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18/07/2009 - 07:30

Fora de Pauta

Para um sábado que promete animação infantil.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

43 comentários para “Fora de Pauta”

  1. Reni Martins disse:

    O vídeo está editado, e visivelmente foi cortado, tirando o contexto original da frase. É o PIG deles.

  2. Alex Bezerra disse:

    Fundada a ABJ – Associação Brasileira dos Jornalistas

    Da Redação PORTAL COMUNIQUE-SE

    O Movimento em Defesa dos Jornalistas Sem Diploma (MDJSD), criado em 2005, fundou no último domingo (26/07), em Brasília, a Associação Brasileira dos Jornalistas (ABJ), que pretende filiar jornalistas diplomados ou sem formação superior na área. A ABJ é presidida por Antônio Vieira, formado em administração de empresas, com especialização em matemática financeira, mas que trabalha como jornalista há 20 anos.

    “Já tínhamos articulações pelo fim do diploma e com a decisão do STF decidimos institucionalizar a criação da ABJ, que será aberta a formados e não formados em jornalismo, porque sempre fomos discriminados pela Fenaj”, explica Vieira.

    A associação terá representatividade em todo o território nacional, com 43 membros eleitos na Assembléia do último final de semana, além de Vieira na presidência da entidade.

    Treinamento de profissionais de outras áreas
    De acordo com o presidente da associação, o objetivo é a liberdade de expressão e a capacitação de profissionais de outras áreas interessados em jornalismo. “Uma das nossas ideias é criar um processo de treinamento e formação para pessoas de outras áreas de formação, com técnicas jornalísticas. A BBC de Londres faz isso, pensamos até em contatá-la para ver se é possível uma cooperação”, afirma.

    Alex Bezerra, um dos vice-presidentes eleitos, faz uma forte crítica as faculdades de jornalismo, que na sua opinião limitavam a liberdade de expressão. “Agora os jornalistas terão amplo apoio na luta pela liberdade de imprensa e outros direitos dos quais estavam sendo negados pelo cartel das faculdades de esquina que lutaram com seus lobbys para que o diploma fosse obrigatório”, declara.

    Além da formação da presidência da associação, a Assembléia aprovou sócios beneméritos e 300 associados, entre diplomados e não diplomados. Os interessados em informações sobre a nova associação devem enviar um e-mail para abj.net@gmail.com

  3. Nasser disse:

    A associação brasileira dos jornalistas foi fundada.

    Mas foi fundada porque, bom um dos motivos foi à forma que a FENAJ tratou os profissionais que já atua na área há muitos anos.

    O objetivo principal da ABJ nada mais é do que agir em prol dos jornalistas, sim dos jornalistas, mas não de empresas de ensino que de forma indireta usava o presidente da FENAJ, e por tabela ele usava os sindicalizados com objetivo claro de defender os donos de escolas e não os alunos, pois se a obrigação de uma federação e defender seus federados, a FENAJ deveria lutar por uma qualidade nos cursos de jornalismo, e trazer para a federação aqueles profissionais que estão no mercado (e não são poucos) dando a eles a oportunidade de melhorar profissionalmente, e não extirpar do meio profissional como se fossem a escória da comunicação no Brasil.

    Ora a meu ver não precisava nada disto, era só a FENAJ ter agido da forma que uma federação

    Agiria, de forma tranqüila sem incitar a desgraças dos outros, e principalmente faria tudo para unir e não para gerar um clima de rancor e vamos “acabar com eles”

    Senhores em nenhum momento eu vi grupos de jornalista sem diploma fazendo piquete ou baderna nas ruas, ou mesmo pressionando o STF em favor desta ou daquela categoria.

    Buscando palavras usadas pelo presidente da FENAJ e por seus afiliados, achei algumas perolas que avaliza as minhas palavras.

    FENAJ retoma ações em defesa da obrigatoriedade do diploma no exercício do jornalismo

    A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) retomou, no fim de janeiro, as ações em prol da exigência da formação em jornalismo ao exercício da profissão. Reunida em Brasília e com o apoio de grupos do setor no país, a entidade volta às atividades, com ações de marketing, mobilização da categoria e lançamento de livro sobre o tema. A expectativa é de que, com o fim do recesso parlamentar, a campanha volte à pauta de discussão no governo federal.

    Integradas, a Executiva da FENAJ e a Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma preparam ações, que incluem o lançamento do livro “Formação Superior em Jornalismo- Uma exigência que interessa à sociedade” e um ato público de protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal. Outro objetivo da campanha é integrar à discussão ao calendário de eventos da categoria, como o dia sete de abril (dia do jornalista) e três de maio (dia mundial da liberdade de expressão).

    LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DAR O DIREITO A PALAVRA

    Em algumas ocasiões escrevi, mas só escrevi no mural do site da FENAJ, mas… você leu o que eu escrevi,nem eu pois não foi publicado,e olha que era palavras de boas sugestões para ajudar a resolver a questão.

    Não quero e não busco atrito, mas quero deixar claro aqui que a ABJ, não tem intenção de colocar no mercado, profissionais sem competência,mas sim de alguma forma ajudar estes que já estão no mercado a melhorar, e as portas estarão abertas, mas abertas para aqueles que querem com qualidade somar, se estas e a sua intenção nós não vamos perguntar a você se e formado em isto ou aquilo não, vamos simplesmente abrir a porta para você entrar, assim aqui dentro você vai ter a oportunidade de mostrar para que viesse, e vamos buscar todos os meios possíveis de te ajudar a melhorar profissionalmente.e de forma humilde estamos aqui aceitando boas sugestões para tanto.

    Portanto seja bem vindo a uma associação que vai lutar por você.

    Não tenho duvidas que este novo nicho de mercado vai ser visto pelas universidades e pelas empresas, e tenho certeza que todos aqui não perderão esta oportunidade, pois melhorar a qualidade e lutar pelos profissionais e nosso objetivo principal.

    A prepotência da Fenaj e o Código de Ética

    Por Erick Vizoki em 13/12/2005

    É de se admirar que uma entidade classista como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) apóie uma crise social como a que defende o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Aziz Filho: “Uma das primeiras medidas a serem tomadas agora será informar as Delegacias Regionais do Trabalho, em todo País, da decisão da Justiça e pedir que os registros precários de jornalista que foram concedidos a partir da liminar da juíza Carla Rister sejam considerados ilegais”, conforme matéria divulgada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no dia 26/10/2005, assinada pelo repórter José Reinaldo Marques.

    Explica-se: a juíza Carla Abrantkoski Rister, da 16ª Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo, baixou liminar em outubro de 2001 liberando registros profissionais para jornalistas que exercem a profissão sem diploma universitário.

    O que mais impressiona na decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por votação dos juízes Manoel Álvares, Alda Basto e Salette Nascimento, é basear sua sentença sem a sustentabilidade do conhecimento de causa. Pior ainda é ceder à pressão da Fenaj sem, ao menos, conhecer a realidade da categoria profissional, jornalistas, e contrapor ao seu Código de Ética.

    É louvável a luta da instituição em prol dos profissionais que defende. A Fenaj é uma entidade de classe e tem, por obrigação, a defesa dos interesses dos jornalistas brasileiros, todos concordamos. Mas, como propõe seu filiado, o Sindicato do Rio de Janeiro, pedir a ilegalidade dos registros precários já emitidos, é um ato no mínimo autoritário. É admissível que registros precários venham a ser proibidos daqui por diante, mas ilegalizar os que já foram emitidos é incompatível com o próprio Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, para entrar no terreno específico do jornalismo, já que a Constituição, segundo a Fenaj e os magistrados, isenta a entidade da responsabilidade sobre a questão.

    O Código de Ética está em vigor desde 1987, quando foi votado em Congresso Nacional da categoria, portanto com aval de todos os sindicatos filiados. O artigo 1º do capítulo 1, que trata do direito à informação, diz que “O acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse”. Mais adiante, no capítulo 2, sobre a conduta profissional do jornalista, o Código declara, em seu artigo 9º: “Opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos do Homem”.

    Solução democrática

    Além de ferir estes princípios básicos, a posição radical da Fenaj ignora outros pontos. No artigo 10º, ainda no capítulo 2, está convencionado que o jornalista não pode “frustrar a manifestação de opiniões divergentes ou impedir o livre debate”, coisa que a influente entidade fez. No capítulo terceiro, que abrange a responsabilidade profissional do jornalista, consta, em seu artigo 16º, que “o jornalista deve pugnar pelo exercício da soberania nacional, em seus aspectos político, econômico e social, e pela prevalência da vontade da maioria da sociedade, respeitados os direitos das minorias”. Em suma, aqueles que almejaram a carreira de jornalista e que, em sua maioria já atuam neste segmento há tempos, mas não puderam seguir um curso universitário, deveriam, segundo a ética jornalística, contar com o apoio da Fenaj, e não ser jogados à ilegalidade como propõe Aziz Filho. Se prevalecer a posição do sindicato carioca, milhares de trabalhadores serão atirados à rua sem apoio e, pior, com o carimbo das entidades classistas de jornalistas, classificados como marginais.

    E se a moda pega? Publicitários revoltam-se com pequenas publicações que trazem pequenos anúncios. Entram na Justiça e pedem o fim de todas elas. Engenheiros civis pedem a demolição de todas as casas construídas sem seu aval.

    A incoerência da Fenaj só é menor que sua prepotência. Ela não cogitou, em momento algum, procurar uma solução democrática para o problema ou discutir a questão abertamente com os “prejudicados” no intuito de encontrar uma solução também para estes, como decreta o Código (Art. 9º: c – Defender o livre exercício da profissão). Poderia ter seguido o exemplo do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre). Fundado em 1996, a entidade sem fins lucrativos vem trabalhando no sentido de divulgar a importância do cobre, sua contribuição para a sustentação da vida e seu correto uso. Uma de suas iniciativas, em parceria com a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), é a de requalificar eletricistas amadores, que não têm aprimoramento técnico, inserindo-os com capacitação profissional no mercado de trabalho, em exemplo de preocupação com o social.

    Abriu-se o precedente

    Não é preciso ter diploma universitário para propor soluções para problemas como o caso corrente dos jornalistas sem curso superior. A Fenaj poderia, em vez de irresponsavelmente colaborar em jogar milhares de trabalhadores no olho da rua, avaliar a capacidade dos que pleitearam o registro profissional. Uma avaliação que contemplaria experiência na área, ética jornalística, vocação e compromisso com a profissão, coisa que nem mesmo certas faculdades cobram. Além do mais, a própria denominação do registro, “precário”, não oferece risco aos jornalistas formados, que podem atuar em todas as ramificações da imprensa (inclusive assessoria, outra questão polêmica).

    Todos sabemos, e isso não é uma exclusividade dos cursos de Jornalismo, que alguns estudantes adquirem seus diplomas com procedimentos duvidosos, seja por chantagem, tráfico de influência, nepotismo, suborno e até mesmo favores sexuais. Entregar um diploma a um novo jornalista descompromissado com a causa profissional e com a ética é colocar a sociedade em risco, ferindo, novamente, o Código de Ética. A boa formação, a qualidade do ensino nas faculdades de Jornalismo, a ética dos professores, a conduta dos jornalistas formados deveriam ser algumas das prioridades da Fenaj. Seria uma contribuição muito maior para o país, para a imprensa e para a categoria.

    Em artigo publicado no site Comunique-se, assinado por Eduardo Ribeiro, intitulado “E agora, juíza? Quem paga o prejuízo?”, em 31 de outubro deste ano, o autor procura jogar a culpa do problema social criado pelos diplomados na liminar de Carla Rister. Concordo em que a juíza errou em não propor critérios para a emissão dos registros profissionais precários. Com isso, abriu-se o precedente para o jornalismo “picareta” no país. Longe de generalizar, devemos considerar que novos profissionais, alguns até mais qualificados, pela experiência, do que muitos jornalistas formados, surgiram no mercado. Profissionais apaixonados pelo ofício e que não tiveram a mesma oportunidade que a garota que queria apenas aparecer na televisão como repórter ou âncora de telejornais, ou do jovem que quer se valer da aura de influência da imprensa para potencializar seu ego e até mesmo aqueles que escolhem o jornalismo como um curso mais barato ou teoricamente mais fácil.

    Leigo em quê?

    Talvez para se livrar do fardo da responsabilidade e da impiedosa crítica da opinião pública e, quem sabe, desvencilhar-se antecipadamente do debate com a sociedade, Ribeiro procura angariar apoio até mesmo dos prejudicados no episódio. Dando um péssimo exemplo aos novos jornalistas, ele escreve no fim do texto:

    Claro que este é um texto-desabafo e de um leigo. Estou efetivamente indignado e escrevo muito mais com o coração do que com a razão. Mas num caso como esses (sic) às batatas a razão.

    Em assunto tão sério e polêmico, ele jamais deveria escrever sem recorrer à isenção jornalística. Neste caso, o autor opina em causa própria ou de um grupo, ferindo mais uma vez o Código de Ética. O fatal prejuízo aos cerca de 13 mil “iludidos”, como se referiu, deveria ser pago pela Fenaj, já que é ela quem está efetivamente colaborando para o problema em vez de tentar solucioná-lo, defendendo interesses egoístas. Egoístas, sim. Quando se manda “às batatas a razão” neste caso, o jornalista manda bananas aos milhares de novos desempregados.

    Além disso, ele se diz leigo. Leigo em quê? Em direito ou jornalismo? Se vier a aceitar a sugestão de reavaliação profissional dos precários, sugiro ainda que a Fenaj convoque também alguns “diplomados”.

    E tem muitas por ai e só pesquisar que vai ser encontrados, mas tem também muitas de apoio.

    Sejam todos bem vindos

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