Madame diz que a raça não melhora
Da Folha
Danuza Leão
DANUZA LEÃO
A fome
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Está mais do que na hora de lei limitar a dois o número de filhos, e quem ultrapassar não ter mais Bolsa Família |
SEGUNDO A ONU, vai a 1 bilhão o número de pessoas que passam fome no mundo; pois nem assim o governo Lula ataca com seriedade (nem sem) o problema do controle da natalidade. Sem esse controle, mais e mais gente nasce, e em alguns anos o bilhão vai se transformar em 2, 3, 4 bilhões. Quanto mais pobre é o país, quanto mais pobre a região do país, mais ignorante é a população, que, sem uma orientação para valer, vai continuar fazendo a única coisa que sabe: procriar.
Comentário
Isso que dá quando o parajornalismo de variedade se mete a opinar sobre tudo. A taxa de natalidade do país está em queda livre faz anos, justamente por conta das melhoriais sociais e dos programas de planejamento familiar oferecidos a famílias que podem escolher. Um dos grandes trunfos do país para as próximas décadas é a questão demográfica, justamente devido à redução do tamanho das filhas pobres.
E a Danuza, defensora dos modelos liberais, propõe um controle chinês sobre as famílias pobres.
Bom, como dizia Janet de Almeida, “prá que discutir com madame”:
Madame diz que a raça não melhora / que a vida piora / por causa do samba /. Madame diz que o samba é pecado / o samba, coitado / precisa acabar.
Por Marcos P.B.
João Gilberto – Pra que discutir com Madame
Ao vivo em Buenos Aires
Nassif, incorpora aí !
http://www.youtube.com/watch?v=ojr0HdBH_T8


Tem filhas que recebem até a própria morte, pensão do pai que trabalhava para o estado.Pensões muito, muito maiores que o bolsa família.Essas filhas não casam, porque se casarem perdem a pensão, mas moram em lugares luxuosos, são casadas com figurões, vivem falando do próprio “pedegree” social e são totalmente contra o bolsa família.Não há questionamento algum sobre essas usurpadoras de direitos tão imorais, porque somos pautados pela mídia e, dessas elitosas que usufruem do dinheiro pública para mordomias, é claro que jamais a mídia falará.Dar dinheiro para empresas automobilísticas, bancos e tais parece sempre tão normal que ninguém fala sobre, mas dar de comer para criaturas famintas…!!!
André Oliveira, quer fazer o favor de nao ofender a minha Emília? As “besteirinhas” da Emília eram geniais, de uma sinceridade total, e sempre denunciando a hipocrisia bem-pensante. Nao eram besteiras. Comparar essa besteirona da Danúsia com as tiradas da Emília ofende aos leitores de Lobato…
Silvio Almeida,
Concordo integralmente com seu comentário.
Nassif ninguem falou do aniversáruio do Nelson Mandela por aqui estes dias ?
http://www.youtube.com/watch?v=MQiFXetclTo
Reviver
Tudo o que sofreu
Porto de desesperança e lagrima
Dor de solidão
Reza pra teus orixás
Guarda o toque do tambor
Pra saudar tua beleza
Na volta da razão
Pele negra, quente e meiga
Teu corpo e o suor
Para a dança da alegria
E mil asas para voar
Que haverão de vir um dia
E que chegue já, não demore, não
Hora de humanidade, de acordar
Continente e mais
A canção segue a pedir por ti
(a canção segue a pedir por nós)
África, berço de meus pais
Ouço a voz de seu lamento
De multidão
Grade e escravidão
A vergonha dia a dia
E o vento do teu sul
É semente de outra história
Que já se repetiu
A aurora que esperamos
E o homem não sentiu
Que o fim dessa maldade
É o gás que gera o caos
É a marca da loucura
África, em nome de deus
Cala a boca desse mundo
E caminha, até nunca mais
A canção segue a torcer por nós
realmente morreu a irmã errada, dá pra trocar? volta nara.
O recado enviado por Leonardo Luiz Verleun, às14:02, deve ser lido também pelo poeta da folha cheia de moscas.
Com luvas de pelica o Carlos Eduardo Lins da Silva falou do texto do poeta:
“Quando elas cometem erros factuais, por exemplo, é necessário apontá-los. Tenho a impressão de que Gullar cometeu um no domingo passado.
Ele disse que ter filhos se tornou um modo fácil de aumentar a renda familiar graças ao programa Bolsa Família e citou exemplo de pessoa que passou de 3 para 7 filhos (mais 1 na barriga) para elevar seus benefícios.”
É, o blog realmente tem magnetizado os comentaristas, e indiscutivelmente aumentado o número dos participantes. O fim de semana foi produtivo: só entre Serra e Danuza, mais de mil comentários. Impressionante.
De tudo, me ficaram duas vontades. Espero que Serra continue sempre o mesmo ( por um 2010 sem ameaças). E quero a Danuza de volta!
Pois é Janes,
e d vez em qdo, algumas dependendo d sua posição no jogo social, resolvem soltar uma frase d efeito só pra ver a qto anda sua popularidade. Aí, qto mais polêmica gerada, tanto melhor, ficando a rir depois um tanto incrédulas qto à (devido sua posição, a) facilidade d se fazer uma marolinha aqui, outra ali rs
Nao eh a primeira e nem seraa a ultima idiotice que esta senhora escreveraa. Tipico pensamento elitista e prenconceituoso sobre pobre ou sobre o que eh pobreza, pensamento que faz parte do circulo aonde esta senhora convive. Esse tipo de comentario eu ouviria melhores nos botecos aqui do bairro onde moro, nao de quem escreve em jornal e que se diz, ou tenta mostrar, que ee culta.
Cabocla, com todo prazer.
Sinto-me lisonjeado.
Sempre que quiser.
E todos os malungos que quiserem.
Abraço.
EVOÉ!!!
Coitada, leve em consideração, pois nele já ganhou muita porrada da vida, e pelo geito ainda não aprendeu, coitada.
digo (ela)
Esqueci de escrever que eu sou pobre, mas nao sou ignorante na colocacao que esta senhora faz. Pobre hoje tem acesso a universidade e a informacao.
Inacreditável que essa senhora disse um absurdo desses! Eu teria linhas e linhas para comentar, mas ainda não estou acreditando que ela tenha dito isso. Deplorável! Beira o genocídio.
Quer dizer então que é dona Leão, do alto de sua sapiência, experiência e saldo bancário que irá dizer quem deve ou não ter filhos.
Quer dizer que, agora em diante, o critério para se ter direito a nascer é a renda familiar.
O próximo passo da distinta senhora é sugerir quantos R$ deveriam ser o parámetro mínimo necessário para cada filho. Pelos padrões humildes dela, acredito que deva ser uns R$ 25.000,00 por criança.
É que nunca me perguntaram. Se me perguntassem, eu diria que o critério para se ter filhos é o número de segundos que uma mãe passa por dia lendo colunas social. Quanto mais segundos lendo essas coisas inúteis, menos filhos se deveria ter, para evitar a contaminação.
Alguém repreenda essa senhora, por favor.
Se bem que foi na Folha… desisto.
Daqui a pouco ela vai achar que todos devem morar em coberturas. Abaixo disso, são serviçais sem alma.
Isso não pode ser real!
Discutir pra que ???????
http://www.scribd.com/doc/378405/Maravillas-de-la-genetica
Borduna !!!!!
Prezados Senhores,
Cabe uma postagem para discutir especificamente o controle de natalidade. Sem a poluição de temas, como a personalidade e opiniões de Danuza, ou da discussão da política do bolsa família.
Vou discordar de muitos aqui a respeito da validade dessa política para o Brasil, porque acho necessário hoje o controle populacional para a humanidade. Mais. É preciso políticas para reduzir população. O país não pode viver isolado dessa realidade. Será pressionado no futuro para receber grandes contingentes populacionais.
Pode parecer brutal, mas considero que o governo chinês escolheu a política mais humanitária, ao decidir diminuir a população. Limitar nascimentos é preferível à solução na outra ponta. Lançar populações a própria sorte, deixar que se confrontem com um cataclismo de superpovoamento, para que a fome, as pandemias, os conflitos de natureza diversa exerçam o papel de controle populacional. Talvez alguns “humanistas” achem razoável o cenário de extinção de populações, ao que uma crise de superpopulação certamente levará. Diminuição de população se faz pela queda da natalidade ou pelo aumento da mortalidade, façam suas escolhas.
A China optou não só pela urgência de controle, mas pela redução populacional. Parte substancial do país é inóspita, a densidade da população nos territórios habitáveis é das mais altas, e sendo assim, o país chegou a convicção de que precisa contrair a população, não vê como estender o progresso material a todos. Com mais de um bilhão de bocas para alimentar, não pode esperar soluções que darão resultados de longo prazo, e no sentido somente de estabilizar a população, seu objetivo é a contração. A política de um filho é a única forma efetiva de alcançar tal objetivo.
Outros países terão de seguir este mesmo caminho de reduzir população. Não há outra forma que não seja a intervenção da esfera pública, para que seja eficaz. Não existem soluções “laissez faire” para o problema. Não tivesse executado essa política desde os anos 70, a China teria hoje 200 milhões de pessoas a mais, um Brasil para alimentar. Elevação do nível educacional não remove ideologias ou fé religiosa. Há sempre quem considere que o estado não pode interferir em suas escolhas individuais, neste casos, o governo chinês não se obriga a solidariedade com quem faz a escolha individual, em detrimento da política pública. É o que acontece. Ninguém em tese é obrigado a abortar. O abandono ou infanticídio de meninas se dá por convenções culturais que levam a optar por meninos. O governo não interfere nesta opção.
Estamos diante do esgotamento de recursos finitos da natureza. Nossa segurança alimentar depende basicamente da agricultura mecanizada, ela é a responsável pela grande produção de alimentos. Não há máquinas agrícolas movidas por outra fonte de energia que não seja o petróleo. A mecanização da agricultura é fato recente da história, se deu pelo advento do motor a explosão, sua ampla difusão pelo mundo aconteceu na segunda metade do século XX. O declínio da produção petroleira trará retrocesso na oferta e circulação de produtos agrícolas. A estagnação do volume extraído de petróleo já é dado como ocorrido. Na próxima década e as seguintes o cenário será de queda. Não haverá aumento da “produtividade” da agricultura, mas o seu contrário. Perderemos suporte para manter seis e meio bilhões de pessoas sobre a Terra. O dilema malthusiano se tornou uma realidade.
Grato pela leitura.
O besteira da Danuza não deveria ter tanta importância. O problema é que me parece que os editores do pig estão incentivando esses parajornalistas a escrever sobre política, abusando do senso comum desinformado para criticar o governo Lula. Nelson Motta, Ubaldo Ribeiro vire mexe tão palpites sobre o governo. Só sai porcaria porque são umas bestas, politicamente falando. A Cora Ronai, inclusive, que só entende de gatinhos e capivaras, e vá lá, de computação, saiu do caderno de informática e ganhou uma coluna incentivado pelo Kamel. Passou então para agradar o “ideólogo” do Globo, a “miar” suas “opiniões” sobre o governo. O resultado é que muita dondoca fica a dar “opiniões políticas abalizadas”, por aí
Em todo lugar e em toda época as madames com consciência social, como senhora Danuza, pensaram assim: o jeito mais eficiente de acabar com a pobreza é acabar com o pobre. E quem é louco de discutir?
Acabar com o pobre pode significar pregar a supremacia e a sobrevivência dos better fit.
Pode ser implantar a igualdade absoluta do socialismo real, em que toda dominação (e também grandeza, como bem viu o louco Nietzsche) estará extinta.
Pode ser ainda ensinar, por razões humanitárias, ao mesmo pobre que ele não pode querer procriar, reproduzindo em larga escala seres iguais a si.
Como bem viu Chesterton, e na época (189?) parece que só ele viu, o fascismo e a sociedade do bem-estar (em que os três elementos assim estão congregados) estão juntinhos desde o começo.
A diferença não está no conteúdo, mas no método. Ou vocês acham que madame aguentaria ver as ruas da sua cidade sujas de sangue com uma nova Catarina de Medicis levando a sério o clamor (contra-) popular numa nova e inaudita noite de São Bartolomeu, em que todos os fetos pobres fossem exterminados e todos os úteros pobres extirpados em nome da felicidade e bem-estar geral?
Claro que não. O que os olhos não veem…
Não se iludam, santinhos, com a expressão “planejamento familiar”, tampouco com o Dr. Coutinho: coisas terríveis se escondem por trás da radiosa humanidade dessas idéias (sem dúvida o que move a própria Danuza, que de ignorante não tem nada). Está longe de ser mera desinformação. O Padrão está aí: basta abrir os olhos e conhecer um pouco de história e da natureza humana (o que dá no mesmo) para reconhece-lo.
Baixaria gratuita contra a Danusa.
Vocês são tão alienados que nem devem saber que a opinião dela é EXATAMENTE A MESMA da ONU e de ninguém menos que Barcak Hussein Obama e dos principais democratas (”liberals”) americanos que vocês sempre defendem e elogiam.
Façam a gentileza de entrr no site do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) para você verem como as principais cabeças por trás das políticas planetárias da ONU pregam que os países em desenvolvimento (isto é, pobres) invistam em programas de redução da natalidade. Depois se informem sobre a poítica do Obama para o planejamento familiar, redução populacional e aborto.
A Danusa está simplesmente seguindo a receita da ONU e do Obama, mas vocês falam mal dela e bem deles. Me digam se isso não é um sinal de alienação, de ingorância e de preconceito.
E depois vocês ainda vêm querer dar lição de moral, de comportamento, de civildiade. Ah, vão catar piolho!
Nassif, voltando a falar nesse assunto, é uma pena ver que a oposição e toda e qualquer critica ao governo se vale desses truques rasteiros. Ficou tão evidente, não ? São sempre as mesmas formas de ataques, achincalhando o que o Lula e dona Marisa tem de popular.
Por que a Danuza, que conviveu com grandes cabeças do Brasil desses ultimos anos, não consegue também ultrapassar essa barreira da vergonha, do preconceito (?) e do colonialismo e escrever algo a altura de uma critica a um governo ? Se ela viveu em Paris, deveria saber mais que ninguém, que os franceses valorizam sobretudo suas festas e tradições. Assim sendo, não da para entender porque toda vez que o presidente e sua mulher prestigiam uma de nossas grandes festas nacionais, sobretudo no Centro-Oeste e Nordeste, mais do mesmo da montanha de preconceito sobre o tema e o casal. No futuro, essa gente vai ficar no rodapé da historia como àqueles que viram o bonde passar e não avançaram com ele. Ficaram no tempo, não souberam o momento de dar o passo e sair de uma era e passar a uma outra, mesmo havendo discordâncias politicas.
Eu moroa em Sp desde que nasci, e sinceramente; estou com o saco cheio de:
* Elite paulista
* Transito
* Jornais de SP
* Shopings, praçass , cinemas (está tudo sempre cheio, vc não consegue se distrair)
* Calçadas (ruins e apinhadas de gente, para variair)
* Transporte público indecente
* Ensino público indecente
* Saúde indecente
O que lamento é que existem dúzias de danuzas leão aqui em SP. Porque a madame não tagarelou (já que palpita sobre tudo) sobre suas amiguinhas de classe que estão prestes apegar uma cana por causa de roubo e falcatruas com a receite Federal?
Escreveu Besteira. No Popular ” Pagou Mico”.
Só escreva o que sabe… ou pelo menos o que detenha conhecimento.
E o pior é que ela está com a razão, e a maioria esta com a emoção, dá no que dá, este estado de coisas….
Uma das maiores especialista brasileiras em demografia é a Profa. Elza Berquó.
Discutir natalidade no Brasil sem ler os trabalhos da Profa. Elza é descambar para a conversa de boteco ou, pior, conversa de “MADAME”.
Danusa escreveu mais por antipatizar com o governo Lula e suas políticas do que por conhecimento de causa. Inclusive isso de ser madame que vive fora da realidade me lembrou alguns diálogos de uma peça de teatro, onde uma madame que vive no Rio fala pra empregrada que gostaria que nevasse na cidade para ela poder usar seus casacos de pele. A empregada diz: Mas madame e os pobres? e recebe a resposta: Eu quero é afogar meus rosto em peles!!!!
A empregada vira para a platéia e sussura: Mas que tremenda (piiiiiiiiii).
Seria cômico se não fosse trágico o que escreveu Danusa.
Aqui do Alto Xingu, os índios lembram ao Hamilton que os riscos já estão embutidos desde o início da produção e se refletem de imediato nos salários desde então pagos. Quanto à taxa de duração de vida do brasileiro só em delírio é que se podfe afiramar que é de 95 anos. Para que um adolescente possa atuar como aprendiz, deve ser definida sua idade, duração e tipo de serviço, do contrário, neste País sem fiscalização, isso vai concorrer para lançá-los prematuramente no mercado de trabalho, por salário aviltante, que concorrerá para rebaixar salários dos trabalhadores mais velhos ou desempregá-los. Será, ainda, o sinal para oficializar o trabalho de adolescentes e o portal do ingresso futuro de crianças no mercado de trabalho, o que já ewxiste informalmente em grande escala pelo Brasil afora. O regime que os índios favorecem é o controlado pelos próprios produtores de riqueza, os trabalhadores, em que os lucros e os prejuízos sejam socializados, e não como o atual, em que os meios de produção e os lucros são privatizados e os prejuízos socializados. A crise financeira global está exibindo esse filme atualmente, que mostra pela enésima vez que o “free lunch” é também monopólio privado. É hora de a humanidade acabar com isso, antes que o Capital acabe com ela e com o planeta.
É isso aí, temos que guardar dinheiro para socorrer os bancos na próxima crise. Na bonança somos liberais, nos tempos das vacas magras pegamos o dinheiro do Estado, aos pobres… NADA. Aliás a melhor forma de acabar com a pobreza é… acabar com os pobres, temos que evitar que essa “raça” procrie.
AH! O AUMENTO DA TAXA DE NATALIDADE É CULPA DO LULA COM SEU BOLSA FAMÍLIA!!!!
rsrsrs
DA SÉRIE
GRANDES PENSAMENTO DA “GRANDE” MÍDIA BRASILEIRA
DESSA VEZ CONCORDO COM A MADAME DANUZA LEÃO. E SOU DO PROLETARIADO. OS QUE TEM MENOS INFORMAÇÃO PÕE FILHO NO MUNDO PARA SATISFAÇÃO DO SEU EGOÍSMO PESSOAL, NA CONTRAMÃO DAS POSSIBILIDADES FINANCEIRAS E QUEM ACABA PAGANDO PELA CRIAÇÃO DESSES FILHOS DO DESPREPARO É A SOCIEDADE COMO UM TODO. VEJA QUE A IDÉIA ATINGIRIA OS PRÓXIMOS, OS FUTUROS FILHOS, NÃO OS QUE JÁ FORAM CONCEBIDOS. NÃO SE PODE FECHAR OS OLHOS PARA A FACILIDADE NA INDUÇÃO DAS MENTES MENOS INFORMADAS, SEJA POR NOVELA, PELA EXIGÊNCIA SOCIAL, SEJA PELO QUE FOR. E CONVENHAMOS QUE DOIS FILHOS SÃO SUFICIENTES PARA QUEM PENSA QUE “DEUS FEZ, DEUS AJUDA A CRIAR”. EU NÃO ME CHAMO DEUS, VOCÊ SE CHAMA?
Abaixo a opinião do dr. Drauzio Varela, que deve entender do assunto um pouco mais que a Danuza. Entre os menos favorecidos a taxa de natalidade não está despencando como diz a média. A Danuza pode ter errado no enfoque, mas o problema é real.
O ponto que ele aborda é porque não dar aos mais pobres o mesmo acesso aos contraceptivos que os mais ricos tem. Na prática não tem, como ele demonstra.
Pelas respostas acima, parece que quem critica o preconceito da autora também nutre um grande preconceito contra ela.
Controle da fertilidade
Um dos problemas mais graves do país talvez seja o da natalidade entre a população pobre. Numa época em que dispomos de métodos eficazes de contracepção, o número de gestações indesejadas nas classes mais desfavorecidas é tão exagerado que cabe perguntar por que razão os responsáveis pela elaboração de políticas públicas fogem desse assunto como o diabo da cruz.
Além do descaso, só encontro duas explicações para a omissão: ingenuidade ou falta de coragem para contrariar a igreja.
A ingenuidade está na interpretação apressada das estatísticas que mostram queda das taxas médias de natalidade: 2,4 filhos por mulher no censo de 2000, contra 6,2 em 1960.
A distorção ao analisar taxas médias, entretanto, está em não perceber o que acontece com determinadas sub-populações. Por exemplo, o censo de 2000, mostrou que mulheres com formação universitária têm em média 1,4 filhos (como nos países desenvolvidos), enquanto as analfabetas têm 5,6 (a mesma taxa da Namíbia). Mulheres que vivem em domicílios com renda per capita acima de cinco salários mínimos têm em média 1,1 filho, enquanto nas casas em que a renda é de até um quarto do salário-mínimo esse número aumenta para 4,6.
Em 2002, proporção de bebês nascidos de mães menores de 20 anos, pobres em sua imensa maioria, foi de 20,75%. No Acre, esse número chega a 27%; no Pará, 26,3% e no Mato Grosso, 25,5%. Cada criança assim nascida tira a mãe da escola e empobrece a família dos avós, porque os homens de hoje dificilmente assumem paternidades não desejadas. Quem já pôs os pés numa cadeia, sabe o quanto é difícil encontrar um preso que tenha sido criado em companhia de um pai trabalhador: a maioria esmagadora é de filhos de pais desconhecidos, ausentes, mortos em tiroteios ou presidiários como eles. Esses bebês indesejados pelos pais vêm ao mundo como conseqüência da ignorância e da dificuldade de acesso aos métodos de contracepção. Embora no papel o programa brasileiro de planejamento familiar seja considerado dos mais avançados, na prática chega capenga à população de baixa renda. As pílulas distribuídas nos postos de saúde são as mais baratas do mercado (e que mais efeitos colaterais provocam); os anticoncepcionais em adesivos a serem trocados apenas uma vez por semana, ideais para vencer a indisciplina das adolescentes como os estudos demonstram, não estão disponíveis; os dispositivos intra-uterinos (DIU) são virtualmente ausentes; e, camisinha à vontade, só no carnaval.
Conseguir vasectomia ou laqueadura de trompas pelo SUS, então, é o verdadeiro parto da montanha. Há que marcar consulta com os médicos, com a assistente social e com a psicóloga. São meses de peregrinação pelos corredores dos hospitais públicos que mães ou pais de cinco filhos são obrigados a fazer, para ouvir perguntas como: “E se você se separar de sua esposa e casar com outra mais jovem? E se seus filhos morrerem e você quiser outros?”.
Na cartilha que o Ministério da Saúde distribui às gestantes, está garantido acesso à laqueadura a toda mulher com mais de 25 anos que tenha dois ou mais filhos, gratuitamente, pelo SUS. Alguém sabe disso?
Que ideologia insana ou princípio religioso hipócrita justifica o fato de nossas filhas atravessarem a adolescência sem engravidar, enquanto as filhas dos mais pobres dão à luz aos quinze anos? Termos um ou dois filhos, no máximo, enquanto eles têm o dobro ou o triplo?
A falta de recursos para programas abrangentes de planejamento familiar é desculpa irresponsável! Sai muito mais caro abrir escolas, hospitais, postos de saúde, servir merenda, dar remédios e arranjar espaço físico para esse mundo de crianças. E, mais tarde, construir uma cadeia atrás da outra para enjaular os mal comportados.
“AS FAMIGERADAS AMARRAS IDEOLÓGICAS QUE ATRAVANCAM A SOLUÇÃO DO PROBLEMA”
Meu caro Pingafogo, ao contrario do que afirma não vejo como necessário o controle da natalidade para resolver o problema provocado pela péssima distribuição da reda no País. Tudo bem, há os que preferem transferir essa responsabilidade aos miseráveis por procriarem em abundância.
Entretanto, mesmo desconsiderando as “idiotas amarras ideologicas” valeria observar o interessante fenómeno recorrente entre os seres viventes.
É muito comum taxas elevadas de reprodução entre as espécies de menor perpectivas de sobrevivência. Além do mais, se vosmicê, tiver a oportunidade de reparar direitinho, nas cumunidades pobres, mais filhos são possibilidades de melhoria de vida, são mais braços para ajudar no trabalho e esperança de amparo na velhice. Ora! São mais dois braços e, mais uma boca, dirão. De fato, concordamos.
Entretanto, consultando o Indio Tupi, ele demonstra que dois braços são capazes de produzir a energia necessária para alimentar a própria máquina, digo, a boca do detentor da força de trabalho e gerar também um substâncial excedente.
Aí meu caro, que está o segredo da desavença. Quem se apropria da sobra? Melhor dizendo, da energia excedente? Como se reparte essa energia (riqueza) que o trabalho gera?
Lá na tribo do nosso amigo Indio Tupi no Alto Xingu, eles chamam esse excedente de mais valia, onde estão imbutidos os impostos, a manutenção das máquinas, das bocas, reposição dos insumos e, o lucro, dentre outras cositas.
Verifica-se que, com o passar do tempo, se dá significativa sofisticação nesse processo, ao ponto, de engendrar o surgimento de estoques de mão de obra, alguns se referem a exercito de reserva de mão de obra.
Arma ainda muito eficiente não apenas para reposição, mas, sobretudo, para dissuadir pretenções subversivas de elevações salarias perigosas ao andamento justo, justo no sentido de azeitado, do sistema.
No momento, tal imbróglio sofre muitas transformações. No entanto, muita coisa que não caberia aqui, estão armazenadas.
Como fiz referência acima, lá na floresta, no Alto Xingu, os indios tem uns livros, que estavam em desuso até recentemente, me parece que são três, muito bons, onde descrevem essas coisas todas de mais valia, valor de uso, valor de troca, etc.
Na verdade, é um equívoco imputar à formidável e simples máquina, capaz de gerar tanta riqueza e, o mais fantástico, se auto-reproduzir, ser considerada responsável pelo fracasso em administrar com responsabilidade, inteligência e honestidade idológica o rico potencial humano contidos nestas maquinas fabulosas.
Abraços. Orlando
Ìndio Tupi,
Aqui do planalto, desejamos sorte às empreitadas dos índios fundadas no cooperativismo.
E aproveitamos para informar que não somos favoráveis a jornadas exaustivas para ninguém, muito menos para crianças. E também que, muito embora a expectativa de vida, evidentemente, não tenha atingido ainda os 95 anos, desejamos, também, vida longa para todos menbros da tribo.
Ville,
Mas o Obama não pensa com a bunda?
Nassif e malungos.
Não entendo certos comentários.
Dizem que apóiam Lula mas que o ‘comentário” da madama tá correto.
E que quem critica a “senhora de fino trato” é “movido pela emoção” e que ela, a madama. “fez uma análise racional”.
UIA!!!
Chamar pobres de igorantes é um comentário bem racional mesmo.
A ONU recomenda controle de natalidade para paíse onde é necessário o controle de natalidade.
Não é o caso do Brasil, onde a taxa de natalidade reduz-se a cada ano.
O que, obviamente, não é de conhecimento de nossa “racional” madama.
E não adianta criticar com esses lugares-comuns de que “quem critica, age por emoção”.
Emoção coisa nenhuma.
Ela está sendo criticada porque mereceu ser.
Porque seu comentário é um ajuntado de desinformação, ignorância, empáfia e preconceito. Típicos de uma elite provinciana, metida a superior, atrasadíssima, reacionária e muito, mas maauito mesmo, rancorosa, gananciosa, egoísta e estúpida.
Duvido, mas duvido mesmo, que Danuza debruçou-se sobre tratados e documentos da ONU ou outros órgãos sobre o tema ‘controle de natalidade”.
Os defensores da “socialite” acreditam mesmo que ela fez tal estudo para abelizar seus “argumentos”?
Alguém acredita?
E muitos comentários críticos ao festival de bobagens escritos por Danuza criticam com argumentos concretos.
Além disso, qual o problema em se sentir ofendido diante de palavras preconceituosas?
Uma crítica emocional pode ser também racional, desde que com base em argumentos. E estes não faltam em relação ao texto da madama.
Não vejo razão em linha nenhuma no texto de Danuza. Ela não tem conhecimento analítico, base argumentativa ou estudos que validem academicamente sua “análise”.
Estou sendo emocional em criticá-la nestes termos.
E estou sendo racional em considerá-la preconceituosa, desinformada e ignorante.
EVOÉ!!!
Vou repetir q é bom no meio d tanto comentário rs
Só existem 2 formas EFICIENTES d controle d natalidade -
1)O forçado, totalitário e punitivo tipo chinês, em casos “desesperadores” (q não é o caso do Brasil diga-se, país no qual seria culturalmente complicado, pra dizer o mínimo, “incentivar” o cumprimento pela punição). E mesmo assim é 1 medida temporária (mesmo q o temporário entenda-se por décadas) . Não há como mantê-lo indefinidamente sem aumento d renda, além d gerar certos “efeitos colaterais” ora observados na China e o
2)Natural, pela elevação d renda. D novo, novamente, outra vez rs : A Longo Prazo não existe melhor planejamento familiar q reais distribuição e elevação d renda. O fato é q a totalidade daqueles q desfrutam d melhor padrão d vida material tendem a controlar a natalidade por si mesmos, sendo desnecessário q qq governo se meta nisso.
Em ambos os casos, se trata d medidas d longo prazo, pois planejamento familiar d curto ou médio prazo, Top-down – d cima pra baixo, como política nacional é um belíssimo “me engana q eu gosto” mto apropriado p/os profi$$ionai$ e “e$peciali$ta$” em controle d natalidade…
ela ressuscitou o debate Malthusiano!
Claro … o Brasil é uma Suécia!