Apesar de a empresa não assumir, usuários do Speedy, o serviço de internet de banda larga da gigante Telefônica, já contam quatro panes que derrubaram o sistema somente este ano. A história é antiga: desde sua chegada ao Brasil, a empresa espanhola tem estado entre as primeiras posições – e não raro tem sido a grande campeã – de reclamações em diversos órgãos de defesa do consumidor, causando cada vez mais prejuízos aos seus usuários, especialmente na cidade de São Paulo.
Com a quarta falha, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu no dia 22 de julho a Telefônica de vender novas assinaturas de seu serviço de banda larga. A empresa, para voltar a operar normalmente, terá que apresentar à Anatel um plano de investimentos de reestruturação em suas atividades.
A Univesp traz uma forma de conceber a educação que amplia o tempo e o espaço de atuação das instituições de ensino superior
O PROGRAMA Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), concebido pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Ensino Superior (SES), para desenvolver-se e funcionar em parceria com a USP, a Unicamp e a Unesp, tem como objetivo contribuir para a expansão do ensino público superior paulista.
A estrutura consorciada da Univesp agrega ainda outras importantes instituições, como a Fundação Padre Anchieta, a Fapesp, a Fundap, a Imprensa Oficial e o Centro Paula Souza. Os cursos a serem oferecidos via Univesp têm o seu projeto acadêmico e os seus conteúdos formulados pelas universidades que os propõem, e elas são responsáveis também pelo processo de seleção para o ingresso dos estudantes, bem como pela avaliação de seu desempenho nos cursos.
Metade da conta será paga com o aumento dos impostos dos mais ricos, segundo plano democrata
SÉRGIO DÁVILA
DE WASHINGTON
Os democratas da Câmara dos Representantes (deputados federais) dos EUA apresentaram ontem à tarde sua proposta de lei para a mais ampla reforma do sistema de saúde pública da história recente do país. Com o apoio do presidente Barack Obama, a medida custará aos cofres públicos cerca de US$ 1 trilhão em dez anos -um valor próximo ao Produto Interno Bruto de 2008 do México, a segunda maior economia da América Latina.
Pelo plano do partido da situação, metade da conta será paga por um aumento progressivo nos impostos da fatia mais rica da população na próxima década. Os atingidos são famílias que ganham mais de US$ 250 mil por ano (ou R$ 41,7 mil por mês), que representam menos de 3% dos americanos.
Conheço inúmeros estudos que analisam – corretamente – a terrível questão das drogas do ponto de vista multidisciplinar (área médica, social, familiar, psicológica, educacional e outras) e não apenas pelo aspecto legal e policial. Dar conhecimento desses estudos aos juizes é diferente de torná-los adesão obrigatória, penso eu. Aliás, o Senador Romeu Tuma deveria dar conhecimento dos estudos também aos membros do Ministério Público, que são os responsáveis pela formalização da acusação perante os juizes e às Polícias, órgãos encarregados da repressão ao crime.
Interferir na atividade judicial e na independência funcional do magistrado é inconcebível e faz tempo que o CNJ vem tentando fazer isso. Obviamente, com os juizes de primeiro grau – já que o controle externo é pífio para os tribunais e inexistente para o STF.
Nassif, olha essa reportagem do El País sobre a última guerra em Gaza, com depoimentos de combatentes israelenses. Chocante como a escuridão é mais persistente que a luz.
“BusinessWeek” pode ser vendida por US$ 1, diz “FT”
DA REDAÇÃO
Uma das mais conhecidas publicações de negócios dos EUA, a “BusinessWeek” pode ser vendida por US$ 1, um valor menor que o preço que é comercializada nas bancas, afirma o “Financial Times”.
Não, não se trata de apenas uma edição da revista, mas do negócio em si. A dona da “BusinessWeek”, McGraw-Hill, diz apenas que está buscando “opções estratégicas” para a revista, mas já teria contratado o banco Evercore para encontrar um novo dono para a publicação.
O valor simbólico de US$ 1 seria reflexo do mau momento que vive a revista (as suas receitas com publicidade recuaram em sete dos últimos oito anos) e das dificuldades que vive o setor nos EUA.
Já a New York Times Company, grupo que é proprietário do jornal de mesmo nome e que também vive problemas de caixa, vendeu a sua estação de rádio de música clássica (que pertencia a ela desde 1944), em um negócio de US$ 45 milhões que inclui também a mudança de prefixo.
(…) Comecemos, contudo, pelas boas notícias. A crise financeira, como se define estritamente, acabou: os mercados acionários estão em alta; a liquidez volta aos mercados; os bancos conseguem levantar capital; e os spreads extremos vistos em 2008 nos mercados financeiros desapareceram. Quando enfrentado com força, o pânico acaba. O compromisso das autoridades para resgatar o sistema financeiro em frangalhos não teve precedente. E teve os resultados almejados.
O pior da crise econômica também está passando. Como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) destacou em seu Panorama Econômico mais recente, “pela primeira vez desde junho de 2007, as projeções [...] foram revisadas para cima na região da OCDE como um todo em comparação com a edição anterior”. Da mesma forma, o FMI atesta em seu mais recente Panorama Econômico Mundial que “o crescimento econômico durante 2009/10 agora é projetado em cerca de meio ponto porcentual acima da previsão do FMI em abril, atingindo 2,5% em 2010″.
Tal virada nas previsões é indicador de uma recuperação iminente. Isso se sobressai claramente a cada mês nas previsões gerais para 2010. A melhora das projeções pode ser vista nos Estados Unidos, Japão e Reino Unido, embora, de forma preocupante, não na região do euro. As previsões sobre a China mostram grande resiliência. A confiança na Índia também está em ascensão.
A parte pendente
Precisamos, entretanto, contextualizar essas notícias, ainda que bem-vindas. O pior da crise financeira pode ter ficado para trás, mas o sistema financeiro continua subcapitalizado e sobrecarregado com um fardo, ainda desconhecido, de ativos duvidosos. Também está longe de ser um sistema financeiro verdadeiramente “privado”. Ao contrário, é sustentado por escoras maciças dos contribuintes, implícitas e explícitas. A probabilidade de problemas na estrada mais à frente é próxima a 100%. (…)
Um momento de solidariedade a Romário – preso por não pagar pensão judicial -, o homem que, depois de Pelé, foi o maior artilheiro que o Brasil conheceu.
Os altos líderes chineses e norte-americanos concordaram em se reunir no final de julho em Washington, para o primeiro “diálogo estratégico e econômico” com a administração Obama. As novas discussões de alto nível, estabelecidas para 27 e 28 de julho, são uma extensão das conversações econômicas iniciadas debaixo da administração anterior, de George W. Bush, mas com um enfoque mais amplo. O diálogo “vai focalizar o enfrentamento dos desafios e oportunidades que os dois países enfrentam, em uma ampla gama de acordos bilaterais, regionais e globais de imediato e áreas estratégicas de longo prazo e interesses econômicos”, de acordo com uma declaração conjunta entre os departamentos do Tesouro dos EUA e de Estado na segunda-feira.
Em carta aberta, o presidente da Abdib (associação da indústria de base), Paulo Godoy, condenou a ação do Ministério Público de processar por improbidade administrativa o presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, por ter concedido a licença de instalação para o início da obra de construção da hidrelétrica de Jirau.
Segundo Godoy, Messias vive hoje o mesmo constrangimento que, recentemente, Jerson Kelman, ex-diretor-geral da Aneel, e Adriano Rafael Arrepia de Queiroz, coordenador-substituto de energia hidrelétrica do Ibama, também sofreram ao terem sido favoráveis aos projetos de Jirau e Belo Monte.
Para Godoy, há, por trás desse padrão de comportamento, uma triste sensação. A de que, muitas vezes, esses processos administrativos ignoram a lisura do processo, a qualificação técnica do servidor, a profundidade da documentação apresentada e a qualidade e o histórico de atuação do órgão que tomou a decisão.
“Parece um jogo de poder, uma cruzada pessoal, em que a instituição que detém poder de veto ou de polícia o usa para ameaçar, cercear ou para autopromoção”, afirma.
Em quase toda parte o pessoal vibra com noticias que abalem o poderio da Microsoft, visto o lancamento do novo sistema operacional do Google para o ano que vem que foi ate noticiado aqui. Eu particularmente nao gosto de monopolios, e este um dos motivos que so uso Firefox e Thunderbird , alem do Firefox ser muito melhor que o Explorer em minha modesta opniao. Mas senti falata aqui de debate sobre o Bing (But It Is Not a Google), o novo buscador da Microsoft. Ele tem novas funcionalidades como nao precisar sair do resultado da lista de busca, so por o mouse do lado direito para qualquer dos resultados e aparece um pop-up mostrando o primeiro paragrafo. Bem interessante. E tambem no caso de video tambem nao precisa sair da busca, so passar o mouse em cima do video e ele comeca a tocar, novamente sem sair da tela de resultados.
Tem 2 materia do NYT falando a respeito e mostra como agora a Microsoft pode ser levada a serio neste mercado de buscas. Obvio eles ate falam de que o Google eh um buscador mais maduro e e Bing tem muita a desenvolver, mas que provavelmente ano que vem ele ja passara o Yahoo. As materias estao em clique 1 e clique 2.
Voce tambem podera compara a performance do Google e Bing por meio deste site http://bing-vs-google.com/. Este site divide a tela em 2 mostrando os resultados do Google e Bing para a mesma busca.
Comentário
Tem também a decisão da MIcrosoft de disponibilizar o Office Online. O que vocês acham dessa estratégia? COmeço da reação ou esperneio tardio?
Nassif, essa é do site RS URGENTE aqui do RS, editado por Marco Weissheimer,sobre Política, Economia, Cultura & Outras Amenidades
” A vergonha do senador Pedro Simon
Jul 14th, 2009 by Marco Aurélio Weissheimer.
Cena 1: Brasília: O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), é alvo de uma série de denúncias. O Ministério Público Federal abre um processo para investigar o uso de dinheiro público pela Fundação José Sarney. Vários senadores pedem o afastamento de Sarney, entre eles o gaúcho Pedro Simon, companheiro de partido de Sarney. Enfático, Simon declara:
- Perdemos toda a credibilidade. O presidente Sarney tem de ter a grandeza de renunciar à presidência do Senado. Tenho vergonha. Estou pensando em ir para casa.
Cena 2: Porto Alegre: O governo Yeda Crusius (PSDB) é alvo de uma série de denúncias. O Ministério Público Federal, além de outras instituições, investiga o envolvimento de integrantes do governo em crimes como desvio de dinheiro público e fraude em licitações. A oposição defende a instalação de uma CPI na Assembléia para investigar as denúncias. O senador Pedro Simon é contra. Diz que a investigação do Ministério Público já é suficiente, argumento que deixa na gaveta no caso das denúncias no Senado.
Cena 3: Porto Alegre e Brasília: O secretário geral do PMDB gaúcho, presidente da Fundação Ulysses Guimarães e deputado federal Eliseu Padilha, é alvo de uma série de denúncias envolvendo desvio de recursos públicos e fraudes em licitações. Está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e outras instituições. O senador Pedro Simon não pede o afastamento de Padilha de cargo algum. O senador Pedro Simon, aliás, não fala qualquer coisa sobre as denúncias contra Padilha.
O senador Simon está com vergonha e pensa em voltar para Porto Alegre. Aqui ele poderá viver sem vergonha, orgulhoso de seus aliados e do governo que apóia e ajuda a sustentar no Estado.”
Precisa dizer mais ? Eu também estou envergonhado.
BRASÍLIA – Você sabia que todo funcionário terceirizado do Senado tem de registrar presença diária num moderno sistema de controle de ponto acionado por digitais? E que os servidores contratados, com estabilidade e salários bem mais elevados, não têm de passar por esse tipo de controle?
Você sabia que, depois da crise no Senado, está faltando vaga na garagem da Casa porque servidores que não apareciam decidiram dar o ar da graça? E que alguns ficam ali, aguardando uma vaguinha, até por uma hora, sem fazer nada?
Você sabia que há TVs de LCD espalhadas pelo Senado com pouca serventia? Uma delas instalada no canto de um corredor, onde ninguém para. Você, com certeza, gostaria de saber o autor da ideia genial de fazer essas comprinhas.
Você sabia que há registro de um servidor, num determinado mês, ter recebido contracheque somando R$ 80 mil? E que muita gente costuma receber contracheques extras sem saber o motivo?
… que os jornalistas políticos de Brasília convivem diariamente com congressistas e funcionários?
… que as informações que hoje são divulgadas são de conhecimento do jornalismo político de Brasilia, e do Valdo Cruz, há anos?
… que, embora conhecidas, as bandalheiras não eram divulgadas porque não interessava naquele momentos aos jornais?
… que não se viu, até agora, nenhum jornal divulgar mordomias de jornalistas no Senado?
… que se apurar as responsabilidades desse período, as maiores falcatruas recairão sobre a Primeira Secretaria, dominada pelo DEM?
… que, pelo fato da intenção dos jornais ser derrubar Sarney – e não moralizar os costumes – nenhum jornal fez qualquer referência ao epicentro do escândalo, a Primeira Secretaria?
… que a hipocrisia é uma arma recorrente na cobertura jornalística?
Aí, a Folha tascou essa chamada de primeira página. Leia (como todos os leitores da Folha devem ter lido) e tire suas conclusões antes de saber o que é a matéria:
Depois, confira na outra página o que é essa matéria bombástica, que relaciona a Petrobras a Sarney em uma falcatrua de desvio de verbas.
Depois de um ano de discussões, ainda não foi finalizada a proposta para a exploração do pré-sal na costa brasileira. Mas as intenções foram reafirmadas ontem pelo Ministro das Minas e Energia Edison Lobão, após reunião com o presidente da República, Luiz Ignácio Lula da Silva, e com a Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O principal ponto não contemplado pelo anúncio é a questão do ritmo de exploração das jazidas. Em todos os países produtores – inclusive nos Estados Unidos – há ingerência dos Estados sobre o ritmo de exploração, tendo em vista questões estratégicas, ou de mercado.
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Os demais pontos do projeto seguem princípios já antecipados pelo próprio governo.
O primeiro é o de constituição de uma nova estatal, 100% pública, que será proprietária das reservas não licitadas. Ela será responsável também pela fiscalização da destinação dos recursos do pré-sal a um fundo social, para aplicação na melhoria das áreas sociais – como educação e saúde. O fundo será gerido pelo Ministério da Fazenda.
Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
A crise financeira que partiu dos países mais ricos em direção ao resto do mundo está dividindo os ônus com todos os outros países. O Brasil, claro, não está completamente imune, embora esteja muito menos vulnerável e coloca-se hoje entre os países com melhores condições de reagir e promover uma retomada de crescimento consistente. Isso é uma comprovação da acertada orientação da política econômica do governo Lula. Mas é também uma demonstração objetiva de que as políticas sociais podem blindar as economias.
Elas protegem os mais desfavorecidos dos efeitos da crise, com o propósito de procurar atacar os desequilíbrios do mercado; elas protegem o poder de compra dos mais pobres, mantendo aquecido o mercado interno, o que ajuda diretamente as pequenas economias, barrando o ciclo da crise.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.