Saiu um texto sobre Lula no Figaro, jornal mais da direita francesa. Nele, o diagnóstico sobre nossa imprensa (os conflitos com o governo, a perda de credibilidade e de tiragem, etc) embora curto, é preciso. Envio-o em tradução que fiz rápido.
Os rumores mais disparatados correm sobre o futuro de Luiz Ignácio Lula da Silva. O presidente brasileiro, que goza de uma popularidade de mais de 80% em seu país, não pode se reapresentar às eleições em outubro de 2010. No Brasil, os eleitos não permanecem no posto mais de dois mandatos consecutivos. Diplomatas asseguram que ele estará à frente do Banco Mundial, tornando-se o primeiro não-americano a ocupar o posto. Outros já resolveram: ele será o próximo secretário geral da Organização das Nações Unidas, uma vez que não é certo que o coreano Ban Ki-moon se reengaje num segundo mandato. Enquanto isso, Lula abraçou uma carreira paralela, a de “super-editorialista” da imprensa popular brasileira.
Desde 7 de julho, o ex-trabalhador metalúrgico responde, cada terça-feira, a três questões de leitores sobre a gestão do país ou as condições de vida. Em torno de 115 jornais populares pediram para serem associados à operação. Distribuídos por 85 cidades, eles encaminham as questões de seus leitores e põem no papel as respostas como quiserem. Mas o texto final deve ser publicado integralmente, sem retoques. O título da coluna é igualmente imposto: “O Presidente responde”.
Lúcio Flávio Pinto
Brasil – Punido em Belém, premiado em São Paulo
20.07.09 – BRASIL
Adital -
Eu devia estar em São Paulo no dia 9 para receber homenagem durante o 4º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que começaria formalmente nesse dia. Não pude ir por causa da condenação que me foi imposta, três dias antes, pelo juiz Raimundo das Chagas Filho, da 4ª vara cível de Belém, na ação de indenização por dano moral, cumulada com tutela inibitória, proposta contra mim por Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos do grupo Liberal. Junto comigo, também seria homenageado Paulo Totti, repórter especial do jornal Valor Econômico, que tem base em Porto Alegre.
Lívio, meu filho, me representou e leu a mensagem que mandei para os dirigentes da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), responsável pela realização do congresso. O texto é reproduzido a seguir.
Quatro anos atrás eu devia ir a Nova York para receber um prêmio do Comitê de Proteção aos Jornalistas. Fui escolhido para a honraria como represente do continente americano, numa premiação que abrange todos os quatro continentes. À última, hora tive que mandar minha filha para me representar. Audiências na justiça do Pará, marcadas para a mesma época, não me permitiram me afastar de Belém.
Outras dessas “coincidências” aconteceram em vários momentos, como neste agora. Felizmente, tenho uma família numerosa, para os nossos padrões de classe média, e aqui fala em meu lugar outro filho, o Lívio. No sábado, estarei representado pelo mais novo, o Angelim. Espero não ter que continuar a aumentar a família, à maneira da Bíblia, para dar oportunidade a todos de falarem em meu nome para os colegas de profissão e todos os que se encontram reunidos em solenidades como esta.
Mudei o dia do post, para ficar mais próximo. Não sabia que mudando o dia mudava também a url. Aí o Google começou a apontar links que iam para a página anterior e nada encontravam. Agora joguei o novo link na página anterior.
Enquanto as estimativas para o IPCA registram elevação, os dados referentes a outros índices mostram desaceleração na maioria dos casos, segundo o relatório Focus, elaborado pelo Banco Central a partir das estimativas de aproximadamente 100 instituições financeiras.
No caso do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), o indicador manteve sua trajetória de queda pela quinta semana consecutiva, passando de 0,95% para 0,90%.
Segundo o documento, as perspectivas referentes ao mês de julho seguiram em queda pela sexta semana consecutiva, de 0,10% para 0,05%. Para agosto, os dados também foram reduzidos: de 0,29% para 0,25%, a segunda contração consecutiva. O indicador suavizado nos próximos 12 meses desacelerou pela primeira semana, de 4,36% para 4,22%.
Já o IGP-M (Índice Geral de Preços/mercado) estimado para o fim deste ano retrocedeu pela décima primeira semana seguida, de 0,50% para 0,44%.
Na análise mensal, os dados de julho ampliaram a deflação pela segunda semana consecutiva, de -0,13% para -0,15%. Para o mês de agosto, os números desaceleraram pela terceira semana, de 0,22% para 0,20%.
Por outro lado, os dados suavizados nos próximos 12 meses avançaram pela primeira semana, de 3,86% para 3,98%.
Já os números recentes ao IPC-Fipe (Índfice de Preços ao Consumidor Amplo)avançaram pela primeira semana, de 4,10% para 4,11%.
Os dados do índice para julho seguiram estáveis em 0,35% pela terceira semana consecutiva, enquanto os dados de agosto subiram de 0,35% para 0,36% pela primeira semana. Os dados suavizados nos próximos 12 meses avançaram pela primeira semana, de 4,16% para 4,17%.
Para 2010, todos os dados calculados permaneceram estáveis em 4,50%.
Tatiane Correia
Comentário
Segundo o “manual do jurista”, se a inflação estiver caindo, juros altos para impedir que suba.
Sou de Vitória (ES). O que me chama a atenção é a beleza da internet, é que ouço ráidios só de músicas italianas, só MPB ou até mesmo uma boa música sertaneja caipira, by, by às rádios locais. Nassif, você tantas vezes chamou atenção para este fato. A chegada da internet muda tudo, esta mídia nacional ainda não acordou para isso. Segue minhas dicas para rádios:
Concordo com o Bresser-Pereira. O ufanismo, muito evidente entre os leitores do blog que acham o Lula o máximo, e perante qualquer crítica comparam o desempenho atual com o passado, é o pior sentimento que um país subdesenvolvido pode ter, pois arrefece o impetu reformista e crítico, necessário para que o país supere seus entraves e realmente se torne uma potência econômica e social.
Ao passo que o Brasil vai, os pobres brasileiros terão renda similar a dos pobres americanos ou européios (considerando que estes fiquem estancados até que nós cheguemos lá) em 180 anos. Não é piada, é calculo estatístico. http://idisk.mac.com/aalvaro-Public/ANOS-GDPPC.gif
O Brasil precisa de reformas urgentemente, a começar pelo sistema educacional, pelo Judiciário, pelo sistema político em geral. Precisa de reformas tributárias e trabalhistas, que permitam desonerar a economia da pesada carga que representa um Estado ineficiente e inoperante.
Menos ufanismo (próprio ou alheio) e mais rigor na avaliação dos problemas do país e da administração de turno.
Do Aurélio:
Ufanismo: atitude, posição ou sentimento dos que, influenciados pelo potencial das riquezas brasileiras, pelas belezas naturais do país, etc., dele se vanagloriam, desmedidamente.
Caro Nassif, gostaria de ler no seu blog comentários sobre o congresso da UNE (findado ontem), bem como a atuação da UNE na década de 90 e nos últimos oito anos. Paulo Cavalcanti.
Auditoria constatou prédios vazios ou nem construídos em entidades privadas que deveriam oferecer 50% de vagas gratuitas
Só 1 das 98 instituições que receberam, ao todo, R$ 257 milhões de programa federal de 1998 a 2007 cumpriu todo o contrato
ANGELA PINHO
SIMONE IGLESIAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Escolas técnicas financiadas com dinheiro público, que deveriam atender alunos gratuitamente, viraram prédios vazios e faculdades privadas ou até edifícios nunca construídos. A conclusão é de fiscalização do Ministério da Educação no Proep (Programa de Expansão da Educação Profissional), que funcionou de 1998 a 2007.
Em São Paulo, por exemplo, o imóvel que deveria, desde 2005, ter um centro educacional para metalúrgicos está fechado. Em Capivari (135 km de SP), um prédio que consumiu R$ 3,1 milhões em obras e equipamentos está abandonado.
Não tem relação direta com o tema, mas retoma um post seu sobre a substituição tributária. Você mais uma vez à frente dos acontecimentos.
(OESP) Empresas vão à Justiça contra fisco paulista
A ampliação do regime de substituição tributária no Estado de SP colocou empresários e entidades de classe em pé de guerra com o governo Serra. Desde o ano passado, 23 novos setores foram incorporados ao sistema, que transfere às empresas o recolhimento do ICMS de um setor, com base em médias de preço. Por outro lado, a sistemática tem revelado alguns efeitos colaterais negativos para a atividade econômica, que resultaram numa onda de ações judiciais e transferência de negócios para outros Estados. O secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, atribui o movimento a sonegadores. “De fato, quem sonega está muito chateado com esse regime. Esses podem ir embora de São Paulo mesmo”, dispara ele, destacando que a arrecadação cresceu R$ 3 bi em 2008 por causa do regime. (OESP)
Comentário
Um jornalista da revista Época colocou em seu blog uma crítica à lei anti-fumo, por seu caráter autoritário – não por seus objetivos. Bastaram poucos dias para que fosse acionado o Doutor Dráuzio Varella para acusar os contrários à lei de comprado pela indústria tabagista.
É guerra permanente, para qualquer questionamento que se faça.
Missão brasileira que foi recebida por Raúl Castro selou acordo; Odebrecht fará obra de US$ 300 milhões
DA REPORTAGEM LOCAL
Em meio à maior crise econômica desde o fim da era soviética, Cuba comemora uma boa notícia: a construtora Odebrecht, com financiamento brasileiro, vai começar a reformar o porto de Mariel, a 50 km de Havana.
Fechado na semana passada, o acordo foi o ápice de uma missão do Ministério do Desenvolvimento e da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) ao país, que levou uma comitiva de empresários brasileiros à ilha.
O mercado de resseguros começa finalmente a dar sinais de maior competição, graças ao aumento da presença de resseguradoras estrangeiras no país. Um dos indícios é a queda de participação do IRB-Brasil Re no mercado local. A empresa, que teve o monopólio do setor por 69 anos e tinha 100% do mercado, previa perder espaço mais cedo para os concorrentes, mas por conta da crise, isso não ocorreu. Só agora é que sua fatia começa a encolher e está na casa dos 80%.
O setor de resseguros movimentou R$ 1,6 bilhão em prêmios este ano, até maio, segundo os primeiros números sobre esse mercado divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que desde a abertura passou a ser o regulador e fiscalizador do setor de resseguros (antes a função era do IRB). Como essas são as primeiras estatísticas, não há base de comparação com 2008, período em que o mercado ainda estava em transição. O resseguro é um contrato usado para diluir os riscos das seguradoras em grandes apólices, como navios, aviões, fábricas e plataformas de petróleo.
Sergio Leo, de Brasília
20/07/2009
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou que o governo brasileiro aceita que o Paraguai venda no mercado livre do Brasil parte da energia a que tem direito de Itaipu. No encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, no fim desta semana, será discutida a proposta brasileira, que estabelece os critérios para aceitar a demanda paraguaia.
“Precisamos encontrar um modelo, há uma preocupação natural com a gradualidade, não pode ser de um dia para o outro”, comentou Amorim. Hoje, o Paraguai, que tem direito ao uso de metade da energia de Itaipu, é obrigado a vender a parcela que não usa à Eletrobrás por um preço fixo. Uma das principais reivindicações do governo de Lugo é a possibilidade de vender no mercado livre, mais caro, a energia excedente – o que aumentaria o custo da energia fornecida no Brasil.
Para o presidente do conselho do grupo Ultra, sistema político não atende à necessidade do país e não recruta as melhores pessoas para seus quadros
NOS ÚLTIMOS anos, o empresário Paulo Cunha, presidente do conselho de administração do grupo Ultra, tem adotado um estilo bastante reservado. Avesso a entrevistas, ele prefere se manter como um expectador privilegiado da cena nacional.
Nesta entrevista concedida na semana passada na sede do grupo Ultra, em São Paulo, Cunha manifesta otimismo com as perspectivas da economia, apesar da crise. Na sua opinião, o Brasil perde muito tempo com o que ele chama de bafafá político, quando há temas mais relevantes para serem discutidos no país.
GUILHERME BARROS COLUNISTA DA FOLHA
“O Brasil precisa discutir o pré-sal, discutir questões mais relevantes”, diz Cunha. “Esse bafafá político tem impedido o país de discutir essas questões.”
Para ele, o sistema político não atende às necessidades do país. Um dos grandes problemas é a forma como se escolhe as pessoas no setor público.
“Se uma empresa fizesse o recrutamento dos seus quadros da mesma maneira que os partidos, as empresas estariam fora do jogo”, afirma. “O governo precisa ser estatizado.” A seguir, trechos da entrevista.
FOLHA – A crise acabou?
PAULO CUNHA - Em primeiro lugar, temos de olhar a crise na sua origem. [...] A crise surgiu do grande desbalanceamento do comércio nas finanças internacionais. De um lado, o gigantesco déficit americano; de outro, o gigantesco superávit de Ásia e Alemanha. [...] Também havia o elevado endividamento do consumidor americano. A poupança é praticamente zero e o consumidor americano se endividou muito. A ponto de o nível de endividamento médio do cidadão americano atingir quase 140% da sua renda anual.
É óbvio que tinha de estourar.
Os governos agiram e a crise financeira, a crise bancária, foi atenuada. Não diria que terminou, mas está totalmente escorada nos créditos e nas garantias dos governos europeu e americano. Julgo que, uma vez terminado o pânico, já começa a recapitalização dos bancos e o sistema se normaliza. Mas o nível de atividade não se normaliza tão cedo. Há ainda um longo processo de desalavancagem do consumidor americano.
FOLHA – Quanto tempo o sr. acha que pode levar até a recuperação?
CUNHA - O consumidor americano está ficando novamente conservador do ponto de vista financeiro. Está com medo do desemprego, do futuro. Paga juros elevados e tem dificuldades de se refinanciar. Muitos perderam suas casas, poupanças, aposentadorias e, portanto, estão apertando o cinto e consumindo menos. Quanto tempo? Não sei e suponho que ninguém saiba ao certo.
FOLHA – E como fica o Brasil?
CUNHA - O Brasil, evidentemente, é parte do mundo. Nos últimos tempos, o crescimento brasileiro vinha sendo turbinado pelo comércio internacional, pelas exportações, notadamente para a China e o Ocidente. Isso, evidentemente, sofreu uma parada devido à crise. O Brasil também está sendo afetado por ter havido um corte muito forte nos investimentos das empresas em resposta à crise. Mas, ao mesmo tempo, o Brasil vem desenvolvendo o seu mercado interno, de consumo. As classes menos favorecidas, as classes mais pobres, vêm sendo incorporadas gradativamente ao mercado. Está começando a acontecer uma coisa que não havia no Brasil, que é o financiamento de consumo.
O Brasil é o exemplo a ser seguido, mas, como bom caipira, fico desconfiado com tanto elogio para nosso país
EM SUA coluna de 12 deste mês, Clóvis Rossi escreveu que o Brasil, que agora deve participar do G14, chegou ao “topo do mundo”, mas continua caipira. Não sei se nosso problema é realmente o caipirismo. A dialética entre o elemento nacional e o cosmopolita foi sempre uma fonte fértil do progresso humano. Mas, como ao notável jornalista, também me preocupa esse “topo do mundo”. No início do século 20, os brasileiros foram vítimas do ufanismo local; no início do século 21, é a vez de sermos vítimas do ufanismo alheio. Viajo bastante, e nunca vi tanto elogio para o Brasil e para Lula como atualmente. Fico feliz pelo presidente, mas, como bom caipira, fico desconfiado com tanto elogio para nosso país.
Estamos sendo elogiados desde os anos 1990, quando inventaram os Brics. De repente, fomos guindados à condição de potência emergente, ao lado da China, da Índia e da Rússia. Graças aos nossos 190 milhões de habitantes. Porque somos um país de renda média. Tudo bem.
Mas, afinal, continuamos a representar pouco mais de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial.
Alemanha quer nacionalizar parte do sistema bancário
O governo alemão está preocupado com que a atual escassez de crédito bancário que assola a indústria vá se agravar ainda este ano, e está considerando resolver o problema adquirindo participações forçadas em bancos, à semelhança da política adotada pelas autoridades dos Estados Unidos e Grã-Bretanha, relatou um jornal alemão na segunda-feira. O plano prevê que os bancos sejam forçados a assumir aajuda estatal, nacionalizando uma parte deles em troca, noticiou o Süddeutsche Zeitung, citando fontes anônimas.Até agora, tanto a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel e o ministro das Finanças, Peer Steinbrück, rejeitaram tais auxílios obrigatórios e estão permitido aos bancos escolherem se desejam explorar o fundo de estabilização do governo criado no ano passado. Mas analistas da Chancelaria, Ministério das Finanças e da Economia agora concordam que a Alemanha está sob risco de um arrocho de crédito que poderia agravar a recessão, já a mais profunda desde a década de 1930, disse o Süddeutsche.
A Secretária de Estado dos EUA, Hillary Rodham Clinton, clamou por uma “nova abordagem” nas relações entre os Estados Unidos e a Índia nesta segunda-feira, movendo-se para além dos limites formais da diplomacia, e aumentando o intercâmbio entre os empresários, estudantes e ativistas. Em um importante discurso na Universidade de Deli, que misturou temas políticos com humor e autocrítica, Clinton disse que “a diplomacia deve ir para além do governo, na era em que vivemos”. Os dois países, disse, irão prosseguir em uma “abordagem estratégica global”, que abrangeu questões que vão desde a educação e segurança alimentar até alterações climáticas. Clique aqui
Europa diverge sobre regras de derivativos
A rivalidade entre Paris e Londres pode comprometer a competitividade da Europa no grande mercado de derivativos de balcão, alertou o órgão regulador da bolsa de valores da França. Jean-Pierre Jouyet, presidente da Autoridade dos Mercados Financeiros, o regulador francês, disse ao Financial Times que o desacordo entre os dois países sobre a maneira de regular o comércio destes produtos complexos poderia dificultar uma solução europeia e levar negócios para os EUA. “Nos EUA eles viram a ameaça (da crise mundial) e estão criando câmaras de compensação. Mas na Europa não, porque há desacordo entre Paris, Londres e Frankfurt“, disse. Londres teria que “aceitar que Paris tem um papel” na compensação de negócioscom derivativos denominados em euro, enquanto Frankfurt foi mais neutro no debate. “Se a Europa não chegar a um acordo e retroceder, as negociações serão feitas com o sistema de compensação dos EUA. Eles têm a tecnologia, conhecimento e regulação. A Europa tem de saber o que quer”. Este mês, a Comissão Europeia apelou por mais padronização nos mercados de balcão, e aumentou a utilização de câmaras, que já se encontram em curso nos EUA.
O principal regulador bancário da China alertou no domingo para os riscos de ressurgimento dos empréstimos bancários, singularizando os perigos de crescimento insalubre do mercado imobiliário. “(Nós) Devemos controlar o risco de empréstimos imobiliários”, afirmou Liu Mingkang, o chefe da Comissão Reguladora Bancária da China, acrescentando que medidas devem ser tomadas para avaliar melhor a solvabilidade dos mutuários. Liu disse que os empréstimos bancários têm ajudado a estabilizar a economia, mas fez um de seus mais fortes apelos aos bancos, a fim de evitar riscos excessivos. “No primeiro semestre do ano, os empréstimos bancários do nosso país se expandiram rapidamente e ajudaram a desempenhar um papel importante na estabilização da economia, mas o crescimento dos empréstimos levou a um acúmulodos riscos”, disse em uma declaração no site da Comissão Reguladora Bancáriada China. Sua advertência surge após junho de empréstimos atingiu 1,53 trilhão de iuanes (US$ 223,9 bilhões), superior às expectativas dos analistas.
O banco sueco SEB relatou perdas no período de abril a junho, devido à sua exposição às enfraquecidas economias bálticas. O SEB registrou um prejuízo líquido de 193 milhões de coroas (US$ 24,7 milhões), comparado com um lucro de 2,8 bilhões de coroas no mesmo período do ano anterior. O SEB teve uma perda de crédito de 3,6 bilhões de coroas, 74% dos quais foram nos Países Bálticos, e reconheceu uma desvalorização de 2,4 bilhões de coroas nos valores dos seus ativos no Báltico e Rússia. O aprofundamento da recessão nos Países Bálticos pesou fortemente sobre os bancos nórdicos. Os ativos do SEB ficaram altamente expostos a uma possível precipitação em países como a Letónia e a Lituânia, após a rápida expansão nos últimos anos.
O Brasil deve ao menos triplicar a capacidade instalada em PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) nos próximos anos, com a liberação dos 6.500 MW em potência hidrelétrica tramitando na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). É algo equivalente a um complexo hidrelétrico do rio Madeira, em Rondônia, onde são construídos neste momento as usinas de Jirau e Santo Antônio.
As pessoas que hoje têm menos do que 40, 40 e poucos anos, talvez não tenham tido um “contato imediato de terceiro grau” com a “era espacial”. Como há o computador hoje, havia o espaço antes, e não era apenas ficção, acontecia naquele momento (notem a ausência do gerúndio).
Minha infância, sobretudo por ser paulistana, e meu pai estar trabalhando na Windsor, antiga fábrica de televisão, no ap da rua Topázio, foi vidrada em Flash Gordon, assim como na Tartaruga Touché, Wallygator, Zé Colméia, Pepe Legal, etc. A TV era “espacial”, redonda, lembrava o capacete de vidro. Era um ser enorme, parecia uma espaçonave, e a TV era novidade. Falava, cantava, dançava, fazia maravilhas. Nasci em 58, plena era do Sputinik.
Estudo inédito da FGV mostra que qualidade de vida não foi beneficiada pelo ganho maior das famílias da região
A renda da população do Nordeste, região mais carente do Brasil, cresceu nos últimos anos impulsionada pelo fortalecimento da economia nacional e pelos programas de transferência de recursos como o Bolsa-Família. O dado negativo é que isso não refletiu em melhora na qualidade de vida das pessoas que apenas sobrevivem nesses Estados e nem contribuiu para um desenvolvimento local sustentável.
[...]
Para se ter noção do atraso em que vive o Nordeste, todos seus integrantes apresentavam em 2001 baixíssimo grau de desenvolvimento (índice abaixo de 25). Em 2007 esse quadro teve relativa melhora, apenas Piauí, Maranhão e Alagoas permaneciam nesse grupo. No caso específico do Piauí e Maranhão, eles eram em 2001 e permaneceram em 2007 como os Estados mais subdesenvolvidos do Brasil, com classificação 11,4 e 15,8 (leia abaixo).
[...]
No caso do Piauí ele partiu em 2001 de um patamar de 2,9 (em uma escala de 0 a 100) para 11,4 em 2007. [...] Em 2003 apenas 46 dos 226 municípios tinham escola de ensino médio. Hoje todas têm.
comentário meu (do Alexandre)
Em seis anos, 6 estados do Nordeste deixaram o “baixíssimo grau de desenvolvimento”; no caso do Piauí praticamente quadruplicou (2,9 para 11,4). Numa leitura simplista, em 6 anos cresceu mais (8,5) do que em toda sua história anterior (2,9).
É claro que são números dramáticos, mas dizer que “não refletiu em melhora na qualidade de vida das pessoas” é um pouco de exagero. Esse dado das escolas de ensino médio no Piauí chega a ser impressionente, pois isso reduz de forma consistente a migração precoce das melhores cabeças.
Assim como o Brasil perde universitários para o mercado internacional, com prejuízos enormes para nossa inteligência profissional, essas cidades perdem crianças motivadas com 9, 10 anos ou pq as famílias migram para as capitais ou pq simplesmente param de estudar.
Nassif e se a moda pega por aqui, como ficaria a relação da imprensa com o Governo? Não seria esse um dos motivos da campanha quase desesperada dos donos da mídia tradicional por um dos pré-canditados? Chamo a atenção para essa parte da reportagem:
“….Lescure também concorda com Charon que o plano para a imprensa coloca o risco de “viciar”. “Agora se discute muito na França como fica a relação do governo com a imprensa, é algo a se pensar, em termos de independência”, disse o pesquisador.”
19/07/2009 – 22h22
Especialistas alertam para necessidade de reforma estrutural da imprensa francesa
DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online
Com a primeira etapa já completa, o plano de ajuda à imprensa do governo do presidente da França, Nicolas Sarkozy, pode ser considerado um balão de ensaio para a imprensa francesa. No entanto, a necessidade de mudanças estruturais ainda se faz presente.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.