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23/08/2009 - 08:34

Dá para confiar?

O Estadão censurou matéria de seu repórter – que saiu no Estadão Online – informando que no dia informado como da reunião entre Lina Vieira e Dilma Rousseff, a primeira estava em Natal, a segunda no Rio de Janeiro e, depois, em Porto Alegre.

Desde meados da semana os jornais sabem que Lina informou os senadores de oposição que o suposto encontro com Dilma teria ocorrido no dia 19 de dezembro. E desde sexta sabem que nesse dia Lina estava no Rio Grande do Norte e Dilma no Rio de Janeiro.

Depois de passarem duas semanas acusando Dilma de mentirosa, qual o comportamento dos jornais neste domingo:

Estadão

Responsável: RIcardo Gandour

A ex-Secretária da Receita Federal diz que foi chamada por Dilma ao gabinete da Casa Civil e recebeu pedido para “agilizar a fiscalização” nas empresas do filho do Sarney, Fernando. Para Lina, havia interesse em “encerrar” apuração,

Folha

Responsável: Otávio Frias Filho

Nenhuma linha.

O Globo

Responsável: Rodolfo Fernandes

Nos últimos dias enorme estardalhaço sugerindo que a agenda da Casa Civil tinha sido alterada para sumir com dados do dia 19. Depois de constatada que nem Dima, nem Lina estavam em Brasília naquele dia, nenhuma linha

Da Coluna do Élio Gaspari

A ministra Dilma Rousseff tem uma relação agreste com a verdade, e isso vem lhe custando o sossego, podendo custar a candidatura à Presidência da República. Nosso Guia desafiou Lina Vieira (“essa secretária”) a mostrar sua agenda para provar que se encontrara com a ministra Dilma Rousseff. A servidora estimou que o encontro pode ter ocorrido no dia 19 de dezembro passado, mas anotação na agenda, parece que ela não tem. É Lina Vieira quem precisa provar que esteve no Planalto e até agora tem o suporte da memória de sua chefe de gabinete. A repórter Leila Suwwan foi conferir a agenda da ministra no final de dezembro de 2008 e descobriu que os encontros e eventos incluídos no sítio do Palácio do Planalto estavam embaralhados, misturando dias e cerimônias.

Desapareceram os dados do dia 19 de dezembro.

Do ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva

Diz muito sobre o nível de qualidade da política brasileira e de sua cobertura jornalística o fato de um dos assuntos que mais os empolgam há semanas ser um bate-boca que envolve até o presidente da República sobre se ocorreu ou não um encontro entre ministra de Estado e secretária da Receita Federal.

Desde que Dilma Rousseff negou ter tido reunião com Lina Vieira, uma das prioridades máximas do bom jornalismo deveria ter sido apurar como são registradas as agendas de autoridades públicas no país.

Mas esse aspecto foi timidamente abordado pela Folha nas reportagens sobre o caso, que se concentraram nos ataques desferidos mutuamente pelos personagens.

Comentário

Quem mente?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Sem categoria Tags: , ,

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48 comentários para “Dá para confiar?”

  1. Marcos P.B. disse:

    Sobre o comentário de Roberto Locatelli (3/08/2009 – 14:09)

    “Essa mídia golpista é menos que lixo.”

    E eu acrescento : Lixo é reciclavel. Essa mídia golpista não.

  2. nassif:
    quem tem pouca memória, como a sra. lina, ex-primeira dama de um ministério
    do fhc, deve fugir da mentira.
    romério

  3. Milton disse:

    Seguindo o gesto do Tony !

    Compro a ZERO HORA dominical porque preciso de papel para minha cachorra fazer cocô .

  4. Luís Carlos P. Prudente disse:

    É o PIG, como sempre é o PIG a criar verdades que não se sustentam a uma simples verificação dos fatos.

  5. Juliano Santos disse:

    Nas.fotos.dos.chefes.do.Pig,.faltou.a.legenda:.
    “Procura-se..Crime:O.Assassinato.do.jornalismo”

  6. Damir Ferrere disse:

    São o que de pior pode existir em seres humanos! É muita desonestidade!
    Profissionais, deixaram de ser há muito tempo. O mais triste é ver tantos jornalistas assim vendidos, sem o menor respeito por eles mesmos.

  7. sérgio pinheiro disse:

    Por que não se instala um detector de mentiras nas audiências públicas? Claro que o aparelho não suportaria a carga mas alguma verdade sobreviveriam.

  8. Gilson Marques Evangelista disse:

    A liberdade de imprensa é uma grande balela! Hoje os grandes órgãos são empresas lucrativas como quaisquer outras, e a liberdade de imprensa, um valor que deveria ser prerrogativa dos profissionais que nela militam, pertencem aos citados órgãos, que se movem de acordo com os seus interesses, e os dos poderosos de plantão.

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