Como disse uma outra vez o anarquista, momento raro como esse – em que nós concordamos – sempre é necessário marcar.
Durante anos escolhi jornais através dos colunistas que possuíam – nunca liguei muito para o papo de um jornal ser mais conservador que outro..
E deixei de assinar Veja na época do Collor, não porque discordasse do impeachment, mas porque discordava da abordagem “Caras” que já há 17 anos atrás tinha a revista – ok, talvez fosse só mau jornalismo e a bandidagem tenha piorado depois…
Lia suas crônicas sempre ( hehehe, não fique bravo, mas apenas as que não falavam de economia – sou analfabeta confessa no assunto).
E outros dois que sempre li – e com muito gosto – eram o Jânio de Freitas e o Élio Gaspari.
E, confesso, gostava do azedume do Rossi – que piorou, deve ser a idade – mas ainda hoje, na maioria das vezes mais me faz rir que irrita…
Mas aqui no blog – para dizer no que concordo com o anarquista – já vi muitas vezes o Jânio e o Élio serem confundidos com o que de pior o jornalismo (?) já produziu, mas só quando criticam o governo, quando discordam da opinião mais comum por aqui..
Nesse caso, ao invés de discutir as idéias costuma-se desqualificar quem escreveu. E inevitavelmente chega-se em: partidarização, colonista, PIG, serrismo, mídia golpista, vendidos e outras coisas que nem Jânio nem Gáspari merecem.
Não vale – (agora, vamos combinar, cabeça dura vale, mas não só para o Jânio; vc e Élio também fazem por merecer..)
Tempos atrás procurei essa faixa de Os Cariocas pré-bossa nova. Eles foram grandes na bossa-nova e depois. Mas, para mim, sua fase mais criativa foi no pré-bossa nova, em que estão envolvidos pelo clima do sincopado dos anos 40 e pelos malabarismos vocais dos grupos americanos que surgiram no período.
Olha que loucura essa “Cadê Jane”, do grande Wilson Baptista. Se não me engano, o arranjo ainda era do Ismael Neto, fundador do grupo, precocemente falecido e substituído por seu irmão, o brilhante arranjador Severino Filho.
Hoje faz 14 anos que Osvaldo Pugliese (Buenos Aires, 2 de dezembro 1905 – 25 de julho 1995) morreu. Ele foi pianista e compositor de tango.
Invovou a maneira de tocar tango sendo considerado o principal compositor do estilo. Diferente do também excelente músico Astor Piazzolla que tinha fortes influencias de jazz e música erudita, Pugliese inovou dentro da linguagem tradicional pois começou tocando tango com os músicos mais antigos, tocou com os irmão Francisco e Julio De Caro, que marcaram profundamente o estilo e se desenvolveu no que chamamos de “Pós Decariano”.
RECITAL DE OSVALDO PUGLIESE EN EL TEATRO COLON DE BUENOS AIRES, ARGENTINA 26 DE DICIEMBRE 1985. INTERPRETA SU TANGO LA YUMBA, CON LOS MUSICOS QUE PASARON POR SU ORQUESTA DESDE 1939 A 1985. LOS BANDONEONISTAS SON DE IZQUIERDA A DERECHA: PREVIGNIANO, ALVAREZ, LA PINTA, SPITALNIK, CASTANIARO, RUGGERO, PENON, PLAZA, LAVALLEN Y BINELLI; CONTRBAJOS: ROSSI, TOLOSA; VIOLINES: RIVAS, LERENDEGUI, HERRERO, MONTERDE, RODRIGUEZ, VIOLAS: BERNASCONI, BRAIN, CHELOS: PUCCI, LANNO. PIANO OSVALDO PUGLIESE.
Mas estou curtindo uma seleção de músicas de Luiz Bonfá, Os Cariocas, Bola Sete. Aí parte de músicas que são da trilha do filme Copacabana. Esse “Sambolero” tem uma das melodias mais bonitas que já ouvi.
Horário: 29 julho 2009 de 18:30 a 19:30
Local: Avenida Paulista, Livraria Cultura
Rua: Av. Paulista, 2073 – Loja 151
Cidade: São Paulo
Autor: Urariano Mota
Editora: Boitempo
Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – Loja 151 – Artes – São Paulo/SP
Sobre o título:
Nesta quarta-feira, a Livraria Cultura receberá Urariano Mota para uma sessão de autógrafos do livro ‘Soledad no Recife’. Com um texto poético que percorre as veredas dos testemunhos e das confissões, o escritor revive a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e a traição que culminou em sua tortura e assassinato pela ditadura militar. Delatada pelo próprio companheiro Daniel, conhecido depois como Cabo Anselmo, Soledad morre com um grupo de candidatos a guerrilheiros, na capital pernambucana, pelas mãos da equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury. O episódio, ficou conhecido como ‘O massacre da chácara São Bento’, revelou-se mais um extermínio do que um confronto armado. Com caderno fotográfico, o livro traz ainda outras homenagens à Soledad, como o poema de Mario Benedetti, ‘Muerte de Soledad Barret’.
Olha o que encontrei no Blog do Loronix (clique aqui), o conjunto 3-D, da juventude dourada musical carioca de meados dos anos 60. Olha a Beth Carvalho, no período pré-sambista, lindinha de tudo, do modo como se apresentava nos Festivais Universitários da Tupi. O Eduardo Conde, na época pintando como um grande cantor. Depois parece que enveredou pelas novelas e teatro. O piano de Antonio Adolfo e o violão de Hélio Delmiro. Enfim, um time de craques.
Depois da fase de ouro dos vocais, nos anos 40, o grande nome foram Os Cariocas, que se mantém até hoje, com nova formação. Quem dominou da segunda metade dos anos 60 em diante foi o MPB4. Mas a maior técnica era de O Quarteto, grupo legendário, daqueles que, adolescentes, a gente citava para contar prosa.
Aí um repertório deles, do imenso acervo do Loronix.
A partir dos anos 90, o Banco Central e órgãos reguladores, como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), foram cúmplices de processos de lavagem de dinheiro no país. Não só fecharam os olhos a crimes ostensivos – como o de brasileiros residentes aplicando em fundos instalados em paraísos fiscais e que retornavam ao país na forma de capital externo – como estimularam esse jogo, como no episódio do Banco Araucária atuando na Foz do Iguaçu.
Funcionários de carreira da área de fiscalização viam e nada podiam fazer, porque respondiam diretamente a diretores de fora, que autorizavam essas práticas.
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O jogo começou a mudar com a criação da SISBIN (Sistema Brasileiro de Inteligência) e com o enquadramento das autoridades fiscalizadoras às normas do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), organismo multilateral ao qual o Brasil se filiou no ano 2.000.
Com o SISBIN, os departamentos de fiscalização dos diversos órgãos – BC, CVM, Receita, Ministério Público, Polícia Federal, Coaf – passaram se subordinar a uma direção central, totalmente voltada contra o crime organizado.
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É nesse contexto que o BC aprovou duas novas circulares de combate à lavagem de dinheiro, as Circulares 3.461 e 3.462, seguindo as recomendações do Gafi.
A permissividade de casos no Senado não muda se houve a devolução do dinheiro; o problema não está nele
SEJA QUAL for o desfecho da situação dramática vivida pelo senador José Sarney, já está assegurada mais uma aplicação, no Congresso, da regra do “lixo para debaixo do tapete”. Não foi de todo desprovida de sentido aquela frase de Sarney, apesar de ridicularizada pela imprensa: “A crise não é minha, é do Senado”. É dele também. Mas, não estivesse o Senado no estado em que está há muito tempo, ainda que seus sucessivos escândalos sejam em número muito menor do que o merecido, não haveria a massa de constatações afinal enfeixadas, com o descarte sorrateiro de muitas, na figura do presidente da Casa.
A gravidade que se possa atribuir à influência para a nomeação do namorado da neta nunca será menor, por exemplo, que a da atitude já entapetada do líder do PSDB, o senador e combatente Arthur Virgílio. Autorizar e acobertar duas estadas remuneradas na Europa, com meio ano cada, de um nomeado para seu gabinete, não é uma atitude qualquer. Os R$ 12 mil mensais que financiaram o turismo, a pretexto de vagos estudos de cinema, são poeira no orçamento duas vezes bilionário do Senado. Mas o favorecimento só poderia dar-se sob uma relação devassa com a função senatorial, com a política e com a coisa pública representada na grandeza devida pelo Senado.
O mesmo cabe dizer da atitude do senador petista Tião Viana, agraciado com a presidência quando Renan Calheiros foi forçado a deixá-la enquanto eram guardadas sob os carpetes, por outros senadores, as suas vacas recordistas em crias, carne e mentiras. Os R$ 14 mil na conta do celular seriam absurdos para alguém que Lula considere “pessoa comum”, mas para o Senado nada significam.
A atitude do senador Tião Viana, porém, ao entregar o aparelho para uso da filha em viagem ao exterior, reflete a mesma permissividade e a mesma concepção pessoal do caso precedente. As quais não mudam se houve ou não a devolução de dinheiro. Primeiro porque, se houve, foi só em razão do escândalo. Segundo, porque o problema não está no dinheiro.
Onde foram parar esses episódios? E outros também constatados lá atrás? Além deles, bastaria um pouco de interesse e se encontrariam muitos outros de gabarito equivalente. Silenciados (também pela imprensa) e encobertos, permitem deixar apenas em palavras os brados de “reforma do Senado” e “reforma da política”, à espera de que novas modalidades venham substituir as preferidas até o atual escândalo.
Vinte anos depois de ser arrastada para o turbilhão eleitoral de 1989, Lurian, filha de Lula, vira autoridade e tem portas abertas em Brasília
Há 20 anos, Lurian Cordeiro Lula da Silva viu a mãe, Miriam, surgir na televisão e afirmar que seu pai, Lula, “me ofereceu dinheiro para abortar”. Numa cena financiada e levada ao ar por Fernando Collor de Mello, que disputava a Presidência, Miriam contou ainda que, depois do parto, entregou a filha “no colo” de Lula e disse: “Agora, você mata”. A imagem teve impacto histórico. O pai de Lurian perdeu a eleição. Em 1989, ela tinha 15 anos.
Estou despendendo esta manhã para conhecer as ideias publicadas pelo Zeitgeist 08. Ali tem vídeos de diversas correntes de pensadores e ativistas preocupados com o futuro de nosso planeta em áreas diversas como proteção dos mares, o fenômeno da proliferação das ONGs no mundo e seu significado, como as redes sociais estão trabalhando com ferramentas como o Youtube e unindo jovens pelo mundo a fora, dentre outros conhecimentos:
outra apresentação bem interessante é a de Hans Roslling e uma forma de apresentação do desenvolvimento dos países em formato de evolução dos países e na sua respectiva velocidade, seu ponto de vista traz novas informações sobre saúde, elevação ou descréscimo de taxas de desenvolvimento.
http://www.ted.com With the drama and urgency of a sportscaster, statistics guru Hans Rosling uses an amazing new presentation tool, Gapminder, to debunk several myths about world development. Rosling is professor of international health at Sweden’s Karolinska Institute, and founder of Gapminder, a nonprofit that brings vital global data to life. (Recorded February 2006 in Monterey, CA.)
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.