ontem, por casualidade, conheci, aqui em ouro preto, um músico brasileiro que mora e faz o seu trabalho na suiça : fábio freire. ele tem alguns cds gravados por lá e ,no brasil, já fez apresentações com o zé gomes, o yamandu e o thomas rohrer. se eu entendi bem, num show, “rumos dos ventos”.
ele conhece o nassif , o pai da dodó.
eu disse pra ele que faria esse comentário e deixo a indicação da página:
LUA QUEBRADA
Um professor e sua aluna. Tudo os separa, nada os une. A não ser a paixão. Uma paixão sem limites, vivida com toda a intensidade da experiência e da juventude. Um livro forte, pela emoção, pela cumplicidade, pelo erotismo. Uma história que mexe com todos os sentidos do leitor, até a última linha. Experiência única na Literatura Brasileira, LUA QUEBRADA é um livro imperdível e inesquecível.
Autor: Isaias Edson Sidney
Publicação da Biblioteca24×7.
Só disponível pela Internet, no endereço abaixo (categoria: ERÓTICO).
Norma para propaganda eleitoral aprovada pela Câmara é criticada
Luciana Nunes Leal
As regras da propaganda política na internet aprovadas na Câmara se aproximam da censura e estão longe da realidade da rede mundial de computadores, na avaliação de profissionais de comunicação e estudiosos das campanhas eleitorais. Embora permita a criação de sites e blogs em defesa de candidaturas e ampla discussão nos portais de relacionamento, como Facebook, Orkut e Twitter, a lei cria amarras tão rígidas quanto as válidas para rádio e TV, que são concessões públicas.
Pesquisa do Comitê Gestor da Internet (CGI) no Brasil realizada em 2008 concluiu que o País tem 54 milhões de usuários da rede, ou 28% da população brasileira. Se o projeto aprovado no Senado mantiver as principais restrições, ficam proibidas sátiras que ridicularizem adversários nos portais e blogs eleitorais e o direito de resposta será maior do que a peça considerada ofensiva.
“Não tem como estabelecer esse tipo de regra na internet sem configurar censura. Os políticos talvez necessitem de assessoria para entender que este ambiente é algo muito mais democrático do que tudo que eles já tiveram até agora. Não é apenas imagem, é uma relação direta com o eleitor”, diz Maria Helena Weber, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Está mais do que na hora de lei limitar a dois o número de filhos, e quem ultrapassar não ter mais Bolsa Família
SEGUNDO A ONU, vai a 1 bilhão o número de pessoas que passam fome no mundo; pois nem assim o governo Lula ataca com seriedade (nem sem) o problema do controle da natalidade. Sem esse controle, mais e mais gente nasce, e em alguns anos o bilhão vai se transformar em 2, 3, 4 bilhões. Quanto mais pobre é o país, quanto mais pobre a região do país, mais ignorante é a população, que, sem uma orientação para valer, vai continuar fazendo a única coisa que sabe: procriar.
Comentário
Isso que dá quando o parajornalismo de variedade se mete a opinar sobre tudo. A taxa de natalidade do país está em queda livre faz anos, justamente por conta das melhoriais sociais e dos programas de planejamento familiar oferecidos a famílias que podem escolher. Um dos grandes trunfos do país para as próximas décadas é a questão demográfica, justamente devido à redução do tamanho das filhas pobres.
E a Danuza, defensora dos modelos liberais, propõe um controle chinês sobre as famílias pobres.
Bom, como dizia Janet de Almeida, “prá que discutir com madame”:
Madame diz que a raça não melhora / que a vida piora / por causa do samba /. Madame diz que o samba é pecado / o samba, coitado / precisa acabar.
Aprovada na semana passada no Senado, a Lei Nacional da Adoção visa adaptar a adoção ao Estatuto da Criança e do Adolescente, implantado pela Constituição de 1988. É um documento importante, que mantém os pontos centrais da antiga lei e corrige os defasados (clique aqui para ler a íntegra).
Da Vivi
Trabalho nessa área há muitos anos e esta nova Lei trouxe apenas alguns ajustes ao que já existia no ECA. Por incrível que pareça, o que mais dificulta a adoção, na minha experiência, é o despreparo dos candidatos e os preconceitos ainda existentes com relação à adoção de crianças mais velhas. Enquanto cadidatos aguardam no mínimo 4 anos para adotar um bebê, crianças maiores, disponíveis para adoção, são esquecidas nos abrigos.
Um ponto que gostaria de destacar é com relação à permanência da criança na família biológica extensa. Há vantagens (manutenção de laços familiares) , mas também desvatagens (ela se torna uma “agregada”, sem ter a figura de mãe ou pai definida. Sem mencionar que quando chegam à adolescência e “começam a dar problemas”, começa o empurra-empurra entre os parentes, que muita vezes leva a institucionalização. São situações que já acompanhei inúmeras vezes e são bem mais comuns do que se imagina.
Comentário
Igualdade entre os filhos
§ 3º É recíproco o direito sucessório entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus ascendentes, descendentes e colaterais até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária.
A abertura de informações
§ 4º O adotado terá direito à revelação de sua condição de filho adotivo, com acesso a toda a documentação disponível a respeito de sua família natural, podendo, para tanto, contar com a orientação especializada da equipe técnica do Juizado da Infância e da Juventude, ou de organismo credenciado previsto no art. 58 desta Lei.
§ 5º O adotante terá acesso à cópia de toda a documentação disponível sobre o adotado na instituição de Abrigo ou no Juizado da Infância e da Juventude, mediante autorização da autoridade competente.
Art. 2º O vínculo da adoção constitui-se por sentença judicial que será inscrita no registro civil mediante mandado do qual não se fornecerá certidão.
§ 1º A inscrição consignará o nome dos adotantes como pais, bem como o dos seus ascendentes.
§ 2º O mandado judicial, que será arquivado, cancelará o registro original do adotado.
§ 3º Nenhuma observação sobre a natureza do ato poderá constar nas certidões de registro.
§ 4º A critério da Autoridade Judiciária, poderá ser fornecida certidão para a salvaguarda de direitos.
§ 5º A sentença conferirá ao adotado o nome do adotante e, a pedido deste, poderá determinar a modificação do prenome.
A Folha faz matéria pequena informando que Aécio Neves e José Serra aumentaram os gastos na área social (clique aqui).
Em vez de mais detalhes sobre gastos e os resultados, a reportagem vai ouvir cientistas políticos para saber se os gastos estão relacionados com as eleições.
É evidente que estão, é óbvio que estão e é ótimo que assim seja. E é essa relação de causalidade que legitima os processos eleitorais, que faz com que cada eleição seja uma lufada de renovação de hábitos políticos e orçamentários.
Democracia, avanços sociais impulsionados pela pressão do voto, tudo isto é tratado como algo espúrio pelos jornalões.
Por bruno
Quando um empreendedor percebe uma demanda não atendida por um produto ou serviço, investe e passa a ofertá-lo, está ao mesmo tempo satisfazendo sua ambição privada – caso venha a ter lucro – e sendo útil para a sociedade. Imediatamente esse pessoal reconhecerá que é a descrição tosca, e no nível micro, do que Adam Smith chamou de mão invisível do mercado. É assim que funciona!, dirão eles; é legítimo, praticamente um dado da natureza…
Pois bem. Ocorre que um pensador liberal – portanto insuspeito – do século passado ousou transpor a concepção da lógica do comportamento econômico para o comportamento politico e concluiu que, em democracias de massa – sim, somos nós hoje -, o empreendedor político precisa identificar demandas não satisfeitas na sociedade e oferecer soluções, caso queira “lucrar” (se eleger). Legítimo? Mais que isso: necessário, civilizatório…
Alguma ONG deveria se encarregar de mandar Schumpeter para liberais de almanaque que escrevem para os jornais.
(…) De quebra, Sarney refugia-se na velhíssima e fajutíssima tese de perseguição da mídia. Não, senador, é perseguição dos fatos, e enquanto eles não forem total e definitivamente explicados, continuarão a persegui-lo, no Maranhão, em Brasília, onde for.
É essa fuga à “accountability” que explica os parlamentares que se lixam para a opinião pública. Ela paga os salários de todo esse “band of brothers”, mas eles não se sentem compelidos a dizer ao púbico o que fazem, o que só aumenta a suspeita de que o que fazem só cabe mesmo em BOs.
O caso de Sarney é mais grave porque tem um espaço semanal, aqui ao lado, em que poderia dar todas as explicações sem ser interrompido por perguntas. Prefere mudar de assunto. Sempre.
Comentário
Por que o “accountibility” demorou vinte anos para ser praticado em relação à Sarney e só se manifestou agora? E por que a Folha deu vinte anos de espaço a Sarney sem jamais tê-lo cobrado por seus atos? E por que a cobrança é apenas sobre Sarney, se todos os senadores participaram de uma lambança que tem no mínimo 14 anos?
Como Rossi tem uma coluna diária na Folha, certamente nos brindará com uma explicação em breve. Ou, então, deveria ler seu colega Carlos Heitor Cony,
Tem-se um fato: a demissão da Secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira. E várias versões sobre sua demissão. Uma delas, a de que a razão teria sido a autuação da Receita sobre a Petrobras – autuação que não houve. Outra razão alegada, é que seria porque a Receita passou a investir sobre grandes contribuintes, até então blindados. Uma terceira, é que seria em função da queda da arrecadação. Qual a versão mais correta?
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Um dos grandes problemas das formas tradicionais de cobertura é a dificuldade em captar todos os ângulos de um problema. A vantagem das formas interativas – como Blogs ou fóruns de discussão abertos – é a possibilidade de se ter uma quadro muito amplo com informações colocadas sobre todas as partes.
Foi o que sucedeu no Blog.
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Na base de tudo, houve uma luta intestina pesadíssima no órgão.
Na RFB (Receita Federal do Brasil) existe duas categorias típicas: a dos Analistas Tributários da Receita (ATRFB) e os Auditores Fiscais da Receita (AFRB). O primeiro grupo responde ao Sindireceita (Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da RFB). O segundo – ao qual pertence Lina – ao Unafisco.
Lina passou a comandar a Receita valendo-se apenas dos fiscais, e assim os oriundos da própria Receita, ignorando os que vieram da Previdência (caberia a ela a unificação das duas fiscalizações). E, aí, rachou internamente o órgão.
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Seguiu-se uma guerra de informações entre o Unafisco e a Sindireceita sobre as razões de sua saída:
Razão 1 – a queda na arrecadação tributária.
Os fiscais argumentavam que não haveria como não cair em ambiente de crise e de isenção tributária. Os auditores rebateram que houve desoneração maior na implantação da COFINS e PIS não cumulativos em que todas as empresas grandes migraram para o lucro real. E mesmo assim a queda da receita não foi tão acentuada. É de se considerar que há muitos anos não se tinha uma crise tão aguda quanto agora. Lina tem razão.
Razão 2 – Lina teria caído porque privilegiou a fiscalização nas grandes empresas.
Segundo o Unafisco, houve R$ 12 bilhões em autuações relativas aos Bancos e outras grandes instituições no primeiro semestre de 2009, quase o triplo do ano inteiro de 2008. Já a SIndireceita rebateu com a informação de que “o monitoramento diferenciado das 10 mil maiores empresas do país (responsáveis por cerca de 70% da arrecadação federal), se iniciou ainda na gestão de Everardo Maciel. Em 2004, o então secretário Jorge Rachid transformou em institucional o que era informal”. O Unafisco lembra da super-autuação de grandes bancos em 2009. O Sindireceita responde que essas autuação são em função de trabalhos anteriores, já que é impossível fiscalizar e autuar em tão curto espaço de tempo.
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Certamente a queda da Secretária foi fruto de uma conjugação de fatores, onde entraram o desgaste pela demora em julgar recursos administrativos, o endurecimento com grandes empresas (antecipando a cobrança do PIS-Cofins antes da decisão final do Judiciário). Mas também o corporativismo que provocou o racha interno na corporação, levando a uma perda de eficiência na arrecadação.
O desmonte do outrora eficiente sistema ferroviario de passageiros no Brasil não se deu nos governos militares, como aqui constou em muitos comentarios. Começou de fato a partir de 1937, quando por razões populistas o Estado Novo congelou o preço das passagens, o que levou as empresas, a maioria particulares, a ter prejuizo e não mais investir na rede.
Com a Segunda Guerra e a crise cambial inglesa, decorrente da guerra, as companhias de capital britanico foram vendidas ao Governo Federal e a partir dai a gestão caiu de qualidade, foram feitos poucos investimentos (exceto na eletrificação), aparecem desvios, corrupção e empreguismo, levando todo o sistema à decadência, com a clientela caindo ano a ano.
A unica rede privada que sobrou após 1947 foi a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, uma excelente ferrovia, de padrão europeu, estatizada pelo Governador Carvalho Pinto praticamente sem indenização aos seus 20.000 acionistas. um ato demagófico que levou logo essa empresa modelar ao padrão das outras redes estatais. Com o Governo JK foi dada total prioridade ao rodoviarismo em detrimento da ferrovia, a industria automobilistica se encarregou do lobby pro-rodovias.
Os governos militares apenas enterraram um sistema que ja estava morto em 1964 e o Brasil virou o unico grande pais em extensão territorial que não tem sistema ferroviario de passageiros. Russia, China, India e Canada tem vastas redes ferroviarias de passageiros, sendo o onibus secundário em relação ao trem. Nas privatizações de ferrovias, no Governo FHC perdeu-se uma chance de ouro para reinstalar os trens de passageiros, quando poderia se ter exigido dos compradores esse serviço, como fez a Argentina. Lá privatizou-se com a condição de todas as linhas terem trens de passageiros e lá., a mesma ALL que é a maior concessionaria no Brasil, carrega pasageiros, não aqui, porque ninguem exigiu que fizessem. A morte do sistema ferroviario de passageiros no Brasil é uma triste história que deve envergonhar todos os brasileiros. Hoje se levam crianças a trens turisticos (Campos do Jordão, Tiradentes) para conhecer um trem, como se fosse coisa de um passado longinquo. Nos EUA, com o maior sistema aereo do mundo, foram mantidos os trens de passageiros a custo de subsidio do Governo Fderal, através de uma empresa especialmente criada, a AMTRAK, que tem 25.000 funcionarios e opera os trens nos trilhos de empresas privadas. Portanto, não tem sentido o trem-bala antes de se reimplantar uma rede básica de trens de passageiros nos principais troncos do Pais, o trem bala sendo a etapa mais avançada de um sistema maior.
O trem bala é ao final um trem de luxo, de elite e não tem sentido implanta-lo sem que existem trens comuns para o povo.
Entenda melhor o que está por trás dessa escalada de CPIs, escândalos e tapiocas da mídia.
A candidatura José Serra naufragou. Seus eleitores ainda não sabem, seus aliados desconfiam, Serra está quase convencido, mas naufragou.
Política e economia têm pontos em comum. Algumas forças determinam o rumo do processo, que ganha uma dinâmica que a maioria das pessoas demora em perceber. Depois, torna-se quase impossível reverter, a não ser por alguma hecatombe – um grande escândalo.
O início da derrocada
O início da derrocada de Serra ocorreu simultaneamente com sua posse como novo governador de São Paulo. Oportunamente abordarei as razões desse fracasso.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.