A Microsoft domina São Paulo
Por Heraldo
Veja só que horror está acontecendo na Educação de Sp e a compra desenfreada de softwares Microsoft pela FDE em licitações pra lá de estranhas. Será que aquilo tudo é necessário pra fazer funcionar a educação? Quase cem milhões em software de que? Não teria outra opção no gov. Serra? Pesquisar é tudo de bom mesmo. Isto precisa ser divulgado com urgência ou as farras nunca terão fim Nassif.
Corre lá: clique aqui e clique aqui.
Comentário
O Secretário de Educação Paulo Renato não se emenda. Na sua gestão como MInistro da Educação tentou enfiar licenças do Office em todas as universidades públicas, a partir de um acordo guarda-chuva com a notória TBA de Brasília.
Os reitores resistiram, já que havia a oferta da Sun, de Openoffice de graça, e da Lotus, do SmartSuite mais uma licença do Notes por R$ 5,00 por cabeça. Disseram isso ao Secretário Geral do Ministério, em uma reunião tumultuada. A resposta do Secretário era a de que o Ministério tinha um acordo guarda-chuva com a TBA e, por isso, as licenças sairiam de graça – para as Universidades, não para o MEC. A proposta da TBA era de R$ 200,00 por sistema, sem sequer enviar o CD de instalação: bastaria os reitores comunicarem a identificação do aparelho que tinha o programa pirata.
Depois, na gestão de Maria Helena Cardoso, sua antecessora e consultora, a venda de notebooks (da Positivo!), financiados pela Nossa Caixa e com o Office embutido – para professores da rede escolar. Não era lhes dado sequer a possibilidade de optar pelo notebook sem o Office.
Sem contar a vinda de Steve Balmer a São Paulo para, em uma cerimônia com o governador José Serra, entregar “de graça” para a rede escolar acesso ao Hotmail – que é de graça! Um baita presente para a Microsoft, que engordou sua base de usuários do Hotmail sem nenhum gasto em campanhas.
É tão escancarado o jogo que, no edital, é colocado que:
que deveria utilizar o CRM Dynamics Microsoft e o banco de dados SQL Server 2008 para a implementação do Software para a Central de Atendimento, contemplando características básicas conforme Item 6 do Anexo II – Especificações Técnicas. A licença de software para o produto CRM Dynamics Microsoft será fornecida pela FDE.
O lógico seria o contratado se responsabilizar pela compra dos softwares. Mas o FDE não abriu mão desse direito.
Hoje em dia há soluções CRM pela web em que se paga pelo serviço, sem a necessidade de aquisição de licenças. Todas as grandes multinacionais estão caminhando nessa direção.
Por André Simões
Em tempo, onde trabalho a opção de CRM também foi pelo Dynamics, que a princípio é muito bom mas no dia-a-dia é quase impossível de fazer ajustes e os especialistas sempre afirmam que não é possivel promover os ajustes.
Eu e a equipe que trabalho descobrimos que muito do que foi pedido e foi dito que não era possível poderia ser feito, o que me lava a pensar, se este é o nível do serviço prestado a uma empresa privada, nem consigo imaginar como deve ser a uma empresa pública e pior, quando a empresa pública está trabalhando para que este sistema seja um case da Microsoft.
Só posso dizer uma coisa, lamentável.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: Microsoft, Ministério da Educação, Paulo Renato, Secretaria da Educação

Será que não tem nenhuma administração do PSDB que usa software livre? Não consigo acreditar que um partido político brasileiro que quer disputar a direção do país não acredite na capacidade do nosso povo em gerir códigos de computadores, e joqgue nossos profissionais para ficar adminisntrando esta sangria dos cofres públicos que são as licenças, royaltes etc,
Sem contar que sem apoiar o software livre, pagamos a conta da pirataria da iniciativa privada edos computadores pessoais (isso, o seu computador que tá usando intenet explorer). A conta vem através das ações de sobretaxa de produtos brasileiros nos EUA por causa da pirataria. Software Livre deveria ser visto como estratégico para o país, acima das disputas partidárias.
Caro Julian,
São Paulo perdeu a chance de ter uma prefeitura do PSDB cujo programa de informática estava todo baseado em SL e todos os documentos seriam gerados no formato ODF.
E tem mais: a utilização do padrão ODF estava sendo trabalhada, de forma muito discreta e já ia virar lei. Mas a MS foi informada por…e fez aquele “lobby” acabando com todo o esforço gasto até aquele momento.
Portanto, essa questão não é bandeira de um único partido político, mas sim de pessoas com senso de administração do dinheiro público e comprometidas com justiça social. Essas questões não são aprendidas nos bancos escolares, grêmios estudantis ou sindicatos. São aprendidas no berço.
Caro Julian,
São Paulo perdeu a chance de ter uma prefeitura do PSDB cujo programa de informática estava todo baseado em SL e todos os documentos seriam gerados no formato ODF.
E tem mais: a utilização do padrão ODF estava sendo trabalhada, de forma muito discreta e já ia virar lei. Mas a MS foi informada por…e fez aquele “lobby” acabando com todo o esforço gasto até aquele momento.
Portanto, essa questão não é bandeira de um único partido político, mas sim de pessoas com senso de administração do dinheiro público e comprometidas com justiça social. Essas questões não são aprendidas nos bancos escolares, grêmios estudantis ou sindicatos. São aprendidas no berço.