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Arquivo de agosto 23rd, 2009

23/08/2009 - 22:14

Trivial de um encontro histórico

Do Portal Luís Nassif

Roberto CArlos Silvio Caldas Dorival Caymmi

* Adicionado por Maria Dirce

Nossa Mãe! O encontro é lindo. Mas interpretar “Ternura Antiga”, de Dolores e Ribamar, é de matar.

Um vídeo histórico.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/08/2009 - 19:00

Palestras e entrevistas

Do Portal Luís Nassif

Entrevista Luís Nassif

* Adicionado por Maria Dirce

Entrevista no encontro de Meio Ambiente da ANDI.

E aqui em um Seminário da Prefeitura sobre cultura, país e mídia, no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, da Prefeitura de São Paulo.

Ou clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/08/2009 - 17:40

Peças do caso Lina

Em Observação

1. O papel de José Agripino.

A grande ligação de Lina Vieira é com seu conterrâneo José Agripino, senador pelo Rio Grande do Norte. A prefeita de Natal é do PV, mas criatura de Agripino. Aliás, a prefeitura é das poucas bases do DEM no nordeste. E é de lá que sai o contrato de publicidade com a família de Lina Vieira. José Agripino foi o principal articulador, dentro do DEM, da ofensiva contra o senador José Sarney e, depois, contra Dilma Rousseff, em cima do episódio Lina.

2. A matéria da Folha, que deflagrou essa crise.

É de, 9 de agosto, domingo. Para sair domingo, possivelmente foi preparada entre 5 e 7 de agosto.

3. Reunião com Serra.

No dia 3 de agosto o Twitter do senador Agripino dá conta de uma relevante reunião em São Paulo, com o governador José Serra. Relevante por ter juntado o líder do PSDB no Senado, Sérgio Guerra, mais seu braço-direito para ações no Parlamento, Alberto Goldmann, mais os DEM Rodrigo Maia e ACM Neto (clique aqui).

A respeito da reunião, a Folha disse o seguinte, com Serra fazendo questão de enfatizar que não estava nas articulações barra-pesadas. É de uma sutileza ímpar:

Na noite de segunda-feira, o impacto da crise esteve na pauta da reunião de Serra com tucanos e democratas.
A avaliação dos participantes foi a de que Lula se dedica à contenção da crise, em vez de se lançar na campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A retração de Lula alivia a pressão sobre Serra para que se declare candidato agora.
(…) Serra, no entanto, desconversou quando o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), sugeriu que levantasse munição para a CPI da Petrobras. Segundo um participante, o governador paulista disse que essa não era sua área de atuação durante o governo FHC.

4. Dois dias depois, a Folha dá início às pesquisas que conduzem à manchete do dia 9.

São apenas indícios, que necessitam ser aprofundados. Mas bons indícios, convenhamos, sobre como começam todas as crises políticas brasileiras dos últimos 18 meses.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
23/08/2009 - 17:00

A vista que os cariocas não têm

Por Alexandre Leite

Nassif, veja essa imagem

é do meu filho, Caetano, tirada do Parque da Cidade, morro do Preventório, Niterói

É uma vista do Rio que o carioca não tem.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fotografia Tags:
23/08/2009 - 17:00

Uma aventura extraordinária

Por Fernando Gomes

Uma bela história, esquecida, do comandante da da Vasp, Fernando Murilo, ocorrida em 1988.

Do blog do jornalista do Correio Popular, de Campinas, Bruno ribeiro: clique aqui.

(…) A partir deste ponto, o comandante Fernando Murilo de Lima e Silva, um carioca de 40 anos, começa a inscrever o seu nome na história da aviação mundial. Ele sabia que não haveria outra chance de salvar os passageiros. Tinha que dar um jeito de desarmar o seqüestrador com uma manobra brusca antes que o combustível secasse. Resolveu então fazer um tonneau, procedimento comum em aviões militares, que ninguém jamais ousara realizar num Boeing. O tonneau consiste em um giro completo sobre o próprio eixo. Ele faz com que o avião fique de ponta-cabeça. O Boeing suportaria? Teoricamente não. Mas não havia tempo para pensar.
.
Murilo acelerou ao máximo, deu um coice no pedal e inclinou o avião para a direita até que a cidade de Goiânia surgisse na parte superior do pára-brisa. Os passageiros, sentados e com os cintos afivelados, sentiram a enorme pressão, mas ninguém se soltou das poltronas. O seqüestrador agarrou-se com força na cortina da cabine e também não caiu. Quando o avião retornou à posição normal, o motor esquerdo já havia parado de funcionar por falta de combustível. Murilo então decidiu executar um parafuso como último recurso. (…)

Por castagna maia

Caro Nassif

A história do Comadante Murilo foi contada de forma extraordinária por Ivan Santanna no seu livro “Caixa Preta”. Ivan publicou, inicialmente, “Rapina”, uma ficção sobre como se roubava no mercado financeiro e em fundos de pensão na década de 70; “Os Mercadores da Noite”, sobre a especulação internacional; “Viagem a Mkamba”, sobre como um país se torna refém do “mercados”; “Carga Perigosa”, sobre a indústria do roubo de cargas;”Plano de Ataque”, sobre o 11.09; e um último livro sobre o brasileiro Jean Charles, assassinado em Londres.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
23/08/2009 - 17:00

A crise como elemento organizador

Por H. C. Paes

Caro Nassif,

conquanto sua análise percuciente da quizumba atual seja correta, a conclusão do terceiro artigo me parece ingênua.

A situação que você descreve de guerra sem quartel é um desfecho inevitável de qualquer ciclo político cujos personagens operem em interesse próprio (o que se a aplica a essencialmente todos os ciclos políticos das democracias representativas de coalizão ocidentais).

Um autor que só conheço de fonte indireta, G. W. Hegel, percebeu um padrão de atitudes de agentes independentes que leva, inexoravelmente, a um colapso total ou parcial do sistema em que esses agentes operam. A isso ele deu o nome de “List der Vernunft”, ou argúcia da razão.

Esse conceito me fascina desde que li sobre ele num editorial da Internet a respeito da política anglo-saxã no Oriente Médio. Segundo Hegel – e isso muito antes de toda essa rasgação de seda em torno dos gênios da teoria dos jogos -, em circunstâncias em que todos agem de forma a garantir o seu em prejuízo ao outro, o processo histórico é conduzido a um novo equilíbrio à revelia das vontades dos agentes, e fora de seu controle. Se entendi corretamente, isso equivale a dizer: “Quando todos agem irracionalmente, a razão se impõe, freqüentemente por vias calamitosas”.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
23/08/2009 - 16:06

A manipulação neocon

Por Luiz Eduardo Brandão

Bom artigo hoje da correspondente do Estadão nos EUA, Patrícia Campos Mello, sobre a sinuca de bico em que o Obama parece ter se metido na questão da reforma da saúde. Obama está, por ora, perdendo por pontos a peleja. Mais precisamente 15 pontos nas últimas semanas, que foi quanto ele caiu dos 60% de confiança aos 100 dias de governo para os 45%, hoje. A queda é resultado de uma eficiente campanha de desinformação movida pelos republicanos, com o apoio de parte da mídia. A tal desinformação, como mostra a Patrícia, usa e abusa das mentiras mais deslavadas. Os neocons inventaram até que o Obama está querendo criar um “comitê da morte”, que decidiria, de olho no caixa do tal Medicare, se os velhinhos continuariam sendo tratados de doenças caras para o Tesouro, ou se iam para a cova, caso não tivessem recurosos para bancar o tratamento. E por aí vai. A campanha fez efeito. A matéria está aqui:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090823/not_imp423182,0.php

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
23/08/2009 - 16:00

Uma cantora completa

Ontem fui ouvir a Verônica Ferriani no Tom Jazz. É das mais completas – se não a mais – cantoras da nova geração (Fabiana Cozza não conta). Domina todos os gêneros, o samba sestroso, o samba intenso de Paulinho da Viola, a música romântica, a canção americana (encerrou o show com um “Just a gigolo” em tom intimista, extraordinário). É capaz de ir nos agudos sem perder o vigor.

Tem alguns tiques de Elis Regina, às vezes (poucas) incorre em umas MPBzisses (o estilo adotado pelos órfãos da MPB dos anos 70), mas não perdeu a espontaneidade contagiante. E tem bela retaguarda familiar (mama e familia em peso). Vai longe.

Vocês que já a ouviram no samba e na marchinha, ouçam agora na música intimista, “Rosa”, acompanhada pelos meus amigos do Choro Rasgado.

Ou clique aqui.  (Aos especialistas: ouçam o sete cordas do Zé Barbeiro. De matar!)

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
23/08/2009 - 14:00

Desdobramentos da crise política – 4

Para as próximas eleições, haverá bandeiras legítimas do governo Lula a serem empunhadas. Essa ideia de que o governo é constituído apenas de alianças espúrias torna-se forte quando todo o foco da mídia está na escandalização.

Baixada a poeira – porque não há priapismo midiático que sustente dois anos de denúncias – as bandeiras ficarão mais nítidas:

1. A opção pelo social, muito mais que seus antecessores, muito menos do que teria sido possível, se a política monetária fosse menos predatória. Mas como a oposição irá criticar o ponto mais vulnerável de Lula, se a mídia está há 8 anos repisando que o melhor de Lula é o BC?

2. Montagem de uma rede social que mudou a cara do país, especialmente com o Bolsa Família, Luz para Todos, aumento do salário mínimo e Prouni.

3. Avanço na modelagem das relações federativas, através do modelo PAC: União definindo regras e recursos, estados articulando-se com setor privado e tocando as obras, méritos políticos repartidos entre ambos.

4. Retomada de investimentos básicos, como infraestrutura, saneamento e moradia (a depender dos resultados a serem alcançados ainda em 2010).

5. Nova inserção internacional, como o reconhecimento sobre o salto do país no cenário mundial.

6. O pré-sal com todo seu potencial de redefinir a política industrial.

E haverá os pontos fracos:

1. Aparelhamento da máquina.

2. Incapacidade de avançar em reformas gerenciais mais profundas.

3. Incapacidade de tornar a inovação ponto central de seu governo.

4. Incapacidade de instituir centros de pensamento estratégico capazes de definir o futuro de forma consistente.

Para as eleições, a oposição está em um mato sem cachorro. Não poderá falar dos juros, porque presa ao discurso mercadista da mídia. Não poderá propor alternativas aos programas sociais. O câmbio seria a grande bandeira, mas dólar é papel e câmbio baixo é lucro para os grandes aliados da oposição, a mídia.

Tivesse fôlego, Serra poderia ter feito uma revolução em São Paulo. Aqui, em se plantando, toda ideia dá. O estado tem as melhores universidades, a mais abrangente estrutura de instituições empresariais, institutos de pesquisa, distâncias pequenas. Não conseguiu sequer desenvolver um modelo de gestão adequado, como Aécio fez em Minas.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/08/2009 - 13:00

Desdobramentos da crise política – 3

Em Brasília há uma comemoração do fracasso da mídia. Com esse amontoado de campanhas destrambelhadas, a mídia não conseguiu derrubar Sarney, não conseguiu desmanchar a aliança PT-PMDB, não conseguiu deter o avanço da candidatura Dilma. Significa que Lula e o PT venceram? Não necessariamente.

É impossível manter o jogo político com a quebra da legitimidade. Pactos com Sarney, com o PMDB fisiológico, são pedras no estômago de qualquer cristão.

Até agora esse jogo era superado em nome da governabilidade. Junto a segmentos independentes da opinião pública – e mesmo junto a setores criadores do PT – o maior fator de legitimidade de Lula é justamente a mídia, as tentativas frequentes de golpes políticos que cria uma espécie de cadeia da legalidade no seu entorno.

Acontece que esse pragmatismo, antes visto como essencial para assegurar a governabilidade, está se esgotando. E vai se esgotar mais rapidamente quando ficar claro que a mídia não possui mais o poder desestabilizador que acredita ter. E quando as novas mídias expuserem mais ainda as entranhas da República.

O racha que se observa agora no PT, com a saída de Marina Silva, com Suplicy e Mercadante procurando se afastar da imagem do partido, é um risco concreto, muito mais concreto para o partido – e para seus candidatos – do que as campanhas destrambelhadas da oposição.

A mídia exagera ao centrar toda a batalha no campo da opinião pública e perder foco no leitor. O governo erra ao supor que toda a batalha se dá no campo eleitoral, junto aos milhões de eleitores que veneram Lula.

De 2011 em diante, mesmo que vença um candidato de Lula, não é ele quem estará no poder. Se não se tratar de costurar, desde agora, teses legitimadoras, alianças legitimadores, se não se procurar devolver a legitimidade ao partido, principalmente, se não se passar a estudar seriamente esses novos tempos, a era da plena informação, haverá uma guerra permanente paralisando o país.

Sem a reconstrução do sonho, o próximo governo será uma crise permanente, o jogo político uma guerra sem quartel, seja Serra, seja Dilma, seja Ciro o eleito.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/08/2009 - 12:34

O poder dos Mendes

Por Carlos

Olhem este escandalo

______________________________
[19/08/2009-19:35] – IMPRENSA: Presidente do TRE concede liminar para que 2º colocado retorne ao cargo de prefeito de Diamantino

(Cuiabá/MT – 19/08) – O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargador Evandro Stábile, concedeu nesta quarta-feira (19) liminar para que Juviano Linconln (PPS), segundo colocado no pleito e seu vice, Sebastião Mendes Neto retornem ao cargo de prefeito e vice do município de Diamantino. A liminar suspende os efeitos da decisão anterior que tinha reconduzido Erival Capistrano (PDT) e Sandra Baierle aos cargos de prefeito e vice-prefeita.

(..)
integra:

http://www.tre-mt.gov.br/leia.asp?arq=2009/08/19-19:35

vídeo : protesto de eleitores em Diamantino

http://www.youtube.com/watch?v=ZsMS8oYRcMg

Comentário

Juviano faz parte do grupo político do político e presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Por Almeida

O mais escandaloso é ter uma ação de prestação de contas desta turma do Joviano em legislatura anterior ao prefeito Cripiano e que ainda não foi julgada.

É vergonhoso.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , ,
23/08/2009 - 12:00

Desdobramentos da crise política – 2

A mídia passa a entrar em xeque quando o saco de irregularidades políticas é aberto e o público passa a entender os critérios de seleção de escândalos.

Exemplos muitos simples.

1. Na semana passada, a Folha deixou escapar uma matéria em que mostrava que uma empresa – possivelmente ligada ao ex-governador de Goiás Marcone Perillo – participou de licitações fraudadas de instituições estaduais paulistas. Houve evidências – segundo a matéria – de que a Casa Civil de Serra atuou diretamente para retirar o nome da empresa do inquérito. Se confirmado, é crime.

2. Um mês atrás, nas gravações feitas pelo Ministério Público Estadual gaúcho contra a governador Yeda Crusius, aparecem indicações de que empresas envolvidas em manipulação de licitações de merenda escolar, em São Paulo, estavam atuando junto ao esquema Yeda.

3. No relatório publicado pelo Estadão desta semana – sobre a Satiagraha – os emails de Roberto Amaral envolvem políticos, autoridades e reguladores tucanos. O tema não mereceu chamada de capa nem será aprofundado.

4. O caso Camargo Correia sumiu completamente do noticiário. A que custo?

5. O caso Safra-Madoff sumiu completamente do noticiário.

Nenhum desses fatos será aprofundado pela mídia. Antes, não se saberia dessas omissões; agora, se sabe.

“O Caso Veja” foi apenas o primeiro episódio de desvendamento desse jogo. Mas a cada dia cada manobras, vendas de matérias, negócios com Secretarias de Educação, perdão de dívidas de impostos, jogadas de mercado virão à tona.

Não se inverta a lógica da mídia e se passe a achar que toda corrupção é tucana. Ela é intrínseca ao modelo, é do PT, do DEM, do PV, do PSB.

Se se for escarafunchar os negócios da Eletrobras com a Cemar, no governo Lula, os do Collor com o Canhedo, os de Itamar com José de Castro e Eduardo Cunha, os de Sarney com Machline, Saulo e companhia, os de FHC com os fundos de pensão, em benefício a Daniel Dantas, se verá que ninguém escapa.

A diferença entre eles foi o tratamento dado pela mídia, quando ainda tinha o monopólio da notícia e da denúncia. A capacidade da mídia de selecionar o escândalo e ter o monopólio da escandalização lhe conferia um poder que a fazia pairar acima dos partidos e dos demais poderes.

Agora, não tem mais.Mais que isso, nos próximos anos, outros grupos entrarão no mercado da comunicação e da informação, de novas empresas, mais ágeis e criativas, aos grupos de telefonia – imensas vezes maiores do que os grupos jornalísticos – além de todo o universo que transita na Blogosfera. No final desse processo, dos grupos atuais provavelmente restará apenas a Globo.

É essa perspectiva pouco otimista que explica a loucura que tomou conta dos grupos tradicionais de mídia, levando-os a ultrapassar qualquer limite prudencial.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
23/08/2009 - 11:52

As ligações de Lina

No dia 19 de dezembro, Dilma passou a manhã em reunião do Conselho de Administração da Petrobras. À tarde, Lina estava em Natal, onde mora, a serviço. Naquele dia, Lina chegou a receber uma diária por se ausentar de Brasília, registrada no Portal da Transparência sete dias depois, em 26 de dezembro.

Na verdade, segundo o documento levantado pela revista, foram três diárias.

Além da Carta Capital, a revista Época resolve fazer jornalismo e levanta as ligações políticas entre Lina e o marido e o senador Agripino Maia e a política do Rio Grande do Norte.

Nada que os leitores daqui já não soubessem graças ao trabalho do Stanley Burburinho e da Namara. Mas uma demonstração que ainda existe jornalismo – de forma amplamente minoritária – na mídia.

Tenho ido com cuidado nessa questão do levantamento da vida da Lina Vieira. Mas não dá para ignorar mais as ligações do marido e dela com o senador Agripino Maia.

O fato de ser indicada por Guido Mantega não comprova que ela é petista militante. Mas apenas que Mantega foi descuidado ao indicar para a Secretaria da Receita Federal pessoa com envolvimento político dessa natureza. Aliás, teria sido igualmente imprudente se o envolvimento político fosse com o PT.

Da Época

A versão de Lina

clique no título ou clique aqui.

A ex-secretária da Receita continua dizendo que esteve com Dilma no Planalto para tratar do caso Sarney. Mas não conseguiu mostrar uma evidência da reunião

Marcelo Rocha

CONFUSÃO

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Sem categoria Tags: , , ,
23/08/2009 - 10:20

Desdobramentos da crise política – 1

Estou preparando uma série de quatro artigos tentando avaliar os desdobramentos da crise política.

O primeiro sairá agora. Os demais respectivamente às 12, 13 e 14 horas.

É bobagem achar que alguém ganhou nesse jogo insano de denúncias e tapiocas. Todos perderam, acelerou o processo de degradação institucional do país, o modelo político tornou-se mais e mais obsoleto, trazendo um conjunto de incertezas no horizonte.

Vamos por partes, para entender a abrangência dessa crise e a dificuldade em prever seus desdobramentos.

O ponto central, o pano de fundo desse terremoto inédito é o fim do monopólio de opinião e de informação, devido ao advento das novas mídias e da proliferação dos bancos de dados eletrônico.

O modelo político brasileiro, até agora, funcionava com o Executivo montando alianças fisiológicas com grandes partidos ônibus – PFL-DEM, PMDB -, representantes de oligarquias regionais. Nada que diferisse muito de outros momentos da história. Esses políticos garantiam votos no Congresso e voto de cabresto de seus redutos – uma opinião pública pouco influenciada pela grande mídia, a exemplo do deputado gaúcho que se lixou para mídia.

Essa opinião pública localizada era importante no período eleitoral. Fora, o jogo se dava com o jornalismo que cobria especificamente o poder central, o dono da chamada opinião pública – como a conhecemos até alguns anos atrás.

O modelo se sustentava em cima de uma hipocrisia ampla e generalizada – típico das democracias ocidentais na era pré-Internet. Partidos políticos se fortaleciam articulando interesses de seus políticos, de grandes grupos associados, montavam alianças com o Judiciário, com altos funcionários públicos. Depois, o discurso da busca do bem comum era mediado pela mídia. Quando não se conseguia cooptá-la, a mídia ia até a gôndola, sacava escândalos seletivos e a produzia crises políticas, quadro que se tornou mais agudo no país devido às disfunções do modelo político brasileiro.

Essa articulação acabou. Com a expansão das informações, das investigações criminais, uma opinião pública cada vez mais influente passa a ter acesso a todo estoque de denúncias abafadas. E começa a colocar em xeque todas as instituições: o Executivo, o Judiciário, o Legislativo e… a mídia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
23/08/2009 - 09:51

Stiglitz: nada será como antes

Boa entrevista de Natália Paiva, para a Folha, com o Nobel de Economia Joseph Stiglitz.

Da Folha

Modo de consumo norte-americano foi destruído, diz Stiglitz

Para ele, recuperação dos EUA ainda é muito frágil e vai levar muito tempo para o mercado de trabalho se recuperar

Economista diz que quase nada foi feito para “impedir que continuemos reféns no futuro” da interdependência das instituições financeiras

NATÁLIA PAIVA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Mesmo que a recessão técnica esteja perto do fim, ainda há um longo caminho rumo à recuperação econômica -é o atraso entre os instrumentos de medição econômica que temos (como o PIB) e o bem-estar da população, que precisa de emprego e renda para sentir que, de fato, a recessão acabou.
Após a melhora do setor financeiro e do ajuste de estoques, a economia encara seu problema fundamental: a destruição do motor global, o modelo de consumo dos EUA, disse o economista Joseph Stiglitz, da Universidade Columbia, em entrevista por telefone de sua casa em Nova York.

FOLHA – Economistas e analistas dizem que a recessão americana deve ter terminado em julho, e o BC dos EUA afirmou que a atividade econômica do país já se normaliza. Houve exagero, no ano passado, sobre a extensão que a crise teria ou agora há otimismo excessivo?
JOSEPH STIGLITZ – (…) Mas, para a maioria das pessoas e mesmo para muitos economistas, a definição de recessão tem a ver com a restauração da economia, o que significa você conseguir trabalho. O desemprego, na verdade, ainda deve crescer e talvez significativamente. Há vários riscos rondando o setor financeiro.
Então, mesmo que temporariamente a economia se normalize ou até mesmo cresça, a recuperação ainda é muito frágil e vai levar muito tempo para o mercado de trabalho se recuperar. Os EUA tiveram uma bolha no mercado imobiliário que apoiou um boom de consumo.
No estouro da bolha, o consumo que apoiava a economia americana -e a do resto do mundo- teve de diminuir, com os índices de poupança indo de zero para 5%, 6%. As pessoas poupavam muito pouco porque esperavam o aumento da renda por meio da valorização do preço das casas. Isso não mais existe. Parte considerável dos americanos agora perde dinheiro com suas casas. Mesmo que os bancos estivessem totalmente recuperados -e não estão-, eles estariam poupando mais. O modelo de consumo americano foi destruído.

Isso tudo significa que em médio prazo a economia americana tem problemas fundamentais. Além disso, temos o total derretimento do setor financeiro pós-15 de setembro [quebra do Lehman Brothers], e nós tivemos um ajuste de estoques como resultado da consequente desaceleração da economia. O pior aspecto do congelamento do setor financeiro e do ajuste de estoques talvez tenha se encerrado. Mas isso significa que estamos de volta ao problema fundamental de fundo: o que sustentou a economia americana antes da crise era o consumo, por meio de uma bolha no mercado imobiliário que agora foi destruída.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , , ,
23/08/2009 - 09:06

O prazo máximo para adoção

Tenho um amigo, assessor de um banco de investimentos no final dos anos 80, que resolveu montar uma associação (não existia ONGs na época) para apoiar orfanatos.

Procurei um deles, perto da Teodoro Sampaio. Lá descobriu que havia grande índice de mortalidade infantil. Razão (que o chocou): falta de contato humano dos bebês, falta de uma pessoa segurando o bebê, esquentando-o com as mãos, acariciando.

Não conseguiu que o orfanato recebesse sua ajuda porque temia-se, por lá, que houvesse ingerência sobre uma área que já tinha dono.

Ele acabou montando um orfanato próprio para o qual os amigos colaboravam com recursos e voluntariado.

Digo isso a respeito de uma das imposições da nova Lei de Adoção – que as crianças não poderão ficar mais que dois anos em um orfanato. A lei será um risco para as crianças se não houve um trabalho simultâneo de preparar os orfanatos para isso. Vai haver desova de crianças que cumpram o prazo de carência.

O Estadão de hoje traz boa matéria sobre o tema.

Do Estadão

Prazo máximo em abrigo é inviável

Nova lei de adoção limita em 2 anos permanência da criança, mas especialistas dizem não ser possível cumprir

Simone Iwasso

Em um cenário de pobreza extrema, onde faltam políticas efetivas de geração de renda e moradia e com falhas nos programas de planejamento familiar, a Lei Nacional de Adoção, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do mês, dificilmente conseguirá sair do papel, na análise de juízes de infância e assistentes sociais ouvidos pelo Estado.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: ,
23/08/2009 - 08:42

O mercado popular no campo

Por Roberto São Paulo/SP

Do Estadão

Tratores populares salvam setor、Vendas sobem 48% no semestre

Cleide Silva, SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo, Domingo, 23 de Agosto de 2009

Com um crescimento de vendas de 48,3% em relação ao ano passado, tratores populares, de pequeno porte e usados basicamente na agricultura familiar, ajudaram a compensar a queda no mercado de máquinas agrícolas no País. Pela primeira vez, o segmento formado por veículos com capacidade de até 75 cavalos (cv) de potência representa cerca de 70% das vendas de tratores.

A participação em anos anteriores atingia no máximo 45%.

De janeiro a julho, foram vendidos 12.431 tratores pequenos, ante 8.382 em igual período do ano passado. Foi o único segmento, até agora, a escapar da crise internacional, que também fez estragos no segmento agrícola.

A venda de tratores como um todo (incluindo os de médio e grande portes) caiu 4,5%, enquanto a de tratores de esteira teve redução de 25,6%, a de cultivadores, de 9,1%, a de colheitadeiras, de 36,1%, e a de retroescavadeiras, de 17,8%.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Agricultura Tags: , ,
23/08/2009 - 08:39

Trens: rodas ou levitação magnética?

Por Gustavo Cherubine

Nassif, acho um escândalo a opção pelo obsoleto, rodas.

Importante.

Do Estadão

Domingo, 23 de Agosto de 2009 | Versão Impressa

Professor questiona sistema de roda escolhido, em vez de suporte magnético

Felipe Werneck, RIO

A justificativa apresentada pelas empresas Halcrow (inglesa) e Sinergia (brasileira) para “desconsiderar” a tecnologia de Levitação Magnética (MagLev) nos estudos do TAV é “incoerente” para o engenheiro eletricista Richard Stephan, professor titular da Universidade Federal do Rio (UFRJ).

Confira um mapa interativo com o percurso do trem de alta velocidade

O projeto encomendado às empresas de consultoria, disponível no site da ANTT, apresenta um comparativo entre as tecnologias MagLev e roda-trilho, escolhida para o trem-bala. Segundo o texto, as vantagens do MagLev são: alta aceleração e desaceleração (o que permitiria paradas com menor comprometimento do tempo total de percurso); baixo ruído e impacto ambiental; alta capacidade e traçados que podem evitar áreas ambientalmente sensíveis e reduzir comprimentos de túneis e pontes. As desvantagens: limitações operacionais da construção de linhas de traslado; dificuldade de conectividade; custo de capital e exigência de vias elevadas ou longos túneis para os quais não há experiência de serviço.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): C&T, Tecnologia Tags: ,
23/08/2009 - 08:34

Dá para confiar?

O Estadão censurou matéria de seu repórter – que saiu no Estadão Online – informando que no dia informado como da reunião entre Lina Vieira e Dilma Rousseff, a primeira estava em Natal, a segunda no Rio de Janeiro e, depois, em Porto Alegre.

Desde meados da semana os jornais sabem que Lina informou os senadores de oposição que o suposto encontro com Dilma teria ocorrido no dia 19 de dezembro. E desde sexta sabem que nesse dia Lina estava no Rio Grande do Norte e Dilma no Rio de Janeiro.

Depois de passarem duas semanas acusando Dilma de mentirosa, qual o comportamento dos jornais neste domingo:

Estadão

Responsável: RIcardo Gandour

A ex-Secretária da Receita Federal diz que foi chamada por Dilma ao gabinete da Casa Civil e recebeu pedido para “agilizar a fiscalização” nas empresas do filho do Sarney, Fernando. Para Lina, havia interesse em “encerrar” apuração,

Folha

Responsável: Otávio Frias Filho

Nenhuma linha.

O Globo

Responsável: Rodolfo Fernandes

Nos últimos dias enorme estardalhaço sugerindo que a agenda da Casa Civil tinha sido alterada para sumir com dados do dia 19. Depois de constatada que nem Dima, nem Lina estavam em Brasília naquele dia, nenhuma linha

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Sem categoria Tags: , ,
23/08/2009 - 07:30

Fora de Pauta

Será que haverá algum jornal que não tenha uma manchete de escândalo hoje?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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