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	<title>Comentários sobre: A cassação de JK</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>Por: Andre Araujo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691780</link>
		<dc:creator>Andre Araujo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 23:14:15 +0000</pubDate>
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		<description>Meu caro Marco Antonio : Respeito sua opinião que demonstra bom conhecimento do tema. Permito-me todavia dar a minha. Jango era muito mais moderado do que Brizola, que o empurrava para a extrema esquerda contra a vontade do proprio Jango. Isso era de conhecimento publico à época. De fato, Brizola foi o gatilho do movimento ao instigar Jango a praticar atos radicais, como o comicio dos marinheiros de 13 de março, desapropriação de terras marginais às estradas, das refinarias privadas,  etc. Jango tentava se equilibrar e Brizola não deixava, era um incendiario. Mas Brizola não seria candidato mesmo se não houvesse o golpe, seu nome não permitiria uma coligação do PTB com partidos mais ao centro, condição indispensavel para viabilidade de uma candidatura. A aliança tradicional seria do PTB com o PSD mas este ja tinha Juscelino e mesmo sem JK jamais iria se coligar com Brizola, o PSD era conservador. Portanto era uma candidatura eleitoralmente inviavel dentro das regras do jogo em 64. Por outro lado, Brizola era muito popular no Rio Grande e no Rio de Janeiro, mas é só. Não tinha votos em SP e Minas. Não tinha massa eleitoral para ganhar uma eleição presidencial.
Eu vivi intensamente aqueles tempos, trabalhava no BEG-Banco do Estado da Guanabara, que era uma fortaleza lacerdista, participava muito da politica daquela epoca agitada, vi o comicio de 13 de março, o movimento das tropas em 31 de março, a tensão toda daquele mês, a tropa do Mourão chegando ao Palacio Duque de Caxias na madrugada, a Avenida Brasil ladeada por tanques e caminhões com tropas. 

Brizola não  seria jamais pareo para JK, que estava no auge da popularidade. Portanto, nao tinha como haver favortisimo sem candidatura e essa candidatura simplesmente não existia, não tinha sustentação politico-partidaria, não poderia existir, alem do problema legal discutivel (cunhado é ou não é parente?)
Os grandes comentaristas politicos daqueles tempos tumultuados, o Castelinho, Villas Boas, Helio Silva, Cony, Tarcisio, Murilo Melo Filho,  poderão confirmar o que eu digo, pesquise nos arquivos das colunas deles. O afavel Brizola que retornou do exilio era uma pessoa muito mais calma do que o Brizola de 64, que era realmente um radical que queria tocar fogo no circo. Quanto aos nomes que vc citou, eu adorava o Fausto Wolff, tenho os livros dele, era uma grande figura, humano como poucos, mas não era um bom comentarista politico, não tinha frieza para analise, o Frei Betto nem era nascido naquele tempo, Tarso de Castro tb não era analitico, aliás nem é preciso muita analise, Brizola simplesmente não conseguiria ser candidato por uma coligação de centro-esquerda, sem a qual não teria nem como saber se ele era favorito.
Tem uma prova dos nove: o Movimento de 64 teve amplo apoio popular e Jango caiu sem ter quem o defendesse nas ruas, como então supor que  o voto majoritario do Brasil naquela época seria da esquerda radical, que era o que Brizola representava?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu caro Marco Antonio : Respeito sua opinião que demonstra bom conhecimento do tema. Permito-me todavia dar a minha. Jango era muito mais moderado do que Brizola, que o empurrava para a extrema esquerda contra a vontade do proprio Jango. Isso era de conhecimento publico à época. De fato, Brizola foi o gatilho do movimento ao instigar Jango a praticar atos radicais, como o comicio dos marinheiros de 13 de março, desapropriação de terras marginais às estradas, das refinarias privadas,  etc. Jango tentava se equilibrar e Brizola não deixava, era um incendiario. Mas Brizola não seria candidato mesmo se não houvesse o golpe, seu nome não permitiria uma coligação do PTB com partidos mais ao centro, condição indispensavel para viabilidade de uma candidatura. A aliança tradicional seria do PTB com o PSD mas este ja tinha Juscelino e mesmo sem JK jamais iria se coligar com Brizola, o PSD era conservador. Portanto era uma candidatura eleitoralmente inviavel dentro das regras do jogo em 64. Por outro lado, Brizola era muito popular no Rio Grande e no Rio de Janeiro, mas é só. Não tinha votos em SP e Minas. Não tinha massa eleitoral para ganhar uma eleição presidencial.<br />
Eu vivi intensamente aqueles tempos, trabalhava no BEG-Banco do Estado da Guanabara, que era uma fortaleza lacerdista, participava muito da politica daquela epoca agitada, vi o comicio de 13 de março, o movimento das tropas em 31 de março, a tensão toda daquele mês, a tropa do Mourão chegando ao Palacio Duque de Caxias na madrugada, a Avenida Brasil ladeada por tanques e caminhões com tropas. </p>
<p>Brizola não  seria jamais pareo para JK, que estava no auge da popularidade. Portanto, nao tinha como haver favortisimo sem candidatura e essa candidatura simplesmente não existia, não tinha sustentação politico-partidaria, não poderia existir, alem do problema legal discutivel (cunhado é ou não é parente?)<br />
Os grandes comentaristas politicos daqueles tempos tumultuados, o Castelinho, Villas Boas, Helio Silva, Cony, Tarcisio, Murilo Melo Filho,  poderão confirmar o que eu digo, pesquise nos arquivos das colunas deles. O afavel Brizola que retornou do exilio era uma pessoa muito mais calma do que o Brizola de 64, que era realmente um radical que queria tocar fogo no circo. Quanto aos nomes que vc citou, eu adorava o Fausto Wolff, tenho os livros dele, era uma grande figura, humano como poucos, mas não era um bom comentarista politico, não tinha frieza para analise, o Frei Betto nem era nascido naquele tempo, Tarso de Castro tb não era analitico, aliás nem é preciso muita analise, Brizola simplesmente não conseguiria ser candidato por uma coligação de centro-esquerda, sem a qual não teria nem como saber se ele era favorito.<br />
Tem uma prova dos nove: o Movimento de 64 teve amplo apoio popular e Jango caiu sem ter quem o defendesse nas ruas, como então supor que  o voto majoritario do Brasil naquela época seria da esquerda radical, que era o que Brizola representava?</p>
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		<title>Por: Marco Antonio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691599</link>
		<dc:creator>Marco Antonio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 18:09:48 +0000</pubDate>
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		<description>E apenas para complementar duas posições que não são &quot; só do comentarista&quot;, como me informou há pouco um amigo por e-mail, a Wikipédia, com farta fonte bibliográfica, fala textualmente sobre o favoritismo de Brizola em 64. E o fenomenal jornalista Ney Duclós escreveu, sobre o assunto, quando da morte do líder trabalhista: &quot; Eles deram o golpe para impedir tua presidência, Brizola. O regime de 64, que ainda está em vigor, tinha só esse objetivo...&quot;
                     Como se vê, a tese que apresentei não tem suporte apenas na opinião deste comentarista. A menos que o seu conceito de &quot;nada&quot; seja tão amplo quanto o que você entende por democracia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E apenas para complementar duas posições que não são &#8221; só do comentarista&#8221;, como me informou há pouco um amigo por e-mail, a Wikipédia, com farta fonte bibliográfica, fala textualmente sobre o favoritismo de Brizola em 64. E o fenomenal jornalista Ney Duclós escreveu, sobre o assunto, quando da morte do líder trabalhista: &#8221; Eles deram o golpe para impedir tua presidência, Brizola. O regime de 64, que ainda está em vigor, tinha só esse objetivo&#8230;&#8221;<br />
                     Como se vê, a tese que apresentei não tem suporte apenas na opinião deste comentarista. A menos que o seu conceito de &#8220;nada&#8221; seja tão amplo quanto o que você entende por democracia.</p>
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		<title>Por: Marco Antonio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691581</link>
		<dc:creator>Marco Antonio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 17:22:28 +0000</pubDate>
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		<description>Caro André Araújo,

Na verdade, minhas opiniões são baseadas em várias outras que li e ouvi ao longo das décadas. Fausto Wolf, Jeferson Andrade, Tarso de Castro, e o próprio Frei Betto, em uma palestra na PUC, em 1990, disseram a mesma coisa. Em momento algum busquei fazer uma interpretação baseada em &quot; vontades&quot; ou &quot; desejos&quot; pessoais. Aliás, nem nascido eu era na época. Mas é curioso que Brizola tivesse toda essa rejeição. Foi eleito governador do Rio Grande do Sul e saiu com a maior popularidade do Estado em todos os tempos. Foi eleito deputado federal pela Guanabara em 1960 com 24% de TODOS os votos, o que mostra sua penetração no sudeste. Um político tão rejeitado como você diz não teria conseguido mobilizar toda a sociedade com a campanha da Legalidade, que permitiu a posse de Jango. No próprio google você pode ler sobre o fortalecimento de Brizola a partir de 1963. De toda forma, eu expus minha opinião sobre a tendência da época, que considero muito mais favorável a Brizola que a JK. Ou então, para que o golpe? Que me lembre, não houve nenhuma insurreição comunista ou de esquerda até 1965. Juscelino não causou tanta preocupação aos militares, tendo sido retirado apenas em um segundo momento. Se Brizola era tão irrelevante, e era o principal líder de esquerda do país ( muito maior e mais conhecido que Arraes e Francisco Julião, por exemplo), que mal poderia fazer que justificasse uma intervenção militar? Creio que os fatos corroboram muito mais minha tese do que a sua.
                   Finalmente, acho estranho você se referir a alguém que ocupou o poder em um regime de exceção, do começo ao fim, como &quot; democrata&quot;, caso de Geisel. A biografia que ele merece já está escrita pela história. Vergonhosa. Inesquecível a passagem em que ele se refere ao Brasil como uma &quot; democracia relativa&quot;. Indagado, Ulysses Guimarães redarguiu no mesmo dia:&quot; quando o substantivo não existe, o adjetivo não interessa&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro André Araújo,</p>
<p>Na verdade, minhas opiniões são baseadas em várias outras que li e ouvi ao longo das décadas. Fausto Wolf, Jeferson Andrade, Tarso de Castro, e o próprio Frei Betto, em uma palestra na PUC, em 1990, disseram a mesma coisa. Em momento algum busquei fazer uma interpretação baseada em &#8221; vontades&#8221; ou &#8221; desejos&#8221; pessoais. Aliás, nem nascido eu era na época. Mas é curioso que Brizola tivesse toda essa rejeição. Foi eleito governador do Rio Grande do Sul e saiu com a maior popularidade do Estado em todos os tempos. Foi eleito deputado federal pela Guanabara em 1960 com 24% de TODOS os votos, o que mostra sua penetração no sudeste. Um político tão rejeitado como você diz não teria conseguido mobilizar toda a sociedade com a campanha da Legalidade, que permitiu a posse de Jango. No próprio google você pode ler sobre o fortalecimento de Brizola a partir de 1963. De toda forma, eu expus minha opinião sobre a tendência da época, que considero muito mais favorável a Brizola que a JK. Ou então, para que o golpe? Que me lembre, não houve nenhuma insurreição comunista ou de esquerda até 1965. Juscelino não causou tanta preocupação aos militares, tendo sido retirado apenas em um segundo momento. Se Brizola era tão irrelevante, e era o principal líder de esquerda do país ( muito maior e mais conhecido que Arraes e Francisco Julião, por exemplo), que mal poderia fazer que justificasse uma intervenção militar? Creio que os fatos corroboram muito mais minha tese do que a sua.<br />
                   Finalmente, acho estranho você se referir a alguém que ocupou o poder em um regime de exceção, do começo ao fim, como &#8221; democrata&#8221;, caso de Geisel. A biografia que ele merece já está escrita pela história. Vergonhosa. Inesquecível a passagem em que ele se refere ao Brasil como uma &#8221; democracia relativa&#8221;. Indagado, Ulysses Guimarães redarguiu no mesmo dia:&#8221; quando o substantivo não existe, o adjetivo não interessa&#8221;.</p>
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	<item>
		<title>Por: sergio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691536</link>
		<dc:creator>sergio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 15:38:17 +0000</pubDate>
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		<description>É difícil apresentar JK como um perdedor na eleição de 60. Ele não tinha interesse na eleição de Lott, pois julgava mais simples seu retorno a partir do fracasso de Jânio, que tinha como certo. Foi atropelado pelos fatos de 61, nos quais sua participação foi baixa. Em 62 também não tinha interesse na eleição de Tancredo para o governo de Minas, pois o via como um provável competidor. Toda sua estratégia política neste período esteve centrada na eleição de 65 e tudo o que fazia era neste sentido. Não se opôs ao golpe, pois, mais uma vez, além das garantias que lhe haviam sido dadas de manutenção do calendário eleitoral, julgava que seu caminho seria facilitado. A cassação de JK atendeu os interesses de todos os que se opuseram a seu governo. Para Lacerda, Magalhães Pinto e a UDN mineira, foi o ápice da vingança política iniciada em abril. JK, para eles, era o próprio símbolo da corrupção no país. Sua cassação é o sinal essencial que  Castelo emite que há um projeto de poder em andamento. Colocar, como Cony faz, essa cassação no colo de empresários de SP é, de um lado, superestimar uma influência que naquele momento não existia. SP, naquele período, tinha poder econômico, mas não político. De outro, retirar  do ato o que foi: a afirmação do poder militar e da visão moralista de passar o país a limpo, nos termos do projeto de Castelo, Golbery e da UDN.      Por fim, 64 pode ser lido de diversas formas, uma delas certamente é pela covardia de JK (maior liderança política do país no momento) na defesa do regime democrático e sua aceitação do golpe como algo natural.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É difícil apresentar JK como um perdedor na eleição de 60. Ele não tinha interesse na eleição de Lott, pois julgava mais simples seu retorno a partir do fracasso de Jânio, que tinha como certo. Foi atropelado pelos fatos de 61, nos quais sua participação foi baixa. Em 62 também não tinha interesse na eleição de Tancredo para o governo de Minas, pois o via como um provável competidor. Toda sua estratégia política neste período esteve centrada na eleição de 65 e tudo o que fazia era neste sentido. Não se opôs ao golpe, pois, mais uma vez, além das garantias que lhe haviam sido dadas de manutenção do calendário eleitoral, julgava que seu caminho seria facilitado. A cassação de JK atendeu os interesses de todos os que se opuseram a seu governo. Para Lacerda, Magalhães Pinto e a UDN mineira, foi o ápice da vingança política iniciada em abril. JK, para eles, era o próprio símbolo da corrupção no país. Sua cassação é o sinal essencial que  Castelo emite que há um projeto de poder em andamento. Colocar, como Cony faz, essa cassação no colo de empresários de SP é, de um lado, superestimar uma influência que naquele momento não existia. SP, naquele período, tinha poder econômico, mas não político. De outro, retirar  do ato o que foi: a afirmação do poder militar e da visão moralista de passar o país a limpo, nos termos do projeto de Castelo, Golbery e da UDN.      Por fim, 64 pode ser lido de diversas formas, uma delas certamente é pela covardia de JK (maior liderança política do país no momento) na defesa do regime democrático e sua aceitação do golpe como algo natural.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: luiz claudio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691519</link>
		<dc:creator>luiz claudio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 15:07:39 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Neves, teu comentario e perfeito, e so complementando lembre-se que o material de construcao ia de aviao e em relacao ao tempo dos militares nenhuma cidade sofreu tanto como Santos ( cidade mais politizada da epoca, e berco do sindicalismo do Brasil, onde naquela epoca nem existia sindicalismo no ABC, as greves em Santos e no Rio foram o terror para a sociedade de classe media da epoca, haja visto que a cupula do Ministerio de trabalho de Jango tinha estivadores tanto do Rio como de Santos, inclusive na epoca era considerada a cidade vermelha do Brasil, se nao me engano Santos foi uma das ultimas cidades a ter de volta autonomia e eleicoes diretas), obrigado e parabens pelo seu comentario.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Neves, teu comentario e perfeito, e so complementando lembre-se que o material de construcao ia de aviao e em relacao ao tempo dos militares nenhuma cidade sofreu tanto como Santos ( cidade mais politizada da epoca, e berco do sindicalismo do Brasil, onde naquela epoca nem existia sindicalismo no ABC, as greves em Santos e no Rio foram o terror para a sociedade de classe media da epoca, haja visto que a cupula do Ministerio de trabalho de Jango tinha estivadores tanto do Rio como de Santos, inclusive na epoca era considerada a cidade vermelha do Brasil, se nao me engano Santos foi uma das ultimas cidades a ter de volta autonomia e eleicoes diretas), obrigado e parabens pelo seu comentario.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Andre Araujo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691359</link>
		<dc:creator>Andre Araujo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 02:30:34 +0000</pubDate>
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		<description>Prezada Anarquista Lucida : Magalhães Pinto nunca foi cassado. Foi Ministro das Relações Exteriores do Governo Costa e Silva, jamais teve qualquer problema no regime militar. Os outros dois apoiadores civis do Movimento, Adhemar de Barros e Carlos Lacerda, foram cassados porque contestavam a duração do regime, que pretendiam curta, com realização de eleições presidenciais aonde pudessem se candidatar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezada Anarquista Lucida : Magalhães Pinto nunca foi cassado. Foi Ministro das Relações Exteriores do Governo Costa e Silva, jamais teve qualquer problema no regime militar. Os outros dois apoiadores civis do Movimento, Adhemar de Barros e Carlos Lacerda, foram cassados porque contestavam a duração do regime, que pretendiam curta, com realização de eleições presidenciais aonde pudessem se candidatar.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Anarquista Lúcida</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691343</link>
		<dc:creator>Anarquista Lúcida</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 01:27:54 +0000</pubDate>
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		<description>Gente, cassaram até o Magalhães Pinto, golpista de origem. Nao queriam nenhum político civil de algum peso, nem mesmo de extrema direita. Cassaram o LACERDA! , o esgoto da época.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gente, cassaram até o Magalhães Pinto, golpista de origem. Nao queriam nenhum político civil de algum peso, nem mesmo de extrema direita. Cassaram o LACERDA! , o esgoto da época.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Andre Araujo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691323</link>
		<dc:creator>Andre Araujo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 00:33:50 +0000</pubDate>
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		<description>O movimento de 64 não foi monolitico, era dividido em alas e grupos, em certos momentos prevaleciam uns e na fase seguinte outros, era uma relação de forças cambiantes, do começo ao fim. Castelo pessoalmente nunca quis a cassação de JK, antes de sua eleição indireta pelo Congresso em 10 de abril, foi à casa do Deputado Joaquim Ramos para encontrar JK, que prometeu seu voto a ele no Senado e Castelo naquelo momento nem cogitava de qualquer ação contra JK. A pressão veio do grupo do Ministro Costa e Silva, a chamada linha dura e Castelo não conseguiu resistir. 
Falar em empresariado paulista como se fosse um bloco só é irreal. Haviam grupos distintos e que as vezes se aliavam e outras vezes não.
Havia uma ala mais conservadora  em torno da Associação Comercial, a FIESP era mais ao centro e dentro da FIESP haviam diretores mais conservadores (Nadir Figueiredo, De Nigris, Amato) e outros bem mais progressistas (Claudio Bardella, Luis Eulalio), isso se refletiu no apoio de um certo grupo da FIESP aos primeiros movimentos politicos do Lula lá por 79, mas esse grupo avançadinho não era uma unanimidade no empresariado.
Não podemos esquecer que o movimento de 64 teve tres grandes lideranças civis, Magalhães Pinto, Lacerda e Ademar, estes dois ultimos cassados pelo movimento que tornaram possivel. Dentro do regime vários generais de expressão foram afastados por discordarem do nucleo da linha dura, como Pery Bevilaua, Eurycledes Zerbini, o lider do primeiro momento Olimpio Mourão,  encostado no STM, assim como o Brigadeiro Deoclecio de Siqueira, tambem houveram choques sucessórios que afastaram nomes fortes como os Generais Euler Monteiro, Albuquerque Lima, Hugo Abreu. Quer dizer, o movimento nunca foi monolitico, haviam facções que lutavam internamente. Geisel era dos mais democráticos, tinha visão de longo prazo, liderança efetiva, dentro dos limites do movimento era um homem civilizado,  culto e afavel, tinha postura de Chefe de Estado e visão de Pais. Foi certamente o nome mais emblemático do regime, o único General Presidente que particpou de todas as fases do movimento desde o primeiro até o ultimo dia e que montou a saida do regime e em certo sentido o mais autoritário porque decidia sozinho, não era guiado por grupos ou assessores, alem disso era o que melhor sabia governar, se informava de todos os detalhes, tinha uma atuação bem organizada, métodica e racional, era um homem calmo e até frio no sentido de não agir por rompantes ou emoção. Geisel está a espera de uma biografia de peso, sua ação projetou-se fortemente desde o governo Castelo até o ultimo dos presidentes militares, General Figueiredo, escolhido por ele. Geisel foi o personagem central do regime ao arbitrar e vencer a maior ameaça à volta à democracia, que foi a operação do General Silvio Frota que representaria a volta da linha dura e obviamente uma saida muito mais traumatica do regime.
Quanto a Brizola e JK, nunca foram aliados nem antes e nem depois de abril de 64, não tinham qualquer afinidade politica, Brizola não participou da Frente Ampla, se fosse aliado de JK lá estaria. Quanto a dizer que Brizola seria eleito Presidente, não tem suporte em nada a não ser na opinião do comentarista. Brizola não tinha votos em SP e em Minas, não tinha base eleitoral para uma sucessão presidencial, a classe média tinha horror a ele, não esquecer que o Brizola de 63 era incendiário, o Brizola do retorno era muito mais moderado, o de 63 não afinava com a média do eleitorado brasileiro de então, o candidato natural era realmente JK.
Quanto às mortes de Castelo, JK, Lacerda e Jango, sem essa de teoria da conspiração, nada a ver, não tem encaixe no contexto politico, quando morreram não representavam ameaças ao regime.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O movimento de 64 não foi monolitico, era dividido em alas e grupos, em certos momentos prevaleciam uns e na fase seguinte outros, era uma relação de forças cambiantes, do começo ao fim. Castelo pessoalmente nunca quis a cassação de JK, antes de sua eleição indireta pelo Congresso em 10 de abril, foi à casa do Deputado Joaquim Ramos para encontrar JK, que prometeu seu voto a ele no Senado e Castelo naquelo momento nem cogitava de qualquer ação contra JK. A pressão veio do grupo do Ministro Costa e Silva, a chamada linha dura e Castelo não conseguiu resistir.<br />
Falar em empresariado paulista como se fosse um bloco só é irreal. Haviam grupos distintos e que as vezes se aliavam e outras vezes não.<br />
Havia uma ala mais conservadora  em torno da Associação Comercial, a FIESP era mais ao centro e dentro da FIESP haviam diretores mais conservadores (Nadir Figueiredo, De Nigris, Amato) e outros bem mais progressistas (Claudio Bardella, Luis Eulalio), isso se refletiu no apoio de um certo grupo da FIESP aos primeiros movimentos politicos do Lula lá por 79, mas esse grupo avançadinho não era uma unanimidade no empresariado.<br />
Não podemos esquecer que o movimento de 64 teve tres grandes lideranças civis, Magalhães Pinto, Lacerda e Ademar, estes dois ultimos cassados pelo movimento que tornaram possivel. Dentro do regime vários generais de expressão foram afastados por discordarem do nucleo da linha dura, como Pery Bevilaua, Eurycledes Zerbini, o lider do primeiro momento Olimpio Mourão,  encostado no STM, assim como o Brigadeiro Deoclecio de Siqueira, tambem houveram choques sucessórios que afastaram nomes fortes como os Generais Euler Monteiro, Albuquerque Lima, Hugo Abreu. Quer dizer, o movimento nunca foi monolitico, haviam facções que lutavam internamente. Geisel era dos mais democráticos, tinha visão de longo prazo, liderança efetiva, dentro dos limites do movimento era um homem civilizado,  culto e afavel, tinha postura de Chefe de Estado e visão de Pais. Foi certamente o nome mais emblemático do regime, o único General Presidente que particpou de todas as fases do movimento desde o primeiro até o ultimo dia e que montou a saida do regime e em certo sentido o mais autoritário porque decidia sozinho, não era guiado por grupos ou assessores, alem disso era o que melhor sabia governar, se informava de todos os detalhes, tinha uma atuação bem organizada, métodica e racional, era um homem calmo e até frio no sentido de não agir por rompantes ou emoção. Geisel está a espera de uma biografia de peso, sua ação projetou-se fortemente desde o governo Castelo até o ultimo dos presidentes militares, General Figueiredo, escolhido por ele. Geisel foi o personagem central do regime ao arbitrar e vencer a maior ameaça à volta à democracia, que foi a operação do General Silvio Frota que representaria a volta da linha dura e obviamente uma saida muito mais traumatica do regime.<br />
Quanto a Brizola e JK, nunca foram aliados nem antes e nem depois de abril de 64, não tinham qualquer afinidade politica, Brizola não participou da Frente Ampla, se fosse aliado de JK lá estaria. Quanto a dizer que Brizola seria eleito Presidente, não tem suporte em nada a não ser na opinião do comentarista. Brizola não tinha votos em SP e em Minas, não tinha base eleitoral para uma sucessão presidencial, a classe média tinha horror a ele, não esquecer que o Brizola de 63 era incendiário, o Brizola do retorno era muito mais moderado, o de 63 não afinava com a média do eleitorado brasileiro de então, o candidato natural era realmente JK.<br />
Quanto às mortes de Castelo, JK, Lacerda e Jango, sem essa de teoria da conspiração, nada a ver, não tem encaixe no contexto politico, quando morreram não representavam ameaças ao regime.</p>
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	<item>
		<title>Por: Neves</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691304</link>
		<dc:creator>Neves</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 23:49:28 +0000</pubDate>
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		<description>A bronca dos milicos com JK era por causa de Brasília. Muita sacanagem rolou em na construção da nova capital, muita gente se locupletou.
Eles achavam aquilo um desperdício, além do fato de que, por serem bons funcionários públicos, ficaram putos com a idéia da transferência. Trocar as delícias do Rio pela aridez poeirenta do planalto. Imagina.
Mas se houve coisa que ajudou eles no golpe, foi Brasília. Aquele isolamento do país e da sociedade.
Dar o golpe com a presidência no Rio seria bem mais complicado. Neste cenário eu diria que o golpe não sairia.
Se saísse, diria que a ditadura não ia durar o que durou. A reação carioca às firulas da corte castrense  seria implacável. No primeiro carnaval em que D. Yolanda fosse tema de marchinha de carnaval, os milicos iam se tocar na de pegar o quepe.
Brasília é imperdoável para o carioca. JK fez coisa de paulista com o Rio, se deixasse a capital onde estava, seria eleito em 65.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A bronca dos milicos com JK era por causa de Brasília. Muita sacanagem rolou em na construção da nova capital, muita gente se locupletou.<br />
Eles achavam aquilo um desperdício, além do fato de que, por serem bons funcionários públicos, ficaram putos com a idéia da transferência. Trocar as delícias do Rio pela aridez poeirenta do planalto. Imagina.<br />
Mas se houve coisa que ajudou eles no golpe, foi Brasília. Aquele isolamento do país e da sociedade.<br />
Dar o golpe com a presidência no Rio seria bem mais complicado. Neste cenário eu diria que o golpe não sairia.<br />
Se saísse, diria que a ditadura não ia durar o que durou. A reação carioca às firulas da corte castrense  seria implacável. No primeiro carnaval em que D. Yolanda fosse tema de marchinha de carnaval, os milicos iam se tocar na de pegar o quepe.<br />
Brasília é imperdoável para o carioca. JK fez coisa de paulista com o Rio, se deixasse a capital onde estava, seria eleito em 65.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jotapê</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691295</link>
		<dc:creator>Jotapê</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 23:36:59 +0000</pubDate>
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		<description>Gilson Raslan, em atenção:

Pode ter-lhe  parecido assim, mas não comparei a competência operacional de JK à de Maluf -- pobre JK...  Eu apenas aludi à mais vil das frases que ainda hoje se ouve na boca do eleitor: &quot;roubou mas fez&quot;
Mesmo porque, como disse lá em cima, os corruptos de então seriam até éticos se comparados aos de hoje (na ocasião, o percentual  oficial das negociatas era  2% ).
Cordialmente</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gilson Raslan, em atenção:</p>
<p>Pode ter-lhe  parecido assim, mas não comparei a competência operacional de JK à de Maluf &#8212; pobre JK&#8230;  Eu apenas aludi à mais vil das frases que ainda hoje se ouve na boca do eleitor: &#8220;roubou mas fez&#8221;<br />
Mesmo porque, como disse lá em cima, os corruptos de então seriam até éticos se comparados aos de hoje (na ocasião, o percentual  oficial das negociatas era  2% ).<br />
Cordialmente</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: evandro condé</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691125</link>
		<dc:creator>evandro condé</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 18:53:29 +0000</pubDate>
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		<description>simples senhor Cony, ja que cita com propriedade vários nomes, por que não os dos empresários paulistas. Aí talvez a credibilidade da informação seria, talvez, aceita.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>simples senhor Cony, ja que cita com propriedade vários nomes, por que não os dos empresários paulistas. Aí talvez a credibilidade da informação seria, talvez, aceita.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Marco Antonio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691118</link>
		<dc:creator>Marco Antonio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 18:39:06 +0000</pubDate>
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		<description>Bom, sinceramente, concordo que Brizola seria o anti-JK em 65. Só que, com sua popularidade e capacidade de mobilização das massas, dividiria o eleitorado conservador e mesmo o de centro e venceria JK e o candidato dos militares, fosse ou não o &quot; corvo da UDN&quot;. o favoritismo de JK deu-se muito mais antes do plebiscito de 63 ( e enquanto vigorava o parlamentarismo de Tancredo) do que após a volta ao Presidencialismo, quando ressurgiu de forma impressionante a força de Brizola. Esse o maior medo dos militares, tanto que Brizola foi sempre visto como o maior inimigo da ditadura. No que tange a uma eleição em 1965, após o golpe duvido que tenha sequer passado pela cabeça de qualquer militar_ incluído Castelo Branco_ realizá-la. Aumentaram o número de cassações justamente para que não surgisse um grupo opocionista de peso que insistisse na realização de um pleito direto. Quando perpetrado o golpe, o sonho de longa vida no poder já era antigo.
                  Finalmente, acho totalmente absurdo considerar-se golpistas democratas. E isso vale para Castelo Branco, Afonso Arinos, Milton Campos, Carlos Lacerda e muita gente_ inclusive familiares meus que participavam ativamente da política nacional da época_ reverenciada de tal forma. Devem receber louros por outras virtudes que possuíam, mas entre estas não se inclui o desrespeito_ seja por que motivo for_ a regimes legitimamente constituídos e legitimamente exercidos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, sinceramente, concordo que Brizola seria o anti-JK em 65. Só que, com sua popularidade e capacidade de mobilização das massas, dividiria o eleitorado conservador e mesmo o de centro e venceria JK e o candidato dos militares, fosse ou não o &#8221; corvo da UDN&#8221;. o favoritismo de JK deu-se muito mais antes do plebiscito de 63 ( e enquanto vigorava o parlamentarismo de Tancredo) do que após a volta ao Presidencialismo, quando ressurgiu de forma impressionante a força de Brizola. Esse o maior medo dos militares, tanto que Brizola foi sempre visto como o maior inimigo da ditadura. No que tange a uma eleição em 1965, após o golpe duvido que tenha sequer passado pela cabeça de qualquer militar_ incluído Castelo Branco_ realizá-la. Aumentaram o número de cassações justamente para que não surgisse um grupo opocionista de peso que insistisse na realização de um pleito direto. Quando perpetrado o golpe, o sonho de longa vida no poder já era antigo.<br />
                  Finalmente, acho totalmente absurdo considerar-se golpistas democratas. E isso vale para Castelo Branco, Afonso Arinos, Milton Campos, Carlos Lacerda e muita gente_ inclusive familiares meus que participavam ativamente da política nacional da época_ reverenciada de tal forma. Devem receber louros por outras virtudes que possuíam, mas entre estas não se inclui o desrespeito_ seja por que motivo for_ a regimes legitimamente constituídos e legitimamente exercidos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fábio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691112</link>
		<dc:creator>Fábio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 18:29:26 +0000</pubDate>
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		<description>O livro da biografia do GEISEL, editado pela FGV, traz algumas notícias sobre a cassação do JK.
Diz o GEISEL que durante o governo Castelo Branco foram feitas diversas comissões de inquérito, com amplos poderes de investigação e requisição de meios.
Se não me engano, o próprio GEISEL presidiu a do JK. Sendo apurado que o JK possuía inúmeros bens em nome de terceiros. Sendo prática do JK antes de construir alguma coisa comprar os terrenos em volta, em nome de terceiro, e depois faturar com a valorização do mercado.
Todos esses fatos foram apresentados ao JK sob a seguinte proposta: Você &quot;pica a mula&quot; do Brasil ou nós processamos e prendemos você por corrupção, sonegação fiscal e evasão de divisas.

&lt;strong&gt;

&lt;blockquote&gt;Não é verdade. O Jango tinha algumas fazendas, sim, das quais se desfez antes da posse. Já o JK precisou de ajuda de amigos para se manter no exterior. JK enriqueceu uma penca de sacanas, mas por amizade mesmo.&lt;/blockquote&gt;

&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O livro da biografia do GEISEL, editado pela FGV, traz algumas notícias sobre a cassação do JK.<br />
Diz o GEISEL que durante o governo Castelo Branco foram feitas diversas comissões de inquérito, com amplos poderes de investigação e requisição de meios.<br />
Se não me engano, o próprio GEISEL presidiu a do JK. Sendo apurado que o JK possuía inúmeros bens em nome de terceiros. Sendo prática do JK antes de construir alguma coisa comprar os terrenos em volta, em nome de terceiro, e depois faturar com a valorização do mercado.<br />
Todos esses fatos foram apresentados ao JK sob a seguinte proposta: Você &#8220;pica a mula&#8221; do Brasil ou nós processamos e prendemos você por corrupção, sonegação fiscal e evasão de divisas.</p>
<p><strong></p>
<blockquote><p>Não é verdade. O Jango tinha algumas fazendas, sim, das quais se desfez antes da posse. Já o JK precisou de ajuda de amigos para se manter no exterior. JK enriqueceu uma penca de sacanas, mas por amizade mesmo.</p></blockquote>
<p></strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Trindade</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-2/#comment-691110</link>
		<dc:creator>Fernando Trindade</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 18:25:42 +0000</pubDate>
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		<description>1) Parabéns  pro Cony por lembrar a cassação de JK. Parabéns pro Nassif por lembrar o apoio da mídia à cassação de JK, importante &#039;detalhe&#039; esquecido por Cony.

2) O golpe e a tragédia de 64 só poderiam ter sido evitados se a aliança PSD-PTB tivesse sido mantida. O fator fundamental para o Golpe foi o rompimento dessa aliança, com a atração do PSD pela UDN (Castelo garantira a JK a manutenção do calendário eleitoral). 

3) Santiago Dantas , Tancredo sabiam disso e alguns outros poucos sabiam da importância da aliança da esquerda e do centro para a governabilidade. Desgraçadamente Jango não entendeu isso. Brizola e Prestes nem cogitavam  disso, achavam que a Revolução estava logo ali à frente. Depois viram qual Revolução...

3) As linhas político-ideológicas que os golpistas tentaram acabar com a extinção dos partidos em 1966 permaneceram como resistência da política e dos políticos à ditadura, no MDB e na ARENA (Daí Arena 1, Arena 2, Arena 3 e por vezes MDB 1 MDB 2).

4) &#039;Mutatis mutandis&#039; (sem dúvida que o País mudou muito) mas são essas linhas político-ideológicas ( e respectivas bases sociais de classe) que estão por trás dos discursos e das ações políticas doehoje (que na verdade deitam raízes profundas em nossa história).

5) Portanto, apesar de todas as diferenças o PT (gostem  ou não certos petistas puristas)  se encontrou sim com a tradição reformista e popular do velho PTB (não confundir com o atual PTB, que é uma só fração daquele); o PMDB, no fundo é o velho PSD fisológico e moderado transfigurado e o PSDB se encontra sim com a herança udenista do elitismo autoritário e do reformismo por cima da tradição bacharelesca (o DEM é só a fração mais à direita dessa UDN de hoje);

6) O conservadorismo elitista sabe que para manter o poder na democracia e disputar o poder com o reformismo popular pelo voto pecisa do centro político. Golbery sabia que para o conservadorismo manter o poder pelo voto era fundamental uma aliança com o centro moderado. Isso é o que estava por trás do projeto fracassado do PP, para o qual o regime autoritário atraiu Setúbal, o próprio Tancredo e tantos outros. O fracasso do PP  (o regime tentou ludibriar Tancredo e se deu mal) siginificou o fim do sonho de institucionalização do regime de 64 e o fim da ditadura.

7) De 1989 para cá é só prestar atenção, são essas as forças que têm disputado o poder (percebam as similaridades entre os Governos Collor e Jânio, a UDN de porre na feliz expressão de Afonso Arinos). E, para concluir, essa é a questão que esta aí neste exato momento: a disputa pelo centro político fisiológico e moderado entre a direita (o elitismo reformista dos bacharéis) e a esquerda (o reformismo popular, ou populista para os que preferem).

8) 64  está mais aí do que aparenta.  A violenta campanha que neste exato momento está sendo efetuada contra José Sarney tem como objetivo estratégico fragilizar e no limite inviabilizar a aliança entre a esquerda e o centro para que esse,  a seguir, se alie à direita.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>1) Parabéns  pro Cony por lembrar a cassação de JK. Parabéns pro Nassif por lembrar o apoio da mídia à cassação de JK, importante &#8216;detalhe&#8217; esquecido por Cony.</p>
<p>2) O golpe e a tragédia de 64 só poderiam ter sido evitados se a aliança PSD-PTB tivesse sido mantida. O fator fundamental para o Golpe foi o rompimento dessa aliança, com a atração do PSD pela UDN (Castelo garantira a JK a manutenção do calendário eleitoral). </p>
<p>3) Santiago Dantas , Tancredo sabiam disso e alguns outros poucos sabiam da importância da aliança da esquerda e do centro para a governabilidade. Desgraçadamente Jango não entendeu isso. Brizola e Prestes nem cogitavam  disso, achavam que a Revolução estava logo ali à frente. Depois viram qual Revolução&#8230;</p>
<p>3) As linhas político-ideológicas que os golpistas tentaram acabar com a extinção dos partidos em 1966 permaneceram como resistência da política e dos políticos à ditadura, no MDB e na ARENA (Daí Arena 1, Arena 2, Arena 3 e por vezes MDB 1 MDB 2).</p>
<p>4) &#8216;Mutatis mutandis&#8217; (sem dúvida que o País mudou muito) mas são essas linhas político-ideológicas ( e respectivas bases sociais de classe) que estão por trás dos discursos e das ações políticas doehoje (que na verdade deitam raízes profundas em nossa história).</p>
<p>5) Portanto, apesar de todas as diferenças o PT (gostem  ou não certos petistas puristas)  se encontrou sim com a tradição reformista e popular do velho PTB (não confundir com o atual PTB, que é uma só fração daquele); o PMDB, no fundo é o velho PSD fisológico e moderado transfigurado e o PSDB se encontra sim com a herança udenista do elitismo autoritário e do reformismo por cima da tradição bacharelesca (o DEM é só a fração mais à direita dessa UDN de hoje);</p>
<p>6) O conservadorismo elitista sabe que para manter o poder na democracia e disputar o poder com o reformismo popular pelo voto pecisa do centro político. Golbery sabia que para o conservadorismo manter o poder pelo voto era fundamental uma aliança com o centro moderado. Isso é o que estava por trás do projeto fracassado do PP, para o qual o regime autoritário atraiu Setúbal, o próprio Tancredo e tantos outros. O fracasso do PP  (o regime tentou ludibriar Tancredo e se deu mal) siginificou o fim do sonho de institucionalização do regime de 64 e o fim da ditadura.</p>
<p>7) De 1989 para cá é só prestar atenção, são essas as forças que têm disputado o poder (percebam as similaridades entre os Governos Collor e Jânio, a UDN de porre na feliz expressão de Afonso Arinos). E, para concluir, essa é a questão que esta aí neste exato momento: a disputa pelo centro político fisiológico e moderado entre a direita (o elitismo reformista dos bacharéis) e a esquerda (o reformismo popular, ou populista para os que preferem).</p>
<p> <img src='http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> 64  está mais aí do que aparenta.  A violenta campanha que neste exato momento está sendo efetuada contra José Sarney tem como objetivo estratégico fragilizar e no limite inviabilizar a aliança entre a esquerda e o centro para que esse,  a seguir, se alie à direita.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Orlando Varêda</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-1/#comment-691095</link>
		<dc:creator>Orlando Varêda</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 18:05:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31469#comment-691095</guid>
		<description>Cascudo, me desculpe, o caráter bastante democrático que atribui a Castelo Branco, servia apenas às articulações golpista, pela qual, sua traição à constituição e ao govêrno que servia, lhe rendeu o cargo de primeiro ditador de plantão na ditadura de primeiro de abril de 64.
Lembre-se que, todo direitista sempre se diz democrata.

Abraços. Orlando</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cascudo, me desculpe, o caráter bastante democrático que atribui a Castelo Branco, servia apenas às articulações golpista, pela qual, sua traição à constituição e ao govêrno que servia, lhe rendeu o cargo de primeiro ditador de plantão na ditadura de primeiro de abril de 64.<br />
Lembre-se que, todo direitista sempre se diz democrata.</p>
<p>Abraços. Orlando</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jairo Juruna</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-1/#comment-691059</link>
		<dc:creator>Jairo Juruna</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 17:17:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31469#comment-691059</guid>
		<description>A versão que eu tinha era diferente: A cassação de JK e o acidente que provocou a morte do Castelo Branco teriam sido obras de FHC e José Serra. 

Se a Veja já existisse, também seria culpada.

&lt;strong&gt;

&lt;blockquote&gt;E a foto de capa da matéria seria o Juruna com um sorvete na testa.&lt;/blockquote&gt;

&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A versão que eu tinha era diferente: A cassação de JK e o acidente que provocou a morte do Castelo Branco teriam sido obras de FHC e José Serra. </p>
<p>Se a Veja já existisse, também seria culpada.</p>
<p><strong></p>
<blockquote><p>E a foto de capa da matéria seria o Juruna com um sorvete na testa.</p></blockquote>
<p></strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cascudo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-1/#comment-691037</link>
		<dc:creator>Cascudo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 16:56:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31469#comment-691037</guid>
		<description>&quot;O que levou à prrogação do golpe foi a constatação de que JK seria imbatível nas urnas. O fenômeno Jânio e sua tristeza ébria já tinha se esgotado. O Lacerdismo era de curto alcance. O grande personagem era JK, de novo.&quot;

Ou seja, JK, o conciliador, não era uma solução viável para os militares. Logo eles não queriam mesmo sair do poder.

Concordo que Lacerda não ganharia nacionalmente, por causa da morte do Getúlio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O que levou à prrogação do golpe foi a constatação de que JK seria imbatível nas urnas. O fenômeno Jânio e sua tristeza ébria já tinha se esgotado. O Lacerdismo era de curto alcance. O grande personagem era JK, de novo.&#8221;</p>
<p>Ou seja, JK, o conciliador, não era uma solução viável para os militares. Logo eles não queriam mesmo sair do poder.</p>
<p>Concordo que Lacerda não ganharia nacionalmente, por causa da morte do Getúlio.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Figue</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-1/#comment-691035</link>
		<dc:creator>Figue</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 16:54:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31469#comment-691035</guid>
		<description>Faltou clareza de minha parte. Brizola seria o grande cabo eleitoral estando do lado oposto a JK, deixando JK como o anti república sindicalista.
Vocação, leia-se tradição.

&lt;strong&gt;

&lt;blockquote&gt;Ai sim.&lt;/blockquote&gt;

&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Faltou clareza de minha parte. Brizola seria o grande cabo eleitoral estando do lado oposto a JK, deixando JK como o anti república sindicalista.<br />
Vocação, leia-se tradição.</p>
<p><strong></p>
<blockquote><p>Ai sim.</p></blockquote>
<p></strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Figue</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-1/#comment-691031</link>
		<dc:creator>Figue</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 16:44:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31469#comment-691031</guid>
		<description>Faltou clareza de minha parte. Brizola seria o grande cabo eleitoral estando do lado oposto a JK, deixando JK como o anti república sindicalista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Faltou clareza de minha parte. Brizola seria o grande cabo eleitoral estando do lado oposto a JK, deixando JK como o anti república sindicalista.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cascudo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-cassacao-de-jk/comment-page-1/#comment-691026</link>
		<dc:creator>Cascudo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 16:40:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31469#comment-691026</guid>
		<description>Outra coisa que nunca entendi direito foi a morte do Castelo Branco, logo após deixar a presidência.

Dado o caráter bastante democrático dele, comparado com a inabilidade política do costa e Silva, que teve de apelar pro AI-5, é bastante providencial aquele acidente, não?

É incrível como a proximidade ao poder fazia as pessoas morrerem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Outra coisa que nunca entendi direito foi a morte do Castelo Branco, logo após deixar a presidência.</p>
<p>Dado o caráter bastante democrático dele, comparado com a inabilidade política do costa e Silva, que teve de apelar pro AI-5, é bastante providencial aquele acidente, não?</p>
<p>É incrível como a proximidade ao poder fazia as pessoas morrerem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
