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31/07/2009 - 20:15

A Justiça se pronuncia

Do Estadão

Justiça obriga Grupo Estado a retirar gravações de Sarney

As gravações revelaram ligações do presidente do Senado com os atos secretos da Casa

BRASÍLIA - O Tribunal de Justiça do Distrito Federal proibiu na tarde desta sexta-feira, 31, o Grupo Estado de divulgar informações relativas a Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que fazem parte da operação Boi Barrica da Polícia Federal, que corre sobre sigilo de polícia.As gravações revelaram ligações do presidente do Senado com os atos secretos da Casa. A decisão faz com que o portal Estadão seja obrigado a suspender a veiculação dos arquivos de áudio relacionados à operação. O Grupo Estado vai recorrer da decisão.

Comentário

Como se entende essa postura do Estadão à luz dos editoriais que publicou contra a chamada “república dos grampos”?

Por Daphne

Nassif,
você está aplaudindo a censura à imprensa?

Comentário 2

Sou leitor fiel do velho Estadão e aprendi com ele que vazamento de grampo é algo criminoso. Obviamente a divulgação do grampo vazado amplia o dano do crime. Então, como assinante do velho Estadão, sigo seus ensinamentos para analisar o novo Estadão.

Por Fr@ncisco

É que existem nos usos e costumes da mídia brasileira dois tipos de grampos, os do “bem” e os do “mal”.Os grampos do “bem sáo aqueles que atingem os inimigos de ocasião da mídia, como por exemplo esses do filho do ora inimigo Sarney e que servem para exaltar as virtudes da “liberdade da imprensa” em expor, sem freios, as mazelas da vítima da vez, até o linchamento final.

Já os grampos do “mal” sáo aqueles que podem atingir os amigos de ocasião da mídia, podendo inclusive prescindir do áudio, basta a suspeita para chamarem äs falas, os responsáveis em impedir que ocorram tais ignomínias, que ameaçam os direitos individuais do cidadão, que passa a ser blindado pela mídia, como exemplo o que anunciou-se ter atingido Gillmar Dantas (by Noblat).

Por Sebastião I. Soares

Olá Nassif, bom dia. Acho que vários leitores confundem direito de informação com violação a direitos e garantias fundamentais. O que o juiz federal decretou no processo que tramita contra o filho do Senador Sarney é o chamado sigilo de justiça, ou seja, os dados só podem ser acessados pelas partes, de forma restrita, vedando-se qualquer divulgação do seu conteúdo, seja para preservar e permitir o aprofundamento das investigações, seja para evitar o chamado achincalhamento prévio (pela mídia e parte de uma população desinformada) sem que sejam plenamente (completamente) esclarecidos os fatos. Ocorre que houve o vazamento dos dados (fato criminoso) e sabedor disso e tendo acesso ao conteúdo, o Estadão, ávido por ser o primeiro da fila a divulgar, sem se importar com os direitos fundamentais do investigado (seja ele quem for) nem com a necessidade do sigilo para aprofundamento das investigações (o Estadão prejudicou sobremaneira as investigações da operação da Polícia Federal e a correta apuração dos fatos), divulgou dados de processo sigiloso.
O que mais causa espécie, e voce bem ressaltou, foi o cinismo do Estadão e tentativa de tornar-se vítima dos chamados poderosos, usando o lema: “fui censurado”. A justiça não censurou o Estadão, apenas o proibiu de continuar violando a lei e a ordem constitucional. Apesar disso, utilizando-se de expediente baixo, publica foto do desembargador responsável pela proibição da exibição do material, bem como de familiares e de políticos e familiares, de forma ostensiva, jocosa e ofensiva a imagem dos mesmos, fazendo supor uma quadrilha.
O Estadão, do qual também já fui leitor e assinante, não é mais sombra do que foi e usa de expedientes ilegais, quando lhe é conveniente, visando a atender interesses excusos, estranhos ao bom jornalismo.
Parabéns Nassif pela coragem ao colocar no post o que realmente ocorre. Atenção demais leitores: não é achincalhando o Sarney com a utilização de expedientes ilegais que vamos resolver qualquer coisa. Se não aprovamos a violação da lei por alguns, por que permitimos que outros a violem ? Abraços.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,

79 comentários para “A Justiça se pronuncia”

  1. humberto luiz da costa pereira disse:

    Abordagem sobre o apaniguado de Arthur Virgílio que dava expediente em Barcelona.
    Se a imprensa estabelecida não dá, como daria e já deu em outras ocasiões com outros personagens, porquê os bloguistas não vão atrás do perfil deste rapaz? Seria para preservá-lo? Não agir da mesma forma canalha que os jornais fazem?

  2. Messias Franca de Macedo disse:

    CENSURA AO [JORNAL] ‘ESTADO DE SÃO PAULO’
    Gravações proibidas revelam ligação do presidente do Senado com atos secretos da Casa e nepotismo
    ####################
    [Na edição on line de hoje (01/08/09)] O desembargador Dácio Vieira, que determinou censura, é ligado a Sarney e Agaciel.
    NOTA: a imagem revela um evento de luxo, provavelmente a festa de casamento da filha de *Agaciel, cujo “padinho” foi SAIney, o, agora, virtual presidente do senado literalmente DES-MO-RA-LI-ZA-DO. José SAIney, que irá renunciar definitivamente ao cargo fictício, é também membro da Academia Brasileira de Letras Imorais!
    Na foto, ainda aparece Renan Caheiros, tucanoDEMoníaco do PMDB de ‘Duboi’, Alagoas!
    * escroque Agaciel da Silva Maia, segundo Arthur Virgílio Cardoso, segundo Paulo Henrique Amorim!

    GENTE ESTÚPIDA,
    GENTE HIPÓCRITA!
    ÔôôôôôôôÕôôô!

    Messias Franca d Macedo
    Feira de Santana, Bahia, República de Nós Bananas

  3. mineiro disse:

    A própria Constituição Federal restringe o direito à informação ao prever, em seu art. 5º, LX, que “a lei poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem.” Cabe ao Magistrado analisar caso a caso. Ademais, o jornal pode publicar as informações, desde que pague a multa estipulada.

  4. Fernão Carlos disse:

    É isso Nassif e leitores. Defendam mesmo Sarney, isso é muito bonito e dignificante para o nosso País.

    Se você também for vítima de linchamento, conte comigo, seja quem for.

  5. Sebastião I. Soares disse:

    Olá Nassif, bom dia. Acho que vários leitores confundem direito de informação com violação a direitos e garantias fundamentais. O que o juiz federal decretou no processo que tramita contra o filho do Senador Sarney é o chamado sigilo de justiça, ou seja, os dados só podem ser acessados pelas partes, de forma restrita, vedando-se qualquer divulgação do seu conteúdo, seja para preservar e permitir o aprofundamento das investigações, seja para evitar o chamado achincalhamento prévio (pela mídia e parte de uma população desinformada) sem que sejam plenamente (completamente) esclarecidos os fatos. Ocorre que houve o vazamento dos dados (fato criminoso) e sabedor disso e tendo acesso ao conteúdo, o Estadão, ávido por ser o primeiro da fila a divulgar, sem se importar com os direitos fundamentais do investigado (seja ele quem for) nem com a necessidade do sigilo para aprofundamento das investigações (o Estadão prejudicou sobremaneira as investigações da operação da Polícia Federal e a correta apuração dos fatos), divulgou dados de processo sigiloso. O que mais causa espécie, e voce bem ressaltou, foi o cinismo do Estadão e tentativa de tornar-se vítima dos chamados poderosos, usando o lema: “fui censurado”. A justiça não censurou o Estadão, apenas o proibiu de continuar violando a lei e a ordem constitucional. Apesar disso, utilizando-se de expediente baixo, publica foto do desembargador responsável pela proibição da exibição do material, bem como de familiares e de políticos e familiares, de forma ostensiva, jocosa e ofensiva a imagem dos mesmos, fazendo supor uma quadrilha. O Estadão, do qual também já fui leitor e assinante, não é mais sombra do que foi e usa de expedientes ilegais, quando lhe é conveniente, visando a atender interesses excusos, estranhos ao bom jornalismo. Parabéns Nassif pela coragem ao colocar no post o que realmente ocorre. Atenção demais leitores: não é achincalhando o Sarney com a utilização de expedientes ilegais que vamos resolver qualquer coisa. Se não aprovamos a violação da lei por alguns, por que permitimos que outros a violem ? Abraços.

  6. Orlando Varêda disse:

    Oh Marcos Rocha Freire, passa os olhos nos textos do Fr@ncisco e no do Sebastião I. Soares. Se sobrar um tempinho, vá também ao Rio Grande do Sul e à Bahia.

    Sendo que na terra do Dourival Caymi deves correr , ir rápido, pois o Wagner, novo governante, aos poucos está restaurando a desgraça perpetrada pela quadrilha do ACM, praga tão devastadora quanto a que atacou o Maranhão.

    Vale lembrar, que, todas estas pragas daninhas a que nos referimos, sempre tiveram a forte colaboração dos Marinhos da rede globo, Civitita da revistinha safada, dos Mesquita Estadão e dos Frias gente fina da Folha. Destacamos estes, dentre outros mentores aplicados na difusão Brasil a fora, desses danosos insetos. Vosmecê, certamnete vai gostar.

    Abraços. Orlando

  7. Túlio Carvalho disse:

    Considerações sobre a liberdade de imprensa no Brasil

    Vejo com muita preocupação que os políticos (além de já serem ruins mesmo) se tornaram reféns da opinião publicada em jornais, que por sua vez foram comprados na época das privatizações, pelo grupo Opportunity e associados.

    Mas tive uma ideia interessante, que não precisaria de uma lei de imprensa. A secretaria de comunicação deveria, ao licitar espaços de publicidade, verificar uma condição na publicação: o equilíbrio das informações. Isto funcionaria como critério de desempate para se fechar um contrato de publicidade. Se o jornal é viesado, não vale a pena publicar anúncios nele. Isto é óbvio no mundo empresarial.

    Valeria para o setor público?? Pode haver dúvidas, porque a pergunta que se pode fazer é “quem avaliaria o equilíbrio de um veículo de comunicação?” A internet pode ajudar, com votações de leitores registrada por enderaço de ip.

  8. André Oliveira disse:

    Colocar a foto do desembargador dizendo que o jornal foi censurado é um crime pois a intenção é constranger a autoridade judicial. É caso para prender o editor chefe e multar pesadamente o jornal.

  9. João Batista disse:

    O comentário do Sebastião Soares fala tudo. Temos que preservar os direitos individuais, seja lá de quem for; não podemos condenar alguém (pode ser até nosso pior inimigo) sem o processo chegar ao final.
    Acorda gente! Por que o Estadão não fala do suposto grampo (sem áudio) que a Veja publicou? Naquela época foi um sururú: gritaram, estado policialesco, estaria a PF grampeando pessoas que tem os seus direitos fundamentais desrespeitados e blá blá blá blá blá…..e os direitos de quem tem um processo correndo em segredo de justiça???
    Não estou dizendo que Sarney é santo, mas…se começarmos a aceitar essas atitudes, a própria democracia e os direitos individuais DE TODOS estarão em risco.
    Lembrem-se de 1968…..

  10. José Araújo disse:

    O Sebastião I. Soares foi na mosca! Nada mais para comentar.

  11. heraclitus fracus disse:

    Prezados… Não tinha pensado nesta grande sacada do grupo GLOBO, ao ter adquirido o velho ESTADAO. Muito imaginativa!!!
    - Funciona assim:
    a- Você compra algum jornalão famoso (ou revista) do passado que esteja a beira da bancarrota, por, alguns tostões…
    b- Você transforma este jornalão-de- nome, em “boi-de-piranha”, descendo a madeira pesado nos caras do lado de lá.
    c- Você preserva seu nome e de seu grupo, e ainda coloca o do “morimbundo” no fogo, já que para a maioria dos mortais lerdos, demora para perceber que quando é o “boi-de-piranha” que está batendo, na verdade, é você!!

    *Em tempo: Agora imagina o estrago que o PIG não faria se eles comprassem o “New York Times”, ou o “Washington Post” ( que estiveram a venda por US$1 dias atrás ), para de lá, remotamente, descerem a madeira nos caras do lado de cá???

    Esta eu acho que eles não pensaram, pois grana estes canalhas tem…

  12. zuleica disse:

    É uma droga ver too mundo falando mal do judiciário. Fui juíza do trabalho por vinte anos, trabalhei no TRT do RJ por toda uma vida, nunca decidi nada senão com a minha consciência, recebii por todo este tempo apenas o meu salário, e mais nada (nunca trabalhei em nada mais, quando juíza, nem como professora) e não posso rechaçar as afirmações dos demais comentaristas. O Supremo Chefe (como diz o PHA) é realmente uma vergonha para o judiciário brasileiro. Certo estava o Barbosa quando disse que S.Ex. arrastou a justiça brasileira para a lama. E nós – eu e muitos outros colegas que levam a sério a profissão! – temos que aguentar esse rojão. É o fim!

  13. Marco Antonio disse:

    Altamiro,

    Você tem condições de reunir os últimos empenhos e contratos do IDP? Refiro-me a contratos sem licitação realizados com Poderes,Órgãos e Entidades Públicos. Se tiver, tem como me fornecer?

    Um grande abraço, você é um cidadão imprescindível a qualquer Nação que queira ser chamada por tal nome. Marco.

  14. Paulo Murilo disse:

    Nassif, teus leitores aquii não sabem muito bem o que é privacidade. Primeiro: se aqueles telefonemas tivessem algo de particular [sei lá, a netinha pedindo para o filho do Sarney comprar sapatos novos, ou uma casa nova], o Estadão não teria nem mesmo publicado.
    Segundo: os telefonemas tratavam de coisas relativas ao Senado, ou seja, SÃO DE INTERESSE PÚBLICO! Ou você acha que o senador resolver usar o Senado como coisa particular é correto?
    Terceiro: NADA JUSTIFICA CENSURA!!!!!!!!!

  15. WALDIR disse:

    Estou lendo “O Sacerdote e o Feiticeiro” de Elio Gaspari, e muita coisa não é por acaso.
    Com o “linchamento” que Sarney está sofrendo, não da sociedade, mas de orgãos da imprensa, não deve ser o caminho ideal para uma discussão democrática e dentro das normas de civilidade.
    A Venezuela não é longe, é possivel ver o que aconteçe quando existem exageros e desrespeitos.
    Gostaría que , com a saida de Sarney, esse método de colocar e tirar alguem do poder, fosse extirpado, mas sei que não aconteçerá.

    “Que vantagem têm os mentirosos? A de não serem acreditados quando dizem a verdade.”
    ( ARISTÓTELES )

  16. João Maria Fernandes disse:

    A Estadão futuca os ratos, ou pseudos roedores conforme lhes convem e conforme a lógica de seus credores…

    A Caras dá um banho de lógica politica no paralelo, mostrando como funciona a palavra “solidariedade” entre os homens bons do pais:

    http://www.caras.com.br/imagens/87000/em/textos/12567/

    Aprendi no ginásio que um gráfico ou uma imagem valem mais que 10.000.000 de palavras ou números, até hoje não vi ainda essa lição ser desmentida.

  17. Cabocla disse:

    Nossa João Maria Fernandes….
    Porque depois de ver o link da Caras fiquei mais nocauteada que com meus 39 de febre?

  18. Maurício Gil disse:

    Nassif, me explique uma coisa: por que a Globo (e toda a grande mídia) está com esta campanha contra o Sarney, outrora seu grande aliado?
    Estar apoiando o governo Lula é a única explicação?

  19. anna cláudia disse:

    concordo com o maurício…. uma hora, a Globo esta toda contra o Sarney, na outra estao todos aliados a ele……..porque isso????
    sera somente o que chamamos de ´ vira casaca´ ?????? ou sera que tem outra explicação???????

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