Marina Silva sai do PT
Por Paulo Kautscher
Em carta, Marina Silva comunica a Berzoini sua saída do PT
A senadora Marina Silva já se desligou do PT. Em carta enviada na manhã desta quarta-feira, 19, ao presidente do partido, Ricardo Berzoini, a ex-seringueira e ex-ministra do Meio Ambiente comunicou a decisão:
- Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.
Segue a carta na íntegra:
“Brasília, 19 de agosto de 2009
Caro companheiro Ricardo Berzoini,
http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2009/08/19/marina-silva-nao-e-mais-do-pt/
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: Marina Silva, PT, PV

Força Marina ! Que em sua “nova casa”, tenha o respaldo necessario para trabalhar pelo Brasil e seu meio ambiente.
Saida de MARINA, no momento:………………………………
perde o PT….
perde a MARINA….
a imprensona e a oposição: fazem CARNAVAL fora de época……
2010 quando LULA botar prá valer o “bloco” na rua vamos ver quem tem mais GARRAFA a vender……..
Um ditado muito antigo mas que ainda serve :
Nunca cuspa no prato que comes…….
gente que faz isso não é confiável
Uma pena , sujou sua biografia
Estou com pena é do PT. Quem está perdendo é o PT… perdeu todo e qualquer projeto que possa ir além do “poder pelo poder”. Não vejo sentido uma pessoa deixar de lado uma luta “macro” para ficar perdendo tempo numa luta interna do partido. A verdade é que o PT do século 21, que apóia Sarney e compra votos de parlamentares, engessou todo o projeto de vida de Marina. Fez bem. Pior do que está não fica.
Pelo conteúdo da carta dá até a entender que Marina Silva está se afastando da ação via sociedade política para se dedicar a organização da sociedade civil, pois em nenhum momento há o apontamento de que o PT ou mesmo o governo Lula seriam os principais problemas para a agenda ambiental, antes disso a senadora aponta os limites gerais da ação governamental ou mesmo os constrangimentos para uma ação mais radical a partir da política institucional.
Entretanto, pela forma que tratou a questão do convite do PV, não nesta carta e sim nas entrevistas que deu, Marina parece ter optado pela liberdade de uma ação política centrada em sua própria liderança pessoal e continuando na política institucional. Assim, em tese, pragmaticamente e não em busca de “novas utopias” cabe a mudança para um partido como o PV, com pouca ou nenhuma disciplina interna, sem discussões entre grupos que mesmo dentro de um mesmo projeto político são de diferentes matizes, para se chegar a uma direção coletiva e democrática. Não fará bem para a história de Marina, mas em termos de biografia a senadora tem capital político para gastar.
Analiso esta situação como potencialmente desfavorável para a senadora no médio prazo, pois na prática um partido se organiza sempre pela ação coletiva. Esta ação ou é um misto da vontade da “elite” do partido (direção partidária e grandes lideranças) e de uma base de militantes, como me parece ainda a lógica do PT, ou é a vontade apenas da “elite” do partido, como sabidamente é o PV.
Num partido comandado apenas por uma “elite” e sem enraizamento na sociedade, a mudança de rumos (ou em português claro, a traição) é muito mais fácil. Fiquemos atentos para as cenas dos próximos capítulos….
De toda a forma é uma pena para ela, para o PT e para o Brasil.
Sr. Alexandre Leite:
“Não vai sobrar discurso para os verdes monocromáticos”.
O seu verde esta misturado com quais outras cores? Cuidado, Alexandre, porque certas misturas de cores acabam em borrão.
Mas vamos lá.
Penso justamente o contrario. O governo vai ter que fazer muito discurso para explicar essa “estrada parque” que pretende cortar a amazonia, assim como uma serie de serissimas medidas que foram tomadas na área ambiental. Dai esse repentino e terrível ódio contra a Marina que estamos vendo aqui.
E o PT, que não é bobo, não esta querendo o mandato da Marina Silva, para não levantar um debate sobre as verdadeiras razões dela para ter saído do ministério. O senhor sabe bem disso.
a própria Marina respondeu na carta um dos comentários que estão usando para criticar sua saída:
“Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.”
Obrigado, Índio Tupi (14H54min). Como sempre, foi direto ao ponto…
Marina me lembra Don Quixote, o cavaleiro da triste figura.
De lança em riste a atacar os moinhos.
Sancho Pança será o Gabeira? (Sancho Pança aceitou seguir o cavaleiro pela promessa de uma ilha para governar).
A Amazônia, Dulcinéia?
A similitude é fantástica. Poderíamos tomar os moinhos como imagem do desenvolvimentismo?
Marina, heroína medieval?
Manchete escondida no caderno Cidade ou Cotidiano da vida, em meados de 2011: “Marina Silva, assume o Parque da Luz, após ser sondada para o Ibirapuera”.
É inacreditável.
Há pouco tempo era a direita radical que mantinha um ódio visceral pelos que se preocupavam com a agua, as florestas e demais bens naturais.
Agora é a “esquerda” do PT.
Como o mundo gira.
Nassif, seu blog está ficando igual ao dos que você tanto combate. Que pena. O cuidado e a seriedade que sempre encontrei aqui estão dando lugar a julgamentos grosseiros e comentários levianos.
Torcer por time de futebol ou defender determinado partido político afasta o bom senso. Marina Silva tem o direito de fazer o que ela quiser. Ela tem seus motivos, como tantos outros que se afastaram do governo Lula tiveram e, no entanto, permanecem calados até hoje. O que teriam a dizer ao povo brasileiro talvez fosse valioso, imagino. Então, que sigam pelo caminho que acharem melhor. Vamos respeitar.
Da carta de Marina:
“faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas”.”
Me lembrei de uma amiga que separou-se do ex porque ele era alcoólotra, e juntou-se a um outro q
COMPLEMENTANDO
…“faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas”.”
Me lembrei de uma amiga que separou-se do ex, porque ele era alcoólotra e juntou-se a outro que é usuário de cracker…
CORRIGINDO ainda a última palavra:
“crack”
O Sarney filho é do PV do Maranhão.
Chupa essa Manga.
A saída da Senadora Marina Silva do PT é motivo de reflexão e merece uma avalição por parte do PT. No meu ponto de vista o PT a cada ano vem perdendo gradativamente a capacidade de articular e desenvolver uma agenda de luta coletiva, motivo pelo qual vem causando “descrença” generalizada na mitância. Tal realidade inviabiliza a construção sólida de um projeto político partidário. Desta forma cada militante ou tendência realiza a sua própria luta, ou seja, luta individualmente. Percebo que esta triste realidade está contribuindo para o enfraquecimento do Partido dos Trabalhadores. No Amazonas a falta de motivação da militância é visível. Temos um Senador, um Deputado Federal, um Deputado Estadual, vários Prefeitos e Vereadores. Crescemos muito nos últimos anos, porém, não desenvolvemos, vez que, há um enorme distanciamento dos parlamentares dos filiados em geral. O máximo que ocorre é um precário acolhimento político do parlamentar com a sua força política ou no máximo com algumas tendências por motivações provenientes de interesses próprios. A esperança dos filiados possuidores de princípios éticos fica a cada dia mais fragilizada. Enquanto militante e soldado do PT não sei até quando irei suportar tal situação, pois, a cada dia percebo que aquela luta coletiva que havia no passado, atualmente transformou-se em utopia. O que prevalece são os interesses pessoais. Não faz muito tempo que a palavra companheiro era o nosso ponto forte, símbolo de compromisso coletivo, respeito e amizade verdadeira. Hoje, tudo está diferente e a desconfiança ocupa espaço e destrói os nossos sonhos maiores, quais sejam, a contrução de um país a partir de um Socialismo Democrático. Não tenho dúvidas de que a saída da Senadora Marina Silva das fileiras do PT tem motivos correlacionados com a atual postura do partido frente aos movimentos sociais e ainda a falta de compromisso de muitos parlamentares. No Amazonas o PT está cego, surdo e mudo… As oligarguias do Estado que representam o passado estão a cada dia mais fortalecidas e o PT de “mãos dadas” com elas. Desse modo jamais poderá avançar.
Marina Siva agiu corretamente. O PT perdeu o foco da luta. Certamente ela por não concordar pediu a desfiliação.