Agora que estou retornando ao bandolim, finalmente vou tirar uma das músicas do Jacob que deveria estar tocando há vinte anos, porque é das mais belas: Santa Morena, aqui em um sarau do Jacob, cuja gravação me foi presenteada pelo meu amigo Barão. Poucas músicas entusiasmam tanto os solistas quanto esta.
Sugiro 2 outras postagens: uma sobre as orquestras jovens pelo Brasil. E outra sobre músicos importantíssimos mas infelizmente pouco conhecidos como Smetak, Widmer, Lindenberg Cardoso, Henrique de Curitiba, e outros.
Comentário
Dica 1: a de Cuibá, com o grande regente e violonista Leandro Cardoso.
Para curtir uma cidade que é poética até na sujeira, no barulho e em um final de tarde chuvoso. Na voz de Leniza, a valsa linda de Julio Medaglia e Jean Garfunkel.
(…) Dois documentos apreendidos pela Polícia Federal na casa de Edemar, em março deste ano, mostram que, ao contrário do que tem afirmado o banqueiro, ele estava ativamente à frente dos negócios, tentando salvar o banco – antes e depois da intervenção do Banco Central. No primeiro documento, uma agenda de tarefas listadas por Edmar no dia 1 de novembro de 2004 – 11 dias antes da intervenção do BC – está citado o nome do senador José Sarney em dois itens, 26 e 27. No item 26: “Eletrobrás -Arlindo Silas – presidente – Sarney – Eletros”. E no item 27 de forma telegráfica: “Sarney a) Projeto do Exército, b) Eletrobrás”. Sarney foi procurado pelo jornal Folha de São Paulo e negou ter qualquer relação com o Banco Santos, afirmando, ainda, que desconhece o “Projeto do Exército”.
Da Veja, na matéria “A Usina de Espionagem da Kroll:
A julgar pelo material produzido, Edemar sofreu uma rigorosa investigação por parte da Kroll a partir de 2001. Só a lista de documentos coletados sobre ele tem quase dez páginas. Entre os papéis, de acordo com o relatório produzido pela PF, está um extrato do cartão de crédito do banqueiro, indicando, como uma de suas dependentes, a hoje senadora Roseana Sarney. A descoberta da PF reforça uma informação que já é de conhecimento público há mais de uma década: a de que as relações entre o banqueiro e a família Sarney são mais do que boas. Além de cópias de reservas feitas em hotéis nos Estados Unidos, a pasta relativa a Edemar contém ainda dados sobre suas transações financeiras, algumas delas protegidas por sigilo bancário – como depósitos realizados em uma conta corrente do banqueiro em Miami.
Um pouco de Manoel de Barros, para iluminar o dia. Abs. Zé Ribeiro:
Olhos Parados
Manoel de Barros (1916 – )
Ah, ouvir mazurcas de Chopin num velho bar, domingo de manhã!
Depois sair pelas ruas, entrar pelos jardins e falar com as crianças.
Olhar as flores, ver os bondes passarem cheios de gente, e encostado no rosto das casas, sorrir…
Saber que o céu está em cima.
Saber que os olhos estão perfeitos e que as mãos estão perfeitas.
Saber que os ouvidos estão perfeitos. Passar pela Igreja. Leia mais »
A ideia do Blog da Petrobras surgiu assim que foi anunciada a tentativa de abrir a CPI.
Agora, a ideia de publicar os pedidos de informação com as respostas da Petrobras veio de posts publicados aqui, contando a experiência da Universidade Federal de Minas Gerais.
Sem obter direito de resposta no Estado de Minas, a UFMG passou a se antecipar aos ataques. Assim que sabia que alguma coisa estava sendo invesgada, publicava antecipadamente todos os dados referentes à suposta denúncia, esvavizando-a.
Chegou-se ao ponto do jornalista que comandava a campanha escrever ao Blog, exigindo direito de resposta.
Geithner leva proposta ao Congresso prevendo rígida supervisão da SEC sobre todos os contratos de derivativos
DOW JONES NEWSWIRES
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, levou ontem ao Congresso seu plano de regulação de derivativos negociados em balcão (fora do ambiente de Bolsa). Geithner reiterou seu pedido para colocar todos esses derivativos sob estrita supervisão federal, num esforço para tornar o sistema financeiro mais estável e eliminar riscos que possam ameaçar seu funcionamento.
“Há uma convergência substancial quanto à abordagem (do tema) de maneira geral. A estratégia ampla que defendemos será apoiada também pelo Reino Unido”, disse ele, acrescentando que o apoio pode se estender a outros países europeus.
Sarney é Sarney desde que entrou na política. O que armou e aprontou depois de deixar a presidência é de conhecimento amplo da mídia e estava ao alcance desde as primeiras aventuras, ainda mais se tratando de um ex-presidente – o que justificaria o interesse jornalístico.
Nada se fez durante vinte anos. Permitiram-se abusos no Amapá, no Maranhão, permitiram que sua influência abatesse governadores eleitos, derrubados por motivos menores. Os ecos de suas aventuras rodavam todas as redações, desde as estripulias de Jorge Murad e Saulo Ramos, no seu governo, à ligação permanente com Edemar Cid Ferreira ou o escândalo da Cemar.
Mesmo assim, durante décadas mereceu todo o cuidado por parte da imprensa, e um carinho e proteção especial da Folha. O Otavinho sabe a razão.
A coluna de Monica Bergamo, hoje na Folha, foge um pouco do manual Serra de jornalismo.
” TAPAS E BEIJOS
Em discurso anteontem, na comemoração dos dez anos da Sala São Paulo, Fernando Henrique Cardoso, presidente do conselho da Osesp, homenageou as autoridades presentes e aqueles que fizeram a história da sala. O nome de John Neschling, ex-regente da orquestra, foi recebido com muitos aplausos, e o do governador José Serra, em viagem ao exterior, com uma salva de vaias.”
Que tal começarmos a montar um Dossiê John Neschling, contando a grande aventura que foi a criação da Sala São Paulo, a recriação da OSESP e a biografia do maestro. Clique aqui para colaborar.
Desde pelo menos o tempo do regime militar, o sistema administrativo do Senado viceja e prospera com base em três, digamos, ‘colunas de opinião’. A primeira, composta de senadores espertos e influentes, sempre hábeis para conseguir posição nas sucessivas Mesas Diretoras – ou fazer seus prepostos (como Renan). A segunda é composta pelos servidores efetivos da Casa, a maioria não concursados, defensores de políticas de ‘quero mais’ e absolutamente infensos a qualquer diretriz ou critério de mérito ou avaliação de desempenho funcional. Este grupo tornou-se mais ativo e mais predatório após a ascensão de Zoghbi e Agaciel, servidores medíocres oriundos da gráfica. O terceiro grupo é integrado pelo restante dos senadores, os que compõem o agora chamado ‘baixo clero’, que não se interessa por nada que não seja vantagens para o seu quintal – o gabinete e sua multiplicação de verbas e cargos de confiança por ‘cissiparidade’.
As más línguas dizem que uma quarta coluna é representada pelo batalhão de jornalistas que sempre ocuparam cargos de confiança, antes mesmo da criação do ambicioso sistema de comunicação – tv, rádio, jornal, etc. – mas não vou entrar nessa, por desconhecer os meandros.
Nassif, que tal você criar no blog alguma série sobre ” Das estatísticas Pontuais”, ou um outro título equivalente. Explico: essa semana me deparei com duas comparações incompreensíveis do ponto de vista metodológico. A primeira, foi de Miriam Leitão, ao comparar a atual carga tributária 35,8% do PIB com a existente em 2000 (de cerca de 30%). Ora, se analisarmos o término do governo FHC, que é o que interessa, veremos que esta carga está próxima ao atual limite.
A segunda comparação foi de Armínio Fraga, no Valor Econômico de 10/07/2009, ao falar que o aumento previsto ao funcionalismo público iria consumir 80% da economia no pagamento de juros. Só que nesta fala, ele usou os aumentos previstos para o funcionalismo para 2009,2010 e 2011, sendo que somente usou os juros economizados em 2009. Isso sem falar que deste aumento, cerca de 27,%% retornam como Imposto de Renda, e sem falar no desconto previdenciário.
Enfim, há uma série de estatísticas usadas sem base alguma, servindo apenas para dizer o que querem os seus divulgadores. Daí a minha sugestão, pois pressuponho que este blog iria abrir um novo caminho para reportagens mais sérias de parte da mídia,assim como no processo do blog da Petrobras.
abraço
Comentário
Que tal começarmos a enumerar as principais estatísticas a serem acompanhadas?
É mais um absurdo o que está acontecendo com o Lúcio Flávio Pinto. Ele é um jóia rara, do jornalismo paraense e brasileiro. Acho que há cerca de 02 anos atrás, o Lúcio estava almoçando no Restô do Parque, lotado de clientes, quando o truculento Ronaldo Maiorana, chegou com dois seguranças e abordou o jornalista, que não teve nem tempo de reagir, e foi levando murros, socos e pontapés desta figura e de seus seguranças. Quem presenciou a cena ficou chocado com tamanha violência desferida contra o jornalista. A Ursula Vidal, que já foi da Globo, e narrava no Fantástico, foi uma das pessoas que presenciou o ocorrido, ficou indignada com tal cena. Hoje ela trabalha no jornal local da afiliada do SBT. Os Maioranas agem assim, quando alguém atravessa o caminho deles. Este fato é do conhecimento de toda sociedade paraense.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.