Quanto mais conheço o choro, menos conheço. É inacreditável a quantidade de talentos que aparece diariamente.
Olha o absurdo dessa moça no cavaquinho, interpretando o Santa Morena. É o conjunto “Sururu na Roda”. Quem souber mais dessa solista esplendorosa, que nos fale dela.
PS – Pelo Twitter me informam que é Nilze Carvalho, carioca e frequentadora dos bares da Lapa. O nome é familiar. Lembro-me dela anos atrás, ainda começando e sem esse domínio do instrumento que mostra ter agora.
O repórter Ricardo Allan, do Correio Braziliense nos brinda com um bom e honesto debate sobre as políticas públicas desenvolvidas pelo ministério da Fazenda, a partir da posse do ministro Guido Mantega. Digo honesto, pois dá voz a todos os lados envolvidos e sem tentar ditar uma linha ideológica própria, deixa para o leitor a oportunidade de chegar às suas próprias conclusões. Jornalismo da melhor qualidade. Como leitor, destaco a afirmação do secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, segundo a qual, “se é para os técnicos ditarem os rumos da política econômica, para que haver eleição?”
[...] Um deles (técnico do ministério) elogia a formação econômica de Nelson Barbosa, mas se queixa do nível geral da cúpula da Fazenda. “Essa equipe é a mais fraca que já vi aqui. O debate está muito pobre. Não adianta nem tentar argumentar. O pacote já vem pronto e a gente só fica sabendo no dia do anúncio. Antes, tínhamos um papel na formulação das medidas. Ninguém reclama abertamente para não ser perseguido”, revela.
[...]“Falar em interdição de debate hoje é brincadeira. O que eles chamam de debate interditado eu chamo de resultado democrático das eleições. O Brasil escolheu uma orientação e isso se traduz nas ações do ministério. Os funcionários da casa devem seguir as diretrizes do governo. Podem obviamente opinar, contribuir e divergir, mas no fim do dia vale a opinião do governo eleito”, rebate o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa. Na visão dele, alguns funcionários estão desacostumados com a alternância de poder que deu fim ao “pensamento único” dominante na Fazenda por mais de uma década. “Se é para os técnicos ditarem os rumos da política econômica, para que haver eleição?” [...]
Coisa de meus amigos paulistas. No Plano Cruzado houve a mesma coisa. Abriram mão de técnicos competentíssimos porque julgavam que eram alinhados com o governo anterior. Não entenderam que funcionário público é profissional, ainda mais em áreas de excelência, como a Fazenda. Havendo ideias e ordens claras, eles cumprem.
O Guido Mantega vai ter que acordar. Não dá para tocar projetos complexos tendo apenas dois oficiais (ainda que de alto nível): o Nelson Barbosa e o Nelson Machado.
A piada dos Catões é esta. A parte operacional do Senado, onde se concentra a maioria dos escândalos, é a Primeira Secretaria. Historicamente é controlada pelo DEM – um dos partidos que quer a cabeça de José Sarney.
Não se faz política no país sem certa dose de hipocrisia. Mas no Brasil, há um evidente exagero.
Ligado ao partido, Aloysio de Brito Vieira comandava no Senado licitações investigadas pelo Ministério Público
Mino Pedrosa, Sérgio Pardellas e Hugo Marques
Um processo de oito volumes que tramita na 12ª Vara Federal de Brasília, em segredo de Justiça, revela um personagemchave que começa a jogar luz sobre a caixa-preta em que se transformou a primeira-secretaria do Senado Federal, controlada há uma década com mão de ferro pelo antigo Pfl, hoje DEM, responsável pela gestão de R$ 2,7 bilhões por ano. Trata-se de Aloysio de Brito Vieira, o “Matraca”, ex-presidente da Comissão de Licitação da Casa, que se tornou o operador de um esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propinas que funciona com a conivência ou participação de alguns senadores do DEM. Na tarde da quinta-feira 9, ISTOÉ apresentou documentos a um dos cabeças da organização que revelou como funcionava o esquema. Para fazer parte do pool de fornecedores do Senado, empresas eram obrigadas a pagar uma propina que, dependendo do valor do contrato, poderia chegar a 30%. “Só a empresa Ipanema foi obrigada a pagar R$ 300 mil reais por mês para o primeirosecretário Efraim Morais”, contou. A Ipanema Empresas de Serviços Gerais de Transportes Ltda., que recebia cerca de R$ 30 milhões porano pela terceirização dos funcionários da agência, jornal, rádio e TV da Casa, atuou no Senado até o final de março. Outras empresas como a Delta Engenharia Indústria e Comércio Ltda. e a Brasília Informática também teriam pago comissões a Efraim, segundo o participante do esquema.
Conhecia a obra do meu querido amigo Julio Medaglia como maestro, como agitador musical, como compositor de peças eruditas. Seu único fracasso musical foi ter tentado encaminhar minha carreira de compositor, quando cheguei em São Paulo em 1970.
Ontem, mostrei uma valsa belíssima dele, cantada pela Laniza. Nossa infatigável pesquisadora, a Cafu, conseguiu uma parceria dele com a Maysa, interpretada pela Elizeth. Ouça só que belezura.
Roberto Carlos, em seu show, ontem, estava muito emocionado e nervoso. Vi um RC desconhecido do publico. Os fas compareceram em peso ao Maracana, creio que deve ter sido a primeira vez que ele cantava para uma plateia daquela tamanho. O publico inebriado acompanhava seu idolo nas musicas. A chuva que caiu no Rj nao afastou o publicoque permaneceu ate ao fiinal do show. O passeio pelo repertorio , de alguma forma relembrou a propria vida de RC.
Ao final, tive a sensacao que RC voltou no tempo e se deu conta, realmente dos 50 anos de carreira. A ficha caiu. O tempo, implacavel havia passado, para ele e para seus fas que o acompanham ao longo de muito tempo. Emocionante seu choro com Erasmo Carlos. Valeu RC. Foi, tambem, muito interessante ver o Eduardo Paes, nosso prefeito debaixo de chuva e misturado ao publico dancando e cantando suas musiicas. O nosso Lula esta fazendo escola, de como um politico pode mostrar seu lado gente.
Clique aqui para um conjunto de matérias sobre o orçamento e sobre a queda da Secretaria da Receita Federal.
Sobre a queda, várias hipóteses. A mais crível é a da queda da receita, muito maior do que a queda do PIB. Os críticos sustentam que ela desmontou a estrutura anterior da Receita de forma brusca, colocando sindicalistas em postos-chave. Os defensores falam do desafio de criar a Super-Receita, juntando SRF e INSS, que não é tarefa pequena.
O Estadão coloca em pratos limpos a questão da Petrobras – a operação fiscal que serviu de álibi para a CPI. Era uma operação legítima, houve consulta prévia à Presidência da República, Casa Civil e Fazenda. Foi autorizada por ser legal e pelo fato da companhia estar enfrentando problemas de escassez de crédito que assolou o mercado mundial. Mesmo assim, a Receita teria vazado como se fosse um ilícito, seguundo o Estadão.
FInalmente, matéria de O Globo prevendo crise fiscal próxima. É daquelas matérias destrambelhadas, próprias da atual fase de O Globo. Entrevista especialistas, apontam aumento de despesas correntes (Bolsa Família, salário mínimo e educação, claro), apresenta números absolutos de aumento de despesas e não entra em questões fundamentais para poder avaliar a situação: qual a previsão de receita com a qual os economistas consultados trabalham? quais os ganhos decorrentes da redução dos juros? Sem esses dados, como chegar a qualquer conclusão sobre futuros déficits orçamentários, se a situação atual é a crise mundial mais grave dos últimos 80 anos.
O democrata (Heráclito Fortes) diz que Luciana foi “injustiçada”. “A menina precisava trabalhar pra viver. Quando o Fernando Henrique foi embora do Palácio da Alvorada, me disse: “Nossa maior preocupação é a Luciana, que precisa ficar em Brasília”. O marido dela é funcionário público, trabalha no Itamaraty, entende? Então, eu disse: “Não se preocupe, presidente”. Ela organizava recortes para montar uma biografia minha. A Luciana é tão correta que, quando a dona Ruth estava muito mal, em São Paulo, ela pediu autorização para ficar com a mãe. Depois da morte, ela me ligou perguntando se podia ficar mais uns dias. Numa situação daquelas, ainda perguntou se podia, entende?”
Tião Viana (PT-AC), um dos mais atuantes do “grupo ético”, atende ao chamado de “um minutinho” do repórter e prega, pela enésima vez, o afastamento do maranhense José Sarney da presidência do Senado. Quando se pergunta como sua filha conseguiu gastar R$ 14 mil em telefonemas de celular, disparados do México e pagos pelo Senado, Viana faz uma expressão de quem acabou de comer um pirarucu estragado. “Já disse o que tinha de dizer sobre isso. Deixa cicatrizar. O Jarbas Vasconcellos passou dois meses sem falar, eu também tenho direito. O dinheiro não é do Senado, é meu.” Vai pagar em quantas vezes mesmo? 72? “Depois a gente fala, amigo…” Na galeria atapetada, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) dá entrevista para uma TV e defende a saída de Sarney. A reportagem aproveita o ensejo. Senador, ficou a dúvida: foram R$ 10 mil ou US$ 10 mil (emprestados a ele por Agaciel Maia)? “R$ 10 mil”, diz ele, com a bochecha intumescida e vermelha. “Eu estava numa situação, mestre, em que você faria a mesma coisa [pedir R$ 10 mil a um assessor que pediu ao diretor-geral do Senado]. Naquela situação, não existe santo. Qualquer ser humano faria. Já está tudo saldado.”
A adesão de Lula à categoria dos jornalistas é também outra identificação sua com Fernando Henrique Cardoso
A ESTREIA DO MEU mais novo colega de colunismo foi muito ruim. Ótimo. Ruim, não por problemas de estilo, que estes se tornaram de menor ou nenhuma importância há bastante tempo. Dizem, porém, haver no jornalismo a regra de que deve ser tão verdadeiro quanto possível. E aí o novo colunista não poderia ir pior, tão clara a sua intenção de ludibriar o possível leitor. Ótimo, porque bastou experimentar o ofício para perder o que lhe restasse da já duvidosa autoridade com que sempre atribui suas tolices, pessoais ou federais, à imprensa & cia.
(…) O estreante deu como inverdadeiras as notícias sobre o que chamou de “sangria” de dinheiro público nas obras do Pan, com isso pretendendo justificar-se do seu empenho para realização, aqui, da Copa de 2014. E, portanto, do desvio de bilhões públicos e privados, de possíveis fins produtivos, para estádios e outras desnecessidades.
Você lerá um artigo de Saulo Ramos – ex-consultor geral da República, ex-Ministro da Justiça do governo Sarney – publicado na Folha de hoje, seção Tendências e Debates, com direito a chamada de capa.
Lerá também artigo que escrevi em 1994, na própria Folha, relatando o que foi minha guerra com Sarney, no período pós-Cruzado e que custou minha cabeça do jornal, seis meses depois de ter conquistado o Prêmio Esso, em 1986, depois de um acordo do jornal com Saulo.
Voltei em 1991, a convite do Otavinho, depois de encerrado o governo Sarney e, pelo menos até 2004, gozei de plena liberdade em minha coluna.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.