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03/08/2009 - 13:57

Eternamente Gilmar

Por Leonardo Echeverria

Veja notícia do portal da UnB, onde a advogada do DEM, ex-aluna de mestrado de Gilmar Mendes, diz que, depois do voto, “as cotas estão com os dias contados”. Clique aqui.

ÔNUS - A advogada do DEM, Roberta Kaufmann, disse em entrevista à UnB Agência que não se sentiu derrotada. Ao contrário, explicou que ficou extremamente feliz” com a decisão de Gilmar Mendes. “Ele esclareceu todos os ônus que a política racialista poderia trazer”, diz a advogada. “Acredito que ele se coadunou com a nossa tese”. Roberta conta que peregrinou por vários partidos até achar um que apoiasse a causa defendida por ela. “Para mim, isso é uma questão de ideologia”, diz.
Segundo a advogada, a decisão de entrar com a ação na semana seguinte à divulgação dos resultados do vestibular, durante as férias do Supremo, não foi uma estratégia pensada. Ela diz que a ação tinha intenção de impedir a matrícula dos alunos antes que o registro fosse feito, mas tinha certeza que o presidente do STF nunca ia dar uma decisão que ferisse direitos adquiridos. Roberta nega que tenha movido a ação para que o ministro Gilmar Mendes resolvesse sozinho a questão das cotas. “Isso foi para que o processo não entrasse na vala comum do STF, onde as decisões demoram anos”, afirma.

Depois da negativa do pedido de liminar, Roberta està ansiosa para fazer a defesa oral da ação no plenário. “As cotas estão com os dias contados”, prevê.

Por Rafael

Não sei se o Edmilson e o Rodrigo, que foram os dois únicos que tentaram me responder (ainda que de viés, com ironias pouco sutis), ainda voltam neste post, mas de qqr forma deixo registrada minha breve resposta.

Talve vocês não tenham atentado, mas o argumento que vocês utilizaram de que o Pitta é uma execeção entre os negros por ser relativamente bem-sucedido é um tapa na cara de quem defende as cotas raciais.

Ora: se, a família Pitta é um “caso raro”, nas palavras do Edmilson, ou um caso único de “negro privilegiado”, como quer o Rodrigo, isto quer dizer que a regra é que os negros, em geral, sejam pobres e os brancos, ricos. Se assumirmos que esta regra é verdadeira (eu discordo), não é preciso se esforçar muito para concluir que as cotas sociais, baseadas em renda, cobririam nauralmente os negros e excluiriam automaticamente os brancos. O resultado seria o mesmo, mas a linha que separa níveis de renda é muito mais nítida e muito menos polêmica do que a que separa “raças”.

Tudo seria mais fácil se isso fosse verdade, mas o fato é que a maioria dos brancos é pobre. Há muito negros ricos, privilegiados mesmo. Pode-se defender as cotas raciais com base em critérios ideológicos, mas não em critérios de Justiça. E a Justiça, como disse Rawls, é um valor absoluto dos sistemas sociais assim como a verdade é um valor absoluto dos sistemas de pensamento.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Políticas Sociais Tags: ,

82 comentários para “Eternamente Gilmar”

  1. Thiago disse:

    Sou a favor das cotas raciais, embora haja a necessidade de aperfeiçoamento. Implementar somente as cotas sociais, como pretendem alguns, não resolve o problema. Historicamente, a ascensão (profissional, econômica, etc) de indivíduos negros aos “melhores lugares” da sociedade é muito mais dificultosa que o caminho trilhado por brancos pobres. O preconceito racial no Brasil é fato, não somente contra negros, mas contra índios também. Estou convicto de que o acesso aos bens e oportunidades na sociedade se dá com maior facilidade para indivíduos brancos pobres, em comparação com os negros e índios em situação de pobreza. Aliás, índio pobre e negro pobre (no Brasil) é quase pleonasmo! Finalmente, penso que a insittuição de cotas raciais é apenas uma passo antes da implementação de políticas de acesso universal aos menos favorecidos.

  2. Fábio disse:

    Boa tarde a todos.
    Sabe onde a nobre doutora Kaufmann divulga suas teses? ora, ora…no Conjur.
    Ao final do artigo, datado de 2007, ficamos sabendo que ela é Procuradora do DF (ora, se é advogada pública, devia cuidar dos assuntos do DF, ora bolas) e professora na escola da magistradura.

    E agora vem o melhor…Ela também é professora do, do, do…vamos lá…um doce para quem adivinhar…isso mesmo…do IDP (o famoso Instituto Brasiliense de Direito Público, de propriedade de nosso Gilmar Mendes).
    E vcs acham que as “coincidências” param por aqui? Não, não.
    O título de sua tese de mestrado é “Ações Afirmativas à Brasileira: necessidade ou mito? Uma análise histórico-jurídico-comparativa do negro nos Estados Unidos da América e no Brasil”

    E sob a orientação de quem? Isso mesmo… caros colegas…do nobre Gilmar Mendes…
    Êta munda pequeno, sô…

    Conheçam essa avis rara no link (com foto!!)

    http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4761088A6&tipo=completo

  3. Fábio disse:

    Leitura mais apurada de seu currículo mostra quem em 2007 ela era (talvez ainda seja) coordenadora da Pos-Graduação em Direito Constitucional do IDP.
    Deu vários cursos de Dir Constitucional no próprio STF e foi até mesmo assessora do Ministro Marco Aurélio.

    Ora, e onde fica o julgamento isento nessa história toda?

  4. Mauro disse:

    Nassif, esse idéia já foi debatida várias vezes aqui. Agora deu no Blog do PSDb..ops…Blog do Noblat..:
    Juristas querem fixação de mandato no STF
    Seis renomados juristas do país – Dalmo Dallari, Paulo Bonavides, José Afonso da Silva, Fábio Konder Comparato, Cezar Britto e Gustavo Binenbojm – defendem que o Congresso Nacional promova uma profunda alteração no Supremo Tribunal Federal (STF) com a fixação de mandato para os futuros ministros que venham a ocupar uma cadeira na mais alta Corte de justiça do país.

    Todos são unânimes em defender a vitaliciedade – até os 70 anos – dos atuais ministros do Supremo. No entanto, os juristas querem que os futuros ministros permaneçam no cargo 8 anos, no mínimo, e 12 no máximo. Opiniões de juristas quanto a um mandato fixo para os ministros do STF:

    Dalmo Dallari, jurista e professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

    “Apóio integralmente a idéia de se instituir um mandato de dez anos para os ministros do Supremo Tribunal Federal. O essencial, neste momento, seria fixar o mandato e, depois, partir para a discussão de pormenores como a possibilidade de recondução e a reserva de um mínimo de vagas para magistrados, como defendem as associações de juízes. Quanto à preservação da vitaliciedade dos atuais ministros, entendo que esta deve existir porque eles já foram escolhidos e nomeados com base na Constituição e segundo a observância das regras atuais. Para os novos ministros, daqui em diante, se aplicariam as normas do mandato com período fixo”.

    Paulo Bonavides, jurista, catedrático emérito da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará e doutor honoris causa da Universidade de Lisboa

    “Entendo que a função de ministro do STF não deve ser vitalícia. A escolha deve ser democratizada para que ninguém se perpetue no cargo, como ocorre nos Estados Unidos, por exemplo, onde a permanência é vitalícia e os ministros só se retiram voluntariamente, se renunciarem ao cargo. A escolha de membros do STF com mandato fixo, talvez com o período de 8 a 12 anos, e sem possibilidade de recondução, seria mais democrática.”

    Gustavo Binenbojm – jurista e professor de Direito Constitucional da UERJ

    A fixação de um mandato – entre 9 e 12 anos – para os ministros do STF resolve alguns inconvenientes do regime de vitaliciedade, atualmente em vigor: evita a permanência de ministros nomeados ainda muito jovens por períodos excessivamente longos (entre 20 e 30 anos), o que é incompatível com a necessidade de renovação periódica da Corte; permite renovações mais graduais da Corte, uma vez que os mandatos terminam em datas não coincidentes; evita que um mesmo Presidente da República consiga nomear, em seu mandato, a maioria dos ministros da Corte”.

    José Afonso da Silva, constitucionalista e fundador da Associação Brasileira de Constitucionalistas Democráticos

    “Defendo há muito tempo o mandato fixo para ministros do STF. Um mandato de 12 anos, sem possibilidade de recondução. Temos, no entanto, que ressalvar os atuais ministros, pois eles têm cargo vitalício e essa seria uma dificuldade. Não se pode e não se deve interromper o curso da atuação dos atuais ministros. Por via de emenda constitucional seria difícil retirar essa vitaliciedade. Isso dificultaria a implementação do mandato fixo, pois, se se ressalva a posição dos ministros atuais, quando se implementaria o resto? No entanto, sou amplamente favorável à fixação de um mandato de 10 anos para os ministros do Supremo”.

    Cezar Britto, presidente nacional da OAB

    “Defendo a fixação de um mandato de dez anos, sem direito a recondução, para os onze ocupantes do Supremo. Hoje, o cargo de ministro do STF é vitalício, com o ministro se aposentando compulsoriamente ao completar 70 anos de idade. Instituir um mandato fixo seria uma forma de oxigenar a Corte. É preciso que quem interpreta a Constituição tenha uma vinculação muito grande com as mudanças do tempo. As pessoas mudam, os entendimentos mudam e a interpretação da Constituição brasileira tem de seguir o rastro da evolução. Com isso, teríamos um Supremo muito mais ágil e receptivo à evolução da sociedade.”

    Fábio Konder Comparato, constitucionalista, doutor em Direito pela Universidade de Paris e doutor honoris causa da Universidade de Coimbra.

    “No meu anteprojeto de Constituição, que data de 1985, incluí a sugestão de criação de uma Corte Constitucional, pois entendo que é preciso separar as funções de juízo constitucional de um lado e as de tribunal superior do outro. O STF junta ambas as funções hoje. No caso do tribunal constitucional, tal como ocorreu na Alemanha, por exemplo, seria preciso estabelecer um mandato limitado para os seus ocupantes. Um mandato de nove anos seria um bom período, sem direito a renomeação. Os atuais ministros do STF não podem ter o seu mandato encurtado. No entanto, se optarmos pela criação de dois tribunais, os atuais ministros continuariam no STF, desde que se modificasse sua competência, e se nomeariam outros para o tribunal constitucional, estes obrigatoriamente com mandato fixo.”

  5. Anonimo disse:

    Historinha 3- REDE PÚBLICA TEM OS MELHORES ALUNOS DO MUNDO – MEC/MCT/OBMEP/IMPA, apresenta no endereço http://www.obmep.org.br/picme.html, o Programa de Iniciação Científica e Mestrado – PICME, que engloba 30 mestrados em matemática pelo Brasil todo. Por este, os jovens das escolas públicas classificados, com não mais do que um ano de treinamento e que ingressaram em qualquer curso superior, podem fazer simultaneamente um curso de mestrado em matemática. Sendo o mestrado com duração de 2 anos e graduação, no mínimo, em 4 anos, muitos terminarão mestrado antes até da graduação.

    Prezado, vou deixar passar o comentário só para pedir: não use Anonimo, por favor.

  6. Andre Luis disse:

    Apóio o fim das cotas (e qualquer outra coisa) baseada em questão “racial”.

    Qualquer tipo de cota deveria ser baseada em questões econômico-financeiras, aliada ao desempenho.

    Deveria haver cotas para pessoas de baixa renda em boas escolas particulares, nos ensino fundamental e médio.

    Por que é racismo chamar um negro de macaco mas não é chamar um branco ou “pardo” de lagartixa, parmalat ou menino amarelo?

    Cotas devem ser para pessoas pobres, independente de ser branco, preto, amarelo, vermelho, pardo ou qualquer outra cor.

  7. Jorge Fernandes disse:

    O tal do gilmar dantas gosta muito desta menina. ela deve ter alguns atributos que só ele conheçe

  8. JEL disse:

    Uma importante universidade federal brasileira (não estou autorizado a revelar qual) encomendou um estudo baseado no seu banco de dados dos formulários sociais preenchidos pelos vestibulandos de alguns anos e chegou a alguns resultados interessantes para essa discussão:

    1. Pra quem acha que cotas de 40% são excessivas, uma novidade: em média cerca de 30% dos aprovados já são de escolas públicas.
    2. São alunos de colégios federais em quase toda a totalidade – infelizmente o ensino municipal e estadual, salvo raras exceções, continuam sem poder de competição.
    3. Pra quem acha que os alunos não terão como se manter financeiramente no curso, outra novidade: os alunos muito pobres não conseguem passar no vestibular, nem se fossem cotistas – é bom lembrar que as cotas incluem o mérito – os aprovados são, no máximo, classe média baixa.

    Fora isso, não podemos esquecer que algumas profissões estão sendo totalmente dominadas pela classe média alta, ou acima, como odontologia, e o Brasil corre o risco de não formar profissionais para trabalhar em empregos onde a remuneração é satisfatória mas não combina com o alto padrão de vida a que estes jovens estão acostumados.

    Abraços.

  9. Marco Antonio disse:

    A advogada tem toda razão. Gilmar se coadunou completamente com sua tese. Apenas não concedeu liminar porque não havia supedâneo técnico e, principalmente, para não se desgastar politicamente ainda mais com uma decisão que depois teria de ser referendada pelo Plenário. E é lá que Gilmar proferirá seu voto contra as cotas, o que já é notório justamente pelas razões e ” questionamentos” que fez quando da negativa da liminar. O Presidente do Supremo não faz estudos sociais nem técnicos para definir suas posições. Não agrega conhecimentos jurídicos há anos. Pelo contrário, a cada dia dá mais mostras de ser absolutamente leigo em Direito Processual Civil ( e guarda um profundo complexo por isso) e em Direito Penal, por exemplo. Com sete anos de STF, já dava para ter progredido nessas áreas. O conhecimento setorial de Direito Constitucional e parte da doutrina alemã não concede a Gilmar o estofo intelectual que ele ostenta e é corroborado por quem tem interesse em manter boas relações com o poder. Como o poder não dura para sempre….

    Gilmar continua o mesmo. E não é um elogio.

  10. João Maria Fernandes disse:

    Tem o lado sórdido, no pais racista que não é racista segundo Kamel, que é o lado defensoral dos senhores de engenho e crápulas colonialistas bem mais vivo que nunca, na pessoa de GM e da distinta advogada dos DEMOcratas.

    Tem o lado positivo que é mostrar ao mundo (pelo menos no âmbito dos blogs) o quanto de “humanitária, conciliadora e civilizatória” é a nossa oposição de direita.

    Ai quando Lula diz que são um monte de picaretas ou pizzaiolos, o mundo todo cai pra cima dele, inclusive a metralhadora giratória de alguns “mediadores” de conflito classista, criticando-o e querendo um tratamento litúrgico (uma exigência do cargo, dizem os críticos da retórica lulista) pra esses senhores.

  11. J. Maurício disse:

    IDP, é? Olha o contrato deles com o senado, observem a modalidade da licitação?, e principalmente o prazo de vigência:
    Contratos da empresa: INSTITUTO BRASILIENSE DE DIREITO PÚBLICO – IDP
    com o Senado Federal
    ________________________________________
    Contrato/Número CT/20080033
    Unidade gestora Senado Federal
    Contratada INSTITUTO BRASILIENSE DE DIREITO PÚBLICO – IDP
    CNPJ 02.474.172/0001-22
    Objeto Realização do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Constitucional, a ser ministrado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público IDP Ltda.
    Data de assinatura 20/03/2008
    Data de publicação 14/05/2008
    Vigência 20/03/2008 até 09/09/9999
    Modalidade Inexigibilidade
    Fundamentação Legal Inciso II do Art. 25 da Lei nº 8.666/93.
    Número/Ano da Licitação
    Valor Global Atual do Contrato R$ 300.000,00
    Processo 001876082
    Programa de trabalho 1128055140910001
    Natureza da despeza 339039
    Empenho 2008NE001675
    link:http://www.senado.gov.br/SF/PORTALTRANSPARENCIA/licitacoes/Asp/empresaContratada.asp?o=1&e=INSTITUTO+BRASILIENSE+DE+DIREITO+P%DABLICO+%2D+IDP

    Vejam o que diz a lei 8666, art. 57, inciso II:
    A prestação de serviços a serem executados de forma contínua, que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas a obtenção de preços e condições mais vantajosas para a administração, limitada a sessenta meses; (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)

    E nem é o caso, essa vigência é totalmente ilegal.

    Também nunca ví cursinho latu-sensu, ainda mais de direito, ser contratado com inexigência de licitação, é ridículo, quer dizer que em Brasília nem a UNB tem condições dessa notória especialização. Notória especialização entenderam? Mais ninguém no país poderia apresentar um curso melhor ou competir numa licitação!

    PS: Pela mesma Lei, os profissionais citados como de notória especialização pela entidade, devem, obrigatoriamente trabalhar nos serviços assim contratados. Será que ele vai trabalhar lá?f

  12. Rodrigo disse:

    O “Desafio Celso Pitta” é uma pérola! Consiste, basicamente, no seguinte argumento: prove que NENHUM negro é rico e obterá o meu apoio para as políticas de cotas. Porque basta a possibilidade de que um negro rico entre na universidade para justificar a recusa das cotas.
    Quais seriam as premissas ocultas do não-oligarca? Desigualdade racial, brancos privilegiados pelo atual sistema, coisa mais normal. Um negro privilegiado, isso sim seria um escândalo!

  13. Marcos Carvalho Campos disse:

    Geralmente, eu leio os comentários primeiro para depois emitir minha opinião sobre o assunto, para não ser repetiitivo. Mas em relação a cotas para universidades públicas faz tempo que penso que:

    A) Sou contra as cotas raciais.

    B) Sou a favor de cotas para estudantes (exclusivos) da rede pública, pelo menos 70%.

    As minorias estarão, provavelmente, dentro do quisito de estudante da rede pública.

    Mas mais do que isso é preciso melhorar o salário dos professores da rede pública, principalmente, estadual e municipal.

    E acabar esta “coisa” de aprovação automática no ensino básico, é uma política simplesmente absurda.

    Ah … e lan-house (laboratório de computação) nas escolas públicas para a molecada acessar internet em todos os estados e municípios com a supervisão e orientação de professores, fora do horário de aula em sala, intercalada com atividades esportivas e artisticas.

    E aprimorar constantemente o curriculo escolar, com a participação de pais e alunos.

    Abraços

  14. josaphat disse:

    Quase todos criticam a doutora. Quase todos também acreditam nela. Ela deve mesmo ter bola de cristal…

  15. Giovanni Oliveira disse:

    O debate sobre as cotas em universidades é muito complexo, não dá pra colocar tudo no mesmo pacote. É claro que existem casos onde cidadãos auto-denominados negros, de classe média ou média-alta podem ter acesso ao programa, por isso, existem instituições que condicionam a cota á renda.

    Citando outra vez o Sr. André Luiz, é de grande leviandade e falta de esclarecimento mínimo para o debate sustentar a falta de competência de um graduado ingressante por cota. É não levar em conta o processo avaliativo da instituição, acreditando infantilmente ou por má fé que o aluno cotista seja beneficiado de alguma forma ao longo de sua carreira acadêmica. Basta ler os relatórios de rendimanto dos alunos cotistas, que não raro apresentam notas melhores que os outros alunos, na maioria das vezes por valorizar mais a conquista da cadeira unioversitária.

    É verdade que parcelas de cotistas desistem do curso por dificuldades em se manter na universidade, mas o percentual é bem menor do que as desistências de outros alunos. Mas em compensação, já temos ex-cotistas com considerável contribuição científica e de grande relevância.

    Esse tipo de debate é muito sério para ser questionado ou baseado em rancores de classe ou falta de informação.

  16. Spok da Silva disse:

    O que é pior a doutora, Gilmar ou o DEMO?

  17. Ivan Moraes disse:

    “Que se criem cotas sociais, e não raciais.

    É pedir demais?”: quem “luta” por cotas “sociais” hoje sempre as combateu. Como agora podem colocar a culpa nos pretos pelo atrazo dos brancos, ai esta a direita tentando mais uma vez o aliciamento de uma subdivisao das massas, nesse caso os brancos, pra uma “indignacao” seletiva que nao enganaria meu gato.

    Quem foi que NEGOU “cotas sociais” pros brasileiros por mais de meio seculo? Quem as nega em Sao Paulo ate hoje, alias?

  18. Edmilson Fidelis disse:

    Rafael,

    Não irei acusar a Dr. Kaufman de ‘madame”, “dondoca” ou “oligarca atrasada”. Acho que isto é puro preconceito e fazendo isto luta-se com as mesmas armas dos preconceituosos raciais que detestam uma pessoa somente pela sua cor.

    Sinceramente acredito que a doutora “peregrinou” por vários partidos tentando apoio em sua causa.

    Aliás, gostaria até de parabenizá-la por tanto sacrifício em prol de sua ideologia.

    Seria ótimo se mais uma centena ou milhar de nobres cidadãos brasileiros tivessem esta abnegação.

    Acredito também que ela deve ter relutado muito em ver que sua causa foi acolhida exatamente pelo DEM, que convenhamos, não é um partido muito adepto a grandes transformações e contumaz defensor da mesmice , quando o que ela quer é transformar e melhorar nosso país.

    Mas, como dizem, tudo pelo amor à causa.

    Acredito também que a Dra Kaufmann não entrou com a ação no supremo em pleno período de férias para que exatamente o mentor de sua tese julgasse sozinho seu pedido. Tanto que ela afirma que “tinha certeza” que o nobre presidente do STF não iria ferir direitos adquiridos.
    Mas, ela tem certeza que o nobre presidente e seu tutor não irá mais permitir tais direitos. Tanta certeza sobre o resultado do julgamento também não pode nos levar a crer que alguma coisa suspeita possa ter havido.

    Não podemos também levantar suspeitas somente pelo fato de a Dra. Kaufmann ter vinculo institucional com o IDP que somente por uma destas casualidades tão comuns em nosso país seja propriedade do presidente do STF que também, como já foi dito, apenas por uma casualidade temporal julgou a ação.

    Não podemos culpar a Dra Kaufmann por tão bem saber usar dos atalhos que nossa atribulada justiça tem e que, invariavelmente, somente alguns podem usar.

    Resumindo, só posso prestar minha sincera admiração pela Dra Kaufmann e seu ardor em prol de sua ideologia.

    Talvez, caro Rafael, possa te ajudar na definição do que seja negro ou branco:

    Negros: uma classificação étnica ou racial de grupos humanos, chamados ainda de negróides. (Wikipédia)
    Branco: Os termos caucasóide ou caucasiano foram criados para classificar o grupo humano de origem caucasiana, que é mais conhecido como “raça branca”, pelo seu tom de pele geralmente claro (apesar de a espectrometria dermatológica não ser o único fator para descrever tal grupo étnico). (Wikipédia)

    Podem-se ter grandes variações para tais definições, mas o que conta mesmo é a cor da pele.

    Já tentaram usar a genética para uma melhor definição, mas desistiram, pois se provou que não prova nada.

    Atualmente o que se tanta provar que não há preconceito de cor ou racial, visto que quase todos admitem não haver raças. Que tudo não passa de pretextos que alguns grupos negros desocupados e sem ter o que fazer usam para conseguirem benefícios que não merecem.

    Aliás, pretendo ler a tese da Dra Kaufmann, pois acredito que ela tenta, ao que parece de forma brilhante, provar que não precisamos de cotas exatamente por não termos preconceito, que é coisa de norte-americanos.

    Somos o país das diferenças inexistentes. Ainda bem!

    Quanto a seu desafio, devo dizer que você foi cirúrgico. Achou exatamente um dos raros casos em que uma chefe de família negra teve acesso a tudo de bom que o país pode oferecer e o usou da forma vil que todos conhecemos.

    Vai ser impossível contra-argumentar nestes termos, ou melhor, neste termo. Chego até a pensar que, caso quando um negro vier a se formar pelo sistema de cotas ele ganhe voz de prisão preventiva ao invés de um diploma.

    Se um Celso Pitta já fez o que fez, imagine milhares de Celsos Pittas!

    Nem vou argumentar que discutir cotas somente por este argumento é algo muito fraco e injusto, mas como você só aceita este argumento, fica para a próxima.

    Ser um salafrário culto também deve ser privilégio de brancos.

  19. Marco Antonio disse:

    Nassif, posso dar uma sugestão, embora não esteja no Fora de Pauta? Peço desculpas por fazê-lo neste espaço, mas fica mais próximo do texto que vou citar. Você poderia postar amanhã o comentário do Mauro sobre as sugestões de fixação de mandato para Ministro do STF, feitas por alguns dos maiores expoentes jurídicos da história do país, além de outros juristas? Além de o tema ser fundamental para o momento, esta síntese feita por esses Cidadãos extraordinários pode informar muitos colegas, que retransmitirão as opiniões extraídas e podem transformar a questão em debate nacional. Abraço, Marco.

  20. Antonio disse:

    Roberta trabalhava numa área subalterna, desimportante, administrativa, e de repente, não mais que de repente, não consigo imaginar a razão, foi transferida para a Presidência…. isso é típico de Brasília, torna-se protegida de um poderoso e logo é alçada a algo de mais importância, é promovida, etc…

    Olhando a foto da Roberta, percebo o quanto sofreu para chegar até onde está. Realmente, ela deve ter sentido muita discriminação, muitos obstáculos, dificuldades.

    Mas sei que isso são detalhes. O debate deve ser de idéias e respeito aqueles que acreditam que as cotas devam ser sociais. Mas não vejo motivos para a algazarra que alguns fazem. E discordo de uma série de meias-verdades que os contrários às cotas espalham. E, naturalmente, não posso deixar de reparar que os mesmos setores elitistas, conservadores, refratários às mudanças que o país vem observando, são os que se manifestam de forma mais aguda contra as cotas.

    Aguardemos o julgamente dos distintos magistrados do STF

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