sendo mais profundamente estudado, sobretudo aqui no Brasil tão carente de transporte adequado de pessoas.
Podemos recorrer a vários exemplos que demonstram a estupidez de se ter o carro como meio principal de transporte. Pensemos neste :
Um trabalhador que sai de casa pela manhã, fica de 8 a 10 horas no trabalho e volta pra casa. Se ele vai de carro o carro fica parada entre 8 a 10 horas num estacionamento. Então pra quê ele precisa de carro para ir ao trabalho? Para deiar o carro parado? Ele não usa efetivamente o carro. Mas ele usará cerca de 12 metros quadrados de rua ao se locomover, geralmente sozinho. E usará essse mesmo espaço guardando o carro num estacionamento, parado, para ser usado apenas na volta. Não há tecnologia que transforme essa prática em algo eficiênte. Impossível. Além de uma estupidez sem tamanho.
Pra completar eu não sou totalmente contra o uso carro e acho que a indústria deve sim melhora-los. o que me incomoda é o desvio do foco do problema. O problema de ineficiência energética dos carros atuais onde somente 0,3% da energia do combustível é usada para mover geralmente 1 pessoa é grave. Mas é um problema secundário.
A questão principal é a locomoção em si, o espaço que isso ocupa e o excessívo gasto de energia por individuo.
É isso que nós precisamos discutir.
Puxa, assunto excelente! Isso influencia diretamente em nosso futuro! Essa é a apenas a ponta de um ‘iceberg’, pois o Modo de Produção da Indústria Captalista, abstraiu cartesianamente a noção de valor. Assim variáveis humanas e aquelas relativas a preservação do Suporte Biofísico e de sua Biodiversidade, estão de fora. A Matriz do Sisitema Capitalista está furada, pois ainda não terminou de elaborar a Equação que possa precisar o impacto da 2a Natureza, sobre a 1a, visto desconsiderar variáveis diretamente ligadas ao fenômeno.
Na lista dos cem mais influentes da revista “Time”. o 82º é o sr. Amory Lovins, co-fundador e cientista-chefe do Instituto Rock Mountain. ´
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u560736.shtml
Como será o retorno do IPI
Os carros até 1000cc (a gasolina e flex) pagarão 1,5% de imposto em outubro, 3% em novembro e 5% em dezembro, para retornar ao patamar normal, de 7%, em janeiro de 2010.
Os carros da faixa intermediária, de 1001cc a 2000cc á gasolina pagam 6,5%, a partir de 1ºde outubro pagarão 8%, em novembro, 9,5% em dezembro, 11% e retornam ao patamar anterior em janeiro, 13%. Os até 2000cc flex seguem a seguinte escala: 6,5%, 7,5% e 9%, voltando a 11% em janeiro de 2010.
As caminhonetes continuam recolhendo apenas 1% de IPI até dezembro e em janeiro o imposto volta aos 8%. Os caminhões permanecem isentos até dezembro e voltam a pagar 5% em 2010.
Carros com motor acima de 2000cc, que não foram beneficiados pela medida do governo, continuam pagando 18% (flex) e 25% (gasolina). E as motos retomam o IPI total, de 3,5%, a partir de primeiro de outubro.
Fonte: Auto Informe
Como deveriam ficar as faixas de IPI a partir de janeiro/2010
(Se fosse possível colocar alguma orientação correta no governo)
Carros até 1000 cc – 7%
Carros de 1001 até 1400 cc – 9%
Carros de 1401 até 2000 cc – 11%
Carros de 2001 até 3000 cc – 14%
Carros acima de 3000 cc – 18%
Muito pertinente a análise do colega. Mas é preciso ir além. O que se precisa, na verdade, é superar o paradigma do carro. É preciso discutir a criação de uma indústria paralela que faça frente a do carro, e permita que se mantenha a enorme cadeia produtiva que gira a economia, mas que indique uma maior eficiência no transporte. Acho incrível, por exemplo, o Brasil não ter uma fábrica genuinamente nacional de fabricação de ônibus. Não só de carroceria, como Marcopolo, Caio, Irizar, etc… Mas de motor, câmbio e chassi também. São Paulo rodava, desde os anos 60, com ônibus elétrico. Ônibus que eram confortáveis e não poluentes.
Um país como o Brasil – vanguarda de um mundo que está para nascer – deveria pensar na criação de uma cadeia produtiva de ônibus não poluentes, envolvendo empresas de carroceria, institutos de pesquisa em motores não poluentes, indústrias metal mecânicas, recicladores de alumínio, cooperativas de materiais naturais (para forros, enchimentos, etc), BNDES. Há uma imensa e vergonhosa frota de ônibus em nossas cidades. Há uma falta incrível de planejamento e qualidade destes ônibus. Há fraudes nas compras. Há uso de sucatas.
Usar o questionamento ao monopólio do carro para fazer ascender uma nova (nova???) tipologia no transporte e, ainda, aliar isso a um grande projeto de cooperação parece ser sim uma iniciativa tecnicamente e politicamente vantajosa. O nosso país precisa urgentemente reinventar o ônibus.
Para isso, precisa romper lobbys e dar este passo. É preciso ousadia.
Comprei em 1986 uma Elba( acho que era 1300cc), álcool, 4 marchas., seu consumo médio, na estrada, era de 9,5 Km/l.
Um Celta, Flex, 1000cc, 5 marchas, 2009, tem seu consumo médio de 9,5 / 10 km/l usando álccol.
Nesta época, a Ford fez uma propaganda/ teste em que um Corcel II ou Del Rey, 1600 cc, gastou um tanque de gasolina entre Rio-SP-Rio; entre 18/19 km/l de gasolina. Hoje um Ford Ka, 1000cc, faz 15 km/l com gasolina.
Evidentemente, as montadoras não estão ném aí para o consumo. Hoje os motores são mais leves, com giros alto, muita potência ( velocidade final alta ) e pouco torque útil . Dados que produzem números fantásticos para o marketing e publicidade.
Antigamente a relação de marcha aproveitava mais o giro, na faixa de torque, e permitia um melhor consumo, mas os carros tinham velocidade máxima em torno dos 120/130 Km/h.
Cada vez mais se importam ( ou já se fabricam aqui )carrões off-road, tukysons, enfim, veículos grandes, pesados, inviáveis para trânsito urbano ( qualquer acidente se torna desproporcional com um carro 1000) e poluidores.-lembra muito a figura daquele que passeia com um pitbull grande para parecer machão, e o marketing aproveita isto.
Falta uma política de tecnologia nesta área como sugerida pelo Gurgel: um Ministério do Automóvel, para definir as políticas mais viáveis e compatíveis com o país e produzindo normas técnicas que ajudariam a diminuírem os índices negativos envolvidos com trânsito e manutenção automotiva ( envolvendo caminhões e ônibus).
Novo centro tecnológico impulsiona pesquisa em etanol celulósico
A comunidade científica brasileira e o setor de cana-de-açúcar ganharão um enorme reforço nas pesquisas para a produção do etanol de segunda geração, considerado o futuro tecnológico dos combustíveis renováveis. Com a inauguração prevista para final de outubro, em Campinas, o Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol – CTBE vai estudar o ciclo completo da cana/etanol com foco na criação de uma tecnologia comercialmente viável para produção do etanol celulósico, utilizando como rota a hidrólise do bagaço. Diante do aumento da demanda global por combustíveis renováveis e o crescente reconhecimento internacional das vantagens produtivas e ambientais do etanol brasileiro, a criação do CTBE representa um passo estratégico para que o país mantenha a liderança mundial na produção sustentável dessa alternativa energética.
Ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), uma das principais inovações do Centro é a instalação de um complexo tecnológico com quase 6 mil m2 que abriga dezenas de equipamentos que lidam com processos diversos ligados ao etanol celulósico em escala semi-industrial. Isso permitirá aos cientistas detalhar de maneira mais precisa os diferentes fenômenos envolvidos no ciclo de produção do combustível e desenvolver novas tecnologias para produção em larga escala. A instalação da Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos, representa também a abertura de uma ponte para maior aproximação entre a comunidade científica e industrial do setor. “A Planta Piloto oferece a possibilidade de agregarmos as diversas pesquisas em andamento hoje sobre etanol celulósico. Nós poderemos oferecer uma escala intermediária de produção para instituições de pesquisa e empresas, que fique entre o laboratório e a indústria, permitindo inclusive a proteção de segredos de processos industriais”, explica o diretor do CTBE, professor Marco Aurélio Pinheiro Lima.
Outro foco de pesquisa do CTBE é o desenvolvimento de um modelo de plantio e colheita sustentável de cana que reduza custos e conserve solo e água, com um melhor aproveitamento da palha. Nessa área, está sendo criado um maquinário especial para a introdução do sistema de plantio direto nos canaviais, que agrega recursos de agricultura de precisão e tecnologia da informação. A idéia é que essa máquina seja capaz de realizar todos os processos envolvidos entre o plantio e a colheita da cana, com o mínimo de contato possível com o solo. Isso pode proporcionar uma queda no tráfego de máquinas nos canaviais de 60% (mecanização atual) para menos de 10% da área plantada.
As vantagens econômicas e ambientais do etanol brasileiro de primeira geração dão um bom impulso ao Brasil na corrida pelo domínio de uma tecnologia para a produção em larga escala do etanol celulósico. “Um dos desafios que inspiraram a criação do CTBE foi a projeção de um cenário futuro no qual, em 2025, o país seria capaz de substituir 10% da gasolina utilizada no mundo pelo etanol de cana-de-açúcar. No entanto, para chegarmos lá de maneira eficaz, será preciso aprofundamento científico em todas as etapas do ciclo produtivo”, diz o professor Pinheiro Lima.
Para medir o estágio de desenvolvimento e sucesso de uma nova tecnologia de produção de etanol e outros produtos da cana-de-açúcar, o CTBE também desenvolverá uma Biorrefinaria Virtual. Essa ferramenta usa computadores e modelos matemáticos para simular os novos processos e avaliar sua sustentabilidade econômica, ambiental e social, em comparação à cadeia de produção padrão do setor. Isso significa que será possível, por exemplo, calcular antecipadamente quais serão os impactos causados na geração de emprego e renda proporcionada por uma nova tecnologia como a de etanol celulósico. Galeria de Fotos Relacionadas
Comentarios
Edson Medeiros da Costa
Bom dia a todos! fico muito feliz, por saber, que existe no brasil, pessoas empenhadas no desenvolvimento tecnológico de combustiveis renovaveis,e que certamente, seremos o maior produtor mundial, sem duvida nenhuma; Nesse país, existe sim, pessoas honestase capazes.
Gostaria de saber, sobre uma noticia que ouvi na radio USP na semana passada, que dizia: de acordo com pesquisas feitas, não sei onde, que o alccol polui mais que a gasolina.
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Um assunto que a imprensa automotiva não aborda é a evolução dos motores dos carros brasileiros. A cada lançamento se tem novidades tecnológicas agregadas nos novos modelos sempre sinalizando “grandes melhorias” em economia e potência. Porém percebo que os carros estão cada vez mais beberrões apesar de todo alarde tecnológico.
Tenho um carro pequeno/hatch da GM com motor dito ECONOFLEX 1.4 e acredite, este consome muito mais do que carros que dirigi na década de 80, como GM Monza, Ford Escort, Ford Belina, VW Santana e Fiat Prêmio. O Monza, por exemplo, funcionava com carburador e pesava um bocado mais do que meu carro atual. Outros carros que perdem feio em consumo para as antigas carroças dos anos 80 que experimentei recentemente: Fiat Siena Fire, GM Classic, Ford Fiesta Hatch 1.0, Ford Ka 1.0.
Em conversa com outras pessoas, se observou casos semelhantes de ex-proprietários de carros da década de 80, ou seja carros grandes, pesados e com motores a carburador.
Então pergunto, que tecnologia é esta?
Desculpe-me minha ignorância estatística se algo mais chega no cálculo final, mas se restam 6,5% e em média são 5 passageiros, com usualmente o condutor, então é 1,3% e não 0,3%, é isto? Sei que ainda é baixa eficiência, mas a realidade dos fatos é outra.
O meu caso se adequa melhor ao exemplo do post, pois sempre ando sozinho (0,3%) – não há como me locomover por transporte público, moto jamais e de bicicleta, então, nem pensar: 15 km para ir e 15 km para voltar, numa lua própria do centro-oeste, umidade relativa do ar uma “beleza”, sem contar que já dobrei o “cabo da boa esperança” .
Ando de bicicleta 20km pra ir e 20km pra voltar.
Não venha com desculpa.
Seguindo a lógica de raciocínio do blogueiro, vamos supor algumas medidas de eficiência energética e ver um resultado interessante.
Associa-se o maior vilão hoje são os motores de combustão interna. Ao se trocar este motor por um motor elétrico podemos ter um aumento de até 3x na eficiência do motor. A eficiência do carro passaria então de 0,3 para 0,9%. Vamos arredondar para 1%.
Pode-se ganhar pouco em aerodinâmica e na redução de atritos. Mas vamos supor que ganhe mais 1%.
A eficiência energética melhoraria muito com a redução do peso. Imaginando super materiais, poderíamos reduzir o peso pela metade o que poderia dobrar a eficiência energética. Assim estávamos com 2% e passaríamos para 4%, o que é ridículo em termos de eficiência energética.
Fiz toda essa matemática de suposições para mostrar que não adianta pensar em eficiência de somente um meio de transporte, no caso o carro. É necessário pensar na eficiência energética dos sistemas de transportes como um todo.
O carro é, por concepção, um meio de transporte ineficiente energeticamente e tem se mostrado como uma solução ineficiente para as grandes cidades. Ao se pensar em efiência global dos meios de transporte, é possível mostrar que a introdução de bicicletas como alternativa ao transporte, ou o aumento de meios de transporte coletivo poderiam fazer os índice de eficiência energética (globais) superarem 50%, além de tornarem a vida do cidadão mais agradável.
Sim, alguém tem a comparação entre trens, carros, aviões, bicicletas e andar a pé?
Nota: bicicleta é um dos veículos de maior eficiência energética – só perde pro maglev japonês.
http://www.bizrevolution.com.br/bizrevolution/2009/09/quanto-custa-o-transporte-que-voc%C3%AA-usa-.html
Lucas,
o maglev é japonês ou alemão?
Até
“Por que escondem a incrível ineficiência dos automóveis?”
Porque essa ineficiência é boa para a indùstria petrolífera.
Por enquanto, o etanol celulósico tem um problema de custo, pois é mais econômico queimar o bagaço da cana e produzir energia elétrica do que fazer etanol. HOje, o etanol da cana tem um rendimento energético de 8 vezes (gasta-se um joule para produzir etanol suficiente para resultar em 8 joules). O bagaço da cana na usinda gera vapor para mover toda a maquinaria e o excesso pode ainda gerar ainda energia elétrica. Talvez para os americanos e europeus valha a pena fazer etanol de celulose, mas para paises tropicais ainda é mito.
Quero lembrar que até hoje há quem fale de “álcool de cereais”, sendo que nada mais é do que etanol (em nosso caso, álcool da cana mesmo)
Sobre os acessórios, se você emprega energia para o ar condicionado (cerca 15% do consumo de um 1.0), não pode contabilizar isso na eficiencia do carro. Nem colocar coisas como direção elétrica/hidraulica e som na conta de eficiencia. TAmbém não pode colocar nessa conta a energia dissipada por atrito e partes móveis da transmissão. Seja motor eletrico, diesel, etanol, ou mesmo um hamister correndo em um cilindro, as partes móveis e a aerodinâmica do carro continuarão afetando do mesmo modo.
Um motor ciclo Otto (explosão interna) tem eficiencia da ordem de 35%. Termodinâmica. O resto é dissipada para manter o motor aquecido em um dado nível.
O carro híbrido não muda a eficiencia do motor Otto, mas aproveita a dissipação da energia nas frenagens e no momento do carro parado. Motor diesel emite mais partículas que o a gasolina ou etanol mas principalmente, pesa na balança comercial, pois o Brasil não é autossuficiente em diesel (mas é em gasolina e etanol).
O consumo de um carro é afetado tambem pela velocidade média e hoje todo mundo viaja a 120 140 km/h (na decada de 80, a velocidade era de 8o km/h!!!!)
Agora, quem quer uma SUV tem algum problema de autoestima… lembra da (droga) da propaganda ha Hyundai? motorzaço… olho por cima.. dá para as crianças dormirem… deixa que eu te levo…
Nesta sua conta de saldo energético positivo para o etanol de 8 vezes, o que foi considerado? Apenas o gasto para a colheita da cana e da destilação do etanol?
Tem certeza que levou em conta o consumo energético de toda a cadeia produtiva, principalmente na produção e aplicação dos insumos agrícolas?
Me parece que esteja calculando em termos de custos financeiros e não energéticos. Assim fica fácil transmutar um saldo negativo para um positivo. Basta mandar a conta do subsídio para o contribuinte brasileiro.
As clorofilas dos fotosistemas I e II das folhas das plantas, convertem CO2 e energia luminosa em energia química (açúcares, celulose).
Aproveitamento energético é a arte de transformar energia solar e CO2 em movimento e dinheiro.
Viva a revolução industrial e a termodinâmica(!)(?)
O que são commodities mesmo?
É a comodidade de comer o que natureza faz:
Beber um suco de laranja e comer um sanduba sentado sozinho ao volante do meu possante. Vai um cafézinho?
A ineficiência dos carros a combustão existe desde que surgiram, não é novidade.
Nem tudo na nossa sociedade é racional. Não precisa ser especialista pra saber como é ineficiente usar um veiculo de centenas de quilos para carregar uma pesoa de 70 kilos.
As pessoas se acostumaram a deslocar um carro de uma tonelada para comprar cem gramas de pão!
Qual é a novidade? Nós ecologistas dizemos desde a década de 1970 que “um automóvel é uma imbecilidade de 700kg que carrega um imbecil de 70kg”.
Hoje em dia, com o sumiço do fusca e a epidemia de obesidade, precisamos alterar o ditado: “um automóvel é uma imbecilidade de 900kg que carrega um imbecil de 90kg”.
Conta outra. Esta eu conheço há trinta anos.
Minhas obs valem pra SP, pra minha realidade ..penso que cada cidade tem sua necessidade, distancia e geografia (idade da população, topografia, clima etc).
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..só concordaria em se “marginalizar o automóvel” se se existisse alternativa plena ao uso dele, no mais, é de um radicalismo que não soma, só tumultua
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Falar em se reduzir CIVILIZADA e respeitosamente seu uso ..dotando-se a cidade de melhores alternativas coletivas (ônibus, tróleibus, bonds, metrôs, trens, corredores, monotrilhos, ciclovias, estacionamentos por ex.) é uma coisa ..já se for simplesmente pra se tentar obrigar seu desuso ou PENALIZAR quem o usa, sou contra ..seria mais um abuso
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lembre-se: faz quase duas décadas que SP ganhou tempo e espaço adotando-se o rodízio ..desde então, o que se preparou como resposta pros diversos problemas? ..nada, quase nada …mais do mesmo ..projetos adiados e investimentos cancelados, alternativas não priorizadas, foi o que mais se viu
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Penso que a solução passa por melhorias em diversas frentes, inclusive na própria concepção e diferenciação de um carro urbano pra um multi-uso ..por exemplo, em se desonerando ou incentivando os menos poluidores, aqueles de combustíveis renováveis, mais COMPACTOS (de 2 lugares), com motor no assoalho (menos espaço) pra uso urbano
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..só assim, estando nós mais do que atrasados, é que acho que ganharíamos importantes pontos pra se combater os diversos desequilíbrios
Lembrando que “combustível renovável” também polui. Ok, podemos considerar o CO2 que ele emite será fixado novamente pela nova plantação de cana, mas há muitos outros poluentes (nocivos também à saúde humana e não só ao planeta) que saem de um cano de escapamento.
Aliás, carro elétrico também polui: http://blig.com.br/freeride/2009/10/01/a-poluicao-do-carro-eletrico/
Houve uma época em que comíamos comida quando encontrávamos! Era bom comer muito, pois não se sabia quando encontraria mais!
E tinhamos que andar muito para encontrar mais comida!
Caso não encontrássemos matávamos animais e comíamos (crus ou assados)! Era uma forma de obter energia para os próximos passos!
Hoje, nas cidades tem muito mais comida disponível e até perdendo por aí. Não para todos evidentemente!
Continuamos comendo comida como antigamente.
Ingerimos muito mais energia que precisamos.
Não temos que andar para encontrar comida!
Então o resultado é que o excesso de energia vai se acumulando na forma de energia química (açúcares e gorduras) nas parte menos usadas do corpo!
O carro é a nossa perna. Não precisamos andar.
A mídia é nosso cérebro!. Não precisamos pensar!
Vai um cafézinho?
“e mais ..acho que foi até o M.Jorge (hoje ministro) que em tempos de indústria automobilística chegou a dizer que NÃO EXISTE diferença de CUSTO entre o motor menos e o MAIS potente”
Até onde eu sei, o primeiro que disse isso fui eu assim que o governo Collor reduziu os impostos para os automóveis com motor 1000 cc. Na época todo mundo achou um avanço maravilhoso, que iria permitir que mais gente comprasse um carrinho, e eu disse: na prática isso vai elevar o preço do carro porcaria, depenado, sem acessórios e com motor fraco, só para garantir à indústria automobilística lucros escorchantes na venda de carros mais potentes com o mesmo custo de fabricação.
Raios, ver as pedras que eu cantei na década de 1970 (ineficiência energética dos automóveis) e no governo Collor (elitização do mercado automobilístico devida à redução diferencial de impostos) apresentadas como novidade em 2009 é dose pra mamute.
Cara, vai dormir
Pessoal, nós temos que eliminar os combustíveis fósseis da matriz energética URGENTE:
http://arthur.bio.br/2009/09/28/solucoes-radicais/as-consequencias-do-pre-sal
A questão não é só de eficiência energética. O maior problema está no modêlo de transporte adotado. Fossem os carros atuais movidos a motores elétricos que apresentam facilmente rendimentos – relação entre energia fornecida e energia útil – superiores a 98 %, ainda assim, teria de se mover a grande massa do veículo, comparativamente com a massa do objeto a ser transportado, no caso do exemplo, um individuo. Creio que o foco deveria ser dado a criação / desenvolvimento de meios de transportes coletivos.
Não acredito que um motor elétrico tenha essa eficiência toda, 90% já acho difícil, de qualquer forma ainda vai demorar um bocado para um motor elétrico ter a relação potência / peso de um motor de ciclo otto. Os carro híbridos de hj possuem motores elétricos de poucos dezenas de HP, e ainda temos o problema das baterias que fatalmente também seriam carregadas por uma fonte de energia poluente. A própria conversão direta de energia solar em elétrica é bem pouco eficiente, deve chegar hj por volta de 15%, e as células fotovoltaicas demandam muita energia para serem construidas.
Enfim, não será fácil chegar no carro ecologicamente correto.
…por estar ligado ao tema AUTOMÓVEIS
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Porque hoje é sexta-feria, UM NOVO TEMA ..e um lançamento de proposta
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A COMPENSAÇÃO pela falta de vagas de estacionamento em ESPAÇO URBANO.
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Todos conhecem, ou já ouviram falar, na criação de áreas rurais que são reservadas naturais para compensarem o estrago e o desmatamento havido em outro trecho.
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Partindo desta idéia e adaptando-a pra SP:
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-Todos sabemos que um dos maiores problemas da nossa cidade é a falta de estacionamento.
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-FORA do tamanho da frota, TODOS conhecem INÚMEROS comércios e CONDOMÍNIOS que existem sem possuírem um número adequado de vagas para estacionamento
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Partindo-se desta constatação ..não seria interessante (após se oferecer um determinado tempo pra adaptação) que os comerciantes e condomínios se consorciassem e fossem obrigados a comprar, ou construir, um certo números de vagas que atendesse às suas reais demandas e necessidades?
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por ex: para um comércio que ocupe X m2 de área se estabeleceria um “ótimo” em m2 de vagas obrigatórias pra estacionamento …se a construção dele é antiga ou precária, o comerciante ficaria obrigado a CONSTITUIR uma área equivalente dentro da cidade para compensar a sua falta, que tal?
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o mesmo valeria pra muitos condomínios que foram construídos na década de 50 e 60 que sequer possuem garagem.
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Acho que se bem sucedido …um projeto deste poderia, só com a liberação das vias públicas, ALIVIAR muito o transito desta cidade, não? …fora que aumentaria a velocidade dos transportes coletivos também
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Não somente o carro é ineficiente, qualquer motor movido a combustão, incluindo geladeiras, ar condicionados e afins, são poucos eficientes. E não tem como melhorar a eficiência de motores a combustão, e sim trocá-los por elétricos que são bem mais eficientes.
A questão não é só trocar por elétrico. Se 99,7% da energia elétrica utilizada for para mover o veículo em si, continuará ineficiente.. E onde é que você viu geladeira e ar condicionado movido a combustão? Existe geladeira a diesel??
Nassif,
Para coloborar um pouco com este tema. Este texto recebi numa news letter do governo federal que assino e chama-se Em questão.
Consumidor tem nova ferramenta para escolher carros menos poluentes
Na hora de decidir que carro comprar, agora será mais fácil optar pelo que emite menos poluentes e CO2 (dióxido de carbono). O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) colocaram à disposição do consumidor dois instrumentos que vão facilitar a opção pelo consumo consciente: a Nota Verde e o Indicador de CO2. Com os dados de marca, modelo e ano, é possível fazer consultas e comparações entre os veículos leves ano 2008. Os dados para os veículos 2009 estarão disponíveis até novembro.
O banco de dados utilizado é o da própria indústria automobilística e foi trabalhado para dar acessibilidade ao usuário. “Agora, o consumidor vai poder tomar decisões de compra que levem em conta não só os critérios de economia ou desempenho, por exemplo, mas também o que é melhor para o meio ambiente, para a saúde e para o futuro”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
A consulta lista cerca de 250 modelos e compara os níveis de emissões de CO2, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos, esses últimos responsáveis por 99% da poluição veicular. A lista, preparada pelo Ibama, obedece aos critérios da EPA, agência ambiental norte-americana, e do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, em inglês). Como os guias do IPCC 2006 consideram que o álcool tem emissão zero de CO2, não há o indicador para carros a álcool.
Nota – A Nota Verde varia de 0 a 10. Quanto maior a nota de um carro, menor a emissão de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio. Já com o indicador de CO2, o consumidor obterá informações sobre emissão de gás carbônico por quilômetro rodado pelo carro. A escala vai de 5 a 10, com uma casa decimal de precisão. Aquele que emitir menos CO2 receberá nota 10.
Além dos dois indicadores, também será possível consultar os dados de consumo por litro de combustível dos veículos das montadoras que enviarem os dados, já que o fornecimento é voluntário. As novas ferramentas estão disponíveis nos sites do MMA (www.mma.gov.br) e do Ibama (www.ibama.gov.br).
Para contribuir com a discussão: http://www.teslamotors.com. Um esportivo elétrico!
Ora, vi tanta gente aqui comemorando o pré-sal!
O que faremos com esta riqueza que encheria nossos bolsos daqui há dez anos, mantido o consumo?
Na verdade pilheriei: não creio que exploremos a grande mina de ouro negro, exatamente por conta da mudança que já se iniciou e que caminha veloz, na busca de combustíveis menos poluentes.
Nassif, Luis Carlos Porto e comentaristas:
A primeira frase do post já resume toda a situação, e nem precisaria falar mais.
As pessoas (principalmente aquelas que se ‘acostumaram’ com seus carros) não se preocupam com este problema porque a solução, sem sombra de qqer tipo de dúvida, afetaria suas vidinhas. E como estamos num mundo em que, mesmo com gente berrando com megafones e pedindo soluções urgentes, os responsáveis fazem ouvidos moucos, estas mudanças estão longe de acontecer e ’suas vidinhas’ permanecerão como estão.
Moro num lugar em que, devido a cultura passada de pai para filho, se meu vizinho tem uma casa de dois quartos, para não ficar pra trás, tenho que ter uma de três…
‘Transportando-se’ esta lógica (lógica?) para os carros, o que vcs acham que temos aqui, senão SUV’s e mais SUV’s, grandões, prateadões, rodas aro 17, pneus 2.25, dois escapamentos, motores 5.sei lá quanto, etc.?
Este povo tá preocupado com poluição, eficiência, ocupação de espaço na rua, etc, etc? Tendo a grana pra pagar, que se f. o resto. O que ele querem é esnobar.
Como disseram por aí, 1 tonelada de aço pra carregar 70kg de ‘gente’ mais 100 gramas de pão ou 2 comprimidos ou a raquete de tênis ou a toalha da natação ou… ou… conforme a situação.
Sem falar que tem alguns que saem pra caminhar na avenida, a pretexto de atividade física, saúde, lazer e outras balelas, mas o fazem de carro, de casa até a avenida…
Coitado do Amory. Tem muitos adversários, não só a industria automobilística.
E vamu andar de tróleibus (antes que o Kassab kasse os mesmos… hehehe)
É nós que tá!Moro no Japão e vejo algumas semelhanças(algumas apenas)pois aqui o transporte coletivo funciona!Mas em determinados horários o trânsito pára e o que dá para notar é um número mínimo de pessoas por carro.O tal do 900kg para transportar 90 realmente parece ser em todo lugar.Até porquê se existe como pagar a conta do combustível todo mundo acaba querendo ir de carro próprio para o trabalho…Li uma vez numa revista de moto que a média mundial de pessoas por carro na hora do rush era muito baixa e a mesma defendia mais o uso da moto.Mas só para terminar,sou a favor do transporte coletivo e em seguida a criação de ciclovias,daí outras alternativas.Carros híbridos(aqui se fabrica o mais vendido do mundo no momento,o Toyota Prius)também fica parado no trânsito e também aumenta a fila…
[...] Do blog do Luís Nassif: [...]
Nassif caro colega:
E dá-lhe falar de carro… são ineficientes ao extremo e os cicloativistas como eu falamos disso faz muito tempo.
A ocupação média de um carro é de 1,2 pessoas por carro, sendo que este ao se locomover além de pesar muito, (consumir etc e tal) ainda ocupa uma área muito grande.
Um carro ao se deslocar, ocupa uma área de no mínimo 25 a 30 m2, para que apenas 1,2 pessoas se locomovam.
E toda a área ao redor de um carro enquanto ele se locomove é perigosa e desagradável para outros seres humanos fora dos carros.
Estima-se que 1,2 milhões de pessoas morram em acidentes de carro por ano no mundo.
Em São Paulo, 62% das mortes no trânsito são de pedestres e ciclistas.
Ou seja os carros ao se locomover, são espaçosos, barulhentos, ineficientes, poluidores e ao acidentarem-se quem morre são pedestres e ciclistas.
Outro absurdo é a área ocupada por carros estacionados. É a privatização de um espaço da rua, uns 15 m2 por carro, sem benefício algum para a sociedade.
Se fosse um vendedor ambulante seria preso.
Espaço dos carros estacionados poderia e deveria ser de calçadas, parques e ciclovias.
Quando fala-se na ineficiência de carros logo aparecem as soluções “verdes” de outras fontes energéticas.
Ok, são de fato fruto de alguma evolução, mas os carros mesmo eficientes do ponto de vista energético sempre serão os assassinos nos centros urbanos que ocupam uma área muito grande para deslocar apenas 1,2 pesosas por carro certo? Sem falar quando estão parados no meio fio ocupando espaço público.
Enfim, a qualidade de vida de uma cidade é diretamente proporcional ao que ela independe de carro para a locomoção de seus cidadãos.
Estudos provam que a melhor opção de transporte individual nas cidades para distâncias de 6 a 10 km é a bicicleta.
Assim uma forma de melhorar a eficiência dos carros nas cidades seria os motoristas passarem a dividir melhor o espaço por eles ocupados e darem condições a que mais motoristas deixem seus carros em casa e virem ciclistas sem medo de morrer atropelado pelos motoristas incautos a bordo de seus veículos tão assassinos quanto ineficientes.
Aliás dividir as ruas está na lei:
Ciclistas têm direito de circular no bordo das pistas com preferência sobre outros veículos e ao ultrapassá-lo, o motorista deve diminuir a velocidade e afastar um metro e meio da bicicleta.
Carro eficiente depende do motorista consciente.
Abraços
Renata Falzoni
Abração, Renata. Apareça.