Uma discussão sobre o governo Jango
Do Portal Luís Nassif
O GOVERNO JOÃO GOULART – ASPECTOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E POLÍTICOS
* Postado por Charles Leonel Bakalarczyk
O discurso, mesmo que em síntese apertada, sobre aspectos econômicos e políticos de um determinado governo ou período histórico exige um olhar que recaia na base material. E a totalidade da estrutura econômica somente pode ser percebida se as relações sociais e políticas forem examinadas. Esse é o sentido – e limitação – deste post.
Movimentos sociais no Governo Goulart
Por simone
Dois artigos interessantes::
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01882008000100012&script=sci_arttext
http://www.cchla.ufpb.br/saeculum/saeculum17_res02_behar.pdf
O intessante na historiografia sobre Jango é a abordagem da personalidade (Jorge Ferreira e Angela Castro Gomes, autores de “Jango: as múltiplas faces”), do valor político do indivíduo.
Regina Behar recolhe desse ponto de vista, a do “bom sujeito”: ” é contraditório e humano, forte e frágil como nenhum outro presidente brasileiro ousou ser…”
“Um momento singular em nossa história no qual a política se fez na rua e em palácios que se abriam a todos, e no qual efetivamente houve a possibilidade de que as transformações políticas se fizessem com a participação e a favor dos “de baixo”.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira Tags: Jango, Movimentos Sociais
Ou seja. No Brasil quando a democracia começa a se consolidar, vem a direita e depõe. Até quando !
Parece que a mulher dele era muito bonita.
Dois artigos interessantes::
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01882008000100012&script=sci_arttext
http://www.cchla.ufpb.br/saeculum/saeculum17_res02_behar.pdf
O intessante na historiografia sobre Jango é a abordagem da personalidade (Jorge Ferreira e Angela Castro Gomes, autores de “Jango: as múltiplas faces”), do valor político do indivíduo.
Regina Behar recolhe desse ponto de vista, a do “bom sujeito”:
” é contraditório e humano, forte e
frágil como nenhum outro presidente brasileiro ousou ser…”
“Um momento singular em nossa história no qual a política
se fez na rua e em palácios que se abriam a todos, e no qual efetivamente houve a
possibilidade de que as transformações políticas se fizessem com a participação e
a favor dos “de baixo”.
Os militares, já traumatizados pelas “covardes mortes” perpetradas no interior dos quartéis cariocas por militares adeptos do comunismo (durante a intentona comunista), foram facilmente cooptados pelos golpistas anti-jango, ainda mais que nas unidades militares vivia-se um clima de desrespeito total à hierarquia militar, sustentáculo da instituição.
Nos navios, quando oficiais inspecionavam as máquinas, chovia ferramentas pesadas dos pisos superiores. Os oficiais, em defesa da própria vida, passaram andar armados no interior destes vasos de guerra. Era o reflexo da “anarquia populista” dentro da hierarquia militar.
Sendo-se obrigado a viver dentro deste quadro de insegurança, qualquer um, em sã consciência, apoiaria qualquer coisa para reverter esta perigosa situação.
As mudanças radicais, que precisam estimular a revolta popular para atingir seus objetivos, acabam por si só, por gerar no corpo social os “anticorpos” que se voltarão contra elas.
Temos provas suficientes na nossa História, que por melhores que sejam as intenções dos reformadores, se radicalizarem e partirem para a revolta, a desordem e a subversão (palavra em moda na época), acabam dando com os burros n’água.
Caro Hamilton
A Maria Tereza, era mais bonita que a mulher do Kennedy, Jacqueline.
sim
Em parte concordo com o comentário do Fernando Antonio Moreira Marques. Digo em parte, por entender que os velhos, velhos, no sentido de detentores do poder, senhores que nunca se preocuparam em economizar pretextos, mesmos os mais mentirosos e absurdos.
São inúmeras as lorotas apregoadas por essa gente. A história esta repleta, não caberia aqui, mesmo porque os leitores-comentadores da casa conhecem. Com o presidente Joâo Goulart não foi diferente. Provavelmente também não o será com o Lula. Ou, está sendo e o nevoeiro não deixa ver direito?
Ao longe ainda ouvimos : Os tempos são outros. Ainda continuo a ouvir. Puxa, os tempos de fato são outros, eu, tu e o mundo somos outros, imagina o tempo. Todavia, a latomia, os pretextos, o lenga lenga são repetidos até o enrêdo é o mesmo.
Não tem erro, vamos ser diretos, os herdeiros das capitânias, toda vez que pressentem algum risco de suas vacas terem que partilhar o pasto com o gado pé-duro e os bodes da negrada, vixe! é um deus nos acuda.
Fernando, você encerra seu comentário advertindo aos reformadores a se comportar e não radicalizar. Entendo como um bom conselho. No entato, inóquo quando a radicalização vem das bandas de lá.
O que fazer? Lenin em 1917 já indagava.
Muito melhor se não for necessário, nisto não haverá discordância. A democracia deve ser preservada por todos, inclusive pelos donos das vacas. No entanto, se alguém tiver que ir para o brejo, desejo que seja os donos das dita cujas.
Abraços. Orlando
Prezado Orlando!
Concordamos que reformas precisam ser feitas. Os pastos precisam ser partilhados, a par da radicalização dos que deles se assenhorearam.
Podemos concordar que muito, ao longo deste longo tempo, foi feito para se reverter este quadro infrutiferamente e sem sucesso! Poderíamos facilmente concordar que os métodos utilizados foram inócuos ou no mínimo equivocados para o que se pretendia.
O que não significa dizer que o problema não tenha solução ou que a solução passe por mandar para o brejo tudo o que se construiu, mesmo que de forma capenga, até o presente momento.
Saudações. Fernando.
PS: Não me venha perguntam qual seria a solução porque se a tivesse seria ator e não expectador…