Universidade Virtual de SP
Da Folha
Novas fronteiras na educação superior
CARLOS VOGT
A Univesp traz uma forma de conceber a educação que amplia o tempo e o espaço de atuação das instituições de ensino superior
O PROGRAMA Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), concebido pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Ensino Superior (SES), para desenvolver-se e funcionar em parceria com a USP, a Unicamp e a Unesp, tem como objetivo contribuir para a expansão do ensino público superior paulista.
A estrutura consorciada da Univesp agrega ainda outras importantes instituições, como a Fundação Padre Anchieta, a Fapesp, a Fundap, a Imprensa Oficial e o Centro Paula Souza. Os cursos a serem oferecidos via Univesp têm o seu projeto acadêmico e os seus conteúdos formulados pelas universidades que os propõem, e elas são responsáveis também pelo processo de seleção para o ingresso dos estudantes, bem como pela avaliação de seu desempenho nos cursos.
À Univesp cabe garantir as condições materiais, financeiras e tecnológicas para a realização desses cursos, acompanhando, de modo integrado com a instituição parceira, a sua realização, o seu desenvolvimento e o aproveitamento dos alunos neles matriculados.
Como se trata de um programa de ensino superior que supõe o uso intensivo das tecnologias de informação e de comunicação, além das práticas e das metodologias mais tradicionais de ensino, incluindo um componente significativo de atividades presenciais, a Univesp conta com um recurso que muito contribui para a sua singularidade no cenário do ensino superior público e gratuito no Brasil: a participação da Fundação Padre Anchieta no programa, com a implantação da tecnologia digital no seu sistema de televisão, permitiu que fosse criada a Univesp-TV, com um canal aberto dedicado exclusivamente à programação da universidade virtual.
O apoio efetivo que o governo do Estado tem dado ao projeto, desde o momento em que o apresentei ao governador, quando eu ainda era presidente da Fapesp, veio se concretizando inclusive na dotação orçamentária da Secretaria de Ensino Superior para a implantação e o desenvolvimento do programa com recursos do governo e sem nenhum ônus adicional para as instituições parceiras.
Estivemos, desde que fui designado secretário de Ensino Superior, em agosto de 2007, envolvidos num trabalho intenso e agradável de conversações, planos, ajustes, acertos e definições com as instituições que participam do projeto, em especial as universidades, o Centro Paula Souza e a Fundação Padre Anchieta. A virtualidade da Univesp é também, por paradoxal que seja a afirmação, o que lhe dá realidade, presença e necessidade no cenário da educação superior em São Paulo e no Brasil.
Associando e integrando metodologias tradicionais e tecnologias inovadoras de ensino, a Univesp, enquanto consórcio de instituições competentes, tem, desde a sua concepção, sua estrutura e seu funcionamento, o compromisso e a obrigação da qualidade.
Trata-se de uma forma de conceber a educação que amplia o tempo e o espaço de atuação das instituições de ensino superior, forma esta que vem sendo utilizada com sucesso em várias universidades de ponta em diferentes países, como é o caso da Universidade Virtual do Pays de La Loire (França), Universidade Aberta da Catalunha (Espanha), a Open University (Inglaterra) e a Universidade Virtual do Instituto Tecnológico de Monterrey (México).
Organizando suas atividades presenciais por polos distribuídos em diferentes regiões do Estado, mantendo um contato constante e sistemático com seus estudantes por meio da internet -pela plataforma de aprendizagem Tidia AE, desenvolvida pela Fapesp-, da Univesp-TV, da telefonia e dos materiais didáticos impressos para a realização e o acompanhamento das atividades de ensino e a avaliação de desempenho dos alunos, a Universidade Virtual do Estado de São Paulo estende o espaço físico que abriga nossas universidades e interioriza, ampliando-o, o abrigo que essas instituições oferecem aos destinos e às destinações profissionais e humanas das populações jovens de nosso Estado e de nosso país.
O jovem vai à universidade, e a universidade vai à sua juventude como possibilidade concreta no caminho de sua trajetória social, contribuindo para aumentar a oferta de vagas no ensino superior público gratuito e criando condições de maiores facilidades operacionais para o deslocamento geográfico do estudante que parte de seus interiores em busca das grandes instituições paulistas.
Dessa vez, as universidades se movem até eles e, neles, buscam também o abrigo vivo para o exercício pleno de sua missão maior, que é educar e, pela educação, transformar em cultura dinâmica para a vida os processos de ensino e aprendizagem, de produção, de difusão e de divulgação do conhecimento associados à responsabilidade ética e profissional que a formação universitária deve consolidar em seus estudantes
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: ensino superior, SP, universidade virtual

O ponto levantado pelo Luiz Oliveira é importante. Esse darwinismo social mata a ideia de construir uma “comunidade de conhecimento” e mostra que existe mais business approach do que outra coisa…aliás, já participei da “Cidade do Conhecimento” na USP e …foi uma decepção total!
E já fiz “web courses”…mediocres.
Vamos formar mais gente mediocre, para um pais que democratiza a ignorancia e a pseudo-formação.
Mas é isso o que queremos?
16/07/2009 – 11:20
Enviado por: Luiz Oliveira
O lado negro da EAD é o mercantil…….Professores são demitidos…..Pessoal de apoio é demitido……E a qualidade do ensino naufraga com as aulas de péssima qualidade em faculdades de péssima qualidade…..Basta ver a quantidade de cursos a distância que polulam nas faculdades particulares.
O depoimento da Fernanda Rodrigues é tecnicamente correto e politicamente correto demais…temos que nos preocupar com o que está por trás, SIM.
Faz toda a diferença ser professor numa instituição que preza pela formação dos alunos ou por uma que preza a formação de caixa.
EaD pode significar reduizir custos e aumento de receitas.
Tem muita gente atuando como “designer instrucional”, e conheço gente muito competente no assunto, mas que NAO se envolve com os aspectos politicos desse tipo de ensino. É UM ERRO, pois há um claro viés politico em qualquer tipo de educação que se destina a formar(formatar) alunos adultos (ou nao) para o mercado de trabalho.
Se é honesto (e util) ensinar a ganhar o pão via distancia, talvez seja util demais aos gestores de educação (governo e empresas) sucatear o ensino presencial e reduzir a sala de aula a um “powerpoint” com um “checklist” do que já discutimos a distancia. Esse utilidade NAO é honesta com os principios da sociedade civil que preconizam a todos o DIREITO (e não um bem a consumir) a educação e formação para o trabalho e para a CIDADANIA.
Sem um lugar de encontro e dialogo, seja em que materia for, como praticar a cidadania. A distancia?
O assunto é em sua natureza politico e não há como evitar suas consequencias.
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16/07/2009 – 09:00
Enviado por: Fernanda Rodrigues
O lado negro mercantil existe em qualquer ensino, presencial ou a distância. Pessoal de apoio demitido também. Essas questões não se referem apenas à EAD. O que acontece hoje, em várias faculdades, com ensino presencial é inaceitável. Cursos fantasmas ou de péssima qualidade. Isso sempre vai existir. Pessoas incompetentes, despreparadas também. Não é a EAD que provoca isso. É qualquer tipo de sistema educacional sem a preocupação com a qualidade.
Qanto ao telecurso, não sei, mas capacitações de qualidade a distância voltadas para o mercado de trabalho, como as do SENAI, por exemplo,já formaram milhares de pessoas, com satisfação.
Meu comentário é moderado, pois tento não me deixar levar pelo preconceito que tenho quanto ao tema de ensino à distância. Meu comentário também é simplista, porque reduz o assunto a um resumo excessivamente pragmático. Também não vou discutir aqui o fato de que o projeto foi imposto, sem muita discussão (não quer dizer que eu aprovo o fato, mas tento ir direto ao meu ponto). Sou professor da Escola Politécnica da USP há 21 anos e na minha opinião, baseada na minha experiência, pelo menos o ensino de matérias teóricas (bem conhecidas em livros didáticos) eu citaria em ordem decrescente de importância:
1) A qualidade dos alunos;
2) A formação do professor (inclui-se aqui a sua didática);
3) A eficiência da forma de avaliação do rendimento escolar.
4) A presença do aluno.
Há quem defenda que o segundo item é menos importante que o primeiro etc…
Assim, se o projeto cumprir os três primeiros pontos, e que o item 3 elimine completamente a venda de http://www.diplomas.com , passarei então a acreditar que não é mais um golpe de marketing…
De acordo, Paulo Sergio.
Eu tambem incluiria na sua lista exemplar os itens “Conteudo do curso” e “Mecanismos de reavaliação dos conteudos”, sendo que o 2o. item precisa ser aberto para a comunidade de alunos, professores e gestores do programa, uma vez que o conteudo do curso já virá formatado (seja pela catedra de origem, seja por alguma consultoria que faça a recomendação aos gestores).
E claro, tudo devidamente aberto e publicado na internet (no caso de universidades publicas), para que todos os criterios de decisão sejam acessados por quem interessar possa.
Já estudei na USP e talvez não faça muita diferença o conteudo de Calculo I ou Fisica I ser previamente formatado, mas quando se trata de Metodologia das Ciencias ou quaisquer materias que contenham aspectos politicos e sociais, entao a discussão do conteudo se revela essencial. Até para repensar se vale a pena ensinar Resmat ou Mecflu a distancia, ou com regime semi-presencial.
abraços
No meu comentário anterior fiz uma brincadeira com http://www.diplomas.com e não é que o site existe. Veja por voce mesmo…
Esse Vogt é um pastor! Poderíamos aprovar um proj de lei que prevê que os filhos dos secretários do ensino superior de SP deverão estudar na UNIVESP, Conta outra, Vogt!
Gostaria de saber para quando esta previsto a efetiva viabilização deste serviço, o ensino supeior virtual, e quais serão as áreas abrangidas.
Acho a faculdade de pedagogia extramamente necessária neste momento em que se comercializou tantas áreas do conhecimento sem averiguar aptidões tão necessárias,ainda mais nesta área,que não pode ser mascarada de forma alguma.Todos os esclarecimentos são de obrigatóriedade de serem determinados com objetividade para as noções básicas do Ensino Aprendizagem.Este professor que irá fazer parte de um processo,que a nenhum momento pode deixar de ver-se como um mediador do Ensino Aprendizagem.A pesquisa neste campo é de extrema necessidade ,das descobertas ,que enfatizam até quando e como fazer aprendizagem-este educando está receptivo a esse mediador? .Ele sabe oferecer essa isca para esse pescador ,no momento exato?È por aí…