A lógica de Itaipu
Do Último Segundo
Coluna Econômica – 28/07/2009
A questão da energia de Itaipu merece uma avaliação um pouco mais ampla.
Há três aspectos a se analisar. O primeiro, a equação econômico-financeira e os aspectos negociais propriamente ditos. O segundo, a posição que o Brasil pretende ocupar no continente, a importância do desenvolvimento uniforme da região, como alavanca para o próprio desenvolvimento brasileiro. O terceiro, a possibilidade do acordo ser aceito pelo Congresso – que dará a palavra final para a maior parte dos itens negociados.
***
O tema surgiu na campanha de Fernando Lugo para a presidência do Paraguai. Uma das bandeiras era o aumento do valor pago pelo Brasil pela energia de Itaipu.
No fundo, o Brasil tem a faca e o queijo na mão, já que o Paraguai não teria outro mercado onde colocar a parcela excedente da sua energia (pelo tratado, cada país tem 50% e se obriga a vender ao outro o que não consumir).
Haveria duas maneiras de aumentar os repasses para o Paraguai. Uma delas, o aumento do custo do kwh da parte do Paraguai que, por contrato, é obrigatoriamente vendida para o Brasil. Outra, o aumento no valor das luvas, o valor adicional pago pelo Brasil, para ter direito à parte do Paraguai.
Por Neves
O tema Itaipu esteve presente na campanha eleitoral paraguaia, os candidatos abordaram o assunto. Não poderia ser diferente, o sentimento popular no país clama por rever o Tratado, nenhum candiadato pode deixar de abordar a questão. O país vive a situação de ver sua capital com sistema de eletricidade precário, ao mesmo tempo em que é um dos maiores exportadores de energia elétrica do mundo. Se transparecesse o apoio político brasileiro a uma candidatura, seria o beijo da morte no candidato. Quem vencesse viria, como veio, com uma pauta de revisão junto ao governo brasileiro.
Os paraguaios desconfiam de Itaipu, o Tratado vem da era Stroessner, uma ditadura corrupta e obscurantista. Quem conhece um pouquinho das histórias da hidroelétrica sabe das manobras, que as empreiteiras e fornecedores de equipamentos fizeram em nome do governo paraguaio durante a construção, como o custo da obra se multiplicou por essas exigências, para alegria dos aproveitadores.
Ficou claro que o entendimento entre Lugo e Lula deverá passar pelos respectivos congressos para aprovação. Nada portanto está acordado. É uma boa oportunidade para o congresso brasileiro debater o Tratado de Itaipu. O problema que vejo é que num ambiente de parlamentares sem propósitos de construção nacional, o tema ficará na base de acusações tipo “diplomacia companheira”, e outros chavões de política rasteira. Para uma malta que só pensa em projetos pessoais, não faz sequer esboço de nenhum projeto nacional, fica impossível debater proposta de desenvolvimento conjunto dos dois países.
Eis o tratado para conhecimento e discussão aqui no blog:
Tratado de Itaipu (em português)
http://www.itaipu.gov.br/files/file/tratadoitaipu.doc


Nassif, não concordo com essa negociação,o dinheiro que o Brasil arrecada tem um custo muito alto para o povo, o imposto que pagamos é exorbitante, e a impressão que se tem e que tudo tA as mil maravilhas aqui no Brasil, o que não é verdade, nunca na historia desse país , houve tanta violência, eo que se tem feito, o que se tem investido na segurança neste país? nós sabemos que nunca se investiu tão pouco, e o dinheiro vazando pra tudo q
Ô Nassif !
Mas o que tem de “entendido” nesse negócio heim?
Pede para que leiam a respeito por favor…
Política externa??!!! Se “abrir as pernas” a qualquer pressãozinha que nossos páises vizinhos fizerem, como tem ocorrido em todo o governo Lula, for política externa… então; Parabéns!!!! Tanta coisa pra se fazer no nosso País e ficamos aí, distribuindo dinheiro para países alinhados com o partido do governo. Lamentável.
´Não concordo mesmo, o dinheiro arrecadado neste país tem um custo altíssimo para o povo, os impostos que pagamos é uma exorbitância, e o dinheiro vazando pelos ralos, pra tudo que é lado Bolivia, Venezuela, Paraguai, têm se a impressão que aqui ta tudo bem, gente nunca neste país houve tanta violência, o povo vive amedrontado ninguém tem saido de casa por falta de segurança. Si tem dinheiro pra pagar 3 vezes mais do que se paga hoje, porque não fazer um grande projeto pra combater a violência?
Isso me parece tempestade em copo d’água.
O Congresso não vai aprovar a mudança e o Lula dirá ao lugo, fiz o que pude.
Olá,
Daqui a pouco vão começar a discutir a revogação do tratado de Tordesilhas com a desculpa que os reis da península ibérica eram “totalitários”…
Enfim, mais uma para a conta dos trouxas que somos. Acho que vou começar a vender vaselina…
[ ]´s
Tenho muma excelente idéia… Vamos doar o Cristo Redentor para o Equador, o Maracanã para a Argentina, a Bacia de Santos para a Venezuela, o Pantanal para o Peru, a 25 de Março para o Paraguai, nossas praias para a Bolívia….. tudo isso antes do final do governo Lula.
Perfeito o acrônimo!
Vamos tomar PILULA para não pegar a gripe do PiG!
“veja esse vídeono youtube”
Eh do lunatico que surfou uma unica onda boa na vida, que resultou em seu mais-que-convincente report a respeito de Kimberly Bergalis.
Perdao, mas ele eh doidinho da silva.
Qual a vantagem para POVO BRASILEIRO em mais essa doação?
Vc não acha que primeiro devemos arrumar essa casa tão bagunçada que é o nosso país?
Falta tudo aqui ,menos doações em nome da ” fome”!
Nosso impostos os mais caros do mundo sem contrapartida!
Que se dane se é lula,fhc, paraguay ou o raio que o parta, NOSSOS PROBLEMAS EM PRIMEIRO LUGAR, ou não? rsrrsr
Isso não conta?
Estranho hoje.
Ontem, conversávamos sobre a questão Itaipu, sobre política energética, sobre geopolítica. Hoje, fala-se sobre petralhas, clamando pela II Guerra do Paraguai.
A crítica sobre Lugo e Lula deveria ser sobre o atraso na implementação de ações focando a industrialização do Paraguai, da consolidação do agronegócio naquele pais.
O Paraguai tem uma população de 6 milhões, com PIB per capita de 4.000 dolares, o que dá um PIB total de 24 bilhoes de dolares por ano (Brasil tem 190 milhoes e PIB per capita de 8700 dolares e PIB de 1,6 trilhão de dolares).
Fica claro que o Paraguai nunca teria condições de financiar uma obra como Itaipu, portanto dizer que o Paraguai não contribuiu com a obra é inútil. A garantia da obra foi a demanda brasileira. A fração de energia que o Paraguai cede ao Brasil é equivalente a 4 usinas Angra 2. Acho que mesmo que todas as termoeletricas implantadas funcionassem a toda carga, ainda não cobririam a fração paraguaia de Itaipu.
O Paraguai possui uma segurança energetica unica na America do Sul, portanto seria o melhor local para se instalar uma industria eletro-intensiva. POr outro lado, o agronegócio no Paraguai é bastante arcaico. Se o Paraguai conseguir nos próximos 15 anos avançar em quatro direções principais i) soja para alimentação animal e exportaçao ii) cana-de-açucar para produção de etanol, iii) borracha natural e iv) madeira para celulose, possibilitaria a implementação de outros setores relacionados como v) produçao de carne (aves, bovinos com valor agregado do processamento local), vi) etanol para abastecer o Brasil e expandir o mercando flex para o mercosul, vii) industria de borracha, principalmente pneus e viii) papel, além de ix) uma grande industria de bens de consumo para o agronegocio. Não falo do biodiesel porque ainda é uma tecnologia em consolidação no Brasil.
Para isso é necessário a) abastecer Assuncion com energia, b) envolver a embrapa e universidades brasileiras para desenvolver tecnologia e capacitar mão-de-obra, c) o BNDES financiar esta industrializaçao baseada no agronegocio e d) incentivar o empresario brasileiro a investir pesado no Paraguai.
Precisamos parar de pensar no Paraguai como uma país distante. O Paraguai é um problema brasileiro tambem. A estabilidade economica e social do Paraguai reflete diretamente na sociedade brasileira, principalmente na faixa de fronteira. Temos que trazer o Paraguai para a mesma condiçao socio-economica do Brasil se quisermos manter nossa sociedade estavel, e isso nao tem nada a ver com a herança moral da Guerra do Paraguai. O problema não é reforçar a fronteira, mas elevar o Paraguai a um novo nivel de desenvolvimento.
Quando eu vi gente comentando por aqui que “o Congresso esta no bolso do Governo Federal”, ou que o Presidente Lula tem de lhe “pedir permissao primeiro”, antes de decidir qualquer coisa, resolvi que nao teceria comentarios nenhuns.
Como eu iria explicar que o Governo Lula nunca foi capaz de tentar qualquer emenda constitucional, exatamente porque NUNCA, mesmo com a colcha-de-retalhos que tem como alianca politica, esteve sequer perto de ter o “Congresso no bolso”? Diferentemente do Governo de FHC que fez varias emendas a Constituicao – inclusive a da re-eleicao?
E como eu faria entender a alguem que o Governo pediu autorizacao a mim, que o elegi duas vezes, para tomar todas as decisoes que achasse melhor?
Mas mudei de ideia e, em atencao a uns poucos comentaristas de boa-fe (e raciocinio saudavel), e vou lembrar-lhes apenas umas coisinhas:
- e’ obvio, como dois mais dois sao quatro, que qualquer acordo interanacional tem de passar pelo crivo do Congresso Brasileiro (muito embora um monte de politicos oposicionistas devam aproveitar-se para fazer alguma media a respeito disso);
- o Brasil e o Paraguai construiram juntos uma imensa usina hidroeletrica; a parte do Paraguai – por razoes obvias, nao tinha condicoes de existir, senao com financiamento dado pelo BNDES – vem sendo paga ha’ decadas, atraves de recursos provenientes de energia exportada para o Brasil pelo Paraguai;
- a usina foi, por contrato e necessidade geografica, construida em solo paraguaio (dizem que existem razoes estrategicas tambem; pois, rompida a barragem, Buenos Aires, na Argentina, sera’ inundada em cerca de tres a quatro horas);
- os paraguaios so’ tem capacidade (e necessidade) de utilizar 5% de 50% do que a usina produz e lhe pertencem – certamente descobriram que compraram um elefante branco;
- os 45% restantes do que cabe ao pais vizinho, ele TEM de exportar ao Brasil, por forca de contrato, e o dinheiro dessa venda e’ usado para abater o principal da divida e os juros (nao estao lucrando quase nada no montante da venda obtido com o tal elefante branco!);
- a construcao da usina, realizada no periodo da revolucao militar no Brasil, foi acordada pelo entao Presidente do Paraguai, o General Stroessner (que “governou” aquele pais “democraticamente” por cerca de tres decadas e que, dizem as mas-linguas, era gaucho – natural do Rio Grande do Sul)…
Isto tudo posto em consideracao, creio que deva, pelo menos um pouco, fazer-nos repensar o que o Governo do Brasil esta’ fazendo com o atual Governo do Paraguai e tecer consideracoes razoaveis.
“Qual a vantagem para POVO BRASILEIRO em mais essa doação?”:
A eletricidade sendo vendida ao Brasil pelo Paraguay EH PROPRIEDADE LEGAL DOS PARAGUAIOS. Eles podem eletrocutar gatos com ela se quizerem. EH PROPRIEDADE ALHEIA.
“Vamos doar o Cristo Redentor para o Equador, o Maracanã para a Argentina, a Bacia de Santos para a Venezuela, o Pantanal para o Peru, a 25 de Março para o Paraguai, nossas praias para a Bolívia”
Todos os problemas podem ser resolvidos simplesmente doando Sao Paulo pro Japao. Eh que nao ha lugar mais longe.
“de onde vocês estão vindo?”: Sao Paulo.
Sem contrapartida não tem acordo ,as armas que matam nossos jovens ,vem de onde? Quem ameaça os proprietários Brasileiros que la investiram?E o contrabando ,até quando?O presidente Lugo tem um plano de governo? Mas com certeza o Lula que é muito vivo não vai arcar com este pepino ,vai passar a bola para o congresso ,pode anotar ai .No fim ele fica bem com todo mundo ,agora so não vai ficar bem com os aposentados ,que estão tiririca …
Virou moda ?Vem o Equador e bota a maior banca ,a Bolivia com o companheiro Evo criou o maior caso ,o Chaves ta nos enrrolando la em Pernambuco,agora vem o Paraguai .Vamos ficar esperto ,só falta a Argentina tomar as praias de SC . Com todas estas doações ,premio Nobel para o Lula .
Ao Neves : Todo o Pais clama pela revisão do Tratado? Mas qual foi a injustiça cometida pelo Brasil contra o Paraguai? Deram DE GRAÇA ao Paraguay metade do empreendimento Usina de Itaipu, em que consiste essa tal injustiça pela qual todo o Paraguai clama? Queriam mais de 50% da usina, sem por um centavo? Deixemos de lorota, o Paraguai foi sempre espoliado é pelos seus politicos corruptos e não pelo Brasil, quem inventou essa questão foram demagogos de lá, como é o Lugo, usando essa bandeira como isca de campanha. O Paraguai recebeu é um presente do Brasil, que poderia ter construido a mesma usina 240 quilometros a montante, toda em território brasileiro, como era o plano original da obra, do grande engenheiro Otavio Marcondes Ferraz, presidente da Eletrobrás , que já previa os riscos de um empreendimento binacional. Foi Geisel quem mudou o local, porque achava que uma empresa binacional ligaria o Paraguai ao Brasil de forma permanente, havia uma disputa de esferas de influencia entre o Brasil e a Argentina em relação ao Paraguai. Foi um grave erro estratégico e agora vem esse aventureiro Lugo nos jogar na cara uma injustiça inexistente.
O pseudo acordo agora anunciado, na verdade um rendição do Brasil ao barulho que o Paraguai fez com esse assunto, choca pela inexistencia de condições, como normalmente se negociam em acordos diplomáticos. O Brasil vai pagar mais a troco de que? De nada.
Quando os americanos nos deram (na verdade foi venda e não doação) a Usina de Volta Redonda, o Brasil cedeu as bases aero-navais de Natal e Recife e entrou na guerra ao lado os EUA. Volta Redonda não foi presente, foi um acordo arduamente negociado.
Quando os EUA criaram o Plano Marshall para a Europa exigiram em troca muitas condições, a primeira das quais é que os 13 bilhões de dolares teriam que ser gastos exclusivamente na compra de equipamentos americanos, fora isso conseguiram muitas bases aereas com cessões a longo prazo que duram até hoje.
Porque o Brasil, em troca desse presente de 240 milhões de dolares por ano eternamente não exigiu contrapartidas? A primeira seria comprar bens de capital brasileiros com esse dinheiro, que o Paraguai necessita e muito. Com o dinheiro livre, vão seguramente gastar na China ou mandar para a Suiça;
Nada disso, simplesmente cederam como um regalo. É demais.
Uma diplomacia preguiçosa, incompetente, ineficiente, sem objetivos estratégicos claros, dá presente porque acha que compra o agrado de qualquer politico de ocasião que aparece falando alto e ameaçando. É uma péssima diplomácia, da pior qualidade que o Brasil já teve em sua história, um Pais que desde sua independência poderia se orgulhar de uma diplomacia altamente profissional, com clara noção do interesse nacional e que jamais se deixou envolver por companheirismos ideologicos canhestros, porque esses tipos costumam ser ingratos com os benfeitores.
Foi uma rendição incondicional, não queiram dourar a pilula, o dinheiro a mais é uma realidade concreta, a simpatia do Paraguai é apenas um promessa sem garantia.
Querida Renata,
“O fato deste entendimento ter que passar pelo congresso nacional não gabarita o acordo como legítimo e que tenha passado por um crivo de membros eleitos pelo povo”.
O Tratado de Itaipu em vigência passou pelo crivo do congresso de ambos países. Se você diz que isto não gabarita a legitimidade dele, o que você sugere então para legitimar? A benção do Papa? Se não vai ser legítimo agora, por que então é legítimo quando foi assinado em 1973, quando ambos países viviam sob ditadura, com ambos congressos tutelados pela força militar?
“Qto a tragetória de Strossner ser obscurantista, não podemos dizer que a de Fernando Lugo seja um livro de páginas abertas, e tenho certeza de que os paraguaios desconfiam …”
Os paraguaios elegeram Lugo recentemente, em eleições democráticas, portanto a maioria dos paraguaios depositou um voto de confiança nele. Você parece ter um instrumento mais preciso para conhecer a vontade dos paraguaios, pode até ir lá para demonstrar aos nossos vizinhos o instrumento que você desenvolveu, mas cabe ao governo brasileiro, e aos demais governos ao redor do mundo, confiar nas instituições daquele país para legitimar seus governos.
A trajetória obscurantista de Stroessner inclui 35 anos de ditadura. Prisões, tortura e assassinatos de adversários do regime. Seu regime deu abrigo a inúmeros criminosos, o que inclui alguns genocidas refugiados da Alemanha hitlerista, e até o húngaro Peter Kellerman, que aplicou no Brasil o golpe do Carnê Fartura, e fugiu para o Paraguai, onde se casou com uma irmã do ditador.
Foi durante a ditadura paraguaia que floresceu Puerto Stroessener, atual Ciudad del Este, os “comerciantes” dessa localidade são a classe dominante que Stroessener privilegiou no poder.
O que você aponta como lado obscurantista de Lugo? Seja objetiva e compare aos crimes de Stroessner. Seria o fato dele ter feito com algumas moças, o que um homem e uma mulher praticam desde o começo da existẽncia da humanidade? Ele assumiu a paternidade de seus filhos, enquanto um determinado ex-presidente viúvo ainda não fez o mesmo no Brasil.
Cabe aos representantes do congresso agregar o que acharem legítimo ao entendimento acordado.
Quem não entende nada desse assunto fica apavorado com o enfoque que a mídia está dando ao acordo.
É pouco provável que o Lula esteja doando algo aos paraguaios.
Talvez fosse mais fácil fazer como os EUA. Um grande muro nas divisas e caçadores de coiotes para assassinar os pobres desgraçados que tentam fugir da miséria.
Pelo menos teriamos uma muralha maior doque a da China.
Prezado Andrè Araújo,
Qualquer que fosse o candidato vencedor no Paraguai, com ou sem projeto, viria para cima do Brasil com propostas revisionistas do tratado. Assunción está em ritmo de apagão a despeito do país exportar energia. Se Oviedo tinha um projeto, esse seria mais um motivo para ele pedir a revisão da situação que o seu país vive.
O que o Brasil cedeu ao Paraguai na construção da usina não está no gibi. Esse acordo com Lugo de agora é pinto perto das concessões feitas aos ‘caprichos’ de Stroessner pelo seu querido governo Geisel.
O Ronaldo Bicalho lembrou no post anterior a divisão de frequências da usina. Trocar a frequência de fornecimento do Paraguai sairia muito mais barato, do que a solução de fazer empreendimento em duas frequências. A carga elétrica do Paraguai na época não era maior do que uma cidade média brasileira como Campinas. Nós tínhamos a experiência da troca de frequência do Rio de Janeiro nos anos 60.
Só deus e os banqueiros suiços sabem as razões para a intransigência nacionalista do caudilho, que clamava pela soberania paraguaia, ao mesmo tempo que fazia a festa dos fornecedores europeus de equipamentos, alguns suiços entre eles. O ônus sobrou para Furnas, e não está no custo a amortizar da usina, de construir uma linha de corrente contínua, com as respectivas subestações de conversão e inversão. Ele está todo na conta dos brasileiros desde então.
Há ainda o episódio da exigência que Stroessner fazia, da presença de Dom Sebastião nos atos de assinatura dos contratos da usina. O sebastianismo de caudilho não tinha nada a ver com o jovem, desaparcido e morto rei de Portugal, mas se tratava de um velho, muito vivo, rei de obras públicas brasileiras. Estas são algumas das histórias daquela usina.
“Ville, mais criativo que o PILULA só esse ggggg que você está usando.”
Não fui eu MESMO
! Pode verificar pelo IP. Não tenho absolutamente nada com isso.
Enviado por pati 28/07/2009 9:58
…”Esses governos populista da America do Sul sao uma vergonha e essa bosta de presidente que temos e o fim da picada.”
Estou surpresa com certos comentários: nunca li b… antes por aqui.
Ao Prezado Neves : Conheço perfeitamente a historia da usina, era dirigente da principal associação de fabricantes de equipamentos eletricos do Brasil naquela época e visitei varias vezes o canteiro, com as turbinas ainda no chão seco. Está tudo certo mas não cabe ao Paraguai, por uma questão de lógica, imputar ao Brasil o papel de carrasco, o Brasil entrou com a grana e eles com agua que corre com ou sem usina. Quanto ao fato de serem ditaduras, é a História, provavelmente se não fossem os dois governos ditaduras a usina não teria sido construida. Se o vencedor fosse o Oviedo o pleito de Itaipu poderia ser colocado na mesa mas agregado ao plano de desenvolvimento que ele montou em dois anos de trabalho e que tem muito mais sentido do que entregar dinheiro sem condições a um governo que não tem qualquer tradição de bom uso de dinheiro publico. Me arrepia um governo de Pais vizinho na mão desse bispo renegado, sem nenhum perfil de gestor a não ser de sua paroquia e que tem uma moral e um discurso para lá de suspeito.
Foi o cavalo no qual o Brasil (leia-se Secretaria de Relações Internacionais do PT) apostou, é o mesmo cavalo que o Chavez bancou, agora virem-se com ele.
André Araujo
Seis linhas sobre plano Marshal e Volta Redonda são para mostrar erudição ou desviar a discussão? Ou nariz de cera para desancar a diplomacia brasileira?
Sete linhas e tres adjetivos desclassificatórios da diplomacia brasileira no governo Lula.Melhor era a diplomacia dos pés descalços e subserviência à Alca no governo fhc..
Se ao invés de buscar negócios com a China, paises asiáticos, árabes, África,os vizinhos da América do Sul, diminuir contenciosos com a Argentina, essa diplomacia preguiçosa, incompetente e ineficiente, na sua opinião, tivesse continuado os trabalhos de Lampreia e Lafer, hoje as manchetes dos jornais, ao inves de noticiarem o fim da recessão, estariam comemorando a nossa ida ao FMI. Lembre-se como êles foram hábeis em negociar empréstimos ponte, túnel, Alston, Sivam, entre outros.
Ao Neves
Pelo seu nível de conhecimento dos problemas de Itaupu, pergunto-lhe:
O valor do kwh pago ao Paraguai é o mesmo desde o início das operações? Se você tiver essa informação fico-lhe grato.
Bom, no passado nós destruímos o Paraguai. Não custa dar uma forcinha agora, até porque não adianta termos um país desenvolvido com vizinhos pobres.
Sobre a revisão de acordo com o Paraguay, sobre o valor e mais adequada distribuição da energia gerada pela usina, nada tenho a acrescentar. Mas ao chegar ao fim dos 104 comentários fico com a impressão de que houve uma ‘invasão dos universitários’ ao blog.
Nunca vi por aqui tanta intolerância! Tanta mesquinharia por merreca, que nem se sabe se vai ser exigida de ‘cidadãos’ que já pagam muitos impostos. Comentaristas muito bem esclarecidos, entendidos de política internacional, de economia, professores da arte de dar esmola.
Será que a turma que gosta de dar pancada quis aproveitar que o chefe tá viajando?
Nosso governo, além de ridículo, é debochado: diz que não haverá aumento no preço da energia elétrica, porque a diferença será coberta pelo Tesouro…
Caramba Nassif, o que aconteceu? a tubulação do esgoto estourou? Nunca vi tanta m… vazando no seu blog. Nunca gostei do governo Lula, e esse acordo com o Paraguai realmente não está cheirando bem, mas descer ao nivel de vãrios comentários desse post não é do feitio de gente civilizada. Isto está parecendo coisa organizada, porque em outros post ate mais polemicos que esse sempre houve uma ligeira maioria de pessoas defendendo o governo, do que critciando. Acho que seu blog está ficando importante e começou a incomodar algumas pessoas. Após ler vários comentários, fico só imaginando o que voçê vetou.
Ao Clovis Campos: Aonde vc viu erudição em citar Volta Redonda? Todo o Brasil sabe como Volta Redonda foi construida, não precisa erudção. O Plano Marshall citado por mim é tão pertinente quelfoi aberto depois um post sobre isso e não foi por mim.
2.O Governo FHC tanto não apoiou a ALCA que ela não foi para a frente exatamente porque o Brasil não entrou. Os EUA desistiram da ALCA por causa da resistência do Brasil no Governo FHC. Fui um opositor total da ALCA, que nuca serviu ao Brasil, , tem muito texto meu no Google sobre esse tema. O Embaixador Lampreia é um dos melhores diplomatas brasileiros, de primeira linha, foi um excelente Ministro das Relações Exteriores. A história dos pés descalços com o ex-Ministro Celso Lafer é ridicula, toda pessoa que desce em um aeroporto civil americano submete-se às mesmas normas de segurança, não há exceções e nem privilegios, seja Ministro ou Embaixador, nos EUA naõ tem “Excelências” e nem puxa saco em aeroporto para abrir caminho, o que é um mérito dos EUA.
3.O aumento do comercio exterior do Brasil não se deve ao Itamaraty, ao Amorim e ao Pinheiro Guimarães, deve-se ao ciclo economico de maior prosperidade nos ultimos cinquenta anos, à abundante liquidez mundial, à emergencia da China como maior compradora mundial de commodities, tanto que o mesmo ciclo beneficiou e até em maior escala todos os demais emergentes.
4.Pela mesma razão não foi por causa do Palocci e do Mantega que deixamos de ir ao FMI, foi por causa do mesmo ciclo de mega propseridade que inflou a liquidez mundial e atraiu capital para o Brasil, assim como para todos os emergentes., aliás entre os quatro BRICs o Brasil foi o que menos cresceu e o que menos reservas internacionais juntou..
Menos, meu caro Clovis menos. Não tem superhomem em Brasilia.fazendo o Brasil bombar.
Acho que o problema é muito simples. Acordo é para ser cumprido e jornalista para ser imparcial e defender os interesses nacionais.
Ninguém do primeiro mundo da moleza pro Brasil, porque vamos ter que dar moleza pra alguem, ainda mais quando este não tem poder de barganha nenhum.
Quer ajudar o Paraguai, acho correto, justo e importante, mas temos outras maneiras de fazer isto. Que tal priorizarmos as importações de produtos paraguaios (não faço a menor ideia do que tenham para oferecer), se não tiverem nada para oferecer, que comecem a produzir e acho uma forma interessante de ajuda-los.
E que tal como contrapartida, eles aumentarem a fiscalização de contrabandos.
Mas acho a melhor coisa mesmo, pois sempre iremos ter este tipo de problema, pois sempre ficaremos a merce de governantes populistas, porque nao fazemos um acordo para aumentar nossa participação em Itaipu, comprando parte da participação paraguaia.
Prezado André Araújo,
Parece que temos mais pontos comuns sobre esse episódio do que divergências. O problema não reside, você há de convir, na ajuda em si aos paraguaios, mas na falta de projetos e propósitos em torno dessa ajuda, em ambos lados da fronteira.
Nós fizemos no passado concessões ao Paraguai para sair a usina. Erradas ou não, elas tiveram esse mérito, a de torná-la real. Não tem erro em fazer concessões, tem em não vinculá-las a um propósito ou esforço producente.
Há uma certa oposição que está alardeando o episódio como conchavo de ‘diplomacia companheira’, etc. É uma forma demagógica também de abordagem da questão. Se ficarem batendo nesta tecla, sem agregarem propostas à matéria que será apreciada no congresso, serão atropelados por maioria simples, e todos perderão por não darem sentido as concessões ofertadas. Não adianta ficar lamentando a derrota de Oviedo, essa candidatura é uma ‘Ines’ morta.
Nós ficamos acomodados com o tratado de Itaipu e não nos atentamos para seu futuro. Estamos relativamente próximos de amortizar o custo final da usina. Inaugurada há mais de vinte e cinco anos, e suas unidades mais recentes há quase vinte, as últimas dívidas da usina se encerram em 2023, as maiores delas, relativas às obras civis, mais antigas, talvez bem antes. Depois disso os paraguaios não devem mais nada, não terão obrigação de vender energia ao preço de amortizar o custo da usina. A energia terá o preço, do que no jargão setorial é conhecido como ‘energia velha’, basicamente o custo operativo mais o ‘combustível’ que cai do céu, doado por São Pedro. O custo da energia será de uns dez por cento do custo atual. Poderão atrair a seu país indústrias eletrointensivas e usar até metade do que for produzido em Itaipu. A pergunta que temos de fazer é: podemos abrir mão de metade de Itaipu?
Na época da inauguração, o então governador de São Paulo alardeou uma caravana de empresários até o país vizinho, para ver as possibilidades de investimentos lá. Deve ter feito convite ao seu sindicato. Biografia do governador a parte, devo considerar que ele enxergou longe sobre a usina. Não há nada que impeça os paraguaios usarem a energia em seu território
Um abraço.
Concordo com a política da boa vizinhança, e se for este o caso, para render negócios futuros. Quanto ao acordo ser aprovado pelo congresso, nunca ví um congresso tão fajuto e sem legitimidade para julgar nada, onde o Sr. Renan Calheiros ameaça expor os “podres” de outros , caso votem contra os “podres” de um.
Como um colega comentou , existem muitos espertalhões querendo uma fatia desse bolo. Acho que o congresso não tem competencia para julgar assuntos financeiros deste porte, e desculpem se o comentário passou para o lado político da coisa. A minha esperança é de anters de morrer, eu veja neste país, o voto facultativo.
Itaipu foi construida e financiada com o dinheiro do Brasil.
Todo o dinheiro gerado pela venda de energia é para o pagamento dos custos operacionais mais a divida . Adicionalmente o Brasil DOA a modica quantia de 120 milhoes de dolares por ano ao Paraguai pela cesao de uso da energia .
Quando a Itaipu comecou a gerar a energia em 1982 o Brasil foi obrigado a comprar a energia mais cara de Itaipu por contrato. Pagamos mais caro pela energia porque respeitamos contratos.
O Paraguai nao reconhece essa divida de bilhoes de dolares por isso quer vender a energia a terceiros para dar um calote na divida..brasileiro é bonzinho….
Agora nosso presidente que ja deu prejuizo na Petrobras na Bolivia quer repetir a dose com o Paraguai…brasileiro nao chia mesmo…
afinal o sao meros 240 milhoes de dolares a mais POR ANO ate 2023.
Brasileiros sendo tratados em corredores de hospitais , aposentados financiando para compra de remedios, baixos salarios de professores, medicos…nao sao prioridades …prioridade sao os 360 milhoes de dolares por ano para os politicos corruptos do Paraguai .
O Paraguai é igual ao nordeste..o dinheiro nunca chega aos necessitados…
O maior problema de nosso País é a falta de Patriotismo. Nosso governante tem como ídolo o Mahatma Gandhi. Infelizmente, ele (Lula) quer ser reconhecido com um humanista preocupado com a pobreza e desenvolvimento dos países vizinhos. Perdoou quase um bilhão de dólares de dívidas de credores, entre eles até da Bolívia, cujo presidente nos ofendeu afirmando que o Acre foi roubado e cedido em “troca de um cavalo”. Esse filho da puta assim que foi eleito fez uma visita ao Lula em avião de carreira e, para voltar prá casa, nosso presidente mandou um avião da FAB levá-lo à Bolívia.
Nosso governo não fez simplismente nada. O Brasil faz diversas doações (absurdas) de navios, aviões e até helicópteros novos para estes países sem sequer ver as necessidades internas.
Um absurdo completo. Aqui ainda se fala nesta bobagem de “nações amigas”, “Laços de Amizade”, blá blá blá…. Isso não existe. Somos feito de palhaços por estes países que tem desprezo pelo Brasil.
O Brasil deveria sufocar o paraguai (minúsculo mesmo) combatendo a pirataria na fronteiro. Itaipu foi idealizada pelos dois países mas bancada totalmente pelo Brasil. Deveriam ter refeito o contrato e o paraguai ficar com a proporção de energia do valor desembolsado pelo Brasil. Isso deles terem 50% é um absurdo.
Resumo: construímos a usina, que doamos metade e pagaremos eternamente pelos 45% da energia não consumida por eles. Que negócio maravilhoso!
Esses governantes tem nojo do Brasil: Logo, Morales, Chavez, etc.
Sou patriota mas não tenho motivo algum de o ser. Se este Pais tivesse governantes brasileiros de verdade, que amassem esta terra, as coisas seriam diferentes.
Lula somente nasceu aqui mas sente desprezo pelo Brasil.
Tratado de Itaipu – Novo Tratado – Tenho lido muitas críticas por parte de cidadãos que compõem os diversos níveis culturais sobre o novo Tratado de Itaipu que o Governo Brasileiro estaria a celebrar com favorecimentos ao Paraguai em prejuizo do Brasil. Não vou entrar na polimização do assunto. Seria bom, contudo, que todos lessem sobre a Operação Condor. Pode ser lido em vernáculo pela busca no Google – Operação Condor. E buscar em seguida [LE MONDE – Diplomatique Brasil: O pesadelo da “Operação Condor”. O conteúdo traz o relato de uma fase negra da política da América do Sul, com intensa parcipação do Governo Americano – Richard Nixon e Henry Kissinger. O acordo primitivo de Itaipu é oriundo desse período. Talvez seja porisso que o Governo Brasileiro concorda com um novo Tratado de Itaipu, desde que esse Tratado tenha a aprovação do Congresso Paraguaio, legítimo representante do Povo Paraguaio, para que mais tarde não haja rompimento do Tratado, sob pena de o Brasil recorrer a Tribunal Internacional, caso venha a ser prejudicado ou questionado, ou pressionado para rever o Tratado, exceto se houver conveniência ao Brasil.