O reconhecimento a John Neschling
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Por Gilberto Cruvinel
Bom Dia Nassif
A coluna de Monica Bergamo, hoje na Folha, foge um pouco do manual Serra de jornalismo.
” TAPAS E BEIJOS
Em discurso anteontem, na comemoração dos dez anos da Sala São Paulo, Fernando Henrique Cardoso, presidente do conselho da Osesp, homenageou as autoridades presentes e aqueles que fizeram a história da sala. O nome de John Neschling, ex-regente da orquestra, foi recebido com muitos aplausos, e o do governador José Serra, em viagem ao exterior, com uma salva de vaias.”
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Comentário
Que tal começarmos a montar um Dossiê John Neschling, contando a grande aventura que foi a criação da Sala São Paulo, a recriação da OSESP e a biografia do maestro. Clique aqui para colaborar.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Gilberto
O FHC, tá virando um verdadeiro ” morde e assopra ”
LN
Acho que quem demitiu o maestro foi o mesmo que te demitiu da cultura
Saga semelhante, mas de monta evidentemente menor, se dá hoje na Bahia, com a criação do Núcleo Estadual de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia – Neojibá, e sua estupenda Orquestra Sinfonica Jovem Dois de Julho, aplaudida de pé por Minczuc domingo último no Festival de Campos do Jordão.
Ricardo Castro fez mais pela música de concerto na Bahia, e talvez no Nordeste, do que Smetak e Widmer juntos!
O bem e o mal, o gênio e o medíocre, luz e trevas etc etc etc Tô muito corrosivo?
Eh a ditadura dos tucanos, demitiram o maestro que fazia um belo trabalho, ok, os tucanos dao à entender que eles que fizeram tudo isso pela cultura, mas demitem quem faz de verdade para ficarem com todos os méritos
parabens ao maestro que nao se curvou aos tucanos, ok
Sou testemunha auricular de que a repórter Monica Bérgamo, depois de algumas aulas básicas do âncora Ricardo Boechat, da BandNews, virou da água pro vinho em termos de seriedade jornalística. (Vide relatos na época dos HC do GM para o DD).
Já o mesmo não posso dizer da Dora Kramer e sua convivência com o Boris Casoy: os dois são de dar dó! ( Eles pensam que suas distorções dos fatos nús e crús ainda enganam o povo deste país)!
Quanto a John Neschling: – Ele é o Cara!!
Isso que voce falou sobre o Sarnei, desvia ainda mais as intenções da Grande Imprensa. Gostaria de ver uma repotagem honesta e isenta sobre as contas desta fundação.
Quanto às informações do presidente, não penso que ele tenha mentido, pois dificilmente com a idade em que está e, morado em Brasilia, tenha participado de qualquer ato de gestão desta fundação.
Toda vez que eu vejo este ataque intensivo da imprensa (Quercia, Color, Lula, Marta, Palocci, Dirceu e tantos outros) no final tudo termina se comprovando que as acusações eram falsas ou inconsistentes, e que foram motivadas por um momentâneo jogo de interesses partidários. Não seria este mais um caso?
Grato.
Mônica Bérgamo está doente?
Será que algum milagre ocorreu?
É a primeira menção que leio contra os donos da impren$a de SP…
Então não tem cabimento as fofocas soltas na imprensa de que ele é genioso, irascível, briguento, antipático, detestado pelos músicos e outros “elogios” que deram a entender que ele mereceu ser despedido? Interessante.
Imagine-se Fernando Henrique Cardoso presidir um conselho de uma orquestra sinfônica. Musicalmente, ele não sabe identificar uma gravação instrumental de ” Parabéns Para Você”. E a demissão do maestro Neschling se deu bem ao estilo do PSDB e, particularmente, de FHC. Traiçoeiramente. Serra poderia até exonerar o regente por motivos de mérito administrativo ( oportunidade e conveniência). Mas preferiu dizer que o salário de Neschling era muito alto_ 80.000 por mês. No entanto, as informações são de que o novo maestro recebe 120.000 por mês. Típico de quem não tem palavra nem coragem. Penso que uma investigação sobre salários pagos aos conselheiros traria algumas surpresas à sociedade.
Este “dossiê”se condimentado com viés político-partidário perderá sabor e desacreditará chef .
Segundo alguns observadores musicais, da chamada comunidade erudita paulistana, é claro, o Neschling levou, sem a menor dúvida não apenas a orquestra da OSESP, mas também o côro sinfônico da mesma OSESP à um patamar bastante alto.Mas o fato, segundo esses observadores, foi que devido a maneira as vezes mal educada, as vezes até com xingamentos, estressava os músicos, o que e claro se refletia na performance da orquestra como um todo.Então ao invés de continuar evoluindo, a OSESP estacionou, num patamar alto é verdade, mas estacionou.Agora, o que eu divido mesmo é que foram essas razões que o levaram a demissão como algumas pessoas aqui estão dizendo.Já que as razões alegadas pelo FHC na época também não convenceu muita gente.
Algumas singelas considerações:
1- Não acredito que Smetak e Widmer estivessem concentrados em fazer algo específico pela música da Bahia ou do Nordeste. Mas o legado que deixaram para a música como um todo é imenso. Mas já morreram, portanto não podem faz mais do que já fizeram;
2- Ricardo Castro é um excelente pianista que está se tornando regente. Poderá ser excelente regente também. Está vivo e esperemos que viva por muitos anos e faça bastante música, pela música mesmo;
3- No festival de Campos do Jordão quase toda a platéia costuma aplaudir de pé;
4- A postagem é sobre o Neschiling e a Sala São Paulo, não pra falar mal de Smetak e Widmer que não tem nada com isso.
Nassif,
Sugiro 2 outras postagens: uma sobre as orquestras jovens pelo Brasil. E outra sobre músicos importantíssimos mas infelizmente pouco conhecidos como Smetak, Widmer, Lindenberg Cardoso, Henrique de Curitiba, e outros.
Há cerca de um ano, mais ou menos, eu comentei aqui que o governador tinha um viés autoritário. Acredito agora que fui branda no comentário àquela época.
Concordas comigo, Nassif?
Nassif
Fazer um dossiê sobre o Neschling é válido. Sem dúvida, ele foi muito importante na constituição da OSESP e tornou-se, por isso, uma importante figura da música nacional.
Mas volto a dizer o que já disse antes aqui: mais importante que o Neschling, é a própria instituição da OSESP. O Neschling foi (é) importante por causa da Orquestra, não o contrário. Se focarmos o debate no Neschling, vamos cair logo no eterno “fla-flu”.
O que importa discutir, por exemplo, é qual o futuro que uma a instituição como a OSESP poderia ter? Haveria outros modelos para desenvolver a vida sinfônica num país como o Brasil?
A OSESP como é hoje, foi criada pelo governo Covas nos anos 90, surgiu dentro de um ambiente peculiar: o da política cultural de São Paulo naqueles anos. Tem uma série de méritos e outra série de defeitos.
A OSESP é da mesma estirpe, por exemplo, dos tais “Centros Culturais” dos grandes bancos: Itaú, Banco do Brasil, etc. Investimentos grandes, criação do tal padrão de “1o Mundo”. Por mais que isso seja positivo e enriqueça a vida cultural das grandes cidades brasileiras, faço a respeitosa crítica de que não se trata de um feito tão extraordinário assim.
A criação de uma orquestra de nível internacional num estado brasileiro que tem recursos econômicos e culturais maiores do que muitos países desenvolvidos é algo extraordinário? Para um público que também tem recursos econômicos e culturais acima da média de muitos países desenvolvidos?
Foi bom. Mas foi extraordinário? O Estado de São Paulo fabrica aviões – a Embraer – tem uma das maiores exposições de arte contemporâneo do mundo – a Bienal. Porque não poderia ter uma boa orquestra?
Agora, não sei se esse é um modelo que possa ser reproduzido por aí. Acho que haveria formas mais democráticas de difundir a prática da música orquestral no Brasil.
Joel
Por partes:1) A OSESP é fruto da visão e da sensibilidade do MARIO COVAS e da ralação e cabeça-de-primeiro-mundo do Neschling. Agora, mesmo que n Neschling não seja nenhum santo, a demissão dele foi coisa de TERCEIRO MUNDO. Que coisa mesquinha e burra meu Deus! Que desconhecimento do universo artístico-musicall! Que a OSESP continue sendo HONRA E GLÓRIA de São Paulo e do Brasil.
Fico com o poeta Antonio Machado y Ruiz:
“Tirar a batuta de um maestro é tão fácil quanto difícil é reger com ela a quinta sinfonia de Beethoven”
Pra descontrair um pouco, pois o papo e tenso e, para muitos – aqui me incluo, revoltante, nada melhor que a infância em Pessoa:
“O maestro sacode a batuta,
A lânguida e triste a música rompe …
Lembra-me a minha infância, aquele dia
Em que eu brincava ao pé dum muro de quintal
Atirando-lhe com, uma bola que tinha dum lado
O deslizar dum cão verde, e do outro lado
Um cavalo azul a correr com um jockey amarelo …
Prossegue a música, e eis na minha infância
De repente entre mim e o maestro, muro branco,
Vai e vem a bola, ora um cão verde,
Ora um cavalo azul com um jockey amarelo…
Todo o teatro é o meu quintal, a minha infância
Está em todos os lugares e a bola vem a tocar música,
Uma música triste e vaga que passeia no meu quintal
Vestida de cão verde tornando-se jockey amarelo…
(Tão rápida gira a bola entre mim e os músicos…)
Atiro-a de encontra à minha infância e ela
Atravessa o teatro todo que está aos meus pés
A brincar com um jockey amarelo e um cão verde
E um cavalo azul que aparece por cima do muro
Do meu quintal… E a música atira com bolas
À minha infância… E o muro do quintal é feito de gestos
De batuta e rotações confusas de cães verdes
E cavalos azuis e jockeys amarelos …
Todo o teatro é um muro branco de música
Por onde um cão verde corre atrás de minha saudade
Da minha infância, cavalo azul com um jockey amarelo…
E dum lado para o outro, da direita para a esquerda,
Donde há árvores e entre os ramos ao pé da copa
Com orquestras a tocar música,
Para onde há filas de bolas na loja onde a comprei
E o homem da loja sorri entre as memórias da minha infância…
E a música cessa como um muro que desaba,
A bola rola pelo despenhadeiro dos meus sonhos interrompidos,
E do alto dum cavalo azul, o maestro, jockey amarelo tornando-se preto,
Agradece, pousando a batuta em cima da fuga dum muro,
E curva-se, sorrindo, com uma bola branca em cima da cabeça,
Bola branca que lhe desaparece pelas costas abaixo…”
F.P. – Cancioneiro
No mais, Serra e FHC combinam mais com discussões relacionadas a corrupção… não faz sentido colocá-los num debate que envolve tamanha arte:
Enquanto fulanos ‘camorranos’ regem, male-male, quadrilhas, Neschling rege, com primor, ORQUESTRAS SINFÔNICAS.
As opiniões podem até divergir, mas a razão sabe escolher seu lado.
Para os leitores que ainda não tiveram oportunidade de conhecer,
um passeio de 360º pela maravilhosa sala São Paulo.
http://www.br360.com.br/sp/flash/sala-sp01.html
O sinonimo de uma decisão politica: é aquela menos logica,Louvor ao Maestro neschling pelo serviço prestado a comunidade. Porque outros não se anteciparam e fizeram o mesmo?
Substitui se o nome Neschling por um antes desconhecido, sistematicamente, triste propaganda……………