Um Plano Marshall para o Paraguai
Por emerson
A crítica sobre Lugo e Lula deveria ser sobre o atraso na implementação de ações focando a industrialização do Paraguai, da consolidação do agronegócio naquele pais.
O Paraguai tem uma população de 6 milhões, com PIB per capita de 4.000 dolares, o que dá um PIB total de 24 bilhoes de dolares por ano (Brasil tem 190 milhoes e PIB per capita de 8700 dolares e PIB de 1,6 trilhão de dolares).
Fica claro que o Paraguai nunca teria condições de financiar uma obra como Itaipu, portanto dizer que o Paraguai não contribuiu com a obra é inútil. A garantia da obra foi a demanda brasileira. A fração de energia que o Paraguai cede ao Brasil é equivalente a 4 usinas Angra 2. Acho que mesmo que todas as termoeletricas implantadas funcionassem a toda carga, ainda não cobririam a fração paraguaia de Itaipu.
O Paraguai possui uma segurança energetica unica na America do Sul, portanto seria o melhor local para se instalar uma industria eletro-intensiva. POr outro lado, o agronegócio no Paraguai é bastante arcaico. Se o Paraguai conseguir nos próximos 15 anos avançar em quatro direções principais i) soja para alimentação animal e exportaçao ii) cana-de-açucar para produção de etanol, iii) borracha natural e iv) madeira para celulose, possibilitaria a implementação de outros setores relacionados como v) produçao de carne (aves, bovinos com valor agregado do processamento local), vi) etanol para abastecer o Brasil e expandir o mercando flex para o mercosul, vii) industria de borracha, principalmente pneus e viii) papel, além de ix) uma grande industria de bens de consumo para o agronegocio. Não falo do biodiesel porque ainda é uma tecnologia em consolidação no Brasil.
Para isso é necessário a) abastecer Assuncion com energia, b) envolver a embrapa e universidades brasileiras para desenvolver tecnologia e capacitar mão-de-obra, c) o BNDES financiar esta industrializaçao baseada no agronegocio e d) incentivar o empresario brasileiro a investir pesado no Paraguai.
Precisamos parar de pensar no Paraguai como uma país distante. O Paraguai é um problema brasileiro tambem. A estabilidade economica e social do Paraguai reflete diretamente na sociedade brasileira, principalmente na faixa de fronteira. Temos que trazer o Paraguai para a mesma condiçao socio-economica do Brasil se quisermos manter nossa sociedade estavel, e isso nao tem nada a ver com a herança moral da Guerra do Paraguai. O problema não é reforçar a fronteira, mas elevar o Paraguai a um novo nivel de desenvolvimento.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia Tags: Mercosul, Paraguai

MEIO A MEIO!!!
Os comentários são, metade contra, metade à favor! eu seria à favor, se não fosse chamado para realidade pelos que sAõ contra!!!
Num mundo perfeito, estaria td bem com o artigo do Emerson, PORÉM (ai, porém) ESTAMOS FALANDO DE LULA! DA FALTA DE PROJETO DE PAÍS, APENAS DE PODER (sem ph)!! DE POPULISMOS, CAUDILHISMO, GENERALHISMO E OUTROS ÍSMOS!!!!!
O mundo NÃO É PERFEITO, apesar dos 80% de aprovação de Lula!!!!!!!!!!!!!!!
Olá Alexandre,
Com o desemonte do Corinthians, me sobrou lembranças e humor.
Você levantou bem a questão da iniciativa paraguaia. O Pres.Lugo consumiu muito de sua energia em sua batalha interna e parece perder a oportunidade de estabelecer uma parceria mais ousada com o Brasil, talvez engessado por sua ideologia ou por pressão interna. Lugo empenhou muito de seu cacife político neste novo acordo e agora tem uma dívida política com Lula (que espero Lula nunca venha cobrar).
Acho que Lugo esta prisioneiro de suas alianças e compromissos eleitorais e parece sofrer uma intensa oposição local que o imobiliza. Espero que este acordo signifique o pagamento da fatura eleitoral. Me lembro que tempos atrás, chegamos a discutir neste blog que a unica saída de Lugo seria uma aparente vitoria na questão de Itaipu e que Lula seria imensamente criticado no Brasil por sua incapacidade de defender os interesses brasileiros (no que chamamos de II Guerra do Paraguai). Mas esta aparente vitoria de Lugo (jogo de cena diplomatico) tem vida curta e Lugo não pode acreditar que com isso aplacou a oposição.
Lugo precisa agora sinalizar que quer modernizar o Paraguai (e acho que fará, a não ser que se apequene….). O primeiro passo é insituir uma agressiva colaboração entre as universidades paraguaias e brasileiras e (necessariamente) com a Embrapa. A comunidade cientifica do paraguai é a mais fragil do mercosul e me parece. O caminho mais apropriado para fortalecer o Paraguai seria um intensivo programa de capacitaçao de recursos humanos (graduação e pós-graduação) para formar uma comunidade cientifica-tecnologica paraguaia para atuar no Paraguai.
Volto a insistir, o caminho mais rapido para a elevação dos níveis sócio-economicos do Paraguai começa pelo agronegocio, focando em setores que se insiram em uma industrialização local (soja-beneficiamento de carne, cana-etanol, borracha-produtos automobilistos, celulose-papel) e que ja tenham no Brasil tecnologia consolidada, mercado certo e empresas com know-how.
Bem, tem gente aih que concorda com a grobo e cia.(PIG). Deveriamos ter invadido a Bolivia(concordaria desde que os filhos deles fossem na frente). O Paraguai, mesmo invadido por “coroneis ” e sem terra Brasileiros deve ser invadido. Outro genocidio igual ao já perpetrado no sec.XIX.
Acham que devemos invadir a Venezuela (os grandes empresários brasileiros não acham).
Acham que devemos apoiar o NARCO-GOVERNO da colombia.
Ainda bem que o Lula optou por diversificar os parceiros do Brasil. TRIPLICOU NOSSAS EXPORTAÇÕES. Podemos até nos tornar independentes, graças a isso. Nossos pequenos e médios empresários agradecem. Acabou a época de depender da exportação para meia dúzia de países que pagavam o que queriam.
Por favor deixem os genocídios para o império do norte. Vamos nos unir com os demais e crescer.
Caro emerson,
Concordo com tudo, sobretudo pelo Corinthians. Suas idéias fazem todo o sentido. Mas num ataque súbito de realidade, com a falta de projeto que o Governo Lula tem, talvez os paraguaios se tornem concorrentes dos brasileiros e não parceiros. Talvez, se tivéssemos uma política industrial, poderíamos passar alguns elos de produção de menos valor agregado para o paraguai, em contrapartida, novos ramos superiores tecnologicamente se consolidariam no Brasil. Mas, não existindo qualquer política industrial no Brasil, acredito que as boas idéias só fiquem mesmo apenas na esfera ideológica inviabilizando qualquer tipo de ajuda e incentivo.
Incrível, existem até viúvas do Conde D’Eu…
Vergonha.