O Blog da mídia
Sarney é Sarney desde que entrou na política. O que armou e aprontou depois de deixar a presidência é de conhecimento amplo da mídia e estava ao alcance desde as primeiras aventuras, ainda mais se tratando de um ex-presidente – o que justificaria o interesse jornalístico.
Nada se fez durante vinte anos. Permitiram-se abusos no Amapá, no Maranhão, permitiram que sua influência abatesse governadores eleitos, derrubados por motivos menores. Os ecos de suas aventuras rodavam todas as redações, desde as estripulias de Jorge Murad e Saulo Ramos, no seu governo, à ligação permanente com Edemar Cid Ferreira ou o escândalo da Cemar.
Mesmo assim, durante décadas mereceu todo o cuidado por parte da imprensa, e um carinho e proteção especial da Folha. O Otavinho sabe a razão.
Agora, esse tiroteio infindável contra ele não tem razões nobres. A mídia fez o mesmo em todos os momentos anteriores da vida nacional. Cria o clima, levanta a bola de quem quiser se apresentar como o vingador e vai gerando fatos, tirando os escândalos que lhe interessam da gôndola do supermercado e mandando bala.
Os verdugos de Collor apareceram na CPI das Empreiteiras. O Catão de hoje é o mandrião de amanhã. E, em todos os momentos, são meramente peças que servem ao jogo de poder da mídia. Para se ter uma ideia desse jogo limpo e asséptico, o Catão do momento é Arthur Virgílio, ator tão completo que é capaz de se escandalizar com aquilo que ele mesmo pratica.
Esse é o ponto central.
Hoje em dia o maior poder do país, aquele sem o menor limite, sem os contrapesos fundamentais da prática democrática, se chama mídia. Ela é a única capaz de intimidar o Judiciário, o Executivo, assassinar reputações. O caso da Veja foi apenas uma amostra desse jogo. Juízes que se colocam contra, desembargadores, ministros, políticos, são fuzilados inapelavelmente. Bastava uma fonte não se mostrar de boa vontade para ser fuzilada com adjetivos ou com factóides. Nem se fale dos interesses maiores, expostos agora nesse lamaçal em que se tornou o gasto com Educação de diversos estados – que passaram a adquirir maciçamente material de editoras jornalísticas como compra de proteção.
O caso Satiagraha acabou sendo o retrato acabado da impunidade no grande jogo de informações acoplado a negócios.
Não havia limites para esse poder até o florescimento de novas mídias, da era da informação, criando um paradoxo curioso: se o Senado se tornar transparente, se se moralizar, se abrir suas contas, o país ganha e a mídia perde. Seu poder reside na falta de transparência da sociedade. É o que permite a ela se tornar “dona” da informação, selecionando as que melhor lhe convem ou editando de acordo com suas conveniências. É por isso que todas as campanhas midiáticas visam pessoas e escândalos pontuais – levantados de acordo com as conveniências do momento – e não mudanças capazes de impedir a perpetuação do erro.
Qual seria o poder da mídia em ambientes transparentes, onde não desse para armazenar escândalos e utilizá-los em benefício do seu jogo político particular? Qual seria o poder se, de repente, instituições assumissem seus erros, mas enfrentassem a mídia sem medo?
O caso Petrobras é emblemático e cria uma dinâmica fantástica, no bojo da Internet.
Com seu Blog, a Petrobras se amarrou a um compromisso: o de não mais deixar perguntas sem respostas. Internamente, significará o fim dos feudos, a obrigação de todos os departamentos de fornecer a informação solicitada.
Esse modelo vai se expandir, se expandir até chegar na mídia. É inexorável. Quando chegar, alguns grupos jornalísticos terão condições de abrir o jogo, de responder às dúvidas dos leitores?
Hoje em dia, o conjunto de conhecimento acumulado na Internet é maior do que aquele controlado pela mídia. O mundo mudou. A mídia terá que mudar.
Aí cada jornal terá que criar seu Blog, não apenas para discutir suas matérias, mas seus interesses empresariais ou políticos por trás de cada campanha.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Mídia Tags: Blog Mídia, Blog Petrobras, informação

Parece que não é somente o Otavinho, que conhece a razão,seu Nassif ! então pode contar,queremos saber tambem !
Nassif & Amigos, “o Otavinho sabe a razão” resume tudo, né, não? Abs.
E é dentro deste contexto que começam a nascer espaços dedicados não somente a fazer jornalismo de fato como Peace Journalism. Aquela produção voltada à formação de cidadãos autônomos e críticos da realidade. Este é o movimento natural das comunicações. Esta é a nova onda.
*WHAT IS PEACE JOURNALISM?
http://www.transcend.org/tms/about_peace_journalism.php
Jake Lynch
Peace journalism is when editors and reporters make choices – about what to report, and how to report it – that create opportunities for society at large to consider and to value non-violent responses to conflict.
If readers and audiences are furnished with such opportunities, but still decide they prefer war to peace, there is nothing more journalism can do about it, while remaining journalism. On the other hand, there is no matching commitment to ensuring a fair hearing for violent responses, if only because they seldom struggle for a place on the news agenda.
How come? To report is to choose. ‘We just report the facts’, journalists say, but ‘the facts’ is a category of practically infinite size. Even in these days of media profusion, that category has to be shrunk to fit into the news. The journalist is a ‘gatekeeper’, allowing some aspects of reality through, to emerge, blinking, into the public eye; and keeping the rest in the dark.
Neither is this a random process. The bits left out are always, or usually, the same bits, or the same sorts of bits. News generally prefers official sources to anyone from the ‘grassroots’; event to process; and a two-sided battle for supremacy as the basic conflict model.
These preferences, or biases, hardened into industry conventions as journalism began to be sold as a mass-produced commodity in consumer societies, and faced pressure to present itself as all-things-to-all-people, capable of being marketed to potential readers, listeners and viewers of all political views and none.
Quoting officials – a category topped by the political leader of one’s own country – is a choice and a preference, but one with a built-in alibi. It was not our ‘fault’ that this person became head of government: s/he just ‘is’. ‘Indexing’, or the familiar journalistic habit of restricting the extent of debate to differences between government and official opposition – ‘elite discord’ – has the same effect, of camouflaging choices as facts.
What about event and process? News that dwells on, say, the details of death and destruction wrought by a bomb, avoids controversy. The device has, indisputably, gone off. There are well-attested casualty figures, from trustworthy sources such as hospitals and the police. What is automatically more controversial is to probe why the bombers did it, what was the process leading up to it, what were their grievances and motivations.
As to dualism, well, when I was a reporter at the BBC, we all realised that a successful career could be based on the following formula: ‘on the one hand… on the other hand… in the end, only time will tell’. To have ‘balance’, to ‘hear both sides’, is a reliable way to insulate oneself against complaints of one-sidedness, or bias.
War journalism and its antidote
There are deep-seated reasons, then, why these are the dominant conventions in journalism, but, taken together, they mean that its framing of public debates over conflict issues is generally on the side of violent responses. It merits the description, ‘war journalism’.
How come? Take the dualism first. If you start to think about a conflict as a tug-of-war between two great adversaries, then any change in their relationship – any movement – can only take place along a single axis. Just as, in tug-of-war, one side gaining a metre means the other side losing a metre, so any new development, in a conflict thus conceived, immediately begs to be assessed in a zero-sum game. Anything that is not, unequivocally, winning, risks being reported as losing. It brings a readymade incentive to step up efforts for victory, or escalate. People involved in conflict ‘talk tough’ – and often ‘act tough’ – as they play to a gallery the media have created.
Remove acts of political violence from context and you leave only further violence as a possible response. This is why there is so little news about peace initiatives – if no underlying causes are visible, there is nothing to ‘fix’. Only in this form of reporting does it make any sense to view ‘terrorism’, for example, as something on which it is possible or sensible to wage ‘war’.
And if you wait, to report on either underlying causes or peace initiatives, until it suits political leaders to discuss or engage with them, you might wait a long time. Stirrings of peace almost invariably begin at lower levels. There is, furthermore, a lever in the hands of governments that no one else has – the ‘legitimate’ use of military force. For all these reasons, the primacy of official sources, coupled with the enduring national orientation of most media, is bound to skew the representation of conflicts in favour of a pronounced receptiveness to the advocacy of violence.
Hence, peace journalism, as a remedial strategy and an attempt to supplement the news conventions to give peace a chance.
Peace journalism:
· Explores the backgrounds and contexts of conflict formation, presenting causes and options on every side (not just ‘both sides’);
· Gives voice to the views of all rival parties, from all levels;
· Offers creative ideas for conflict resolution, development, peacemaking and peacekeeping;
· Exposes lies, cover-up attempts and culprits on all sides, and reveals excesses committed by, and suffering inflicted on, peoples of all parties;
· Pays attention to peace stories and post-war developments.
(…)
SEMPRE COMENTEI NO BRASIL SAO 4 QUATRO PODRES PODERES.!
Os políticos dos partidos Democratas e PSDB, que a mídia usa tanto para dar demonstrações de indignação quando ocorre, planejadamente, uma denúncia de desvio de conduta dos partidos aliados do Governo ou do próprio Governo, foram, desde os tempos da ditadura os maiores corruptos, e ainda o são. O Sarney é cria dessa época. O PSDB é apenas uma cópia piorada do PMDB. O DEM é a própria ARENA, e precisa relinchar muito, sem ofensa aos cavalos, dada a sua insignificância no Brasil de hoje.
Sarney ainda escreve na Folha?
É que há tempos deixei de ler este jornal.
Neves, essa é a única e verdadeira oposição ao governo Lula(ou a
qualquer um deles que não faça seu jogo), a que realmente conta. O resto
é fichinha. Abs.
Nassif,
falta um ‘não’ no último período do penúltimo parágrafo.
“Esse modelo vai se expandir, se expandir até chegar na mídia. É inexorável. Quando chegar, alguns grupos jornalísticos terão condições de abrir o jogo, de responder às dúvidas dos leitores?”
Isso Nassif e colegas se o famigerado AI-5 digital do PSDB, depois de aparentemente engavetado, não gerar outros derivativos, digamos assim, mais sofisticados nas suas entrelinhas.
E viva nóis, os símios da blogesfera!
Abraços.
Excelente texto, Nassif. Na Veja desta semana há uma matéria sobre as ligações de Sarney com Edemar Cid Ferreira, com tom de novidade. O seu blog vem falando deste assunto há dias e só agora a Veja fala no assunto, como se fosse exclusivo. Fica claro que a revista já sabia deste escândalo e retirou agora da gôndola por pura conveniência.
Ainda bem que o presidente é o Lula. Porque se fosse outro, principalmente do PSDB e DEM, as mazelas, todas, estariam sendo varridas para baixo do tapete da cumplicidade. Nisso êles são mestres.
No Brasil, os 3 poderes são na verdade 4..
Mídia, Executivo, Legislativo, Judiciário… Nesta ordem..
putaquepariu!
Nassif
muito bom
parabéns!
Os ataques até aos fios dos cabelos tingidos de Sarney demonstram um desespero total da mídia conservadora. Para eles só existe esta saída: Ou derrubam Sarney ou derubam Sarney.
Para ela se a mídia não conseguir nem derrubar o presidente do senado,como poderá influenciar o processo eleitoral?
Pois vem aí a Conferência Nacional de Comunicação…
Leiam excelente entrevista da gigante Luiza Erundina, que deveria ser a Ministra das Comunicações no Brasil, lutando prá derrubar os oligarcas da mídia no Brasil:
”
Quais os pontos centrais para serem debatidos e modificados nessa Confecom, e por quê?
L.E. – Na minha opinião, os pontos centrais a serem debatidos nessa Confecom e que devem gerar propostas de modificação são: a revisão e atualização do marco regulatório das telecomunicações; mudança nos critérios de outorga e renovação de concessões, com vistas à democratização do acesso; a concentração da propriedade dos meios e o fim dos oligopólios; a descentralização.
”
ENTREVISTA / LUÍZA ERUNDINA
A disputa pró-Conferência de Comunicação
Por Mariana Martins
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=545IPB005
Cristos, são três podres poderes e um eleitorado desinformado, consumindo as informações manipuladas da grande mídia.
Aqui do Alto Xingu, os indios estao com Balzac: “o jornalismo eh o lupanar do pensamento”. Com excepcionalissimas excecoes.
Nassif, como assim? Até poucos dias, você pedia que a mídia se interessasse pelo caso do Sarney e do banqueiro Edmar. Agora que a Veja corre atrás, você fica aborrecido?
Tudo bem que tudo isso poderia ter sido revelado antes, mas o que importa é que está sendo revelado agora, ou você gostaria que não se revelasse nunca? Por causa da “governabilidade”, a imprensa deveria jogar pra debaixo do tapete mais uma vez? É isso? Abraço.
O Sarney, a grande imprensa o conhece desde os tempos da ditadura. Por que só agora esse carnaval.
Nassif,
“Mesmo assim, durante décadas mereceu todo o cuidado por parte da imprensa, e um carinho e proteção especial da Folha. O Otavinho sabe a razão.”.
Eu não sei, muitos não sabem e todos nós queremos saber. Irá guardar na prateleira para memórias póstumas ou teremos um fato jornalístico no presente momento?
É tão cabeludo assim?
Nassif,
brilhante, compartilho este desabafo contigo.
saudações
Wagner Moraes
“Hoje em dia o maior poder do país de chama mídia.”
NÃO HAVERÁ DEMOCRACIA PLENA no Brasil enquanto cinco familias (Civita, Marinho, Frias, Mesquita e Sirotsky) que se comportam como máfia detiver todo o controle da informação organizada. Extorsão, é o nome disso. No mínimo.
”
só o cinismo cúmplice da mídia permite que um Arthur Virgílio continue a posar de udenista moralizante no Senado, após desviar R$ 850 mil em verbas públicas…
”
Carta Maior , sobre o pedido do tucano ao Conselho de Ética para processar Sarney; 10-03
LN
Normalmente a grande maioria das pessoas associam o exercício da cidadania à conscientização para as questões ambientais, uso racional da energia, respeito às leis de trânsito e outros. Recentemente têm tido uma postura mais pró-ativa no reclame dos seus diretios, quando não se sentem adequadamente atendidos, seja por serviços recebidos ou na compra de alguma mercadoria. Pois bem, estes valorosos cidadãos ainda não perceberam que também poderiam fazer o mesmo diante das informações, supostamente jornalísticas, que recebem no dia a dia. Sair da passividade e partir para a análise crítica, buscar outras interpretações dos acontecimentos, avaliar as fontes e principalmente sentirem estimulados para pesquisar assuntos correlatos. Acredito que assim estariamos no exercício muito mais nobre da cidadania e paradoxalmente apresentando um cenário muito tenebroso para as grandes corporações midiáticas.
Nassif,
o que é que o Otavinho sabe, voce sabe e nós não sabemos?
Falando em Blog da Mídia, ou melhor, Blog da Contra-Mídia, o Blog da Petrobras Fatos e Dados está concorrendo ao prêmio “Os 10 que estão transformando o mundo da internet e da política”. O blog está entre os 26 finalistas. Vá ao Fatos e Dados que tem o link para votação:
http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=2427
Eu já votei!
Muito bom o artigo!!!
Nassif,
Pelo que se depreende do discurso da oposição e de sua repercussão na grande mídia, a crise do Senado hoje está restrita ao afastamento ou renúncia do seu presidente José Sarney, o que é sofisma. É verdade que Sarney não é flor que se cheire, tampouco deve ser considerado santo, até porque desconheço imagem de santo de óculos e bigode. Entretanto, estou convencido que a pessoa adequada para enfrentar os problemas do Senado e resolver sua crise atual é o próprio Sarney, posto ser um dos responsáveis pela administração da Casa nos últimos quinze anos. Todo dia a imprensa aparece com mais uma denúncia contra o Sarney, o que confunde o leitor com a crise do Sanado. O exemplo mais eloqüente desse foco no Sarney, e não na crise do Senado, é a matéria requentada que a revista VEJA traz essa semana dando conta da ligação do Sarney com o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, do falido Banco Santos, e uma suposta conta sua no exterior. Todo mundo sabe que quando o Banco Central interveio no Banco Santos, o único correntista que conseguiu salvar o seu dinheiro, um dia antes da intervenção, foi exatamente Sarney, que sacou a expressiva quantia de R$ 2, 2 milhões. Todo mundo sabe, também, que o ex-banqueiro e o senador Sarney têm uma amizade de décadas. Assim, entendo que nem a oposição e tampouco a mídia estão preocupados na solução dos problemas crônicos existente no Senado. Portanto, seria interessante separar as crises. Da crise do Senado, cuida Sarney. Da crise do Sarney, cuida a polícia, Ministério Público, e etc.
Abs.
Edmar Melo.
nassif:
o Otavinho, herdeiro que se pensa intérprete do brasil, sabe de muitos meandros mais da fsp. ele é o usuário das curvas. os dinheiros da fsp
resistem a uma devassa? certamente não. seria interessante ouvir o herdeiro,
Otavinho, falar do Banco Pactual.
romério
Está certo Nassif. Faz 16 anos que cheguei ao Brasil e vc coloca no post algo que eu já sabia desde aqueles tempos. Nessa época (1994) não havia blogs, os jornalistas como vc somente trabalhavam em mídia convencional, e a situação era a mesma.
Acho ótimo o esforço, agora, para tentar cambiar as coisas. Mas também acho improvável a mudança.
Grande abraço
Nassif, acho que a mola propulsora não está somente na mídia, mas no jogo de privilégios que une todos os poderes da República. O resumo disso é que, no momento, uma oposição sem programa e um governo tarefeiro transformam a fiscalização do governo na única arma disponível para se fazer oposição (in)decente. Houvesse maior clareza sobre os rumos a se dar ao país, governo e oposição concordariam em alguns pontos, discordariam em outros e a democracia seguiria seu rumo. Tornando-se apenas fiscal, a oposição fica refém da uma mídia que é, ora, a principal ferramenta pra tornar a fiscalização em algo público (portanto, político). E aí começa a bandalheira que vivemos hoje. Temos de decidir que país queremos. Os governistas, os oposicionistas e os que não se enxergam em nenhuma das alternativas presentes. Nesse sentido, é forçoso concordar-se com Mangabeira, apesar de toda sua empáfia. Falta debate verdadeiramente político nesse país. Estamos imersos na politicagem. Há algum oposicionista por aí com algum programa de desenvolvimento alternativo? Há alguma análise política sobre os gargalos do desenvolvimento do modelo do PT? A oposição quer ganhar no grito, e o PT quer se manter no poder pelo tarefismo, nivelando por baixo. É muito pouco para o país que temos. Mesmo aqui no Blog, que há pouco tempo era dominado pelas discussões relevantes do Projeto Brasil, hoje estamos convivendo na mesma balada: fiscalização, denúncias, corrupção etc etc. Vamos mal… todos. Temos de lutar a boa luta. Neste terreno de hoje, os melhores jamais vencerão. Abs
Sarney nunca foi atacado, investigado e punido pelas estripulias que fez no Maranhão, no Amapá e como político nacional.
Que seja pelas coisas menores, tal como Al Capone.
O Amapá e o Maranhão agradecem.
Nassif:
Um dos principais atores dessa fase do senado, Agaciel MAIA, não tem relação com qualquer outro MAIA da política?
Caro Nassif.
Concordo com seu texto, e acrescento o seguinte:
O glog da Petrobas não é novidade. Foi a UFMG que “criou” este sistema. O Presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, reconhece isso.
O que a Petrobas fez foi a expanção do sistema em todo o País. Essa “dinâmica fantástica”, que era regional – UFMG -, se tornou um modelo nacional, quiça mundial. Por isso é que o blog concorre ao “Top 10 who are changing the World of Internet and Politics”.
Mas, falando do “caso VEJA”, quando os leitores serão agraciados com uma nova matéria sua??? Não quero “meter o dedo na ferida”, mas depois da reunião que vc. teve com um “porta voz” da revista, não me lembro de vc. ter pubilcado materia nova.
Nassif,
E a reportagem da última IstoÉ, “O operador do dem”, merece crédito?
(http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/artigo143909-1.htm)
Estou atordoado com o ensurdecedor silêncio.
A mídia que nos enche todos os dias com denúncias (seletivas) querendo , aparentemente , a moralização do país , é a mesma mídia que defende o Daniel Dantas e as peripécias do Gilmar Mendes.
Esse é o diploma de hipocrisia que ela conseguiu e faz com que cada vez mais ela perca credibilidade.
Olá, Nassif! “O escrúpulo é uma dádiva dos especiais!’. Mas, nesse mundo de hoje, e, principalmente, no Brasil é como entrar num combate já sabendo do resultado.
Vale ressltar que “à imprensa, aliada com o judiciário, não tem como competir.”
Eu estudei com um cidadão, na Universidade Federal de Alagoas, curso de Direito, e ambos faziamos parte do movimento estudantil. Esse rapaz, muito jovem, foi apoiado pelo movimento e se elegeu deputado estadual. Lá na Assebléia Legislativa é onde deve ter começado o apreendizado de como utilizar o mandato em benefício próprio. Se elegeu Deputado Federal e logo em seguida Senador, chegando a ser Presidente do Senado. Para mim a grande falha na legislação eleitoral, é permitir sucessivas reeleições. O que faz com que surjam políticos profissionais, desligados dos anseios do povo e das necessidades do País. Êles criam um mundo ´so dêles. Exemplos como esse são muitos. E nós somos os culpados.
Nassif, bom comentário.
O que me chama a atenção é que últimamante os jornalões, as semanais e as TVs, ou seja, a mídia tradicional (que felizmente está perdendo força) está trabalhando em linha, isto é, repercutindo os fatos de uma maneira sistemática, diria até coordenada.
Vimos isso no caso do Renan, na tentativa furada de jogar a opinião pública contra a Petrobrás, e agora no escândalo do Senado, somente pra citar alguns casos em que a mídia trabalhou unida.
Claro que o pano de fundo é as eleições presidencias de 2010 e esses veículos já trabalharam unidos e perderam na última, mas parece que agora a gana em desestabilizar a candidatura do Governo e seus possíveis apoiadores é maior.
Além disso, existe vários movimentos envolvendo parte da justiça, com um ativismo contrários ao Executivo, com declarações estaparfúdias e inoportunas, de intromissões deliberadas, como as do Gilmar Mendes, em relação aos falsos grampos e no caso Battisti.
Esses movimentos temo que estejam sendo coordenados por alguém. Quem seria? E quem estaria financiando?
como disse num post acima, existe a possibilidade de esta sequência de ataques a Sarney ser uma represália ao cerco que se está fazendo ao Dantas. As ações estão tramitando, já já vem um outro pedido de prisão.
muita coisa pode acontecer.
Qual é a do PSOL ?
Demóstenes Torres-DEM-GO integrante do grupo “ético” que pede mudanças no senado ?
A manchete da folha de ontem: “SARNEY RECORREU AO SENADO EM DEFESA DE FUNDAÇÃO NO MA”
O hilário Sarney escreve no mesmo dia:” Passou batida na mídia nacional
a importância para a história e a sobrevivência da humanidade do acordo feito entre Obama e Medvedev, presidente da Rússia.”
Onde está o cinismo!
A blogesfera é um achado e tanto, mais vou além… assim como temos o Observatório da Imprensa e O Cloaca News, que se pautam pela vigília em cima das piruetas da mídia… tambem deveriamos ter um De Olho nos Blogs… até pra evitar que sandices como essas sejam prontamente denunciadas:
“Comentário meu: Depois que flagraram o currículo falso da Dilma, e também o do ministro Celso Amorim, não é surpreendente que Lula cometa a mesma travessura – um pouco pior, já que envolve a Seleção Brasileira e o presidente mais importante do mundo.”
Trecho pescado de um blog do esgoto, o nome da figura que proferiu a espetacular sentença os colegas vão ter que adivinhar.
Abraços
Mídia golpista pegou Nassif, até o Clovis Rossi adotou. Só que ele só ve a mídia golpista Italiana. O artigo dele é uma salada, onde mistura PT, Berlusconi, Lula e petismo.
E Sarney agora recebe todo o cuidado e carinho do Lula, sob vossos aplausos.
Nassif – Você é um dos poucos jornalistas da sua geração que conseguiu entender a natureza embasadora dos meios não-lineares de comunicação, bem como a irreversibilidade da expectativa gerada na população que se apropria da Internet. O caminho é sem volta, sim, e quem não entender isso vai ficar falando sozinho. Parabéns pela lucidez.
Abraços,
/Ricardo
Nassif…VOCÊ LAVOU A NOSSA ALMA, COM ESTE TEXTO.
1. Só para continuar no tema…eu gostaria de saber mais sobre os incentivos fiscais que as grandes empresas de comunicação “obtiveram” dos governos brasileiros.
2. Gostaria de saber também quando será criada a CPI da GRANDE MÍDIA, já que é uma concessão DO ESTADO BRASILEIRO, e não empresas particulares como querem que “aceitemos”. Tem muito incentivo FISCAL envolvido.
3. E como a empresa Globo/São Paulo, com processo no STF, que NUNCA SERÁ JULGADO, demonstrando que compraram ações de PESSOAS JÁ MORTAS, podem PATROCINAR UM PROJETO DE MELHORAMENTO DO JUDICIÁRIO ?????????????
Está na hora de se explicarem à “patuléia” PAGANTE.
Nassif, há uma leitura indispensável para entender as questões ligadas ao Sarney. À época da cassação do Jackson Lago procurei por um blogue do Maranhão que explicasse a história. Encontrei um fantástico. Depois fui saber, é de um jornalista paraense que está radicado lá há muito tempo, elogiado pelo Lúcio Flávio Pinto e como ele alvo de processos kafkianos, com sentenças para sair do ar, etc. É o Blogue do Colunão (http://www.walter-rodrigues.jor.br).
“Hoje em dia o maior poder do país de chama mídia. Ela é a única capaz de intimidar o Judiciário, o Executivo, assassinar reputações.”
E essa é a maior besteira proferida reiteradamente por Luis Nassif. Afirmo e provo. É uma questão de lógica elementar. Vamos lá.
1. Vocês dizem que a mídia é o maior poder do país.
2. Vocês dizem que a mídia é contra Lula e quer derrubá-lo (idéia expressa algumas vezes por esse acrônimo de mal gosto que vocês usam: PIG).
Ora, bolas, então como é que o Lula tem 80% de aprovação e se mantém firme e forte no poder?
A resposta é simples. Dado que Lula continua estável politicamente e com alta aprovação popular, é logicamente IMPOSSÍVEL que as duas proposições (1 e 2) sejam verdadeiras ao mesmo tempo.
Se a proposição 1 é verdadeira, e Lula mantem-se firme no poder, então a a proposição 2 só pode ser falsa, ou seja, a mídia ao invés de tentar derrubar, ajuda o Lula a ficar forte.
E se a proposição 2 é verdadeira, e Lula continua firme no poder, então é porque a proposição 1 é falsa, e a mídia não tem todo essa força avassaladora que nos querem fazer crer.
O maior poder que não consegue o quer, não é poder. É um poder broxa.
E se é um poder efetivo e consegue o quer, então só se pode concluir que a mídia quer o Lula forte.
Não tem outra saída. A menos que se jogue o raciocínio lógico no ralo.
tem um errinho na frase:
Hoje em dia o maior poder do país de chama mídia.
Este é o mais claro e preciso diagnóstico sobre a mídia e o poder no Brasil nos últimos tempos. Presumo que muitos professores de jornalismo (os decentes, não os trainees dos Frias e Civitas) estarão recortando & colando para repassar aos estudantes. É um alívio saber que essa análise é compartilhada por muita gente.
Agora, LN, se o diagnóstico tem a pontaria certeira, já o prognóstico… Os quatro últimos parágrafos remetem ao teu otimismo visceral, que é comovente e emulativo, mas é expressão de esperança. Lendo o diagnóstico, a gente vai dizendo após cada frease: “Isso, na mosca”. Lendo o prognóstico, só ocorre dizer “tomara!”. O Mino Carta, numa entrevista, falou da tua crença na boa-fé dos outros, que ele acha excessiva. Também acho. Ou você não leva em conta a capacidade de reação da mídia? Olha aí o AI-5 digital do Azeredo.
Muito bem!
A culpada pela falta de transparência e moralidade do Congresso é a mídia!
Nassif, se você pode afirmar que todos sabiam dos escândalos há tempos, imagino que você também soubesse. Por quê não denunciou?
Se você fala em gôndola de supermercado, imagino que saiba que há outros escândalos na fila. Se sabe que há, deve saber quais são, ou é mera especulação. Por quê não denuncia?
Aqui no Alto Xingu, os indios sugerem, para que os textos ganhem clareza e significado,que Deja substituida a palaces “midia” pela expressao “Capital financeirizado”. Assim, os atores reais, que manipulam os cordeis da midia nos bastidores, ficarao visiveis e os eventos adquirirao significado.
Diálogo registrado em algum endereço de Santa Cruz, Rio de Janeiro…
― Vó? Tô arrasada. A senhora viu? Botaram foto da minha bunda na capa de tudo que foi jornal, com o Obama e o Sarkozy olhando…
― Ora, minha neta. Você já devia imaginar que eles iam te armar uma trairagem dessas. A imprensa brasileira detesta o Lula. Tá de má vontade com o Obama também, porque ele disse que o Lula ” é o cara”… Se alguém chega perto do Lula, a imprensa faz tudo para desmoralizar. Sobrou pra você…
E parece que a foto foi meio uma armação… pegaram um ângulo sacana… fizeram de maldade mesmo…
― Mas, vó, eu não fiz nada de errado! Botei um vestido sério… o mais bacana que eu pude arrumar… a senhora sabe, dinheiro não está sobrando lá em casa…Mas aquela foto acabou comigo. A senhora não imagina como eu estou me sentindo mal… Cheguei na escola e ficaram me zoando: “Aê, galera! Chegou a Tarnajura!” Já ligou um cara lá pra casa perguntando se eu queria posar nua na revista… Ligou outro perguntando quanto era o programa!
― Que absurdo! Aproveite as férias e venha passar uns dias aqui na minha casa… até eles esquecerem dessa história…
― Ah, vó, é muita maldade desse povo. Faz a gente ficar com raiva de ter nascido mulher. Agora eu já não existo como pessoa. Eu, Mayara, não existo. Minhas idéias não existem. Minha militância pela cidadania não existe. Fui reduzida a uma Bunda. Não passo de uma bunda… ” exposta na janela pra passar a mão nela”, feito naquela música do Gonzaguinha!
― Pior que é… é isso que o machismo faz com a gente. E teve até blog de esquerda embarcando na sacanagem. Da grande imprensa a gente até já espera essas coisas… mas dum blog como o do Nassif… é de fazer a gente perder a esperança na humanidade…
― Ligaram lá pra casa me chamando pra aparecer na televisão, num programa de auditório. Não vou! Porque eles são capazes de me fazer perguntas sobre meu trabalho social e interromper minha fala no meio pra pedir, “aí, gostosinha, dá uma voltinha aqui pra câmara… dá uma empinadinha aí…”
― Chora não, minha neta. O machismo no meu tempo ainda era bem pior. Quando eu tinha sua idade, se uma mulher andasse sozinha na rua de noite ela ficava falada. Mulher tinha que aguentar tudo do marido porque se separasse ficava falada também…
― Por que que eu não nasci homem! Ser mulher é um inferno! Ninguém tem respeito pela gente! Olha como estão me tratando! Mas qual foi o crime que eu cometi? Vai ver é por isso que as mulheres árabes dizem gostar de andar com aquelas burcas… Assim os homens deixam elas em paz!
― Não fica falando isso não, minha neta. Daqui a pouco vão te taxar de sapatão, de frígida e outras besteiras do tipo.
― Mentira! Eu gosto que me achem bonita, gostosa. Mas tudo tem sua hora e seu lugar. Eu não gosto é de ser reduzida a uma bunda feito eles fizeram. Foi uma espécie de assassinato. Desmoralizaram meu trabalho, minha história, minha trajetória. Agora sou apenas a Garota da Bunda. Dá vontade de morrer.
― Chora não, minha neta. O mundo é injusto assim mesmo. Quem sabe melhora um dia.
Quando se diz “Qual seria o poder da mídia em ambientes transparentes…” , podemos ter a licença também para fazer outra ilação, ou seja, supor que foi cumprido uma etapa do papel da mídia e que ela a partir daí deverá assumir outras estratégias. Voltemos para a realidade. Uma realidade que infelizmente está longe do ideal. O que prevalece aqui e agora é a necessidade de luz sobre a podridão. Assim se expulsa os vermes.
Quando se diz “Qual seria o poder da mídia em ambientes transparentes…” , podemos ter a licença também para fazer outra ilação, ou seja, supor que foi cumprida uma etapa do papel da mídia e que ela a partir daí deverá assumir outras estratégias. Voltemos para a realidade. Uma realidade que infelizmente está longe do ideal. O que prevalece aqui e agora é a necessidade de luz sobre a podridão. Assim se expulsa os vermes
Parabéns,texto ótimo.
Sr. Nassif! concordo em grau,gênero e número. Tempos novos ,novas idéias. Modificação urgente, Os retardatários da casa de Israel deverão adequar-se.
O Otavinho sabe. Eu não sei. Será que alguém podia contar o motivo?
“O Otavinho sabe a razão.”
Uai, sô! Você ajoelhou, mas não rezou! Por quê? Vai contar ou não?
Abração
Otávio Frias é sinonimo de`corrupção da direita é bom, corrupção da esquerda é mal. É impressionante a imparcialidade jornalística que esse elemento faz.
Nassif, até quando essa mídia de métodos arcaicos irá se render ou suportará o advento de tecnologias modernas?
é, blogueiro sofre
‘nóis sofre, mas nóis goza’, já diz o Simão
Nassif,
Conta o que voce sabe do Otavinho?
Respondendo à pergunta do Nassif, diria que o poder da mídia num ambiente de transparência, poderia ser um poder do bem. Que é aquele que advém da credibilidade. Se ela se comprometesse em bem informar o leitor. Que desse voz tanto aos acusadores quanto aos acusados, revelando todos os lados da história. Que abrisse o mesmo espaço para opiniões contrárias. Que tivesse como colunistas, gente gabaritada e com liberdade para expor sua opinião. Tudo isso, sem excluir assumir posições em seus editoriais. Junta-se isso à capacidade financeira de investir em reportagens e correspondentes internacionais, e tem se um veículo de comunicação imprescindível para o cidadão. O poder então viria desse fato, o de ser fundamental. Mas eles preferem apostar no poder da chantagem. Daí entre em choque com a democracia e sua necessidade de transparência
Dear Mr. Jake Lynch
Congratulations for your outstanding report on the matter. I do really agree with your commentary too. Nevertheless, one should bear in mind that unfortunately it is kind of a Human proclivity to always see the dark side of the Moon and to produce emotional instability on politically/scientifically untaught people. “Nowadays the Media is what the Sword was during the “
Ao Villegnon eu diria que a mídia está ficando broxa, sim. Isso porque recusa-se a rejuvenescer. Por isso está perdendo a parada para a jovem e viril blogosfera
O problema é que querem derrubar só o Sarney, têm que por para fora todos, não me parece justo escolher um e relevar os outros.
Fecha o congresso e o senado e apura as irregularidades, para isso eleja-se uma constituinte de emergência, sem políticos profissionais, para fazer a faxina.
Pior do que está não ia ficar.
Nassif:
Na minha modesta opinião a grande mídia nacional afundou-se num lamaçal sem limites. Não tem mais jeito. É ida sem volta.
Ja imaginou a mudança que teriam que promover???? Da água para o vinho. E o tempo? Com o avanço avassalador da Internet (blogosfera, sites,orkut, etc., etc.), o tempo é o maior inimigo da “tchurma”. Não acredito em mudança pois como dizia minha avó Cotinha: É muito dificil mudar burro velho. A revolução silenciosa que hora experimentamos, com a Internet, é irrversível e, acima de tudo, extremamente salutar. Nassif: Os responsáveis na condução das informações e análises somos nós, os do mause e do teclado e não dá mais para ser diferente.
Fernando Curi (Curitiba)
Mr. Lynch!
I wanna mean : Nowadays ,”The Media ” stands for what The Sword used to mean during the “CRUSADES”. Tks
excelente resumo da história da imprensa brasileira, na minha opinião feita de muitas chantagens e luta pelo poder econômico e político..
a mídia é folhetinesca, detetivesca e, seguno Cony em seu artigo na folha do dia 9, é guilhotinesca (expressão que assustou-me pela coragem com que ele assume os equívocos da imprensa),
Os jornalistas “estenderam sobre a sociedade uma teia assombrosa que absorve denúncias vindas de fontes anônimas, lembrando os comitês de salvação pública da Revolução Francesa que alimentaram de sangue a guilhotina nos anos do terror.”
O artigo do dia 9 na Folha de São Paulo do escritor Carlos Heitor Cony corajosamente expõe a força descomunal da imprensa no Brasil. Confessa que vários segmentos sociais sentem desconforto (certamente um eufemismo) em relação à atuação detetivesca da grande mídia que lembra “1984″, de Orwel
CARLOS HEITOR CONY
Eu, pecador, me confesso
RIO DE JANEIRO – Antes, no melhor das festas, se alguém duvidasse, a imprensa já era tida como quarto poder, uma instituição que exercia um poder paralelo. Na verdade, não é um poder, mas uma força. Com as novas técnicas de comunicação e com a sacralidade das fontes, ela se transformou no escoadouro dos descontentamentos (lícitos ou não), dos ressentimentos (pessoais ou grupais), das pressões e compressões de uma sociedade heterogênea que inclui desde índios e menores inimputáveis até políticos e empresários que podem roubar.
Esse caldo em ebulição seria a matéria que justificaria a existência e a expressão do Estado que, no caso brasileiro, antecedeu a Nação.
Abriu-se um vácuo e, nele, a força da comunicação encontrou o seu espaço. E o fez com exuberante boa vontade. Não é a vida nacional que pauta a imprensa. É a imprensa que pauta a vida nacional, através de seus órgãos mais excitáveis.
Dá a régua e o compasso. A classe política empacou, ataca e se defende a esmo, desarticuladamente, de acordo com a direção e a intensidade dos petardos que recebe.
Mas quem acusa a imprensa? Quem se atreve a mostrar e demonstrar que o gigante também tem, como todos os gigantes, os seus pés de barro? Há desconforto em todas as classes, juízes, militares, empresários e policiais em relação aos jornalistas. Eles se transformaram em detetives, em esmiuçadores de contas de luz e telefone, de depósitos bancários, declarações de Imposto de Renda, despesas nos postos de gasolina e nas agências dos Correios.
Estenderam sobre a sociedade uma teia assombrosa que absorve denúncias vindas de fontes anônimas, lembrando os comitês de salvação pública da Revolução Francesa que alimentaram de sangue a guilhotina nos anos do terror.
(ACHO QUE O CONY SÓ ESQUECEU DE CITAR OS MAIS PREJUDICADOS PELA GRANDE MÍDIA, OS MOVIMENTOS SOCIAIS E POPULARES COMO O MST, POR EXEMPLO, SINDICATOS,PARTIDOS POLÍTICOS QUE NÃO ACEITAM A PAUTA SELETIVA DESSA MÍDIA DITA GOLPISTA).
Nassif,
Entendo, também, que a estratégia da grande mídia está orientada pela disputa presidencial em 2010 e pelo fator Serra, como diz. Trata-se, claro, de estratégia articulada com a oposição, no congresso. Um (mídia) precisa do outro (oposição) para complementar o jogo.
Mas, correndo o risco de estar falando um monte de besteiras, não parece uma estratégia frágil tendo em vista o objeto que se pretende alcançar? Porque pergunto isto. Vejamos.
A participação de alguns setores da oposição no massacre a Sarney pode impulsionar de vez o PMDB para a aliança com o PT em 2010, fortalecendo a candidatura governista, mesmo considerando as inúmeras fraturas entre os pemedebistas?
O PSDB é desejoso de uma aproximação com o PMDB para 2010? Mas compartilha deste desejo o DEM? Não estaria o DEM numa posição desprivilegiada, se isto se confirmasse?
Em sendo afirmativas as pergundas acima, não seria uma estratégia conflituosa, o ataque a Sarney, entre os que a compram dentro do DEM e do PSDB? O DEM não estaria ganhando mais no jogo, ao afastar cada vez mais o PMDB do PSDB?
Às vezes penso que o PSDB, com Artur Virgilio à frente, tem um único propósito: descontruir Lula. Mas não uma desconstrução puramente eleitoral, mas uma desconstrução simbólica, como necessidade implacável da vontade de FHC. Como que para obter um reparo da história, já que sua (FHC) imagem não será das melhores, seria obrigatório o fracasso histórico do Lula. Parece que esta possibilidade de comparação, entre Lula e FHC, com o resultado que conhecemos, corrói FHC e comanda toda a agenda do PSDB.
Parece que o partido virou um tentáculo enlouquecido de um espírito vaidoso, quase doentio.
De minha parte não me interessa quem ta colocando guizo no gato,contanto que eu me livre dele.O sarney ja deveria ter sido cassado quando era presidente,se não foi possivel na epoca que seja agora,pois este individuo só esta la para segurar seu familiares mamando nas tetas da viuva.
2010 esta chegando, espero que o povo coloque todos eles para fora , assim quem entrar vai ficar esperto, e vão com certeza parar de se lixar para a opinião publica.
Existem leitores bissextos do blog, que pegam o bonde andando e ainda querem sentar na janelinha. Aí o blogueiro sofre…
Pessoas esclarecidas inteligentes e com um mínimo de senso crítico não deveriam discutir Sarney e seus pecados.
Deveríamos estar debatendo, como o texto do Nassif e de outros jornalistas independentes sugere, a causa (busca da ingovernabilidade até 2010) e não o efeito (queda do Sarney).
Sua queda agora, neste momento interessa a pouquíssimas pessoas (ex-aliados) e prejudica e muito ao País. Só não enxerga quem age como massa de manobra…
Nassif, concordo plenamente com a postagem. Tanto que copiei e colei no meu – dando os devidos créditos -, claro.
Mas, acrescento uma coisinha mais. É que dependendo de quem diz ou escreve uma coisa, a repercussão é muito diferente. Alguns exemplos:
1- No dia 22/05/2006 um sujeito disse que a Dilma Rousseff seria nossa proxima presidente – riram dele -.
2- Lula chamou a Dilma de “Mãe do PAC”…
3- O mesmo sujeito faz tempo que afirma a Muié vai vencer no 1º turno – nada -.
4- O sujeitinho diz que Serra amarelou e não vai concorrer a presidência em 2010 – blog e twitter -.
5- Mauricio diz a mesma coisa na CartaCapital – repercute -.
6- O sujeitinho publica nome de jornalistas(?) pagos pelo DvD – é precipitado e banido da sua comunidade -.
7- O ministerio publico abre processo contra alguns destes jornalistas – investigou -.
Nassif, daria uma serie… Blogueiro desconhecido.
Quem duvidar do que afirmei aqui, pesquisa “Briguilinas” , lá encontrará algumas provas. Outras estão no Twitter. http://twitter.com/Briguilino
Sarney tem raiva do Serra desde o caso Lunus. A mídia o está emparedando, a medida que se aproxima uma eleição em que ela está comprometida com Serra.
Mas é apenas isso, Nassif, que leva a mídia a tirar da prateleira essas sujeiras antigas?
Pergunto porque tenho dúvidas da capacidade real de Sarney fazer muito estrago na candidatura Serra. Atualmente, quem faz mais estragos na candidatura Serra é ele mesmo, na minha opinião.
Caro Nassif
Estarias por um acidente, mero acaso, também a se referir ao Serra, com a assinatura dos jornais FSP, Estadão; das revistas, Veja, Época?! “Nem se fale dos interesses maiores, expostos agora nesse lamaçal em que se tornou o gasto com Educação de diversos estados – que passaram a adquirir maciçamente material de editoras jornalísticas como compra de proteção.” Pois tem gente que acredita que é para melhorar a Educação.
Você foi no osso mesmo. Lavou minha’lma.
Saudações
Me permita discordar Nassif, aliais discordo no tempo em que a mudança virá, o que esta acontecendo agora é que se tornou ainda mais vital derrubar o Sarney.
A lógica diz que essa operação esta montada visando 2010, a midia que ataca, não faz por ideologia, faz por interesses menores, os mesmos que condena no Sarney, vide o caso das assinaturas para as escolas paulistas.
Então hoje existe um mercado de “assassinos profissionais de reputação”, os orgãos de imprensa são verdadeiros “exercitos mercenarios”, os “assassinos” precisam dos “exércitos” e vice versa, afinal não da para imaginar alguns escrevendo sobre outra coisa a não ser o lixo fazem, vide o Reinaldo Azevedo.
Então é necessário acabar o serviço, afinal o poder de fogo esta quase todo concentrado em uma figura só! a Dora Kramer e Lucia Hipolito já estão cansando de falar que a situação do Sarney é insustentável e Noblat ta escrevendo tanto “Deu no…” que chegou a escrever um texto onde dizia que o Sarney era fruto do meio e a saida era a unica forma de salvar sua reputação!! Se o cara escapa o que vai ser desses caras e esquemas????
Sarney deve “morrer” e as fontes paralelas de informação ignoradas, no caso a internet fora dos esquemas da grande midia, vide novamente o Noblat, Miriam Leitão e Sardenberg, que tem filtros nos blogs para evitar os “chatos”.
Existe um cartucho que ainda não foi usado, o poder judiciário não usou as denuncias para abrir processo contra Sarney… será que é demais?
Chamar repetidas vezes o interlocutor de pedante também não é lá muito sofisticado. Você precisa variar seu repertório de ofensas, senão fica maçante.
Apesar de todo o tiroteio da mídia contra o Protógens, como explicar essa verdadeira adoração do povo por ele?
Seria por causa da Blogosfera? Haveria outras razões?
Tô começando a acreditar que não somos burros, nós, o povo.
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3868348-EI13528,00-Santos+fortes+do+delegado+Protogenes.html
Santos fortes do delegado Protógenes
Reprodução
A Operação Satiagraha, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, virou um caso emblemático, avalia jornalista
A Operação Satiagraha, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, virou um caso “emblemático”, avalia jornalista
Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)
No Dois de Julho o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, foi a sensação do grande desfile cívico e popular realizado em Salvador, na data magna da Bahia. Ele deixou no chinelo o governador Jaques Wagner (PT), o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), o prefeito João Henrique (PMDB) e o ex-governador carlista Paulo Souto(DEM), entre outros políticos renomados da terra – do governo e da oposição.
Veja também:
» Opine aqui sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal
» MPF denuncia Dantas e o vincula ao “mensalão”
» Protógenes: Satiagraha dividiu Brasil em dois
» Operações de Daniel Dantas, Roberto Amaral e a mídia
» MPF pede inquérito sobre ligação de Greenhalgh com Satiagraha
Protógenes percorreu quilômetros a pé sob aplausos e gestos efusivos da multidão nas ruas e das famílias nas sacadas dos casarões históricos durante o cortejo aos heróis simbólicos da batalha da independência nos cerros de Pirajá, em 1823. A consagração veio no Pelourinho, onde o delegado recebeu, de joelhos, a saudação dos integrantes do Olodum, que tocaram tambores para ele em formação especial, algo raro de ver.
Desde então é difícil encontrar no País alguém mais contente que Protógenes. Ele próprio atribui esse estado de felicidade pessoal a motivos de fé: religiosa, moral e cívica. O homem que há um ano conduziu a Operação Satiagraha e prendeu, entre outros, o conterrâneo Dantas Dantas – banqueiro-mor do Grupo Opoortunity – é católico praticante, devoto de São Bento e do Senhor do Bonfim, cujas medidas não tira do braço por nada.
Sincrético, nascido no seio de família com um pé nas sacristias e outro nos terreiros, Protogenes foi recebido também em um dos templos mais sagrados do candomblé de sua terra. Ali teve a confirmação de que é protegido de Xangô, guerreiro poderoso do reino dos orixás que adora desafios.
Saiu da visita quase em estado de levitação, segundo testemunhas confiáveis. Esta seria uma das principais razões do atual estado de espírito e do moral elevado exibido por Protógenes ultimamente. Mas não é o único, podem apostar. Basta ler a entrevista do delegado na revista virtual Terra Magazine, postada na quarta-feira (8/7) na passagem do primeiro ano da Operação Satiagraha, para tirar essa conclusão.
O devastador evento político-policial que virou o país de cabeça para baixo segue emblemático em seus desdobramentos, como se vê pela denúncia criminal apresentada pelo Procurador da República Rodrigo de Grandis, na sexta-feira, 03, contra o banqueiro Daniel Dantas e mais 13 pessoas envolvidas. Eis aí causa mais concreta e explícita para explicar a euforia destes dias de Protógenes Queiroz.
Isso se revela a cada resposta do delegado à repórter Marcela Rocha, na conversa em que o delegado avalia os desdobramentos das investigações que ele conduziu na fase mais crucial, até ser abrupta e injustificadamente afastado pelo novo comando da corporação a que pertence. Os motivos estão ainda submersos, mas provavelmente ainda virão à tona, como outras estranhas transações (para dizer o mínimo) deste caso.
Os fatos mais recentes revelam que o filho de Xangô não só é bom de briga e sabe nadar bem, como parece ter a proteção atenta de santos e orixás poderosíssimos. Assim, no primeiro aniversário da Satiagraha, ele pode afirmar na TM, que não teria feito nada diferente do que fez. Para Protógenes a denúncia do procurador De Grandis, esta semana, não é diferente da primeira, como alguns afirmam. Ao contrário, confirma integralmente os crimes antes apontados por ele.
“Inclusive o procurador foi muito feliz ao requisitar, com urgência, a instauração de três novos procedimentos, em especial o da BrOi, que já era para ter sido instaurado no ano passado, porque eu requisitei que a PF prosseguisse, mas isso não foi feito. O MP, segundo o delegado, teve grande lucidez em razão das provas levantadas, que apontam a autoria de fraude e participação de várias pessoas no esquema da BrOi”, entre elas o advogado e ex-deputado petista Luis Eduardo Greenhaalg e o advogado e ex-ministro Mangabeira Unger, que inesperadamente deixou o governo Lula e voou de volta para a sua cadeira mais tranqüila e segura, na Faculdade de Direito de Harvard.
Quanto ao fato de ter aberto um novo capítulo sobre a mídia na operação Satiagraha, o delegado também não se arrepende de nada. Ao contrário, afirma estar cada vez mais convencido de que a relação do banqueiro Daniel Dantas e do grupo dele com setores da mídia “é uma relação espúria e criminosa, como foi desde o início apontado na investigação. Foi mostrada a relação que ele (DD) tinha com determinados jornalistas… Entendo que tem que aprofundar essa questão”, conclui o delegado.
Neste domingo (12), à meia noite (que pena o horário tão tarde), na católica Rede Vida de Televisão, o feliz delegado Protógenes Queiroz dará entrevista também no programa de Kennedy Alencar. Mais “chumbo grosso” a caminho, pois munição o delegado não esconde que ainda tem de sobra. Que o Senhor do Bonfim, São Bento e Xangô reforcem a guarda de seu protegido.
Ele precisa, e merece.
Concordo contigo, Nassif. Espero mesmo que essa “nova era” chegue logo para que possamos respirar melhor… Chega de esgoto!
Que privilégio, todos os dias jogam a folha dentro da minha casa sem assinar.
LN
Post curto e certeiro. Sempre achei
Excelente comentario.
Agora vamos aproveitar que a midia quer derrubar o Sarney e derruba-lo de vez. Afinal de contas este tipinho, e outros tantos, precisam ser varridoS (por favor, varrer no caso nao tem nada nenhuma ligacao com outro tipinho chamado Janio Quadros) do cenario nacional.
Sem perder foco e energia, afinal de contas tirar Sarney e muito importante. Podemos discutir como a midia e a internet podem fazer a sociedade ser melhor ao mesmo tempo.
Por sinal, ja que voce estave na Folha nos ultimos 20 anos, e sabe muito bem o por que do carinho especial pelos Sarney, DIVULGUE ! ! ! Nao e voce que esta pedindo transparencia ?
Se voce tambem sabe detalhes das artimanhas do Sarney, pois frequentou as redacoes neste ultimos 20 anos. DIVULGUE ! ! !
Gostaria de saber se o Sarney nao apoiasse o governo do Lula que atitude voce teria. Repercutiria os fatos ou discutiria o papel da impressa. Facamos os dois ao mesmo tempo e com a mesma dimensao e energia.
FORA SARNEY !!! TRANSPARENCIA NA MIDIA
TRANSPARENCIA NA MIDIA !!! FORA SARNEY
LN
Post curto e certeiro. Sempre achei que a mídia alimenta a corrupção, porque sem ela não há como deflagrar campanhas difamatórias e, por tabela, golpes políticos. Seria muito bom que a iniciativa da Petrobrás, que segundo matéria anterior, inspirou-se na UFMG, prosperasse e colocasse, senão um ponto final, ao menos um freio nessas arremetidas midiáticas. A população não pode mais ficar subjugada a esse tipo de manobra. Este ano, a Globo completa 40 anos e a campanha do JN mostra que ela está altamente capilarizada, com emissoras e retransmissoras em cidades pequenas e médias de todo o interior. É prioridade um da mídia alternativa desmontar essa rede de mentiras e golpes. Seu blog é vital nessa luta.
Um abraço.
Nassif, a folha e um grande jornal, tanto é que me presenteia todos os dias sem eu ser assinante. Será que o Otavinho está querendo me cooptar ?
Nassif, estou me sentindo um cara importante.
Vamos ver até onde vai este jornal grátis.
Nassif, ve se me entende, mesmo sendo uma merda adoro ler a folha nem que seja no banheiro.
Para Fernando Curi:
Gostei muito desse texto lá no Observatório da Imprensa:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=545ENO004
Tenho lido os artigos e os comentários, e percebo que ninguem aqui desconheçe o poder que a midia tem.
A diferença entre os pontos de vista (que não passam disso , um ponto), está em que alguns concordam com o que a midia faz, e outros não concordam.
Perçeber o fato, entender o que está ocorrendo e transmitir isso para o leitor, é uma arte. Arte que alguns usam de forma puramente comerçial e finançeira.
Que o midia, influencia a opinião de seus usuarios, é consenso. A grita está em saber para que lado esta indo essa corrente, se a favor ou contra, este ou aquele politicio, esta ou aquela empresa, essa ou aquela lei.
Entendo que, deveria haver uma ética jornalistica, não apenas para o reporter, mas para os meios de comunicação. Não um conselho secreto e obscuro, como o de alguns profissionais liberais que se acham intocaveis.
Mas um conselho eleito por seus pares, com membros eleitos com notavel conheçimento do assunto e historia ilibada.
O poder de informar é algo muito sério e importante para o bem estar da sociedade, e a responsabilidade pela veiculação de uma noticia, é algo que pode prejudicar toda uma nação.
Imaginemos uma noticia do tipo – “VAI FALTAR LUZ” -.
Não diz quando nem por que, pronto o pânico está espalhado.
Dramatizãções a parte, o mesmo vale para qualquer tipo de noticia sem escrupulo, ética ou responsablidade.
Mantendo-se o “status quo” do atual relacionamento entre a midia e a sociedade, logo o jornalista deixara de ser um personagem importante para ser uma “persona nom grata” em qualquer lugar.
Logo, toda e qualquer empresa criará blog ou sites, para se comunicar com os consumidores.
Governos criaram mecanismos para partiçipar aos cidadãos o que fazem ou o que deixam de fazer.
Juizes atenderão as demandas judiciais de forma on line.
Medicos farão consulta atraves da internet.
Será que os meios de comunicações não entendem que as pessoas estão cansadas da forma como estão sendo tratadas?
Todo dia algum jornalista diz algo que outro jornalista desdiz, e o cidadão que necessita de uma noticia não sabe em quem confiar, e tem que buscar a noticia na fonte.
Gostaria de ver um debate de jornalistas sobre a ética, no debate partiçipariam NASSIF, PH, MIRIAM, DM, AZENHA, JOSUE, entre outros.
Sería muito bom, que fosse transmitido em rede nacional de redes de televisão, com temas propostos por leitores ou telespectadores.
Sería interessante.
Fica a proposta.
Posso ser o mediador?
Luis Nassif,
Eu me bati contra seu post “As denúncias contra Sarney” de 17/06/2009 às 15:59. Quem conhece esse seu post e lê que eu fiquei contra ele pode pensar que em meu comentário eu fui contra José Sarney. Não é bem assim. Eu fiquei contra você ter dito que considera José Sarney “o maior representante do que de mais atrasado existe na política nacional”.
Pode-se, entretanto, pensar a idéia equivocada de que eu sou a favor do José Sarney. Não, sou contra a imprensa. E mais não sou contra a imprensa fazer campanha contra José Sarney. Sobre isso também comentei no seu post e tenho comentado sobre isso toda vez que você procura trazer a idéia que as CPI são contra o interesse do Brasil.
A meu ver as CPI são instrumento de transparência e como tal, seja qual o objetivo oculto que ela tenha, serão benéficas para o Brasil se, principalmente contando com a colaboração da imprensa, houver maior interesse em acompanhar todos os desdobramentos que uma CPI oferece.
Assim, em relação a campanha contra José Sarney, sou mais contra a imprensa parar de fazer campanha contra ele. Alias não considero que a campanha contra José Sarney seja uma campanha orquestrada pela grande mídia. Em minha opinião a grande imprensa está em concorrência e isso a inviabiliza de fazer orquestração. O ruim da grande imprensa é que estando em concorrência a informação deixa de ser um bem precioso. Portanto, uma campanha contra José Sarney, que só surge porque há interesse concorrencial, rapidamente desaparece da mídia, exatamente quando mais haveria oportunidade de aparecer informações relevantes.
Enviei para o blog do Pedro Doria no post “O inacreditável fim de José Sarney?” de 03/07/2009 às 11h24 alguns comentários que complementam os que eu coloquei no seu post “As denúncias contra Sarney” além de copiar o primeiro deles. Alem disso, fiz outros comentários apresentando enfoque semelhante e os encaminhei para diversos outros posts aqui no blog, dentre eles posso mencionar:
1. O coronel que pretendeu ser reformador de 28/06/2009 às 15:59;
2. Pedro Simon, o Catão de 26/06/2009 às 08:24;
3. Sarney e o tapetão de 18/04/2009 às 08:00;
4. O jogo midiático do escândalo seletivo de 04/03/2009 às 08:50.
Em relação a conclusão desse seu post eu estou totalmente de acordo. Qualquer que seja o meio, desde que ele traga mais transparência para o país e o blog da Petrobras com certeza trará, ele deve ser bem vindo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 11/09/2009
Caro Nassif, Boa Tarde ! Historicamente a MÌDIA GRANDE.istoé, quem detém os MEIOS. Vamos voltar no Tempo: Quando da Revolução Francesa, o dono da Mídia era PAUL MARRAT, ele era contra MONARQUIA,usou o seu Jornal VOZ DO POVO para REVOLUÇÂO .Marrat , pós Revolução resolveu escolher seletivamente as BRUXAS que eram contra a Revolução.Toda lista dos indesejáveis rolava na lista do seu PIG da época.Normalmente todos eram condenados na Forca em Praça Pública.UM Espetáculo! Como O PIG atual,quer forca em PRAÇA PÚBLICA, para ESPETÁCULO.O PIG NACIONAL,por perda de audiência E credibilidade Hrror! O PIG não quer ver o POVO FELIZ! Sabe! Uma Camposesa dos arredores de Paris á época,teve o discernimento de questionar o PIG da época. Entendeu que não havia mais motivos para continuar a matança SELETIVA.Foi a Paris e ASSASSINOU o Paul Marrat numa Banheira. Ela entendia que a FRANÇA,já tinha feito a Revolução e não PRECISAVA de matar mais cidadãos. A Posteriori, a campanesa …..,a FRANÇA passou a ser LIVRE. Parece que o POVO BRASILEIRO tem que começar a ocupar os TRANSMISSORES do PIG de concessão que o POVO quer se VER.Não me sinto representado no jornalismo de OCASIÃO,MANIPULADOR,TENDENCIOSO,PARTIDÁRIO DE DIREITA,CONSERVADOR,HIPÓCRITA,SINUOSO,SELETIVO,OPORTUNISTA,PANFLETÁRIO,EXCLUDENTE E ELITISTA.Meu NASSIF,minha opinião final é o seguinte,desculpe-me a as peresa: O Jornalismo é um barco de bosta que navega sobre a urina tocado pelo PIG-Partido da Imprensa Golpista,nas águas da Sacanagem. O POVO nunca foi a PAUTA do PIG.O Jornalismo do PIG é TERRORISMO 24 HORAS contra o LULA e o POVO. de Belo Horizonte,MG.
O PIG vai ser triturado, podem escrever .
O Sarney (como sempre)soube se adaptar aos novos tempos, enquanto a Óia e a Groubo continuam com aquele velho reacionarismo buschista .
E tem mais, eles estão substimando um oligarca que a décadas cultiva a confiança (e amizade) com a nata da política conservadora (ou não) americana .
Sds.
O pais sempre fica com problemas de governabilidade proximo às eleições só não acontecendo isso quando o presidente tem direito a disputar a reeleição.
O problema do Brasil não é jornais e revistas, onde a democracia fica mais vulneravel é com a pessima qualidade de seu ensino, fazendo com que o povo fique refem desses nossos pessimos politicos atuais e sujeito a toda sorte de engodo.
O baluarte da democracia é o ensino de qualidade, que da as pessoas as ferramentas necessarias para se defender.
Sem ensino de qualidade não havera a verdadeira democracia nem o fim da corrupção.
Jornal no Brasil hoje só o Primeira Mão e isto até a Craiglist chegar por aqui.
A imprensa golpista e cínica do PIG está sendo desnudada pelos comentários do jornalista Luis Nassif. Essa imprensa golpista ataca Sarney agora, pois o objetivo não é atingir Sarney e sim atingir a governabilidade do país., pois essas denúncias “novas” contra Sarney não são recentes. Há muito tempo ouvimos falar das ações ilegais da família Sarney, no entanto, a imprensa do PIG (no Maranhão é controlada pelo próprio denunciado) nunca teve interesse em mostrar isto.
Parabéns Nassif.
Nassif, muito bom seu artigo. Foi ao ponto: “Seu poder reside na falta de transparência da sociedade”. A mídia desmerece muitos fatos quando não interessa ao dono (ou dona) do jornal.
Nassif, muito bom seu artigo. Voce foi ao ponto: “Seu poder reside na falta de transparência da sociedade”. A mídia geralmente desmerece fatos relevantes por não ser de interesse do dono (ou dona) do jornal.
Meu Nassif, fui assinante da decadente Folha de São Paulo até MARÇO de 2009 .Cancelei minha assinatura depois de muita briga pois não queria A MOSCA que eu saísse. Um Estado como São Paulo deveria ter uma Imprensa á sua Altura. O Paulista MERECE a IMPRENSA PAULISTA? É HIPÓCRITA? E GOLPISTA ? O POVO PAULISTA é tão Idiota? de Belo Horizonte/MG.
LN,
O Sarney; Jereissati; Collor e a família de ACM também são donos da mídia no norte/ nordeste do país e TODOS são retransmissores da GLOBO em seus feudos.
Eles conseguem selecionar as informações que enviam para a matriz no RJ e o que veiculam nos telejornais locais.
Para conferir o poder da mídia basta ver como são influentes em seus feudos e como todos os políticos mais reacionários sempre correm atrás de concessões de rádios e TVs.
Quem não consegue uma concessão de rádio ou TV corre atrás de comprar um jornal ou arrendar uma rádio ou TV.
Quem está no poder, mas não tem veículo de comunicação de massa consegue controlar as verbas publicitárias públicas, que são as fontes de custeio de grande parte destes veículos.
Quem reza por suas cartilhas recebe os anúncios e editais das administrações municipais, estaduais e federal da administração direta e das estatais.
Em Santos, na década de 80, durante a administração da prefeita Telma de Souza (PT) já havia o grupo de mídia A Tribuna (rádio e jornal)
Há três décadas eles possuem o único jornal editado no litoral paulista, porém hoje também são TV Globo e editam seu jornal eletrônico no portal Globo (G1)..
Eles atacavam diariamente a administração da prefeita de Santos e esta precisava pagar informes publicitários para desmentir os factóides, além das publicações oficiais obrigatórias.
Era tanto dinheiro para desmentir a imprensa local que a prefeitura criou um Diário Oficial do Município e o distribuía de graça nas bancas de jornais.
A prefeitura de Santos fez, há mais de vinte anos, sem existir internet no pais, o que a Petrobrás está fazendo hoje, com muito êxito.
Infelizmente o grupo A Tribuna conseguiu impedir judicialmente a distribuição gratuita do Diário Oficial nas bancas e continuou com a exclusividade das verbas publicitárias no litoral paulista.
Caso as administrações diretas e indiretas criem seus portais e blogs e a justiça aceite a publicação de editais oficias somente pela internet será o golpe fatal no PIG.
Sem dinheiro das publicações oficiais obrigatórias (editais; balanços de empresas; fatos relevantes; etc.) os coronéis da mídia vão precisar cada vez mais vender assinaturas, sem licitações, para governos de seus interesses, até que a justiça dê um basta nesta ilegalidade.
Somente desta forma vão precisar de credibilidade e dinheiro de leitores e assinantes para sobreviverem.
Parabéns, “o blog da mídia” foi na veia.
Falta informar também para o Ville, que a lógica política indica a necessidade de levar-se em conta, no caso, o modelo político brasileiro e não o francês.
Sem reforma política para valer (de fora para dentro) a hipocrisia será infinita por aqui.
É uma alegria saber que é o começo do fim, enquanto isto fiquemos atentos aos AI5 digitais que virão pela frente!!!
E que os blogs continuem seu papel de emancipadores….heheheheheh
Ô, Nassif, se as falcatruas do Sarney são conhecidas desde a época em que ele deixou a presidência, isso põe por terra a sua tese de que a mídia só divulga o que lhe interessa, pois foi exatamente pela mídia que se ficou sabendo dessas falcatruas.
A leitura dos jornais da época mostra que o Imperador do Maranhão não armou e aprontou apenas quando deixou a presidência, ele armou e aprontou inclusive DURANTE a presidência. São notórias as acusações de corrupção endêmica em todas as esferas do governo Sarney, sendo o próprio presidente denunciado, embora as acusações não tenham sido levadas adiante pelo Congresso (qualquer semelhança com a situação atual NÃO é mera coincidência). Lembra-se das suspeitas de superfaturamento e irregularidades nas licitações públicas, das quais o Ferrovia Norte-Sul é o exemplo mais emblemático? Lembra-se da farta distribuição, entre a escória política da época, do maior lote de canais de rádio e TV da história deste país? Lembra-se do império de comunicação montado no Maranhão, onde o primeiro presidente pós-ditadura adquiriu status de semi-deus e até a sua tumba foi construída com dinheiro público? Pois bem, eu, pelo menos, fiquei sabendo disso tudo pelos jornais. Se “nada se fez durante vinte anos”, como você alega, a culpa não é da mídia, pois a ela cabe apenas denunciar. O “nada se fez” fica por conta da longa tradição de impunidade reinante entre nós, coisa que também ficamos sabendo pela mídia.
Portanto, sr. Nassif, eu vejo com muita suspeita toda essa fúria acusatória contra a imprensa. Se é verdade que uma parte da mídia seja vendida, não é verdade que toda ela esteja contaminada. Aqui, como em qualquer outro país democrático do mundo, a mídia vive de furos, e tornar públicas as falcatruas de um governante é tão relevante quanto divulgar o fato inusitado de uma criança morder o cachorro. Por isso, a mídia jamais deve ser calada, controlada, manietada, qualquer que seja o pretexto.
O próprio ambiente de total liberdade que só a plena democracia proporciona faz com que mais cedo ou mais tarde a verdade venha à tona. De mais a mais, é bom lembrar aquela famosa advertência de Thomas Jefferson: entre um governo sem imprensa e uma imprensa sem governo, mil vezes a última hipótese.
Condenar a imprensa por divulgar as falcatruas de hoje, sob o argumento furado de que as do passado passaram batido, é querer perpetuar a impunidade, além de configurar uma adesão descarada à tese esdrúxula de que um erro justifica o outro.
O que há por trás disso é o apoio cego e acrítico a um partido, a um governo, a uma ideologia, o que é lamentável. Nenhum partido ou governo é infalível, e hoje, mais do que nunca, a plena liberdade de expressão é necessária. O argumento em favor da condenação geral à “mídia golpista” por não fazer vista grossa às falcatruas que se cometem em nome da tal “governabilidade” segue a seguinte lógica perversa: “já que todo mundo armou a aprontou no passado e ninguém foi punido, por que nós não podemos armar e aprontar também”?
Custa-me crer que é isso o que o senhor defende, sr. Nassif.
Nassif, proibir o Otavinho e similares de contratarem com a Administração Pública não seria o ideal? Afinal, isso pode ser legal, mas é imoral. Temos que acabar com essa imoralidade!
Parabéns, Nassif. Mas desse jeito vou ter que te citar na minha tese de quinze em quinze minutos, sô!
Abraços do Eduardo Viveiros
Postei em varios blogs recentemente comentários referente a esse tema.
A mídia tornou-se o 1º poder e ninguém percebeu ainda.
Tudo e todos estão sendo usados pelo poder midiático e seus interesses, sendo que quem pensamos comandar a mídia na verdade só é um sócio do momento oportuno, as vezes minoritario do negócio.
Até fica engraçado, ver os que usavam a mídia agora passaram a serem usados por ela.
Parabéns, pelo texto. Este é o Nassif que conheço e admiro.
Nada de defender o morubixaba do Mranhão.
Fora Sarney!!!!!!!!
Texto nascido para se tornar um clássico. Profético. Provável.
É isso aí Nassif, torço para que as novas mídias lancem luz sobre tudo o que a dita grande mídia sonega a população e que esta tenha acesso rapidamente aos novos meios.
Mas só ter acesso não basta, é preciso que essas pessoas se interessem em buscar a verdade, neste mundo novo as pessoas não podem mais simplesmente sentar a frente do computador como faziam a frente da televisão e passivamente escutar tudo que Bonner disser sem buscar o contraditório, fica uma coisa parecida com a Matrix, as pessoas se acostumaram a que a mídia lhes diga o que devem pensar, formar opinião por conta própria é uma coisa que dá trabalho e no caso do nosso país, com essa tradição de uma mídia monopolista, as pessoas se acomodaram a essa situação de alguem pensar por eles, mudar essa cultura talvez seja o maior desafio.
“Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley” . O único dissidente , Mr Selvagem, acabou dependurado numa corda, dentro de um farol. A esperança suicidou-se.
Chicotadas em todos… até se enquadrarem.
Adorei o post do Pedro Cavalcante. Perfeito. E, a Folha, já pelejou prá me dar uma assinatura grátis e não conseguiu. Folha na minha casa não entra. Excelente artigo Nassif!
O Nassif botou o otavinho numa “frias”.
Continuamos aguardando suas críticas de 20 anos atras sobre o poder e a atuação dos Sarney,,,
Quem sabe agora você pode postar suas análises anteriores???
Luis Nassif,
Corrupção é corrupção em qualquer lugar e em qualquer valor. Em qualquer lugar e em qualquer valor, corrupção só é corrupção se houver sentença condenatória com trânsito em julgado.
Faço esse comentário quando constam 111 comentários. Nos comentários há os que acusam a grande mídia de ser qualquer coisa, menos informativa. É evidente que a informação pode ser mercadoria para se vender como ganha pão, individualmente ou em um coletivo, mas por sobrevivência. Vender a informação para concorrer com outro para no final um, porque vendeu mais notícia, ou porque teve mais lucro, ou porque reduziu mais os custos, crescer mais que o outro vencendo o adversário na concorrência não me parece se a forma mais adequada de divulgar a informação. Assim os que acusam a grande impressa de deseducadora, de não ser um veículo de informação, estão corretos, mas não vejo nenhuma possibilidade de mudança nos próximos 20 anos. E essa é uma realidade no mundo todo, não havendo aqui no Brasil nenhuma particularidade.
E há outros que acusam o José Sarney de corrupto. Ninguém apresentou uma sentença com trânsito em julgado, É claro que se mesmo assim se chama José Sarney de corrupto é porque não se acredita na nossa justiça, no Ministério Público ou na Polícia.
Agora as pessoas podem causar muito mal a um país mesmo não sendo corruptas. Basta ser incompetente. Os que fizeram o plano Cruzado foram incompetentes e destruíram um potencial de crescimento do Brasil que provavelmente nos levaria a ter hoje o mesmo PIB da China se não maior. Entretanto tudo isso é apenas possibilidade.
Há casos em que o resultado da ação legislativa foi tremendamente nociva aos cofres públicos. A desoneração das exportações de produtos primários e semi elaborados causou muito mais dano ao Brasil que toda essa conversa sobre a ainda não transitada em julgada história de corrupção de José Sarney. Também causou muito mais mal ao Brasil a não aprovação da CPMF. Se houvesse referências a esses casos da Lei Kandir e da CPMF quando se falasse de corrupção de quem quer que seja. Quanto a isso eu tenho certeza: mil vidas eu tivesse, mil vidas eu esperaria até que um grande jornal dissesse essa história simples e com muitas ouras semelhantes (A venda da Vale).
Clever Mendes de Oliveira
BH, 11/07/2009
Luis Nassif,
Quanto às minhas generalizações, eu tenho que reconhecer que passei batido por quem não merecia as críticas que fiz nos meus comentários ao dizer que os comentaristas ou eram críticos do José Sarney ou críticos da grande mídia. Não sei quantos dos comentários fogem do padrão. Posso citar um exemplo como o da Sofia em 11/07/2009 às 10:34, que não faz a crítica simples a José Sarney nem a grande mídia e permitir a leitura de uma nova visão de jornalismo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 11/07/2009
julgo q o principal meio de abater a mídia – aí institucionalizada como partido do conglomerado da imprensa dos grandes jornais, revistas e redes difusoras de rádio e televisão – é a fundação, lenta mas incisiva, de blogs com este do Nassif, inclusive p combater os futuros blogs da mídia.
Prezado Nassif,independente da sua “briga”com o “pedante” Ville,ser mais um tempêro saudável,para o blog,ele sabe que a mídia brasileira é composta pelo que tem de mais cretino e perigoso,e que quando escolhe seus alvos,estes dificilmente escapam de ir para a sargeta,tão bruscos são os seus métodos de ataque,que “quando não matam,alejam”as reputações das vítimas.
Pouquíssimas pessoas que atuam na imprensa brasileira,têm a coragem e o suporte de um Nassif,para desafiar tais adversários e conseguir sair ilêso dos confrontos.
Outra coisa que até você mesmo,outro dia me confessou,através do blog,é que como o mercado de trabalho neste setor,está diminuindo a cada dia,devido a concorrencia com a blogosfera,muitos profissionais que estão hoje empregados,temem serem corajosos e/ou independentes nas suas opiniões,por medo de ficarem à mercê deste ameaçado mercado,e aí sujeitam-se a “jogar o jôgo”do PIG.
De que país e de que mídia, o sr.Giovanni está falando? Não pode ser do e da que teve um presidente que se suicidou acuado pela imprensa. Também não deve ser aquele que teve que “improvisar” um primeiro ministro(Tancredo Neves), pelo fato de que o vice-presidente(Jango) assumir por causa da renúncia do titular(Jânio) foi transformado numa crise institucional pela imprensa. Nem naquele que teve um golpe militar apoiado e “requisitado” pela imprensa. Tão pouco aquele que teve um presidente “fabricado”, eleito e depois derrubado pela imprensa. Afinal, de que mídia e de que país ele fala?
Blogueiro sofre, sr. Nassif? E o que dizer dos leitores de blogs? Reli todo o seu arrazoado com bastante atenção e não encontrei nele nada que me fizesse mudar de opinião. A alegação central é a de que a nossa mídia é seletiva e só publica o que lhe interessa. Ora, não há aí nenhuma novidade, isso decorre da própria liberdade de expressão. Eu ficaria mais preocupado se as notícias, bem como o espaço e destaque a elas dedicados, tivessem que ser decididos por uma autoridade central.
Num regime de plena liberdade, cada jornal é livre para dar às notícias o espaço e destaque que bem entenderem. Aliás, o mesmo padrão seletivo é adotado por esses blogs panfletários que vivem vociferando contra a tal “mídia golpista”, mas fazem vista grossa a certos fatos. Nenhum deles jamais deu às maracutaias governamentais (e nós sabemos que são muitas) o destaque que elas merecem, a não ser para justificá-las sob o argumento fajuto de que no Brasil sempre foi assim e “nunca ninguém fez nada”, portanto insistir nelas só pode ser campanha da mídia para desestabilizar o atual governo.
Quando o nosso lider máximo começa suas costumeiras fanfarronices com um sonoro “nunca na história deste país”, a blogosfera chapa branca se apressa em reproduzir a bravata com letras garrafais. Mas quando o mesmo líder máximo diz que Sarney merece respeito pela sua biografia, a mesma blogosfera chapa-branca sanciona o afago presidencial com um obsequioso silêncio, mesmo conhecendo o passado do “impoluto” senador. E é essa imprensa “democrática” que eles querem que substitua a “outra”.
Sim, sr. Nassif, eu conheço o “jogo da mídia”. Nele não se disputam apenas fatos, há muitos interesses envolvidos. Não há heróis nesse jogo, apesar de nele haver espaço para todos, até para blogs laudatórios. E é bom que seja assim: ajuda-nos a saber quem é quem.
O jogo da mídia não se combate com a padronização das notícias, dos espaços e dos destaques, mas com mais liberdade. Quanto mais mais liberdade, mais coisas o leitor descobre e pode tirar suas próprias conclusões.
Uma pequena contribuição ao debate sobre a mídia:
http://www.pucsp.br/neamp/pensando/pa_15.htm
abraços do Eduardo Viveiros