O “accountibility” de conveniência
Da Folha
Clóvis Rossi
(…) De quebra, Sarney refugia-se na velhíssima e fajutíssima tese de perseguição da mídia. Não, senador, é perseguição dos fatos, e enquanto eles não forem total e definitivamente explicados, continuarão a persegui-lo, no Maranhão, em Brasília, onde for.
É essa fuga à “accountability” que explica os parlamentares que se lixam para a opinião pública. Ela paga os salários de todo esse “band of brothers”, mas eles não se sentem compelidos a dizer ao púbico o que fazem, o que só aumenta a suspeita de que o que fazem só cabe mesmo em BOs.
O caso de Sarney é mais grave porque tem um espaço semanal, aqui ao lado, em que poderia dar todas as explicações sem ser interrompido por perguntas. Prefere mudar de assunto. Sempre.
Comentário
Por que o “accountibility” demorou vinte anos para ser praticado em relação à Sarney e só se manifestou agora? E por que a Folha deu vinte anos de espaço a Sarney sem jamais tê-lo cobrado por seus atos? E por que a cobrança é apenas sobre Sarney, se todos os senadores participaram de uma lambança que tem no mínimo 14 anos?
Como Rossi tem uma coluna diária na Folha, certamente nos brindará com uma explicação em breve. Ou, então, deveria ler seu colega Carlos Heitor Cony,
CARLOS HEITOR CONY
Mídia sem média
RIO DE JANEIRO – Ainda não chega a ser um sintoma, mas o indício de que alguma coisa está mudando na cabeça dos homens públicos, pelo menos aqui no Brasil. Um deputado e agora um senador declararam que não dão a mínima à opinião geral do povo, segundo eles, fabricada e massageada pela mídia, notadamente pelos jornais.
Durante quase todo o primeiro mandato de Lula, com exceção de seus primeiros meses no poder, o noticiário e os comentários dos informadores de opinião o massacravam, aludindo entre outras fraquezas à falta de escolaridade e ao excesso de bebida. Hoje, Lula caminha para quase uma unanimidade nacional e internacional, com crescentes taxas de popularidade.
Mudando de seara, em seus 50 anos de vida artística, Roberto Carlos foi execrado pelos entendidos em música popular, tanto como compositor quanto como cantor. Todos os anos, ao sair um novo disco dele, caíam em cima na base de “atingiu o ponto mais baixo de sua carreira”. Brega, repetitivo, suburbano, fim da picada -ele continuou na dele, não deu bola para a mídia e se transformou no fenômeno que é, lotando o Maracanã num dia de chuva e com o repertório que os sábios de Atenas consideram cafona.
Há exemplos assim em quase todos os setores, sobretudo na política e na administração. E há também estupefação quando o anátema da mídia não encontra ressonância proporcional. Collor, Barbalho, Renan, Maluf -para citar os mais polêmicos- deram a volta por cima e continuam aí, Collor em ascensão, tentando o governo de Alagoas, Maluf sendo dos mais votados para a Câmara dos Deputados.
Os exemplos são tais e tantos que um dos satanizados pela mídia declarou-se satisfeito e orgulhoso pois nunca recebera tantos convites para dar palestras em faculdades. E tem como garantida a sua reeleição.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Cony, Rossi, Sarney, Senado

Sensacional este post! Taí uma grande discussão a ser feita.
O que é “opinião pública”? Recentemente um colunista da carcomídia disse algo como: Lula tem altos índices de popularidade, apesar da opinião pública ser desfavorável a ele.
Em minha opinião, o que a mídia golpista chama de “opinião pública” é a opinião dela mesma, corroborada por zumbis da classe média boboca.
Em alguns casos o PiG consegue deformar a visão da realidade de mais pessoas. É, talvez, o caso de Serra aqui em São Paulo. O Estado tem péssima qualidade de ensino público, segurança pública extremamente corrupta e ineficiente, caos na gestão dos transportes, saúde pública na UTI, funcionalismo público com um dos mais baixos salários do país. Serra boicota, aqui no Estado, os estímulos federais à ativação da economia, como o Minha Casa Minha Vida e a redução de IPI para a linha branca. E os sudestinos continuam dando a ele bons índices de popularidade!
Os sucestinos de São Paulo, em sua maioria, estão indo na onda do PiG.
Nassif, sabe por que a midia – eles se acham -, não tem mais tanta importância quanto tiveram durante muito tempo? Porque esles escrevem para quem sabe o que é “accountibility”. A maioria das pessoas que decidem na boca do caixa e nas urnas usa um tradutor online e não dá a minima para isso.
Quando estudam inglês, francês ou outro idioma qualquer é por necessidade, por crescimento profissional. Nunca por frescura.
vox populi, vox dei!!!
Nassif, você foi irônico com o Clovis Rossi. Se acha que ele tem explicação ? eheheheh nunca !
LN
Pô, quem ia fazer estas indagações era Eu ???
E tem mais, não é falta de rumo, é pauta.
Este é o mesmo Clóvis Rossi que disse que as empresas brasileiras faliram quando houve queda na bolsa. Porém, não disse o quanto elas “enricaram” ou continuam a dar lucros.
Logicamente, para dizer que o Governo Lula quebrou as empresas.
Por esta sua estupidez midiática, fala bobagens em cima de bobagens.
Nassif,
Comentario simples e claro. Aqui em fortaleza, a coluna politica de um jornal local, nao se cansa de fazer a mesmas analise feita pelo Clovis Rossi. O Sarney nao e aquele ja foi presidente da republica e tres vezes presidente do Senado.
Luis Nassif,
É estranho, que só agora o Clóvis Rossi veio notar o Senador Sarney. Eles convivem, bem de perto, semanalmente na folha, há quanto tempo.
LN
Quanto ao show de horrores anuais do RC, a “grobo” o faz, por dividas do passado, que Tu sabe muito bem, de quando vem.
Jesus Cristo, era pra tirar o diabo comuna dos supostos subversivos.
Seletividade elevada ao máximo….da falta de ética de certos meios que se dizem de comunicação,da falta de vergonha na cara de alguns senadores que é evidente e é claríssimo que além de saberem de todos os fatos agora jogado em frente ao ventilador ainda são autores e co-autores do que agora repelem na maior cara de pau,da cretinice de repórteres que fazem a cobertura política em Brasília e agora fingem que também não sabiam de nada,e ainda têm a descaramento deatribuir essa “qualidade” ao Lula ,o que prova mais uma vez que julgam os outros pelo que fazem e são. Falta de caráter?Preguiça mental?Incompetência? As três respostas estão corretas.
A polícia tem os seus jargões profissionais. Costuma dizer: “logramos êxito em prender o meliante”… A mídia também tem logrado êxito em algumas de suas campanhas. Não foi tão feliz quanto os repórteres do Washington Post, Bob Woodward e Carl Bernstein, representados na fita “Todos os Homens do Presidente” por Robert Redford e Dustin Hoffman, mas, conseguiu causar sérios estragos na seara governamental. Algumas das vítimas mais notáveis foram Dirceu, Palocci e Gushiken, entre os seguidores e Renan Calheiros e o veterano político Joaquim Roriz, entre os aliados. A bola da vez é Sarney. Se Renan caiu, por que Sarney não cairia? É preciso concentrar todos os esforços nessa nova meta. A manchete da Folha de hoje dá o tom da campanha: “Escândalos sem punição afetam ação do Congresso”. Passa a idéia de que o Congresso fica paralisado em razão da não punição dos escândalos. Como dar uma satisfação à opinião pública? Segundo o americanófilo Clóvis Rossi seria necessária uma accountability, isto é, uma prestação de contas de Sarney à sociedade. Não havendo essa prestação, a solução seria a mesma adotada pelos times de futebol em dificuldade: demissão do técnico. Já não demitiram (ou forçaram a renúncia) de Renan Calheiros? Quantos irão demitir? Não está claro, porém, o motivo condutor dessa campanha: é a moralização do Senado, a eliminação de suas antigas mazelas, ou o afastamento de um político que já prejudicou a eleição de José Serra?
Sempre que eu percebo que o narrador de um jogo de futebol está torcendo para um dos times, automaticamente passo a torcer pelo outro. Há um grande prazer em mostrar para esses caras que narram um jogo televisionado como se nós fôssemos cegos ou burros. Acho que o mesmo acontece com as demais “opiniões” da imprensa. Como é bom contradizê-las! Mostrar que estão erradas. Cheguei a pensar que a grande mídia está, na realidade, ao lado do Lula. Basta ver as pesquisas… Ou, o que é mais provável, é que esses “profissinais” de “jornalismo” são totalmente alienados mesmo.
Perguntinha basica: O corregedor da PF e o M.M Doutor Juiz Ali Mazloum vão tambem investigar esses constantes vazamentos da Operação Boi Barrica e pedir a cabeça do delegado a frente das investigações ou o espirito republicano vai se concentrar em Protogenes, Satiagraha,etc..?
Ao que me parece, se está confundindo opinião pública e opinião popular. Opinião pública é o que a mídia propõe como valor (pública porque é divulgada, tornada pública). A opinião popular é o que o povo tem como valor (esta é uma opinião privada). Nem sempre a opinião pública influi na opinião popular. É mais plausível que a influência da opinião pública na opinião popular seja mais provável a partir das telenovelas do que dos telejornais (imagine-se os jornais impressos). Sendo assim, ambas estão fortemente descoladas. O mensalão era o grande trunfo da oposição para demonizar Lula. Mas foi esmagada por ele. Lula sabe mexer na popinião popular enquanto a oposição se apega à opinião pública.
Leiam os pós-modernos — Hanna Arendt, por exemplo. O público acabou. Só há o privado.
Padrões de manipulação da imprensa
Como nos ensina Perseu Abramo, no livro “Padrões de manipulação na grande imprensa”, a ocultação e a inversão da opinião pela informação são duas técnicas muito utilizadas pelos barões da mídia.
“O padrão da ocultação se refere à ausência e presença dos fatos reais na produção da imprensa. Não se trata, evidentemente, de fruto do desconhecimento e nem mesmo de mera omissão diante do real. É, ao contrário, um deliberado silêncio militante sobre determinados fatos da realidade. Esse é um padrão que opera nos antecedentes, nas preliminares da busca da informação, isto é, no ‘momento’ das decisões de planejamento da edição, naquilo que na imprensa geralmente se chama de pauta… O padrão da ocultação é decisivo e definitivo na manipulação da realidade: tomada a decisão de que um fato ‘não é jornalístico’, não há a menor chance de que o leitor tome conhecimento de sua existência por meio da imprensa. O fato real é eliminado da realidade, ele não existe”, ensina o mestre na obra reeditada pela Fundação Perseu Abramo.
Já o segundo truque visa “substituir, inteira ou parcialmente, a informação pela opinião. O órgão de imprensa apresenta a opinião no lugar da informação, e com o agravante de fazer passar a opinião pela informação. O juízo de valor é inescrupulosamente usado como se fosse a própria mera exposição narrativa/descritiva da realidade. O leitor/espectador já não tem mais diante de si a coisa tal como existe ou acontece, mas sim uma determinada valorização que órgão quer que ele tenha de uma coisa que ele desconhece, porque o seu conhecimento lhe foi oculto, negado e escamoteado pelo órgão… Ao leitor/espectador não é dada qualquer oportunidade que não a de consumir, introjetar e adotar como critério de ação a opinião que lhe é autoritariamente imposta”.
http://altamiroborges.blogspot.com/2009/07/congresso-da-une-e-manipulacao-da-midia.html
Boa pergunta João! Esse é um jogo de espelhos. É tudo miragem. Cuidado, amigos navegantes. Determinados homens e seus atos simbolizam determinadas épocas da história, seja este ou aquele, de um partido ou de outro. O que importa são seus atos e a prevalência de seu poder que atrasa as conquistas sociais e o desenvolvimento do país. Os homens são versões dos fatos. Se uma sociedade resolve combater definitivamente a “lambança” de um poder da República é preciso ir até o limite e sustentar a ruptura com um passado de conivência. Se isso vai fragilizar uma aliança política que, convenhamos, não é um a aliança de esquerda, pode também fortalecer uma aliança popular, em que a democracia representativa venha a ser sustentada pela democracia participativa.
Com muita vergonha assumo que já tive Clóvis Rossi, Jânio de Freitas, Dimenstein e a própria Folha em bom conceito. Sou paulistano da gema e precisei sair da Capital paulista, depois de 35 anos, para compreender o reacionárimos da “elite” paulista e de seus representantes na imprensa
Apoveitando o próprio texto do Rossi, fiz altrações que julgo verddeiras:
As “grandes” empresas jornalísticas e muitos jornalistas a serviço de interesses inconfessos não assumem sua posições, por omissão ou covardia.
É a fuga à “accountability” que explica porque se lixam para a opinião pública, distorcebdo a verdade dos fatos de acordo com seus intresses ou de seus potegidos. Ela paga os salários de todo esse “band of brothers”, mas eles não tem coragem de dizer ao púbico o que fazem, o que só aumenta a suspeita de que o que fazem só cabe mesmo em BOs
É ótimo que a grande mídia esteja mostrando sinais de exaustão. É ótimo que hoje possamos ler com facilidade e em qualquer língua o que se passa no mundo e ter diferentes pontos de vista mostrados.
Mas lamento muito que haja os que defendam a permanência de Sarney, que, para mim, simboliza o que há de pior na política brasileira, a começar da sua imposição como vice de Tancredo, que nos levou a ter um dos piores presidentes que o país já teve, e justo na abertura democrática.
Apesar de estar convencido de que o governo Lula é muito, mas muito melhor do que a grande imprensa pinta e até entender seu gesto conciliador na direção dos aliados – Lula é um político talvez tão ladino como Vargas foi. Não posso, como cidadão, defender a permanência dos coronéis da terra arrasada, que, por sua incompetência e para assegurar a permanência no poder, destroem qualquer possibilidade de crescimento em seus ‘domínios’ eleitorais.
Basta olhar para estados como Maranhão, Piauí e Alagoas, com seus IDH’s lá no chão por décadas, para até ser obrigado a pensar que ACM não era pelo menos tão horrível quanto Sarney. Meu asco por Sarney, Collor e que tais não é de hoje. Vem desde que eu comecei, por gosto e por vontade, a ler um pouco mais sobre a história do meu país e entender que precisamos de políticos que, no mínimo, não atrapalhem, e muito mais daqueles que serão os estadistas de quem lembraremos no futuro.
Como escrevi há pouco, por vias que não entendo ainda direito, Lula faz um governo que será lembrado como o de Vargas foi, pelo grau de crescimento e independência que o país vem alcançando. É claro que fico orgulhoso quando Obama diz que Lula ‘é o cara’.
Mas, por favor, não me venham com essa de que Sarney tem de ser defendido pelo cidadão comum por ele ser mais um político corrupto entre tantos. Ele não é mais um. Ele é O político corrupto, aquele que se instala de mala e cuia e com família a tiracolo, para mandar e atrasar o desenvolvimento durante décadas em tudo que ele põe a mão. Ele não pode e nem deve ser intocável. Tem de ser posto para fora do mesmo modo que Collor. Para que outros do mesmo calibre possam ter o mesmo destinado.
Leiam “destino” na última palavra do meu comentário anterior.
É descomunal a diferença de inteligências e ironias entre o Rossi e o Cony. O primeiro, coitado, que até já foi razoavelmente bom, atualmente só parece escrever aquilo que alguém (quem será hein?) manda…
Não sei se o Clóvis Rossi,ou o Cony,saberão explicar,porque somente agora,a Folha resolveu mostrar os êrros do Sarney,e os absurdos que nos últimos 14 anos,aconteceu no Senado,este mesmo Senado,que já foi presidido por figurões da mesma oposição,que ora cobra ética do Sarney.
Alguem lembra que esta casa,já foi comandada com todos os êrros agora colocados a público,pelo ACM,pelo Jáder Barbalho,o seus seguidores,que agora travestidos de “santos”querem exorcizar o senador maranhense ?
Saibam que o absurdo maior deste Senado,é o seu custo para o contribuinte: Cêrca de R$ 33 milhões de reais anuais por Senador,o que significa que pagamos cêrca de R$ 2.700.000,00 mensais,para mantermos aquela casa parlamentar,que abriga apenas 81 Senadores,que se pelo menos trabalhassem !e que este custo começou exatamente há aproximadamente 15 anos atrás,quando houve uma reforma interna,que criou este absurdo cabide de empregos e este balcão de negócios chamado Senado Federal.
Talvez o que esteja mudando é a CONSCIÊNCIA DE QUE GANHARAM ELEIÇÕES, e os “jornalistas” que contestam NÃO SE CANDIDATARAM, portanto estão contestando o voto livre do eleitor, POR MOTIVOS ESCUSOS. TODOS OS JORNAIS E JORNALISTAS SEMPRE SOUBERAM DOS DESMANDOS, E MUITOS SE LOCUPLETARAM POR DETEREM “OS SEGREDINHOS” DA REPÚBLICA. A melhor maneira de SAIR das mãos de jornalistas comprados, e mídia podre é diferenciar BEM a “opinião pública – O ELEITOR” da “opinião publicada – do jornalista” que está na FOLHA DE PAGAMENTO DE “ORGÃO” DE IMPRENSA CANCEROSO. A OPINIÃO PÚBLICA VOTA. A OPINIÃO PUBLICADA NEGOCIA, BARGANHA, VENDE. Das duas, prefiro ficar com a minha, que nunca foi consultada.
O clovis rossi está todo indignado porque a fsp passou vinte anos dando espaço ao zé sarney sem nunca questionar suas maracutaias?
Ora… isto é um problema entre o clovis rossi e seu patrão o frias.
Os dois que se entendam.
Nassif, estou postando a coluna de hoje do ombudsman que vai na linha contráriia de Rossi, Cantanhêde, Otávinho, Mesquitas, Marinhos e outras familias.
Ombudsman
CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA
Como diminuir a lixação
NA QUINTA-FEIRA , o jornal noticiou que o Senado havia aprovado em última instância projeto de lei que altera regras para a adoção de crianças. A mais recente menção da Folha ao assunto havia ocorrido em 21 de agosto de 2008. É como se dez meses atrás tivesse anunciado que Roberto Carlos faria um show no Maracanã e só voltasse ao tema na segunda para descrever o espetáculo.
Ou tivesse dito na quinta que o Cruzeiro perdera a final da Libertadores sem ter tratado do campeonato nos 300 dias anteriores.
Poucos discordarão de que a Lei Nacional de Adoção é um assunto relevante. Como a lei da gorjeta, a reforma eleitoral, a regulamentação dos mototáxis, as mudanças no processo de divórcio, só para citar algumas leis a respeito das quais o Congresso tomou decisões vitais recentemente e que foram apresentadas ao leitor como fatos consumados.
As atividades de trabalho do Legislativo (nos seus três níveis) são cobertas pobremente pela Folha. E não é por falta de gente nem de papel. Boa quantidade de árvores caiu para produzir a montanha de páginas usadas para os mil e um escândalos da Câmara e do Senado só neste ano.
É claro que denunciar malfeitorias com dinheiro público é uma das principais funções do jornalismo.
Mas o Legislativo produz mais do que crimes e fofocas, suas duas únicas criações que parecem mobilizar a reportagem deste jornal.
Mesmo nessas áreas, seu desempenho é fraco. As malversações em geral só aparecem quando algum político interessado em prejudicar adversários as joga no colo de um repórter. Durante anos o Senado teve mais de uma centena de diretores, cujos nomes e funções constavam de catálogos públicos. Mas só agora se tratou deles, por exemplo.
E a cobertura insiste em focar pessoas, não instituições. É mais fácil responsabilizar indivíduos do que explicar processos. Mas tal simplificação é perniciosa para a cidadania e para a sociedade.
O jornal precisa produzir e editar mais material do tipo que gerou o livro recomendado ao final desta coluna e menos do que tem sido o padrão do seu jornalismo político: textos previsíveis, redundantes, cifrados, superficiais, aborrecidos, moralistas e frequentemente a serviço conscientemente ou não de políticos ou individualmente ou em grupos.
Em entrevista que vai ao ar amanhã e está indicada abaixo, o jornalista Gay Talese diz que uma providência imediata para melhorar a qualidade do seu jornal, o “New York Times”, seria tirar de Washington a maioria dos jornalistas que compõem a sucursal na capital do país.
Talvez nem seja preciso tanto aqui.
Se os que estão em Brasília se dedicarem a informar o leitor sobre a tramitação de projetos de lei de importância, ajudando-o a engajar-se no debate público, o jornal será mais efetivo. Talvez então congressistas suspeitos deixem de se lixar para ele
Ele reforça os pontos falhos na cobertura da midia, que é a personalização das criticas a problemas crônicos do parlamento e a instrumentalização e o aparelhamento da midia por parte da oposição, contra ao governo federal.
LN
“O “accountibility”
“band of brothers”
Dubiamente conveniente.
Que tal aplicarmos a lei do Requião, (quanto a palavras estrangeiras) aqui ???
E qual a opinião do Clóvis Rossi sobre a imprensa se refugiar na fajutíssima tese de ” campanha pela moralidade pública”, quando, no mesmo episódio em que cobra justiçamento por irregularidades de Sarney, silencia ou oferece espaços a outros parlamentares que praticaram as mesmas ou piores falcatruas denunciadas? Pau que bate em Chico pode tornar-se arma para Francisco?
Ao comentarista atormentado pelas dúvidas sobre o conceito de ” assistencialismo”, que perguntou se não é bom, de qualquer forma, ficarmos livres de um político corrupto, dou minha opinião. Não, não se fica livre de políticos ” de qualquer forma”. Deve-se analisar o contexto, porque e por quem está sendo denunciado, se a denúncia é, em sua essência, uma irregularidade maior do que as supostamente cometidas ( escolher, depois de décadas, alguém que passou a ser inimigo político, para exercer o papel de bode expiatório de uma Casa e um momento em que todas as licenciosidades são permitidas a todos, é muito mais revoltante do que o pecado de um só). Deve-se, enfim, combater as posturas, não escolher os nomes. Por isso, a moral e a honra devem ser deveres de todos. E enquanto todos não os cumprirem, nenhuma legitimidade há em selecionar um ou outro para dar aparência de nobreza à vilania que pretende se perpetuar.
LN,
Está faltando pouco para você tirar um 10. Ultimamente tens andado supimpa, nos seus comentários. Alguem tem que chamar essa turma às falas. Estás no caminho certo.
Um forte abraço
Seria possível avaliar se Lula não estaria certo? O Presidente está acertando em muitas coisas, superando em muito os que se diziam esclarecidos e letrados. Ele pode ter acesso de informações que justificam e chute inicial por essa tecnologia muito cara. Me lembro de ter lido que os “trens bala” europeus são carros para os cidadãos de lá. Se for necessário entrar em um ou outro, melhor ficar com aquele que trará mais retorno tecnológico, mesmo que no que um anda, outro não anda. Assim, se no futuro vingar o trem magnético, não será necessário adaptar as linhas com trilhos para a nova tecnologia.
Sarney colaborador da FSP, mas…
Mosca na sopa dos outros é tempero!
O Rossi? Ora o Rossi….
O que mais aborrece nesta história é que obrigam-nos a tomar posições em que até parece que defendemos o coronel sarney. O problema é que a derradeira esperança do serra para 2010 é enfraquecer os líderes do PMDB pró lula. Para isto, conta com a voz esganiçada de artur virgilio e outros, repercutida e reverberada pela imprensa com um denuncismo neo-udenista e uma histeria neo-lacerdista para causar a impresão de que temos um escândalo novo à vista.
Escândalo mesmo é sarney ter galgado o posto de presidente deste país e, por várias vezes consecutivas. o mais alto posto do parlamento. Isto sem que a imprensa tivesse dado um pio sequer. Aliás, haveria talvez que Jesus descer dos céus no momento de um discurso, leia -se diatribe, do sr. virgílio, para, com voz solene, dizer-lhe: “atire a primeira pedra quem não aproveitou-se das benesses de atos secretos, relações de compadrio, clientelismo e troca de favores nesta casa”. O sr. virgílio saberia muito bem do que se trata. O brasil quase inteiro sabe disto, e não graças à imprensa.
Meu domingo de leitura dos jornais e blogs termina bem triste.
O Nassif me dá a impressão que combater os mandos e desmandos do Coronel Sarney virou um pecado porque pode atrapalhar o governo ou a base de apoio do governo Lula.
O Cony, não aquele do “Ato e o Fato”, mas esse do gigantesco bolsa-ditadura que recebe com a maior cara-de-pau, parece dizer o seguinte: a imprensa está ajudando e/ou tornando celebridades escroques como Maluf, Paulo Duque, o deputado do castelo, Jader Barbalho, Collor, Renan, Sarney, etc.,etc.,etc..
Não é necessário falar mais nada da imprensa tradicional. No seu epitáfio deverá ser escrito em letras garrafais: “AQUI JAZ A IMPRENSA TRADICIONAL, AQUELA QUE COMEU O PRÓPRIO RABO”. ponto final.
Pelo que li no post sobre a nova Lei de Adoção, Clóvis Rossi precisa ler é o ombudsman de seu próprio jornal, para aprender a tratar as coisas como devem ser tratadas.
Nassif, estou achando que voce é a mosca da sopa do Rossi.
Busquei no Google Tradutor.
accountability = responsabilização, substantivo 1. responsabilidade
accountibility = não encontrei.
Alguém grafou errado. Trocou o ” a ” pelo ” i ” .
Opinião Pública x Opinião Popular. Sempre entendi que eram a mesma coisa. A opinião do público, do povo, da maioria.
Talvez o antagonismo seja entre Opinião Pública x Opinião Publicada.
A Publicada tenta influenciar a Pública. A Publicada é a opinião do Rossi. Que sempre teve, historicamente, espaço onde publicar.
Hoje mais pessoas tem onde publicar. O que diminui a influência da Opinião Publicada de outrora. Acabou o monopólio.
Clóvis Rossi é superficial ou não?
Por que as censuras?
“Por que o “accountibility” demorou vinte anos para ser praticado em relação à Sarney e só se manifestou agora? E por que a Folha deu vinte anos de espaço a Sarney sem jamais tê-lo cobrado por seus atos? E por que a cobrança é apenas sobre Sarney, se todos os senadores participaram de uma lambança que tem no mínimo 14 anos?”
Ora, por que alguns jornalistas demoraram tanto para denunciar a grande mídia da qual já fizeram parte? Será que a lambança/denuncismo/espetacularização na imprensa só começou agora, quando esses grandes nomes do jornalismo já não mais constavam da folha de pagamento de FSP, Globo, etc?
Coerência é para todos!
Ora Nassif, o Rossi está apenas exercitando a técnica do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.
Clovis Rossi… Deu uma saudade de Claudio Abramo.
Ou seja, a mídia brasileira perdeu o conteúdo e fixou-se no blá, blá, blá.
E por quê?
Porque tem sido conveniente “relatar” a versão que interessa.
Preferem o “zzzzzzzzz” da mosca no cocô.
E se gabam disso.
Além do mais, essa jequice de uso de termos em inglês, para querer passar uma idéia de “modernidade” e “elegância”, revela claramente o provinvianismo do nosso Don Calogero Sedara tupiniquim.
Quem leva a sério o que o clovis rossi escreve??? Só mesmo o pessoal do CURRAL ELEITORAL orquestrado pelo PIG.
êita sujeito pra falar besteira.
É mais uma MOSCA da folha de são paulo.
folha de são paulo entregue as MOSCAS
Bye Bye Serra 2010
A mídia (uma boa parte dela) não tem credibilidade. Seja para influenciar os verdadeiramente críticos ou o povo em geral. Sim, o povo em geral, que de forma intuitiva foi e vem aprendendo a ignoraros “paladinos da ética e da verdade”.
O Brasil precisa tanto de políticos quanto de uma Imprensa mais digna. Eis o “X” da questão. E para isso apenas a democracia, a civilização, e as instituições educacionais (que também são precárias por aqui).
Nassif,
explica aí para muitos: o que é “O “accountibility” e “band of brothers”,
Pois é o ultimo escandalo – estagiarios contratados sem concurso é de 1992.
Não dá nem pra falar de fhc. MAs advinha quem governava as casas ?
Sim o PFL, hj DEMos aliadissimo do psdb.
É lamentável esta perda de credibilidade da imprensa brasileira. Com o sistema judiciário viciado que temos e um legislativo legislando em causa própria a imprensa era o único freio aos desmandos que aconteciam no país. E agora? Responde aí Nassif.
Eu queria que a midia, taõ “patriota” e “zelosa” fizesse uma devassa na vida dos senadores do DEM…, como eu queria.
Não gosto do Sarney, mas não aceito essa prática seletiva utilizada só para atingir o Lula.
Essa mídia golpista NÃO aprende!!!!
Nassif,
olha só o que o Globo ‘descobriu?
‘
Escândalos seguem família Sarney desde a década de 80
RIO – O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e seus filhos sobrevivem a escândalos…recente foi o indiciamento do filho Fernando Sarney, empresário, e da nora Teresa Cristina Murad Sarney por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro…
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/07/18/escandalos-seguem-familia-sarney-desde-decada-de-80-756876307.asp
“E enquanto todos não os cumprirem, nenhuma legitimidade há em selecionar um ou outro para dar aparência de nobreza à vilania que pretende se perpetuar.”
Prezado Marco Antônio, qual a saída, então? Esperar um senado composto só de puros? Não é Sarney o culpado por tudo, como ele próprio disse, mas é o presidente, portanto responsável pela apuração de ilícitos e com o dever de dar o exemplo. Não tem moral para dar exemplo? Então fora!
“Ou então entrando nos arquivos da Folha e levantando meus artigos ”
Nem todos.
No seu livro há um artigo do dia 14/01/1999, chamado “O presidente Sumiu”. Mas na Folha online… foi o artigo que sumiu.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/indices/inde14011999.htm
Tem só o “Apertem os cintos que o piloto sumiu! De novo!” do Zé Simão sobre o mesmo assunto, mas com outra abordagem se é que vc me entende.
“Buemba! Macaco Simão Urgente! O Bicho Tá Pegando! Apertem os cintos que o piloto sumiu. Quem ainda tiver cinto, evidentemente. E o FHC? Tá na praia. Na Praia do Saco. Coçando o próprio. Um amigo me disse que o FHC é PhD em coçação de saco pela Sorbonne. E a dona Pizza Hut? Voltou pra terra dela, Paris. E o Gustavo Franco? Pediu demissão. E o Itamar é que é a Besta do Apocalipse?”
O seu artigo é a cara do governo FHC 1.0.
Imperdível para entender aquele período. E depois ele disse que ninguém lhe avisou …
Comentário de Nassif:
Por que o “accountibility” demorou vinte anos para ser praticado em relação à Sarney e só se manifestou agora?…(…)
Ora, Nassif, simplesmente porque de graça ninguém sai “atirando” desse jeito. É preciso um start, e este foi a omissão, por Agaciel Maia, ex diretor do Senado, de uma casa de R$ 5 milhões na declaração de bens, supostamente incompatível com seus rendimentos.
A partir das injustificações de Agaciel sobre o valioso bem é que o rastilho de pólvora atingiu a honorabilidade do presidente do Senado.
E, convenhamos, um prato cheio para a mídia. Mas sem essa de PIG.
Coitado do “sábio” Sarney, na hora errada, no lugar errado…
Todos os Senadores (talvez o Paulo Paim não e outro talvez…) tem currículo para manchetes e escândalos, mas pegaram a piranha da vez porque tava no lugar errado. Afinal, a boiada tem que passar…
Ou melhor, os boi tem que tá tudo junto pra 2010, num pode te boi na frente…
Diz o colunista Clovis Rossi que o silencio de Sarney não passa de fuga às suas responsabilidades e de traição ao conceito de “accountability” que ele, como funcionário público da mais alta graduação, deveria ser o primeiro a defender. Estas são as palavras de um jornalista e colunista da Folha de São Paulo. Entretanto, percebe – se que não há inocente nesta historia, visto que Sarney está no cenário político, há décadas, sem que ninguém nunca ousasse a contestá-lo, sobretudo a imprensa da qual ele também é colunista. Por que não fez isso antes? Por que não o fez durante o governo FHC que levou a breca o Brasil TRÊS VEZES!
Alto lá! No Senado não há um inocente sequer, porque omissão também é crime, quiçá pior. Os omissos são covardes, sonsos e hipócritas, porque atravessam tranquilos na boiada, enquanto sangra-se o das piranhas.
É preciso bem separar assuntos.
Se Sarney estava no lugar certo na hora errada, isso já é outra história. Do jeito que o defendem aqui parece até que ele é petista de carteirinha e de berço!
Muito pelo contrário, arenista de origem, ele sempre estevei do lado oposto, muito mais pro DEM, muito mais pró ruralistas (ou o Maranhão não é latifúndio disfarçado?).
Está acontecendo aqui é uma discussão disvirtuada, O cerne da questão não é o de a mídia (ou o PIG) malhar um judas da hora, mas um caso de altas falcatruas, pilhagem de erário, corrupção da grossa, caso de polícia mesmo.
O Rossi só está ajudando derrubar o Sarney. Faz isso por patriotismo, sem nenhum outro interesse. O imparcial colunista sabe que com o Marcondes Pirillo na presidencia, a austeridade, a ética e a moralidade vão imperar no Senado da República. Me engana que eu gosto!
E por que voce defende tanto o Sarney, alias, voce defende todo aquele que esta ao lado de Lula por que hein?
Quanto Cony, bem, sem comentários..
“Accountability” e “saudade” são duas palavras que não tem tradução. Só nós sabemos que o que é saudade e ninguém sabe o que é “accountability”. Até o Bresser, que deveria entender do assunto, disse que é “contabilidade”. Contabilidade é “accounting”. Se nem ele sabe, quem mais vai saber?
Ai, que saudade dos tempos em que pelo menos a gente entendia o que era responsabilidade individual no velho em bom prtuguês…!
Eita! O colega leitor Daniel Weber se perde FEIO no seu comentário: “Opinião pública é o que a mídia propõe como valor (pública porque é divulgada, tornada pública).” Que definição mais sem cabimento! Se linguisticamente é viável, quem disse que se sustenta em termos filosóficos?
Pior é se referir a Hannah Arendt e sair com essa de que “público não existe mais, só o privado”. Quem diz isso ou nunca leu Hannah Arendt, ou lei e não entendeu absolutamente nada…
O anátema da mídia se eleger não é o problema, pois a própria mídia escolhe os anátemas conforme a sua conveniência.
O problema, no nosso sistema, está nos corruptos se elegerem.
Para a mulher de César não bastava ser honesta, precisava parecer honesta! No nosso sistema não precisa ser honesto, afigura-se que basta, aos olhos do eleitor, parecer honesto!…
Os “fatos” vão continuar perseguindo o Sarney, coisa nenhuma. O Rossi acha que a gente não sabe o que é a mídia brasileira. Se, e assim que o Sarney deixar o cargo e não servir mais como apoio ao governo Lula, os “fatos” somem num passe de mágica. E se por acaso o Aécio for o candidato do PSDB e o Sarney apoiá-lo, os “fatos” farão parte de um passado remoto
Sr Luis Nassif
Referente a várias materias divulgadas na mídia nacional, como esta, intitulando este inquérito policial como Operação Boi Barrica, que investiga o empresario Fernando Sarney, informo-lhe da desvinculação do nome do nosso folguedo junino maranhense “BOI BARRICA” com a citada operação, a partir de decisão judiciaria de 23 de dezembro de 2008 e de nota de esclarecimento da Policia Federal, publicada em 26 de março de 2009, em vários jornais, como a Folha de São Paulo, Estadão, o Globo, etc. Solicitamos, por favor, um e-mail para enviarmos os documentos referidos. Para o seu conhecimento e dos seus leitores copiamos o texto da “Nota” a seguir:
josé pereira godão (www.ciabarrica.com.br)
Serviço Público Federal
Departamento de Policia Federal
Diretoria de Administração e Logística Policial
Coordenação de Administração
NOTA DE ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO
O Departamento de Policia Federal, em atendimento ao determinado nos autos de Ação Cautelar nº. 200837000089090, esclarece que não há qualquer vinculação do grupo folclórico Boi Barrica à operação veiculada pela imprensa com o referido nome. Outrossim, informa ainda que tal operação, no âmbito da Policia Federal, é tratada com o nome Operação FAKTOR.
Antônio César Miranda Araújo