Embaixada dos EUA protesta contra declarações racistas de chanceler de fato hondurenho
Da Telesur:
Tradução de Eduardo Guimarães
A embaixada dos Estados Unidos em Honduras reagiu indignada nesta terça-feira às “declarações desrespeitosas e racistas” contra o presidente Barack Obama feitas pelo chanceler do governo “de fato” hondurenho, Enrique Ortez Colindres, que se desculpou pelo que havia dito.
“Como representante oficial e pessoal do presidente dos Estados Unidos da América, expresso minha profunda indignação em relação aos desafortunados comentários desrespeitosos e racialmente insensíveis do chanceler Enrique Ortez Colindres sobre o presidente Barack Obama”, disse em nota o embaixador de Washington em Tegucigalpa, Hugo Llorens.
O chanceler do governo “de fato” de Roberto Micheletti havia se referido a Obama como “Esse negrinho que nem sabe onde fica Tegucigalpa”.
“Tais comentários são profundamente indignos para o povo americano e para mim no âmbito pessoal. Estou chocado com esses comentários, que condeno fortemente”, concluiu o embaixador dos EUA em Honduras.
Escrito por Eduardo Guimarães às 22h41
Comentário
Bom, uma coisa não se pode negar: os defensores de Micheletti estão à altura dele.
Mudamos o endereço do sarau de quarta do Confraria para o Bar do Alemão.
O endereço é Avenida Antárctica. Indo da Marginal para a Sumaré é no segundo quarteirão, depois do West Plaza Shopping. No final do quarteirão, ao lado da agência do Bradesco, tem um estacionamento 24 horas.
É incrível a capacidade e a criatividade humanas. Agora não há mais desculpa para que países ricos e pobres não definam metas justas de corte das emissões de GEE.
A Universidade de Princeton criou um método para distribuir de forma justa entre os países as metas globais de corte de emissões. Veja:
Uma irmã pegou gripe, havia suspeita que fosse a gripe suína. Fez os exames, que demoram um pouco por conta do excesso de demanda. Ficou cinco dias de molho em casa. Todos os dias recebeu ligações de médicos da Vigilância Sanitária, querendo saber de seu estado, dos demais familiares, se estava procedendo conforme as orientações recebidas.
Lei do empreendedor individual beneficiará 11 milhões, diz ministro Pimentel
O ministro da Previdência Social, José Pimentel, informou nesta quarta-feira (1º), na Câmara, que cerca de 11 milhões de brasileiros serão beneficiados com a lei complementar (128/08), que entra em vigor nesta quarta (1º), criando a figura jurídica do empreendedor individual.
(…)
Minha consultora para assuntos do iPhone, a Bibi, descobriu um programinha porreta.
Consiste no seguinte. Se um chato te alugar, você programa o aparelho para tocar. Depois, há duas versões de ligações. A versão em inglês simula um diálogo falso, que você precisará apenas repetir. Mas pode gravar em português, com alguém simulando o diálogo.
Manobra apoiada por deputado federal paraibano pode reduzir investimento na saúde
Relator da Lei das Diretrizes Orçamentárias, o deputado paraibano Wellington Roberto (PR-PB) abre brecha para que o governo deixe de investir R$ 480 milhões no setor da saúde.
De acordo informações divulgadas no portal do jornal O Globo, no texto final sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), divulgado na sexta-feira (3), o relator Wellington Roberto (PR-PB) deu parecer favorável à mudança, que terá impacto no cumprimento da chamada Emenda 29. Esta obriga o governo federal a repassar à Saúde o total investido no ano anterior, acrescido da variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas os bens e serviços produzidos no país).
Leia aqui a matéria completa ou clique no link abaixo para conferir a postagem original com texto assinado por Eduardo Rodrigues:
Essa questão de redução de custos trabalhistas traz muita confusão.
Hoje em dia o custo de uma carteira de trabalho assinada é onerado pelo financiamento da Previdência, do LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social), dos cinco S (ligados às entidades patronais). Só para a Previdência, são 20% da empresa e de 8% a 11% para o trabalhador.
Todos esses penduricalhos – mais o peso-pesado do INSS – são recursos que saem da empresa e não entram no bolso do trabalhador. No fundo é o emprego financiando o que deveria ser de responsabilidade geral do país, saindo de outras fontes de custeio. A conseqüência é o desestímulo à formalização do emprego, o enfraquecimento das empresas que empregam (em contraposição àquelas de capital intensivo) – e de sua capacidade de gerar mais empregos e melhores salários.
Há uma longa discussão para que esse financiamento saia de outras fontes, ou do faturamento, ou de tributação sobre ganhos de capital.
O que muitos não entendem é que empresas e empregados são aliados na geração de empregos. Tome-se o caso da indústria automobilística. Por ser grande é influente, por ser influente conseguiu redução do IPI – mesmo porque a cadeia produtiva do setor emprega muita gente. Com a desoneração, em ambiente de crise produzirá mais do que no próximo ano.
A oneração excessiva da folha de salários cria dois mundos. As grandes empresas, com condições de registro. E as pequenas e médias, as de serviço, recorrendo cada vez mais à terceirização, que é uma forma de emprego precário.
Por isso mesmo, essa discussão – sobre a desoneração da folha – em princípio é a favor do emprego e do trabalhador.
SÃO PAULO - Com a recente média alcançada de cerca de 10 mil doutores formados por ano, o Brasil ainda não conseguiu levar esses profissionais para dentro das empresas, mantendo a maior parte na academia. Estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que apenas 1,9% dos 26 mil doutores empregados está na indústria, enquanto 66% permaneciam na universidade. Outros 18% estão empregados no setor público.
SÃO PAULO - Instituições particulares de ensino superior do Estado de São Paulo registraram em 2008 o maior índice de inadimplência dos últimos dez anos, de 24,5%. Na região metropolitana de São Paulo a taxa foi ainda mais alta: 34,5%. Além disso, o primeiro bimestre de 2009 supera em 11% o mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte de pesquisa realizada pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) com 538 faculdades e universidades privadas.
O crescimento da falta de pagamento das mensalidades, segundo especialistas e membros do próprio setor, está relacionado à junção da crise financeira mundial com a crise específica do setor educacional privado. A pesquisa mostrou também que as instituições de pequeno porte, com até 1,5 mil alunos, registraram o maior crescimento da inadimplência de um ano para outro em relação às demais instituições: 15,3%. ?Os números para nós são alarmantes e indicam que a crise econômica mundial afetou sensivelmente o ensino superior particular e aprofundou as dificuldades já enfrentadas pelo setor?, afirma o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, responsável pelo levantamento.
Os conflitos étnicos na China merecem uma análise mais detalhada.
A explosão de crescimento na China prenunciava, a médio prazo, um conjunto de conflitos a ser administrado pelo Partido Comunista chinês:
1. Conflitos regionais, com as províncias entrando em disputa por investimentos e fugindo ao controle do governo central.
2. Conflitos sociais, com a percepção de desigualdade de renda trazida pela abertura e pelo desmonte das antigas redes sociais mantidas pelas grandes estatatais.
3. Conflitos culturais, à medida que a nova classe média emergente se imbuísse dos valores ocidentais e os novos empresários passassem a entrar no jogo político.
Agora explode um conflito de etnias. Será que a China vai se tornar grande demais para o PC chinês?
Praticamente todos os jornais passaram a descrever o que ocorreu em Honduras com a definição correta: golpe. Com a condenação dos Estados Unidos e a ameaça de boicote econômico, Celso Amorim diz que o grupo golpista não resistirá três meses.
O correspondente da Folha conseguiu uma resposta extraordinária do novo MInistro da Defesa Adolfo Lionel:
FOLHA – Por que houve a proibição da volta de Zelaya? LIONEL - O fato de se ter permitido a Zelaya ir à Costa Rica foi um ato humanitário. Há muita gente que ainda está irritada. Para evitar um banho de sangue, decidiu-se enviá-lo à Costa Rica, um país altamente democrático. Aqui, estaria preso. Há 18 ordens de prisão contra ele.
A denúncia protocolada pelo Ministério Público Federal contra o banqueiro Daniel Dantas revelou que ele tramou, em e-mails trocados com o consultor de empresas Roberto Amaral, pagamentos para dois jornalistas que teriam divulgado notícias de interesse de seu grupo empresarial.
Amaral foi alto executivo da empreiteira Andrade Gutierrez. Já reconheceu ter trabalhado como “consultor” de Dantas entre 2000 e 2005. A Polícia Federal apreendeu diversos e-mails arquivados em computador de Amaral.
Nos e-mails, Dantas se identifica como DVD, OVS ou “Olhos Verdes Sensuais”. Amaral responde como “Rogério”.
Em 2001, Dantas diz a Amaral que precisa ser publicada na imprensa uma nota contra seu desafeto, o empresário Luís Roberto Demarco, com quem travava disputa judicial. A nota, que colocava Demarco como um denunciante de propinas na polícia, saiu no dia 4 de dezembro daquele ano na coluna on-line do jornalista Claudio Humberto, ex-porta-voz do presidente Fernando Collor (1990-1992).
O outro jornalista citado na denúncia é Gilberto Pierro, o “Giba Um”, que tem blog na internet. Em abril de 2002, Amaral cobra o pagamento de R$ 50 mil, dos quais iriam R$ 25 mil para “CH” (Claudio Humberto) e R$ 5.000 para “Giba Um”.
No dia 12, Amaral pede R$ 117 mil para pagar Claudio Humberto e quitar “dois anúncios publicados no “Jornal de Brasília’”.
A denúncia do procurador também traz detalhes sobre o papel do consultor Guilherme Martins, o Guiga. Em depoimento, o presidente da Santos Brasil, da qual o Opportunity é acionista, Wadi Jasmin, disse que Guiga foi contratado “apenas para agendar reuniões com políticos”. Ele citou encontros com o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto em 2007, e o ex-deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF).
Seixas, segundo Jasmin, “é advogado contratado pela Santos Brasil para atuar na discussão envolvendo a questão de portos privativos”.
O advogado de Amaral, José Luis Oliveira Lima, disse que seu cliente é “dos mais respeitados do país”. Segundo o advogado, Amaral “é fonte não apenas de Humberto e Giba Um, mas também de diversos outros jornalistas importantes”. A consultoria de Amaral ocorreu “dentro de princípios éticos e legais”. Humberto negou qualquer irregularidade na sua conduta. Giba Um não foi localizado. (RV, FF E AF)
Comentário
Conhecendo o modo de operação de Dantas, que vocês avaliem agora a campanha estrepitosa do esquema Dantas na mídia, a orquestração dos ataques, para passar a impressão de que todos eram bandalhos como eles, a última onda – o tal relatório italiano, mais uma vez levantado pelo Conjur, Diogo Mainardi, IstoÉ e a própria Veja, sem que nada aparecesse, justamente às vésperas do novo indiciamento.
Ministério Público acusa banqueiro do Opportunity e mais 13 pessoas de sete crimes
DA REPORTAGEM LOCAL
A Procuradoria da República em São Paulo ofereceu denúncia contra o banqueiro Daniel Dantas e 13 pessoas por suposto envolvimento em sete crimes diferentes, dentre os quais gestões temerária e fraudulenta e evasão de divisas. Pediu a abertura de três inquéritos policiais, um deles específico sobre a fusão, no ano passado, das empresas de telefonia Brasil Telecom e Oi/Telemar, que deu origem à maior tele do país.
O governo do Brasil está preparando grandes cortes nos custos trabalhistas, muito altos do país, como forma de estimular a produtividade e o crescimento, disse Guido Mantega, o ministro da Fazenda, ao Financial Times.
“Nós temos a chance de transformar a crise econômica global em uma oportunidade”, disse Mantega. “Nós queremos dar um salto qualitativo na produtividade e colocar o Brasil à frente do crescimento global. Essas medidas possibilitarão para vários setores competirem no mercado internacional.”
As medidas, que deverão ser anunciadas nas próximas semanas, incluem a extinção dos 25,5% do salário bruto de cada funcionário que os empregadores devem recolher para vários fundos de bem-estar social.
Este é apenas um dos muitos sites onde estão se aglutinando quase todos os internautas franceses para resistir aos múltiplos avanços do governo sarkozy contra a liberdade na Internet.
A lei denominada HADOPI, apesar de ter sido aprovada pela assembléia nacional e o senado da França foi derrubada pelo conselho constitucional justamente por ter sido considerada inconstitucional. A lei previa a advertência para quem baixasse arquivo de material considerado protegido por direitos autorais e, na segunda reincidência, a supressão do direito ao acesso à Internet.
sou amigo do professor Kabenguele Munanga a mais de vinte anos e não seria solidário a uma agressão pessoal injusta. Como não sou da academia desconheço o protocolo das críticas acadêmicas. Entretanto, em bases políticas, tenho recebido críticas grosseiras e tenho reiterado críticas contundentes também ao ilustre professor e a todos que por interesses e carreiras políticas ou acadêmicas, por imperdoável equívoco, têm externado a defesa de políticas raciais no Brasil, pensando em reparar uma injustiça atual, embora à custa do aprofundamento da crença em ´raças humanas´, o que, infelizmente, o escrito denunciado por Magnoli revelaram ser uma prática intelectual.
Um dos episódios jornalisticamente mais polêmicos dos últimos anos foi o caso da suposta ficha da Ministra Dilma Rousseff no DOPS. Dilma acusou o jornal de ter se valido de uma ficha falsa. O jornal refutou, dizendo que não poderia garantir que a ficha era verdadeira, mas tão pouco comprovar que era falsa. Dilma insistiu e enviou ao jornal dois laudos contratados por ela, junto a peritos da Universidade de Brasília (UnB) e Unicamp. O jornal insistiu que não poderia garantir que a ficha era falsa, por não ter o original para comparar – um contra-senso que, levado ao pé da letra, legitimaria qualquer falsificação.
Solicitei e recebi os dois laudos da Ministra, para poder avaliar. As conclusões são inequívocas e desmentem o jornal.
***
O laudo da Unicamp é assinado por Siome K. Goldenstein e Anderson R. Rocha, do Instituto de Computação.
Suas conclusões:
1. A imagem publicada na Folha Online não é a mesma publicada pelo jornal.
2. A imagem foi digitalmente fabricada. A foto foi recortada de uma outra fonte, o texto foi adicionado posteriormente de forma digital e é improvável que qualquer parte da ficha tenha sido escaneada do Arquivo Público de São Paulo – onde a ficha estaria depositada, segundo a Folha.
3. A moldura da ficha foi scaneada (copiada através de uma máquina scanner). Já a foto de Dilma foi colocada digitalmente. Na foto, os pixels (pontos que compõem a imagem)são exatamente iguais. A probabilidade de isso ocorrer em uma foto convencional é ded uma em 10 elevado a 30.000. Para efeito de comparação, a possibilidade de duas pessoas terem o mesmo DNA é de uma em 10 elevado à 12a potência.
4. As letras foram digitalmente acrescentadas.
***
O laudo da UnB é tão definitivo quanto o da Unicamp:
1. O laudo analisou três sites que tinham a tal ficha. E se baseou naquele que tinha melhor resolução, o Viomundo. Na sua resposta, a Folha disse que o laudo se baseou na foto de um site que costuma criticar a imprensa – argumento tolo, já que o laudo concluía que as três fichas tinham a mesma procedência.
2. Comparou as impressões digitais da ficha original, do DOPS, com os da ficha falsa. Constatou que eram diferentes. A probabilidade de serem iguais era de zero.
3. Analisando as bordas da ficha, constatou que as duas dobras eram exatamente iguais, possivelmente usando o chamado efeito espelhado.
4. Foram utilizadas as fonte MS San Serif (do sistema operacional Windows) e Courier (BM). Em alguns casos, foram colocadas letras desalinhadas (como o S), mas também de forma digital, porque todas as letras S são idênticas.
***
Antes disso, leitores do Blog já tinham chegado à mesma conclusão. Como André Borges Lopes, em um trabalho detalhado sobre a foto.
Sua conclusão: “Duvido que surja algum especialista sério no mundo capaz de afirmar que existe alguma chance, remota que seja, dessa ficha ter sido originada pelo escaneamento de um documento físico. Mas a Folha não precisa gastar dinheiro com especialistas. É bem possível que qualquer estagiário do departamento de arte do jornal seja capaz de desmascarar esse engodo.
Você sabe da admiração que tenho por sua trajetória na imprensa brasileira; sua visão crítica apurada e sua contribuição para certos temas. Quando estive em seu programa de Tv, faz uns quatro anos, eu lhe disse que tinha guardado no meu arquivo pessoal uma série de artigos seus de mais de dez anos, sobre a importância econômica da música popular brasileira, nos quais você dizia não entender por que o governo não incluía a música brasileira na pauta de exportação, como uma mercadoria de alto valor agregado e espontaneamente de grande aceitação.
Confesso que não o reconheci nos comentários que você fez sobre minha entrevista para a Folha de São Paulo publicada no dia 13 de junho (clique aqui). Tenho enfrentado um debate público importante para a cultura brasileira e mesmo para a democratização e modernização do Estado brasileiro. Afinal de contas, enquanto o ministério tem apenas 20% do total dos recursos disponíveis para serem aplicados no fomento e incentivo cultural, a lei, como é hoje, disponibiliza R$ 1,3 bilhão, ou seja, nada menos que 80% dos recursos disponíveis -para serem aplicados sem critérios públicos. Para terem sua aplicação definida pelas empresas.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.