A geopolítica de Itaipu
Por Alberto Porém Jr.
Um contraponto ao massacre que vem sofrendo Lula e Lugo na questão sobre Itaipú vem do exterior. O NYT produz matéria com toda a seriedade que envolve o Brasil e seus parceiros na América Latina.
Do Último Segundo
Acordo energético com Brasil impulsiona economia do Paraguai
27/07 – 08:28 – The New York Times
ASSUNÇÃO, Paraguai – Durante décadas, os paraguaios protestaram a respeito de sua parte do acordo advindo da construção de uma das maiores hidrelétricas do mundo ao longo da fronteira que compartilham com o Brasil, feito durante seu governo de ditadura.
Enquanto o Brasil utilizou a usina de Itaipu para ajudar a desenvolver suas cidades e indústrias, o Paraguai foi forçado a vender o excesso de sua capacidade para o país vizinho a preços preferenciais.
Fernando Lugo, ex-bispo católico que foi eleito presidente do Paraguai no ano passado, prometeu mudar isso, fazendo da renegociação de Itaipu uma de suas plataformas de campanha.
No último sábado, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, concordou em triplicar a renda do Paraguai de Itaipu ao permitir que o país venda sua energia ao Brasil a preço de mercado.
O acordo é uma transação enorme para o Paraguai, um dos países mais pobres da América do Sul. Além disso, é um impulso necessário para Lugo, que tem lutado contra a queda no apoio do Congresso e acusações de que gerou várias crianças quando era padre.
Para o Brasil, os cerca de US$ 240 milhões ao ano que concordou em pagar é um preço pequeno diante dos objetivos mais amplos de Lula em acalmar as tensões com seus vizinhos, enquanto reafirma a liderança do país na região e promove a integração regional.
“O Brasil não está interessado em crescer e se desenvolver se seus parceiros não crescerem e se desenvolverem”, disse Lula.
O Brasil há muito rejeitava a possibilidade de renegociação do acordo original da venda de eletricidade de Itaipu. Mas com Honduras em caos e o presidente Hugo Chávez da Venezuela continuando a espalhar sua influência política, Lula tentou administrar o desejo do Brasil de ampliar sua economia enquanto coordena as exigências nacionalistas de seus vizinhos, afirmaram políticos e analistas de risco.
“Todo o hemisfério está em jogo”, disse Riordan Roett, presidente do programa de Estudos Latino-Americanos da Universidade Hopkins. “Os brasileiros vão fazer de tudo para garantir os moderados e a esquerda democrática na América Latina. Eles claramente esperam que Lugo permaneça do lado brasileiro”.
O novo acordo também pede a construção de uma linha de eletricidade de alta capacidade à Assunção. A linha seria completada até 2012.
Lugo disse que a renda adicional financiará programas sociais, incluindo alívio de pobreza, cuidados médicos e nutrição para crianças em idade escolar. Ele espera que a aprimoração da infraestrutura criará empregos e atrairá investimento estrangeiro.
EU – Quando Luis Inácio ganhar o Nobel da Paz, vão dizer que a Onu faz parte do aparelhamento petista-chavista… rsrsrsrsrs….
Por Ronaldo Bicalho
Prezados colegas,
Há dois meses, eu coloquei uma postagem no meu blog no portal do Luis Nassif, no qual discutia as questões envolvidas na discussão sobre Itaipu e fazia um pequeno histórico sobre as dificuldades encontradas nas negociações iniciais sobre a construção da usina.
O texto chama a atenção sobre as dificuldades envolvidas na compatibilização da política energética com a política externa do páis. Este tema não é fácil para nós, principalmente quando a gente lembra da nossa tradição autárquica quando lidamos com o tema da garantia do suprimento.
O link é o seguinte:
Itaipu: uma questão que vai além do setor elétrico: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/itaipu-uma-questao-que-vai
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional Tags: Brasil, Chávez, Fernando Lugo, Itaipu, Paraguai

AHH Não!
O brasil tem que fazer um encontro de contas. Nela devem ser contabilizadas as mortes provocadas pelos ilícitos provenientes de armas e drogas do vizinho, nossas máquinasa e implemento agrícolas roubados e nunca devolvidos, nossos caminhões que viram “trambias” e circulam livremente como transporte coletivo., nossos carros, que circulam por lá, levando nos bancos as manchas de sangue, caminhonetes etc….
Devemos ainda fazer um apanhado de quantos presidiários são sustentados as nossas custas, presos em flagrante transportando a droga que circula livre lá. Some-se ainda os gastos que temos com os tratamentos dos drogaditos que se viciam com a porcaria plantada lá.
Foz do Iguaçu, a cidade mais violenta do Brasil e uma das mais do mundo, sofre, sofrem suas familias dilaceradas pelas drogas que transitam livremente do Paraguai.
E com tudo isso e muito mais, voces me levantam a Guerra do Paraguai. Só pode ser piada de socialistas de meia tigela. Façam uma conta e vejam o mal que a droga e as armas fazem a nós, nossas famílias e nosso pais e me digam por favor quem é o coitadinho.
A construção de Itaipu, um dos grandes monumentos da engenharia contemporanea, foi também uma forma de aproximar o mau vizinho (especialista e politica pendular) e dar a chance de desenvolvimento. E o que recebemos em troca? Tudo isso que está acima e muito mais.
Chega de hipocrisia! Leiam mais contabilizem e amem os seus os nossos filhos vitimas do descaso que ronda essa republiqueta.
“dívida histórica com o Paraguai”; “acordo irá fazer o vizinho crescer”, etc e etc…Leio e não creio no que leio.
Dívida pelo quê? A guerra do paraguai? Só pra constar, tivesse o paraguai vencido, os estados do sul estariam falando espanhol como lingua oficial. Vai por aí então a Espanha tem uma dívida estelar, que tal o império romano predecessor dos reis espanhois…A culpa no fundo é da bendita loba que amamentou Rômulo e Remo…Só rindo mesmo. E só pra constar, a guerra não foi do Paraguai com o Brasil mas do Paraguai com os tres paiss vizinhos.
Fazer o pais crescer. O paraguai usa 5% da energia produzida por itaipu. E não é porque abastece bem o seu território mas porque não tem infraestrutura para distribuir pelo pais, que convenhamos cabe dentro de São Paulo. Então é uma questão de competencia ou falta da mesma, dos sucessivos governos paraguaios.
O acordo é como é não por conta d e”imperialismo’ tupiniquim mas porque o paraguai não usando sua cota por inteiro tem o brasil precisando dela. A questão é simples.
O acordo prevê a permissão do Paraguai vender sua energia no mercado livre brasileiro. Como esse mercado não é tarifado seus preços são mais baratos do que o mercado tarifado que é pelo qual a Eletrobrás paga a energia comprada da parte do paraguai. Então a unica vantagem do mercado livre é fixar seu próprio preço. O que preocupa é que ninguem é tolo de pagar mais por uma energia, salvo se houvr componente político na coisa e a Eletrobrás ser o unico cliente no mercado livre do paraguai.
Quanto a não haver aumentos tarifarios, é obvio que ocorrerão. Um comentarista indicou nota de imprensa dizendo que esse aumento será bancado pelo tesouro. Em tempo; o tesouro é dinheiro de quem? Não é dos impostos? E os impostos são pagos por quem?
Existem outros meios de “ajudar” o paraguai sem precisar mexer nesse vespeiro de preços, acho e isso é mero achismo, que o estado brasileiro poderia flexibilizar o pagamento da dívida. Se faltam 20 anos que se alongue por mais 30 anos. Com isso sobra mais dinheiro para os sócios e o paraguai poderá investir no seu crescimento.
eu tenho um irmao que esta ai com voces,gostaria que voces continuasse tendo paciencia com ele. desde ja agradeço obrigada.