Orgulho de ser brasileiro
Por José de Abreu
LN
sempre gostei muito de Nova Iorque, mas fazia 10 anos que não vinha por motivos particulares (um grande amigo daqui morreu e fiquei com problemas com a cidade).
Voltei agora com minha mulher e um dos 5 filhos e fiquei espantado com uma mudança substancial: o Brasil é adorado aqui agora.
Estava numa loja da Apple falando em português com minha mulher e um vendedor entrou na conversa dizendo en inglês que havia entendido tudo e que queria ajudar. Perguntei como ele entendeu, se ele falava português e ele disse que não mas que de tanto ouvir nossa língua estava se acostumando e cada vez mais entendendo, embora não conseguisse falar uma palavra. Sabia que o presidente era o Lula!
Fui ver uma peça na Broadway e estavam vendendo tradução simultânea em várias línguas. Qual a primeira da lista? Português!
Fui na loja da Nike e numa das salas havia 15 pessoas, 9 eram brasileiras. Ficaram tirando fotos e o gerente veio ver do que se tratava. Expliquei e ele me convidou para um café. Durante a conversa me disse que o Brasil é hoje o maior comprador da Nike em NY, ganhando da Europa inteira que vem em 2o. lugar… Sabia o nome do presidente também.
Hoje fui ver o Blue Man Group pela 3a vez e nos letreiros coloridos antes da peça havia avisos em português também. Conheço um dos trezentos azuis e por coincidência ele estava lá. Perguntei o que houve para colocarem nossa língua que nunca tinha visto, embora com dois erros (proibido com “h” e fotografer. Ele me disse na maior: vocês são nosso maior público… E mandou: como vai “o cara”?
Turismo se faz em época de crise? Não seria a primeira coisa que uma pessoa normal cortaria? Será que teve marolinha mesmo? Ou o Lula exagerou para mais?
Estou buscando atores que falem iídiche para um filme sobre imigração da Russia Czarista para o RS em 1904. Achei que iria ligar para as pessoas e ninguém iria querer falar sobre um filme brasileiro a ser rodado no Brasil: tem quase 50 atores para se inscrever nos testes. Uma cantora americana que ficou minha amiga me disse: quem não quer passar um tempo no Brasil? Ainda que ganhando pouco?
Gostaria que outros companheiros do portal contassem suas aventuras além mar para saber se estou maluco ou é isso mesmo: o Brasil é a bola da vez.
Bom domingo para todos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

pra mostrar aos nossos brasileiros
.
http://www.youtube.com/watch?v=8IL53gsmrEs
.
…de como não se faz ..ainda mais em se sendo PROFISSIONAL e convidado
Zé, percebí esta mudança também. Acho que isso é parte do “efeito Obama”, qundo chegamos aí. O respeito aos outros…”VADE” BUSH! :/ Mas o caso é que já “saimos daquí” com a ALTO ESTIMA TOCANDO AS NUVENS, “efeito LULA TEMPERADO COM PRÉ-SAL, AO MOLHO DE “MAROLINHA”"
))
José Abreu, ainda tem brasileiro que é contra Lula e vota em Serra. Não sei o motivo.
Zé, no momento certo ficaria feliz de ver você defendendo esse Brasil, numa campanha mesmo havendo o risco de haver alguma pedrano caminho. Política não é uma coisa perfeita. Sou de Rio Grande-RS, moro em Blumenau e sei de sua identidade com minha vizinha do coração Pelotas. Esse novo Brasil já sinto no aumento de auto-estima lá mesmo no extremo-sul. Acho que Brasil é a bola da vez sim!!! Pra completar já assistiu o clipe da música Pelotas com Kleiton e Kledir,sou gaúcho rústico,papareia mas me emocionei, Pelotas também é minha casa.
mas claro, se eu fiz a locucao do dvd
Não estive fora do Brasil, mas dá para perceber que o Brasil é a “bola da vez”. Apenas não podemos deixar a bola furar nas eleições do próximo ano. Que os entreguistas do PSDB não assumam o governo para vender o Brasil, e como sempre barato. Para isso precisamos analisar com olhos críticos a imprensa, principalmente a que foi comprada no Estado de São Paulo.
O Brasil de LULA nos orgulha e o Nordeste tambem:
“Foram aplicados no Nordeste R$ 23 bilhões de 2003 a 2008, e retornaram na forma de impostos R$ 17 bilhões para as três esferas: municipal, estadual e federal. O programa custa apenas R$ 1 bilhão por ano em consumo de comida”, disse o Superintendente do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), José Sydrião Alencar. Para Sydrião, o Bolsa Família, embora muito criticado e chamado de assistencialista , não deve ser visto como política emergencial, mas como política permanente de Estado.
Oi Zé,
A minha mulher está indo aí pros EUA pela segunda vez em dois anos, a minha filha vai fazer um curso de inglês de um mês em Boston em janeiro eu vou visitar o companheiro Chávez o ano que vem.
A marolinha aqui bateu na canela e quem meteu o pé no freio se estrepou, caso da Fiat que não tinha Palio pra entregar e o Gol da Wolks passou na frente dos mais vendidos, bem feito pra aqueles italianos idiotas.
Falei esta semana com um rapaz, que ligou para a empresa one trabalho para oferecer um serviço. Ele ligava dos Estados Unidos, é estadunidense e falava um excelente português.
Quando elogiei seu sotaque ele se sentiu muito orgulhoso. Senti que o orgulho vinha da constatação de que ele fala a minha língua, o português. Senti orgulho de ser brasileira naquelo momento e de que finalmente querem curtir a minha cultura e a valorizam.
Ler esse texto do José de Abreu me dá uma felicidade imensa. Podem dizer que é provincianismo, mas tenho orgulho do Btasil de hoje. Essses pequenos “sinais” da nossa imjportância estão ficando cada vez mais evidentes. Então, inegável dizer que o presidente Lula tem sido, além de um governante eficiente, é um garoto propaganda do Brasil por causa do seu espetacular carisma pessoal. Só tenho medo de um retrocesso no ano que vem. Caso a ministra Dilma seja sucessora do presidente Lula e ele conquiste um importante fórum mundial, pra ser compatível com sua estatura, deveria ser a ONU, nosso país mergulhará defenitivamente no cenário mundial como “player político e econômico. Ao José de Abreu, louvo a coragem de escrever aqui no Nassif.
Você não está maluco, José de Abreu.
Nós apenas estamos sendo reconhecidos pelo valor que temos e que estamos aprendendo a nos dar.
Você viu os dados da PNAD 2008 ?
Estamos no caminho que merecemos…
Acabo de bater um longo papo com uma amiga que está lá em London London, há alguns anos. Ela também me relatou hoje mesmo sobre a referência que os brasileiros estão sendo lá de solidariedade, de que sabemos na pele e no DNA o que é isto. Parece que está virando gênero de primeiríssima necessidade saber cooperar e nós fazemos isto naturalmente.
Ela me disse do estranhamento que está causando certas medidas como o prefeito de Breccia, na Itália, uma cidade importante e populosa lá, a proibição de estar em público, por exemplo tomando sorvete na praça. Falamos, eu e minha amiga, de como este tipo de atitude está opostamente ao desejo das pessoas de se manifestarem e trocarem experiências.
Não é somente na construção de uma economia saudável que estamos sendo exemplo. Nosso jeito de lidar com a vida, nossa cultura mais profunda, tem sido motivo de inspiração para muita gente por aí.
Que bom. Só precisa cuidar mais da educação e da saúde de seu povo. Colocar internet banda larga via cabo de fibra ótica no país inteiro. Aumentar o número de vagas para estudantes de escolas públicas poderem estudar nas universidades brasileiras, principalmente a USP. E o resto é votar na Dilma 2010 e Lula 2014. Dá-lhe Lula, “o Cara”.
A longo prazo o plano mediatico eh NAO falar de Lula, como a longo prazo o plano mediatico era falar de FHC ate encher o saco do pais inteiro.
Lula nao retornara. Mas nao serah por c ausa disso.
Dilma vai ser boa demais.
Ola pessoal. A visao do artista eh muito diferente da nossa, cidadao comum. Eu sou imigrante, ilegal, vivo na Florida e o charme tupinikim nao eh tao benquisto por aqui. Ate por que abocanhamos os empregos (sub-empregos) deles. E essa questao de turismo em tempos de crise, pode ser a massa imigrante se fazendo presente nos locais mais famosos ( Brodway, Disney). Alem da habitual boa educacao do povo americano, nao vejo nenhuma admiracao especial ao brasileiro. Grande abraco a todos.
“Alem da habitual boa educacao do povo americano, nao vejo nenhuma admiracao especial ao brasileiro”
Todo pais que consegue dois dolares a mais que os vizinhos espalha um rumour de admiracao dos ricos ou… eh meu zói?
Eu só vou além mar pela internet. Então de imediato me lembro do maior site de cultura brasileira na Europa. Na Itália, especializado em música e em tudo que gira em torno da música brasileira: o Musibrasil, aqui http://musibrasil.net/
Li o post do José de Abreu e concordo com ele quando diz que nós brasileiros somos a bola da vez nos Estados Unidos, trabalho no setor do turismo e nunca ví nada igual em 20 anos de profissão, brasileiros sendo praticamente convidados a passar as férias, feriados e qualquer escapadinha para as famosas comprinhas. Estive nos Estados Unidos em novembro passado quando a crise estourou no mundo, em um hotel conheci um brasileiro que mora e trabalha lá, ele informou que nunca havia visto nada igual, a onda de brasileiros na Flórida naquele período era recorde em 20 anos devido a valorização do Real frente ao dólar.
Daqui 2 meses estou embarcando novamente pra lá, na contra-mão do que o mundo vive, o Brasil está com tudo mesmo. Viva nosso presidente, que deu dignidade ao povo brasileiro, abrindo fronteiras nunca antes abertas!
José de Abreu
Desconstruindo seu otimismo, só para ser chato:
- em época de crise, vendedor acaba entendendo até javanês e oferece, alem de cafezinho, balinha, uisque, suquinho, almoço…;
- tambem por causa da crise, deve ter americano disposto a fazer filme até na Somália.
O Brasil não é a bola da vez na Europa, penso que nunca foi e cada vez mais acredito que nunca será. Pobre Europa, cada vez mais provinciana e medíocre.
Ante o comentário, o codinome mais que apropriado.
Olha, Jose
Acabei de voltar de lá e o respeito que as pessoas tem hoje pelo nosso pais é muito diferente do que eu via ha anos atrás. Seu caso é extremamente semelhante ao meu. Ia sempre a NY desde 98 e deixei de ir depois do 11 de setembro e aquela paranoia toda nos aerportos que tornou ato de entrar nos estados unidos uma verdadeira tortura. Pois voltei agora, nesse fim de verão, depois de quase 11 anos e pude constatar um pais bem diferente – efeito Obama, é claro – e, sinceramente? Melhor apesar de toda a crise. Lula é totalmente reconhecido e o respeito ao Brasil, como disse antes, é bem maior. As pessoas conhecem e reconhecem nosso país. O que, em se tratando de americanos, é algo supreendente.
Tenho uma amiga na Califórnia – brasileira e casada com um estadunidense.
Ela tem comentado que o Brasil sai dia sim e outro também há alguns meses por lá em todos os jornais.
Ela se espantou ao chegar ao Brasil e não ver uma linha sobre o prêmio que Lula havia recebido da Unesco, sendo que lá foram alguns dias de cobertura a respeito.
Aqui em Barcelona, em 2004-05, a marca “BRasil” estava de moda. Chinelos, roupas verde amararelas, com o nome Brasil se via por todas as partes. E nao foi só pelo fenômeno Ronaldinho, mas também por alguns cantores que fizeram muito sucesso nessa época.
Agora, no plano econômico, o Brasil voltou a ser notícia. Todas as semanas jornais publicam alguma coisa sobre a política ou a economia do Brasil. Talvez pelo fato de inúmeroas empresas espanholas investirem no Brasil, principal destino delas na América Latina.
É isso. E nós não conseguimos vender o Brasil e muito mais junto com o produto já totalmente aceito que é o Lula. Nossos ‘empresarios’ e politicos têm visão de minhoca, parece. A Africa do Sul vendeu bem o país usando a figura do Mandela. Não vendeu mais porque por lá, parece, não tem muita coisa para vender. Já o Brasil fica cacetando o que temos de melhor no momento que é o Lula. E sem nenhum favor.
Flávio… perfeito seu comentário
sempre pensei assim … mas nunca tinha relacionado com o caso do Mandela
Agora, bom mesmo foi a expressão “visão de minhoca” hahahaha. Excelente.
Prezado Nassif
Em um grande Jornal do Estado do Rio de Janeiro, apareceu a propaganda descrita abaixo, sem que este Grande Jornal apontasse com fatos, o por quê de sua discordância das afirmações apresentadas .Infelizmente é deste jeito colonialista e anti-republicano que as Elites abastadas Brasileiras veem o seu povo-sempre através de demonizações!.Noto-lhe que discordo plenamente com as preconceituosas afirmações emitidas e cito-lhe como exemplo de sucesso único na História , a sacrificada modernização da Sociedade Brasileira pós Getùlio Vargas ,processo de luta aguerrida continuando até hoje, apesar da profunda incompetência da governança dos últimos governos, em todos os níveis.A propósito, a melhor educação para o caráter de um povo deve necessariamente vir das atitudes de suas elites ,especialmente do seu Parlamento e do seu Poder Judiciário ao combate a todo custo da falsidade ideológica, de abusos de autoridade, crimes impunes como estes da esfera pública cometidos para o cometimento puro e simples do Peculato em todos os níveis da Estrutura Pública !.Eis aqui o “Advertsing” nacionalista do Grande Jornal :
“O … é acomodado, malandro.Não tem educação. Não sabe votar. Tem memória curta. È alienado. Aceita tudo passivamente. È fácil de manipular o … .Um povo que não reage. Não vai para a rua lutar por alguma coisa. Não tem amor ao país.O … pensa primeiro em si e depois no próximo. Não tem solidariedade. Só quer saber de futebol e carnaval. Gosta de levar vantagem em tudo e acha que para tudo tem um jeitinho. Adora uma bagunça. O …. é preguiçoso, irresponsável, manemolente, não gosta de trabalhar. Tem inveja do sucesso dos outros. Respeita a lei desde que a lei não lhe atrapalhe. Tem complexo de vira- latas. Gosta de sofrer. Ri da própria desgraça. O …não aprende. Não muda e não faz nada para mudar. Não se choca .Não se mobiliza. Não tem jeito!”
———————————————————————————–
Bolsistas dão supercalote na Capes e ninguém faz nada ?.
Vc vê Nassif como o tema da questão nacional está nos atingindo (falo aqui no blog).
esta reflexão sobre a nossa condição de ser brasileiro. do ser… do ser agregado a esta terra, que, parece, tem coisas muito especiais prá dizer acerca da universalidade de um povo e de qualquer povo.
o Brasil, dada a sua dimensão geográfica, dado o seu histórico nas imigrações do homem no mundo. diante da cultura singular cravada em cada ponto do país, expressando uma riqueza cultural que não se compara a nenhum outro país do mundo, tem mesmo muito a dizer.
nada estranho pois que, em NY, o josé encontre manifestações deste tipo… e de um tipo especial, isto é, que se alastra para o político, no sentido estrito.
eita brasilzão mesmo, viu!
e quem quiser se separa, perde.
Meu caro José de Abreu, é verdade, estamos desacostumados(?) de nos enxergar como pessoas no mundo. Aliás, nos conformava ser tratados como de segunda classe, país do melhor futebol bastava.
Não esqueço do nosso representante maior, do Itamaratí, retirando os sapatos para ser vistoriado e, bovinamente engolimos. O contentamento puril quando nos identificavam lá fora como conterrâneos do Pelé, recompunha o rabo que teimava em se por entre as pernas.
Felismente o governo Lula com muito empenho e competência está mudando a trajetória conformista e subalterna até a pouco em voga. Agora os gringos sabem ao menos quem é O Cara. Breve saberão muito mais, creio.
Abraços. Orlando
Prezado Sr. José de Abreu,
Lindo texto, gostoso de ler, eu o enviei a todos os meus amigos, obrigado.
Rogo ao Grande Deus que continue a abençoar o senhor e sua família.
Por essas e outras, nos sentimos mais orgulhosos.
Uipiiiiiii!
Possivelmente sobre a Colônia Philippson.Recomendo a leitura de um episódio acorrido em 1911,conhecido como “Os expropriadores da Rua da Praia”, de autêntico faroeste,envolvendo quatro russos,que acabaram perseguidos e mortos,oriundos dessa colônia.
Pois é , e, como não poderia deixar de ser, alguns brasileiros são os últimos a reparar que o país mudou. E, quando não dá para ficar diminuindo o Lula, que o mundo insiste em dar a real e enorme dimensão, apressam-se a reescrever a história, reabilitando nomes políticos que sempre envergonharam a pátria e atrasaram o Brasil. Como no conto de Veríssimo, ao descobrirem que a Casa estava torta, trataram de adequar o quadro a ela. Quando finalmente surgiu alguém para endireitar a casa, não sabem o que fazer com o quadro…
E pensar que há 8 anos artras, nossos diplomatas eram obrigados a tirar os sapatos nos aeroportos, tomavam “dura” dos americanos.
gAS
Salve a mulatada brasileira, com Zeca Baleiro cantando, e comentários de Martinho da Vila, o compositor. Ilustrações de Debret.
http://www.youtube.com/watch?v=EeaYVWwDd4w
Não vejo muito motivo de orgulho.
Parece aquele velho complexo de vira-lata, do brasileiro que fica orgulhoso em ser reconhecido “lá fora”.
Eu fico pensando naqueles que não conseguem nem sair da cidade, com suas vidas achatadas pela baixa educação, baixo salário e outras formas de exclusão.
Quero é ser respeitado como cidadão do Planeta Terra, e não como de um país exótico, que começa a aparecer no cenário político mundial.
É disso que se esta falando.
Ai, ai,…….
Suspiro!!!!!!!!!!!!!!!!
Não poderia concordar mais.
Mello, auto-estima, amor próprio, é muito importante. Para você, para o dia a dia, para ter forças de provocar a mudança, para dar algum sentido a tua existência. Não é ufanismo inconsequente, é apenas se reconhecer pelo olhar do outro, e mais, como indivíduos fazemos isso o tempo todo, nos reconhecemos no olhar das pessoas de nosso entorno.
A mesma coisa de nós como nação, como pertencentes a um grupo geograficamente definido. Não é acharmos que é o fim dos problemas, ao contrário é termos consciência deles e potência para resolvê-los.
Pô Mello, mau humorado no domingo?
Não consegui ver a Vanusa até o final. Nem consegui rir.
Mas sobre o que pede o grande José de Abreu: estou na Holanda há mais de dois meses, e pela quarta temporada nos últimos três anos e meio. É nítida a melhora da imagem do Brasil, mesmo neste curto período (nem retorno a minha primeira viagem à Paris, em 1975/76, quando me apresentaram como um argentino e quando eu disse que era brasileiro responderam: “Mais c’est la même chose!” Tive que mandar trazerem um Atlas para mostrar-lhes o que era Brasil, o que era Argentina, e dizer que meu Estado, São Paulo, é mais ou menos do tamanho da França. Foi um “Uh-lá-lá”geral….).
Ontem mesmo, numa reunião de amigos em Bolsward, norte do país, uma das presentes comentava artigo que leu esta semana num jornal holandês elogiando o Brasil e Lula. Isso está virando comum.
Mas acabo de passar 18 dias na Turquia, e qual não foi minha surpresa com o grau de conhecimento e admiração que encontrei em diversas pessoas. Começa no aeroporto, quando meus amigos vindos da União Européia têm que pagar 15 euros pelo visto de entrada e nós, brasileiros, não pagamos nada. Isso impressionou o grupo de holandeses.
Em toda parte em que me identificaram como brasileiro fui tratado com especial gentileza. O primeiro nome que mencionam é o de Roberto Carlos, o jogador que nós tanto malhamos – depois vêm os demais, Ronaldos, Kaká, etc.
Mas até aí, normal, futebol é mesmo nosso cartão de visitas. O curioso é quando começam a falar do Lula, com uma admiração impressionante: ouvi de um cidadão curdo de origem, mas morador em Konya, que a Turquia precisa aprender com o Brasil, se deseja entrar para a União Européia. Outro cidadão, em Istambul, falou-me sobre a resistência do Brasil à crise financeira, e citou o nome do presidente do Banco Central, o Meirelles! Juro que é verdade, e fiquei boquiaberto. Em toda a viagem foi assim, sem mencionar que encontrei grupos de turistas brasileiros em restaurantes, nas ruínas de Tróia e, principalmente, em Éfeso. Em portas de hotéis do Mediterrâneo vi hasteada nossa bandeira ao lado das dos países mais ricos e costumeiros.
Na Turquia não, mas aqui na Europa, deparamos em todas as vitrinas de livrarias com o Paulo Coelho. Gostemos ou não, ele é talvez o brasileiro de maior sucesso no exterior depois de Pelé. E faz questão de dizer-se brasileiro, o que marca um ponto positivo na imagem que tenho dele.
Em resumo, como disse José de Abreu, o Brasil é a bola da vez, também aqui na Holanda, nos países vizinhos que tenho visitado, e até, para minha surpresa, na encantadora e histórica Turquia.
Abreu, com todo respeito, vc não está maluco, não. Maluco tô eu. Quer ver como estou maluco! Então,veja:
Sim, claro, o Brasil é a bola da vez. Desde que descobriram nossas riquezas, somos sempre a bola da vez. Quando deixaremos de ser ingênuos e bobos. Desde que Orville Derby, um pouco ingenuamente, disse ao mundo, na Suécia, o valor de nossas riquezas ferríficas, passamos a ser a bola da vez. Manganês, mais uma bola da vez, tório, silício, césio, Farquhar e congêneres, mais uma bola da vez. Somos a eterna bola da vez. O pré-sal, agora, é a bola da vez, Paraobepa já foi a bola da vez., nossa areia monazítica já foi a bola da vez .. o que até hoje vc não aprendeu mas ainda tem tempo de aprender é que a bola da vez sempre fomos nós mas a caçapa sempre foi deles. Eternamente deles. Não seja ingênuo caro amigo, leia dois ou três artigos de Alberto Torres, Osny Duarte Pereira, Gondin da Fonseca, Martins Almeida, Eduard Bailby, que você vai saber um pouco sobre o que é a angústia de ser brasileiro no tocante a ser tão rico… e tão pobre…
Mário Siqueira, a você, meus cumprimentos pelo comentário. Enfim!!!
Nosso blog já está chegando a 7 mil sócios… mas, de uma maneira geral, os comentários são entristecedores.
Bola da vez… é a vovozinha…
Caro
MARCO AURÉLIO,
Gozado é que dos comentários
o mais entristecedor é o seu.
Marco Sênior
Os brasileiros são os consumidores da vez.
Um conhecido esteve na Alemanha e teve esta mesma impressão. Ficou impressionado com o que conheciam do Brasil e Elogiavam o Lula como um grande presidente.
Prezado Nassif
Complemento as referências ao meu comentário acima expresso . A referida propaganda nacionalista (sic) apareceu na edição dominical de um grande Jornal do Rio de Janeiro, em sua pag 15/primeiro caderno/20/09/2009.
Eh, felizmente é com z. Agora é tarde, foi com s.
Orlando
É o dinheiro dos brasileiros que é muito querido em Nova York.
Claro. E se ficou querido é porque o país ganhou dimensao econômica.
Adorei o texto do Zé de Abreu (grande ator, tenho enorme respeito por ele).
Jamais esquecerei esse fato: Cerca de 20 anos, no final dos anos 80, estava no metrô de Paris quando um estudante francês perguntou minha nacionalidade. Fiquei encabulada e não respondi, só ri. Ele isistiu, perguntou se era italiana, espanhola, portuguesa…, não resisti e falei que era brasileira… O rapaz e seus colegas começaram a cantarolar ‘ Aquarela do Brasil”,fiquei emocionada, as lágrimas vieram e bateu um orgulho danado!
Posso viver cem anos, mas não esquecerei nunca desse dia!
É sempre bom ouvir falar bem do Brasil. E isto, apesar de muitos não reconhecerem, tem acontecido com muito mais frequência.Viva o Brasil! E não é complexo de tupiniquim não, é orgulho mesmo.! Aprendi na escola.
Venho de uma região onde no começo do século passado, uma pequena comunidade russa se instalou. Até hoje têm alguns descendentes no local. A comunidade Varpa,( não sei se é distrito ou município) fica na região da Alta Paulista, mais precisamente em Tupã.Outra cidade da região que abrigou imigrantes russos é Lucélia.
Também tenho familiares de ascendência russa na região de Erechim-RS. Minha sogra, até os 7 anos, só falava o iídiche.Na metade do século passado a maioria migrou para São Paulo mas, acredito que ainda tenham parentes na região.Lembro-me de falarem muito sobre a Moldávia, Lituânia….Vortuk…Este filme, com certeza, preencherá um espaço importante na galeria dos filmes sobre imigração e se não estou enganada, não me lembro de ter visto algum filme que retrate a imigração russa.
Boa sorte,
Um amigo que mora em Colonia (Alemanha) há muitos anos me relatou que o Brasil é o país da moda – o sonho das pessoas é vir morar no Brasil….
Esse pessoal só começa a gostar das coisas do Brasil quando tem o aval dos gringos.
Na música isso é claríssimo, o que seria da Bossa Nova, da tropicália, do Tom Zé, dos Mutantes se não fosse o fato deles serem reconhecidos a admirados no exterior? Estariam esquecidos como tantos bons músicos brasileiros que não tiveram a graça de serem redescobertos por um guitarrista de banda de pós-punk inglesa estão.
É a mesma coisa com o país pelo visto, essa laia só vai começar a gostar do Brasil quando os gringos gostarem também, aí eles vão se sentir autorizados.
hehehehehehehehehe
Não duvido nada se a Academia não der o Oscar de melhor filme estrangeiro para o Brasil em março do ano que vem para o tal “Salve Geral”. Só pra fazer média.
Eita politicagem gringa, sem vergonha.
Eike Batista, o empresário mais rico do Brasil segundo a Forbes, diz que o Brasil hoje, lá fora, é o “queridinho número 1, número 2, número … 5″, e que isso se deve ao Lula.
Esta é uma prova concreta que não se consegue o respeito de outros países com subserviência.Lula está mostrando ao mundo que o Brasil merece respeito,e nosso país começa a ter o reconhecimento que merece.
Infelizmente nossa mídia golpista e subserviente ainda vive no passado e luta para que este volte.
pOR QUE SERA QUE SEMPRE APARECE POR AQUI GENTE COM ESPIRITO DE PORCO, COMO ESSE TAL DE MELLO?
E olha que aqui mesmo no Brasil ainda há a torcida (da elite podre e carcomida) “do contra”. Parece que o brasileiro simples não pode ascender, a elite fica brava. Como se o povo ameaçasse um espaço que já tem dono. Mas o caminho é sem volta. As pessoas sentem isso. Vejam o que diz Fernandinha Torres à IstoÉ:
“ISTOÉ – Já tem candidato para as eleições do ano que vem?
Fernanda – Não. Mas acho que ter (José) Serra, Dilma (Rousseff), Marina (Silva) e Ciro (Gomes) disputando significa que melhorou muito, né? Pode ser interessante uma alternância de poder. Aprendemos muito. Me lembro da época da campanha do Lula para a Presidência, muitos previam uma catástrofe, uma vergonha quando Lula fosse nos representar no Exterior. E o cara arrebentou. Fomos bem nesses últimos 16 anos. Hoje temos um denominador comum, um país.”
O excelente caráter José de Abreu escreve sobre o orgulho de ser brasileiro.Mas sua escrita tem um pano de fundo implícito. Nos entremeios diz: Sabia que o presidente era o Lula!.
Um relato que poderia ser definido assim: Tenho orgulho de ser brasileiro porque Lula é o nosso presidente.
Em 549 anos de história brasileira só Lula devolveu nosso orgulho de ser brasileiro.Ou sendo mais fiel ao texto: Nunca tivemos o orgulho de ser brasileiro.Lula foi o ÚNICO cara que nos deu esse prazer.E o resto dos contribuintes pro nosso país ser digno de orgulho, na visão do comentarista,não serviram pra nada.
Isso que eu chamo de Lulista( e não petista) injusto com mais de 500 anos e número maior ainda de personagens, que construiram este país pra nos tornarmos orgulhosos.
Lula ainda estava no saco do TATAROVÔ( ou outro ancestral) e o povo já sentia orgulho de ser brasileiro.
Aliás,muito tempo antes de Lula aparecer, eu sou um orgulhoso brasileiro.
Sejamos mais gratos a muitos personagens da história brasileira.
Lula pegou o bonde andando e com a passagem paga.
Anarquista, pq ao invés de desconstruir o texto do JA vc não constrói o seu reforçando pra todo mundo outros estadistas que contribuíram para o orgulho de ser brasileiro?? É melhor do que apenas ficar detonando a crença dos outros, né não?
Mas daí talvez pq seja o seu codinome, como naquela piada antiga: “O comunista bota fogo no circo e chama os bombeiros; o anarquista bota fogo nos bombeiros e vai pro circo”…. tá legal
Concordo plenamente !
Anarca,
Como que é isso?
“Lula ainda estava no saco do TATAROVÔ( ou outro ancestral) e o povo já sentia orgulho de ser brasileiro.”
A sério! Você acredita que haviam brasileiros aquela época?
Orgulhoso, porém com o fígado arrebentado (haja mau humor!!!).
É um dos efeitos do dólar barato. Brasileiros estão viajando aos montes para o exterior.
Caro Nassif,
moro na Europa há dois anos, antes estive uma temporada boa (4 meses) no Canadá e em NY inclusive, e lhe digo que de fato a imagem do Brasil tem melhorado e muito, e tem se tornado alvo de comentários positivos, e claro, junto com ele nosso Presidente Lula, que sabe muito bem como fazer sua imagem (ele ou seus marketeiros, nem sei mais quem faz o que!!!).
Hoje moro na Irlanda, infelizmente ao mesmo tempo que as pessoas vêem o Brasil com outra cara, ainda assistem aos Brasileiros fazendo asneiras por todos lados na Europa. Outro dia eu e minha mulher vimos um cartaz de uma festa Brasileira que prometia música tipica com banda, caipirinha e Skol, então reunimos alguns amigos (Portugueses e Espanhóis) e fomos espiar. Meu caro, nos sentiamos em “festa estranha com gente esquisita”, onde eram todos sem educação, briguentos, mal arrumados, as músicas eram da pior qualidade com dançarinas semi-nuas, o lugar era sujo e estranho, enfim, o tipo de festas que se vai uma vez na vida pra saber que não gosta e que não quer voltar. E ali mesmo comentávamos com os amigos Portugueses que aquilo não era Brasil, e eles disseram que era essa a imagem que eles tinham do nosso povo.
A má noticia é que ao longo desse tempo descobri que essa é uma imagem geral que o Europeu já tem dos Brasileiros, a parte de acharem que nossas mulheres são Putas…
Enfim, de fato a imagem que eu tenho dos Brasileiros aqui é que muito bem que estejam aqui, mas se possível passo do outro lado da rua, pois passa-se vergonha só de ve-los.
Obviamente 99% desse povo é composto por gente que não tinha nada a perder, e vieram pra ganhar em euro e ficar ilegal, estão aqui pelo dinheiro e por uma temporada, então não se importam com nada.
Pronto, agora se voltamos a falar de NY, uma metropole onde muitos dos brasileiros são turistas, ou gente que quer construir uma vida, então talvez a imagem esteja boa sim, até da nossa gente.
É mesmo uma pena sentir isso, ou ainda as vezes responder de onde vc vêem sabendo que as chances de ganhar uma careta (por puro preconceito, criado em função desse comportamento mediocre de alguns).
Assim é a vida, as pessoas deveriam se concientizar e pensar em melhorar um pouco o comportamento não paenas em casa mas também fora dela.
Deixo aqui meus comprimentos,
Pedro
Uma pena esse tipo de comentário que desqualifica o brasileiro imigrante – sim, como sustenta o Pedro F. esses desqualificados são os “ilegais”, nas palavras dele em torno de 99%. Claro que deve ter pesquisado toda a comunidade brasileira no exterior (embora nem mesmo o Itamaraty saiba exatamente quantos brasileiros residem no exterior) para chegar a essa exuberante conclusão. Claro, essa desqualificação só pode vir de alguém que está no lado oposto, ou seja, alguém honesto, probo, legalizado, que segue as regras justas, que trabalha duro, que é um verdadeiro brasileiro (tem que avisar aos portugueses que aqueles não são brasileiros de verdade, né?). Infelizmente, não importa onde estamos no mundo, podemos viver em diversos países no mundo, frequentar o multiculturalismo, mas nada muda quando o provincianismo está mesmo na cabeça das pessoas.
Mas não desistam irmãos brasileiros no exterior que estão em situação irregular porque felizmente esse provincianismo é minoria. Como brasileiro residente no Brasil eu, e milhares de outros brasileiros, reconhecemos o valor do esforço de vocês para sustentar a parte da família e da comunidade que ficou para trás. Não desistam pq o mundo está mudando para melhor!
Esse Zé, Nassif, quando entra no seu Blog mata a pau.
Prezado Nassif
Acredito que o tema da auto-estima dos cidadãos ,um tema crucial para a produtividade daqueles cidadãos envolvidos no dia-dia da construção da Sociedade Brasileira .Nunca se fizeram Países Potencias com uma população com uma baixa-estima.Entretanto faz-se mandatório apresentar-se fatos reais de sucesso coletivo e não “Dom Sebastians” salvadores da Pátria a La “Robin Wood”.Note que os fatos de sucesso a serem apresentados tem de ser vistos com os olhos da História.Por exemplo : a CSN foi o ponto de partida para o surgimento da Indústria Nacional Pesada ,apesar do Regime Político da Época.Outro exemplo marcante foi o surgimento da Indústria do Petróleo no Brasil, tanto no aspecto extrativista (até em Urucum , na Amazônia achou-se gigantescas reservas de Gás ), tanto no aspecto vital da Indústria Petroquímica, além do Projeto Radam que descobriu as Reservas de Carajás e o início da construção das grandes hidroelétricas , durante o governo militar de 1964-grandes feitos que orgulham uma Nação , apesar do preço muito alto , do ponto de vista humano .Note também a famosa advertência de um dos seus integrantes por ocasião da democratização do sistema : “Criei um monstro, Pai de todo o crime organizado no Brasil!”.Infelizmente os sucessos sociais tão alardeados pelos últimos governos pseudo-socialistas foram incompletos, em minha opinião decidadão contribuinte há 32 anos .Vejamos : O Plano Real , apesar de produzir uma estabilidade da moeda brasileira , afim de fomentar o crescimento interno, trouxe o crescimento exponencial da Dívida Interna ,através da absorção pura e simples das dívidas da “corrupção” do sistema ,sem punibilidade e com perdão fiscal- Esta é a causa do altos juros pagos pelo governo pós 1994.A auto-suficiência energética é uma propaganda (basta nos lembrarmos do apagão do FFHHCC e os presentes exorbitantes e acintosos preços subsidiados pago pelos consumidores internos ).A Privatização tornou-se um processo de “ressarcimento” dos grupos no poder.E para finalizar , considero algo inaceitável uma alta autoridade do Estado Brasileiro afirmar que o Brasil não é para principiantes ( = cidadãos honestos preocupados com a probidade pública em larga escala dos gastos públicos!) e que outras altas autoridades também precisam de 3 meses de licença (remunerada?) para fazer campanha eleitoral!.Digo-lhe que a História ainda é o grande depurador dos vícios e as virtudes dos Governos!.Penso que o Jornal o Globo poderia fazer uma série de encartes mostrando os sucessos da Sociedade Brasileira em busca de sua modernização-seria muito útil aos nossos alunos do primeiro e segundo grau –especialmente das redes públicas em todo o País.
Caro Botelho, a elite – econômica e intelectual quase toda – está em polvorosa porque estão a perder a identidade naquilo que sempre lhe foi mais sagrado: buscar se desligar do Brasil; fazer de conta que apenas por acidente aqui está. De repente descobre que lá fora alguém lhe olha com estranheza ao não reconhecer o país que tem (ainda existem poucos de Abreus por aí). Isso incomoda . Complexo de vira-lata. Os shopping centers são os últimos redutos de “segurança” desse pessoal, onde se acham “protegidos” do Brasil; da brasilidade. Claro, isso não quer dizer que todo mundo que vai lá assim pense (pelo menos eu, me garanto), mas o boom desse tipo de espaço a partir da década de 90 vem disso. São heranças dos tempos dos “officiaes de S. Mag.de q’ Deos guarde”, reais ou embusteiros se dizendo como tal, que vinham para o Brasil vencer três anos de olho na barra e seu navio, e no relógio. Na estadia valia tudo, principalmente roubar o povo e o cofre real, o Rei. Costumes não desaparecem da noite pro dia.
Salve o grande Darci que dizia: “viva o povo brasileiro”.
Com esse Post o domingo vai seguindo ainda melhor
quer dizer que na metrópole, agora, estão nos considerando bem!?!
Pelo amor de Deus, a afirmação dos nossos valores não deveria passar pelo crivo nova-iorquino, muito menos pelo número de tênis Nike que compramos!!!
Em termos gerais não concordo muito com o comentário de que o Brasil seja a bola da vez… estou morando em Madrid há 10 meses, sobre o Brasil muito pouco se fala aqui… de fato, em geral a impressão dos espanhóis (e eu diria que demais europeus, pelos menos por uns 5 ou 6 países que já pude passar um tempinho nesta temporada) sobre o Lula é positiva (mas de uma forma superficial, ninguém sabe nada, por exemplo, a respeito de suas alianças políticas com renans, sarneys, collors, etc). Mas quando se fala em Brasil a associação ainda é futebol, belas mulheres e praias, um lugar meio exótico e caliente…
Eles estão nos tratando bem, poque eles estão na merda (quebrados) e precisa do nosso dinheiro.
Quero ver quando a a economia voltar a bombar por lá, se nos seremos tratados de forma respeitosa e carinhosa, ou se seremos tratados apenas como latinos.
gAS.
e um viva e este grande imigrante nordestino, que saiu da miséria para ser o político mais popular do planeta, que colocou o Brasil em outro patamar.
Eu tenho sentido orgulho de ser brasileiro como nunca antes.
E sinto/vejo que finalmente estamos deixando de ser “um país do futuro”, para nos tornarmos uma feliz realidade presente.
Estamos nos primeiros passos, sem dúvidas. E espero que a evolução obtida (inegável) nos dois governos do Lula/PT continue com a eleição no ano vidouro de Dona Dilma.
E de preferencia com muitos deputados e senadores da base aliada, em especial do PT/PCdoB/PSB.
Que nos livremos dos sérgios guerras, dos arthures virgílios, demostenes torres, heraclitos fortes, mãos santas, mozarildos, suplícios e gente deste quilate dispensavel…
Tremo só em pensar num retorno ao atraso, ao entreguismo safado, à ladroagem alcovitada, à falta de respeito ao povo, a volta doa desesperança/desespero que tão bem caracterizaram os dois (des)governos do fhc-psdb/demos.
Brasil, sempre. Dilma 2010.
Não vejo motivo de orgulho.
Muitos brasileiros, mundo afora, não encontraram – dentro do Brasil – condições decentes e trabalham em New York, Paris , Londres ou Roma.
Muitos brasileiros viajam e fazem o trajeto turístico de compras – em Miami, ou Milão ou New York. Dentre Outros.
Os americanos são os melhores vendedores do mundo. O cara da loja estava – apenas – exercitando sua técnica de vendas. Ou seja, agradar ao freguês.
Complexo de vira latas. O vendedor, na real, faz isso com qualquer turista que entra lá na sua loja.
Brasil é conhecido em Nova Iorque desde a época de Carmem Miranda e Zé Carioca. O que chama a atenção da nota é o comentário de que na loja da Nike, das 15 pessoas presentes (pouquíssimo! é pela recessão?) 9 eram brasileiras. É nisso que dá o dólar a R$1,80. O reconhecimento não é ao Lula (que bem merece) e sim a política do Meirelles, que transformou a elite brasileira em poderosos turistas, com reais “fortes” pra gastar em tênis Nike Made in China numa loja em Nova Iorque. Qual é a lógica econômica em tudo isso? O crescimento sustentável?
Sr.Mello,o povo não tem instrução,porque essa não era a preocupação dos governos anteriores,diplomados e engomadinhos. Foi preciso que uma dupla de não universitários à pedido do povo governasse por duas vezes esse povo,para que o Brasil pudesse ser reconhecido como um país, não como uma mera republiqeta. Viva o grande Estadista Lula e su Bravo companheiro Jose de Alencar
É verdade: LULA mudou a cara do Brasil. Entretanto não precisamos mais ficar medindo nossa aceitação. Nós mesmos, ainda precisamos praticar nossa cidadania e, como falou a Ministra Dilma, sem vergonha de sermos nacionalistas; ELA disse: “[...] alguém muito culto, letrado, inventou que ser patriota é feio, é brega, indecente. Não é![...]
Então, eu digo: pratiquemos o nacionalismo, o patriotismo. Assim poderemos olhar os outros nos olhos, sem abaixarmos nossas cabeças, como fizemos outrora; isto é que faz a diferença.
Quero mais é que LULA consiga fazer um negócio bom com os aviões e que o Toffoli, não lhe dê dores de cabeça.
Qto a NY eu nunca dei muita importância.
O bom mesmo é o que se anda pensando por aqui.
Este post dá uma tese! Brasil nos quatro cantos do mundo. O Brasil formal e informal. O brasil Solidário e cooperativo. O Brasil mercado. O “Cara” do Brasil. A cara do Brasil. O Brasil exótico e mundial e por aí vai. Dá mangas para pensar…
Você não está maluco, não.
Veja a entrevista da Fernanda Torres na Isto É.
Ela diz que Lula arrebentou.
Imagino que ela quis dizer no exterior pois, aqui, o que vemos é essa imprensa golpista tentando desqualificar “o cara” o tempo todo.
Manda um link aí……
Turismo se faz em época de crise? >>> com o dólar a preço que está… com crise ou sem crise está muito barato viajar para oe exterior.
Estive em Londres e Paris em julho com os meus meninos e praticamente NADA em portugues… até russo e ucraniano eu achei, mas portugues nada….
Méritos do Lula.
Amo Nova Iorque. Espero que nunca mais se restabeleça aquela paranóia imperialista, racista e militarista de dominação e controle que foram responsáveis pelo ódio mundial aos EUA. Nova Iorque sempre foi um ponto de resistência contra aquilo. No auge da loucura, houve até ficção sobre uma provável invasão de N.Y. pelo resto dos EUA. O ataque às torres gêmeas destruiu o ambiente geral de convivência metropolitana e enfraqueceu a independência altiva da cidade, que hoje aos poucos se restabelece.
É meu caro José de Abreu,deixamos de ser conhecidos lá fora,apenas como a terra do futebol, do carnaval,das mulatas e das frutas tropicais.
Graças à mobilidade social,que conseguiu levar à Presidencia do país,um ex-metalúrgico,que hoje é respeitado e reconhecido como Estadista,em todo o mundo,agora somos conhecidos por termos vencido talvez a maior crise financeira da época moderna,e enquanto o “estrago”desta na economia mundial foi acima das piores perspectivas,o Brasil passou até sem muitas dificuldades,e agora sobressai-se,como o 1º país a sair da crise.
LN, esse Sr. Pedro F. humilhou a todos nós.
Estargou meu domingo!
Estragou!
Tenho vários amigos na Europa (Portugal e Espanha) que atestam um significativa mudança da percepção dos europeus sobre o momento que o Brasil experimenta. Mais destaques na imprensa sobre a economia, sobre as posições do Presidente nos foruns internacionais e é claro as oportunidades que o País oferece aos investidores. Vale lembrar também que além do Presidente tivemos figuras importantes como Gilberto Gil, Sérgio Vieira de Mello, a presença do Exercito no Haiti e no Timor Lests e outros que atuaram nesse processo divulgando o nome do Brasil e firmando um imagem positiva dos nossos governantes e instituições. Até o FHC contribuiu com isso, mas coitado estava sempre beijando a mão do diretor do FMI. Brincadeiras de lado, o Brasil pode, deve e será cada vez mais protagonista no mundo. Na proxima legislatura nossa Presidente lancará as bases para um salto definitivo do Brasil no cenário mundial com uma liderança centrada na busca da paz, do desenvolvimento sustentável e da harmonia entre as Nações.
Já vai longe (uns sete anos) o tempo em que a capital do Brasil era confundida com Buenos Aires.
Sabe o que me dá orgulho hoje?
Ontem fui ao supermercado aqui em Lucas do Rio Verde, Centro Norte do Mato Grosso e ohei na prateleira de produtos e vi importados do mundo inteiro ali. Vinhos que somente sonhávamos ali bem pertinho e acessíveis.
Vejam bem estou falando de uma localidade a 2.400 km de São Paulo, sabem onde é? 360 Km pra cima de Cuiabá, porta de entrada da Amazônia.
E estamos comendo produtos importados do Japão. Em 2002 se quiséssemos tínhamos que trazer das viagens que fazíamos à Cuiabá e olha lá. Tinha coisas que “só em Sum Paulo!”
Meus amigos, tínhamos em 2002 algo em torno de 22.000 habitantes, hoje temos 50.000. Sabem o que é isto? são 130% de aumento em 8 anos, mais ou menos, 12% a.a
Por que? Porque o povo luverdense acreditou no governo e investiu, buscou novas áreas, sabia que o Brasil precisaria de comida e nós produzimos isto. Com salário digno hoje cresceu o mercado e vai crescer cada vez mais. Existe demanda e gente com vontade de trabalhar.
Oi Nassif,
Agora passamos a ser respeitados lá fora porque temos um grande Estadista na Presidencia da Republica.
Um abraço,
Ana
Estou fazendo um teste, isto aí abaixo é uma imagem do José de Abreu, em código HTML.
Será aqui este código funciona aqui, ou seja, será que vira imagem?
Senão, use-o o código ao seu modo, trata-se de uma foto do personagem do José de Abreu na novela Caminho das Indias.
O código não virou imagem, segue portanto o link
http://www.almacarioca.net/wp-content/uploads/2009/04/pandit.jpg
Salve o grande Darci Ribeiro em “O Povo Brasileiro”.
A hora que o brasileiro olhar para o espelho e se orgulhar ou se identificar com o que Vê….Não tem pra ninguém!!!
Acho que entrei no sítio errado, pensei que era do blog do Luis Nassif mas cometi um engano, acho que estou no sítio de algum partido político talvez o PT ou algo parecido. Lula estadista?
Anarquista,
posso estar errado,mas não ví no texto o sentido de ter “orgulho de ser brasileiro porque o Lula é o nosso presidente”.Até concordo que o José de Abreu puxou a brasa pra sardinha do Lula,mas em um outro contexto.
O texto deixa claro que Lula fez o Brasil ser mais respeitado e reconhecido lá fora.
Também, como você ,tenho orgulho de ser brasileiro muito antes do Lula aparecer na política.
Também tenho orgulho de ser paraibano do sertão nordestino.
O Brasil começa a impor respeito lá fora porque está se tornando forte economicamente e não há como negar que o Governo Lula não está baixando a cabeça,como antes era feito,frente aos poderosos.
Infelizmente o Nordeste é desrespeitado e discriminado dentro de nosso própio país,mesmo o Presidente sendo de lá,o que prova que o respeito se dá pelo poder econômico.Será que se o Nordeste fosse como Sul e Sudeste economicamente,a coisa não seria diferente?
Gosto de seus comentários.Você, vez por outra, gosta de remar contra a maré e isso nos faz pensar no outro lado da moeda e as vezes mudar de opinião.Álias o próprio Lula já citou Raul Seixas: “Prefiro ser essa metamoforse ambulante,do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.Você se encaixa melhor naquela outra também correta: “toda unanimidade é burra.”
Segue o link solicitado da entrevista da Fernanda Torres à IstoÉ:
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2080/artigo152096-1.htm
Em NY eles não conhecem o Gilmar Dantas …
Hahahhaha!
Só acredito que mudaram o conceito sobre os brasileiros quando não exigirem mais visto para entrar nos EUA.
Todas as situações que o José de Abreu mencionou tem claro interesse financeiro por parte dos gringos.
Eles não nos amam, apenas querem o nosso dinheiro!!!
Viva o Brasil! Viva São Paulo! Viva o Cristo Redentor! Viva a Amazônia! Viva Luiz Inácio Lula da Silva!
http://www.youtube.com/watch?v=KWmj7Ls4edY
MAS JA COMEÇAM A CONHECER O DANIEL, LOGO LOGO CHEGAM EM ALGUM GILMAR . . . . .
Sera que foi isso mesmo que eu li???
Pandit se ufanando pq os brasileiros estao invadindo nyc pra comprar tenixxxx de marca…
Kiss my ass!!!!
gostei do testemunho do José de Abreu e o copiei no meu blog http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com
Escrevi na introdução “que já fazem 8 anos que um ministro do FHC se humilhou tirando os sapatos para entrar nos EUA, agindo como um colonizado.”
Tive impressao semelhante em Istambul, de onde retornei recentemente.
Como a ministra Dilma abordou na entrevista à Folha, o brasileiro recuperou a auto-estima e vai perdendo finalmente o complexo de vira-lata, perante o mundo, para alegria de Nelson Rodrigues lá nas nuvens.
A mídia seletiva é obrigada a render-se à avalanche de boas novas, mas saca em auxílio o MAS, para poder sonhar e tocar adiante a campanha de seu candidato.
Que esperneiem democráticamente em paz.
O jus sperneandis é parte da democracia.
Parabéns, Sr. José de Abreu.
Acho lisonjeiro para a comunidade – e nós comentaristas – quando um formador de opinião, ator excepcional e dono de uma biografia impecável, dá uma cancha dessas.
xxxxxx
Quero fazer algumas observações.
Um país ser “bola da vez” no imaginário dos países centrais/metrópoles (Europa Ocidental e Estados Unidos) é algo recorrente. EEUU, França, Inglaterra nunca deixam de estar na crista da onda. Embora esses países tenham economias e culturas muito consolidadas, no geral imperialistas, sempre buscam absorver coisas novas, quer seja mercados em tempos de crise, quer seja sangue novo nas artes.
O Brasil parece estar na onda, sim, mas a Índia e a China também.
Em outros momentos, ao longo das décadas, Argentina, Japão, Itália, Espanha, Grécia, Rússia, Irlanda viram suas manifestações culturais mais valorizadas. Chile, México, Peru, Turquia, Coreia, com menor impacto também. E frequentemente isso se dá em momentos econômicos felizes, de desenvolvimento econômico acima da média. Parece haver uma relação entre maior proeminência econômica e maior interesse do mundo pelas culturas diferentes. O cinema e a música passam a ser reconhecidos e consumidos internacionalmente. E os produtos exportados também…
Isso é muito bom para o maior entendimento entre os povos, embora às vezes pareça demagogia. Aumentam os fluxos turísticos, aumentam os intercâmbios científicos, maiores possibilidades de negócios. Em geral, depois de uma fase de grande exposição há um refluxo, mas também fica um rastro permanente. Eventos esportivos de grande visibilidade favorecem e são favorecidos.
[Até países de pequena população são objeto de superexposição por algum tempo. Acho que o mundo todo sabe pelo menos de alguma notícia ligada à Islândia, ainda que seja um país jovem (1944) e pequeno (300 mil habitantes.)]
No século XX, o Brasil (várias vezes acompanhado pela Argentina) muitas vezes se viu projetado internacionalmente nessa interligação economia-cultura:
No tempo do café e borracha, quando companhias de ópera se abalavam para visitar Manaus, Rio, Montevidéu, Buenos Aires. Foi o tempo do Rio de Pereira Passos, Semana da Arte Moderna.
Nos anos 30, quando o Brasil foi uma das poucas grandes economias a não entrar em depressão (assim como a Rússia na ocasião.)
Durante a fase “Aliança para o Progresso”. (Niemeyer projetando o prédio da ONU, Oswaldo Aranha fazendo o primeiro discurso. Vem dessa época a tradição de um orador brasileiro abrir assembléias específicas.)
No pós-guerra, quando as reservas acumuladas e o câmbio valorizado tornaram a América do Sul grande importadora de produtos industriais e exportadora de alimentos. (Mas também exportadora de turistas de elite para a Europa e membros do jetset…)
“Aquarela do Brasil” foi o “hino” do momento.
Especialmente no período 1950-1961, quando o Brasil tinha a maior taxa mundial de crescimento econômico: Bienal de Artes, USP, Brasília, Bossa Nova, Cinema Novo. Há uma coleção de livros bem interessante, chamada “Quando o Brasil Era Moderno”, que mostra essa fase áurea da arquitetura, música, cinema, artes plásticas.
No “boom” econômico seguinte, de 1968-1980, o Brasil foi de novo “bola da vez”, mas nesse momento muito mais no interesse econômico que cultural . Mas houve certa projeção dos esportes. E também foi quando o país ficou conhecido por sua economia continental e quase auto-suficiente, com relativamente pequena participação na corrente mundial do comércio.
“Eu te amo meu Brasil”, “90 milhões em ação”, são lindas canções, mas infelizmente ficaram ligadas a um momento triste.
O período 1981-2003 não foi dos mais alvissareiros. A economia brasileira perdeu seu dinamismo, mal e mal graças a alguns “picos” (1984-1986, 1988-1989, 1993-1996) logrou taxas de crescimento acima da média mundial. Assim, o Brasil ficou mais visto no “imaginário” mundial como exportador de imigrantes e moratórias. Décadas perdidas. Notícias ruins sempre ganham destaque na ausência das boas. O Brasil ficou conhecido pela pior concentração de renda em países com mais de 10 MM de habitantes. E pela hiperinflação.
Não tenho conhecimento a respeito, mas suspeito que em momentos de estagnação econômica também se torna relativamente mais difícil estimular a produção cultural.
xxxxxx
A turma da “ducha de água fria” tem razões para nos alertar.
Estamos saindo de um longo período em que o Brasil não tinha cartão de visitas para apresentar. Temos que ter sempre uma visão crítica, separar o ufanismo do concreto, lembrar que há muitas mazelas ainda, que alguns tiques culturais brasileiros não são compreendidos ou são mal-vistos internacionalmente.
O Brasil ainda é um país com vários ranços, ainda há muita desigualdade, muitos preconceitos, muita inércia, muita desinformação. Muitos vícios, enfim. Muitas complexidades e contradições.
Falta ainda ver a classe política empenhada na elaboração de planos de longo prazo.
A história nos recorda que há refluxos e alternância entre momentos bons e ruins. Que o câmbio está valorizado, eventualmente acima de seu ponto de equilíbrio de longo prazo. Que pelo histórico de relativo isolamento em relação ao mundo, ainda temos o que aprender quando se trata de vender a imagem (e produtos) do país.
Creio que comentários críticos ao momento, se sinceros e construtivos, sempre devem ser ouvidos (lidos) com atenção respeitosa. O que é bom, pode melhorar.
É saber reconhecer, ainda, que o excepcional momento (cerca de 30% de crescimento do PIB de 2004-2008, maior redução relativa da concentração de renda, relativamente menor impacto da crise financeira mundial), destarte ser mérito da presença de um estadista de visão e de equipes competentes, também é um tanto fruto de investimentos e decisões passadas. Tudo que se faz na história deixa alguma herança.
xxxxxx
Mas o Brasil ufanista pode ficar tranqüilo. “Esta terra ainda vai cumprir seu ideal”. Stefan Zweig e Monteiro Lobato estavam certos.
Mudanças importantes de paradigma se consolidaram. A sociedade não aceita mais um regime que não seja democrático. A estabilidade de regras políticas e econômicas se tornou um valor. A internacionalidade também.
Períodos longos, como o atual momento, sem alterações nas regras políticas, sem planos econômicos heterodoxos ou maxidesvalorizações, sem concessão a aumento da carga tributária como solução imediatista, sempre foram relativamente raros na história brasileira, mas provavelmente passarão a ser a regra para o futuro.
Há verdadeiras razões para orgulho.
E há ainda algumas cerejas para acrescentar ao bolo, mais dividido agora do que geralmente é: a esperança de que a população se politize e passe a cobrar coerência e substância da classe política; expectativa de concretização bem sucedida de planos econômicos ou de atividade exploratória (PAC, Pré-sal); “janela demográfica” (algo complexo para explorar aqui, mas que garante algum desenvolvimento inercial por cerca de 20 anos na ausência de outras condições.)
O Brasil pode, talvez finalmente, dizer que é uma democracia ocidental estável, com respeito às leis comerciais e à alternância de poder, com liberdade de imprensa, com governo desenvolvimentista, talvez com crescimento auto-sustentável, e consciente da necessidade de resgate da dívida social. Com população empenhada em estudar e empreender, e talvez mais presente politicamente. Raramente todas essas circunstâncias foram vistas juntas.
E é um país grande, muito grande. Em parte pelo expressivo aumento populacional (*), mais ou menos igual ao da Ásia nas últimas cinco décadas, mas muito maior que o dos países desenvolvidos. Em parte pelo crescimento econômico em geral mais rápido que o do resto do mundo (excetuando o período 1981-2003) e em muitos momentos mais rápido que o de países no mesmo estágio de desenvolvimento.
(*) Como exemplo: em 1950 a população do Brasil era pouco superior às de França, Inglaterra ou Itália individualmente tomadas. Hoje é aproximadamente equivalente à soma dessas três populações.
A dimensão econômica já é, portanto, muito visível. O Brasil acostumado a ser 1% do PIB mundial, ao longo dos anos 70, passará provavelmente a 2,5% nos próximos 10-15 anos. (Atualmente o Brasil é responsável por cerca de 1,5% do PIB e é entre a 8ª e 10ª economia, dependendo do câmbio.)
Tornar-se 4ª. ou 5ª. economia do mundo é quase inexorável. Alguém ainda vai cunhar o Acrônimo USBIC (United States, Brazil, India, China) para as economias continentais. (Passar, em algumas décadas, Alemanha, Japão ou Rússia pode ser questão apenas de poucas décadas, em função do baixo dinamismo populacional e econômico desses países.)
Daqui para a frente o Brasil será sempre bola da vez, às vezes mais, às vezes menos, mas cabe a nós trabalhar para que esse crescimento seja o mais breve possível e com a melhor qualidade social, política e ambiental.
(É claro que em termos de renda per capita e indicadores sociais o Brasil ainda vai estar muito distante do desenvolvimento, mas aqui estamos falando em razões para ufanismo. E a tendência é de melhoria.)
Está faltando o hino para o momento…
(Obs.: a imprensa faria um grande favor à auto-estima nacional, realimentando o círculo virtuoso atual, se começasse a dar destaque também para as coisas positivas. “Detalhes” como prêmios da Unesco para a política brasileira de inserção social, presença em fóruns econômicos mundiais e a elaboração de cadernos especiais na mídia internacional, não devem ser assim tão subestimados. )
Recentemente estive na europa e tanto em Paris como em Londres era comum ouvir alguém falando em português pelas ruas.
tive uma experiencia parecida no ano passado.
estive passeando em chicago e milwalkee, e para minha surpresa e alegria em todos os lugares onde me identifiquei como brasileiro foi uma “festa”. todos queriam saber mais sobre o brasil, sobre nossa vida, sobre o etanol, enfim, foi realmente uma grande surpresa!!!!
desde convites para almoçar juntos, com pessoas que não conhecia, até outras se oferencendo para pagar minha conta no restaurante, não podia sair com a camisa da sel. brasileira na rua, que as pessoas vinham querendo trocar com a camiseta delas…….enfim…..foi uma grande viagem, inesquecivel pelos lugares que passei……e mais ainda pela recepção que tive nos EUA.
é a hora do brasil.
agora.
__
Se o Pedro F. odeia os brasileiros que vivem na aprazível Irlanda (que merda de clima ele foi escolher!!!), imaginem o que sente pelos brasileiros que estão no Brasil…
Ninguém aqui está apagando os problemas do país porque nossa imagem melhorou no exterior; apenas estamos registrando, como fez José de Abreu, uma evolução na visão que os estrangeiros têm do Brasil. Até há pouco tempo éramos um paizeco (os privilegiados que podiam viajar ao exterior sabem disso muito bem – e concordam!). Hoje somos tratados como pessoas vindas de uma potência emergente, país que conversa com os demais de igual para igual. Mas é óbvio que falta muito, e que desejamos muito mais. Quem sabe com oito anos de Dilma, mais oito de Lula, depois oito do Ciro Gomes a gente chegue lá…
Não se isso indica uma mudança, mas recentemente estive no Irã (durante os protestos pós-eleição) e fui extremamente bem recebido quando falava que era do Brasil. Por todos os cantos (estive em Tehran, Esfahan, Shiraz, Bam, Mashad, Tabriz, e Yazd) ganhei sorrisos, abraços e descontos. Vários iranianos disseram gostar do Brasil e consideram o nosso país um amigo num mundo cheio de nações inimigas.
Voltei a morar este ano nos EUA (no Colorado) e realmente noto alguma diferença de qdo morei aqui anteriormente (2000 a 2002). O Brasil é ainda visto como um país “de potencial”, com alguns fatos expoentes pontuais e a mudança que entendo que mais despertou a atenção dos americanos (e muito mais dos europeus) foi realmente a eleição do Lula – há uma certa admiração por ele ser visto como um “cara do povo”. Percebo, porém, uma certa co-relação com a visão do Obama aqui nos EUA. Parece que o Obama é mais venerado fora dos EUA que aqui (especialmente pela questão do Health Care), assim como o Lula parece muito mais celebrado fora do Brasil.
Percebi uma certa admiração/interesse no Brasil também quando estive na Europa nos últimos dois anos, bem como na China há cerca de 2 meses atrás. É só falar que é brasileiro que há um tratamento diferenciado – todos gostam. Se bem que, pela minha experiência, este tratamento diferenciado sempre existiu e acho que hoje talvez tenha aumentado um pouco, por esta certa “exposição” que o Lula consegue criar. A maioria até já sabe que falamos Portugês e não Espanhol !!…
Mas, do ponto de vista empresarial ou político, vale o que o Gunter comentou sobre planejamento – o Brasil ainda não é considerado tão seriamente assim como a China, por exemplo, é considerada (por sinal, o que vi recentemente em Shanghai, me deixou extremamente impressionado, assim como todos americanos que lá estavam comigo), porque o Brasil não tem planejamento/ação com visão de médio/longo prazo. É um país que gera alguns frutos pontuais por esforços/talentos localizados, não por uma ação razoavelmente coordenada do país ou da sociedade. Não acredito que o mundo esteja impressionado com a “estabilidade econômica” do Brasil neste momento de crise. Os fatos de falta de ética política, corrupção bem como os problemas de violência ainda ficam muito visíveis aqui, comprometendo alguns elementos positivos que o país gera. Complementando, o Brasil ainda é muito comentado/admirado pelos fatos culturais – música, carnaval, comida… Bem, e no esporte, é claro, futebol – este é o único visto como algo contínuo, marcante – o restante, referente a esporte (talvez tirando o Volley), é fato pontual.
Enfim, acho que ainda falta muito “chão” (visão, ética, continuidade, seriedade) para nos tornarmos realmente respeitados. Tínhamos que aproveitar esta certa “boa vontade” do mundo, assim diria, para ir eliminando aos poucos os “podres” do país. Não para tentarmos ser perfeitos nem para sermos um “EUA”, pq aqui tambem tem seus “podres” complicados. O ideal seria eliminarmos ou reduzirmos bastante nossos “podres” e ainda manter o que temos de bom e que muitos reconhecem. Porém, infelizmente, tal mudança não vai ocorrer de uma hora para outra, por acaso, pela admiração que outros tem por nós, ou por um fato isolado como a eleição do Lula. É preciso um certo esforço e tempo… A oportunidade, esta continuamos tendo… Falta aproveitar…
Ah, e mais uma observação (não entenda como crítica) – a loja da Nike em NY (entendo que estava falando daquela loja “bacana”, de 4 andares) é, para mim, uma certa “fachada” – muito legal de “passear”, particulamente para estrangeiros em turismo em NY, mas decididamente não é lugar de se comprar. Acho pouco provável que a loja dê lucro, mas é importante para a Nike ter uma loja como aquela naquele lugar…
Quem está aqui nos EUA sabe que há muitas lojas com preços extremamente mais acessíveis para produtos da Nike, bem como outras marcas com produtos de melhor qualidade. Vi em várias lojas aqui em Colorado Springs, preços muitos melhores (Nike ou não). Deve haver em NY ou nas redondezas, locais com ofertas assim (não conheço tão bem NY). Dificilmente os americanos comprarão nesta loja da Nike em NY. Além disto, brasileiro tem muito mais fascínio pela Nike que os próprios americanos. Não digo que americano não ligue para a marca – também tem seu fascínio aqui, mas bem menos que no Brasil…
Olá
Os lugares que já tive a oportunidade de visitar fazem bem aos olhos, proporcionam a segurança que não temos quando pisamos no nosso solo mas se há um lugar onde as pessoas sabem ser felizes é na porção verde amarela do globo.
Nunca vi tanta vida em outros olhos, nunca vi tanta alegria por nada… nunca vi pessoas com sorriso mais puro e simples do que no nosso Brasil.
Morando em um cantinho da europa há 6 anos passo os dias me perguntando como as pessoas conseguem ser tão tristes e ver tantos problemas onde não há. Acordar cedo é um problema, ter carro e ficar no trânsito é um problema, ter transportes de qualidade também é problema… e se o dia amanhece nublado… cai o mundo.
Tenho orgulho de ser brasileira, de sorrir por nada, de ter uma lágrima sincera no canto do olho e de ser feliz com pouco.
Se em dentro de cada pessoa circulasse um pouco do calor brasileiro de ser o mundo com toda certeza seria um lugar mais humano de se viver.
tudo indica mundança mas uma mudaça provisoria que vai acbar a qual quer momento