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02/09/2009 - 08:58

Das manchetes irrelevantes

Comentário

1. Por lei, salários não podem ser reduzidos. Planos de reestruturação (a não ser em empresas quebradas) propõem novos organogramas, redefine fluxos, reduções de quadros, mas jamais redução de salário.

2. Empresas de reconhecida reputação são isentas da necessidade de licitação. Sei que não é uma informação acessível à Folha, mas FGV é uma das mais conceituadas escolas de administração pública do país. Pode crer.

3. A matéria levanta outras falhas:

Chama a atenção no relatório a falta de sugestão sobre como a sociedade acompanhará os trabalhos da Casa. Se voltar a crescer o número de diretores e benefícios ocultos, não será possível saber, pois esses dados nunca aparecem de maneira clara no site do Senado.

Uma crítica absolutamente pertinente… se fizesse parte do escopo do trabalho. Essa cobrança tem que ser feita para o Senado. Ou não? Poderia listar dezenas de outros pontos não abordados no trabalho, porque não previstos no projeto.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública Tags: , ,

10 comentários para “Das manchetes irrelevantes”

  1. Rodrigo Medeiros disse:

    Será que era necessário pagar R$250.000 para a FGV fazer um estudo desses, sem licitação? Por que não se utilizou a UnB, por exemplo, em um projeto de extensão ou pesquisa? Sairia muito mais barato para os cofres públicos e provavelmente o diagnóstico seria mais democraticamente debatido.

    No ES, o Governo do Estado também contratou a FGV para fazer um estudo sobre a concessão de uma rodovia, a Rodosol. A UFES poderia ter feito esse estudo com relativa tranqüilidade. Preferiu-se, entretanto, contratar os régios serviços da FGV. Será que há mais exemplos Brasil afora? Provavelmente sim.

  2. Nassif gostaria que comenta-se que vc. comenta-se o terceiro mandato de Uribe na Colombia. Se fosse de Lula ou de Chavez a imprensa facista do Brasil(globo, veja, estadão, e a dita branda-folha, qual seria as manchetes.Terroristas mediaticos.

  3. Carioca disse:

    Nunca antes na historia desse país trocou-se seis por meia-duzia com tanto alarde.

  4. vera lucia venturini disse:

    E os jornalistas que cobrem o Senado não podem acompanhar o crescimento do número de diretores e benefícios ocultos? Os jornalistas tem divulgado tanta informação secreta (até fatos secretíssimos como grampo sem áudio) e não ficam sabendo da movimentação interna do Senado? E os senadores?Pedro Simão, Suplicy, cadê vocês para denunciar as falcatruas em tempo real?

  5. José Ribeiro Jr. disse:

    Os cursos de Jornalismo deveriam ensinar pelo menos noções básicas de Direito, para que repórteres, colunistas, apresentadores de telejornais e outros não falassem tanta besteira. Há dois dias, uma das apresentadoras do telejornal Fala Brasil perguntou à repórter que apresentava matéria sobre a condenação a 30 anos do chileno Norambuena por que não se aplicava aqui a pena que o sequestrador recebeu no Chile, de prisão perpétua. A moça não tem a menor noção do que seja “direito interno”, muito menos “soberania nacional”. Justiça seja feita, ela não é a única nesse meio em que a carência do intelecto é diretamente proporcional à exibição performática de caras e bocas.

  6. Alan Souza disse:

    Nassif, sbore o bom conceito da FGV, na área de Administração Pública nós temos sérias dúvidas. A fama que a FGV tem, entre técnicos governamentais, entre o pessoal da ESAF e da UnB que estuda e trabalha com Administração Pública, é de comer mortadela e arrotar peru. Ou, se você preferir, gritar uma montanha e parir um rato…

    Após a desastrosa gestão da SUDAM (aquela que o ACM botou a boca no trombone) foi nomeado um professor da FGV para gestor do órgão. Chegou com fama de técnico, botando banca e coisa e tal…

    Acabou respondendo a processo administrativo disciplinar e a processo criminal. Se não me engano foi demitido. E inclusive está enrolado naquele famoso processo da Roseana Sarney e do marido da Lina Vieira…

  7. Edmilson disse:

    Nassif, seus comentários são sempre brilhantes, mas esse aqui parece-me merecer uma correção: é verdade que não pode haver redução de salários para servidores efetivos, ou para comissionados mantidos em seus cargos. Mas nada impede que se decida pela extinção dos cargos comissionados desnecessários (o que levaria à automática exoneração de seus ocupantes), ou de todos os cargos comissionados, criando-se novo organograma, com cargos em comissão de atribuições redefinidas, os quais seriam providos por meio de novas nomeações. Assim, não haveria de se falar em “redução de vencimentos” para os novos nomeados, haja vista que tais cargos estariam sendo providos em primeira ocupação.
    Quanto aos cargos efetivos, pouco se pode fazer, talvez um PDV, ou então, nos termos do art. 39, §3, da CF, declarar cargos desnecessários, pondo seus ocupantes em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até aproveitamento em outro cargo (pagando um pouco menos para o sujeito ficar em casa…).
    A percepção que tenho, como servidor público, sobre essa história, é que a FGV cedeu a pressões políticas para apresentar um plano daqueles que objetivam “mudar para ficar tudo como está”…

  8. Flavio disse:

    O analfabetismo grassa no meio jornalistico. E não se culpe o STF.

  9. Bruno Cabral disse:

    “Por lei, salários não podem ser reduzidos” mas cargos comissionados podem perder a comissão.

  10. Paulo Rancor disse:

    O Estadão não perde tempo quando é pra bater no Sarney, como ressaltou nosso amigo Nassif, a licitação é dispensável quando a empresa contratada goza de idoneidade e comprovada reputação. Com certeza em um estudo de grande porte como esse sempre são deixados aspectos de lado em um primeiro momento, mas tenho certeza que no tempo certo tudo será abordado e corrigido.

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