Falta a perna exportadora
A crise econômica permitiu o aparecimento de uma grande vocação pública: o economista Nelson Barbosa, Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Do governo, é o economista com melhor visão, com foco nos pontos relevantes e nos pontos vulneráveis do modelo econômico, além da capacidade operacional demonstrada nas medidas anticíclinas do ano passado e na capacidade analítica de perceber os desdobramentos da crise.
Aqui, uma entrevista ao Estadão onde vai no centro da vulnerabilidade da atual política econômica: a questão exportadora.
Do Estadão
”Comércio externo é a saída da crise”
Nelson Barbosa: secretário de Política Econômica; secretário afirma que a palavra que entra na agenda do País agora, após a freada global, é competitividade
Adriana Fernandes e Fabio Graner, BRASÍLIA
O governo pretende atuar com medidas pontuais e objetivas para aumentar a competitividade da economia brasileira no mercado internacional e enfrentar o problema cambial. A informação é do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que avaliou que, no futuro próximo, não há risco de uma nova crise cambial no País. Competitividade, disse ele, é o nome da nova agenda na fase atual de saída da crise e retomada econômica.
A volatilidade da taxa de câmbio, afirmou, está associada ao fato de o real ser bastante sensível aos preços das commodities. O dólar, admitiu, pode cair ainda mais. Leia os principais trechos da entrevista, concedida esta semana ao Estado:
Qual é agenda econômica a partir de agora, com a saída da crise?
A competitividade externa do Brasil, que já era uma questão antes da crise. O desafio é direcionar os ganhos das atividades de commodities para toda a economia, para que isto aumente a competitividade das empresas e da mão de obra e para que se tenha crescimento para todo o País.
Há o risco de uma crise cambial logo mais a frente?
Não há risco no futuro próximo. Temos alto volume de reservas e entrada de investimentos diretos que cobre o déficit em conta corrente. O câmbio é um problema mais de desenvolvimento produtivo do que de instabilidade cambial. O desafio agora é aumentar a competitividade dos outros setores.
Os exportadores reclamam da volatilidade cambial. É um problema para o curto prazo?
Essa volatilidade está associada ao fato de o real ter a sua cotação muito sensível aos preços de commodities. Como o Brasil exporta muito commodities, quando os preços delas flutuam, o real também flutua. O governo tem tomado medidas para atenuar essa volatilidade, operando no mercado cambial de compra e venda. O governo vende dólares quando a taxa sobe muito, como foi no final do ano passado. Não neutraliza completamente, mas atenua. Quando o real se aprecia demais, como está acontecendo agora, o governo compra dólares. Essa é a maneira.
Então, não há medidas mágicas?
É um problema da estrutura da economia. As nossas receitas de exportações de commodities flutuam bastante. Há ainda o fato de que, por ser um dos países que melhor atravessou a crise, o Brasil é um candidato natural para receber investimentos. Temos dois fatores que estão fora do controle: a maior demanda mundial por nossos produtos e maior confiança no mundo na nossa economia. Isso faz com que haja o movimento de maior apreciação do real.
A queda do dólar pode se acentuar se houver um rali de aplicações de estrangeiros?
Pode. A política do governo para lidar com isso são operações no mercado de câmbio. O volume dessas operações vai depender do fluxo do mercado cambial. Em 2007, o Brasil fazendo isso acumulou US$ 80 bilhões. E teve anos em que as reservas ficaram estáveis. A mesma política às vezes dá resultados diferentes. No ano em que entrou muito dinheiro, essa política de atenuar a valorização resultou numa acumulação bem forte de reservas. Em 2008, num ano de crise, resultou numa estabilização ou ligeira queda das reservas.
Qual é o tamanho do problema cambial?
Essa é uma questão central para a evolução da economia brasileira nos próximos anos. E agora, nos próximos anos, principalmente com a descoberta do pré-sal, a questão é como vamos lidar com os efeitos dos fluxos externos sobre a estrutura produtiva. O novo Fundo Social, que está sendo criado com o marco regulatório do pré-sal, está mais capacitado para fazer essa parte externa a partir das receitas do petróleo. Na sua implementação, pode atuar como um instrumento de estabilização financeira e cambial, evitando a volatilidade excessiva, porque permite internalizar só as receitas que o Brasil precisar no momento. Não mais do que isso.
Será preciso um choque de competitividade?
Este governo não gosta de choques. Choque é outro governo. Adotamos medidas graduais. No grupo de acompanhamento da crise (GAC), temos visto nitidamente agora que a grande preocupação é a competitividade. Primeiro porque está entrando muita importação, por que a competição no mundo está mais acirrada. Segundo porque podemos perder mercado externo. O governo tem vários fóruns de competitividade, a estratégia é articulá-los. Não falo de agenda perdida ou achada. Nem falo de reformas. Isso é importante. Mas não é só isso.
É justa a reclamação dos exportadores de que o governo não deu atenção a eles na crise?
Não vejo isso. O governo teve uma atuação no mercado de dólares, o que teve benefícios para todos. A atividade de exportação é uma das preocupações estratégicas do governo.
Não está faltando maior abertura às importações para diminuir a volatilidade do câmbio?
Com essa taxa de câmbio já temos uma grande abertura para as importações, já barateia os produtos importados. Não vejo serem necessárias medidas de curto. prazo nessa direção.
Por que o Brasil saiu relativamente bem da crise?
Porque o governo brasileiro teve uma atuação decisiva para evitar o agravamento da crise no Brasil. Também teve papel crucial em garantir a rápida retomada do crescimento através de medidas expansionistas de política econômica.
O senhor apontaria alguma outra razão para a resistência do Brasil?
O Brasil vinha com um bom ciclo de crescimento antes da crise, puxado pelo investimento. Temos uma grande capacidade produtiva, o que possibilita que, após o efeito de desaceleração do crescimento, se tenha bastante capacidade produtiva ociosa para atender a retomada sem pressão inflacionária. O. Brasil hoje está bem posicionado como produtor de bens que têm alta demanda nos próximos anos. Falo principalmente da demanda da Ásia por alimentos, minérios e combustível. Isso dá ao Brasil uma janela de oportunidade em que ele vai ter altas receitas de exportação.
Mas esse modelo de exportação de baixo valor não é uma vulnerabilidade?
Temos possibilidade de receitas pela exportação desses produtos. Não aproveitá-las não seria economicamente defensável. O Brasil já teve fases com alta exportação de bens primários, que viabilizaram a industrialização do País, nos anos 40, 50 e 60. Temos recursos naturais abundantes. Isso nos dá capacidade de exportar o que o mundo hoje demanda e usar essa receita para promover o desenvolvimento tecnológico, a diversificação maior da base produtiva brasileira e investir, principalmente, em capital humano.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: crise, exportação, Nelson Barbosa

Pessoas como o Dr.Nelson Barbosa,e de centenas de bons quadros desta administração,jamais sairam da linha traçada pelo Presidente,desde o seu 1º dia de governo,e se foram capazes de vencer esta crise,sem muitos sobresaltos,o país mostra que somos capazes de crescer com sustentação,e entregar ás futuras gerações,um país melhor.
A elite a grande maioria da imprensa,estão voltados para o passado,e torcem para a volta dos seus pares,ao poder,para reconquistar o que perderam com este governo,mais as novas gerações,não mais aceitarão a volta dos desmandos que nos eram impostos,sem que tivéssemos o direito nem o espaço,para contestar.
Estamos no limiar da entrada num mundo novo política e economicamente falando,e seja que for que suceda ao atual Presidente,vai ter que governar com os olhos voltados prioritariamente para os mais carentes,como ocorre nesta administração,e qulaquer desvio deste programa,estará fadado ao fracasso,e a sociedade não ficará calada.
Ao contrário da herança maldita que o governo Lula herdou,deixaremos este país com as condições favoráveis para a chegada ao futuro,com melhor qualidade de vida,e é por isso que lutamos e chegamos aqui.
Acho que falta a perna importadora também. Falta competição. A industria não exporta porque aqui o padrão de qualidade é baixo mesmo.
É uma baita miopia achar que é só o fator financeiro e de cambio.
Tudo bem que exportar seja fundamental,numa economia de mercado,aonde ninguem pode depender apenas do consumo do seu mercado interno,porem fazer disto uma “noia” não é o caminho mais correto,a ser seguido,prova diato foi a diminuição do valor bruto das nossas exportações em 2008,quando comparadas às do ano anterior,porem a fé no consumo interno,e a desoneração dos tributos em produtos de valor agregado,não só manteve o emprego em níveis aceitáveis,e sem desvalorizar os seus valores reais,como alavancou a produção de tais ítens sinalizados.
Perdemos um pouco do mercado externo,tambem nos 3 primeiros meses de 2009,mas gradativamente estamos voltando à normalidade da balança com o exterior.
Tambem esteve( e ainda está)pouco estimulante,produzir para a exportação(com um custo maior,pela melhor qualificação do bem) mais que produzir para o mercado interno,pelo baixo preço do dólar,que não remunera totalmente ao exportador,e exige mais investimento na qualidade dos produtos a serem vendidos ao exterior,que o custo do bem a ser vendido no Brasil.
Quem teve a capacidade empreendedora,o dinamismo,e produziu para ganhar em escala,passou sem muitas dificuldades,pela crise,e agora tem mais experiencia,para enfrentar as dificuldades inerentes a qualquer negócio.
A visão do Dr.Nelson Barbosa,de que deveremos voltar nossos esforços no sentido de exportar mais,a partir de agora,não é utopia,é sim a garantia do governo federal,de dar todo o suporte possível,a quem estiver disposto a entrar nesta luta,sem esquecer do “velho e bom”mercado interno.
Os países que eram muito dependentes do mercado externo,sofreram bem mais do que os países que já tinham uma política de incentivo à produção para o consumidor interno,e que souberam aproveitar o bom momento do aumento deste consumo interno,para conciliar as suas operações.
Não precisamos sacrificar demais nossas reservas,para subsidiar as exportações(como fizeram a maioria dos antigos “tigres asiáticos”)nem aumentar preços internamente,para atender à demanda,nem perdemos nenhum parceiro comercial de pêso,apenas tivemos de aceitar(assim como estes)algumas mudanças nas relações comerciais,devido a escassêz do crédito,a feito isto,saímos fortalecidos,e como estão divulgando a quase maioria da crítica economica mundial,seremos o país a sair desta crise mais rapidamente que os demais,com todas as coordenadas macro-economicas em órdem.
Aiai…. Mais um que afirma que “a solução é exportar”. Existe uma coisa chamada “mercado interno” e ela se interessa tanto em comprar quanto o externo. Que situação de samba de criolo doido é essa em que por exemplo importamos trigo da Argentina e ao mesmo tempo EXPORTAMOS trigo para outros países? Se existe demanda para precisar importar, então porquê diabos exportar o que deveria ser vendido aqui dentro?
Luis Nassif,
No blog do José Luis Oreiro no wordpress há o post “Governo aceita passivamente a valorização do câmbio” de 31/08/2009. Nele, José Luis Oreiro, a partir de entrevista do Secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, no Valor Econômico, faz a seguinte observação:
“Na matéria do Valor o secretário pergunta se o Brasil quer ser uma China ou uma Alemanha. A pergunta se origina do fato de que enquanto a China tem câmbio depreciado e é grande exportadora de manufaturados; a Alemanha tem câmbio apreciado e é maior exportador mundial de manufaturas. Se entendi bem a colocação do Secretário ele quis dizer com o exemplo da Alemanha que o Brasil pode também ser um grande exportador de manufaturados, mesmo que o câmbio se aprecie. Se for isso, o secretário está totalmente equivocado.”
Em seguida ele vai dizer porque o Nelson Barbosa estaria errado. A justificativa dele é que para ser como a Alemanha, o Brasil precisa ser um grande investidor em tecnologia de ponta para acrescer valor nos produtos manufaturados que o país fabrica. Em outras palavras é muito mais difícil o Brasil transformar-se em uma Alemanha do que o Brasil ter o câmbio desvalorizado. Ocorre que o Nelson Barbosa não falou que o Brasil deveria ser como Alemanha. Ele falou que a opção seria ter o câmbio desvalorizado e parecer com a China ou ter o câmbio valorizado e parecer como a Alemanha. Quem imagina que o Nelson Barbosa é uma pessoa inteligente deveria também imaginar que a opção de Nelson Barbosa seria de fazer o Brasil uma China e não uma Alemanha.
No mesmo post antes da observação transcrita acima há o seguinte parágrafo que eu transcrevo na íntegra, mas em três etapas. A seguir a primeira etapa:
“Acho lamentável que a equipe econômica do Governo Lula tenha se rendido aos argumentos ortodoxos que o comportamento da taxa de câmbio é o resultado inevitável das forças de mercado. A experiência internacional mostra que é possível sim administrar o câmbio. A China que o diga.”
Infelizmente essa lição simples é aceita por poucos e não parece haver ninguém no governo lutando por ela.
Na segunda etapa, José Luis Oreiro vai estabelecer o que é necessário para administrar o câmbio:
“Mas para isso é necessário não só reduzir drasticamente a abertura da conta de capitais no Brasil; como ainda reduzir de forma significativa o déficit público para viabilizar a constituição de um “fundo de estabilização cambial” com recursos do Tesouro Nacional. Ou seja, a estabilização do câmbio pressupõe controles de capitais e aumento da poupança do setor público”.
Fica claro que o saldo na balança comercial requer superávit fiscal. É a poupança que o setor público precisa fazer para que haja excedentes que sejam exportados. A desvalorização da nossa moeda torna a nossa produção mais competitiva, mas ela só é exportada se houver excedente, pois se não houver e sendo o câmbio competitivo o suficiente a levar o setor exportador a exportar de qualquer jeito vai faltar mercadoria produzindo inflação. Assim para ter excedente é preciso ter superávit fiscal e reduzir o consumo privado. O superávit fiscal obtém-se aumentando os impostos ou reduzindo os gastos (Muito difícil, a não ser em se tratando dos gastos com juro que podem ser reduzidos, reduzindo o juro). A redução do consumo se faz aumentando os impostos, aumentando o juro e reduzindo as despesas públicas (que como foi dito é muito difícil a não ser reduzindo o juro que, no entanto, precisa ser aumentado para reduzir o consumo privado)
E, na terceira parte José Luis Oreiro encerra o parágrafo dizendo:
“Se isso não for feito a médio prazo (2-5 anos); então a combinação entre “investment grade” e o início da exploração dos recursos do pré-sal vai produzir grandes superávits tanto na conta de capitais como na conta de transações correntes do balanço de pagamentos levando a uma fortíssima apreciação da taxa de câmbio e a inexorável desindustrialização da economia brasileira. Se isso acontecer, teremos jogado fora 50 anos (1930-1980) de desenvolvimento por intermédio do processo de industrialização.”
O futuro é este. Só que a opção poderia ter sido tomada em novembro de 2008. Administrar o dólar em 2,3 era a opção pelo mercado externo. O juro estava alto e bastava o governo taxar as exportações de commodities. O crescimento viria devagar até que o paulatinamente com o impulso de exportações super favorecidas pelo câmbio apesar da depressão no comércio mundial, o Brasil teria condições de crescer a taxas elevadas em 2010.
Com a figura da reeleição, com o interesse de se manter no poder por mais tempo, esta opção pelo mercado externo foi relegada para um segundo plano e o Brasil fez a opção pelo crescimento puxado pelo mercado interno. Como FHC fez durante todo o primeiro governo dele. E todo mundo sabe no que deu: o país crescer e logo em seguida ser paralisado pelo estrangulamento do balanço de pagamento. Foi assim também com Delfim Netto com o país crescendo a taxas elevadas em 1980 e em 1981 entrando em recessão.
Com o dólar a 1,8 o máximo que conseguimos é adiar a crise, porque não se pode esperar que agora o governo faça um retorno a política de desvalorização monetária (A desvalorização tem que primeiro criar uma recessão e redução no poder de compra na população (Redução nos salários ou inflação, como em final de 2002 e início de 2003 ou no início de 1999) Tivemos a chance com o crise, mas preferimos optar pelo desenvolvimento puxado pelo mercado interno.
Agora resta fazer maquiagem. Aparecem os abutres pedindo incentivos de impostos para os exportadores. Em lugar de dar o incentivo no câmbio e aumentar os impostos para distribuir para toda a população, recolhem-se os impostos de toda a população e os entrega para os exportadores.
A minha mudança de humor em relação à opção de desenvolvimento econômico no Brasil pode ser vista junto ao post aqui no blog intitulado “Prevendo o passado” de 15/09/2009 às 09:05 nos dois comentários que eu enviei em 15/09/2009 às 21:12 e em 16/09/2009 às 18:54. No último eu faço referência ao post “O neuromagma e a intuição” de 08/02/2009 às 14:32, em especial para um meu comentário enviado em 08/02/2009 às 21:40 e no qual eu fiz uma colagem de uma série de emails em troca de correspondência no final de novembro com alguns amigos. No comentário eu depositava expectativa na retomada do crescimento econômico puxado pelo comércio exterior favorecido pelo câmbio desvalorizado. Também para o comentário enviado em 16/09/2009 às 18:54 para o post “Prevendo o passado” eu faço referência a um outro post no seu blog intitulado “Para 2010: políticas de desenvolvimento” de 06/05/2009 às 09:48 em que eu começava a duvidar da possibilidade do país crescer puxado pelo mercado externo, mantendo altos superávits na balança comercial e elevadas reservas, tendo o real valorizado tanto.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 19/09/2009
Creio que está ocorrendo um grande recuo dos defensores do livre mercado, agora os neoliberais estão ficando sem o que dizer, sem argumentos para enfrentar o constante debate que é realizado na condução da política econômica governamental.
Até quebra do Lehman Brothers ocorria justamente ao contrário, com desenvolvimentista recuando no debate econômico mesmo estando no Governo.
O aporte ao BNDES, o Novo plano Habitacional, o incentivo a compra de máquinas, equipamentos e caminhões seria indefensáveis antes da quebra do Lehman Brothers, ma a rapidez com que foram implementadas demonstram que elas estavam na gaveta.
O mesmo se pode dizer da redução do IPI , avanço dos bancos públicos e da redução do superávit primário.
Creio que também podemos dizer que ocorreu o mesmo em torno do debate da questão identidade contabil , em que até a quebra do Lehman Brothers os defendosres do livre mercado, defendiam os déficit en conta corrente eram necessários para acelerar o ritmo de crescimento do PIB em função da relativa baixa taxa de poupança interna, sendo inclusive incluidos nos relatórios de inflação do BACEN.
Logo em seguida a quebra do Lehman Brothers ocorreu um total recuo dos neoliberais nesta questão, com os membros do COPOM manisfetando em atas das reuniões e relatórios de inflação a necessidade de manter os juros da Selic elevados para evitar um aumento do déficit em conta corrente e o repasse cambil para os preços internos,