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24/08/2009 - 17:43

O Haiti é aqui

O (…) é o boy aqui da Dinheiro Vivo. Hoje saiu para buscar um material em (…). Tinha o crachá da empresa com seu retrato, a carta da gerente, o xerox da lista de documentos que precisaria pegar.

Foi parado por uma viatura na rua, por nada, e levado à delegacia de (…). Alegaram que era parecido com um assaltante. De nada valeu mostrar os documentos. O guarda poderia ter consultado sua ficha meramente pedindo informações pelo rádio. Preferiu levá-lo detido para a delegacia.

Lá foi obrigado a ir a uma sala e tirar toda a roupa, enquanto consultavam sua ficha pelos computadores.

Nada havia contra ele. Foi liberado com um pedido de desculpas do delegado, que ele diz ser gente fina.

Acaba de chegar ao escritório humilhado. Pede para não colocar seu nome na nota. Está com muito medo. Pediu para ser liberado do trabalho amanhã, de tanto medo que sente.

Um mero pedido pelo rádio o teria poupado da humilhação e do medo.

Mas era meio pobre, meio preto.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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109 comentários para “O Haiti é aqui”

  1. Cabocla disse:

    Mouro,

    Uma história real, mas que me envergonha pelo meu silêncio…

    Moro na Vila Madalena, bem em frente à minha casa ficam dois caras, negros, cuidando de carros e quetantos…
    Sempre os mesmos, nos cumprimentam e tudo, quando chego de táxi me abrem a porta..

    Outro dia maior escândalo, vários carros policiais e os negros contra a parede, em “revista”…

    Não aguentei, fui lá – estava com os caboclinhozinhos – e falei para os policiais o que teria acontecido…

    “Nada, nada, madame, rotina…(a resposta)…
    (madame = sou branquela)
    E eu quieta, só disse que os conhecia e que não eram assaltantes..
    (Cara, e os PMs não eram brancos não…)
    E não consegui falar mais nada…
    Morro de vergonha…

    Humilhação total para eles Mouro…

    E para mim e a sociedade..
    Minha filha – 14 anitos – que como eu, se amarra em um negão (os politicamente corretos me desculpem pelo termo) falou que não casaria com um negro pelo que os filhos dela iriam sofrer de preconceito…

    Falei que não se escolhe assim, e que se meus netos fossem excluídos eu entornava o barraco…

    Ela então……
    Me perguntou porque não tinha feito isso pelos dois caras…
    Ela é moura, descendente de árabe, escura, morreu de medo e eu não a defendi corretamente….

    Vergonha Mouro, senti muita vergonha, mas não o fiz pelo medo da violência policial, que é apartidária…

    Pode???
    Não pode não…
    Que venham as cotas Mouro, as pessoas sabem MUITO bem quem é negro e quem não é nessas horas…
    Nas horas de ingresso na facul ficam cheias de nove horas…
    Hipocrisia total

  2. Abelha disse:

    Nassif

    É um caso semelhante ao do cliente que apanhou dentro do Carrefour por tentar abrir o proprio carro (um modelo EcoSport).

    Januário Alves de Santana, 39, estava no estacionamento do Carrefour de Osasco, na Grande São Paulo, dentro do seu carro, um EcoSport, cuidando de sua filha de 2 anos, enquanto sua mulher Maria dos Remédios fazia compra no supermercado. Era dia 7 deste mês.

    Então soou o alarme de uma moto que estava perto, e dois homens correram. Jesuíno saiu do carro para ver o que estava acorrendo e foi cercado por cinco segurança do supermercado que o espancaram por achar que ele estava tentando roubar a moto e o EcoSport. Jesuíno é negro.

    Apanhou tanto que perdeu dentes e quase fraturou o braço direito.

    Três PMs apareceram no local, que também não acreditaram que o carro fosse de Jesuíno. “Eles riram quando eu disse que o EcoSport era meu e disseram: ‘A sua cara não nega, negão’. Falaram que eu devia ter pelo menos três passagens pela polícia.”

    De tanto Jesuíno insistir, os policiais militares examinaram os documentos do carro e confirmaram que era mesmo dele, que então foi liberado. Os policiais encontram Maria dos Remédios ao lado carro. Ela chorava porque já tinha sido informada de que o marido levara uma surra.

    Segundo a vítima, negro não pode ter carro bom.

    O rapaz é funcionário público da USP e tb trabalha como técnico em eletrônica.

    Tem 2 empregos há 8 anos e sonho da vida dele, depois da casa própria que já tem, era ter um carro melhor.

    Agora vejam o que Jesuíno disse num programa de TV:

    “Já passei outros constrangimentos por causa desse carro. Acho que vou vendê-lo.”

    Dá pra acreditar que a vida dele ficará melhor se andar num carro velho condizente com sua cor??

    Esse país é o fim da picada e Ali Kamel vende livro dizendo que aqui não tem racismo.

    Vai te catar, Kamel!!

  3. Erica disse:

    Em SP, depois do que aconteceu no carrefour, digamos que ele teve sorte. Agora que e um absurdo e.

  4. Virginio disse:

    Olha , alguem no Blog sugeriu denuncia ao ministério público. É uma pena, mas isso no Brasil é muito complicado pra quem é pobre. O ideal seria uma denuncia formal e tudo mais, no entanto quem garantiria a segurança do denuciante contra prováveis “acidentes” que podem acontecer? A cidade é perigosa, provavelmente o denuciante mora em um bairro pobre e perigoso também, uma denuncia dessa ordem aumenta demais a chance dele ser vitíma de bala perdida , ou de algum ato violento insolúvel, dos tantos que acontecem todos os dias. Sei que existem muitos policiais honestos e que procuram agir de modo adequado, no entanto o corporativismo da instituição esconde gente da pior espécie e sem escrúpulo algum. Em todas as profissões existe o bom e o mau profissional, a diferença que apenas um mau policial pode perverter as regras e usar do arbítrio ao seu bel prazer, a única coisa que pode mudar isso é a possibilidade de punição severa. Mas sabemos que isso só acontece, quando acontece, em casos extremos, especiais, que envolvam pessoas com recursos financeiros e acesso ao sistema judicial. Casos cotidianos, como do boy, vão continuar, por que nem a corporação parece se esforçar pra diminuir isso, nem o Estado consegue garantir a vida do denuciante, a segurança dele contra um possível atentado cometido por quem detém o monopolio legítimo da força. Numa situação dessa infelizmente é mais seguro calar e deixar pra lá.

  5. Silvio Almeida disse:

    Caro Nassif,

    A semana passada o mesmo aconteceu com um funcionário da negro da USP, que como vocês bem viram na televisão e nos jornais – e até aqui neste espaço – foi torturado pela segurança do Carrefour para confessar que havia roubado…o próprio carro! Será mera coincidência? Ato isolado?

    O Haiti não é aqui, não, Nassif. Lá, dada a situação em que estão, eles sabem que o mundo é racista. Aqui, não: aqui, apesar de tudo, nós insistimos no fato de que “não somos racistas”.

    Abraços,

    Silvio.

  6. Marcos P.B. disse:

    Ainda bem que vivemos num país onde não há racismo, né ?

    Então qual é o nome disso ?

    Impressionante.

  7. Marco disse:

    “Mas era meio pobre, meio preto.’

    Não tergiversa, Nassif. O garoto foi pego pelos policiais porque era negro.

    Náo despoetisa não, Marco. Estou citando o trecho de uma letra clássica da MPB sobre o racismo.

  8. Pretto Grande disse:

    Nassif,

    Só não entendi o final: “Mas era meio pobre, meio preto”. Se o sujeito tivesse pilotando uma Kawasaki teria uma grande probabilidade de ser “totalmente” preto, levar muitos tapas e depois receber um pedido de desculpas. A insistência de correlacionar essas situações com questões econômicas só pode ser derivada da influência do guru. Um dia você se liberta.
    Forte abraço,

    BRASIL

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    21/08/2009 às 09:23
    | COMENTÁRIO (0)
    Supermercado afasta funcionários por agressão a cliente

    Agencia Estado
    Após a denúncia de agressão por racismo, revelada anteontem pelo Estado, a rede de supermercados Carrefour decidiu afastar a empresa Nacional de Segurança Ltda., que prestava serviços em algumas lojas de São Paulo. A rede também afastou o gerente da loja de Osasco, na Grande São Paulo, onde o vigia e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, foi confundido com um ladrão, suspeito de roubar seu próprio carro, e agredido pelos seguranças.

    Santana registrou boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial (DP) de Osasco. Na próxima semana, ele vai prestar depoimento no 9º DP, onde o inquérito está tramitando. Seu advogado, Dojival Vieira, vai entrar com uma ação de indenização por danos morais contra o Carrefour e contra o Estado. ?Queremos que os cinco seguranças e os três policiais sejam identificados e responsabilizados. Esses casos de racismo não podem mais acontecer num País onde a metade da população é negra ou parda.?

    Enquanto sua família fazia compras na loja, Santana, foi levado por cinco seguranças do supermercado até um quartinho, onde foi espancado por cerca de 20 minutos. ?Fui humilhado e acusado como se fosse um criminoso. Quando eu dizia que o carro era meu, eles riam e me batiam ainda mais. Pensei que fosse morrer?, conta. Os seguranças não vestiam uniformes nem usavam crachás. ?Eles eram morenos, um pouco mais claros do que eu, mas não eram brancos. Quando eu tentava me explicar, um deles disse ?se você não calar a boca, neguinho, vou acabar com você?.?

    Quando os policiais militares chegaram ao local, eles também não acreditaram que Santana fosse dono do automóvel. ?Eles riam e diziam ?sua cara não nega, negão. Você deve ter, pelo menos, três passagens pela polícia?.? Depois de insistir muito, eles foram até o automóvel, onde sua família o esperava. Após conferir documentos, os PMs foram embora. Santana espera que o caso possa servir de exemplo para outras pessoas que sofrem racismo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  9. Marcio Leandro disse:

    O garoto tem toda razão de estar com medo, no lugar dele também estaria assustado. Imagina o que passa na cabeça desse moleque, os caras tem todos os dados sobre ele, tem seu nome, seu endereço, tudo enfim!!! Alguém em sã consciencia acha que ele diria que o delegado não é gente boa??!! Policia para quem precisa!!!!!!!

  10. Silvana disse:

    Como eu costumo dizer: durante a batida policial, todos os pardos são pretos.

    Já que o rapaz estava a seu serviço quando foi detido, você poderia fazer algo mais por ele, né, Nassif? Uma orientação de como agir judicialmente já seria um bom começo.

  11. José Carlos Siqueira disse:

    Caro Nassif,

    Seu espanto é compreensível. Para quem acha que há um exagero nas ações afirmativas, que as cotas só criam novos focos de preconceito e racismo, que o problema é mais embaixo (onde?), ser pego assim de surpresa em sua própria casa deve ser mesmo muito desagradável.

    Um abraço

    José Carlos

    Sou absolutamente solidário (pela ordem) com os negros pobres, com os pobres e com os negros remediados. Se fosse um marronzinho (como os nordestinos são tratados pelos preconceituosos) o resultado teria sido o mesmo.

  12. Orlando disse:

    Acho que o titulo está equivocado.

    No tocante ao racismo, a menção ao Haiti é pejorativa. Isto é, ofende aos haitianos. Lá, no Haiti, não no Brasil, é claro, eles, são pobres. Todavia, lá no Haiti, eles, não são racistas.

    Acho que, no Brasil, ‘tá na hora de lidarmos com a questão étnica/racismo, como algo produzido e disseminado aqui – Brasil. A única forma de enfrentarmos esse problema é reconhecer o racismo brasileiro como algo real e não coisa de negros “racistas” e “nazistas” [isso segundo Demétrio Magnoli, Ali Kamel, Yvonne Maggie dentre outros] negros esses, que querem , os negros é claro, acabar com a “paz”, “harmonia” e “democracia” étnica – desde sempre – existente no Brasil.

    Ademais, o garoto não foi preso por ser pobre – todos sabemos disso – e sim, sobretudo, por ser negro. O dentista, fuzilado dentro de seu próprio carro em São Paulo, não era pobre e, mesmo assim, foi assassinado. Ele, o dentista, era apenas negro.

    Excesso de melanina essa é a razão principal do assédio policial.

    Orlando, cada vez que coloco um post sobre o tema me dá arrepios de alergia, de imaginar você entrando e implicando com cada vírgula. Não adianta que não vou ficar com pena de você. Estou com pena do meu boy, que não é um classe média estabelecida como você.

  13. Orlando disse:

    Alguém disse que a polícia é racista. Não necessariamente.

    Demétrio Magnoli, em um dos seus muitos artigos nos jornais da vida, disse que, no Brasil, as instituições – algumas não todas – é que são racistas e não os indivíduos dessa mesma sociedade. Na verdade, as instituições, no Brasil, apenas, refletem o racismo de setores de indivíduos, as chamadas comunidades, que compõe a sociedade.

    Nesse sentido, a instituição polícia, não é – necessariamente – racista. A polícia – apenas – cumpre o papel que setores da sociedade, no Brasil, espera dela.

  14. Fernanda Bertoncini disse:

    Que absurdo esse país! Que vergonha de nossa polícia! Andam soltos nas ruas traficantes, homicidas, assaltantes…mas é preso um trabalhador, em seu horário de trabalho, realizando um serviço.

    Nada mais, além de vergonha e indignação.

  15. Danilo Morais disse:

    Caro Nassif

    O Fórum Nacional da Juventude Negra (FONAJUNE), uma entidade do movimento negro brasileiro, lançou uma campanha contra o que chamam de “genocídio da juventude negra” no Brasil. Para o FONAJUNE os(as) jovens são tratados pela forças de segurança pública no Brasil como sempre “suspeitos em potencial”. Quando se trata de um jovem negro, de “suspeito em potencial” já se passa a “culpado (de qualquer coisa) por antecipação”.

    Os dados sobre o número de adolescentes e jovens negros que morrem de causas violentas, a sobre-representação da população negra jovem entre os encarcerados e casos como este que você relatou corroboram a visão do FONAJUNE.

  16. evandro condé disse:

    Eu não li todos os comentários, mas pelo que vi, inclusive no post, estão esquecendo a total prepotência das ditas autoridades policiais somada a absurda impunidade com que são agraciados. Já passei por fato semelhante lá pelos idos de 79 em Manaus, e olha que sou só um pouco marronzinho . O que mudou?

  17. Orlando disse:

    Nassif

    [ Orlando, cada vez que coloco um post sobre o tema me dá arrepios de alergia, de imaginar você entrando e implicando com cada vírgula. Não adianta que não vou ficar com pena de você. Estou com pena do meu boy, que não é um classe média estabelecida como você]

    Temas étnicos, definitivamente, não são a sua praia.

    Ao invés de negar o racismo no Brasil, faça algo pelo garoto – terapia seria legal. Tente explicar a ele, o garoto, que os policiais não fizeram aquilo por querer. Sobretudo, tente explicar , ao garoto, que, no Brasil, não existe racismo.

    Insisto, poucos, no Brasil, entendem tanto de economia/política quanto você. Em compensação, nos temas étnicos/racismo você fica devendo – e muito. Você ainda não está qualificado para fazer uma conferência ou participar de um debate sobre o assunto.

    P.S – Com vinte anos, eu, passei por situação semelhante ao garoto. Isto é, no meio de centenas de pessoas, eu fui escolhido para dar explicações – ia ao ensaio do teatro. Passei uma tarde na cadeia para averiguações. Levei anos para me recuperar.

    Se você fosse negro saberia que eles param não porque você é pobre – mas, sim, negro.

    Na verdade, da pena notar a sua indigência cultural no quesito racismo no Brasil.
    Como negro, eu quero que você tenha mais respeito pelo garoto. E, sobretudo não tente colocar panos quentes.

    Como brasileiro, quero que você pare de explorar o rapazinho. Você é um explorador do preconceito contra os negros pobres.

  18. Orlando disse:

    Nassif

    [..] Sou absolutamente solidário (pela ordem) com os negros pobres, com os pobres e com os negros remediados. Se fosse um marronzinho (como os nordestinos são tratados pelos preconceituosos) o resultado teria sido o mesmo.[..]

    Nassif o que são negros remediados? O que são marronzinhos?

    São categorias que você não reconhece, porque quer para si (não para os negros) o monopólio da vitimização.

  19. Victor Rodrigues disse:

    O blog do Sakamoto também registrou situação de preconceito parecida, com a diferença que era um negro dirigindo um EcoSport.

    http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/08/21/nao-percebeu-sua-vida-vale-cada-vez-menos/

  20. Orlando disse:

    Nassif

    [Caro Nassif,

    Seu espanto é compreensível. Para quem acha que há um exagero nas ações afirmativas, que as cotas só criam novos focos de preconceito e racismo, que o problema é mais embaixo (onde?), ser pego assim de surpresa em sua própria casa deve ser mesmo muito desagradável.

    Um abraço

    José Carlos[.]
    [Marco

    “Mas era meio pobre, meio preto.’

    Não tergiversa, Nassif. O garoto foi pego pelos policiais porque era negro.[..]

    Há outra vozes discordantes…

    Orlando, só tenho um preconceito na vida: contra chatos. Não é o seu caso.

  21. Cláudia disse:

    Por vergonha, medo ou até por orgulho as pessoas calam, mas a verdade é que esse tipo de coisa acontece com muito mais frequência do que imaginamos.

  22. Nereu disse:

    “Náo despoetisa não, Marco. Estou citando o trecho de uma letra clássica da MPB sobre o racismo.”

    Touché! :(

  23. Marko disse:

    “Brasil,
    mostra tua cara…”

  24. Marcelo Cândido disse:

    Não sou meio preto, mas sou meio pobre !

    Já recebi tratamento um tanto pior no meu local de trabalho.

    Hoje estudo para ser Bacharel em Ciência do Direito. Faltam 02 anos.

    Sonho em ser do MP, não Militar Police, mas Ministério Público.

    AÍ SEU MOÇO……. AÍ EU VOU ….. JÁ GOSTO DO DE SANCTIS !

  25. Orlando disse:

    Nassif

    [Orlando

    Nassif

    [Caro Nassif,

    Seu espanto é compreensível. Para quem acha que há um exagero nas ações afirmativas, que as cotas só criam novos focos de preconceito e racismo, que o problema é mais embaixo (onde?), ser pego assim de surpresa em sua própria casa deve ser mesmo muito desagradável.

    Um abraço

    José Carlos[.]
    [Marco

    “Mas era meio pobre, meio preto.’

    Não tergiversa, Nassif. O garoto foi pego pelos policiais porque era negro.[..]

    Há outra vozes discordantes…

    Orlando, só tenho um preconceito na vida: contra chatos. Não é o seu caso]

    Eu tenho vários. Principalmente contra aqueles que não aceitam o contraditório. Donos da verdade como você. Mesmo contra fatos [o menino e o cara do carrefour dentre muitos outros] de que desmente sua [nassif] teoria e do Ali Kamel [não existe racismo no Brasil] toda hora.

    Coisa algo ditatorial.

    Se voce fosse o blogueiro, não passaria um comentário contra seu pensamento, meu caro.

  26. Orlando disse:

    Nassif

    [...] Orlando

    Nassif

    [ Orlando, cada vez que coloco um post sobre o tema me dá arrepios de alergia, de imaginar você entrando e implicando com cada vírgula. Não adianta que não vou ficar com pena de você. Estou com pena do meu boy, que não é um classe média estabelecida como você]

    Temas étnicos, definitivamente, não são a sua praia.

    Ao invés de negar o racismo no Brasil, faça algo pelo garoto – terapia seria legal. Tente explicar a ele, o garoto, que os policiais não fizeram aquilo por querer. Sobretudo, tente explicar , ao garoto, que, no Brasil, não existe racismo.

    Insisto, poucos, no Brasil, entendem tanto de economia/política quanto você. Em compensação, nos temas étnicos/racismo você fica devendo – e muito. Você ainda não está qualificado para fazer uma conferência ou participar de um debate sobre o assunto.

    P.S – Com vinte anos, eu, passei por situação semelhante ao garoto. Isto é, no meio de centenas de pessoas, eu fui escolhido para dar explicações – ia ao ensaio do teatro. Passei uma tarde na cadeia para averiguações. Levei anos para me recuperar.

    Se você fosse negro saberia que eles param não porque você é pobre – mas, sim, negro.

    Na verdade, da pena notar a sua indigência cultural no quesito racismo no Brasil.
    Como negro, eu quero que você tenha mais respeito pelo garoto. E, sobretudo não tente colocar panos quentes.

    Como brasileiro, quero que você pare de explorar o rapazinho. Você é um explorador do preconceito contra os negros pobres. [..]

    Nassif

    Negros são negros – pobres ou não. E ao contrário do que você pensa ou quer acreditar, negros, no Brasil,são discriminados por serem negros e não, necessariamente, por serem pobres.
    Se você fosse negro você saberia. É coisa de pele e não, necessariamente, econômica.

    Você, na verdade, isto sim, usa o rapaz para para repercutir a sua teoria da pobreza e não do racismo.

  27. Simone disse:

    A letra é um primor, e é bom os quase todos pretos prestarem atenção na cor dos soldados:

    “Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
    Dando porrada na nuca de malandros pretos
    De ladrões mulatos e outros quase brancos
    Tratados como pretos
    Só pra mostrar aos outros quase pretos
    (E são quase todos pretos)
    E aos quase brancos pobres como pretos
    Como é que pretos, pobres e mulatos
    E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados”

  28. Edson disse:

    Olá, Luis Nassif comiseravel! dê solução das desgraças alheias?

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