Fora de Pauta
Para um domingo vazio.
Por Miriam
Para um domingo iniciando….
João Cabral de Melo Neto
Tecendo a Manhã
1.
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
2.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(A Educação pela Pedra)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Cada vez mais detesto os velhos comunistas, que aderiram de coração e mente ao reacionarismo moderno do mesmo modo como, no passado, aderiram ao estalinismo.
Vejam só o Ferreira Gullar. Vejam como fala mal do bolsa-família com o espírito da fofoca partidária. Fala de um conhecido criador de gado cujo nome nunca será revelado, mas cujo testemunho dá um ar de veracidade à estória que ele nunca confirmou. Finalmente termina concluindo que as mulheres estão tendo mais filhos pois recebem R$ 150,00 (mensais?) por cada filho que têm. Já ouvi esta mesma estória, mas de modo mais coerente, pois o objetivo era receber o auxílio-maternidade.
O Ferreira Gullar está recebendo o bolsa-ditadura, aquele valor mensal pagos aos perseguidos pela Ditadura Militar? Gostaria de saber.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0507200919.htm
FERREIRA GULLAR
Um modo novo de encher a barriga
Ter filhos se tornou, no Brasil do Lula, um modo fácil de aumentar a renda familiar
CARISMA, CAPACIDADE de conquistar a confiança e o voto do eleitor é uma coisa; capacidade de governar, administrar, é outra. Esse é um dos percalços do regime democrático: a possibilidade de eleger-se um candidato carismático, que ganha a simpatia do eleitor, mas que não é um administrador competente ou não é honesto ou não tem gosto pela tarefa administrativa. Dependendo de alguns fatores conjunturais ou da habilidade desse personagem, pode ele se manter no poder por anos a fio, fazendo da preservação de sua imagem e da confiança do eleitor, sua tarefa precípua. Caso as circunstâncias o favoreçam, essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa fé do povão pode gerar consequências altamente negativas para a sociedade, que terá sérias dificuldades para evitá-lo.
Esse tipo de líder surge, com maior frequência, em países onde a desigualdade social é mais acentuada, o que propicia o uso de medidas assistencialistas e demagógicas, que lhe garantem a popularidade e os votos. Certamente, atender a necessidades vitais da população carente tem seu lado positivo, desde que seja feito em caráter emergencial, seguido de medidas visando inserir o cidadão no mercado de trabalho, em vez de mantê-lo como um indigente que vive às custas do governo.
Como essa reconquista da autonomia do desempregado não interessa ao líder populista, a tendência é ampliar e manter os programas assistencialistas como investimento a fundo perdido, em prejuízo do crescimento econômico, da ampliação do mercado de trabalho e do progresso social.
O programa assistencialista, como toda intervenção no processo social, pode ter aspectos positivos e negativos. Os positivos, sabemos quais são; os negativos, às vezes, nos surpreendem, ainda que, se nos detemos a refletir, veremos que são quase inevitáveis. Tomemos como exemplo o programa Bolsa Família, que nasceu para servir politicamente ao presidente Lula. Isso ficou evidente, desde o início, quando ele mandou fundir os programas Bolsa Alimentação e Bolsa Escola, para fazer de conta que um programa novo estava sendo criado pelo seu governo.
Pouco lhe importou o fato de que a fusão dos dois programas, com objetivos essencialmente diferentes, prejudicaria a execução de ambos e dificultaria sua fiscalização. O resultado previsível não se fez esperar: parentes de prefeitos, de vereadores e deputados passaram a receber os benefícios a que não tinham direito nem deles necessitavam. Mas a coisa não parou aí: a engenhosidade popular pôs-se logo a serviço dos oportunistas. Hoje, à exceção talvez do governo, todo mundo sabe o que ocorre com o Bolsa Família, que abrange nada menos de 40 milhões de pessoas.
Inventaram-se os mais diversos modos de burlar as normas que o regem, chegando-se ao ponto de, quando o beneficiado pelo programa consegue um emprego, pede ao patrão que não lhe assine a carteira de trabalho, para que possa, assim, fazer de conta que continua desempregado. Vejam vocês a que leva esse tipo de ajuda demagógica, quando sabemos que ter a sua carteira de trabalho assinada pelo patrão sempre foi uma aspiração de todo trabalhador. A carteira assinada é imprescindível para comprovar o tempo de serviço e garantir a aposentadoria.
Aqueles, porém, que abrem mão disso, estão certos de que o Bolsa Família os sustentará pelo resto da vida, sendo, portanto, desnecessário aposentar-se. É como se já estivessem aposentados, uma vez que ganham sem trabalhar.
Um conhecido meu, que cria algumas cabeças de gado, contou-me que o vaqueiro de sua fazenda separou-se aparentemente da mulher (com quem tinha três filhos) para que ela pudesse receber a ajuda do Bolsa Família, como mãe solteira e sem emprego.
Ao mesmo tempo, embora já tivesse decidido não ter mais filhos, além dos que já tinham, mudaram de ideia e passaram a ter um filho por ano, de modo que a filharada, de três já passou para sete, sem contar o novo que já está na barriga.
Esse procedimento se generaliza. Um médico que atende num hospital público aqui do Rio, declarou na televisão que uma jovem senhora, depois de sucessivos partos, teve que amarrar as trompas. Com medo de morrer, aceitou a sugestão do médico, mas lamentou: “É pena, porque vou perder os R$ 150 do Bolsa Família”. Pois é, ter filhos se tornou, no Brasil do Lula, um modo fácil de aumentar a renda familiar.
Em breve, o número de carentes duplicará e o dispêndio com o programa, também.
O Brasil precisa urgentemente de um estadista.
A propósito, se alguém procurar o Ferreira Gullar entre os beneficiados pela bolsa ditadura, o nome verdadeiro dele, segundo a Wikipedia, é
José Ribamar Ferreira (São Luís, 10 de setembro de 1930)
Este é para os que querem estar por dentro da discussão economica na próxima semana.
New post Ricardian Equivalence Makes a Comeback Reply with quote
Oh yeah! I forgot about Ricardo’s Equivalence Theory. Funny how it took till July 5th to dig this one up.
From the Toronto Globe & Mail July 5 09:
“Heather Scoffield
Last updated on Sunday, Jul. 05, 2009 07:54PM EDT
Stimulus is supposed to be the key to recovery, and governments around the world are embracing it as never before.
But a long-forgotten theory dating back almost 200 years is increasingly weighing on the minds of policy makers: Ricardian equivalence.
Named after the writings of David Ricardo in the early 1820s, the theory suggests that stimulus spending is doomed to failure because taxpayers tend to save their stimulus dollars rather than spend them.
Their reluctance to spend, according to Ricardo, stems from a basic lack of faith in the government’s ability to manage stimulus, and a belief that they will eventually be hit by big tax increases to pay off bulging deficits.
Lately, discussion about Ricardian equivalence is spilling from its normal confines in academia to the offices of Bay Street and Wall Street economists. It even drew a mention last month by Bank of Canada Governor Mark Carney, who warned in a speech that “Ricardian effects on consumption” are among the risks to the global recovery.
The Ricardian chatter signals policy makers’ and economists’ nagging fear that fiscal stimulus will fall flat or even backfire, undermining the global recovery before it has a chance to blossom.
The risk is that despite the hundreds of billions being spent, “the money from Uncle Sam goes into the coffee can instead of being used to buy more coffee,” explains David Rosenberg, chief economist and strategist at Gluskin Sheff + Associates Inc. “People see today’s stimulus as tomorrow’s tax hike.”
Last year, U.S. taxpayers saved essentially all the money they got through a federal tax cut. And the recent spike in the U.S. personal savings rate is all Mr. Rosenberg needs to believe Mr. Ricardo had a point. In May, the total Obama administration stimulus was worth $163-billion (U.S.) at annual rates, while consumer spending increased only by $25-billion that month, at annual rates. At the same time, the personal savings rate jumped to a 16-year high of 6.9 per cent of disposable income, up from 5.6 per cent in April and 4.3 per cent in March.
The stimulus, Mr. Rosenberg argues, “does seem like such a complete waste of time” because for every new government dollar, consumer spending rises just 8 cents.
Canadian savings rates have risen, too, but there is not much concern that Ricardian equivalence will render stimulus obsolete here. Canada entered the recession with a strong government balance sheet, so it won’t have to use huge tax hikes or spending cuts to bring its budget into balance again in the long run, said economist Nicholas Rowe at Carleton University.
In addition, monetary policy has been far more effective in Canada than in the United States in injecting some life into the economy, so recovery here is not as dependent on fiscal stimulus as it is in the United States, he said.
Canadian recovery is, however, very dependent on American households spending their stimulus. So if Ricardian equivalence does play out south of the border, the impact could be more than theoretical.
Though updated and modernized by economist Robert Barro in 1974 (and also known as the Barro-Ricardo equivalence proposition), the Ricardo theory has never held much sway among economists. In fact, Ricardo ultimately rejected the idea.
But many economists have tried, over the centuries, to disprove the theory, and none have succeeded in doing so.
The idea behind the theory – that consumers will not spend their stimulus because they think they will need the money as a cushion against future rough times – is more widely accepted than the Ricardian theory. The hoarding concern is even greater these days, amid rising concern that government-financed pensions won’t be able to withstand the crisis and individual households will have to make up the shortfall.
Now, with President Barack Obama’s administration signalling its intention to eventually raise taxes to offset the mounting deficit, taxpayers are almost being encouraged to stash away their stimulus, argues Derek Holt, senior vice-president of economics at Scotia Capital Inc.
“Every theory has its day in the sun and, at this point in time, especially in the United States, it’s holding true,” Mr. Holt said.
And loud talk about the need for fiscal and monetary “exit strategies” at a time when recovery has not yet taken hold only serves to highlight the reasons why households should start saving more, and could encourage people to do so.
Even if the Ricardian connection between hoarding and the announcement of exit strategies is tenuous, it’s not worth taking the risk, adds Avery Shenfeld, chief economist at CIBC World Markets.
“There’s no point waking up a hibernating Barro by talking too much, too soon, about a budget tightening ahead,” he said.”
Francisco Alves de Souza,
Muito obrigada.
Essa crônica do genial Veríssimo merece ir para Fatos e Dados.
MOSCOU (Reuters) – O encontro entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente russo, Dmitry Medvedev, além de tratar da falta de Adriano ao treino do flamengo, segunda-feira passada, deve favorecer um acordo de controle de armas, culminando em um comunicado conjunto na segunda-feira, disse uma fonte graduada da Casa Branca.
Que tal um como voce Wandhklêysson!!!!
“””Cabecinha de musquitinho micuim””””!!!!
Escova e lava a boca pra falar !!!!!
Ainda mais de alguém !!!!
Boca sua berta Cheira pessimamente !!!!
Boca fechada seras um grande poeta !!!!ANONIMO !”!!! MAS !!!
VOCE DECIDE !!!!