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03/08/2009 - 13:57

Eternamente Gilmar

Por Leonardo Echeverria

Veja notícia do portal da UnB, onde a advogada do DEM, ex-aluna de mestrado de Gilmar Mendes, diz que, depois do voto, “as cotas estão com os dias contados”. Clique aqui.

ÔNUS - A advogada do DEM, Roberta Kaufmann, disse em entrevista à UnB Agência que não se sentiu derrotada. Ao contrário, explicou que ficou extremamente feliz” com a decisão de Gilmar Mendes. “Ele esclareceu todos os ônus que a política racialista poderia trazer”, diz a advogada. “Acredito que ele se coadunou com a nossa tese”. Roberta conta que peregrinou por vários partidos até achar um que apoiasse a causa defendida por ela. “Para mim, isso é uma questão de ideologia”, diz.
Segundo a advogada, a decisão de entrar com a ação na semana seguinte à divulgação dos resultados do vestibular, durante as férias do Supremo, não foi uma estratégia pensada. Ela diz que a ação tinha intenção de impedir a matrícula dos alunos antes que o registro fosse feito, mas tinha certeza que o presidente do STF nunca ia dar uma decisão que ferisse direitos adquiridos. Roberta nega que tenha movido a ação para que o ministro Gilmar Mendes resolvesse sozinho a questão das cotas. “Isso foi para que o processo não entrasse na vala comum do STF, onde as decisões demoram anos”, afirma.

Depois da negativa do pedido de liminar, Roberta està ansiosa para fazer a defesa oral da ação no plenário. “As cotas estão com os dias contados”, prevê.

Por Rafael

Não sei se o Edmilson e o Rodrigo, que foram os dois únicos que tentaram me responder (ainda que de viés, com ironias pouco sutis), ainda voltam neste post, mas de qqr forma deixo registrada minha breve resposta.

Talve vocês não tenham atentado, mas o argumento que vocês utilizaram de que o Pitta é uma execeção entre os negros por ser relativamente bem-sucedido é um tapa na cara de quem defende as cotas raciais.

Ora: se, a família Pitta é um “caso raro”, nas palavras do Edmilson, ou um caso único de “negro privilegiado”, como quer o Rodrigo, isto quer dizer que a regra é que os negros, em geral, sejam pobres e os brancos, ricos. Se assumirmos que esta regra é verdadeira (eu discordo), não é preciso se esforçar muito para concluir que as cotas sociais, baseadas em renda, cobririam nauralmente os negros e excluiriam automaticamente os brancos. O resultado seria o mesmo, mas a linha que separa níveis de renda é muito mais nítida e muito menos polêmica do que a que separa “raças”.

Tudo seria mais fácil se isso fosse verdade, mas o fato é que a maioria dos brancos é pobre. Há muito negros ricos, privilegiados mesmo. Pode-se defender as cotas raciais com base em critérios ideológicos, mas não em critérios de Justiça. E a Justiça, como disse Rawls, é um valor absoluto dos sistemas sociais assim como a verdade é um valor absoluto dos sistemas de pensamento.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Políticas Sociais Tags: ,

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82 comentários para “Eternamente Gilmar”

  1. Antonio Santos disse:

    O que me faz acreditar que o “Momento raro do Gilmar” não é tão raro assim.

    Só está pavimentando a estrada que levará ao fim das cotas.

    Resta saber o tamanho, a extensão e a profundidade do estrago que vão fazer. Se resultar numa mescla entre cotas sociais e cotas raciais será uma boa solução.

    Mas teremos essa resposta quando o caso for julgado. E como o Gillmar é o último a votar, pode mudar de idéia durante o julgamento. “Evoluir” como eles gostam de dizer.

  2. Marco Vitis disse:

    A advogada afirma:”… é uma questão de ideologia”.

    Durante a escravidão, houve a divulgação de “teses científicas” que “comprovavam” que o negro era um ser inferior e o fato de ser escravo estava coerente com sua condição natural. Chegaram até a medir a circunferência da caixa craniana de alguns escravos para “fundamentar a tese científica”.

    Naquela época, como agora, é uma questão de idelogia. Claro !

  3. ”Para mim, isso é uma questão de ideologia” ….

    Pois é… Ao invés de dedicar seu esforço e intelecto a causas meritórias como o trabalho escravo, a corrupção, ou a melhoria da saúde e educação públicas a nobre advogada decidiu atacar a politica de uma universidade que bem ou mal garante uma chance minima de acesso ao ensino superior para pessoas oriundas das camadas mais pobres da população. Nessas horas eu chego a conclusão que cada um tem uma ideologia perfeitamente adequada ao seu caráter…

  4. EGF disse:

    Adoro fuleros de frase pronta: “Para mim, isso é uma questão de ideologia”.

    Qual o conceito de “ideologia” para a douta advogada?

    Aliás, esse é um argumento dos mais utilizados pela direita atrasada.

    Toda ideologia é horrenda, péssima e contaminante. Menos as deles, é claro.

    Sardemberg, o suposto jornalista, também é craque nisso. Só vale se a ideologia for neoliberal. Aí não é ideologia, é conceito natural e fundamental. É assim que as coisas funcionam, e pronto.

    Ainda, tanta gente boa para argumentar contra as cotas e o supremo presidente escolhe Ali Kamel? Só pode ser provocação. Que diabos de contribuição esse nada fez à discussão sobre as cotas? Escreveu um livreco achando que mora em um país escandinavo. É um pobre coitado intelectual.

    Cada um viu.

  5. Luciano Prado disse:

    Pelo visto a doutora Roberta já tem tudo na mão. Portanto, não duvido das certezas dela.

  6. Hamilton disse:

    Gostaria de saber a opinião da advogada sobre um assunto que, de alguma maneira, guarda relação com a questão das cotas. Mais especificamente, gostaria de saber se ela tem opinião formada sobre o sionismo.

  7. EGF disse:

    Li uma vez um ótimo argumento de alguém a favor das cotas. Temos que arrebanhar a tal advogada-procuradora-funcionária para a causa. Dizia mais ou menos assim:

    Eu também sou contra as cotas.

    Sou contra as cotas de 99% de brancos na universidade;
    Sou contra as cotas de 99% de médicos e dentistas brancos;
    Sou contra as cotas de 132% de banqueiros brancos;
    Sou contra as cotas de 102% de grandes empresários brancos;

    Será que a Dra. Kaufmann (com esse nome, deve ter ascendência Moçambicana), seria voluntária na causa da “racialização das benesses do mundo”?

  8. Filho disse:

    não entendi, que dizer que essa ação vai furar a fila?

  9. Legal disse:

    A senhora Roberta Kaufmann deve ser uma destas madamezinhas que pede pra algum estagiario escrever o processo e preparar o discurso. O que esta com os dias contados e a importancia de gente como ela. Que se dane os menos favorecidos. Dinheiro publico e bom qdo salva os bancos. Ai pode.

    Que lixo!!!! Que vergonha de morar no mesmo pais que esta dondoca!!!!!!

  10. Legal disse:

    A moca esqueceu que dos ministros do supremo, apenas 3 nao foram escolhidos por Lula.

  11. EGF disse:

    Corrigindo meu comentário (14:29). Tinha lido que a advogada disse NÃO ser uma questão de ideologia.

  12. Maurício disse:

    Vejam as citações do Gilmar Mendes que, dentre outras, cita passagens “brilhantes” de Ali Kamel e do “Manifesto dos Intelectuais”, e comparem-nas com as citações constantes do parecer exarado pelo Procurador Geral da República, para compararmos os estudos que cada um deles julga importante para o deslinde da questão. Não há dúvida de que o STF julgará a questão nos termos propostos pelo “Rei Sol Tropical”. Resta-nos, principalmente para os beneficiários das cotas, rezar para que essa famigerada ADPF seja convertida em ADIN, sem concessão de medida cautelar, bem como que fique aguardando julgamento de mérito pelo tempo necessário para que o regime de cotas promova a integração de seus beneficiários, tal qual o seu intento, medida paliativa e temporária que é.

  13. Ivanildo de Sousa Lima disse:

    MIl vezes parabéns ao Marco Vitis pelo comentário. E ponto final!

  14. julio cesar disse:

    o sobrenome dela diz tudo, é de origem alemã, e ele deve pensar que mora num país civilizado, ah senhora Kauffman, que tal uma voltazinha lá na universidade de Munster?

  15. Ivanildo de Sousa Lima disse:

    Roberta Kaufmann, no mínimo, nunca teve problemas para ingressar na faculdade. Deve ter nascido em berço de ouro, frequentado os melhores colégios, etc e tal. Daí a explicação para todo esse alvoroço por parte da procuradora. “Doutora”, procure algo para fazer, que seja realmente útil à população. Por favor, não faça sensacionalismo. Deixe o apadrinhamento de lado e trabalhe em prol da sociedade, pois (e nem preciso dizer) que é pra isso que os servidores públicos recebem.

  16. Marco Aurelio disse:

    http://www.castagnamaia.com.br/blog/

    Segundo a ELITE, “O problema é a negrada”

    “O problema é a negrada. E também os índios. E pior: o problema é a mistura, um povo preguiçoso e sem iniciativa.
    II – Essa era a base do raciocínio da “elite”, da aristocracia, até a Revolução de 30. Tivemos alguns ciclos econômicos: o da borracha, em Manaus; o do café, em São Paulo; o do cacau; o da cana, no nordeste. Ali estava o dinheiro. E ali estava a aristocracia, que não raro usava trajes pesados, europeus, neste nosso calor tropical.
    III – E aí vieram idéias de “purificar” as raças. Antes disso houve Cesare Lombroso, na Itália, catalogando as gentes pela aparência física. Depois, iniciam as teorias da eugenia. A melhora pela genética. Havia raças superiores, havia raças inferiores. Era preciso esterilizar as raças inferiores.
    IV – Nesse meio tempo, foi Getúlio quem editou um Decreto obrigando os clubes de futebol a aceitar negros. O esporte era absolutamente elitista. E também foi Getúlio quem resolveu cadastrar as escolas de samba no Rio e aportar recursos a título subvenção. Ali o samba cresceu, ali Noel explodiu, e veio Chico Buarque, claro, como o grande herdeiro de Noel, quase sua reencarnação. Também no futebol e no samba há Getúlio Vargas.
    V – Mas como podia a negrada, esse povo mestiço, desenvolver alguma coisa? E aí veio a Petrobrás. E foi ridicularizada: aqui não há petróleo, disseram as multinacionais. E havia. E veio o ITA – o Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Um centro de excelência extraordinário, boicotado à exaustão pelo Brigadeiro Eduardo Gomes, o grande chefe da UDN, para tristeza do Brigadeiro Montenegro. E veio a PanAir, obra, também, da nossa genialidade.
    VI – Nelson Rodrigues é quem apanha genialmente isso: conta a história da seleção brasileira. Nossos negrinhos e nossos misturadinhos lá, enfrentando os arianos. Não sabíamos que éramos geniais. Comportávamo-nos como vira-latas, e éramos tratados como vira-latas: a botinadas. “De nossa boca, pendia a baba elástica e bovina das humildades abjetas”, disse Nelson. E aí nos revelamos geniais no futebol. ..”Continua no endereço acima……

  17. MarcosLP disse:

    “Roberta conta que peregrinou por vários partidos até achar um que apoiasse a causa defendida por ela…. ”

    Tinha que ser os DEMos

  18. Hamilton disse:

    Os cariocas que me corrijam, mas eu tenho a sensação, bairrismos evidentemente à parte, que a direita de lá é mil vezes pior que a paulista.

  19. gaúcho disse:

    As cotas para negros foram adotadas nos EUA nos anos 60/70, no Brasil com um atraso de algumas décadas chegou mas não sem muito protesto da elite e dos partidos de direita, claro eles querem nos proteger de uma política “racialista”.

    A nobre advogada cumpre a sina de uma oligarquia atrasada que tem horror a frases do tipo divisão de renda sob todas as facetas, espero que não se entusiame pelo reestabelecimento da escravidão.

  20. André Luiz disse:

    Me desculpem por ainda ser leigo nesta questão de cotas para entrada em universidades. Mas como muitos ainda tenho algumas dúvidas.
    As cotas são para todas as especialidades?
    Alguém que entra no ensino superior por meio de cotas para por exemplo, medicina, engenharia ou outra especialidade que lida direto com a manutenção da vida humana terá a mesma credibilidade de um profissional que não precisou usar das cotas?
    Será que daqui a alguns anos quando eu levar meu filho no médico, precisarei perguntar se ele se formou graças as cotas?
    A vida humana é muito valiosa para colocar nas mãos de pessoas pouco capazes, se hoje não se pode confiar totalmente nestes profissionais, imaginem quando estes cotistas estiverem exercendo a sua profissão, com certeza não terão orgulho de dizer que se formou graças as cotas.
    Mais importante do que as cotas, é melhorar a qualidade do ensino público desde o ensino fundamental, cotas pode ser uma forma encontrada pelo governo para tentar corrigir as estatísticas de sua falha nos ensinos fundamentais e médios.

  21. weden disse:

    rs

    O tráfico de seres humanos, incluindo mulheres e crianças, legitimado pelo proto-Estado Brasileiro, durante os séculos XVI, XVII, XVIII e XIX também era ideologia.

  22. Luka disse:

    É a ideologia do contra?
    Se está tão preocupada assim, porque não defende novas teses que possam favorecer aos que tem dificuldade de acesso ao ensino?
    Sua Ideologia parece ser a do holofote . Conseguiu ter um palco.

  23. EGF disse:

    Caro André Luiz, percebe-se que é leigo no assunto. O que tem a ver o c* com as calças? Qual a relação entre a qualidade acadêmica e profissional das pessoas com a forma como ingressaram na universidade?

    Posso listar uma quantidade imensa de maus profissionais, não cotistas.

    E para saciar sua curiosidade, já há estudos que comparam os resultados acadêmicos de cotistas e não-cotistas. Os cotistas se saíram igual, ou melhor, que os não-cotistas.

    Dizer ser a favor de ensino de qualidade é chover no molhado. Sou contra assassinatos, e daí? O que muda?

    Lembro você que os cotistas em geral não tem como única preocupação o estudo, mas também, muitas vezes, o trabalho para se sustentar, ou ajudar no sustento de suas famílias.

    Sugiro que se aprofunde melhor na matéria para não repetir besteiras por aí. Ser contra é uma coisa, ficar na superfície da avaliação é outra.

  24. Formiga disse:

    Ela será candidata pelo DEMO.

  25. André Oliveira disse:

    Na vala comum do STF??
    Pelo tratamento dado vê-se logo que ela preza muito aquela corte. No descontrole verbal parece inspirada em seu antigo professor.

  26. Jorge Fernandes disse:

    Prezado André Luiz

    Sim as cotas são para todas as especialidades. Se houvesse separação na realidade seria mais uma descriminação.
    O fato de entrar na universidade pelo sistema de cotas não implica que ele será aprovado em um sistema de cotas. Este terá que se esforçar ainda mais para obter a graduação. Este argumento não tem base, pois vc pode entrar na universidade tendo o supletivo o que não é demérito nenhum.
    Hoje existem pesquisas que indicam que os alunos que entraram nas universidades atraves das cotas tem desempenho superior aos não cotistas. Sugiro então a vc que amanhã se tiver a necessidade de consultar um medico vá em um cotista pois este realmente da valor a sua graduação.
    Abraços

  27. Hildebrando disse:

    Até que ponto quem se diz contra as cotas é a favor das cotas “brancas” próximas ou iguais a 100%?

  28. Ricardo Pereira disse:

    Prezado André Luis,
    tranquilize-se. Apesar de entrar por sistemas de cotas, os profissionais formados nestas universidades terao a mesma formaçao que os que entraram pela via comum. Pode dormir agora. Se vc pensa que por entrar por via das cotas, a vida do estudante será mais facil, ou ele será menos cobrado, garanto que isto nao acontece. Mas vc tem o direito de recusar o atendimento de profissionais se nao gosta da sua cor. Fique a vontade.

  29. Rafael disse:

    Não deixa de ser uma pena que mais de um entre os comentaristas que acusaram a causa da advogada de preconceituosa emitiu julgamentos sobre o sobrenome dela. Se é Kaufmann, é provavelmente “madame”, “dondoca”, “oligarca atrasada”, teve “berço de ouro” e tem “tudo na mão”.

    O comentário do Claudio Roberto Basilio, entretanto, foi o que mais me impressionou: segundo ele, as cotas racias são uma oportunidade de ascenção “para pessoas oriundas das camadas mais pobres da população”. Errado. As cotas beneficiam quaisquer negros (seja lá o que for “negro”), mesmo os das camadas maia abastadas, e preterem quaisquer brancos (seja lá o que for “branco”), mesmo os das camadas mais pobres.

    Quero lançar aqui o “Desafio Celso Pitta”: quem conseguir argumentar que os filhos de Celso Pitta, que fez pós-graduação em Leeds e Harvard, merecem, em um concurso público ou em um vestibular, um bônus para recompensar a opressão que os seus pares sofreram no passado e, assim, ficar com a vaga de um garoto branco que estudou em escola pública e cujos avós ralaram em condições de semi-escravidão nos cafezais de SP, quem conseguir argumentar isso, repito, ganha o meu apoio. Pois são esses os termos da discussão quando se fala de cotas raciais e Justiça.

    E, por gentileza, resguardem-se de me acusar de oligarca sem saber com quem estão falando, à diferença do tratamento que foi dispensado à Frau Kaufmann.

  30. Paulo disse:

    Eu concordo com a advogada. A politica é “racialista”, e reforça a “desigualdade” entre “raças”, ao invés de buscar a igualdade de direitos sem distinções. Se for pra ter cota , elas tem que ser “sociais” e nunca raciais. Corremos sim o risco de implantar no Brasil uma divisão racial que historicamente é minima, vide o numero de mulatos e mestiços nas nossas ruas. A partir do momento que se criam “critérios” raciais, cria-se tb um precedente perigoso de separação, corremos o risco assim de nos parecermos com os EUA, país em quase não existe miscigenação, e a mistura entre raças é “rara”. No Brasil, dado o nível de miscigenação, uma politica de cotas para negros é altamente injusta também pela genética, em pesquisa recente divulgada pela BBC por exemplo, foram encontrados traços genéticos europeus em várias pessoas de cor negra, ou seja pessoas de cor com genética européia tb podem ser beneficiadas, invalidando toda a lógica de injustiça racial pela escravatura que os defensores das cotas argumentam, dado que a distinção de “raça” utilizada pelas universidades é altamente subjetiva. Enfim, cotas para pobres OK, para raças, negativo.

  31. Quando se é retrógrado, os amigos são retrógrados, os advogados escolhidos são retrógrados, as causas patrocinadas são retrógradas, o jeitinho para conseguir uma liminar são retrógrados. CANSEI… desses retrógrados!

  32. Vivian S. disse:

    Toda vez que ha discussão pro ou contra as Cotas, fico entristecida. Ha sempre muito preconceito em torno desse assunto.

    Sinceramente, se a questão das cotas é tão prejudicial assim ao Brasil, ao branco pobre, porque não ofereceram ainda uma alternativa séria para resolução do problema da ma-educação que recebe todo brasileiro que não pode pagar escola ?

    O ideal seria termos uma educação publica de qualidade, que forneça às crianças a possibilidade de uma disputa de igual para igual num vestibular de universidade publica. Mas ainda assim, é utopico! Porque os pais das crianças pobres, a grande maioria caboclos, mulatos e negros, não pode pagar cursos extras, curso de linguas, xadrez, o escambal, e continuamos aqui a dizer que as Cotas não resolve o problema e e e e??? Lavamos as mãos e vamos dormir pensando nos preços exorbitantes das mensalidades escolares que pagamos para nossos filhos entrarem nas melhores universidades do pais. Quais mesmas ? As publicas !

  33. gAS disse:

    Goataria muito de saber, quantos amigos ou colegas negros ele teve na faculdade.
    Outra coisa, no local onde ela mora, (creio que seja um local de classe media) quantos vizinhos negros ele tem.
    Para finalizar, quantos amigos negros ela tem, amigos de fato, que frequenta a sua casa, pessoas intima da familia, não apenas aqueles “amigos negros, gente boa” que são os porteiros, pedreiros, motoristas, borracheiros, os serviçais.
    Pois é, as cotas ( por um período de uma geração , mais ou menos 20 anos) servem para equalizar essas distorções.
    Serve para que, os filhos ou netos dela, tenham colegas ou amigos negros na faculodade.
    Serve para que no futuro, os filhos e netos dela, temham vizinhos negros.
    E espero que eles tenham amigos negros de fato.
    Se as cotas fossem pensadas há trinta anos atrás, talvez hoje, não teríamos o PCC, comando vermelho (despolitizado) ada, terceiro comando, terceiro comando jovem emfim, todas essas facções que dominam as comunidades carentes.
    Quem for contras as cotas hoje, ( que tem todo o direito) deve refletir melhor, para que no futuros os nossos filhos e netos não vivam num Brasil mais violento que hoje.

    gAS

  34. Ivanildo de Sousa Lima disse:

    Universidade pública é para os menos favorecidos, financeiramente. Coisa que não acontece por estas bandas. “Brasil, mostra tua cara!”

  35. Yuri Suzano Silva disse:

    “Uma questão de IDEOLOGIA”, certamente. No pior sentido da palavra.

  36. J. Maurício disse:

    Existe outra solução que o governo poderia tomar e evitar essas disputas.
    Como se sabe, o ensino público secundário é composto, em sua maioria, por negros, índios, brancos pobres e uma miscigenação significativa dessas classificações (de raça e renda). As universidades públicas deveriam então colocar suas vagas para quem vem do ensino público, ficando apenas as eventuais sobras de vagas para alunos oriundos das instituições de ensino particulares.
    Nada mais justo, afinal quem pagou pelo ensino de 1º e 2º graus em escolas particulares, muitos até se orgulham disso, pode muito bem abrir mão do ensino superior público e gratuito, e continuar estudando no setor privado, ou seja nas universidades particulares. Assim creio, estaríamos privilegiando quem merece proteção e oportunidade: negros, mulatos, índios e pobres em geral.
    O ensino superior público e gratuito não tem, em um país pobre como o Brasil, de ser quase restrito a privilegiados das classes rica e média alta, como hoje, basta dar uma espiada no estacionamento de qualquer universidade federal ou estadual para se dar conta disso.
    Dessa forma seriam também evitadas ações como dessa advogada, como ela mesmo diz, por uma questão de ideologia, perversa ideologia da exploração do homem pelo homem nesse caso, usando em sua argumentação, exceções para fingir a inexistência da regra.
    A universidade pública e gratuita para quem vem das escolas de 1 e 2 º graus públicas, esvaziaria a argumentação dessa gente, e desconfio, ainda poderia fazer o ensino público secundário melhorar de qualidade a médio prazo, pela valorização que traria.

  37. Lucinei disse:

    … Pô, Rafael… Podia pelo menos ter dado o exemplo dos filhos do Pelé; do Rei… Vai dar logo do Celso Pitta?!

  38. Yuri Suzano Silva disse:

    “o sobrenome dela diz tudo, é de origem alemã, e ele deve pensar que mora num país civilizado” Acho que ela ser de origem alemã não tem absolutamente nada a ver. Aliás, nem deveria ser mencionado.

    “Resta-nos, principalmente para os beneficiários das cotas, rezar para que[...]”

    Rezar o escambau! Tem é que haver pressão dos interessados! Pressão!
    Entendam como quiserem.

  39. Alex A Sampaio disse:

    Fiz 2 vestibulares, atingindo a 1a e 3a colocação. Me formei em ambos – sempre estive longe de estar entre os 3 melhores estudantes. Mais longe ainda de ter se formado entre os melhores profissionais. Muitos que nem passaram no vestibular seriam ainda melhores que eu. Vestibular testa a capacidade do estudante de fazer vestibulares. Proposta:
    Requisito: aprovação no ENEM. Média um pouco maior em matérias vinculadas à área escolhida.
    Critério: Sorteio.
    O mesmo valeria para concursos públicos.
    Assim, acabaríamos de vez com esta blá-blá-blá sobre cotas.

  40. Fabio disse:

    No CONJUR (só pra variar):

    ► Os conselheiros decidem, ainda, se mantêm o processo disciplinar contra o juiz Ali Mazloum, no Tribunal Regional Federal da 3ª Região. O processo administrativo foi aberto após o juiz conceder liminar em Habeas Corpus para adiar o julgamento de um médico pelo Conselho Regional de Medicina há cinco anos.

    Como é que é???? Tem um processo disciplinar no TRF-3 contra o Juiz Ali Mazloum (placar 5×0) contra ele. Aí um conselheiro do CNJ decide interromper o julgamento (o conselheiro é um ADVOGADO!). E agora o CNJ vai decidir??? O CNJ virou “instância superior”??? Gostaria de saber dos especialistas do blog se isso é possível ou é mais uma “conjurada” para ajudar o Daniel Dantas?

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