A mídia e os intelectuais delivery
Por weden
Intelectuais à Brasileira: o padrão Delivery
A chefia de jornalismo define que se deverá fazer uma matéria com tal posição política ou ideológica, atendendo a tal e qual interesse de alguma facção partidária.
Quem anda praticando muito isso é a imprensa anti-Lula-Dilma-PT ou pró-Serra, o que dá no mesmo.
Escohido um tema, compõe-se o texto, incluindo as possíveis declarações. Aí sim se discute: “quem diria isso aqui?”, pergunta o jornalista. Seu superior sem olhar o repórter responde como se citasse o próprio nome: “fulano”.
Sergio Miceli, num trabalho magistral, mostrou como de alguma maneira os intelectuais brasileiros sempre foram dependentes de alguma esfera de poder. Das oligarquias, antes, do Estado, depois.
Acrescentamos que a terceira fase de alguns “intelectuais à brasileira” é a associação com o as oligarquias midiáticas.
Há uma troca de favores intensa entre estes “especialistas” e as mídias: “dirás o que penso, e virás comigo ao paraíso”. Por paraíso, entenda-se uma boa divulgação para o próximo livro, um elogio na próxima edição, etc.
Os jornais devem ter uma listinha de intelectuais para pronta entrega de ideias. Eles têm como função assumir a opinião dos veículos, para camuflar o artigo como reportagem.
Os intelectuais à brasileira de padrão delivery mais batidos são: Marco Antonio Villa e Demétrio Magnolli. Mas há outros: uns mais outros menos discretos.
Um exemplo de intelectual delivery mais discreto é Leoncio Rodrigues. Toda vez que um jornalão quer dizer que o PT não é mais o mesmo, que Lula não é mais honesto, é o Leoncio que será chamado para, com seu poder de cartório, atestar a opinião do veículo.
Para falar mal do bolsa família, o ideal hoje é ouvir o Villa. Para dizer que o governo é chavista, nada melhor do que Magnolli. Mas para dizer que a inocência foi perdida, chame este senhor de cabelos grisalhos, de tom nostálgico, mas discurso bem afinado com o que quer a mídia.
Observe abaixo as declarações de Leoncio a quatro veículos diferentes.
Observe a surpreedente semelhança nos argumentos (”o que era antes não é mais agora”.) Observe ainda como parecem, como todo produto delivery, atender a um formato pre-estabelecido.
Afinal, a produção em escala deve seguir certos padrões.
VEÍCULO 01
Estudioso dos políticos e das classes trabalhadoras, o cientista político Leôncio Martins Rodrigues, 69, vê um “descompasso” entre a “capacidade teatral” e a “capacidade de execução” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ressalva que ainda é muito cedo para julgamentos definitivos: “Apenas julgo que muito do que se propõe não sairá do papel”.
VEÍCULO DOIS
“A nova e a velha elite se uniram”
Leôncio Martins Rodrigues, entrevista a O Estado de S. Paulo, 22/06/09
Para Leôncio Martins Rodrigues, o desfiar de escândalos não punidos é fruto da aliança entre os grupos de Lula e de Sarney
VEÍCULO TRÊS
”Estão se lambuzando”
Cientista político diz que o PT ficou encantado com a ascensão social e abandonou a velha idéia de fazer a revolução
VEÍCULO QUATRO
Titulo: ‘Ao atacar a elite, Lula tenta agradar ao povão’
Data Publicação: 12/08/2007
CONTRADIÇÕES PETISTAS: Cientista político afirma que aumentou a participação das classes médias no poder O cientista político Leôncio Martins Rodrigues é um estudioso do movimento sindical e dos partidos brasileiros há mais de 40 anos. Desde a eleição do presidente Lula e da conseqüente expansão do PT, diz ele, tem havido uma espécie de elitização de grupos originários das classes médias assalariadas que chegaram ao poder. Para ele, Lula, ao atacar as elites, tenta agradar ao “povão” e se livrar de responsabilidades. Como podemos classificar elite no Brasil de hoje? Pelo poderio econômico, poder de decisão, pela influência política? LEÔNCIO MARTINS RODRIGUES: Não seria possível, aqui, uma…
Por Paulo Igel
Gostaria de sabe em que categoria poderáimos enquadrar intelectuais como Marilena Chauí e Emir Sader.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: intelectuais, Mídia

Roberto Romano?
22/08/2009 – 16:41
Enviado por: Fernando Augusto
“Gostaria de sabe em que categoria poderáimos enquadrar intelectuais como Marilena Chauí e Emir Sader”:
“Governistas de naipe”.
de Ivan Moraes
Sr. Ivan Moraes
1_ Os dois continuam defendendo as mesmas idéias que sempre defenderam, muito antes de Lula chegar ao poder.
2 _ O apoio de ambos é crítico, questionado inclusive a política do BC
3 _ Não ocuparam ou ocupam cargos no governo, o que não seria demérito
4 _ Se tivessem interesse exclusivo no progresso material poderiam ter apoiado os governos anteriores o que não o fizeram, contando apenas o período pós-ditadura
RESPONDO EU:
1/ E todos os citados por WEDEN tbm defende suas ideiasd( qua não a do PT,AINDA BEM pelo que se tem visto)
2/ Eles tbm são críticos,inclusive a política do BC
3/ ”NÃO SERIA demérito”’( já respondeu)
4/ Apoiar governo não significa apoiar regime no que tange as ideais da economia, crescimento do país. Mas que mesmo dos citados por Weden apoiou o governo da ditadura incondicionalmente? Teve um,nem citado por ele, que foi participante do governo da ditadura,mas é uma assumidade:Delfin Neto( hoje,ironicamente, conselheiro de Lula0
Portanto nada a ver uma coisa com a outra.
O problema é a mídia que destaca uns e ignora outros.E não deles.
Faltou na lista do Weden o “especialista” Raul Veloso para o tema gastos com funcionários públicos.
Os conservadores por meio da mídia que os representa estão inverntando a candidatura Marina acreditando que podem inflá-la e depois estourá-la de acordo com os interesses das elites. Porém eles podem guardar o cavalinho ao abrigo, pois o povo não vai votar na Dilma mas na continuidade do governo Lula, aquele que levou o Brasil para a primeira fila, fortaleceu o Brasil fortalecendo os mais pobres. E Marina, claro que ficará com Lula em qq situação que envolva Lula contra as elites
A cada dia aumenta o “silêncio dos intelectuais” ( expressão de Adauto Novais), isto é, desaparece o intelectual engajado figurado por Jean Paul Sartre. Na França Sartre era orgulho nacional e seus opositores provocaram debates enriquecedores no campo das idéias, a exemplo de Raymond Aron, ultrapassando as torres de marfim acadêmicas.
Os do tipo delivery citados no comentário não devem ser confundidos com os pensadores que se destacaram por obras de relevância acadêmica; o título e uma experiência fugaz na universidade não é o mesmo que uma carreira sólida como docente, especialmente nas universidades públicas, expressa pelas publicações científicas constantes dos programas de pós graduação.
Uma outra diferença é o reconhecimento obtido das instituições internacionais (as de prestígio irretorquível), caso de Gilberto Freyre, Celso Furtado, Antonio Cândido, Sérgio Buarque de Holanda, Milton Santos, Paulo Freire, Carlos Vogt, Oscar Niemeyer, Fabio Konder Comparato, Fernando Henrique Cardoso, Antonio Cândido, Marilena Chauí (doctor honoris causa pela Sorbonne, Paris VIII) e outros.
A militância de alguns, o engajamento partidário e ideológico transparente, além do conhecimento, ajuda a refletir sobre as práticas políticas mas segue além dos partidos. É o caso de Sader, cientista político, professor da USP, UNICAMP e da UERJ, um dos criadores do Fórum Mundial Social.
Na mídia além da ideologia envergonhada e o provicianismo que trata o leitor ou o expectador como burro diante do palácio, a ausência, caso recente de Chauí, dá lugar ao ruído dos ratinhos de um navio em ruínas.
Marilena tem uma reputação. O sader é apenas um ignorante irresponsável, que tem pago o que deve na justiça com toda razão.
Nassif e malungos.
Cito mais dois:
Ferreira Gullar e João Ubaldo Ribeiro.
Intelectuais que sempre serviram e foram beneficiários dos poderosos da mídia.
São perfeitos exemplos de “intelectual delivery” nesta descrição do Weden.
EVOÉ!!!
Nunca vi o Emir Sader ou a Marilena Chauí dando pitacos na Globo ou em qualquer outra emissora. Esses dois eles não convidam, mas o tal de Magnolli, o Villa e uma “renca” de tucanos acadêmicos chamados às pressas para “autenticarem” uma mentira contra o Lula…já cansei de ver. Credo!!!
Hoje, na rádio eldolrado, foi demais, o assunto era a tal censura do Estadão, e o intelectual de plantão era um tal de Roberto Romano até que que um ouvinte perguntou se não havia corrupção Serra-Alckimin, aí o brilhante romano diz: isso não está na pauta, poxa que entrevistinha ordinária, e bem ao caráter do que faz esta imprensa, que nojeira.
Disk Fonte: o jornalismo papagaio de repetição
Questões trabalhistas? Disk Pastore
(O sociólogo José Pastore, mas sem dizer que ele dá consultoria para a Confederação Nacional da Indústria e a empresários que têm interesse direto no assunto)
Constitucionalismos? Disk Ives Gandra
(O respeitável jurista do Opus Dei não vacila jamais)
Ética? Disk Romano
(O professor de filosofia Roberto Romano)
Questões sindicais? Disk Leôncio
(O cientista político Leôncio Martins Rodrigues)
Ética na política? Disk Gabeira
(O deputado federal Fernando Gabeira,
que viaja bastante de avião…)
Ética dos juros? Disk Eduardo Giannetti
(O professor do Ibmec é quase um gênio)
Pau no governo Lula? Disk Marco Antônio Villa
(Historiador. Tiro e queda.)
Mais pau no governo Lula?
Disk Lúcia Hippólito – com a vantagem de ser uma das meninas do Jô)
Relações internacionais? Disk Rubens Barbosa
(Ex-embaixador. Precisa diversificar?
Disk Celso Lafer, o ex-chanceler)
Mercado financeiro?
Disk Arminio Fraga, o ex-BC
Mercado financeiro mundial? Disk Paulo Leme
(O cara está em Wall Street, pô, sabe tudo…)
Segurança pública? Disk Zé Vicente
(Ele é durão, estava lá dentro, mas fala como sociólogo. E com a vantagem de não ficar falando em direitos humanos para qualquer “resistência seguida de morte”. É o coronel esclarecido…)
Partidos? PT especificamente? Disk Bolívar
(O cientista político Bolívar Lamounier, mas, por favor, não diga que ele é filiado ao PSDB)
Geografia? História? Demografia? Sociologia? Socialismo? Política? Geopolítica? Raça? Relações internacionais? Coréia? Pré-sal? Cotas? Mensalão? América Latina? MST? Pugilistas cubanos? Liberdade de imprensa? Farc? Tarso Genro?
Disk Demétrio Magnoli.
publicada no blog do Sakamot:http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/
Infelizmente, é isso mesmo: o governo gasta muito e gasta mal. Eficiência é palavrão, coisa de neoliberais. O importante é o régio salário, a aposentadoria integral, o apadrinhamento que garante as vantagens extra-salário.
Anarquista, não confunda bolas com lobas.
Sustentar posicionamentos críticos na contramão desta poderosa mídia é trabalho hercúleo.
Grande midia é poder. Não é brinquedinho. É poder maior que Executivos, Judiciários, Legislativos.
Embora, nem sempre acertem o alvo, são claramente poderosos para desestabilizar executivos, abrir crises em legislativos, desafiar judiciários.
Mente quem diz que é o quarto poder. É o primeiro, embora dissociado das massas.
Intelectual que mantém sua posição APESAR DA MÍDIA é herói, meu caro.
Se Sader e Chauí se repetem “fora da corrente midiática”, é porque se arriscam. Podem apoiar até o Papa, mas se são corajosos para desafiar o Império é porque têm aquilo roxo.
Podem sustentar posições insustentáveis, mas se arriscam.
Favores da oligarquia nunca foram bons. Por si mesmos. É disso que Miceli fala.
Abraços..
Ficou faltando Roberto Romano, onde todos vão beber a sabedoria ética acumulada pela humanidade em 10 mil anos de escrita.
Tem mais um, que as Rádios, CBN e Eldorado, adoram entrevistar.
José Alvaro Moisés.
Paulo Igel, escolha a categoria que quiser, pois não fará nenhuma diferança para eles o que pensas, pois ambos possuem em sua História e no seu pensar.
Pouco ouço a cbn , mas quando esta rádio invade meus ouvidos lá está o “sábio” Roberto Romano, falando,falando…
RENATO LIRA
Linda observação sobre João Ubaldo.
Esses intelectuais que casaram com o poder da mídia devem ser desmascarados.
Li muito de suas crônicas.
É um samba de uma nota só, sempre com a mesma posição política, ironizando e caçoando, principalmente do presidente Lula.
Nunca muda, embora sempre desafinado.
Sabe que fiz, Renato, não o leio mais.
Deleto-o todas as vezes que o encontro, mesmo na internet, o lugar melhor para observar e pensar e daí extrair uma conclusão mais próxima da verdade.
Bela observação.
(
Risos…
Anarquista, voce overranalizou! Eu estava dizendo que os intelectuaiaiais nao-governistas sao de baixa qualidade. A esse ponto eles ja estao parecendo marca registrada da direita lunatica brasileira. A pouquissima analise de alta qualidade que eh escrita por direitistas sempre da as caras aqui no blog e eh lida e discutida com muito prazer.
)
Foi-se o tempo dos “cronistas sociais”.
Hoje, a grande(?) imprensa, em todos os seus veículos e meios, lançam mão, quando conveniente, da professoral e insuspeita(?) figura do “cientista(?) político”.
Chamar de cientistas esses senhores que se prestam a carimbar e dar fé pública a matérias carregadas de preconceitos e má-fé é, antes de tudo, uma ofensa aos verdadeiros homens de ciência.
Que diferenças existem entre o que pensam políticamente esses “intelectuais brasileiros” e um Agripino Maia, um Mão-Santa ou um Ronaldo Caiado?
Faltou informar que o Dr. Ives Granda foi quem defendeu a tese da Febraban de que a relação dos bancos com os seus clientes não é relação de consumo e portanto ficaria fora do alcance da Lei de Defesa do Consumidor.
Adoro a análise de casos concretos!
Críticas são necessárias, sempre! O Leôncio pode fazê-las quando e onde quiser, desde que respeite uma mínima lógica argumentativa, ou seja, não descambe a propalar falácias. Analiso, assim, o comportamento de Leôncio:
Veículo I:
- Leôncio solta trovões pela boca, mas é esperto: se acautela.
Veículo II:
- O homem de “títulos” acadêmicos diz coisas sem fundamentar, e de forma parcial. Tira da “reta” o “rabo” dos tucanos deste “acordão”.
Veículo III:
- O PT construiu alianças e alcançou o poder, mas Leôncio afirma descaradamente que o PT simplesmente se “encantou”, e por isso abandonou o discurso de outros tempos. A classe média vai ao delírio! Lula está comungando o nosso “way of life! Uhuuu”, dizem eles.
Veículo IV:
- Leôncio conclui despudoradamente que o Presidente considera como “elite” a totalidade da classe média. Fazendo isto, infla o ego dos emergentes, e arrebanha a sua atenção; mas se esquece de um detalhe: a “elite” e a classe média ainda são parcelas ínfimas da população e grande parte desta última está com o atual Presidente; o resto são aspirantes e vivem em um conto de fadas.
Li todos os comentários desta postagem e me lembrei da estória do pavão, que ficava achando defeito em todos os outros animais, mas que esquecia a feiúra dos próprios pés. Se se pretende criticar pessoas por darem opiniões no sentido das que os veículos de comunicação desejam, isto é, compromisso com a própria reflexão, não se pode, da mesma forma, criticar os outros por simplesmente terem opiniões diferentes das nossas. A crítica deve ter algum fundamento, mesmo errado, pois o que critica pode errar, mas não deve criticar sem fundamento.
A gratuidade da crítica, ou a crítica pela crítica, é o que se está criticando na grande imprensa, alcunhada PIG. Que não usemos o mesmo modus operandi, pois senão mereceremos os mesmos epítetos.
Em tempo, chega a ser hilário atribuir-se a Marilena Chauí o adjetivo de “governista”, ela que foi fundadora e sempre esteve com o PT. Ela não era governista quando o PT estava na oposição. Não tem sentido que passe a ser oposicionista quando este está no poder.
Seria curioso saber quem são os intelectuais aprovados por essa turminha do que malha o PIG. A lista deve com certeza incluir os barões da Anistia, como Ziraldo e Jaguar bem como genios da raça, fenomenos como Raul Gil, Edir Macedo e Wanderley Luxemburgo. Os demais não servem, se algum dia escreveram em algum jornal, é intelectual delivery, o que ja desqualifica Marilena Chaui e Emir Sader, que publicaram bons artigos na grande imprensa, portanto cumplices do PIG. Cultura é isso ai. Bom mesmo era o camarada Pol Pot, que ja dizia que usou oculos é da camarilha capitalista, fogo nele.
Nassif
Já deu uma olhada no Blog do Sakamoto, que lista um disk alguém e comenta cada assunto relacionando cada cabeça que a mídia anti-lula põe na veneta. A lista é grande.
Nossa! Que postagem mais sem propósito. Sequer é possível identificar o que, afinal, é o tal trabalho de Sérgio Micelli. As ligações orgânicas entre elites dominates e intelectuais brasileiros são históricas, sempre foi assim. Até aí, tudo bem. Discordo da síntese afirmativa das críticas às críticas e críticos do governo Lula. Prefiro a democracia. Apesar de ser eleitora de Lula e do PT, louvo as críticas, pois são elas que minimizam os abusos. Democracia sempre! Como socióloga também poderia explorar um certo tom militante na pesquisa feita, mas, como disse antes, não conheço o trabalho, apenas o que aqui foi postado.
rsrsrsrsrrs nossos ” intelectuais” são de uma vaidade doentia. Eles amam aparecer na televisão como especialistas, eles piram. Aí é aquilo de sempre, o apresentador enumera os títulos e o sujeito faz aquela cara séria, tipo, estou constrangido por ser tão sábio e a gente esperando para ouvir o gênio. E é aí, que, invariavelmente, vem a tijolada, o cara usa aqueles clichês de 1314, cita os mesmos autores que frequentam todas as universidades há cem anos e repete a mesmíssima coisa que os caras do DEM cacarejam com muito mais eficiência.
Comentarista por comentarista fico com o Max Kaizer.
Acho que a questão não é ser intelectual anti-Lula ou pró-Lula, de esquerda ou de direita.
O problema é que esses pseudo-intelectuais citados não acrescentam nada de novo ao que dizem há anos. Ficam dando voltas sobre si mesmos como cachorro preparando-se para deitar. Não têm argumentos, não têm conteúdo.
Há outros como eles. Veja-se o exemplo dos economistas neo-liberais. Wall Street derreteu e eles continuam a cantilena de “Estado mínimo”. Não conseguem mais mudar. Acho que anquilosaram.
O Paulo Igel talvez não tenha entendido o texto. Não se trata, penso, de desmerecer as opiniões daqueles que divergem do governo, mas de só ouvir essas pessoas. Chaui e Sader quase sempre se posicionam a favor de medidas do Governo e também seria errado um jornal que se diz sério só ouvir gente como eles para comentar determinado assunto. O problema que os apoiadores sensatos do do Governo reclamam, portanto, é a falta de diversidade.
Para cada Demetrio Magnollli existem cinquenta intelectuais brasileiros de esquerda. Mas o Weden, com seu senso de proporção peculiar, vive a reclamar da minoria.
Vou citar apenas os exemplos que me vêm à cabeça em 10 minutos, e de diferentes áreas: filosofia, historia, pscinalise, comunicação, sociologia, antropologos, etc. – sem contar os escritores que fariam a lista triplicar rapidamente.
Octavio Ianni
Antonio Candido
Leandro Konder
Chico Oliveira
Renato Janine Ribeiro
Dalmo Dallari
Emir Sader
Paulo Arantes
Muniz Sodré
Maria Benevides
Olgaria Matos
Maria Rita Khel
Francisco Carlos Oliveira
Jose Luis Fiori
Ivana Bentes
Marilena Chauí
Fabio Konder Comparato
Paulo Baia
Rubem Cesar Fernandes
Heloisa Buarque de Holanda
Kabengele Munanga
Daniel Aarão Reis
Antonio Cícero
Sergio Adorno
Ruy Fausto
Luiz Eduardo Soares
Gilberto Felisberto Vasconcellos
Luiz Mott
Jurandir Freire Costa
André Singer
Joel Rufino dos Santos
A maioria deles com ótimo trânsito junto às “oligarquias midiáticas” (como vc escreve), pois sempre tiveram amplo e irrestrito acesso aos meios de comunicação, seja jornal, televisão ou rádio.
Weden:
“Grande midia é poder. Não é brinquedinho. É poder maior que Executivos, Judiciários, Legislativos.”
“Mente quem diz que é o quarto poder. É o primeiro, embora dissociado das massas.”
“Intelectual que mantém sua posição APESAR DA MÍDIA é herói, meu caro.”
Supõe-se então que você deva ser um grande herói… Você e mais milhares de professores das universidades brasileiras que todo dia falam contra a mídia.
Nosso campo intelectual é uma verdadeira coleção da Marvel Comics!
Weden:
“‘ Grande midia é poder. Não é brinquedinho. É poder maior que Executivos, Judiciários, Legislativos.”
“Mente quem diz que é o quarto poder. É o primeiro, embora dissociado das massas.”
“Intelectual que mantém sua posição APESAR DA MÍDIA é herói, meu caro.”
Digo eu:
Napoleão já falava que tinha mais medo da imprensa do que os exércitos inimigos.E depois institui-se que a mídia é o quarto poder.E vc a promoveu pro primeiro poder.
É uma falácia.Se a mídia tivesse esse poder todo,Lula que é massacrado diuturnamente por ela, não teria 80 por cento de aprovação.O mesmo posso dizer da permanência de Sarney na presidência do Senado.
Weden,vc sabe melhor do que eu que,o Brasil não é chegado a leitura e muito menos politizado( não é uma Argentina).
Eu apostaria um dedo de minha mão se há uns 20 por cento desses que apoiam Lula, se eles sabem sequer o sentido da palavra Intelectual. E apostaria a mão inteira, se os mesmos conhecem,ou ouviram falar, de todos que foram citados por vc.
E pra encerrar: ”nada cola em Lula”. Por que? Porque o povo vota com o bolso ( bolsa família,aumento do salário mínimo, etc) E não está nem aí ,ou não sabe, pro apoio de Lula pra essa corja de pilantras do P M D B( que é pra lá de vergonhoso).
Portanto,caro companheiro Weden,não repita chavões que já se tranformaram em lenda.
Abraços!
Ao Diogo Siqueira : Elite são os sindicalistas que comandam os fundos de pensão das estatais, todos do PT, o conjunto dos fundos chega a 500 bilhões de ativos, poder e dinheiro é issoai.
Cada regime produz a sua propria elite e a deste está bem distiribuida, em toda a máquina do Estado de ponta a ponta do Brasil. O Imperador Napoelão fez melhor, criou titulos de nobreza para a elite napoleonica, que até hoje é reconhecida nos registros oficiais, enobreceu até Fouché, seu chefe de policia, os Murat, fez de seu general Bernardotte o Rei da Suecia, coroa que até hoje a familia conserva e os proprios Bonaparte hoje recebem em Paris com seus titulos oficiais, a ultima e mais conhecida foi a Princesa Marie Bonparte, insigne psicanalista. Fica ai a sugestão para criarmos o Conde da Previ, o Duque da Petros, já a turma jamais sairá do Poder, a não ser que acontece algum Waterloo.
Como vc está amargo, André Araujo. Devem ser as bordoadas que leva por aqui…
“Supõe-se então que você deva ser um grande herói… Você e mais milhares de professores das universidades brasileiras que todo dia falam contra a mídia”: *professores* de *universidades* falando mal da media?! Mas eles nao sao comunistas que querem derrubar o governo e adotar o bolchevismo?
(Moral da historia: faca comentarios que nao mostram sua idade.)
Convido o Andre Araujo e o Villegagnon a assistirem aos programas de entrevista da GloboNews e ver se essa proporção é mantida ou como seria recomendado, trazer um intelectual de cada lado para existir um debate. Muitas vezes é claríssima a opção do William Waack e outros para defender o ponto de vista desejado. E é isso que o weden citou. E claro, quase nenhum assume suas ligações com partidos políticos, mas após alguns debates com um personagem assíduo, fica claro do porque tal comentarista é sempre chamado. Não é o caso de todos, pois alguns não fazem o jogo do Waack e aparecem regularmente (infelizmente um desses não poderá mais estar presente).
Pela chamada do GloboNews Painel você já sabe como será o “debate”. Dificilmente tem surpresa (mas até o Waack já ficou isolado defendendo uma visão que nenhum dos 3 participantes concordou). E até por isso tem dias que o programa é bom, porque existe um debate.
Desta vez concordo inteiramente com o comentário do Anarquista das 8h36.
E para o Ivan Moraes, que quis dar uma de superior, o óbvio: nem todo esquerdista é bolchevique. Existem os trotskistas, os maoístas, os rosa-luxemburguistas, os frankfurtianos, os gramscianos, os pós-modernos, os soixante-huitardistas, os socialistas fabianos, etc etc etc. A banda (eu disse BANDA) é larga. E não espere grande coerência interna a cada um deles…
E para o Cléber: quantas pessoas assitem à Globonews? Se você quer medir impacto da mídia sobre o grosso da opinião pública, tem que parar de assistir à programação mais elitista como Globonews e ligar o rádio, que é o meio realmente popular.
Caso Romano
Certa feita, anos atrás, recebi um amigo francês do PCF, (o partido é ainda muito ativo lá) que me pedira informações do movimento comunista no Brasil, eu estou em Campinas, e, no caso, lembrei que na Unicamp existe o Centro de Estudos Marxistas, do Instituto de Filosofia. Eu que nunca tinha ido até lá, me informei na secretaria e subi os três lances de escada para então seguir até o fundo à direita onde fica o gabinete do C Marx. A discussão foi acalourada, eles não topam com o Luis Inácio, pendem para o Chaves, o que ao meu amigo francês soou como música, achavam que o Lula naquele momento estava mais para continuismo neoliberal etc, etc.
Bom uma coisa meio boba me intrigou: o fato da localização ao fundo à direita da sala do C. Marx (à direita!). Pois então, por pura curiosidade me dirigi por entre o mesmo corredor até o fundo à esquerda, para descobrir que lá figurava o gabinete do professor Roberto Romano…hum, à esquerda, me intriguei já que algo deveria estar fora de lugar, mas só poderia ser uma bobagem.
O caso é que nós aqui em Campinas, também temos um órgão de imprensa PIG’s Associado, é o CORREIO POPULAR, comandado pela família Godoy, tem boa tiragem e ganha dos grandes por essas paragens. Eles sempre apoiaram os tucanos de plantão na cidade, mas, têm que engolir o quarto mandato de um prefeito não tucano.
O que pretendo é falar da posição do professor Roberto Romano, que nos últimos tempos tem ganhado destaque junto ao PIG, sua fala pomposamente acadêmica, sua língua ferina contra especificamente, e só especificamente o governo trabalhista de Luis Ignácio, tem feito com que os holofotes do PIG se voltem para ele (fala na CBN, é entrevistado na GNT, etc, etc). Vai daí que, em sua última coluna no CORREIO POPULAR esta semana, ele pinça algumas frases de 1985 de Lula, metalúrgico principiante na política (com posições bem mais a esquerda que a de hoje) para discorrer sobre uma suposta ditadura “estadonovíssima” com ele nomeia o atual governo (o que aliás é o titulo da coluna). Ele desfia como sempre suas questões sobre ética na política, claro sempre ajuizada a partir dos problemas do governo Lula; ele nunca fala nada contra o seu chefe maior, o governador Serra, do qual regiamente recebe seus salários. De qualquer forma, o professor Romano sempre me confundia com suas análises por me fazer pensar que haveria uma ética, tal qual uma estátua da deusa da justiça, Mas, a leitura atenta de seus artigos, me fez perceber que a ética pregada por ele era muito mais parecida com o boneco de madeira do tipo que o mestre Gepeto criou, aliás, o professor é cara do Gepeto. Pois então, é com essa espécie de ética pinóchia, que o professor nos brinda todas quartas-feiras no tucaníssimo CORREIO POPULAR, com uma acepção meio niilista em relação à política nacional, uma coisa que não tem jeito, e que no fim só pode ser entendida como uma leitura udenista (de academia). Um tipo de interpretação que agora flui pelas vias de comunicação do PIG, já que eles precisam ansiosamente entre seus quadros de cabeças pensantes (a direita sempre teve um problema com a alta cultura).
Em tempo, sobre a questão de fundo do início (inversão esquerda x direita), pude perceber que na verdade bastava pensar pelo outro lado, quero dizer, ao descer as escadas do Instituto de Filosofia percebi que o mundo ficou de novo no lugar e o gabinete do professor, nesse caso, aparecia agora ao fundo à direita no extremo do corredor.