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10/08/2009 - 07:16

Os bônus da Educação x o modelo cubano

Uma entrevista muito interessante, na qual o economista norte-americano Martin Carnoy mostra o fracasso da única experiência de bônus por desempenho nos Estados Unidos e o sucesso do modelo cubano de ensino. Os limites dos bônus são claro: em um primeiro momento, as escolas conseguem melhorias. Depois de algum tempo, não mais porque se exigem níveis maiores de excelência. E aí o programa falha.

Em vez de aplicação de modelos do setor privado no ensino, Carnoy sugere coisas simples: ensinar o professor brasileiro a ensinar; acompanhar seu desempenho em sala de aula; estabelecer ligações entre alunos e professores.

Antes que se façam acusações, o professor veio ao Brasil bancado pela Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann, um dos ícones da administração por bônus e resultados.

Da Folha

MARTIN CARNOY

“Professores brasileiros precisam aprender a ensinar”

Para economista, é preciso supervisionar o que ocorre na sala de aula no Brasil; problema também afeta escola particular

Letícia Moreira/Folha Imagem

Martin Carnoy durante entrevista e, São Paulo sobre estudo em que compara os sistemas de educação do Brasil, Chile e Cuba

MARIA CRISTINA FRIAS
ROBERTA BENCINI
DA REPORTAGEM LOCAL

“POR QUE alunos cubanos vão tão melhor na escola do que brasileiros e chilenos, apesar da baixa renda per capita em Cuba?” A pergunta norteou estudo do economista Martin Carnoy, professor da Universidade Stanford, que filmou e mensurou diferenças entre atividades escolares nos três países. No Brasil, o professor encontrou despreparo para ensinar e atividades feitas pelos alunos sem controle. “Quase não há supervisão do que ocorre em classe no Brasil.”
Para ele, o problema também atinge a rede particular. “Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá.” Carnoy sugere filmar o desempenho dos professores. “Não basta saber a matéria. É preciso saber como ensiná-la.” Ele esteve no Brasil na semana passada para lançar o livro “A Vantagem Acadêmica de Cuba”, patrocinado pela Fundação Lemann.
FOLHA – O que mais chamou a sua atenção nas aulas no Brasil?
MARTIN CARNOY
– Professoras contratadas por indicação do secretário de Educação do município, que dirigem a escola e vão lá de vez em quando; 60% das crianças repetem o ano, e professoras pensam que isso é natural porque acham que as crianças simplesmente não conseguem aprender. Fiquei impressionado, o livro [didático usado na sala de aula] era difícil de ler. Precisaria ter alguém muito bom para ensinar aquelas crianças com ele. Ficaria surpreso se qualquer criança conseguisse passar [de ano]. Vi escolas na Bahia, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio… [entre outros].

FOLHA – Qual a metodologia do estudo?
CARNOY
– Como economista, usei dados macro para explicar as diferenças entre os países nos testes de matemática e linguagem. Fizemos análises com visitas a escolas e filmamos classes de matemática e analisamos as diferenças entre as atividades em classe. Há uma grande diferença, pais cubanos têm renda baixa, mas são altamente educados, em comparação com os do Brasil. O estudo foi finalizado em 2003 e depois comparamos Costa Rica e Panamá. Na Costa Rica, há coisas engenhosas, aulas com duas horas, em que se pode realmente ensinar algo. Supervisionar a resolução de problemas de matemática e, principalmente, discutir resultados e erros. Os alunos cubanos têm aulas acadêmicas das 8h às 12h30. Depois, almoço. Voltam às 14h e ficam até as 16h30, quando têm uma sessão de TV por 40 minutos. A seguir, artes e esportes, mas com o mesmo professor.

FOLHA – Ter o mesmo professor durante quatro anos (como os cubanos) é uma vantagem?
CARNOY
– Quatro anos, pelo menos. Mas os alunos não mudam de um ano para outro. No Brasil, se alunos e professores mudam muito de escola, como fazer isso? Se a ideia é tão boa, se funciona, deveríamos fazer algo para que pelo menos professores não mudassem tanto.

FOLHA – Qual a sua avaliação sobre a proposta da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo que vincula o aumento de salário à permanência do professor na mesma escola e à aprovação em testes?
CARNOY
– Sugeri ao secretário Paulo Renato que acrescentasse um teste: filmar o professor, como no Chile. Professores de outra escola avaliam os videoteipes. Professores podem ser bons nos testes, mas péssimos para ensinar. Se você tiver um professor experiente que foi bem ensinado a ensinar e teve um bom desempenho com os alunos, a diferença é visível em relação a uma pessoa sem experiência, como eu. Profissionais que viram as fitas disseram que há grande diferença entre o professor cubano e o brasileiro.

FOLHA – A Secretaria da Educação pretende oferecer curso de treinamento de professores de quatro meses. Em Cuba, dura 18 meses, para o nível médio. O que é importante num treinamento?
CARNOY
– [Em Cuba] São oito meses para a escola fundamental. Mas são para os professores que não foram à faculdade. Você deve se lembrar que houve escassez de professores, com o incremento do turismo, que atrai pelo pagamento em dólares. Tiveram de produzir muitos professores, muito rapidamente. Então, pegaram os melhores estudantes do ensino médio e lhes ofereceram cinco anos de universidade nos finais de semana. O que é importante nesses cursos de treinamento é ensinar como dar o currículo, como ensinar matemática. O Estado deve estabelecer padrões claros, como na Califórnia. Isso é o que tem de ser ensinado em matemática no terceiro ano. No Chile, há um currículo nacional, mas não ensinam aos estudantes de pedagogia como ensinar o currículo.

FOLHA – O sr. dá muita importância ao diretor…
CARNOY
- E também à supervisora, que em muitas escolas no Brasil não fazem nada, não entram em sala. Em Cuba, diretores e vice-diretores ou supervisoras assistem às aulas. Nos primeiros três anos de serviços de um professor, eles entram muito, ao menos duas vezes por semana. São tutores que asseguraram que a instrução siga o método e o nível requeridos pelos padrões estabelecidos.

FOLHA – Os bônus a professores, como ocorre no Estado de São Paulo, são um bom caminho?
CARNOY
– Não há boas evidências de que esse sistema de estímulo funciona. O modelo usado em São Paulo, em que todos os professores ganham mais dinheiro se a escola atingir a meta, pode funcionar. Tentaram isso na Carolina do Sul, no final dos anos 80. Foi um grande sucesso por poucos anos e, depois, deixou de sê-lo porque não houve mais melhora. Eles só atingiram um certo limite e não conseguiram mais progredir. Há o efeito inicial do esforço e depois, quando as pessoas têm que saber melhor como aprimorar o desempenho dos alunos, nada acontece. E não existe mais na Carolina do Sul. O que tem sido feito, em geral, nos EUA não é bônus, mas punição. Se a escola fracassa em atingir a sua meta em três anos, como na Flórida, os estudantes podem receber vouchers e frequentar escolas particulares, em vez de públicas. A forma como estão fazendo em São Paulo não é a melhor. Eles medem neste ano como a segunda série aprende e, no próximo, quanto a segunda série aprende. Mas não os mesmos alunos. Escolas pequenas têm mais chance de receber bônus do que grandes. Se a escola cai, não há punição. Só não recebe bônus. Não estou defendendo punição, só digo que eles [bônus] são mal mensurados. Você pode fazer como em São Paulo, mas não dar bônus todo ano, e sim a cada dois anos. E aí poderá ver o que se ganhou com os alunos que se mantiveram na escola e ter as médias, mas com as mesmas crianças através das séries. O problema da falta de professores é mais grave porque é sobretudo um absenteísmo autorizado, não é ilegal. Em Cuba, professores e alunos faltam pouco. É tudo controlado.

FOLHA – Melhorar o ensino público provocaria uma avanço na educação como um todo, inclusive nas escolas particulares?
CARNOY
– Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá. Mesmo os melhores docentes brasileiros são menos treinados do que os de Taiwan. Os melhores professores no Brasil têm em média desempenho abaixo da média do professorado de países desenvolvidos. Investir e melhorar a escola pública, que é a base de comparação dos pais, elevaria o resultado das melhores escolas particulares também. Professores são bons em pedagogia, mas não no conhecimento a ser ensinado. Não treinam muito matemática e não sabem como ensiná-la.

FOLHA – O que do modelo cubano não pode ser transposto considerando que Cuba vive sob ditadura?
CARNOY
– Há, de fato, uma falta de criatividade [no ensino]. Não se pode questionar, ser contra a Revolução. Mas as crianças sabem que estão aprendendo o esperado. São bons em matemática, sabem ler bem e aprendem muita ciência, mesmo nas escolas rurais ou de bairros urbanos de baixa renda. O Brasil tem a capacidade de enfrentar esses problemas [ter crianças bem nutridas, com bom atendimento médico]. Por que em uma sociedade com uma renda per capita que não é tão baixa não se faz isso? Acho que tem de ser construído um sistema de supervisão, com pessoas capazes de ensinar e treinar novos professores a ensinar. Os professores no Brasil estudam muito linhas de pedagogia e menos como ensinar. Podem esquecer tudo aquilo de Paulo Freire, um amigo. Devem ler sua obra como exercício intelectual, mas queremos que professores saibam ensinar.

FOLHA – Não é possível conciliar na América Latina bom ensino com autonomia, democracia?
CARNOY
– A melhor escola é a que tem professores com democracia. Mas temos de ter um acordo de quais são os nossos objetivos. Tony Alvarado é um supervisor em Manhatan que trocou metade dos professores e dos diretores para melhorar a qualidade das escolas. Ele disse aos professores: “Este é o programa. Vão implementá-lo comigo ou não? Têm uma semana para pensar. Se não quiserem, são livres para sair”.

FOLHA – No Brasil seria mais difícil…
CARNOY
– Seria muito mais fácil! Um quarto do professorado muda de escola todo ano! Em Nova York, não se demitiu. Alvarado mandou-os para outros bairros. Precisa, no início, de um certo autoritarismo. Porque alguém tem de dizer o que fazer no início. E depois, sim, há uma democracia. Os diretores devem se preocupar com os direitos das crianças. Em Cuba, é o Estado. Aqui, os sindicatos de professores preocupam-se com os direitos dos associados – e estão em certos em fazê-lo. Mas e as pobres crianças que não têm sindicatos para defender seus direitos à educação?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação Tags: , , ,

51 comentários para “Os bônus da Educação x o modelo cubano”

  1. Cícero disse:

    Sugeria que este cidadão ficasse durante um bimestre ministrando aulas e não somente avaliando professor.

  2. Marko disse:

    Desmistificando a Educação – http://migre.me/50Mh

  3. Tragam os cubanos prá dar aulas nas favelas de SP e RJ. Aqui, o professor não pode chamar atenção do aluno, pois corre o risco de não de não conseguir sair da escola.
    Não temos uma comunidade a favor do profissionais de educação. Os pais não comparecem às reuniões, e são poucos que respeitam o professor quando são convocados.

  4. [...] entrevista de Martin Carnoy na Folha (10/08/09) é exatamente isso: o anti-utopismo. Só se pode pensar o estabelecido, o que já está posto em [...]

  5. [...] entrevista de Martin Carnoy na Folha (10/08/09) é exatamente isso: o anti-utopismo. Só se pode pensar o estabelecido, o que já está posto em [...]

  6. [...] entrevista de Martin Carnoy na Folha (10/08/09) é exatamente isso: o anti-utopismo. Só se pode pensar o estabelecido, o que [...]

  7. anonimo disse:

    Não existe educação sem liberdade, mas apenas treinamento e adestramento. Quando se tenta fazer isso, pode ser que fica até possível fazer um excelente médico, mas que depois ao invés de crescer e se desenvolver onde queira, terá que clinicar nos piores lugares do mundo apenas porque um ditador precisa mostrar para um bando de idiotas que é bonzinho;

  8. Maria Aparecida de Oliveira Duarte disse:

    Nassif…

    É muito fácil responsabilizar o professor pelo fracasso da educação! A política de bonificação é comprovadamente ineficiente e o descaso e falta de continuidade de políticas públicas, principlamente no Estado de São Paulo com o PSDB “reinando” por vários anos, é a prova cabal de que educação é muito mais do que uma mera política de bonificação cruel para os trabalhadores de educação que são cotidianamente desprespeitados e responsabilizados pelo fracasso de polítcas que a subordinam à economia de mercado. Refletindo um pouco sobre o Bônus Resultado adotoda no Estado de São Paulo devemos refletir ( ampliar nossos olhares) para constatar: Os recursos que originam o pagamento do bônus são proveniente de resíduos do FUNDEB ( ou seja, os professores poderiam ter valorização salarial com recuros que são seus POR DIREITO durante o ano ) que são direcionados para bonificação dos mais ” competentes” segundo padrões neoliberais. Trata-se, pois de uma covarde estratégia de compra da função educativa com o dinheiro que NÃO PERTENCE AO GOVERNO!!!!!!! ( me maz recordar da história do burro e a cenoura). Ora, fazer graça com dinheiro alheio é muito fácil, não??????
    Portanto, acredito que desmistificar a eficiência da política de bonificação é uma questão crucial para educação e também devemos nos policiar para entrevistas que levam ao senso comum que colocam o professor como principal responsável pelo fracasso educacional.

  9. Carlos de Morais disse:

    Gostaria de publicar meus livros sobre educação e ensino em seu site para mostrar que neles estão registrados as mesmas idéias do economista M. Carnoy. (Sei que isto é impossivel). Entretanto, mesmo que vc não tenha tempo de ler, gostaria de enviar o mru ultimo livro “UMA ESCOLA ESQUECIDA”, onde existe um capítulo denominado “AS TRAPALHADAS DO GOVERNADOR DE SÃO PAULO”. Estou encaminhando um pequeno trecho, no qual discuto o mesmo tema do economista:

    Mais outra trapalhada do Governador – II

    De fato, como instituição que age pressionada por compor-tamentos sociais que incluem a competição e valorizam os mais aptos, a escola reflete a sociedade onde está inserida. A medida inovadora, implantada nas escolas de N. Yord, e imitada nas esco-las do Estado de São Paulo, “refere-se, sobretudo, a uma política de premiar com mais dinheiro professores e diretores que alcan-cem melhores resultados”.
    Nas escolas brasileiras, ao contrario dos argumentos aliení-genas, a competição entre os melhores já existia há muito tempo atrás. Bastaria ler o art. 55 do Regimento Interno das Escolas Publicas do Estado de São Paulo, aprovado pelo Dec. 248 de 26 de julho de 1894. que diz:: “Se algum professor se tornar digno de menção por terem seus alunos apresentado grande aproveita-mento, o inspetor o indicará ao Conselho Superior, para lhe ser conferida nota de louvor”
    Contudo, percebe-se claramente uma diferença fundamental na política de premiar os mais aptos. O compromisso assumido pelos antigos professores primários, perante seu trabalho pedagó-gico, embora fossem eles “esquecidos e mal pagos”, desde o Impé-rio, era amplamente valorizado nos relacionamentos com a comu-nidade. E embora fossem acirradas as competições, amparadas, principalmente, pelo status de professor competente que lhe confe-ria a comunidade, prescindia-se de remuneração pecuniária!
    Alem do mais, antecipando-se às avaliações realizadas hoje, como algo neomoderno, os alunos do antigo ensino primário, des-de o Império, até 1960, eram avaliados, com aplicação de provas anuais, tanto nos Grupos Escolares como nas Escolas Isoladas, cujos resultados eram analisados pelos diretores e inspetores esco-lares. Desta feita, as Delegacias de Ensino, da época, tinham o controle do ensino em suas regiões!
    (continua)

  10. Carlos de Morais disse:

    Gostaria de publicar meus livros sobre educação e ensino em seu site para mostrar que neles estão registrados as mesmas idéias do economista M. Carnoy. (Sei que isto é impossivel). Entretanto, mesmo que vc não tenha tempo de ler, gostaria de enviar o meu ultimo livro “UMA ESCOLA ESQUECIDA”, onde existe um capítulo denominado “AS TRAPALHADAS DO GOVERNADOR DE SÃO PAULO”. Estou encaminhando um pequeno trecho, no qual discuto o mesmo tema do economista:

    Mais outra trapalhada do Governador – II

    De fato, como instituição que age pressionada por compor-tamentos sociais que incluem a competição e valorizam os mais aptos, a escola reflete a sociedade onde está inserida. A medida inovadora, implantada nas escolas de N. Yord, e imitada nas esco-las do Estado de São Paulo, “refere-se, sobretudo, a uma política de premiar com mais dinheiro professores e diretores que alcan-cem melhores resultados”.
    Nas escolas brasileiras, ao contrario dos argumentos aliení-genas, a competição entre os melhores já existia há muito tempo atrás. Bastaria ler o art. 55 do Regimento Interno das Escolas Publicas do Estado de São Paulo, aprovado pelo Dec. 248 de 26 de julho de 1894. que diz:: “Se algum professor se tornar digno de menção por terem seus alunos apresentado grande aproveita-mento, o inspetor o indicará ao Conselho Superior, para lhe ser conferida nota de louvor”
    Contudo, percebe-se claramente uma diferença fundamental na política de premiar os mais aptos. O compromisso assumido pelos antigos professores primários, perante seu trabalho pedagó-gico, embora fossem eles “esquecidos e mal pagos”, desde o Impé-rio, era amplamente valorizado nos relacionamentos com a comu-nidade. E embora fossem acirradas as competições, amparadas, principalmente, pelo status de professor competente que lhe confe-ria a comunidade, prescindia-se de remuneração pecuniária!
    Alem do mais, antecipando-se às avaliações realizadas hoje, como algo neomoderno, os alunos do antigo ensino primário, des-de o Império, até 1960, eram avaliados, com aplicação de provas anuais, tanto nos Grupos Escolares como nas Escolas Isoladas, cujos resultados eram analisados pelos diretores e inspetores esco-lares. Desta feita, as Delegacias de Ensino, da época, tinham o controle do ensino em suas regiões!
    (continua)

  11. Carlos de Morais disse:

    Já escrevi vários livros defendendo a mesma coisa. Até parece que o Marin Carnoy os leu, antes da entrevista. Saber ensinar não quer dizer que o professor não sabe a matéria que ensina. Quer dizer que devem a prender a transmitir aquilo que sabem. Gostaria de mandar estes meus livro para seu site. Mas não sei como.

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