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28/07/2009 - 09:37

A Microsoft domina São Paulo

Por Heraldo

Veja só que horror está acontecendo na Educação de Sp e a compra desenfreada de softwares Microsoft pela FDE em licitações pra lá de estranhas. Será que aquilo tudo é necessário pra fazer funcionar a educação? Quase cem milhões em software de que? Não teria outra opção no gov. Serra? Pesquisar é tudo de bom mesmo. Isto precisa ser divulgado com urgência ou as farras nunca terão fim Nassif.

Corre lá: clique aqui e clique aqui.

Comentário

O Secretário de Educação Paulo Renato não se emenda. Na sua gestão como MInistro da Educação tentou enfiar licenças do Office em todas as universidades públicas, a partir de um acordo guarda-chuva com a notória TBA de Brasília.

Os reitores resistiram, já que havia a oferta da Sun, de Openoffice de graça, e da Lotus, do SmartSuite mais uma licença do Notes por R$ 5,00 por cabeça. Disseram isso ao Secretário Geral do Ministério, em uma reunião tumultuada. A resposta do Secretário era a de que o Ministério tinha um acordo guarda-chuva com a TBA e, por isso, as licenças sairiam de graça – para as Universidades, não para o MEC. A proposta da TBA era de R$ 200,00 por sistema, sem sequer enviar o CD de instalação: bastaria os reitores comunicarem a identificação do aparelho que tinha o programa pirata.

Depois, na gestão de Maria Helena Cardoso, sua antecessora e consultora, a venda de notebooks (da Positivo!), financiados pela Nossa Caixa e com o Office embutido – para professores da rede escolar. Não era lhes dado sequer a possibilidade de optar pelo notebook sem o Office.

Sem contar a vinda de Steve Balmer a São Paulo para, em uma cerimônia com o governador José Serra, entregar “de graça”  para a rede escolar acesso ao Hotmail – que é de graça! Um baita presente para a Microsoft, que engordou sua base de usuários do Hotmail sem nenhum gasto em campanhas.

É tão escancarado o jogo que, no edital, é colocado que:

que deveria utilizar o CRM Dynamics Microsoft e o banco de dados SQL Server 2008 para a implementação do Software para a Central de Atendimento, contemplando características básicas conforme Item 6 do Anexo II – Especificações Técnicas. A licença de software para o produto CRM Dynamics Microsoft será fornecida pela FDE.

O lógico seria o contratado se responsabilizar pela compra dos softwares. Mas o FDE não abriu mão desse direito.

Hoje em dia há soluções CRM pela web em que se paga pelo serviço, sem a necessidade de aquisição de licenças. Todas as grandes multinacionais estão caminhando nessa direção.

Por André Simões

Em tempo, onde trabalho a opção de CRM também foi pelo Dynamics, que a princípio é muito bom mas no dia-a-dia é quase impossível de fazer ajustes e os especialistas sempre afirmam que não é possivel promover os ajustes.

Eu e a equipe que trabalho descobrimos que muito do que foi pedido e foi dito que não era possível poderia ser feito, o que me lava a pensar, se este é o nível do serviço prestado a uma empresa privada, nem consigo imaginar como deve ser a uma empresa pública e pior, quando a empresa pública está trabalhando para que este sistema seja um case da Microsoft.

Só posso dizer uma coisa, lamentável.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,

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63 comentários para “A Microsoft domina São Paulo”

  1. Marco disse:

    Bem, o TCU[1] aceita denúncias anônimas. Já o Tribunal de Contas de São Paulo exige todos os dados do defunto, digo, denunciante, para a visita do pistoleiro, digo, registro da denúncia.

    [1] http://br-linux.org/linux/luis-nassif-acompanha-os-debates-sobre-o-pregao-do-ms-office-na-receita-federal

  2. Vera disse:

    Sobre os telecentros do estado de São Paulo – Acessa São Paulo: será que realmente foram sucateados nessa gestão? Será que utilizam softwares proprietários?
    E sobre o Acessa Escola: será que são os softwares proprietários que estão rodando nessas máquinas?
    É verdade que o governo de São Paulo é um caso extremo de predominância da Microsoft, mas há um grupo seleto de pessoas responsáveis por um projeto que alcança todo o estado, realizando-o com e somente software livre. É um começo.
    Há um comentário sobre a Receita Federal quando da sua tentativa de comprar licença do pacote de escritórios. Essa licitação foi barrada pelo TCU. Hoje, a RF já homologou o BrOffice.org como pacote de escritório e está na fase final de homologação do navegador Firefox e o Linux como sistema operacional.
    A Receita Federal do Brasil se adequar as diretrizes do governo federal é, no mínimo, um presságio de que teremos mais controle sobre a utilização de verbas de governo ou melhor, do dinheiro público. Assim esperamos.
    E sempre que possível, participando e agindo.

  3. ejedelmal disse:

    Isabella,

    Tenho três vezes a tua idade, já saí da escola há tempos, mas sinto três vezes mais vergonha que você.

    Em 2002 estive na Espanha, e a educação lá é fantástica, apesar de eu ter achado que era coisa demais para aprender em um ano letivo.

    Quanto ao problema dos SQCs (Softwares Quebrados e Caros) da MSFT, é mais do mesmo: o Zé Chirico está loteando São Paulo para conseguir din-din para a campanha eleitoral e para comprar influências, e assim lotear o Brasil,

    Começo a achar que as pessoas não usam Linux porque:

    - não roda vírus, antivirus é inútil
    - não se acha crack em lugar nenhum para os programas
    - não vem com CD de drivers
    - não precisa de reinstalação bimestral ou trimestral
    - quando um programa trava o sistema continua funcionando
    - etc…

  4. MARIA JOAO disse:

    “”"TREM BOLA “”"DO SOFTWARE !!!!

    Peguemos o sistema “”"TRON “”" japones de graça ,,, (multi tudo !!!)

    Tem piranhas ( as mesma do TREM BOLA ferroviario e do PIG ) se

    resfastelando nessa entrapa ????

    sOH BORDUNA COM AREIA E SAL GROSSO !!!

    Nessa CANALHA !!!!

  5. manu disse:

    Usar software de LADRAO sobram 1000 anos de PERDAO !!!

  6. Silvana disse:

    Caetano, cada um em sua casa usa o sistema operacional que quiser (eu uso MacOS :D ).

    Mas no governo a coisa muda de figura. Se há uma opção boa (estável) e mais barata, por que torrar o dinheiro do contribuinte com uma opção mais cara? A questão é econômica mesmo. Faça as contas de uma licença do Windows para cada computador dentro de uma escola e multiplique pela quantidade de escolas equipadas (só na escola em que trabalho, são uns quarenta computadores!). Ainda que haja desconto para vendas em grandes quantidades, a grana que rola é bem alta.

  7. Marco disse:

    Na eventual e calamitosa possibilidade de Serra se eleger presidente, já posso até ver a cabeça do presidente do SERPRO espetada numa lança em pleno Eixo Monumental.

  8. Frederico disse:

    Em relação ao CRM, existem várias opções livres. Esse artigo cita algumas: http://www.insidecrm.com/features/top-open-source-solutions-121307/ (entre elas, destaco o SugarCRM, que é muito bom).

    E Silvana, mais do que a questão econômica, o uso do software livre envolve uma questão estratégica e de produção de conhecimento. TUDO o que se faz sob uma licença livre pertence à humanidade e pode ser livremente aproveitada da maneira que se quiser. Com isso, pode-se melhorar os mais diversos produtos, aproveitando o trabalho de outras pessoas (e, obviamente, liberando também o que foi feito). Além disso, o software livre pode ser auditado em seu código, o que garante muito mais segurança em aplicações críticas, como certificação digital ou transações bancárias. Infelizmente esses pontos nem sempre são considerados ao se avaliar os softwares.

    Por fim, que educação pode ocorrer com o software proprietário que não pode ser alterado e nem sequer traduzido (caso não esteja em português)? Isso não é educação, é adestramento no uso de softwares.

    Um abraço a todos e parabéns por levantar mais essa bola, Nassif e demais.

  9. Yacamim disse:

    Não é só o Serra, vimos no mandato anterior ao atual o Prefeito do PT, Fernando Pimentel de Belo Horizonte/MG ir várias vezes a Reymond/Sede da Microsoft a convite da mesma. Tentaram várias vezes seduzir a Secretária de Educação da época a adotar o Windows nas escolas municipais. Hoje, é a única secretaria com Linux(+ de 5.000), o resto da rede da Prefeitura, mas de 15 mil computadores rodam Windows, cheio de vírus, etc.

  10. antonov disse:

    Olha soh, o governo de SP eh especialista em enrolação na area de TI. A PRODESP deveria ser um grande polo de geração de tecnologia, mas infelizmente eh hoje um grande cabidão de emprego do PSDB, os desenvolvedores que tem disposição de fazer algo são silenciados, praticamente tudo é feito por empresas terceirazadas e com PÉSSIMA qualidade. O Acessa é um ponto fora da curva graças à escola do futuro! agora que a gestão está passando para a PRODESP podem esperar o PIOR! É preciso fazer algo!

  11. Caetano disse:

    Prezada Silvana, falo como leigo na área, sou apenas usuário. Sei que o Metrô usa o Linux, dizem ser estável e confiável. Por outro lado, pensando além do custo de compra em si, que representa apenas parcela do total, quem faria a manutenção desse sistema, e a que custo, principalmente em municípios pequenos, afastados dos grandes centros? Se o Linux, ou outra alternativa “gratuita” fosse tão escandalosamente vantajosa, certamente todas as empresas (privadas) já teriam abandonado o Windows; não é isso o que acontece. Por isso fiz aquele comentário anterior, de que muitos criticavam por motivos ideológicos, partidários ou por ser contra a multinacional gringa, mas no computador caseiro tremulavam as “janelas”. Talvez o Linux seja de fato viável, todavia ter sido preterido não indica necessariamente mutreta ou descaso.

  12. Desconhido disse:

    O governo tornou obrigatório o uso de software livre nos órgãos públicos. Os softwares livres atendem muito bem as escolas, não tem porque utilizar os softwares da microsoft. Isso é desvio de verba isso sim.

  13. Marco disse:

    Começo a achar que as pessoas não usam Linux porque:

    “Foi vírus” já salvou a vida de muita gente que fez besteira e não tinha como se justificar.

  14. NaMaria disse:

    PS- André Simões – Você não está só. Na FDE o bicho também não funciona.

  15. NaMaria disse:

    Não sei se deu erro, então vai de novo, perdão.
    ———–
    Nassif e pessoal; obrigada pela força; foi uma belíssima surpresa estar aqui novamente.
    Creio que os pontos levantados nas respostas são interessantes. Mas o que Nassif salienta – e eu também – é a falta de “ética” no negócio, comprovada desde o seu edital (com a Brasoftware). Não importa tanto o fato das quantidades mas o fim a que se destinam e os meandros da coisa toda, até chegar ao valor possível negociado. Precisa ser Microsoft? Claro que não. Mas por que continuam comprando cada vez mais? Precisa ser Brasoftware ou Call Tecnologia ou Aynil ou CTIS (que aliás acaba de levar outra bolada da FDE em impressoras “alugadas” que farão par aos seus computadores “alugados”)? Não. Mas por que são sempre as mesmas? Esta é a questão. Nos relacionamentos entre uns e outros estão as respostas.

    A compra, cujo teto pode ser de quase 100 milhões, liga-se a outras anteriores e vindouras. Não há ponto sem nó. Não passa pela cabeça nem de uma pulga da FDE optar por outro sistema que não MS. Em outro(s) sistema(s) não há relações de poder? Portanto, não interessam. Fazer tal mudança seria, isto sim, um ato de traição à história comum dos envolvidos. E as respostas não mais seriam as mesmas.

    Repare, por exemplo, que além desta compra monstruosa, e de outras de sempre, a FDE também comprou outros R$ 3.061.350,00 diretamente à Mocrosoft e SEM LICITAÇÃO, praticamente no mesmo período daquela da citada Brasoftware, em 6/dezembro/2008:
    Despacho do Diretor de Tecnologia da Informação, de 5-12-2008
    Declarando inexigível, com fundamento no Artigo 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações, a licitação, para o processo 14/0250/08/04, para serviços de suporte técnico denominado “Microsoft Services Premier Support”, envolvendo serviços de atendimento, suporte técnico local, work-shops de suportabilidade, tratamento de incidentes de Suporte, disponibilidade de serviços de chamados via 0800 e internet e assinatura de periódicos técnicos específicos, a ser executado pela empresa Microsoft Informática Ltda. Ato ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Artigo 26 da referida Lei.
    http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/DO/BuscaDO2001Documento_11_4.aspx?link=/2008/executivo%20secao%20i/dezembro/06/pag_0025.pdf&pagina=25&data=06/12/2008&caderno=Executivo%20I

    DO – em 20/fevereiro/2009
    Contrato: 14/0250/08/04
    - Empresa: Microsoft Informática Ltda.
    - Objeto: Serviços de suporte técnico (Microsoft Services Premier Support)
    - Prazo: 364 dias
    - Valor: R$ 3.061.350,00
    - Data de Assinatura: 13/02/2009.
    http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/DO/BuscaDO2001Documento_11_4.aspx?link=/2009/executivo%20secao%20i/fevereiro/20/pag_0017.pdf&pagina=17&data=20/02/2009&caderno=Executivo%20I

    Depois, em maio deste ano, ainda houve uma reti-retificação relativa ao valor e dotação orçamentária: Contrato: 14/0250/08/04
    - Empresa: Microsoft Informática Ltda.
    - Objeto: Termo de Reti-Ratificação n.º 1, ref. Ao Item 4.2.
    da Cláusula Quarta – Valor e Recursos Orçamentários – Data de assinatura: 12/05/2009.
    http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/DO/BuscaDO2001Documento_11_4.aspx?link=/2009/executivo%20secao%20i/maio/21/pag_0030.pdf&pagina=30&data=21/05/2009&caderno=Executivo%20I

    Para completar, o Tribunal de Contas julgou a coisa regularíssima. Vide: http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/DO/BuscaDO2001Documento_11_4.aspx?link=/2009/legislativo/julho/01/pag_0025.pdf&pagina=25&data=01/07/2009&caderno=Legislativo
    - e aqui igualmente: http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/DO/BuscaDO2001Documento_11_4.aspx?link=/2009/legislativo/julho/02/pag_0036.pdf&pagina=36&data=02/07/2009&caderno=Legislativo

    Baseados em quê? Só os Conselheiros Renato Martins Costa (Relator), Fulvio Julião Biazzi (Presidente), e Robson Marinho (E. Câmara) sabem, já que um contrato sem licitação não aparece em canto algum, a não ser entre os interessados. Eu, pelo menos, gostaria muito de saber o que significa tal compra e o motivo de sua ocorrência. Por que não houve exigência de licitação? A MS passou, dentro da FDE (e outros do Estado/Município) ao nível da Abril, Folha, Estadão etc.?

    Jamais houve ou haverá neste Governo (municipal também), repito, qualquer discussão séria quanto ao uso de software livre. Não há vontade política para isto. Não há interesse, pois não há “trocas”. Há casos? Sim, esporádicos; são ilhas que pela força das marés contrárias perigam afundar.

    O que coloquei em meu texto são pontos de partida para indagações profundas sobre tais modelos de negócios praticados naquela casa – e em muitíssimas outras do gênero. Nassif justamente copiou o importante parágrafo quanto ao fornecimento do CRM pela FDE; fez um breve histórico. Este tipo de parágrafo aparece em vários editais: promessas que levam a mais promessas, num jogo infinito que ampara os iguais. A pergunta que fica é: por que?

  16. Mario disse:

    NaMaria,

    Muito interessante sua observação. Primeiro compram o software numa licitação direcionada em que objetivo não é voltado a atender requisitos, mas a atender requisitos usando sotware de um único fabricante. Concorrem aí so os MS Partners por razões obvias. Depois, contratam a própria MS sem licitção e também por razões obvias: é a única ou a mais capacitada para dar suporte aos seus próprios produtos.

    É uma canalhice só.

  17. HEZBOLLAH666 disse:

    “…que deveria utilizar o CRM Dynamics Microsoft e o banco de dados SQL Server 2008 para a implementação do Software para a Central de Atendimento, contemplando características básicas conforme Item 6 do Anexo II – Especificações Técnicas. A licença de software para o produto CRM Dynamics Microsoft será fornecida pela FDE.”

    Uma descarada licitação direcionada, PODE????

  18. Frederico disse:

    Olá Caetano,

    A questão de qualidade nem sempre está atrelada a “maior quantidade de usuários”. Você já ouviu falar do padrão Betamax de vídeocassete? Era bem superior ao padrão VHS. Entretanto, o VHS prevaleceu por uma série de estratégias de divulgação e marketing. Com o software livre é similar.

    Além disso, não é só uma questão de “adoção”. Em algumas empresas implica em mudar todo um parque tecnológico já implantado (o que não é o caso das escolas, citado no artigo do blog).

    Por fim, existe sim muita gente ganhando dinheiro com software proprietário. Já trabalhei em uma empresa onde os fornecedores ofereciam explicitamente um percentual das vendas para o setor de aquisição de TI. Portanto, existe a possiblidade de má fé e de favorecimento.

    Em relação à manutenção, basta pensar no próprio trabalho com o software proprietário. A mão de obra pra isso foi sendo construída. Pode ser feito o mesmo com o software livre. Com uma vantagem. Como o software livre pode ser livremente alterado, é possível ganhar dinheiro também fazendo personalizações desses softwares, coisa que não é possível com o software proprietário. Ou seja, o software livre além de tudo, ainda oferece mais possibilidades de ocupação de mão de obra.

  19. JCN disse:

    Marco disse:

    “Na eventual e calamitosa possibilidade de Serra se eleger presidente, já posso até ver a cabeça do presidente do SERPRO espetada numa lança em pleno Eixo Monumental.”

    Marco, o nome deste presidente é Marcos Mazoni. O seu passado é recheado de feitos em/pelo Sw Livre. Vejamos o que me lembro de imediato:
    - Foi um dos pioneiros no seu uso;
    - Como presidente do PROCERGS (órgão de TI do RS), iniciou, incentivou e difundiu o uso de Sw Livre no estado;
    - Fundador e quem viabilizou o Fórum Internacional de Sw Livre, que na sua última edição (décima) teve mais de 9.000 participantes (qual evento de sw privado reúne tanta gente?);
    - Foi presidente da CELEPAR (órgão de TI do PR), onde praticamente extinguiu o uso do rWindows (a nível de servidores e de estações de trabalho). Ao fim do seu mandato, mesmo que queiram, não conseguem voltar à M$, pois sequer os técnicos aceitariam isso (atualmente a CELEPAR é considerada a mais eficiente empresa estadual de TI);
    - Fundador da LatinoWare (que é imperdível e este ano ocorrerá entre 22/10 e 24/10) que incentiva o uso e disseminação do Sw Livre, não só no Brasil, mas em toda a América Latina;
    - Atualmente é o presidente do SERPRO, que já começa a despontar como grande usuário de Sw Livre e do CISL (Comitê de Implementação do Sw Livre nas Empresas do Governo), que entre outras coisas já protocolou o uso do BrOffice.org como o padrão de troca de documentos eletrônicos entre os órgãos do governo, além de criar uma grande rede de troca de sws, consultorias e treinamentos entre estes orgãos, evitando drasticamente o retrabalho (isso seria factível se não fosse o Sw Livre?).

    Assim sendo caro Marco, se eu fosse o Mazoni, meu medo não seria dos improváveis tucanos em um pós-lula. Meu medo seria do que as multinacionais de sw podem “armar” para ele, em função da imensa quantidade de dinheiro que elas estão deixando de arrecadar devido à incorruptível retidão deste patrióta.

    Pense nisso.

  20. Será que não tem nenhuma administração do PSDB que usa software livre? Não consigo acreditar que um partido político brasileiro que quer disputar a direção do país não acredite na capacidade do nosso povo em gerir códigos de computadores, e joqgue nossos profissionais para ficar adminisntrando esta sangria dos cofres públicos que são as licenças, royaltes etc,
    Sem contar que sem apoiar o software livre, pagamos a conta da pirataria da iniciativa privada edos computadores pessoais (isso, o seu computador que tá usando intenet explorer). A conta vem através das ações de sobretaxa de produtos brasileiros nos EUA por causa da pirataria. Software Livre deveria ser visto como estratégico para o país, acima das disputas partidárias.

  21. Vera disse:

    Caro Julian,

    São Paulo perdeu a chance de ter uma prefeitura do PSDB cujo programa de informática estava todo baseado em SL e todos os documentos seriam gerados no formato ODF.
    E tem mais: a utilização do padrão ODF estava sendo trabalhada, de forma muito discreta e já ia virar lei. Mas a MS foi informada por…e fez aquele “lobby” acabando com todo o esforço gasto até aquele momento.
    Portanto, essa questão não é bandeira de um único partido político, mas sim de pessoas com senso de administração do dinheiro público e comprometidas com justiça social. Essas questões não são aprendidas nos bancos escolares, grêmios estudantis ou sindicatos. São aprendidas no berço.

  22. Vera disse:

    Caro Julian,
    São Paulo perdeu a chance de ter uma prefeitura do PSDB cujo programa de informática estava todo baseado em SL e todos os documentos seriam gerados no formato ODF.
    E tem mais: a utilização do padrão ODF estava sendo trabalhada, de forma muito discreta e já ia virar lei. Mas a MS foi informada por…e fez aquele “lobby” acabando com todo o esforço gasto até aquele momento.
    Portanto, essa questão não é bandeira de um único partido político, mas sim de pessoas com senso de administração do dinheiro público e comprometidas com justiça social. Essas questões não são aprendidas nos bancos escolares, grêmios estudantis ou sindicatos. São aprendidas no berço.

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