Aqui de Santos tenho um show em homenagem aos 90 anos de Jackson do Pandeiro. Ja fizemos um belo show no Sesc Santos e dia 06.10 estaremos no Sesc Ipiranga
Se vc quiser add meus videos com partes do show fique a vontade !!
Época de Pedro Paradella, Mário ViaNNa, José Silvério, Orlando Barbosa, Mário Silva, Washigton Rodrigues, Denis Menezes, Iata Anderson, Kleber Leite, Luiz Penido, Waldir Luiz, Francisco Aiello, Antonio Porto, Geraldo Romualdo da Silva, José Cabral, Celso Garcia, Waldir Amaral, Jorge Cury, Rui Porto; e a turma da “Grande resenha Facit”, Vitorino Vieira, João Saldanha, Luis Mendes, José Maria Scassa e o pai do Nelson Rodrigues Filho.
O Orlando Barbosa era um locutor barítono muito ruim (radios Continental, Mauá), mas para fugir da concorrência narrava sempre os jogos do meu Vascão em São Januário, que começava sempre 1 hora antes. Era um assíduo ouvinte.
lá pelos inícios dos anos 80, trabalhávamos na Istoé e quem descvobriu de fato o Cabo Anselmo0 foi a Suzana Veríssimo – você certamente lembra dela, que trabalhou com a gente na Veja. A Suzana descobriu que o Cabo Anselmo frequentava o DOPS de São Paulo, onde tinha um sócio, o delegado Josecyr Cuoco, com quem mantinha uma agência privada de informações que, com agentes infiltrados no movimento sindical e acesso aos relatórios dos alcaguertes do DOPS, vendia informações para as multinacionais, especialmente do setor automobilístico, na época muito assustadas com o novo sindcalismo que nascia no ABC.
A Suzana começou a levantar a matéria, quando o Cuoco descobriu e, com ajuda do Cenimar, montou uma operação de contra-inteligência: chamou o Octávio Ribeiro – nada contra ele, era meu amigo e um grande repórter de polícia – e combinaram a entrevista com o Cabo Anselmo.
A única condição, cumprida, foi que a matéria deveria ser publicada na Istoé, exatamente para desmontar o trabalho da Suzana.
A última informação que eu tive da Suzana é que ela estava morando no Recife mas, se for necessário, não será difícil encontrá-la.
Por Suzana Verissimo
Salve, Nassif! Salve, Fon! Estou viva, feliz e morando em Brasília, onde chefio a assessoria de comunicação social do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FNDE. Nassif, o comentário do Fon é corretíssimo. No dia em que saiu a matéria do Pena Branca, por sinal, eu estava com um encontro marcado com uma fonte que ia me passar o endereço do apartamento onde morava o cabo Anselmo. Beijo nos dois.
Marcel Leonardi é um jovem e brilhante advogado especializado em direito comparado, dos primeiros a se especializar também em Internet e nos crimes de opinião na rede.
Coube a ele a tarefa de identificar o blogueiro anônimo que montou o blog apócrifo para me atacar. E, agora, abrir a ação contra ele. O blogueiro era o chefe de gabinete da ex-vereadora Soninha e agora participa da brigada convocada pelo PSDB de Brasília – do senador Sérgio Guerra – para ataques anônimos contra adversários.
Recentemente, Leonardi foi a Berkeley para um pós-doutorado, junto com um grupo de advogados de várias partes do mundo.
Aqui, a entrevista que fiz com ele sobre diversos temas, dos crimes internéticos, da identificação dos criminosos, da responsabilidade dos intermediários (sistemas que abrigam blogs) e dos limites entre a liberdade da Internet e os ataques contra a honra.
Ontem havia um post no blog sobre a construção do conhecimento. Creio que ele cá existe por causa da quantidade de boas informações e das opiniões sustentadas por raciocínios elaborados e alguns até surpreendentes e inovadores.
O Nassif ajuda muito, manda bem, mas todas/os sustentam hoje essa qualidade e somos co-responsáveis.
Eu queria ver esse conhecimento ser traduzido em ações concretas.
Poderíamos testá-lo no novo e importante Projeto de Lei em votação na ALESP (Assembléia Legislativa de São Paulo), o PL 640/09, que “Institui o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica do Estado de São Paulo – PROINFA-SP – e dá outras providências.”
A tramitação está começando.
Temos um gestão estadual que se caracteriza, entre outras mazelas, por ter o governador que mais vetou projetos de lei de iniciativa dos deputados estaduais (especialmente os de autoria de deputados que não são do partido e da base aliada do governo atual).
Exemplo 1 – O caso do PL 227/06
Aqui para ler um momento do processo de votação do pl 227/06, que previa: clique aqui.
Para mim, todas as indicações ao STF são políticas. O tribunal sempre foi composto de ‘amigos do rei’, ou projetados por base política estadual (incluindo o STJ). Na atual composição, tivemos uma tendência de vanguarda: o primeiro negro, a primeira mulher, outra mulher, mas continuam os abusos (Eros Grau e Menezes Direito, por exemplo, claras indicações politicamente amigáveis). Evito comentar sobre AGU’s (Gilmar Mendes e como tanto se fala, futuramente Toffoli) e PGR’s (para lembrar a quase indicação de Geraldo Brindeiro, defenestrado na consulta a FHC sobre intervenção federal no ES, para nosso alívio).
Sou a favor do filtro constitucional, sendo o tribunal competente apenas para causas originariamente constitucionais no controle concentrado (p.e., ADI, ADC, ADPF) e, excepcionalmente (o que difere de hoje, que acaba sendo a regra), em alguns casos onde há flagrante conflito constitucional entre reiteradas decisões dos demais tribunais e a própria lei maior. Mudanças objetivas foram estabelecidas para preservar a competência do tribunal, positiva e negativamente, como a reclamação e a repercussão geral. O STF também edita súmulas com características de filtragem, como a 691 (que, dependendo do réu em questão, o tribunal ignora e, normalmente, recebe e conhece o pedido). Na prática, o STF revê posições já sedimentadas em todas as instâncias, concentrando o poder.
O NYT de hoje noticía, com um certo atraso, a “censura” ao Estadão e expõe ações similares de outros países do nosso continente. Clique aqui.
Comentário
No almoço de sexta-feira, conhecio Ricardo Gandour, diretor de redação do Estadão. Ao contrário do Turquinho da Veja, é árabe do interior e não se envergonha da ascendência, cumprimenta as pessoas com um “firme?” que nem eu. Em suma, uma simpatia.
Veio me cumprimentar, disse-lhe que estava pegando no seu pé com a história de que o Estadão estava sofrendo uma censura similar à do Estado Novo. Fez uma veemente defesa da liberdade de imprensa contra a censura prévia.
Argumentei que, se não der ao atacado um dos direitos fundamentais – o de resposta – a imprensa fica sem legitimidade para combater o veto prévio às matérias. Qual a defesa do atacado, a não ser recorrer à Justiça.
Lembrei que, no debate na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), um dos advogados, palestrante, levantou as novas linhas do direito de imprensa, que defendem inclusive o direito de resposta simultâneo ao da publicação da notícia. Ou seja, em qualquer notícia com ataques a terceiros, eles deveriam ser previamente comunicados e ter o espaço assegurado junto da própria matéria publicada.
Gandour considerou que inviabilizaria o modelo de produção jornalística. Pergunto: com os abusos cometidos pela mídia, sem permitir o direito de resposta, os jornais não estariam induzindo a esses movimentos de defesa mais radicais?
Tomo meu caso. Há mais de um ano sofri um ataque do parajornalista da Veja. Entrei com o pedido de direito de resposta na improvável Vara de Pinheiros. A juíza não deu provimento à queixa, alegando erros na inicial. Foi a mesma juíza que considerou que os ataques do parajornalista a Paulo Henrique Amorim faziam parte do seu estilo, não se configurando injúria – posteriormente, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou penal e civilmente o parajornalista, comprovando uma diferença abissal de interpretação em relação à juíza.
Meu caso foi para o TJSP, a esta altura decorrido quase um ano. Os advogados da Abril, por sua vez, solicitando que, em vista do tempo decorrido, o processo deveria ser extinto. A 11a Câmara de Direito Criminal do TJSP considerou que a juíza estava errada, a partir do voto do presidente e relator Guilherme Strengler, de 17 de junho passado.
A juíza errou em uma interpretação básica da lei, básica. É direito dela errar. E é especialista na matéria, caindo para ela quase todas as ações de direito de resposta contra a Abril. Mas perdi um ano nessa brincadeira. Agora, o processo volta para a juíza, que terá que proferir sua sentença.
Se não tivesse um histórico jornalístico e o espaço aberto pela blogosfera, teria sido destruído por essa irresponsabilidade.
Agora, pergunto: se para conseguir fazer valer direitos básicos, uma pessoa tem que cumprir essa maratona, bancando custos de advogado e sem ter a menor garantia de que o pleito será atendido, qual a legitimidade da mídia para questionar o embargo de matérias?
A maior ameaça à liberdade de imprensa é a insensibilidade da mídia para com os direitos básicos dos atingidos.
Castigo mais duro, herança dos EUA de Reagan, transforma criminoso leve em profissional, diz professor de Bolonha
“É UM PECADO , uma ideia louca” a noção de que penas maiores de prisão aumentem a segurança. “Acontece o contrário. Penas maiores produzem mais insegurança”, diz o italiano Massimo Pavarini, 62, professor da Universidade de Bolonha e considerado um dos maiores penalistas da Europa. Ele dá um exemplo: “Quanto mais se castiga um criminoso leve, mais profissional ele será quando voltar ao crime”.
MARIO CESAR CARVALHO
DA REPORTAGEM LOCAL
Ligado ao pensamento de esquerda, Massimo Pavarini diz que essa ideia de punir mais teve como origem os EUA de Ronald Reagan, nos anos 80, e difundiu-se pelo mundo “como uma doença”. A eleição de Barack Obama à Presidência dos EUA pode ser um sinal de que esse ideário se esgotou, acredita. Pavarini esteve em São Paulo na última semana para participar do congresso do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), onde deu a seguinte entrevista:
O caderno Dinheiro, da Folha, traz matéria sobre as causas da apreciação cambial (clique aqui).
É uma discussão velhíssima. Os exportadores atribuem ao diferencial de juros, que atrai dólares de fora. Os mercadistas rasos atribuem ao preço das commodities, que influenciaria o câmbio. Os exportadores rebatem, dizendo que é o preço do dólar que baliza as cotações de commodities.
No fundo, uma discussão inútil, ótima para o professor-de-Deus fazer firulas no meio do campo, embaixadas sem chutar a gol.
A questão central é: o real apreciado tira a competitividade da economia brasileira, beneficia apenas especuladores que fazem arbitragem de moedas, impede a consolidação de novos setores, com maior valor agregado. Logo, pouco importa a razão. A discussão relevante é sobre como impedir a valorização do real.
Reino Unido pretende aportar US$ 11 bilhões no FMI
O Reino Unido está pronto para fornecer um adicional de US$ 11 bilhões como parte do esforço de fortalecer as finanças do Fundo Monetário Internacional (FMI), prometeu na segunda-feira o ministro britânico das Finanças, Alistair Darling. O ministro, conforme escrito no jornal britânico The Guardian antes da reunião de ministros das Finanças do G20neste fim de semana, disse que a Grã-Bretanha continua a liderar a ação internacional tanto em resposta à crise financeira como para ajudar a garantir a recuperação. Em abril, a cúpula do G20 em Londres, os líderes mundiais concordou em triplicar os recursos do FMI para US$ 750 bilhões para ajudar os mercados emergentes e países de baixa renda a lidar com a crise financeira.
Acho que o destaque da semana será o BLOG DO PLANALTO, já começaram os questionamentos por não ter onde comentar.
Por Giancarlo Câmara
Segundo o Azenha a possibilidade do contraditório será através da cópia dos posts em blogs, páginas pessoais, etc. onde será possível analisar, criticar, elogiar etc.
Paulo Henriquie Amorim denunciou a tentativa de contratação de uma petrolífera americana para assessorar os trabalhos da oposição na CPI da Petrobras. Evitei repercutir até dispor de mais dados.
Em seu Twitter, o senador Álvaro Dias confirma a denúncia. Apenas nega que até agora tenha sido efetuada a contratação.
Por Bruno
PHA conseguiu impedir um crime de lesa pátria que seria cometido pelo Álvaro Dias.
Imagine um parlamentar americano de oposição que para investigar uma importante empresa de petróleo dos EUA, que tivesse acabado de descobrir a maior fonte de petróleo das últimas décadas, contratasse uma empresa chinesa para investigar e repassar informações a essa empresa. Todos sabem que a China está muito interessada em petróleo e que os EUA consideram o petróleo super estratégico. Essa cena seria impossível, pois os parlamentares americanos têm um mínimo de amor ao seu país. Mas, isso fosse possível, teriam aberto um processo contra ele a respeito de espionagem. Era o que o Álvaro Dias pretendia fazer.
Olha o que o Álvaro Dias disse no Twitter dele:
“@mauriciorayel Não. Deve ser algum equívoco de divulgaçao. Recebemos algumas propostas de trabalho. Não há definiçao de contrataçao3:16 AM Aug 29th from web”
Perfil: Filho da elite japonesa, Hatoyama promete investir no social
BBC Brasil, Atualizado em 30 de agosto, 2009 – 22:27 (Brasília) 01:27 GMT
À primeira vista, Yukio Hatoyama não é muito diferente de Taro Aso, o homem que ele deve substituir no cargo de primeiro-ministro do Japão caso os resultados das projeções de boca-de-urna das eleições de 30 de agosto se confirmem.
Tanto Hatoyama quanto Aso vêm de famílias da elite política e industrial do Japão e os dois são netos de primeiros-ministros.
A família de Hatoyama foi a fundadora da fábrica de pneus Bridgestone, enquanto a de Aso era dona de uma importante companhia mineradora.
O exemplo de Londres é muito bom. Estive lá ano passado a trabalho, pelo CNPq, e foi uma experiência muito interessante. São cerca de 270 estações de metrô e cerca de 400 Km de linhas de metrô. Isso sem contar os trens, transporte fluvial, bondes e ônibus. Mas a cidade não anda, há um excesso de automóveis.
Mas não é só esse exemplo. Imagine uma autobahn na Alemanha, a ligação de subúrbios de classe média com Stuttgart. São seis pistas, todas completamente congestionadas nos horários de pico. Seis pistas congestionadas? Calma, pode piorar. Na Califórnia, na ligação de subúrbios com Los Angeles há estradas com dez, isso mesmo, 10 pistas de rolamento que ficam congestionadas no horário de pico. E posso dizer isso porque dirigi tanto na autobahn alemã quanto na high way californiana. Vi congestionamentos imensos com meus próprios olhos. E esses congestionamentos não acontecem por acidentes, mas por puro excesso de automóveis.
Dentro do panorama de consolidação da existência de uma linha política nos moldes do patriotismo constitucional republicano, dois movimentos sociais , igrejas evangélicas e MST, merecem análise.Qual seria o comportamento destes movimentos que se caracterizam por girarem mais em torno de si próprios que se preocuparem em se inserirem na sociedade e em todo o bojo de discussões nacionais.
As igrejas evangélicas tem a característica de libertação de seus fiéis, através do incentivo a melhoria das condições financeiras dos mesmos aliado ao argumento do fortalecimento espiritual, promovem discussões ontológicas , desprezando as discussões epistemológicas tendo porem a ocorrência do FENÔMENO que a medida que os fiéis vão se libertando dos vícios , dificuldades sentimentais e situação econômica precária muitos começam a ter uma independência maior em relação as lideranças religiosas que tinham no momento de adesão ao movimento religioso .A tendência seria este movimento imprimir marcas conservadoras, porem do conservadorismo das classes mais baixas, diferente do conservadorismo antigo dirigido pelas classes mais altas, estas ligadas hoje a outras forças políticas. Esta parcela da sociedade , conservadores das classes mais baixas, hoje estão ligadas aos políticos oriundos da igreja que não tem se envolvido em escândalos de desvio de dinheiro público, diferentemente dos políticos conservadores tradicionais.
Dia 27 de agosto de 2009, na sede da Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Ceará, ocorreu a audiência na qual a Globo e o Ministério Público assinariam um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, com o fim de acabar com as crueldades contra os animais no programa NO LIMITE. Teve início às 17h30min horas e terminou às 19h30.
Participaram: Dra. Sheila Pitombeira, promotora de justiça coordenadora do Meio Ambiente da Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Ceará; Dra. Deolinda Noronha, promotora da Comarca de Trairi (que responde por Flecheiras, local onde é gravado o programa): Dra. Geuza Leitão (advogada e presidente da Uipa); Dra. Ana Flávia Pantalena, advogada (também da Uipa); Dra. Daniele Pimentel (advogada da Globo); Dra. Ivone Silveira (advogada da Globo); Dra. Joana Karen Wanderley (advogada da Globo, representando José Bonifácio, o Boni e a produtora do programa NO LIMITE de nome Ana.
Não vi essa noticia aqui nem no PHA, apesar de ter mais de uma semana merecia um destaque, já que as falhas dessa agência reguladora são o maior obstáculo para a verdadeira consolidação da comunicação para todos através da oferta universal, isonômica e competitiva de serviços.
A Anatel presenciou nesta sexta-feira, 21, um momento inédito. Infelizmente para o órgão regulador, o fato foi negativo para a entidade. Pela primeira vez desde que a Anatel foi criada, há 12 anos, o Conselho Consultivo rejeitou o Relatório de Gestão elaborado pela agência. A decisão foi tomada por seis votos a quatro, rejeitando o parecer favorável ao documento relatado pelo conselheiro Roberto Pinto Martins, representante do governo no conselho.
A maioria dos membros do grupo consultivo encontrou inconsistências no relatório de prestação de contas da Anatel e protestou sobre a dificuldade de a agência atender às demandas da sociedade. “A agência carece de dar ouvidos ao Conselho Consultivo. Aprovar com ressalvas seria persistir no erro”, argumentou o conselheiro José Zunga, representante da sociedade. A “aprovação com ressalvas” citada por Zunga foi sugerida pelo próprio relator Roberto Pinto Martins.
Por Professor
Prezado Nassif:
A idéia das tais “agências reguladoras” foi um verdadeiro cavalo de Tróia, o tal “presente de grego”.
O problema começa na denominação, pois “agência” é macaquice das “agencies” norteamericanas. Não tínhamos precedente de tal uso com esse significado. E as tais “agências” já receberam imediatamente um limite maior para a contratação com dispensa de licitação.
Estava animado com o sarau semanal de terça-feira no Bar do Alemão. Principalmente porque no dia 1o comemoro 39 anos de jornalismo (putz!, parece que foi ontem).
Mas estou com uma batelada de palestras no Paraná: terça em Toledo, quarta em Cascavel.
Tenho a melhor das lembranças da última rodada minha por lá. Na época desenvolvi os primeiros estudos sobre as estratégias de aproveitamento dos fluxos financeiros no país, sem os erros do câmbio. O modelo de palestra estreou pela primeira vez em Toledo e enfatizava os novos valores da microeconomia – gestão, inovação, tentativa de fortalecimento do mercado de capitais – como saída para a miopia da macro.
E, lembrança maior, levei minha primeira caçulinha, a Luizinha de Rodinha. Ela tinha 8 ou 9 anos. Foi incumbida de distribuir boletins da Dinheiro Vivo. Ela toda orgulhosa ficava no fundo do cinema e a cada minuto me fazia tchau… e me tirava a concentração. Virou uma mescla de palestrante desconcentrado e pai babão.
Se você leu posts de manhã, ou algumas horas atrás, releia. Grande parte deles já foi enriquecido com comentários preciosos do corpo de comentaristas do Blog.
O Blog aqui não é grande coisa. Mas vocês são a mais preparada comunidade de Blogs da Internet brasileira, tenham certeza disso. Se juntar os jornais, duvido que qualquer um deles tenha um corpo mais diversificado e preparado de comentaristas-analistas do que este aqui, formado por vocês.
O debate enriquece, embora, na maioria das vezes, atrase. Ficaremos “trancando a pauta” cultural brasileira por séculos e séculos mais como fazem nossos deputados e senadores? Avançar e evoluir demanda ação.
Ponderar demais sobre as questões que envolvem as manifestações artísticas de um povo com identidade multifacetada, obrigatoriamente, serão também multifacetadas. E aqui mora o perigo: o “demais” é vago demais! Além do quê, subjacente a elas, com sua face única desequilibradamente parcial, opinando e preferindo, julgando e determinando (aliás, este capítulo mereceria um ensaio sobre essa coisa chata de julgar intitulado “Síndrome de Jurado do Flávio Cavalcanti”), estará sempre o homem exageradamente “ponderado” e movido por interesses pessoais. Em 90% dos casos o ponderado é um medroso que, pego de calça curta, quer ganhar um tempinho para opinar (de cima do muro).
Normal. Mas passível de reflexão.
O Novo Homem – com sensibilidade para entender até onde suas opiniões poderão ser transitórias e enriquecidas por outras, mesmo que antagônicas – ainda está por ser gerado.
Em 1954 Dora Vivacqua ( Luz Del Fuego)criou o que viria a ser a primeira área de naturismo no Brasil. O Clube Naturista Brasileiro que funcionava na ilha de Tapuama de Dentro que fica na Baía de Guanabara no Rio de Janeiro. A esta ilha de 8 mil metros quadrados deu o nome de Ilha do Sol.
Várias personalidades de Hollywood estiveram na Ilha do Sol, dentre elas: Errol Flynn, Lana Turner, Ava Gardner, Tyrone Power, César Romero, Glenn Ford, Brigitte Bardot e Steve MacQueen. Porém mesmo estrelas do porte de Jayne Mansfield foram barradas no pier por não quererem ficar nuas.
É difícil um diagnóstico do caso Palocci-Francenildo.
Do lado do caseiro – que denunciou festas que ocorriam na República de Ribeirão – o dinheiro que apareceu em sua conta jamais foi suficientemente explicado. Uma pessoa humilde passa a vida inteira apagada, sem nenhuma grande surpresa. De repente, torna-se personagem central do jogo de escândalos da mídia. E, ao mesmo tempo, seu “pai’ – que não o reconheceu a vida toda -, tomado de ímpeto paternal, deposita determinada quantia em sua conta. É coincidência demais.
Por outro lado, independentemente do personagem Francenildo, a quebra de sigilo bancário é crime. Se não havia elementos suficientes para condenar o ex-Ministro Antonio Palocci, havia indícios para que, no mínimo, ele fosse considerado suspeito.
Eita fim-de-semana danado, sô: morreu de infarto, neste sábado, 29, o locutor esportivo Doalcei Bueno de Camargo, aos 79 anos.
Doalcei, chamado pelos colegas de Dodô, foi um dos maiores narradores de futebol do rádio carioca. Disputava de igual para igual a audiência dos Maracanãs lotados com Waldyr Amaral e Jorge Cury.
Trabalhou na Tupi, Globo, Continental, Tamoio, Nacional e Guanabara. Era natural de Itápolis, interior de São Paulo.
Aqui tem uma palinha de suas narrações: clique aqui.
Ontem dei uma longa entrevista a um grupo de pesquisadores que está levantando a história do choro brasileiro, a partir da perspectiva paulista. Esses bate-bolas são bons para reavivar conceitos ou permitir a elaboração de novas teses.
Um dos pontos de discussão foi sobre o papel do Rio de Janeiro na criação da moderna música urbana brasileira. A partir da explosão de informações da Internet, a pesquisa histórica ficou disponível para todo estudioso – não apenas para os acadêmicos, que têm o tempo todo para suas pesquisas.
Emergiu, dessa nova fase, a percepção de que o choro, por exemplo, foi modelado em vários pontos do país, assim como o samba. A partir daí, começou uma reação contra o riocentrismo – a visão carioca de que tudo começou por lá.
Nem tanto à terra, nem tanto ao mar.
De fato, a música brasileira do século surge a partir de pontos variados. Há a música regional pernambucana, a música urbana de Recife, a música de Belém do Pará, o choro gaúcho (com pitadas argentinas), o choro italianado de São Paulo, a toada mineira.
A música carioca, tal como a conhecemos, é um amálgama de todas essas regiões, dos mineiros Ary Barroso, Joubert de Carvalho, aos paraenses Valdemar Henrique e Billy Blanco, dos gaúchos Radamés Gnatalli e Lupicínio, aos paulistas Garoto, Laurindo, dos fluminenses Altamiro e Baden ao paranaense Waltel Branco e ao interior de São Paulo, com Dilermando e Bonfiglio. Mesmo no samba, como não incluir os mineiros Geraldo Pereira e Ataulfo entre os maiores? Sem contar os baianos Caymmi, João Gilberto e os nordestinos, com Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, que foram divisores de água.
Significa que o Rio não tem a relevância musical que lhe imputam? Longe disso. Naqueles longínquos anos 10 a 40, a música brasileira ia se formando em diversos centros. A partir dos anos 10 a música do Brasil profundo entra nas cidades, através de Catullo, João Pernambuco, Mário de Andrade, Villa-Lobos.
Nassif, Morreu o músico potiguar Tico da Costa. Tico foi um dos raros brasileiros que tocou no Blue Note, acompanhado de Philip Glass, de quem era amigo. A informação é do Blog do Ailton (www.ailtonmedeiros.com.br)
Veja aí:
UM GRANDE TALENTO
Tico da Costa, o único artista potiguar que tocou no Blue Note, de Nova York, morreu. Além de músico talentoso, era uma grande figura humana. Antes de viajar para Europa, em junho, Tico foi ao meu programa na TV União e a meu pedido, cantou pela enésima vez o Mosquitinho, uma de suas músicas preferidas deste escriba.
Éramos amigos, embora eu fosse seu fã de carteirinha de assistir seus shows e ouvir seus discos. Graças a Tico, que me apresentou, me tornei amigo de Zack Glass. Tenho fotos aqui da gente no Praia Shopping, em dezembro de 2008, dias antes de Zack embarcar para Nova York.
Sua morte repentina, além de entrister profundamente minha alma, me faz lembrar os versos do poeta:
É hora de partir, meus irmãos, minhas irmãs
Eu já devolvi as chaves da minha porta
E desisto de qualquer direito à minha casa.
Fomos vizinhos durante muito tempo
E recebi mais do que pude dar.
Agora vai raiando o dia
E a lâmpada que iluminava o meu canto escuro
Apagou-se.
Veio a intimação e estou pronto para a minha jornada.
Não indaguem sobre o que levo comigo.
Sigo de mãos vazias e o coração confiante.
Boa viagem, Tico!
Em sua homenagem e a seus numeros fãs, aí vai o vídeo do show do Blue Note, em Nova York, com a participação do criador do minimalismo, Philip Glass.
Nassif, ai tá o link do vídeo do show do Blue Note
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.