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11/07/2009 - 10:25

O Blog da mídia

Sarney é Sarney desde que entrou na política. O que armou e aprontou depois de deixar a presidência é de conhecimento amplo da mídia e estava ao alcance desde as primeiras aventuras, ainda mais se tratando de um ex-presidente – o que justificaria o interesse jornalístico.

Nada se fez durante vinte anos. Permitiram-se abusos no Amapá, no Maranhão, permitiram que sua influência abatesse governadores eleitos, derrubados por motivos menores. Os ecos de suas aventuras rodavam todas as redações, desde as estripulias de Jorge Murad e Saulo Ramos, no seu governo, à ligação permanente com Edemar Cid Ferreira ou o escândalo da Cemar.

Mesmo assim, durante décadas mereceu todo o cuidado por parte da imprensa, e um carinho e proteção especial da Folha. O Otavinho sabe a razão.

Agora, esse tiroteio infindável contra ele não tem razões nobres. A mídia fez o mesmo em todos os momentos anteriores da vida nacional. Cria o clima, levanta a bola de quem quiser se apresentar como o vingador e vai gerando fatos, tirando os escândalos que lhe interessam da gôndola do supermercado e mandando bala.

Os verdugos de Collor apareceram na CPI das Empreiteiras. O Catão de hoje é o mandrião de amanhã. E, em todos os momentos, são meramente peças que servem ao jogo de poder da mídia. Para se ter uma ideia desse jogo limpo e asséptico,  o Catão do momento é Arthur Virgílio, ator tão completo que é capaz de se escandalizar com aquilo que ele mesmo pratica.

Esse é o ponto central.

Hoje em dia o maior poder do país, aquele sem o menor limite, sem os contrapesos fundamentais da prática democrática, se chama mídia. Ela é a única capaz de intimidar o Judiciário, o Executivo, assassinar reputações. O caso da Veja foi apenas uma amostra desse jogo. Juízes que se colocam contra, desembargadores, ministros, políticos, são fuzilados inapelavelmente. Bastava uma fonte não se mostrar de boa vontade para ser fuzilada com adjetivos ou com factóides. Nem se fale dos interesses maiores, expostos agora nesse lamaçal em que se tornou o gasto com Educação de diversos estados – que passaram a adquirir maciçamente material de editoras jornalísticas como compra de proteção.

O caso Satiagraha acabou sendo o retrato acabado da impunidade no grande jogo de informações acoplado a negócios.

Não havia limites para esse poder até o florescimento de novas mídias, da era da informação, criando um paradoxo curioso: se o Senado se tornar transparente, se se moralizar, se abrir suas contas, o país ganha e a mídia perde. Seu poder reside na falta de transparência da sociedade. É o que permite a ela se tornar “dona” da informação, selecionando as que melhor lhe convem ou editando de acordo com suas conveniências. É por isso que todas as campanhas midiáticas visam pessoas e escândalos pontuais – levantados de acordo com as conveniências do momento – e não mudanças capazes de impedir a perpetuação do erro.

Qual seria o poder da mídia em ambientes transparentes, onde não desse para armazenar escândalos e utilizá-los em benefício do seu jogo político particular? Qual seria o poder se, de repente, instituições assumissem seus erros, mas enfrentassem a mídia sem medo?

O caso Petrobras é emblemático e cria uma dinâmica fantástica, no bojo da Internet.

Com seu Blog, a Petrobras se amarrou a um compromisso: o de não mais deixar perguntas sem respostas. Internamente, significará o fim dos feudos, a obrigação de todos os departamentos de fornecer a informação solicitada.

Esse modelo vai se expandir, se expandir até chegar na mídia. É inexorável. Quando chegar, alguns grupos jornalísticos terão condições de abrir o jogo, de responder às dúvidas dos leitores?

Hoje em dia, o conjunto de conhecimento acumulado na Internet é maior do que aquele controlado pela mídia. O mundo mudou. A mídia terá que mudar.

Aí cada jornal terá que criar seu Blog, não apenas para discutir suas matérias, mas seus interesses empresariais ou políticos por trás de cada campanha.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Mídia Tags: , ,

119 comentários para “O Blog da mídia”

  1. Vivi disse:

    Concordo contigo, Nassif. Espero mesmo que essa “nova era” chegue logo para que possamos respirar melhor… Chega de esgoto!

  2. Nilson Fernandes disse:

    Que privilégio, todos os dias jogam a folha dentro da minha casa sem assinar.

  3. zuleica disse:

    LN
    Post curto e certeiro. Sempre achei

  4. lp disse:

    Excelente comentario.

    Agora vamos aproveitar que a midia quer derrubar o Sarney e derruba-lo de vez. Afinal de contas este tipinho, e outros tantos, precisam ser varridoS (por favor, varrer no caso nao tem nada nenhuma ligacao com outro tipinho chamado Janio Quadros) do cenario nacional.

    Sem perder foco e energia, afinal de contas tirar Sarney e muito importante. Podemos discutir como a midia e a internet podem fazer a sociedade ser melhor ao mesmo tempo.

    Por sinal, ja que voce estave na Folha nos ultimos 20 anos, e sabe muito bem o por que do carinho especial pelos Sarney, DIVULGUE ! ! ! Nao e voce que esta pedindo transparencia ?

    Se voce tambem sabe detalhes das artimanhas do Sarney, pois frequentou as redacoes neste ultimos 20 anos. DIVULGUE ! ! !

    Gostaria de saber se o Sarney nao apoiasse o governo do Lula que atitude voce teria. Repercutiria os fatos ou discutiria o papel da impressa. Facamos os dois ao mesmo tempo e com a mesma dimensao e energia.

    FORA SARNEY !!! TRANSPARENCIA NA MIDIA
    TRANSPARENCIA NA MIDIA !!! FORA SARNEY

  5. zuleica disse:

    LN
    Post curto e certeiro. Sempre achei que a mídia alimenta a corrupção, porque sem ela não há como deflagrar campanhas difamatórias e, por tabela, golpes políticos. Seria muito bom que a iniciativa da Petrobrás, que segundo matéria anterior, inspirou-se na UFMG, prosperasse e colocasse, senão um ponto final, ao menos um freio nessas arremetidas midiáticas. A população não pode mais ficar subjugada a esse tipo de manobra. Este ano, a Globo completa 40 anos e a campanha do JN mostra que ela está altamente capilarizada, com emissoras e retransmissoras em cidades pequenas e médias de todo o interior. É prioridade um da mídia alternativa desmontar essa rede de mentiras e golpes. Seu blog é vital nessa luta.
    Um abraço.

  6. Nilson Fernandes disse:

    Nassif, a folha e um grande jornal, tanto é que me presenteia todos os dias sem eu ser assinante. Será que o Otavinho está querendo me cooptar ?

    Nassif, estou me sentindo um cara importante.

  7. Nilson Fernandes disse:

    Vamos ver até onde vai este jornal grátis.
    Nassif, ve se me entende, mesmo sendo uma merda adoro ler a folha nem que seja no banheiro.

  8. Ivan Bispo disse:

    Para Fernando Curi:

    Gostei muito desse texto lá no Observatório da Imprensa:

    http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=545ENO004

  9. waldir disse:

    Tenho lido os artigos e os comentários, e percebo que ninguem aqui desconheçe o poder que a midia tem.
    A diferença entre os pontos de vista (que não passam disso , um ponto), está em que alguns concordam com o que a midia faz, e outros não concordam.
    Perçeber o fato, entender o que está ocorrendo e transmitir isso para o leitor, é uma arte. Arte que alguns usam de forma puramente comerçial e finançeira.
    Que o midia, influencia a opinião de seus usuarios, é consenso. A grita está em saber para que lado esta indo essa corrente, se a favor ou contra, este ou aquele politicio, esta ou aquela empresa, essa ou aquela lei.
    Entendo que, deveria haver uma ética jornalistica, não apenas para o reporter, mas para os meios de comunicação. Não um conselho secreto e obscuro, como o de alguns profissionais liberais que se acham intocaveis.
    Mas um conselho eleito por seus pares, com membros eleitos com notavel conheçimento do assunto e historia ilibada.
    O poder de informar é algo muito sério e importante para o bem estar da sociedade, e a responsabilidade pela veiculação de uma noticia, é algo que pode prejudicar toda uma nação.
    Imaginemos uma noticia do tipo – “VAI FALTAR LUZ” -.
    Não diz quando nem por que, pronto o pânico está espalhado.
    Dramatizãções a parte, o mesmo vale para qualquer tipo de noticia sem escrupulo, ética ou responsablidade.
    Mantendo-se o “status quo” do atual relacionamento entre a midia e a sociedade, logo o jornalista deixara de ser um personagem importante para ser uma “persona nom grata” em qualquer lugar.
    Logo, toda e qualquer empresa criará blog ou sites, para se comunicar com os consumidores.
    Governos criaram mecanismos para partiçipar aos cidadãos o que fazem ou o que deixam de fazer.
    Juizes atenderão as demandas judiciais de forma on line.
    Medicos farão consulta atraves da internet.
    Será que os meios de comunicações não entendem que as pessoas estão cansadas da forma como estão sendo tratadas?
    Todo dia algum jornalista diz algo que outro jornalista desdiz, e o cidadão que necessita de uma noticia não sabe em quem confiar, e tem que buscar a noticia na fonte.
    Gostaria de ver um debate de jornalistas sobre a ética, no debate partiçipariam NASSIF, PH, MIRIAM, DM, AZENHA, JOSUE, entre outros.
    Sería muito bom, que fosse transmitido em rede nacional de redes de televisão, com temas propostos por leitores ou telespectadores.
    Sería interessante.
    Fica a proposta.
    Posso ser o mediador?

  10. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Luis Nassif,
    Eu me bati contra seu post “As denúncias contra Sarney” de 17/06/2009 às 15:59. Quem conhece esse seu post e lê que eu fiquei contra ele pode pensar que em meu comentário eu fui contra José Sarney. Não é bem assim. Eu fiquei contra você ter dito que considera José Sarney “o maior representante do que de mais atrasado existe na política nacional”.
    Pode-se, entretanto, pensar a idéia equivocada de que eu sou a favor do José Sarney. Não, sou contra a imprensa. E mais não sou contra a imprensa fazer campanha contra José Sarney. Sobre isso também comentei no seu post e tenho comentado sobre isso toda vez que você procura trazer a idéia que as CPI são contra o interesse do Brasil.
    A meu ver as CPI são instrumento de transparência e como tal, seja qual o objetivo oculto que ela tenha, serão benéficas para o Brasil se, principalmente contando com a colaboração da imprensa, houver maior interesse em acompanhar todos os desdobramentos que uma CPI oferece.
    Assim, em relação a campanha contra José Sarney, sou mais contra a imprensa parar de fazer campanha contra ele. Alias não considero que a campanha contra José Sarney seja uma campanha orquestrada pela grande mídia. Em minha opinião a grande imprensa está em concorrência e isso a inviabiliza de fazer orquestração. O ruim da grande imprensa é que estando em concorrência a informação deixa de ser um bem precioso. Portanto, uma campanha contra José Sarney, que só surge porque há interesse concorrencial, rapidamente desaparece da mídia, exatamente quando mais haveria oportunidade de aparecer informações relevantes.
    Enviei para o blog do Pedro Doria no post “O inacreditável fim de José Sarney?” de 03/07/2009 às 11h24 alguns comentários que complementam os que eu coloquei no seu post “As denúncias contra Sarney” além de copiar o primeiro deles. Alem disso, fiz outros comentários apresentando enfoque semelhante e os encaminhei para diversos outros posts aqui no blog, dentre eles posso mencionar:
    1. O coronel que pretendeu ser reformador de 28/06/2009 às 15:59;
    2. Pedro Simon, o Catão de 26/06/2009 às 08:24;
    3. Sarney e o tapetão de 18/04/2009 às 08:00;
    4. O jogo midiático do escândalo seletivo de 04/03/2009 às 08:50.
    Em relação a conclusão desse seu post eu estou totalmente de acordo. Qualquer que seja o meio, desde que ele traga mais transparência para o país e o blog da Petrobras com certeza trará, ele deve ser bem vindo.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/09/2009

  11. David rodrigues da silva disse:

    Caro Nassif, Boa Tarde ! Historicamente a MÌDIA GRANDE.istoé, quem detém os MEIOS. Vamos voltar no Tempo: Quando da Revolução Francesa, o dono da Mídia era PAUL MARRAT, ele era contra MONARQUIA,usou o seu Jornal VOZ DO POVO para REVOLUÇÂO .Marrat , pós Revolução resolveu escolher seletivamente as BRUXAS que eram contra a Revolução.Toda lista dos indesejáveis rolava na lista do seu PIG da época.Normalmente todos eram condenados na Forca em Praça Pública.UM Espetáculo! Como O PIG atual,quer forca em PRAÇA PÚBLICA, para ESPETÁCULO.O PIG NACIONAL,por perda de audiência E credibilidade Hrror! O PIG não quer ver o POVO FELIZ! Sabe! Uma Camposesa dos arredores de Paris á época,teve o discernimento de questionar o PIG da época. Entendeu que não havia mais motivos para continuar a matança SELETIVA.Foi a Paris e ASSASSINOU o Paul Marrat numa Banheira. Ela entendia que a FRANÇA,já tinha feito a Revolução e não PRECISAVA de matar mais cidadãos. A Posteriori, a campanesa …..,a FRANÇA passou a ser LIVRE. Parece que o POVO BRASILEIRO tem que começar a ocupar os TRANSMISSORES do PIG de concessão que o POVO quer se VER.Não me sinto representado no jornalismo de OCASIÃO,MANIPULADOR,TENDENCIOSO,PARTIDÁRIO DE DIREITA,CONSERVADOR,HIPÓCRITA,SINUOSO,SELETIVO,OPORTUNISTA,PANFLETÁRIO,EXCLUDENTE E ELITISTA.Meu NASSIF,minha opinião final é o seguinte,desculpe-me a as peresa: O Jornalismo é um barco de bosta que navega sobre a urina tocado pelo PIG-Partido da Imprensa Golpista,nas águas da Sacanagem. O POVO nunca foi a PAUTA do PIG.O Jornalismo do PIG é TERRORISMO 24 HORAS contra o LULA e o POVO. de Belo Horizonte,MG.

  12. Antonio Carlos Silva disse:

    O PIG vai ser triturado, podem escrever .

    O Sarney (como sempre)soube se adaptar aos novos tempos, enquanto a Óia e a Groubo continuam com aquele velho reacionarismo buschista .
    E tem mais, eles estão substimando um oligarca que a décadas cultiva a confiança (e amizade) com a nata da política conservadora (ou não) americana .

    Sds.

  13. Ricardo disse:

    O pais sempre fica com problemas de governabilidade proximo às eleições só não acontecendo isso quando o presidente tem direito a disputar a reeleição.
    O problema do Brasil não é jornais e revistas, onde a democracia fica mais vulneravel é com a pessima qualidade de seu ensino, fazendo com que o povo fique refem desses nossos pessimos politicos atuais e sujeito a toda sorte de engodo.
    O baluarte da democracia é o ensino de qualidade, que da as pessoas as ferramentas necessarias para se defender.
    Sem ensino de qualidade não havera a verdadeira democracia nem o fim da corrupção.

  14. Jornal no Brasil hoje só o Primeira Mão e isto até a Craiglist chegar por aqui.

  15. Luís Carlos P. Prudente disse:

    A imprensa golpista e cínica do PIG está sendo desnudada pelos comentários do jornalista Luis Nassif. Essa imprensa golpista ataca Sarney agora, pois o objetivo não é atingir Sarney e sim atingir a governabilidade do país., pois essas denúncias “novas” contra Sarney não são recentes. Há muito tempo ouvimos falar das ações ilegais da família Sarney, no entanto, a imprensa do PIG (no Maranhão é controlada pelo próprio denunciado) nunca teve interesse em mostrar isto.

    Parabéns Nassif.

  16. Otávio Luiz Machado disse:

    Nassif, muito bom seu artigo. Foi ao ponto: “Seu poder reside na falta de transparência da sociedade”. A mídia desmerece muitos fatos quando não interessa ao dono (ou dona) do jornal.

  17. Otávio Luiz Machado disse:

    Nassif, muito bom seu artigo. Voce foi ao ponto: “Seu poder reside na falta de transparência da sociedade”. A mídia geralmente desmerece fatos relevantes por não ser de interesse do dono (ou dona) do jornal.

  18. David rodrigues da silva disse:

    Meu Nassif, fui assinante da decadente Folha de São Paulo até MARÇO de 2009 .Cancelei minha assinatura depois de muita briga pois não queria A MOSCA que eu saísse. Um Estado como São Paulo deveria ter uma Imprensa á sua Altura. O Paulista MERECE a IMPRENSA PAULISTA? É HIPÓCRITA? E GOLPISTA ? O POVO PAULISTA é tão Idiota? de Belo Horizonte/MG.

  19. LN,

    O Sarney; Jereissati; Collor e a família de ACM também são donos da mídia no norte/ nordeste do país e TODOS são retransmissores da GLOBO em seus feudos.

    Eles conseguem selecionar as informações que enviam para a matriz no RJ e o que veiculam nos telejornais locais.

    Para conferir o poder da mídia basta ver como são influentes em seus feudos e como todos os políticos mais reacionários sempre correm atrás de concessões de rádios e TVs.

    Quem não consegue uma concessão de rádio ou TV corre atrás de comprar um jornal ou arrendar uma rádio ou TV.

    Quem está no poder, mas não tem veículo de comunicação de massa consegue controlar as verbas publicitárias públicas, que são as fontes de custeio de grande parte destes veículos.

    Quem reza por suas cartilhas recebe os anúncios e editais das administrações municipais, estaduais e federal da administração direta e das estatais.

    Em Santos, na década de 80, durante a administração da prefeita Telma de Souza (PT) já havia o grupo de mídia A Tribuna (rádio e jornal)

    Há três décadas eles possuem o único jornal editado no litoral paulista, porém hoje também são TV Globo e editam seu jornal eletrônico no portal Globo (G1)..

    Eles atacavam diariamente a administração da prefeita de Santos e esta precisava pagar informes publicitários para desmentir os factóides, além das publicações oficiais obrigatórias.

    Era tanto dinheiro para desmentir a imprensa local que a prefeitura criou um Diário Oficial do Município e o distribuía de graça nas bancas de jornais.

    A prefeitura de Santos fez, há mais de vinte anos, sem existir internet no pais, o que a Petrobrás está fazendo hoje, com muito êxito.

    Infelizmente o grupo A Tribuna conseguiu impedir judicialmente a distribuição gratuita do Diário Oficial nas bancas e continuou com a exclusividade das verbas publicitárias no litoral paulista.

    Caso as administrações diretas e indiretas criem seus portais e blogs e a justiça aceite a publicação de editais oficias somente pela internet será o golpe fatal no PIG.

    Sem dinheiro das publicações oficiais obrigatórias (editais; balanços de empresas; fatos relevantes; etc.) os coronéis da mídia vão precisar cada vez mais vender assinaturas, sem licitações, para governos de seus interesses, até que a justiça dê um basta nesta ilegalidade.

    Somente desta forma vão precisar de credibilidade e dinheiro de leitores e assinantes para sobreviverem.

  20. Fr@ncisco disse:

    Parabéns, “o blog da mídia” foi na veia.

    Falta informar também para o Ville, que a lógica política indica a necessidade de levar-se em conta, no caso, o modelo político brasileiro e não o francês.

    Sem reforma política para valer (de fora para dentro) a hipocrisia será infinita por aqui.

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