Perfil de Toffoli
Por Abelha
Conheço o Tóffoli há pelo menos uns 30 anos.
Ele ainda é jovem, tem 41 anos e estudamos no mesmo colégio (ele era bolsista graças ao tio que era padre, a família nunca pode pagar colégio particular para os filhos).
Tóffoli foi aquele garoto brilhante, inteligentíssimo, inquieto, curioso, simpático ao extremo e lindo, muito lindo. As meninas se jogavam aos pés dele e apostavam para tocar suas longas madeixas, que eram muito louras. E esta vida de conquistador de corações femininos permanece até hoje…
Fizemos a mesma faculdade, frequentei a pizzaria em que ele trabalhava como caixa, na Vila Madalena, para se manter em SP nos tempos de estudante. Vida dura teve esse rapaz. Nunca teve luxos, mas soube fazer do limão uma limonada.
Tem um caráter irretocável. Vem de uma família simples, mas muitíssimo instruída. Nesta família a importância maior foi sempre a honestidade, a grandeza de caráter, o conhecimento. Mesmo sem nunca terem sido poderosos, são respeitadíssimos aqui no interior de SP.
A família toda é engajada em projetos sociais. Numa época em que nem se falava nisso, a mãe dele arregaçava as mangas e ajudava os mais necessitados. E mesmo sendo mãe de nove rebentos.
Tóffoli é o que assumiu o irmão mais jovem, que tem síndrome de Down e se encontra na faixa dos 30 anos. O rapazinho mora com ele em Brasília e a posse dele como ministro da AGU foi dedicada a este irmão. Mesmo com tantos afazeres e podendo desfrutar das benesses de morar sozinho, fez questão de assumir este irmão.
Em todo o período em que advogou em SP, ficou muito conhecido por fazer advocacia benemérita. Engajou-se com necessitados e isto o tornou conhecido.
O “notório saber jurídico” ele possui. Não duvidem disso.
Alguém disse que ele não passou em concurso para juiz. Fica difícil competir com quem apenas estuda para concurso, tendo que trabalhar em 3 empregos: escritório, sindicato e pizzaria à noite. Concurso não mede capacidade de conhecimento: mede capacidade para passar em concurso. Apenas isso. Os muitos juízes estapafúrdios que povooam o judiciário que o digam.
Tóffoli abrilhantará nosso STF. É jovem, é inteligente, é honesto, tem uma origem humilde, é esforçado, perfeccionista e muito bem intencionado.
Parabéns Tóffoli!
Você nos enche de orgulho.
Venha logo pra cá comemorar! A cidade te espera de braços abertos, cheia de orgulho!
Comentário
Vale pelo perfil, que ninguém deu. Obviamente não serve para avaliar o quesito notório saber jurídico.
Por Rafael
O problema da escolha do Toffoli, para mim, não é somente a escolha do seu nome.
Mas, sim os nomes que irão ser preteridos, em virtude dessa escolha. Juristas do mais alto nível e que superam em muito a carreira (muito boa) do Toffoli.
E qual o fundamento da escolha ? Tão somente a amizade com o rei !
Essa á um distorção que eu acho que deveria ser mudada.
Eu, por exemplo, sou um jovem advogado e qual é a lição que eu posso tirar disso tudo ?
Se eu quiser subir muito e rapidamente, o que devo fazer ? Mestrado, doutorado, estudar no exterior ?
Não. O melhor é ingressar em um partido politico, fazer amizades e torcer para que esse partido seja vencedor em uma eleição presidencial.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: Toffoli

” Orlando Varêda disse:
17/09/2009 às 16:04
Já gostei desse cara. Basta a metade do que foi dito desse proficional ser verdade, para acreditar numa melhoria do STF.
Ao menos, contaremos com dois bons ministros, Toffoli e Joaquim Barbosa.
Orlando”
Ter comentaristas assim fica difícil participar de um debate.
Se bem que a idéia é correta.
Joaquim, o pernóstico, é dose.
Até o fim do mandato de Lula, em dezembro de 2010, o presidente ainda deverá escolher mais um ministro para substituir Eros Grau, que completa 70 anos em agosto do ano que vem e terá de se aposentar, conforme determina a Constituição.
Somente quatro ministros do STF não foram nomeados por Lula. Celso de Mello ingressou em 1989, indicado pelo então presidente José Sarney; Marco Aurélio Mello foi indicado ministro em 1990, pelo ex-presidente Fernando Collor; e Gilmar Mendes e Ellen Gracie foram nomeados por Fernando Henrique Cardoso
Apenas para ilustrar: uma corte que reúne precipuamente conhecedores do Direito, mas pouco da política e da realidade, acaba por editar súmulas como a das algemas. Juridicamente perfeita. Na prática? Sem comentários.
Ministro do Supremo precisa ter mandato, não pode ser vitalício. Precisa ser escolhido com a participação da sociedade. Precisa ter experiência, retratada em uma vida profissional bem fundada. Precisa ter estudado muito e ter disposição para continuar a … aprender. O modo como os Ministros são escolhidos no Brasil continua um arremedo da experiência americana. Os Ministros são chamados a pontificar, a dar lições aqui e ali… O Presidente Lula, em quem depositava grande esperança, governo para o qual dediquei vários artigos e opiniões, buscando covencer a uma mudança séria de paradigma na escolha dos Ministros, lamentavelmente repetiu a experiência de seus antecessores. So nos resta ao povo o papel de sempre, assistir a tudo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significa. Sem saber o que significa, somos incapazes de julgar, de prever as conseqüências de tantos anos e tantas geraçõies perdidas. Que fazer? Cumprimentemos o novo Ministro e os antigos que permanecem, pois continuamos súditos. Será que a República foi realmente proclamada? Será que saberemos concretizar nosso vago desejo de democracia? Alfredo Attié (aattiejr@uol.com.br; http://sereiaserena.blogspot.com; http://jurisprudenciagaia.blogspot.com)
A magistratura de São Paulo é a mais conservadora do País.
na prova oral, um candidato com o perfil de Toffoli não passa…
Nas provas teóricas, ali, conta muito o volume de informação bancária. Decoreba conta muito! Sabedoria jurídica, nem tanto.
O que o desconhecimento não faz o sujeito falar…
O senhor precisa conhecer mais de perto a magistratura bandeirante. Um candidato com o perfil do Min. Toffoli passava, tanto que diversos colegas dele, não só de bancos escolares, como de ideais, passaram.
Tadeu Zanoni, o que o Rafael Mello disse é a mais pura verdade.
Ainda mais na época em que ele fez que os desembargadores examinadores eram da época da ditadura e alguns ainda são.
Na entrevista ele jamais passaria.
O Peluso é que foi esperto, logo que entrou como juiz tratou de casar com uma Toledo Piza. E daí pra desembargador com certeza foi um passo. *rs
E assim são as Promoções por Merecimento dentro do MP e da Magistratura em qualquer canto do país. Requisito: ser amigo (peixinho) da Cúpula.
Portanto, vamos parar de hipocrisias?
Mantenho o que disse antes. O Rafael Mello mostrou desconhecimento e a senhora também. Não conehço os detalhes da carreira do ministro Peluso. Sei e afirmo de experiência: a) entrei na magistratura paulista em 1992; b) muitos colegas tinham bom perfil de esquerda; c) muitas experiências de vida diferentes. Foram aprovados, estão na carreira, nunca foram perseguidos. Essa coisa de dizer da época da ditadura pode ser obm para outros textos, outros sites. No caso da magistratura bandeirante é preciso que o sujeito me demonstre empiricamente o que quer dizer.
Digo e afirmo, porque conheço Toffoli desde Marília (e além de prova testemunhal tenho fotos): ele passaria no TJ/SP na entrevista sim. Bem preparado, inteligente, honesto, trabalhador e estudioso.
O que adianta notório saber jurídico, se a pessoa só faz aplicar a lei e não fazer justiça. Quem viveu da forma que esse testemunho de um colega deu, vale muito mais do que esses desmbargadores elitistas que sempre representaram as classes dominantes nesse pais tupiniquim. Mais uma vez o Lula acertou, pena que nem sempre acerta, mas até hoje desde Getúlio não aparecia uma pessoa com o cuidado que o Lula tem com o verdadeiro povo brasileiro.Pena ainda que para fazer o que tem feito, teve de ceder a camarilha destes congressistas, que só pensam neles mesmos e nas elites que os elegem a preço de ouro. O Lula deu os anéis para salvar os dedos.
Lula em 2014 outra vez, é o sonho da grande maioria dos brasileiros.Quem sabe com a notável melhoria que a educação está passando nesse governo, não vai dar mais clarividencia para que o povo eleja melhores representantes para o congresso nacional.
Lulaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa !
Como já foi dito anteriormente concurso não mede a capacidade de conhecimento, mede sim a capacidade de passar em concurso. Quem já fez concurso sabe que o que se pede é a exceção, o rodapé da página, o que quase ninguém sabe. O fato de não ter escrito livros também não o torna desmerecedor do cargo…..alguém já estudou por algum livro de algum membro do STF? Eu não conheço nenhum…A CF exige notável saber jurídico e não notório, aliás se esse fosse o critério, notório e não notável, nenhum membro do STF poderia ter sido indicado. O que se deve cobrar de um indicado é coerencia e coragem nas decisões.
O livro de Constitucional do Gilmar Mendes é péssimo, só copia o que outros famosos já disseram em outros livros.
Assim, até eu!
O pessoal tem que entender e respeitar que é uma prerrogativa do presidente da república indicar ministro para o STF.
Apenas do presidente, portanto a decisão já é política por natureza, cabendo passar pelo crivo do senado que é por natureza também decisão política, ou alguém espera aqui que os senadores possuem uma banca examinadora de juízes de direito?
Ora, vão mudar a constituição tirando essa atribuição do presidente, aí eu pergunto: quem vai indicar ministro do STF? Deus?
A indicação de Toffoli é sinal das boas mudanças, onde o saber não se adquire apenas com toneladas de dinheiro em instituições que o vendem a preço de ouro, onde jovens talentos não poderiam ir. O Gilmar Mendes esteve aqui em João Pessoa-PB, que pena não consegui nem aperta a sua mão. Espero que quando Toffoli vir possa tomar um café com ele na esquina, sou um advogado popular.
Abelha é o animal símbolo do PHS (Partido Humanista Social?). Vi hoje na propaganda política que passou na televisão.
Renato, acho que você está mesmo desinformado.
Os atuais Ministros do STF possuem diversos livros publicados. Apenas a mero título de exemplo, sem esgotar todas as obras e sem citar sequer os artigos, cito os seguintes Ministros e seus livros:
Ministro Eros Grau:
1. O Direito Posto e o Direito Pressuposto.
2. A Ordem Economica na Constituição de 1988.
3. Ensaio e Discurso sobre a Interpretação/Aplicação do Direito.
4. A Ordem Econômica na Constituição de 1988.
5. Ensaio e Discurso sobre a Interpretação/Aplicação do Direito.
Ministro Gilmar Mendes:
1. Jurisdição Constitucional
2. Curso de Direito Constitucional
3. Hermenêutica Constitucional (como tradutor do alemão para o português).
4. Positivismo Jurídico.
Ministro Carlos Ayres de Brito:
1. Interpretação e Aplicabilidade das Normas Constitucionais.
2. Comentários à Constituição Brasileira de 1988.
3. Teoria da Constituição.
Isso é um indicativo claro de “notável saber jurídico”.
Abs,
Henrique
Caro Henrique,
A não ser que vc seja daqueles alienados advogados-pavões (que vão de terno, depois de chegar do trabalho, na farmacia, no acougue, para ser chamado de doutor), vc deve saber que publicar livro na área do direito é mais fácil que tomar bala de criança. Não é indicativo de notável saber coisa nenhuma. 90% dos livros são compilações sem revisão de pares.
“Os atuais Ministros do STF possuem diversos livros publicados”
Pois eh… tanto notavel perfil de Troia, tao pouco tempo…
Endosso inteiramente as palavras do colunista. Toffoli abrilhantou com seu caráter e competência a AGU, foi um Ministro a quem os advogados públicos federais devem muito. Com certeza marcará com igual excelência de atuação o mais alto Tribunal do país.
Também concordo com o DDr. A. Attié.
Nada contra o escolhido, muito pelo contrário, digno de aplausos.
Mas como acreditar no fundamento da indepêndencia entre os poderes, se um ministro de um destes poderes tem de ser beija-mão dos poderosos dos outros? É meio incongruente se acreditar numa isenção democrática se o poder julgador e fiscalizador é “escolhido” pelo executivo e ratificado pelo legislativo.
Entendo que a maior virtude deste governo Lula, foi a autonomia que deu à polícia federal, sem influenciá-la formalmente. Foi um avanço na democracia. Acredito que signifique o começo da institucionalização de um quarto poder: o fiscalizador. Mas é evidente, que ele necessariamente terá de ser independente dos demais poderes, para justificar sua própria existência. Assim também deveria ser a composição do poder judiciário.
Caro Tristão, Se o Presidente tivesse realmente interesse em um gesto simples de grandeza, bastaria interpretar de modo diverso o artigo da Constituição que refere a escolha dos Ministros. Escrevi sobre isso, logo no início do Governo Lula e está publicado em ” A Magistratura” in Sociologia Geral e do Direito Lemos Filho, Barsalini, Vedovato e Mellim Filho (orgs.) Editora Alínea | ISBN 978-85-7516-342-9 4ª edição – julho/2009, além de outros artigos, que citei aqui no Blog: http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia.aspx?cod=76909; http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?op=true&cod=1263; http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?op=true&cod=1697. Um abraço e agradeço seu comentário. As opiniões, no blog, demonstram que há uma descrença, uma insatisfação da sociedade em relação às instituições e ao Judiciário. Será possíovel uma ação articulada para a mudança? Alfredo Attié Jr (aattiejr@uol.com.br; http://sereiaserena.blogspot.com;
http://jurisprudenciagaia.blogspot.com)
Caro Tristão, é exatamente como você bem comenta. Mais sério, talvez: não é o legislativo quem dá o aval à escolha do Presidente, mas apenas o Senado… Obrigado, Alfredo Attié
Nassif, o que eu tenho certeza nestes comentários é o notável saber em sempre “mudar a constituição”, como se fosse uma prostituta, sem desmerece-las. Tudo bem que nossa tradição é de constituições flexíveis, mas por qualquer motivo envocam este disparate em mudar a constituição, como se troca fralda de criança. Pó pará, não é por aí gente Abs.
O bom é respeita-la , compreende-la e cumpri-la. Isto já basta, para o Brasil melhorar, né Gilmar Dantas !
Diante de toda esta discussão, o conveniente para a maioria era idade minima pra assunção no STF ser de 60anos, oras bolas um cara de apenas 41 anos com a
experiência que logrou nesses 2 anos de advocacia geral da União suplanta o histórico de notável saber, os outros títulos virão com certeza nos seus vindouros subsequentes anos…..
Quanto a passar em concuros, é tempo, disciplina, dindin
pra comprar livros e pronto.
Nos cargos de juízes se fizer uma pesquisa a geneolgia
vai estar presente em quase todos estados, não sei
porque este DNA é transferido com uma sucessão
absoluta.
É verdade, já que gostam tanto de estatísticas, deviam fazer um levantamento dentro dos membros da Magistratura e do MP no âmbito federal e estadual e com certeza veríamos que a maioria deve ser: filho, sobrinho, neto, esposa, marido, cunhado, primo, (a) amante, (o) amante de desembargadores, procuradores de justiça, de políticos importantes ( deputados, senadores).
E por aí vai.
Embore eu também tenha pavor de PMDB/DEM/PSDB, deve-se reconhecer que o PT anabolizou o aparelhamento de órgãos públicos com “companheiros”, muitos dos quais sem nunca terem ocupado cargos públicos após o devido concurso.
Dizer que ser reprovado em concurso de juiz não significa nada, com base em casos isolados de concurso fraudados, é dar um tapa na cara de todos aqueles que dão suor e sangue para passar em concursos.
Na verdade, todos sabe que, no geral, os juízes mais isentos do Judiciário são aqueles que ingressam por concurso público, que não devem, portanto, favores a quem quer que seja, ou seja, os juízes de primeira instância (veja o caso do Daniel Dantas, cujo comparsa disse que no STJ e no STF dava-se um feito).
Às vezes me acho um estrangeiro no meu país, ao ver que ainda exista quem defenda tantos absurdos, como a nomeação de um companheiro, advogado e amigo pessoa do presidente, que levou bomba por duas vezes na primeira etapa de de um concurso.
O Lula, com a devida vênia dos que pensam diferente, deu um tapa na cara dos que se dedicam aos estudos, sem se importarem de fazer favores e puxar o saco de quem quer que seja.
É isso, acho que o Brasil não tem jeito mesmo, o PSDB deu de bandeja o Brasil, e o PT deu o que sobrava para os “companheiros”.
Desculpem o desabafo.
O perfil exposto por Abelha confirma a impressão que tive do novo ministro em um programa televisivo. Me pareceu sinceramente honesto em suas declarações e quando bombardeado sobre a possibilidade de sua indicação o que ficou claro era sua grande satisfação pelo cargo que tinha e a disposição de honra-lo sempre.Mesmo sem maiores informações sobre sua carreira profissional e seu conhecimento juridico passei a torcer por sua indicação, o elogioso comentario foi uma grata confirmação da impressão que tive. Carater e seriedade são muito bem vindas em qualquer instituição.Boa sorte Ministro.Concordo com a opinião do sr Alfredo a respeito da necessaria mudança para mandato com tempo estabelecido para os Ministros do STF.Saudações brasileiras.
Caro Felipe Vargas Zillig, mandato e com controle efetivo da sociedade sobre o modo de escolher. Obrigado, Alfredo Attié
Aqueles que pensam que é um “direito” do Presidente nomear ministros do STF, esquecem que a nomeação é ato complexo, ou seja, deve-se ler é um direito do Presidente com a aprovação do Senado. Trata-se de um detalhezinho bem antigo, chamado de pesos e contrapesos de Montesquieu, para harmonizar os Poderes. Assim, só se o Brasil realmente for uma República de Bananas, pode-se entender que o Lula pode nomear quem bem entender. Aliás, nos Eua, são vários os casos ou de recusas de ministros da suprema corte indicados ou a reconsideração de determinadas indicações pelo presidente da república antevendo a recursa do congressso.
Deixemos, pelo amor de Deus, dessa noção patrimonialista do Estado. O Estado está aí acima de nós, além de nós e não para satisfazer os interesses de quem, transitoriamente, ocupam funções representativas!!!
Critérios para o Supremo: Notável Saber Jurídico e Reputação Ilibada.
Do Notável Saber Jurídico
Sobre Celso Mello- “–Entendi. Entendi que você é um juiz de merda” – Saulo Ramos, o godfather de Celso Mello, a pgs 170 do livro O Código da Vida (quando CM já era do STF).
Sobre Marco A. Mello – conhecido nos meios jurídicos como “ministro do voto vencido”
Sobre Ellen Gracie – Não foi eleita para tribunal internacional por falta de competência, segundo os jornais. A notícia deve ser lida com ressalvas dada a origem. Entretanto, chama atenção ela ter se candidatado sem se afastar do STF.
Sobre Gilmar Mendes – ministro do saque rápido: dois hábeas corpus em 48 horas, e contra a súmula do próprio STF. Lei das algemas.
César Pelluzo – parecer do caso Battisti, contra jurisprudência do STF, contra tratados internacionais do Brasil, avançando sobre prerrogativas do Presidente da Republica e que foi motivo de irritação e até grosseria de seu par, Eros Grau.
Carlos A. Direito – parecer esdrúxulo sobre aborto de feto anencéfalo, onde era a favor sem ser. Ou contra sem ser.
Da reputação ilibada
Apenas estendendo à reputação o mesmo conceito de hímem elástico, é que posso entendê-la como ilibada para aqueles que, fruindo o maior salário dos servidores públicos, fazem bico dando aulas no cursinho do presidente do STF, que por sua vez não se inibe em ser contratado, sem concorrência, por entidades públicas.
Além do Fla-Flu, a oposição a Toffoli padece dos mesmos vícios dos preconceitos contra Lula: visão de classe.
Dr Alfredo Attié em seu comentário: “O Presidente Lula, em quem depositava grande esperança, governo para o qual dediquei vários artigos e opiniões, buscando covencer a uma mudança séria de paradigma na escolha dos Ministros, lamentavelmente repetiu a experiência de seus antecessores.”
Pergunto ao Dr. Attié. Esta mudança não seria na constituição? Não seria da competência do Congresso Necional?
Cara Sra. Maria José Rêgo, em boa parte depende do Congresso, como bem observa. Isso, porém, está condicionado a uma pressão da sociedade. Mas se o Presidente tivesse realmente interesse em mudar, em acenar, em um gesto simples de grandeza, bastaria interpretar de modo diverso o artigo da Constituição que refere a escolha dos Ministros. Sobre isso publiquei: ” A Magistratura” in Sociologia Geral e do Direito Lemos Filho, Barsalini, Vedovato e Mellim Filho (orgs.) Editora Alínea | ISBN 978-85-7516-342-9 4ª edição – julho/2009, além de outros artigos, que citei aqui no Blog: http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia.aspx?cod=76909; http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?op=true&cod=1263; http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?op=true&cod=1697. Agradeço seus comentários. As opiniões que li, aqui, no blog, bem demonstram que há uma insatisfação difusa da sociedade em relação às instituições e ao Judiciário. Será possíovel organizar tudo isso e gerar propostas e uma ação articulada para a mudança? Alfredo Attié Jr
Não sou da área jurídica mais acho que deveria existir uma maneira diferente de inserção de pessoas no STF, tenham certeza que todas as indicações tem apadrinhamento.Sarney(PFL),Collor(PRTB),FHC(PSDB) e Lula(PT) só muda nome e partido todos pensam as mesmas coisas
Marina Silva 2010….
Não seja ingênuos achando que algum dia o quadro vai mudar. Apadrinhamentos, corrupção, e fraudes, existem desde o início da história humana e é ignorante quem pensa que ser humano honesto vai fazer diferença na política. A política é sem dúvida , a besta do apocalipse e quem tem o seu número na testa(mente ideológica) ou na mão direita( filiação a um partido político), a esse está destinado o lago de fogo. Não sejam alienados “Errais por não conhecer as escrituras” As profecias não mentem. A sociedade está dentro do Titanic e este vai colidir com o ice berg, não tem como evitar. Sobrarão alguns, nos barcos salva vidas.
Que bom, alguém com experiência em pizzaria, será que tudo vai acabar em Pizza.
Sua opinião é irretocável, Rafael.
‘Abelha’ fez um belo depoimento sobre o Toffoli que, serei sincero, me tocou. Entretanto, não posso deixar de concordar em absoluto com você sobre o fato de que a indicação de Toffoli é fruto desta desprezível instituição denominada APADRINHAMENTO.
Marcelo Melgaço
Dispõe o art. 5º, inciso LVII, da CF/88: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”.
Isto é para o crime. O Dr. Tofolli está condenado em esfera civil, no âmbito de Ação Popular.É direito dele recorrer.
O problema é que, aos olhos do povo, (e dos contrários), o indicado teria que ser SANTO.
O homem é um Advogado, formado na mais antiga Academia do País. Prestou 2 concursos e foi reprovado…Seguiu sua vida. Ninguem diz como ele se tornou chefe da AGU, SE NELA ENTROU POR CONCURSO, OU POR CONVITE..
PODEMOS SABER?
Tá na hora de explicar esta condição, pois é atribuição do Presidente indicar para o STF UM OPERADOR DO DIREITO.
O STF não é reserva de mercado de trabalho para Juizes OU Promotores. Advogados lá também é bom ter. De preferência notáveis, não só por amizade com o rei, mas por compreensão ampla do arcabouço jurídico brasileiro, pois terá que, no cargo, aplicar a lei. Atribuição do Legislativo elaborar.
RESPEITO A LEI É BOM!
Contradizendo o blogueiro, observo que somente quem tem capacidade para passar em concurso pode ser qualificado como conhecedor do assunto (jurídico)
Eliseu, com todo respeito. Paulo Bonavides, iminente jurista brasileiro deixa claro em uma de suas obras” a reprovação em concurso público não constitui obstáculo a integrar uma corte superior” todos sabemos que as provas como são convencionadas hoje não são 100% eficazes em selecionar os melhores. A experiência cotidiana nos mostra que algumas vezes quem são selecionados são os “piores”
Qual o conhecimento jurídico do Presidente Lula para indicar um ministro para mais alta corte deste pais que é o STF. Realmente, só sendo presidente.
O Conhecimento de LULA é amplo e admirável. Sua inteligência é nata. Já disse que ele é um fenômeno, admirado e invejado no mundo dos humanos. Das raias da pobreza nordestina ele saiu e hoje se assenta ao lado dos reis da terra. Não dá para compará-lo a nenhum intelectual nojento nem a nenhum político frustrado. Ele é cativante, ninguém se igualará a ele, não tem prá ninguém, é fenômeno que orgulha o Brasil. Mais que qualquer um.
A idolatria é desprezível.
Data venia, mas Luis Nassif é o que? Jornalista? Jurista? Ou amigo do TOFFOLI, pois para o elogiar assim, só ser amigo mesmo. Para mim ele não é digno (juridicamente) de sentar naquela cadeira. Não passa mesmo de apadrinhamento. E outra, passar em concurso é ter conhecimento jurídico SIM, não me venha com essa não, que é decoreba e blablabla, ISSO É DISCURSO DE QUEM NÃO CONSEGUE PASSAR E FICA ALARDEANDO ISSO.
Desculpe-me pelo desabafo, mas não aguento isso ai de PUXA-SACO!
Se você não fosse tão casca grossa e ignorante, veria que o texto não é meu, mas de um comentarista do Blog. Não precisa se desculpar pelo desabafo. Sua grosseria é indesculpável.
com a devida venia, ‘abelha’ já deve ter degustado alguma pizza de calabresa… é o fim da picada!
Eu concordo que aprovação em concurso público não é prova de notório saber jurídico. Mas a reprovação é a prova do não conhecimento!
Está bem… isso isoladamente não pode ser considerado. Mas o que ele tem que torna o saber jurídico dele notório? Dezenas de livros publicados? é referência no assunto? Tem doutorado em prestigiada universidade?
Toffoli ainda não conseguiu provar de jeito nenhum o “notório saber jurídico”.
Já não estava mais do que na hora de se banir de uma vez por todas a escolha política para os juízes do STF? Isso é absolutamente incompatível com a democracia. Não podemos ter empregados do Executivo defendendo a Constituição e as bases institucionais do país. O STF não cumpre em nada com as aspirações de seu povo e seu país, na verdade, se tornam nocinos a eles pelo poder que possuem e a persepção política com que julgam. Consonante com isso está a grande massa de brasileiros que amam seu país e de direito ou não mas que não perderam seus princípios.